Pearson lança novo formato digital para eBook


Empresa traz ao mercado o formato eText Pearson com funcionalidades que auxiliam os professores

A Pearson desenvolveu um formato interativo de e-book, o eText Pearson, que chega agora ao Brasil. O formato foi pensado para uso dentro e fora de sala de aula, com o objetivo de proporcionar aos alunos e professores uma nova experiência de leitura e estudo. Entre os recursos do novo formato estão o compartilhamento de anotações e links dos professores com seus alunos, customização do conteúdo acessado pelo aluno, módulo de projeção exclusivo para visualização dos livros em sala de aula, ferramentas de pesquisas de conteúdo, marcador de página e caneta marca-texto e download de capítulos para leitura off-line em tablets.

PublishNews | 26/09/2013

Na espera pelo iPad, editoras adaptam seus livros para lançamento do tablet no Brasil


Lançamento de dispositivos móveis, como o iPad, aquece o mercado de livros eletrônicos

Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil – ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.

Em agosto, por exemplo, a livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. “Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir”, afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.

Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico – é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle [AZW e AZW1].

Adaptação
A Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.

Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. ”Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”

Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.

E a pirataria?
Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.

O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas. “Retirando esses custos, o produto fica cerca de 65% mais barato. Assim, o leitor que investiu no aparelho vai aos poucos recuperando o valor, economizando na compra dos livros”, afirma o diretor da Globo Livros.

Os arquivos digitais também terão o chamado DRM [Digital Rights Management; gerenciamento dos direitos digitais], uma plataforma de segurança escolhida pela maioria das editoras brasileiras para proteger os arquivos de cópias não autorizadas. Assim, o usuário baixará o arquivo e não conseguirá repassá-lo.

Por Daniel Navas | Para o UOL Tecnologia | 19/10/2010 – 10h34

Soluções digitais no ar


Um tema bastante frequente nas conversas em Frankfurt são as soluções de serviço para as editoras que procuram entrar no mundo digital. Como o editor vai “se virar”? Vai montar um departamento interno ou vai contratar prestadores de serviço? Vale a pena contratar prestadores de serviço em outros países? A Aptara é uma empresa norte-americana que presta serviço a editoras – da consultoria sobre o que fazer até a solução de como e com quem fazer. “Somos uma empresa de ‘Digital Solutions’: basicamente convertemos qualquer coisa para qualquer coisa”, brincou Chris McKeown, key account manager para a Europa. Mas segundo ele, embora a empresa tenha convertido 44 milhões de páginas em 2009 – e preveja ultrapassar esse número com folga este ano –, um dos maiores trabalhos deste início digital é mostrar que não basta apenas converter arquivos em XML ou ePub [aqui não se fala mais em PDF!]. Mas é preciso que as edtoras reconheçam onde estão e aonde querem chegar. E muitas vezes elas descobrem que precisam mudar esse destino só no final.

Por Ricardo Costa, de Frankfurt | Publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2010

Amazon planeja abrir Kindle para o formato ePub?


Parece que, finalmente, a Amazon está começando a incorporar o padrão para publicações eletrônicas, o ePub, dentro do formato de container deles, talvez isso signifique alguma migração de formato no futuro.

Essa mudança toda parece ocorrer num momento em que a equipe do Kindle não dára mais suporte ao KindleGen para o Linux 2.4. A equipe Kindle, a partir do dia 30 de setembro de 2010, estará incentivando todos os programadores KindleGen a atualizar o kernel para a versão Linux 2.6 ou superior.

O aplicativo KindleGen é uma uma ferramenta de linha de comando usada para criar livros eletrônicos que podem ser comercializados através da plataforma da Amazon Kindle.

Esta ferramenta é usada por  editores e autores que estão familiarizados com a linguagem HTML e querem converter seus códigos [HTML, XHTML, XML, OPF ou ePub] para o formato do Kindle [AZW].

Com isso, parece que a Amazon já está planejando, com antecedência, uma transição. Na verdade, seria talvez mais correto dizer que eles estão dando uma opção de transição.

Hoje, o KindleGen suporta imagens em tamanhos maiores, bem como as tags de áudio e vídeo para conteúdos embutidos. Só não é possível assegurar quando é que o Kindle irá efetivamente rodar vídeos, uma vez que a Amazon já disse que continuará, pelo menos por enquanto, a utilizar a tecnologia E-ink nas telas do seu produto. E o E-ink não suporta, ainda, a transmissão de vídeo, embora o Kindle rode arquivos em formato áudio.

O KindleGen pode ser baixado gratuitamente a partir do site da página “Amazon Kindle’s Publishing Program“.

Por Ednei Procópio