Intrínseca começa a publicar eBooks


Nesta quinta-feira, editora lança 20% do catálogo em formato digital e espera chegar a 95% até março de 2012

A Intrínseca começa a vender seus primeiros e-books na quinta-feira, dia 15, por meio das livrarias Cultura, Saraiva e Gato Sabido. Serão 30 títulos na primeira leva, que representam 20% do catálogo e que já venderam, segundo informações da própria editora, 17,5 milhões de exemplares. Até o fim do ano, a Intrínseca lança mais dez e-books e, até março de 2012, o plano é oferecer 95% do catálogo digitalizado.

Entre os primeiros e-books que serão lançados estão os livros das séries best-seller Crepúsculo ePercy Jackson e os olimpianos, e outros títulos de sucesso como Um diaA menina que roubava livros eBilionários por acaso: a criação do Facebook.

A editora começará a fazer lançamento simultâneo das versões impressa e digital, em formato ePub, em janeiro. Serão publicados A visita cruel do tempo, romance de Jennifer Egan vencedor do Pulitzer de ficção em 2011, e Silêncio, continuação da série Hush, Hush de Becca Fitzpatrick.

Segundo a Intrínseca, os e-books terão mais de 30% de desconto em relação ao preço de capa dos exemplares físicos e custarão, em média, entre R$ 19,90 e R$ 24,90. As obras digitais são compatíveis com os sistemas operacionais iOS [para produtos da Apple] e Android [presente em dispositivos de várias fabricantes, como a Samsung], além de poderem ser lidos nos e-readers da Sony e da Positivo.

Neste semestre, outras editoras, como a LeYa e a Editora 34, também lançaram seus primeiros e-books.

E-books da Intrínseca disponíveis a partir de 15/12:
 
Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer
– Crepúsculo

– Lua nova
– Eclipse
– Amanhecer
– A breve segunda vida de Bree Tanner

Série Percy Jackson e os olimpianos, de Rick Riordan
– O ladrão de raios
– O Mar de monstros
– A maldição do Titã
– A batalha do Labirinto
– O último olimpiano
– Os arquivos do semideus

Série As crônicas dos Kane,de Rick Riordan
– A pirâmide vermelha
– O trono de fogo

Série Os heróis do Olimpo, de Rick Riordan
– O herói perdido

Série Os imortais, de Alyson Noël
– Para sempre
– Lua azul
– Terra das sombras

– Chama negra
– Estrela da noite
– Infinito

Série Riley Bloom, de Alyson Noël
– Radiante

Série Os Legados de Lorien
– Eu sou o Número Quatro, de Pittacus Lore

Outros títulos
– A hospedeira, de Stephenie Meyer
– A menina que roubava livros, Markus Zusak
– Bilionários por acaso, de Ben Mezrich
– Hell, de Lolita Pille
– O efeito Facebook, de David Kirkpatrick
– Pequena Abelha, de Chris Cleave
– Precisamos falar sobre o Kevin, de Lionel Shriver
– Um dia, de  David Nicholls

E-books disponíveis até o fim de 2011:
– A lebre com olhos de âmbar, de Edmund de Waal
– Como Proust pode mudar sua vida, de Alain de Botton
– Crescendo, de Becca Fitzpatrick [Série Hush, Hush]
– Dupla falta, de Lionel Shriver
– Nuvem da morte, de Andrew Lane [Série O jovem Sherlock Holmes]
– O hipnotista, de Lars Kepler
– O mundo pós-aniversário, de Lionel Shriver
– O poder dos seis, de Pittacus Lore [Série Os Legados de Lorien]
– Religião para ateus, de Alain de Botton
– Silêncio, de Becca Fitzpatrick [Série Hush, Hush]

PublishNews | 13/12/2011

Livro eletrônico ainda engatinha no País, mas já mobiliza mercado editorial


Crescente consumo de conteúdo digital está transformando a indústria de dispositivos móveis, livrarias, editoras e distribuidoras

Prever se o iPad será mesmo o aparelho queridinho nos próximos dez anos ou se um e-reader [aparelho para leitura digital] tem condições de desbancar os tablets parece dúvida sem resposta no terreno da tecnologia. Mas o crescente consumo de conteúdo digital, ao contrário, é consenso. O e-book [livro eletrônico], especialmente, está transformando tanto a indústria de dispositivos móveis como livrarias, editoras e distribuidoras brasileiras.

A Xeriph, espécie de depósito virtual de 5,5 mil e-books que conecta editoras a livrarias, recebia 1 ou 2 títulos virtuais por semana em dezembro de 2010, ano de sua criação. Hoje, são mais de 100. As editoras parceiras, no mesmo período de comparação, saltaram de 20 para 170 – aproximadamente 90% do total de editoras envolvidas na produção de e-books no Brasil.

Esse avanço pode ser visto com nitidez nas livrarias, que agora incorporam em seu quadro de funcionários equipe dedicada apenas aos livros digitais. Na Cultura, o volume de e-books vendidos dobra a cada três meses e a receita desse setor chega a 1% do faturamento total da companhia, R$ 300 milhões no ano passado.

Como caminhamos, a participação dos e-books nas vendas totais será de 5% em 2013“, diz o coordenador da equipe de e-books da Livraria Cultura, Mauro Widman. A concorrente Saraiva, sem revelar valores, também mostra progresso. Sua loja de livros virtuais ocupa a 60.ª posição entre as 103 lojas físicas no quesito vendas, acima até da loja da Rua Augusta, endereço movimentado em São Paulo.

Apesar do crescimento constatado, estimar quanto a venda de e-books movimenta no País, no momento, é difícil. Na maior parte das livrarias e editoras, a participação marginal do e-book em relação ao faturamento total do negócio cria a política de não abrir os valores. Isso deve mudar quando o Brasil chegar perto dos Estados Unidos. Em 2010, a receita do setor editorial com livros virtuais foi de US$ 878 milhões no país, segundo a Associação de Editoras Americanas.

Milagre. O acervo brasileiro de e-books tem cerca de 7 mil títulos, incluindo produções nacionais e estrangeiras, apontam estimativas do mercado. O da Amazon, pioneira no segmento, tem 950 mil títulos. Seria medíocre a posição do Brasil, se não analisadas as particularidades do setor.

Duda Ernanny, presidente da Xeriph e da primeira livraria digital do País, a Gato Sabido, diz ser um milagre a empresa ter uma pequena margem de lucro. “Ainda não há uma boa base de leitores digitais no País, nosso acervo é pequeno, os direitos autorais para obras virtuais não estão inclusos em antigos contratos com escritores e os aparelhos são caros.

O iPad, lançado há um ano a R$ 1.650 na versão mais simples, foi o responsável pelo estímulo dos e-books no Brasil. Mas e-readers, como o Kindle, não pegaram por aqui. Afinal, o que compensa mais: um aparelho de R$ 800 que serve para ler livro ou um de R$ 1.700, para também navegar na internet, tirar foto, gravar vídeo e muito mais?

Esse fator colabora com a projeção de mais de 400 mil tablets vendidos em 2011, de acordo com a empresa de pesquisa IDC. Para a indústria, seriam 400 mil bibliotecas em potencial. O problema, por ora, continua sendo o pequeno acervo. “Em vez de muitas obras para poucas prateleiras, hoje temos muitas prateleiras para poucas obras“, diz Hernanny.

Pouco a pouco. O movimento nas editoras mostra que as prateleiras vagas no ciberespaço serão preenchidas pouco a pouco. A Zahar, uma das primeiras a produzir livros digitais no Brasil, hoje tem 450 e-books em seu catálogo, o equivalente a 1% de seu faturamento. Sextante, Objetiva, Record, Rocco, L&PM e Planeta devem terminar este ano com 1,2 mil livros digitais, distribuídos pela empresa que criaram em conjunto, a Distribuidora de Livro Digital. Sua previsão de faturamento é de R$ 1,5 milhão.

Na Campus Elsevier – braço da secular editora holandesa Elsevier, que já publicou teses do físico Galileu Galilei -, a atenção se volta para os livros virtuais. São 500 e-books, com a expectativa de mil para o fim do ano que vem. O presidente da empresa, Igdal Parnes, garante ser o maior acervo do Brasil.

O processo de inserção dos e-books no mercado é lento, diz o executivo. “Em termos de produção editorial, ele não é necessariamente mais barato. O e-book não demanda impressão, mas exige infraestrutura tecnológica para armazená-lo. E a parcela de dinheiro referente ao direito autoral é maior quando o livro é digital.

Nesse caso, o autor fica com 25% do dinheiro recebido pela editora com o valor de capa. Quando o livro é físico, 20% vai para o autor.

Além disso, não é simples transformar o arquivo do livro [o encaminhado à gráfica] em e-book. O melhor formato para leitura de livros em aparelhos eletrônicos é o e-pub, cujo custo é de R$ 209 por conversão.

Ou seja, isso pesa para editoras que querem milhares de livros em e-pub. Essa seria a principal razão para a predominância de livros em pdfs no acervo brasileiro.

POR NAYARA FRAGA | O Estado de S.Paulo | 10 de dezembro de 2011, às 3h10

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais

Escola do Livro: Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa | 27 de Setembro de 2011

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Curso “O Livro na Era Digital | Edição e Suportes”


As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO

  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 20 de agosto de 2011, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
http://www.escoladoescritor.com.br

Um ano depois…


O que mudou no mercado editorial brasileiro entre o 1° Congresso Internacional do Livro Digital e a edição que se encerra agora

Em um ano, o brasileiro parou de discutir se a chegada do livro digital representaria o fim do livro físico e colocou a mão na massa. No longínquo março de 2010, a Câmara Brasileira do Livro [CBL] e a Feira do Livro de Frankfurt realizaram o 1º Congresso Internacional do Livro Digital e o clima era de incertezas, com a maioria dos editores ainda sem coragem de arriscar e de investir dinheiro em experimentos.

Mesmo com poucos títulos convertidos para e-books, as livrarias começaram a se mexer. Em abril, a Gato Sabido deixou de reinar sozinha e teve de dividir os clientes com a Livraria CulturaA eBookstore da Saraiva seria inaugurada um mês depois. Hoje, até Ponto Frio, Casas Bahia e Extra vendem livro digital. E Ricardo Eletro, que passou a vender livros este ano, tem planos de incluir as versões digitais em seu site. E tem mais: hoje, até editoras vendem e-books diretamente para o leitor final a partir de seus sites, como é o caso da pioneira Ciência Moderna e do Grupo A.

As distribuidoras Xeriph e DLD também chegaram em 2010 para ajudar as editoras, que já conseguiram produzir, no total, 4 mil títulos em português. O número é pequeno se comparado ao de títulos importados à venda por aqui. Na Saraiva, por exemplo, eles superam os 220 mil. Essas mesmas editoras mandaram seus funcionários estudar, e nisso quem se destacou foi a gaúcha [e italiana] Simplissimo. Ela levou seu curso de produção de e-books para São Paulo e para o Rio e pode continuar viajando se conseguir fechar turmas em outros estados.

Dados de vendas ainda são um mistério, mas boas surpresas aparecem pelo caminho. O Grupo A, por exemplo, produziu um aplicativo para o livro Medicamentos de A a Z e vendeu nada menos do que 2.500 unidades só na AppStore [ele custa US$ 24,99].

As bibliotecas não ficaram de fora do movimento. Neste ano, Saraiva, Atlas, Grupo A e Gen criaram a Minha Biblioteca, uma empresa que pretende vender catálogos digitais para bibliotecas universitárias e que acaba de assinar contrato com a Ingram para a parte tecnológica.

Isso sem contar o interesse da Amazon e da Google, que estão contratando profissionais para atuar no Brasil, e da Kobo, que está trazendo o holandês Pieter Swinkels para cuidar de suas operações na América Latina.

Agora só falta o e-reader ficar mais barato, as editoras encontrarem um ponto de equilíbrio entre o preço do livro físico e do digital, os contratos serem resolvidos e o governo lançar edital para compra de obras digitais.

Ilustração: Jonas Meirelles – http://www.jonasilustracao.blogspot.com

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 28/07/2011

Números de uma micro editora, que ainda não começou seu planejamento de marketing


Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 16/06/2011

Na última coluna, que deu o que falar, comentei que hoje colocaria os números dos e-books da @CakiBooks… Eis que agora cumpro minha promessa.

Vou começar falando da estrutura [ou seria a falta dela?] do início da @CakiBooks. Somos três pessoas, que começamos em home office, cada uma em sua casa, ligadas por um serviço de internet bem eficiente e um serviço Nextel nem tão eficiente assim. Começamos a empresa sem empréstimos homéricos, sem aportes colossais. Podemos afirmar que a Caki não deve a sistema financeiro algum. Nossa ideia inicial era editar o que gostávamos e ver o que conseguiríamos com essa nova onda digital, que eu já previa que viria com tudo. Fizemos um site básico, que estamos em projeto de melhoria agora, e uma loja de graça pela Magento. Isso com ajuda de um amigo, que depois nos abandonou…

Temos um ano e meio de existência. Não me dedico 100% à Caki [trabalho em três lugares… ok]. Um dia será minha prioridade. Mas nosso panorama hoje é: continuamos três e possuímos 38 obras, entre livros, crônicas e produção de domínio público para e-book. Usamos basicamente a plataforma Xeriph para distribuição de nossos e-books e controle de downloads no Brasil. Possuímos cinco aplicativos para Apple e Android. Distribuímos internacionalmente pela Amazon.

Nossas vendas no Brasil pela Xeriph: 60 em março, 30 em abril e 104 em maio. Nosso investimento em marketing: ZERO [por enquanto, claro]. Focamos nas mídias sociais, mas não tanto quanto gostaríamos, e buscamos editais para dar um up inicial e vendendo, sim, livros impressos via parceria com a Singular. Estoque: ZERO. Vontade e ideias: milhares. E estamos buscando agora desenvolver autores incríveis que confiaram na proposta da Caki.

O legal é que pela Caki eu consigo desmistificar um monte de coisas. A primeira delas foi a distribuição digital nacional e internacional de obras [escrevi sobre isso aqui]. Depois me falaram que e-book era uma coisa mística, muito misteriosa e fora do poder financeiro do mercado editorial brasileiro, e produzimos não só nossos lançamentos, como também domínios públicos etc.

Hoje no Brasil conheço duas empresas que prestam este serviço de conversão: a Simplíssimo e a Xeriph… Como trabalho na Xeriph, vou falar dos preços de conversões praticados por ela: R$ 109 por livro de baixa e média complexidade [os que têm texto ou imagens]. Nossa…como é fora de nossas possibilidades, não?! [ironia]. A Xeriph também oferece treinamento a equipes das editoras parceiras por um preço amigo. O interesse da Xeriph é o conteúdo que as editoras proverão para a distribuição e por isso procuram fazer as editoras auto-suficientes para produção de seu próprio conteúdo [sim, tenho participação na formatação deste projeto].

Sobre a confecção de audiobooks, nosso estúdio parceiro é a Audio Edition que cobra uma média de 300 reais a leitura e gravação de um livro com até 300 páginas em MP3…ok, cada projeto é um projeto…mas já dá para ver que não é inalcançável… A própria Audio Edition fez nossos aplicativos para Android, com a arte dos livros infantis e as músicas juntas por R$ 250. Nossos aplicativos também são bem básicos, mas fofos.

O aplicativo Saca-Rolhas na AppStore foi feito pelo Mauricio Junior, que não consegui autorização a tempo para colocar o contato dele aqui, mas fico devendo e colocarei via Twitter depois. Ele cobra em média uns R$ 300 também para colocar seu conteúdo, estático num aplicativo.

Na FNLIJ, semana passada, discutimos algo que encaixa aqui: o conteúdo infanto-juvenil em e-book é ridiculamente pequeno no Brasil. Somente 3% do conteúdo da Gato Sabido é infanto- juvenil… Na Amazon, ao procurar conteúdo desta ordem, já começa com a oferta de mais de 29 mil e-books. Que vergonha!

O livro hoje gera vários produtos, e por que não aproveitar isso tudo? O alcance e a diversificação de renda de uma editora aumentou. Se não é inalcançável para a Caki, imagine para uma editora mais antiga e melhor estruturada financeiramente.

O processo de edição anterior à finalização continua o mesmo: seleção, agenciamento, revisão, tradução, diagramação. Daí em diante é que se diversifica.

Gostaria muito de receber experiências de editoras com provedores de serviços bons e baratos. Estou disposta a colocar aqui para fazermos deste espaço uma troca de ideias de colegas de trabalho. Claro que se investigarmos, chegamos na internet a quem quisermos, mas por que complicar se podemos trocar? Ainda fazemos amizade =0]

Sobre a coluna anterior, preciso dividir com vocês o quanto ela mexeu com as pessoas… E por incrível que pareça só recebi apoio e adendos às minhas perguntas. Foi muito divertido! Na próxima coluna colocarei o desdobramento e alguns trechos do que recebi em resposta àquelas indagações.

Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 16/06/2011

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Vive em Copacabana e tem uma gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre tecnologias ligadas a área literária.

Últimas vagas para curso sobre edição de livros digitais


Curso organizado pela Estação das Letras e pelo PublishNews terá duração de 22 horas

Começa neste sábado, dia 18, no Rio de Janeiro, e terá duração de 22 horas, com aulas sempre aos sábados, o curso “Editando livros digitais”. Resultado de uma parceria entre a Estação das Letras e o PublishNews, o curso reunirá profissionais atuantes no mercado editorial que tratarão de temas como edição, distribuição, divulgação, novas narrativas digitais e impressão sob demanda. O panorama internacional e nacional do livro digital também será apresentado. Entre os professores estão Carlo Carrenho, do PublishNews; José Henrique Grossi, da Xeriph; Cristiane Costa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Roberto Cassano, da Agência Frog; Bruno Valente, da Punch; Camila Cabete, da Gato Sabido; e Newton Neto, da Singular Digital. O curso será realizado no Museu da República [Rua do Catete, 153 – Catete – Rio de Janeiro/RJ]. Para a programação completa, clique aqui.

PublishNews | 15/06/2011

Estação das Letras lança curso sobre livro digital


Curso pretende preparar profissional do livro para o já real cenário digital; curadoria é do PublishNews

Até bem pouco tempo, os livros digitais eram uma realidade distante. Mas nos últimos dois anos, os e-books saltaram da quase ficção científica para a realidade. Nos Estados Unidos, responderam, só no ano passado, por cerca de 9% do faturamento, crescimento de 200% em relação a 2009 e de 800% em relação a 2008. No Brasil, as grandes livrarias já lançaram, ou estão lançando, suas lojas de e-books; há duas distribuidoras digitais em operação e nenhuma editora pode mais se dar ao luxo de ignorar o que antes era chamado futuro digital.

Com este cenário em mente, a Estação das Letras, no Rio, coloca na rua o curso “Editando livros digitais”, inédito no país. Com uma carga horária de 22h, o curso será realizado em junho e julho e terá aulas ministradas por profissionais do mercado de livros digitais e aborda desde a produção e a criação literária de e-books até o marketing, a distribuição e a comercialização de conteúdo digital. A curadoria do curso é do PublishNews.

“Ainda não havia no mercado brasileiro um curso pragmático e rápido que oferecesse uma visão ampla não apenas do futuro do livro digital, mas também do seu presente e das práticas que o mercado já vem adotando”, explica Carlo Carrenho, fundador do PublishNews e coordenador do curso na Estação.

O objetivo, segundo Carrenho, é que cada aluno, ao fim do curso, esteja preparado para o futuro digital e consciente desta realidade, que já existe tanto no mercado brasileiro quanto no internacional.

Para José Henrique Grossi, consultor comercial da distribuidora digital Xeriph, o curso é de fato bem-vindo. “Depois de anos no mercado editorial de livros de papel, eu migrei recentemente para o mercado de e-books. Este é o curso que eu gostaria de ter feito no momento da minha transição”, afirma Grossi, que ministrará a aula “O mercado nacional de livros digitais”.

Os outros professores são Cristiane Costa [UFRJ], Roberto Cassano [Agência Frog], Bruno Valente [Punch], Camila Cabete [Gato Sabido], Newton Neto [Singular Digital] e Carlo Carrenho [PublishNews].

Serviço
“Editando livros digitais”
Dias 18 e 25 de junho / 2 e 9 de julho, das 10h às 17h [total 22h/aula]
Local: a definir
Preço: R$ 900
Inscrições: 21 3237-3947
Organização: Estação das Letras
Apoio e curadoria: PublishNews

Estação das Letras
Rua Marquês de Abrantes, 177 – Loja 107 Flamengo/RJ
Telefone: [21] 3237-3947

Programa do curso Editando livros digitais

18 de junho

Aspectos gerais do mercado digital – Uma introdução | 2 horas | Carlo Carrenho

Apresentação do curso
Apresentação dos alunos
Um panorama geral do cenário digital
Os últimos acontecimentos do mercado digital
Conceitos básicos

O mercado internacional de livros digitais | 3 horas | Carlo Carrenho

Os números do mercado dos EUA
Um panorama do resto do mundo
Os três mosqueteiros: Amazon, Apple, Google e Kobo
A Barnes&Noble
Self-publishing & outros modelos
Os livros texto digitais

Carlo Carrenho é formado em Economia pela FEA-USP e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, da Universidade de Harvard. Já possui 15 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras acadêmicas, religiosas e de mercado geral, como a Thomas Nelson Brasil. Em 2001, criou o PublishNews, um informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro que hoje já possui mais de 10 mil assinantes. Atualmente acompanha de perto a revolução digital do mercado editorial e atua como consultor para empresas do setor. Apesar de paulista, é flamenguista.

25 de junho

Novas estratégias narrativas para a mídia digital |3 horas | Cristiane Costa

As tecnologias do livro: do manuscrito ao iPad
Leitor passivo x leitor ativo
Novas estratégias de storytelling

Cristiane Costa é pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, onde desenvolve estudo sobre novas estratégias narrativas em mídias digitais, com o apoio da Faperj. Coordenadora do curso de Jornalismo da ECO-UFRJ, é uma das curadoras do ciclo Oi Cabeça, dedicado à literatura eletrônica.

O mercado nacional de livros digitais | 2 horas | José Henrique Grossi

Os principais players
Os distribuidores digitais brasileiros
As e-bookstores brasileiras
Os desafios do mercado digital nacional
Estratégias sadias para o sucesso digital

José Henrique Grossi é consultor comercial da distribuidora digital Xeriph. Economista, entrou no mercado editorial em 1973 como divulgador da editora Saraiva, empresa de onde saiu nove anos depois como gerente de promoção. Trabalhou na Abril Educação e na Nova Cultural e, em 1997, criou a Grossi Representações. Foi vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro em 1999. É santista roxo.

2 de julho

Livros Digitais, pequenas editoras e processo de produção | 3 horas | Camila Cabete

Os desafios de se montar uma editora digital
Definindo uma estratégia
Negociação com os grandes players
O processo de produção

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis.

As vantagens da impressão por demanda e como aproveitá-las | 3 horas | Newton Neto

Como funciona a impressão por demanda
O status atual da impressão por demanda nos EUA
O status atual da impressão por demanda no Brasil
Os benefícios da impressão por demanda para editoras
Os benefícios da impressão por demanda para autores
Self-publishing no Brasil

Newton Neto é diretor-executivo da Singular, braço do grupo Ediouro [do qual fazem parte as editoras Agir, Nova Fronteira, Plugme, entre outras] dedicado às novas tecnologias. Possui uma experiência de oito anos na área de conteúdo e tecnologia, abrangendo desde conteúdo para celulares a livros digitais. Recifense, é fanático pela Santa Cruz.

9 de julho

Marketing Digital para Livros Digitais | Roberto Cassano [Agência Frog] | 3 horas

O que é marketing digital
As mídias sociais: Facebook, Orkut, Twitter e FourSquare
Estratégias de sucesso para o marketing online de livros
Os erros e acertos dos sites de editoras, livros e autores
Métrica de resultados

Roberto Cassano é formado em Jornalismo, com MBA em Marketing. Atua em Publicidade desde 2001 e em Mídia On-line desde 1996. Participou dos movimentos iniciais do primeiro jornal brasileiro na internet, o JB On-Line, e das pioneiras revistas “internet.br” e “Internet Business”. Foi executivo do portal de tecnologia Canal Web e diretor de Mídias Digitais na Seluloid. É diretor de Criação e Estratégia da Agência Frog, com ênfase em mídias sociais e palestrante em instituições como Fundação Getulio Vargas, Facha e Casa do Saber

E-books e apps | 3 horas | Bruno Valente

Uma breve história dos e-books
Uma breve história das Apps
ePubs: o caminho para chegar até eles
Erros e acertos na produção de ePubs
Apps: o caminho para chegar a elas
Uma questão de equilibro: até onde uma app pode chegar antes de virar filme ou vídeo-game?
Aspectos financeiros de apps e e-books

Bruno Valente é formado em Comunicação Social [Rádio e TV] pela UFRJ, onde produziu uma das pesquisas sobre HDTV no Brasil. Pós-graduado no MBA Film & Television Business pela Fundação Getúlio Vargas. Atua no Mercado Audiovisual há 15 anos. É sócio diretor da Punch! Comunicação & Tecnologia, que desenvolve aplicativos móveis de produtos, marcas e educacionais para Apple[ iPhone, iPads, iPod Touch], Research in Motion [Blackberry] e Android, além de trabalhar com produção audiovisual transmídia e captação de recursos para projetos variados através de leis de incentivo. No Mercado Editorial, realiza aplicativos de editoras, livros e publicações e conversão de livros para o formato ePUB, sempre tendo como objetivo divulgar o conteúdo, gerar público e receita para seus clientes.

PublishNews | 13/05/2011

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

Xeriph, ‘cria’ da Gato Sabido para livros digitais, recebe aporte e sócios


Carlos Eduardo Ernanny, da Xeriph: contrato com cem editoras para oferta de 3,5 mil títulos por meio do novo site

Quando o empresário do mercado financeiro Carlos Eduardo Ernanny decidiu apostar nos livros digitais e lançou a livraria virtual Gato Sabido, não imaginava que sua iniciativa no segmento lhe renderia uma segunda empresa. Após enfrentar dificuldades para criar seu catálogo de livros virtuais e padronizar os arquivos para formatos protegidos contra cópias piratas, Ernanny decidiu usar a experiência para abrir um novo negócio, voltado para auxiliar outras livrarias e editoras. Assim surgiu, em abril de 2010, a Xeriph, primeira distribuidora de livros digitais do país.

Por Cibelle Bouças | Valor Econômico | 18/03/2011

Doce veneno do escorpião em e-book… mas só em inglês


Acaba de ser disponibilizado na ebookstore Gato Sabido a versão digital em inglês de Doce veneno do escorpião, livro de Raquel Pacheco Pinto que chegou aos cinemas na última sexta-feira com o filme ”Bruna Surfistinha”. The Scorpion’s Sweet Venom é um lançamento da Bloomsbury e está à venda por R$ 24,47. Confira.

Ainda não existe a versão digital em português deste livro.

PublishNews | 02/03/2011

Meta… o quê?


Texto escrito por Camila Cabete | Publicado originalmente em PublishNews | 10/02/2011

Vamos começar com as definições: de acordo com Wikipedia “Metadados [DD ou Dicionário de dados], ou Metainformação, são dados sobre outros dados. Um item de um metadado pode dizer do que se trata aquele dado, geralmente uma informação inteligível por um computador. Os metadados facilitam o entendimento dos relacionamentos e a utilidade das informações dos dados.” [não falei que este povo de TI gosta de complicar?]

Esta coluna é sobre o mercado editorial digital, então você pode se perguntar: “o que metadado [em inglês, metadata] tem a ver com isso?”

Soube, através de experientes editores, que havia um tipo de “marketing de balcão”, em que eles começaram a aumentar os tamanhos dos livros para que, no balcão das livrarias, suas obras tapassem os de formatos menores. “Esconder a concorrência” surtiu um efeito nas vendas, pois os menores livros ficavam no fundo e o leitor tinha acesso primeiro aos de capa maior.

Um livro digital é um arquivo, colocado em determinados sistemas para distribuição, e será encontrado via buscas e links na Web. O metadado é colocado no livro na hora da conversão. A importância do metadado é parecida com a importância dos tamanhos dos livros impressos que acabei de descrever: um livro com metadado incompleto é um livro no fundo do balcão, escondido atrás das prateleiras e só por acaso um leitor chegará à ele. Ao se fechar o arquivo, é muito importante colocar todas as informações possíveis sobre a obra: autor, título, sinopse, editora, ISBN, língua, país, CDD…

Como saber que um livro digital não possui metadado completo? Geralmente o nome de exibição aparece truncado e errado, ao clicar e ver as propriedades do arquivo, elas estarão em branco… E o pior: numa busca via Web a obra não será encontrada. Para que isso não aconteça, existem formas simples de preencher metadados de PDF, com programas específicos, no InDesign na hora da conversão dos arquivos, e no próprio arquivo do ePub [este um pouco mais complicado, mas nada impossível, pois é necessário descompactar o arquivo e abrir um xml para editá-lo – o content.opf].

Algumas livrarias, como viram que não possuiriam informações suficientes nos arquivos, pois o preenchimento destes não faz parte da rotina das editoras, dispuseram uma tabela [Excel ou via web] na hora de cadastrar as obras digitais para a venda. Tudo o que preenchessem estaria linkado ao livro e ajudaria os leitores e internautas a encontrarem um caminho que levasse até ele. É de extrema importância que preencham tudo o que for possível, mas foi com grande surpresa que, trabalhando em uma livraria digital, descobri que as editoras não têm esse hábito. A equipe de desenvolvedores e administradores do site [coitados] penam buscando as informações de livros e, ainda assim, não fica completo como deveria, se fosse preenchido pelo editor.

As tags também são de extrema importância! Definição: “uma tag, ou em português etiqueta, é uma palavra-chave [relevante] ou termo associado com uma informação [ex: uma imagem, um artigo, um vídeo] que o descreve e permite uma classificação da informação baseada em palavras-chave. [Fonte: também a Wikipedia]”

Por exemplo: se eu for lançar uma obra de literatura infanto-juvenil, como foi o caso da Caki Books com o livro A Terra do Contrário [olha o jabá aí, minha gente!], quais tags deveria colocar [geralmente as livrarias têm este campo para ser preenchido no ato do cadastro da obra – key words]? Colocamos: infantil, juvenil, terra, contrário, autor, editora, ilustrador, mp3, pdf, avesso, literatura, brasileira e por aí vai… Isso facilitará na indexação de sua obra nas buscas pela internet. A Amazon que o diga! A livraria digital do Kindle é tão grande por conta também de seus metadados. Lá, cada produto é tão bem descrito e tão bem indexado na Web, que tudo o que buscar acabará caindo em sua página. Se ainda não tinha reparado nisso, dê uma olhada e compare com os sites brasileiros.

Publicar um livro sem metadado é ter um filho e não dar nome ao coitadinho. Mas isso não me explicaram antes… Só fui aprender de verdade trabalhando na livraria digital e vivenciando os ataques de histeria dos meus queridos amigos desenvolvedores [hihi, eles vão me matar por escrever isso aqui].

Quanto à pergunta do início do post [“o que metadado tem a ver com mercado editorial digital?”] a resposta é simples – e agora acredito que você, leitor, também concorda comigo – TUDO A VER!

Falamos do ato de classificar e mostrar suas obras convertidas para o digital [mas por favor, leiam englobando também suas obras impressas e tudo o que comercializarem ou divulgarem via Web]. No próximo post falaremos sobre a entrada dos livros digitais no mercado e sobre minha experiência como Editora na comercialização do meu acervo em diversas plataformas. Gostaria de pedir que enviassem dúvidas e sugestões via Twitter e Facebook. Não quero ficar falando sozinha por aqui. Combinado?

Links relacionados ao assunto:

http://radar.oreilly.com/2011/01/metadata-digital-publishing.html

http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI4921425-EI12884,00-Adobe+apresenta+novidades+em+aplicativos.html

http://www.amazon.com/Saca-Rolhas-Repristina%C3%A7%C3%B5es-Apopl%C3%A9cticas-Portuguese-ebook/dp/B004HYHO0E/ref=sr_1_1?ie=UTF8&m=AGFP5ZROMRZFO&s=digital-text&qid=1296579709&sr=1-1

http://pt.wikipedia.org/wiki/Metadado
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tag_(metadata)

Texto escrito por Camila Cabete | Publicado originalmente em PublishNews | 10/02/2011

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Vive em Copacabana e tem uma gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre tecnologias ligadas a área literária.

Agradecimentos: @souzalaura pela revisão e sugestão, @sicurow pela ilustração e @batdanielfosco pelo link da O’Reilly.

eBooks: Grupo Livrarias Curitiba adere à luta


Foi sem alarde que o Grupo Livrarias Curitiba começou a vender livros digitais. Usando o catálogo da distribuidora Xeriph, a maior rede de livrarias do Paraná, com lojas também em Santa Catarina e em São Paulo, se junta à Saraiva, Cultura, Gato Sabido, Ponto Frio, Casas Bahia, Singular e Grioti na difícil tarefa de popularizar o livro digital no Brasil. E o começo não foi tímido. Confira.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 07/02/2011

Porque os leitores de e-book não decolam no Brasil?


Acabo de ver um texto do Jorge Alberto levantando a lebre de um eventual boomno mercado de livros digitais no Brasil.

Eu não acredito na possibilidade de que este mercado se desenvolva, a não ser que algum grande competidor faça manobras muito mais ousadas do que as que estamos assistindo.

Eu sou, em tese, muito favorável ao livro digital. Gostaria muito de ter um Kindle, se ele funcionasse no Brasil. Usaria para assinar um jornal, especialmente se já tivesse fotos coloridas [coisa que o aparelho ainda não disponibiliza]. Usaria para ler livros, se tivesse títulos disponíveis [mesmo que fosse em inglês] e a preço significativamente mais barato que o livro de papel. Usaria para ler os mils pede-efes que tenho e que nunca vou ler no computador [porque estou sempre fazendo outra coisa nele].

Fui olhar a loja do Gato Sabido esses dias, só pra espiar. E estão lá muitos lançamentos em pdf, a chegada de grandes editoras ao catálogo – mas o preço continua o mesmo do livro de papel, cada vez mais caro, e num preço que não condiz com o poder aquisitivo do leitor brasileiro

O leitor, por R$ 600,00 ainda é muito caro [o Alfa, lançado pela Computadores Positivo tem o mesmo preço, e parece que vendeu bem – mas acho que é só o efeito da novidade].

Continuo achando que o mercado pode ser muito bom, mas não com essas editoras, nem com essas lojas, nem com os equipamentos que existem. Melhor ficar em compasso de espera.

O leitor da Positivo tem potencial para criar um ótimo mercado, se a empresa decidir fazer força para entrar com os leitores digitais na sua rede de colégios, e vender o aparelho com desconto para quem adotar seus livros didáticos. Taí uma boa forma de criar mercado, e eles já devem ter pensado nisso.

Ademais, o que tenho a dizer sobre o assunto, acho que já escrevi nestes textos aqui no blog:

Livro de papel versus leitores digitais

Mais sobre Kindle versus livro de papel

Kindle – esperando abaixar mais um pouco o preço

Mais um probleminha do Kindle

Texto by andreegg | Jan 31st, 2011

Mercado do ebook parece não caminhar no Brasil. E em portugal? O que está acontecendo?


Sabe-se que mercado americano de E-books que vem crescendo, enquanto que o brasileiro tem pouca boas iniciativas e ainda não sai do lugar, ou seja, é mais fácil encontrar em livrarias de e-books [as ebookstores] brasileiras livros em língua inglesa. Faça o teste! Entre na “Gato Sabido”, “Cultura”, “Saraiva” e reparem a maior presença de livros em língua inglesa em nossas lojas de livros eletrônicos.

O livro em papel no Brasil convive com o ebook, mas sem sentir-se ameaçado. Claro que existe o medo daqueles que amam e consideram apenas o livro se estiver de forma impressa, porém, até agora não há nenhuma grande ação que atrapalhe o caminho do impresso, a não ser em obras raras [e antigas] cada vez mais digitalizadas, contudo, esta ultima situação é vista como forma de levar o livro a todos! Mas porque uma obra atual digital não seria? Mas e a nossa mesma língua portuguesa em sua terra nativa, em Portugal? Como anda este mercado por lá?

Abaixo o trecho de uma matéria feita pela Tvi24, de Portugal.

“Ler é como rir; é dos melhores remédios para a alma. Os livros em papel são aos milhões, mas a era que agora se inicia pertencerá aos livros electrónicos, os chamados e-books. É pelo menos isso que se espera, sem que roubem no entanto o lugar conquistado pelo formato tradicional. Constituirão antes uma nova experiência? Ou uma alternativa? Afinal, o que é que aí vem?

Está a decorrer desde o dia 24 – e até esta quarta-feira – o Digital Book World 2011, em Nova Iorque, precisamente com e-books em cima da mesa de discussão. Google, Amazon, National Geographic, Disney Publishing Worldwide e New York Public Library são apenas alguns nomes do extenso leque de presenças neste evento.”

Mas o mais interessante são os questionamentos e suas respostas sobre o futuro do livro em papel, questões sobre o mercado como nas questões abaixo:

Editoras portuguesas estão preparadas?

Novas tecnologias podem comprometer vendas em papel?

Pirataria: e se o negócio sair furado?

A resposta para elas você poderá ler no link http://www.tvi24.iol.pt/media-e-comunicacoes/e-books-livros-livros-digitais-tablets-e-readers-agencia-financeira/1228457-5239.html

Para quem leu a matéria verá que as coisas não estão muito diferentes das existentes em nosso mercado. Editoras se preparando quase que eternamente, se considerarmos o tempo de tecnologia e não o tempo real. O medo esta na pirataria, mas a pressão vem do público, ou melhor, dos dispositivos. Aliás, este é um ponto importante a ser discutido: Os livros estão sendo preparados para uma geração que deseja o ebook, o digital, ou para o dispositivo, apenas pelo fato de ele estar no mercado. No caso do tablet, que atualmente vem sendo mais comentado que o ereader, nem temos muita variedade de modelos no mercado, por mais que a promessa seja de muitos dispositivos para 2011, como pudemos ver na CES2011.

No Brasil até mesmo já podemos perceber um incentivo neste primeiro mês de governo da Presidenta Dilma Rousseff e até comentamos no Bibliotecno. O Ministro das Comunicações Paulo Bernardo falou em incentivo para a redução do custo dos tablets no Brasil, e da vontade de usar este dispositivo como meio de inclusão digital.

Mas e o público, voltamos novamente a este ponto, está preparado, deseja o ebook? Estranho ver este questionamento vir de um blog que fala sobre tecnologia, porém, é importante atentar para este ponto, pois, se houver apenas os dispositivos não adianta a produção de vários títulos de ebooks, ou seja, seria necessário preparar o leitor para o mundo digital. Há interesse das editoras nisto? Ou mais ainda: As editoras estão realmente pensando, engajadas, no ebook como o futuro? Ou falar em se preparar no Brasil, em Portugal, significa forçar ao máximo o leitor ao papel e se não der certo partir para o Ebook?

A verdade é que vivemos realidades muito diferentes ao que se vem criando nos Estados Unidos, onde o Ebook parece tomar o caminho do gosto do leitor e já começa a enfraquecer [muito pouco ainda, é bom frisar] o livro em papel. Aqui, a criação de livrarias de ebooks com muitos títulos em inglês e poucos em português pode significar enfraquecer o negócio do ebook! Exceto para aquelas que são dedicadas apenas ao livro eletrônico e acabam tendo dificuldades de ampliar o espaço do livro eletrônico, já que as grandes estão envolvidas, e até bem resolvidas, no negócio do impresso. Só o tempo dirá o que pode ocorrer.

Texto escrito por Alex da Silveira | Publicado originalmente em Bibliotecno | 26/01/2011

iFlow permite ler e-books da Cultura no iPad [sem quebrar o DRM]


No início de dezembro de 2010, uma nova app chegou discretamente à loja de apps da Apple. Com o nome de iFlow, a princípio parecia ser apena mais um e-reader para iPhone/iPod e iPad. Mas uma pequena análise do aplicativo já demonstrou que havia algo mais ali. A grande vantagem do iFlow é que, apesar da existência de uma iFlow Bookstore, ele permite que você leia nele qualquer outro livro digital em formato ePub. Até aí os leitores da Kobo e o próprio iBooks fazem isso, mas o iFlow abre ePubs com DRM da Adobe Editions! Isto quer dizer que livros comprados em e-bookstores da Google, Sony, Borders e Kobo podem ser lidos no iFlow! E, no que interessa a nós, tupiniquins, livros comprados nas ebookstores brasileiras como Livraria Cultura, Gato Sabido e Saraiva também podem ser abertos e lidos no novo aplicativo, mantendo-se o DRM dos arquivos intactos.

A vantagem para quem compra livros da Livraria Cultura [e de outras ebookstores menores como a soteropolitana Grioti] é óbvia: graças ao iFlow é possível ler os livros no iPad e iPhone/iPod, já que estas lojas não possuem apps próprias. Para e-bookstores com aplicativos próprios para iPad e iPhone, como a Saraiva e a Gato Sabido, a vantagem pode parecer menor, mas para mim ela ainda é imensa. Explico: assim como ninguém tem em casa uma prateleira para cada livraria onde compra livros, ninguém vai querer ter uma app para cada e-bookstore onde adquire e-books. Assim, apps que aceitam livros com DRM de outras lojas trazem uma grande vantagem.

Eu acredito que a maioria das pessoas vai sempre ter a app da Amazon em seus iGadgets, primeiro por ela ser uma condição sine qua non para usar o modelo proprietário da gigante de Seattle e, segundo, porque a app deles é excelente. Além da app da Amazon, acho que o público leitor de iPads e iPhones terá um ou dois aplicativos em suas telas para ler ePubs. E talvez um destes seja o iFlow. Aliás, vale lembrar que o iBooks não tem agradado muito à torcida. Eu mesmo acho meio patético aquelas páginas virtuais virando…

A outra grande novidade do iFlow é que ele trata os e-books como um conteúdo que flui, ignorando a paginação – daí o nome iFlow. Ou seja, você lê passando as páginas verticalmente, como a leitura que já estamos habituados a fazer em tela. Quem quiser “virar as páginas” também pode por meio de dois botões virtuais. Pode-se também optar pelo fluxo automático das páginas e regular a velocidade… Mas haja concentração!

Para ler os livros de outras lojas no iFlow é preciso fazer o cadastro gratuito no aplicativo ou no site [www.iflowreader.com]. No processo, deve-se cadastrar o username e senha da Adobe Editions. E é aí que vem a pegadinha. Pelo menos por enquanto não é possível importar os ePubs DRMizados no iPad ou no iPhone. Isto tem de ser feito no site, mas é um processo simples e indolor. Basta clicar em “Import a Book” depois de fazer o login e escolher os arquivos .epub dos livros que você quer importar. Os livros da Cultura e Gato Sabido ficam no diretório “My Digital Editions” dentro de “Meus Documentos”. Os eBooks da Saraiva ficam dentro de “Livro Digital Saraiva” também em “Meus Documentos”. Outras lojas virtuais, como a Sony, criam diretórios dentro de “My Books”. Enfim, a primeira vez pode ser difícil achar, mas depois fica fácil.

O iFlow é uma ótima alternativa de app de leitura para iPad e iPhone. Ainda tem muito para melhorar, mas já é melhor que qualquer app de leitura nacional.

Texto escrito por Carlo Carrenho | Publicado originalmente no Blog Tipos Digitais | 08/01/2011

Gato Sabido apaga a primeira velinha


Gato Sabido, primeira livraria digital brasileira, comemora 1 ano de vida hoje [17]. Para o fundador Duda Ernanny, foram muitas as vitórias ao longo deste ano. “No início tínhamos parceria com as editoras Zahar e da Jurídica Lumen Juris. Após um ano no mercado, já estamos com 648 editoras”.

Outra conquista importante foi a parceria operacional firmada com o Submarino. Como novidade, a empresa deve apresentar, em breve, a plataforma de self-publishing “Sou o Autor”, além de aplicativo para leitura em devices com Android, plataforma social entre outras iniciativas. A Gato Sabido tem em catálogo, hoje, 105.501 títulos, sendo 1.879 nacionais e 103.622 internacionais.

PublishNews | 17/12/2010

O Livro Na Era Digtal na USP


A palestra “O Livro na Era Digital” ministrada por Ednei Procópio no dia 26/10/10, às 9h, no evento “XIII Semana do Livro e da Biblioteca”, realizado na USP/ESALQ/DIBD em Piracicaba.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Como misturar e-books com acarajé e um pouco de chimarrão


O mundo digital não tem fronteiras e a grande revolução do e-book está na logística e distribuição dos livros. A maior prova disso é a mais recente livraria digital do mercado brasileiro: a baianérrima Grioti. É isto mesmo. A nova concorrente da Gato Sabido, Cultura e Saraiva está baseada ali na Baía de Todos os Santos, na cidade de Salvador. Inaugurada na última segunda-feira, 22/11, a e-bookstore baiana já conta com 350 livros à venda e é uma iniciativa do designer gráfico Fábio Mascarenhas e do publicitário Wilton Bernardo. “Como eu já atuava como designer na produção gráfica de livros, surgiu o desejo no ano passado de estudar melhor o mercado do livro digital”, conta Fábio com seu sotaque soteropolitano. “Pensamos e decidimos montar uma empresa de produção editorial digital, mas depois, conversando com meu sócio resolvemos dar enfoque total na livraria”, explica.

No momento, a Grioti utiliza a plataforma tecnológica de distribuição da carioca Xeriph, enquanto negocia individualmente com cada editora. Sá Editora e Freitas Bastos são as editoras com maior número de títulos por enquanto. “Ainda existe um bloqueio dos editores e não conseguimos avançar tão rápido como gostaríamos”, explica Fábio, lamentando que uma simples assinatura de contrato se estenda às vezes por muitos dias. “A editora mais rápida de fechar negócios foi a Caki Books”, conta o e-livreiro baiano, mas aí foi fácil porque a editora carioca divide o espaço físico com a própria Xeriph no Rio de Janeiro.

A Grioti pretende aumentar seu catálogo em pelo menos 1.000 títulos até o final do ano, além de oferecer aos editores a possibilidade de vender e-books apenas com uma marca d’água, sem DRM [digital rights management] – atualmente, todos os livros que vende via Xeriph são DRMizados. Com o sistema de marca  d’água, que insere em cada arquivo informações que identificam o comprador, o público leitor ganha liberdade para ler o livro comprado em qualquer computador ou e-reader, com menos complicações que o sistema de DRM da Adobe Editions. É justamente para fazer seu catálogo crescer e oferecer a marca d’água que a Grioti está fechando uma parceria com a gaúcha Simplissimo, detentora da plataforma Stealth, criando assim a primeira iniciativa baiano-gaúcha do mercado digital. “Até o fim do ano, a plataforma da Simplissimo estará integrada ao nosso sistema como seu catálogo de livros e a opção de marca d’água”, comemora Fábio.

E, afinal, estar em Salvador ajuda ou atrapalha? “Muitas vezes ajuda porque as pessoas adoram a Bahia e o processo desenvolve mais rápido. Outras vezes, parece que protelam ainda mais”, conta Fábio. O nome da loja, aliás, tem pouco a ver com a Bahia, mas é tipicamente baiano. Griot é o nome de trovadores típicos da África Ocidental, verdadeiros contadores de histórias que mantêm a tradição oral local. Mas ser apenas africano não era algo baiano o suficiente. “Resolvemos colocar um ‘I’ no final para ficar Grioti e ter mais sonoridade”, explicou o e-livreiro. Aí sim, Grioti ficou muito baiano. E com muito axé.

PS: O Tipos Digitais testou o site da Grioti, que usa o sistema do PagSeguro, e a compra ocorreu tranquilamente. O livro também abriu sem problemas no Adobe Editions, de onde é possível passá-lo para devices compatíveis, como o Cooler e o Sony Reader.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 26/11/2010

Livro digital na Primavera dos Livros


O livro digital terá espaço especial nesta edição da Primavera dos Livros, que começa na quinta-feira [21] e vai até o domingo, no Rio de Janeiro. Na sexta [22], a Libre vai reunir profissionais do mercado, estudantes de produção editorial e de letras e interessados em livro digital no seminário “Livro digital: Novos caminhos para leitura”. O encontro nos jardins do Museu da República [Rua do Catete, 153. Rio de Janeiro/RJ] começa às 11h, com a palestra “O status atual da edição de livros digitais no Brasil”, com Carlo Carrenho, editor do PublishNews. Na sequência participam Alonso Alvarez [Ficções Editora], Carlos Eduardo Ernany [Gato Sabido/Xeriph] e Georgina Stanek [Biblioteca Nacional]. As vagas são limitadas. Para se inscrever, clique aqui.

Livro Digital: Novos Caminhos para Leitura

Sexta-feira – 22 de outubro

11h – “O status atual da edição de livros digitais no Brasil”, com Carlo Carrenho, editor do PublishNews

11h45 – Panorama do livro digital e suas perspectivas, com Alonso Alvarez, editor da Ficções Editora e webmaster do site da Libre e Eduardo Ernany, representante da livraria virtual Gato Sabido e da plataforma de distribuição de e-books “Xeriph”

12h45 – O programa de apoio à tradução da Biblioteca Nacional, com Georgina Stanek, coordenadora do Livro e da Leitura da Biblioteca Nacional

PublishNews | 20/10/2010

Primavera dos Livros tem dia dedicado a professores e ao livro digital


Nesta sexta [22], eventos dedicados aos professores, como o seminário sobre a importância da leitura na aprendizagem escolar, com participação do diretor do Obervatório do Livro e Leitura, Galeno Amorim. No mesmo dia, o e-book terá espaço especial no seminário “Livro digital: Novos caminhos para leitura”.

A Primavera dos Livros, que começa nesta quinta-feira [21] e vai até o domingo, no Rio de Janeiro, é realizada pela Libre [Liga Brasileira de Editoras].

Nesta sexta, a Libre vai reunir profissionais do mercado, estudantes de produção editorial e de letras e interessados em livro digital no seminário “Livro digital: Novos caminhos para leitura”. O encontro nos jardins do Museu da República [Rua do Catete, 153. Rio de Janeiro/RJ] começa às 11h, com a palestra “O status atual da edição de livros digitais no Brasil”, com Carlo Carrenho, editor do PublishNews. Na sequência participam Alonso Alvarez [Ficções Editora], Carlos Eduardo Ernany [Gato Sabido/Xeriph] e Georgina Stanek [Biblioteca Nacional].

Também nesta sexta-feira, eventos dedicados aos professores. Um seminário discutirá a importância da leitura na aprendizagem escolar, com as participações do historiador Chico Alencar, da escritora Ninfa Parreiras, do escritor Joel Rufino e do jornalista e escritor Galeno Amorim, entre outros.

Além de receberem certificado pela participação no seminário, os professores terão 50% de desconto na compra dos livros. As inscrições para o seminário poderão ser feitas no site da Libre [http://www.libre.org.br/professor.asp].

Agência Brasil Que Lê | 20/10/2010 | Com informações do Publishnews

Na espera pelo iPad, editoras adaptam seus livros para lançamento do tablet no Brasil


Lançamento de dispositivos móveis, como o iPad, aquece o mercado de livros eletrônicos

Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil – ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.

Em agosto, por exemplo, a livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. “Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir”, afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.

Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico – é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle [AZW e AZW1].

Adaptação
A Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.

Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. ”Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”

Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.

E a pirataria?
Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.

O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas. “Retirando esses custos, o produto fica cerca de 65% mais barato. Assim, o leitor que investiu no aparelho vai aos poucos recuperando o valor, economizando na compra dos livros”, afirma o diretor da Globo Livros.

Os arquivos digitais também terão o chamado DRM [Digital Rights Management; gerenciamento dos direitos digitais], uma plataforma de segurança escolhida pela maioria das editoras brasileiras para proteger os arquivos de cópias não autorizadas. Assim, o usuário baixará o arquivo e não conseguirá repassá-lo.

Por Daniel Navas | Para o UOL Tecnologia | 19/10/2010 – 10h34

Produção editorial em destaque no 1º Encontro de Comunicação da Anhembi Morumbi


Os alunos da Anhembi Morumbi, em São Paulo, terão, entre hoje [6] e amanhã [7], uma ampla programação de palestras e oficinas no 1º Encontro de Comunicação. Com o objetivo de ampliar a formação dos estudantes e reforçar seus conhecimentos sobre o que acontece de mais moderno e inovador no mercado brasileiro, foram convidados profissionais das mais diversas áreas. As múltiplas faces do mercado editorial, assessoria de imprensa para editoras, livro-arte, livro digital e mercado editorial de quadrinhos são alguns dos temas que serão abordados. Para falar sobre eles, foram convidados Gabriela Silva Cuzzuol Ribeiro, Marília Lourenço, Antoune Nakkhle, Ednei Procópio [Giz Editorial], Henrique Volpi, Carlos Eduardo Ernanny [Gato Sabido], Silvio Alexandre, Sidney Gusman e Douglas Quinta Reis.

PublishNews | 06/10/2010

Catálogo do Ponto Frio avança


Desde o dia 9 de setembro quando se lançou na venda de livros digitais, a Pontofrio.com.br tem no catálogo 71 títulos ativos, todos do grupo Ediouro. Na semana que vem o site ganhará outros 200 livros com a entrada da Zahar e da Freitas Bastos. Em outubro, serão 500. E quem sabe no fim do ano algo entre dois e cinco mil títulos. Essa é a expectativa de Cláudio Campos, gestor da área de distribuição digital da empresa. Para isso, precisa da colaboração das editoras.

Dois fatos chamam a atenção neste primeiro momento. Todos os e-books disponíveis não têm DRM – e Campos considera isso mais confortável para o usuário, que poderá ler o seu livro onde quiser. “Olhamos o lado do cliente, mas respeitamos a estratégia de cada editora”. Portanto, quem quiser proteger o livro com o DRM vai poder, claro. A outra é que estão apostando nos tablets e já fizeram parceria com a Samsung para vender o Galaxy.

Para chamar mais atenção para o novo negócio, o Ponto Frio começou ontem a pré-venda de Elite da tropa 2 (Nova Fronteira). Assim, na primeira hora do dia 8, data de estreia do filme, seus clientes poderão começcar a ler antes dos outros. Uma outra ideia é repetir a venda do kit “livro impresso + e-book” feita com o 1822, de Laurentino Gomes, primeiríssimo livro da loja virtual.

Para Cláudio Campos, os desafios são a massificação do e-reader, a formação de um catálogo nacional e a aceitação dessa nova forma de leitura pelo brasileiro. A empresa está em contato com as editoras, algumas delas já parceiras na venda de livro impresso, mas sabe que cada uma tem um timing. Sabe também que a hora é de aprender juntos. A única coisa que pedem é que os livros digitais custem entre 20% e 30% menos do que a versão tradicional.

Ponto Frio e seu irmão Extra, o maior vendedor de informática, têm a seu favor o nome, o número de clientes e a oferta de produtos, sobretudo os eletrônicos. Por isso Claudio Campos não se vê concorrendo com livrarias. “Nosso único competidor é o Submarino, que se juntou à Gato Sabido para vender e-book”.

Hoje, os e-books ainda ocupam o pé do menu lateral da página dedicada a livros no site da varejista, mas isso deve melhorar.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 01/10/2010

Superpedido Tecmedd compra parte da Xeriph


Maior distribuidora de livros impressos do Brasil passa agora a também distribuir e-books

O mercado brasileiro de livro digital dá mais um importante passo com o anúncio agora da venda de 20% da única distribuidora de livros digitais com capacidade operacional hoje no Brasil, a Xeriph, para a Superpedido Tecmedd, que é a maior distribuidora de livros impressos do país.

A Superpedido tem no catálogo 2.500 editoras e mil livrarias e vai agregar uma força comercial que nunca esperávamos ter”, disse Duda Ernanny, proprietário da Xeriph e da Gato Sabido, a primeira e-bookstore brasileira. De fato, a construção de um catálogo de livros eletrônicos, sobretudo de obras brasileiras, é o maior desafio para a consolidação desse mercado digital e o contato mais próximo entre a Xeriph e os clientes da Superpedido será imprescindível para aumentar a oferta de livros nacionais em formato digital.

Outra grande vantagem da parceria é para as pequenas e médias livrarias, que pelo alto investimento tardariam a vender livros digitais, ou nunca chegariam a fazê-lo. Com este novo negócio que nasce hoje, oferecer e-books aos clientes vai ser uma realidade. “Como temos uma participação muito boa e prestamos muitos serviços às livrarias, temos que ajudar as menores”, disse Gerson Ramos, diretor comercial da Superpedido. “A Xeriph está avançada na parte técnica. A Superpedido Tecmedd tem um bom relacionamento comercial com editoras e livrarias. Essa parceria vai ser fundamental para o futuro do livro digital no Brasil”, completou.

Como funciona a Xeriph

Conforme explicamos em matéria publicada no dia 22 de julho, o custo do serviço da Xeriph para livrarias é zero. Para as editoras há duas alíquotas diferenciadas. Se venderem para uma livraria que já tenha DRM proprietário, pagam 2% do preço de capa pelo serviço de distribuição. Quando a venda for para uma livraria que utilize o DRM da Xeriph, pagam 5%. Com o sistema, as editoras terão total controle do que foi vendido e poderão até fazer alterações no livro.

De maneira resumida, o processo funciona assim:

1. Editora – faz o upload automatizado dos seus e-books, sem interferência humana, direto no servidor da Xeriph, e preenche um cadastro completo [título, autor, tradutor, páginas, isbn, preço etc.]

2. Livraria – acessa o site da Xeriph [login e senha] e consulta os catálogos das editoras. Seleciona os títulos desejados. Faz requisição online automática, que é direcionada à editora

3. Editora – autoriza a livraria, que recebe e-mail informando o link para cada título solicitado. O link será acessado pelo comprador no momento do download

4. Consumidor – compra o livro normalmente na e-bookstore, usando todo o sistema de venda da loja. Ao clicar no link de download, acessa diretamente o servidor da Xeriph, que imediatamente contabiliza esse download em relatório que fica disponível para a editora e para a livraria. O servidor da Xeriph controla e audita todo o processo de download.

Em caso de inadimplência de uma livraria, a editora tem total controle sobre as autorizações e pode suspender o acesso imediatamente. Com isso, o e-book fica indisponível para venda até que a editora libere novamente.

Quando a editora desejar fazer qualquer tipo de atualização em algum e-book já publicado, basta atualizar o arquivo e logo em seguida todas as livrarias que tiverem acesso a esse livro receberão a informação da atualização, que também poderá ser repassada pela livraria àqueles que compraram tal livro.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 28/09/2010

Como fica o livro impresso com o advento do e-book?


Desde que Gutemberg inventou a imprensa, o livro como conhecemos se perpetuou. À época, monges católicos criticaram a invenção e amaldiçoaram o mecanismo que fazia em poucos minutos o que um especialista em litografia levava semanas.

Agora estamos passando por um processo parecido. Quando a Amazon Books lançou o Kindle, leitor digital de fácil transporte e capacidade de armazenamento absurda, um novo ciclo no mercado editorial se iniciou.
Ao contrário do que se possa pensar, criar um e-book não se resume simplesmente em criar um arquivo em formato .pdf [Acrobat Reader] e disponibilizar para download, cobrando por isso. Existem centenas de plataformas, centenas de formatos e é necessário converter a mídia impressa para cada uma delas.

Nos EUA, o Nook da Barnes & Nobles e o novo Kindle disputam mercado, sendo o primeiro consideravelmente mais barato e funcional que o segundo. Em terras tupiniquins, só agora se começa a entender esse fenômeno que, no exterior, já se tornou costume. A principal líder nacional no segmento “livraria digital” é a Gato Sabido, cujos livros eletrônicos são produzidos para o leitor Coo-ler. A falta de versões em .pdf’s e “imposição” de um formato ao consumidor são fatores importantes a serem observados. É indiscutível o crescimento que a empresa teria se passasse a produzir material também em formatos ditos “universais”.

Com isso, surge a questão: o livro impresso desaparecerá?

Conversei com personalidades do mundo editorial sobre o assunto. Confira as opiniões.

Cassandra Clare, autora do best-seller The Mortal Instruments

Eu não tenho medo de e-books. É normal ter medo de mudar, mas eu não acho que os e-books farão o download ilegal ploriferar assim como aconteceu com a indústria fonográfica. As pessoas não consomem livros da mesma maneira que consomem música. Quando as pessoas querem um livro, eles querem que a coisa toda – quando as pessoas compram música muitas vezes querem apenas uma ou duas músicas de um álbum. Agora, eles podem receber apenas aquela canção do CD, ao invés de comprá-lo inteiro. Mas ninguém quer apenas um capítulo de um livro“.

Lauren Kate, autora do best-seller Fallen

Admito, não sei muito sobre downloads ilegais, mas acho que a revolução do livro ocasionada pelo Kindle é muito grande, mas não começou agora. Houve bastante tempo para o mercado editorial perceber se isso era rentável ou não, usando indústria fonográfica como exemplo, para então se preparar melhor focando-se nas deficiências da segunda. Existem ainda alguns desafios a serem trabalhados, mas acho que, no geral, um sistema amplo e justo foi alcançado, com autores e editores ainda sendo compensados por seus produtos. Fallen está disponível no e-book e estou contente em dizer que as vendas estão indo muito bem“.

Lucia Riff, sócia fundadora da maior e mais importante agência literária brasileira

Quando fui convidada pela primeira vez a falar sobre esse tema, logo recusei. Pedi para falar de agenciamento, de direitos autorais, de qualquer coisa, menos de e-books. Isso porque o advento do e-book é algo relativamente novo e não me sentia segura para discorrer a respeito. Mas é um assunto do qual já não se pode mais fugir. A transformação do mercado editorial é algo vivo, real e deve ser encarado. Não sei o que pensar sobre e-books. É indiscutível as vantagens que ele traz – baixo custo, portabilidade, acesso fácil e rápido a livros enclausurados no Acervo dos Raros de bibliotecas federais, mas ele acaba tolhendo um pouco a liberdade do leitor – um arquivo baixado hoje não é garantia de que ele existirá amanhã. Recentemente, a Amazon foi processada por disponibilizar o célebre “1984” de George Orwell de forma gratuita, achando que a patente autoral já havia sido quebrada. Não tinha. Em um dia, centenas de e-books foram baixados. No outro, todos esses e-books tiveram seus respectivos conteúdos recolhidos e desapareceram dos eReaders sem uma explicação prévia por parte da empresa. O Google acaba de ser processado pelo ambicioso projeto de digitalizar todo o conhecimento humano e disponibilizar na rede, uma Biblioteca de Alexandria Moderna. E os autores, como ficam? E o autógrafo? Houve uma época em que ter um livro autografado pelo autor era quase como sustentar um troféu. E agora, cobraremos pela presença? E a liberdade que eu tenho de emprestar, dobrar e esconder um livro debaixo da cama, por exemplo? E os mais diferentes formatos, cores e formas? Será que, no futuro, teremos bibliotecas que emprestarão um chip com o conteúdo do livro? Tudo isso nos leva a pensar se essa revolução é mesmo benéfica, mas precisa ser estudada de todos os ângulos“.

Por aqui, a UFMG inova em pesquisas ambiciosas e ousadas. O Professor Chico Marinho, durante a Bienal do Livro de Minas Gerais, em debate realizado em 21/05/2010, no Expominas, falou para uma platéia vasta sobre os avanços na tecnologia dos eReaders.

“Estamos analisando o e-book de um ângulo diferente do mercado editorial atual. Nossos estudos avançam no sentido de criar um livro que modifique suas histórias de acordo com o humor do usuário. Assim, o eReader seria capaz de constatar modificações de ordem fisiológica e emocional e alterar o produto às necessidades do consumidor final, gerando conteúdo mutável e personalizado”.

Há de se considerar ainda a interatividade que esse novo formato digital trás ao leitor. Durante a Bienal de São Paulo desse ano, era possível observar um show de tecnologia no stand da Editora Globo. Inovando, o grupo editorial está formatando as clássicas histórias do Sítio do Picapau Amarelo, escritas pelo lendário Monteiro Lobato, para o iPad, a plataforma da Apple de Steven Jobs. Assim, crianças ainda iniciantes ou iniciadas na nobre arte de viajar através da leitura puderam ver livros com animações, vídeos e áudios. Um novo conceito que já tem nome: mediabooks.

Especular se os livros “físicos” vão desaparecer diante a novidade é excluir todos os méritos que esse formato possui há séculos. Concordo com Cassandra Clare quando ela cita as diferentes formas de consumo entre o mercado editorial e o fonográfico e penso que essa nova mídia tem como objetivo acrescentar, e não extinguir.

E-books são sim uma realidade promissora e que, de agora em diante, só irão expandir, mas como uma alternativa viável a quem não faz questão de montar uma biblioteca pessoal, quem usa uma obra de forma descartável [lê e abandona] ou simplesmente para quem não pode pagar R$70,00 reais em um texto, num país de terceiro mundo, onde a grande maioria da população ainda vê o hábito da leitura como algo elitista e inalcançável.

Por Igor Silva | Publicado originalmente em Vá ler um livro | 10/09/2010 | 11:46:50

Campus-Elsevier investe US$ 1,9 mi para ter 1.500 ebooks até o fim do ano


Que as editoras brasileiras começam lentamente a lançar um e-book aqui e outro ali não é novidade. Mas o que a Campus-Elsevier fez não foi pouca coisa: investiu US$ 1,9 mi na digitalização de todo o seu catálogo. Isso quer dizer que até o fim do ano, os 1.500 títulos lançados pela editora desde 1976, esgotados ou não mas com contratos ativos, estarão também na versão digital. Esse é o plano. Hoje, 210 deles estão sendo disponibilizados aos poucos na Livraria Cultura e em breve estarão à venda também na Saraiva e na Gato Sabido [e no ano que vem, no site da própria editora]. Outros 190 estão na fila e assim vai indo até fechar a conta. O número é expressivo. Até agora, a Saraiva tem 2 mil e-books brasileiros de editoras variadas; a Gato Sabido, 1.593; e a Cultura, cerca de mil.

O investimento é alto e o trabalho, de fôlego – tanto que uma parte está sendo feita internamente e outra externamente. A quantia dedicada a isso não deve ser recuperada com a venda de e-books tão cedo, o que não chega a ser uma preocupação para Claudio Rothmuller, chairman da Elsevier para a América Latina. “Esta não é uma ciência exata, mas fazer isso era necessário”.

Dos livros digitais, espera-se que sejam um pouco mais em conta. “O preço é sempre uma polêmica. Trata-se de um suporte novo e todos estão experimentando”, disse Rothmuller. Mas ele acredita que o valor do e-book ficará entre 70% do livro impresso e o equivalente ao preço do formato tradicional. Os direitos autorais ficarão em torno de 25% sobre o valor líquido. A editora corre também para rever todos os contratos. São poucos os que não têm a cláusula de uso digital da obra, afirmou, mas aqueles autores cujos contratos não preveem isso estão sendo procurados.

O processo começou há um ano e meio e por enquanto os livros só estão disponíveis em pdf. Até o final do ano, estarão em ePub também. A editora usa o DRM das lojas virtuais e esta será mais uma coisa para pensar quando ela mesma for comercializar os livros.

Rothmuller disse que nem todos os livros nascerão simultaneamente digitais e impressos. Cada caso será avaliado. Mas uma coisa é certa: todos os livros do catálogo, a começar pela backlist, poderão ser comprados neste novo formato. A barreira derrubada pelo mercado digital, no entanto, não fará com que o catálogo mundial da Elsevier seja encontrado nas lojas brasileiras.

É corrente no mercado editorial internacional a estimativa de que em 2015 os e-books representarão a metade dos livros vendidos. O chairman da Campus-Elsevier acredita que vai levar mais tempo para o Brasil se acostumar com a ideia. “É uma bola de cristal como outra qualquer, mas imagino que em três ou quatro anos a venda de e-books represente 15% das vendas no Brasil”. O que não é ruim para um mercado que até ontem assistia de camarote à evolução das formas de leitura.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 09/09/2010

Monteiro Lobato pronto para a era do iPad


Uma nova geração de crianças — desta vez, de crianças conectadas — terá acesso às histórias de Monteiro Lobato. A Globo Livros está lançando para o iPad o clássico A menina do narizinho arrebitado, com funções interativas. Um exemplo acontece numa das passagens da história, durante a noite. O leitor clica com a ponta dos dedos na tela do tablet, em cima do desenho de um vagalume, e ao arrastar o personagem ilumina as áreas onde está o texto. A editora também está lançando outros 12 títulos eletrônicos, disponíveis na AppStore e nas livrarias virtuais Saraiva e Gato Sabido.

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