Amigos dos Editores Digitais se reúnem em SP


Evento acontece hoje, às 19h, na Blooks do Shopping Frei Caneca, com entrada franca

Acontece hoje [4], a partir das 19h, um encontro do grupo Amigos dos Editores Digitais [AED]. O evento, que acontece dentro da programação do São Paulo Tech Week contará com a participação de André Palme, Eduardo Melo, Gabriela Aguerre e da colunista do PublishNews Gabriela Erbetta. No encontro, marcado para acontecer na Blooks [Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo/SP], os participantes vão debater as tendências do mercado digital, além de conhecerem algumas novidades apresentadas dentro da programação da Feira do Livro de Frankfurt desse ano. A participação é gratuita e as vagas são limitadas. Para quem não puder ir até a Blooks, o evento será transmitido ao vivo via Periscope.

PublishNews | 04/11/2015

Brasil ganha mais dois concorrentes na gestão de metadados


CBL anuncia, na Bienal do Rio, a Books in print, ligada à Frankfurt; e Eduardo Blucher lança a ferramenta Mercado Editorial

Metadados: o nó no mercado editorial que começa a ser desatado | © www.mercadoeditorial.org

Metadados: o nó no mercado editorial que começa a ser desatado | © http://www.mercadoeditorial.org

Não raro, os colunistas do PublishNews apontam que um dos maiores gargalos do mercado editorial brasileiro é, ainda, a gestão de metadados. Em 2011, por exemplo, Camila Cabete escreveu: “publicar um livro sem metadados é como ter um filho e não dar nome ao coitadinho”. Em 2012, ao participar do debate “Dilemas e conflitos do mercado editorial”, na Bienal de SP, Felipe Lindoso creditou à falha gestão dos metadados o problema da “descobertabilidade”: “o livro brasileiro não é achado, é patético descobrir algo que você não conhece em uma livraria”. Mais recentemente, o colunista voltou ao assunto ao escrever, em março passado: “o pior é que as editoras brasileiras simplesmente mal sabem o que são metadados, não têm ideia de como incluir tags significativos do conteúdo de seus livros”. O assunto, então, deixou de ser apenas a pauta das discussões e passou a fazer as engrenagens do mercado rodarem. Do início de 2014, para cá, o PublishNews noticiou a chegada da Bookwire, que, além da distribuição, faz também a otimização de metadados, e a mudança no modelo de negócios da Digitaliza Brasil que também passou a prestar o serviço. Em 2015, noticiamos a criação da Ubiqui, plataforma que promete reduzir custos com metadados em até 70%. Mais recentemente, a Bookpartners lançou o Portal do Editor, ferramenta pela qual editores podem revisar e atualizar produtos já cadastrados no sistema da holding. Agora, para os próximos dias, duas novidades prometem dar mais força a esse mercado. É que, ainda em agosto, Eduardo Blucher promete colocar no ar o Mercado Editorial e, no dia 2 de setembro, a CBL e a MVB [empresa coligada à Feira do Livro de Frankfurt] anunciam a chegada do serviço Books in Print Brasil.

Os serviços têm em comum um painel de controle por onde editores fazem o upload das informações dos seus livros e as ferramentas padronizam conforme as necessidades de cada um dos varejistas. A Books in print Brasil leva a chancela da MVB, subsidiária da Associação de Editores e Livreiros Alemães, e tem mais de 40 anos de experiência na Alemanha. A vinda da empresa para o Brasil é fruto da parceria entre CBL e a Feira do Livro de Frankfurt, que apresentaram, no começo da semana passada, o projeto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES]. O modelo de negócios da nova empresa no Brasil ainda está em discussão. Na Alemanha, editores pagam por títulos cadastrados e distribuidores, atacadistas e quem quiser os metadados pagam por uma assinatura que varia de acordo com o tamanho da empresa. Os principais clientes lá na Alemanha são: Amazon, Nielsen, GfK e Bookwire. “O trabalho conjunto da Feira do Livro de Frankfurt com a MVB, em parceria com a CBL, vai trazer para o Brasil a mais completa e moderna plataforma de metadados do mercado. Um grande diferencial que a nossa plataforma tem é o uso de algorítimos que garante uma inteligência ao nosso banco de dados. Isso mantém o padrão de entradas, o que dá mais qualidade ao metadado cadastrado”, afirma Ricardo Costa, representante da Feira do Livro de Frankfurt no Brasil. A previsão é que a empresa comece a operar dentro de um ano.

No caso da Mercado Editorial, o serviço de disparo de metadados será gratuito. Eduardo Blucher disse ao PublishNews que estuda cobrar por serviços avançados. “Optamos pelo modelo freemium nesse primeiro momento. Nem editoras e nem livrarias pagarão pelo serviço. Após lançada a plataforma, vamos testar com o mercado as formas de cobrar pelo serviço”, aponta. Blucher prevê o início das operações ainda no mês de agosto.

ISBN
O projeto da CBL prevê que o Books in print seja, além de uma plataforma de gestão de metadados, também a entrada nos cadastros de ISBN no Brasil. Caso o projeto ande, as editoras farão o input dos dados pela plataforma que se responsabilizará pela inscrição dos metadados na Biblioteca Nacional. “É assim que funciona na Alemanha. É uma experiência já consagrada”, aponta Luis Antonio Torelli, presidente da CBL. Outros projetos já foram iniciados pela Câmara, mas sem grandes sucessos, lembra Torelli. “Há alguns anos, os espanhóis cederam uma plataforma que acabou não funcionando. Abandonamos o projeto. A obsolescência de projetos assim é muito grande. A atualização constante do serviço está no DNA da empresa alemã. A pergunta que devemos nos fazer é: vamos continuar tentando ou vamos partir para uma experiência já consagrada? Não podemos errar de novo”, define Torelli.

O Books in print será apresentado oficialmente no dia 2 de setembro, das 15h às 17h30, no Hotel Grand Mercure [Av. Salvador Allende, 6.555 – Rio de Janeiro/RJ]. Na ocasião, Ronald Schild, CEO da MVB, vai apresentar a ferramenta. Segundo disse Torelli ao PublishNews, o CEO fará também uma reunião com a Fundação Biblioteca Nacional para apresentação do projeto e das possibilidades de integrar a plataforma ao serviço de cadastro do ISBN. Para a apresentação do dia 2, é necessário confirmar presença pelo e-mail eventos@cbl.org.br até o próximo dia 28.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 24/08/2015

Frankfurt investe em plataforma global de Direitos Autorais


Feira do Livro de Frankfurt passa a ser sócia da IPR License

A Feira do Livro de Frankfurt acaba de anunciar “um investimento significativo” na IPR License, plataforma online que permite a aquisição subsidiária de direitos de livros e licenciamentos em escala global. Com isso, a Feira de Frankfurt passa a ter uma participação minoritária na IPR. Juntas, as duas empresas vão trabalhar estratégias de vendas, marketing e de tecnologia com o objetivo de consolidar a plataforma como uma ferramenta padrão para licenciamentos e vendas de direitos na indústria editorial em nível global. A parceria quer, além de promover a venda de direitos e de licenciamentos, permitir que editores internacionais façam transações de seus catálogos de formas simples, rápida e com custo eficiente.

Em comunicado enviado à imprensa, Juergen Boos, diretor da Feira do Livro de Frankfurt, disse: “nos últimos anos, editores têm encontrado novas oportunidades para seus conteúdos. Atividades envolvendo direitos autorais têm crescido no nosso portfólio. Assim, nós identificamos nesse tipo de negócios uma área na qual podemos avançar com nossas ofertas atuais – ou seja, Literary Agents & Scouts Centre, o International Rights Directors Meeting e o nosso envolvimento com o RightsLink e muitos outros eventos especializados para um público mais amplo, ao redor do mundo, onde ainda não temos uma presença”.

A indústria editorial é um negócio global e os direitos são o coração desse negócio. A Feira do Livro de Frankfurt não é apenas o maior e mais importante marketplace para negócios e licenciamentos, é onde também profissionais desse mercado se informam sobre os últimos acontecimentos que impactam a área de direitos autorais. A Feira do Livro de Frankfurt tem uma visão clara para gerar oportunidades extras de negócios para editores e vamos trabalhar em conjunto para garantir que mais oportunidades sejam geradas e monetizadas em nível global. Trabalhar junto com os escritórios da Feira de Frankfurt ao redor do mundo, nos assegura que teremos momentos emocionantes à frente”, declarou Tom Chalmers, diretor da IPR License.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 27/05/2015

Avanço da leitura em celulares é discutido na Feira de Frankfurt


O avanço da leitura em aparelhos celulares foi um dos temas mais discutidos na Feira do Livro de Frankfurt deste ano, que termina neste domingo [12].

Uma pesquisa apresentada durante o evento pela empresa Publishing Technology mostrou que 43% entre 3.000 entrevistados nos Estados Unidos e Reino Unido leem livros nos seus celulares e, dentre estes leitores, dois terços estão lendo mais desta forma em 2014 do que liam em 2013. Mas, segundo a Unesco, o maior potencial para a leitura no celular não está nos países desenvolvidos, e sim nos países em desenvolvimento, especialmente na região da África subsaariana e no Oriente Médio, onde boa parte da população não tem acesso a livros tradicionais e encontra no celular um instrumento fundamental para acessar textos.

Existe um enorme potencial nesses países para empresas e governos desenvolverem a leitura pelo celular, porque existe uma demanda crescente e nenhuma saturação de oferta“, disse Mark West, coordenador dos programas de leitura móvel da Unesco, em uma palestra neste domingo pela manhã na Feira de Frankfurt.

Daniel Roland | AFP

Daniel Roland | AFP

Ele apresentou as principais conclusões do estudo “Reading in the Mobile Era” [“Leitura na Era Digital”], publicado em maio deste ano pela organização, que investigou a leitura de textos pelo celular com 4.000 pessoas em 16 países da África subsaariana.

Segundo a pesquisa, a mais extensa feita até hoje, 77% dos leitores pelo celular são homens, que têm uma taxa de escolaridade duas vezes maior do que as mulheres. Em compensação, as mulheres que usam a tecnologia leem em média duas vezes mais do que os homens. Em relação à habilidade de leitura, 47% consideram que seu nível é “iniciante”, 25% consideram-no “intermediário” e 28%, “avançado”. Do total, 55% leem mais agora que têm um aparelho celular do que liam antes.

De acordo com West, a Unesco vem trabalhando para aprimorar o World Reader, aplicativo que hoje é o mais usado para leitura no celular nos países em desenvolvimento —são 250 mil usuários por mês. O objetivo é melhorar o programa para que adultos possam encontrar com mais facilidade livros infantojuvenis. Segundo o estudo da Unesco, 33% das pessoas entrevistadas leem a partir do celular para crianças.

O World Reader oferece textos que já estão em domínio público e textos protegidos por direitos autorais que foram negociados com editoras. Ele pode ser usado mesmo nos modelos mais simples de celular. Mas, segundo West, o conteúdo oferecido precisa ser ampliado e melhorado, o que passa pela negociação com os detentores dos direitos autorais. “As pessoas querem ler os lançamentos, querem ler o ‘Harry Potter’, o, não apenas clássicos em domínio público“, diz.

Outras barreiras que precisam ser transpostas são a baixa qualidade das conexões à internet e principalmente o custo de acesso.

Segundo West, enquanto o gasto com acesso à internet tem um peso de 1% ou 2% na renda de um europeu, ele chega a representar mais de 10% da renda média de pessoas em países como Etiópia, Paquistão e Gana.

POR ROBERTA CAMPASSI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE FRANKFURT | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 12/10/2014

Já estão disponíveis os aplicativos da Feira do Livro de Frankfurt


Feira disponibiliza apps para iOS e Android

Já estão disponíveis na AppStore e Gooogle Play os aplicativos para smartphones e tablets da Feira do Livro de Frankfurt. Com ele, os usuários podem organizar suas agendas, localizar os expositores que deseja visitar, comprar tickets obter informações sobre cada uma das programações da feira.

PublishNews | 01/10/2014

A criança, o livro digital e o futuro da leitura


Alunos do colégio Santa Maria, de São Paulo [Clayton de Souza/Estadão]

Alunos do colégio Santa Maria, de São Paulo [Clayton de Souza/Estadão]

A Feira do Livro de Frankfurt está no Brasil esta semana para debater temas como a tecnologia aplicada ao mercado editorial e à educação, a leitura infantojuvenil, o novo perfil das editoras e a interação entre empresas de tecnologia, editoras e escolas. Esta é a terceira vez que eles organizam, no País, a Contec. Hoje, a conferência está sendo realizada em Canoas, no Rio Grande do Sul. Na terça, os profissionais se reuniram em São Paulo.

Na edição paulista, houve quem defendesse, de forma ferrenha, o e-book e, principalmente, os aplicativos; quem pregasse a união entre papel e digital na criação de um produto híbrido e quem reforçasse a importância da relação da criança com o objeto livro e com os mediadores de leitura. Embora alguns dos palestrantes discordassem, o debate foi tranquilo e em nada lembrou o histórico bate-boca entre o escritor e crítico Alberto Manguel e a editora inglesa Kate Wilson, da Nosy Crow, na Jornada de Literatura de Passo Fundo, em 2011.

Só para lembrar: Ela tinha acabado de mostrar para a plateia um livro digital da Cinderela cheio de penduricalhos. Manguel, autor de Os Livros e os Dias e de Todos os Homens são Mentirosos, entre outros, se exaltou e disse: “Eu não sabia que faria parte dessa discussão a deformação do leitor defendida com argumentos comerciais, de vender este ou aquele produto. O livro não é um produto comercial. É nocivo que uma crianças de três ou quatro anos seja introduzida à leitura dessa forma, aprendendo a ler na tela. Aprender a ler é outra coisa”.

O jornalista americano Todd Oppenheimer, autor do livro The Flickering Mind: Saving Education from the False Promise of Technology, faria o papel de Manguel na Contec, mas em cima da hora ele cancelou sua viagem ao Brasil. Fiz uma pequena entrevista com ele na semana passada, que entraria na matéria Feira de Frankfurt debate o futuro do livro digital, publicada na terça-feira no Caderno 2. Com sua desistência, a entrevista não cabia mais na matéria. Mas vale a leitura:

Considerando o processo de aprendizagem e o desenvolvimento de consciência crítica, quais são os prós e contras do uso da tecnologia nas escolas e no dia a dia?

A internet é inegavelmente uma grande fonte de informação e com o passar do tempo só melhora e se enriquece. Mas seu surgimento aponta para um novo desafio que as escolas não têm prestado muita atenção: como avaliar com sabedoria a informação da internet. Computadores também podem ser boas ferramentas para despertar a criatividade – de novo, se usados da maneira correta. O problema é que a maior parte das escolas e dos alunos o usam do jeito errado. Nos primeiros anos, quando a experiência tátil é crucial, o uso é excessivo. Nos anos mais avançados [ensino fundamental e acima], os jovens deveriam aprender como os computadores funcionam, como programá-los, como construí-los, como consertá-los, etc. As escolas não fazem isso e simplesmente aceitam os computadores como sistemas de distribuição do que quer que esteja na moda ou de interesse comercial. É uma pena, e uma terrível ironia, já que o principal argumento para que haja computadores nas escolas é que eles ajudam a preparar o aluno para o futuro.

O uso de tecnologia nas escolas é irreversível?

Não acho que seja absolutamente irreversível, mas é pouco provável que diminua por enquanto. A longo prazo, porém, acredito que esse uso será menor. Isso, quando nós, aos poucos, formos percebendo a vasta gama de habilidades humanas que estamos perdendo e descobrirmos que estamos criando uma geração de autômatos que mal consegue ter relações pessoais ao vivo – e que geralmente tem medo disso.

Quais são os principais desafios para o sistema educacional na era da tecnologia?

O primeiro é preservar, nos jovens, a capacidade de concentração, a criatividade e o esforço pessoal [ao invés de esperar que as informações e a diversão cheguem prontos, num click, até eles]. O segundo é preservar o interesse deles em outras pessoas [e não em aparelhos eletrônicos]. Este último item será mais importante na próxima década à medida que nossas vidas se tornam mais multiculturais e cruzadas. O profissional de sucesso de amanhã será aquele capaz de entender outras culturas e capaz de resolver problemas com criatividade e baseado num profundo conhecimento de história, filosofia, antropologia, entre outras ciências. A tecnologia ajuda em algumas dessas habilidades. Mas a maioria delas requer leitura, conversa inteligente [cara a cara, e não tela a tela] e trabalho paciente.

Com relação à experiência de leitura, o senhor acredita que aplicativos funcionam como livros tradicionais? Eles deixam espaço para imaginação?

Depende do aplicativo. A maioria não porque acaba fazendo muito do trabalho que a imaginação humana deve fazer por conta própria, tornando, assim, a imaginação de um jovem preguiçosa e deficiente. Pense nos programas de rádio. Por muito tempo eles foram chamados de “teatro da mente” porque provocam a imaginação ao invés de preenchê-la. Bons audiolivros também fazem isso – e aí está a boa tecnologia, e um bom jeito de ler. Além disso, acredito que devemos ser cuidadosos ao deixar a tecnologia bagunçar muito com a narrativa tradicional. Há um motivo para que essa narrativa seja o método dominante de contar história desde que os humanos começaram a conversar. Muitos aplicativos prometem romper com o modelo tradicional com a ideia de que se tornarão superiores. Na maioria dos casos, essas inovações não passam de novidade. E essas novidades não duraram por um simples motivo: elas são complicadas – ou, mais frequentemente, são simplesmente chatas.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente clipado à partir de O Estado de S. Paulo | 20/02/2014

Feira de Frankfurt debate livro digital em São Paulo e em Canoas


Evento reúne profissionais envolvidos com edição, tecnologia e educação

Livros digitais em sala de aula | Fonte: Marcos de Paula/Estadão

Livros digitais em sala de aula | Fonte: Marcos de Paula/Estadão

Pela terceira vez, a Feira do Livro de Frankfurt desembarca no Brasil para realizar a Contec, uma conferência criada em 2012 para discutir temas como leitura, consumo e produção de livros digitais e vantagens e desvantagens do uso da tecnologia em sala de aula.

Hoje, o encontro será em São Paulo, no Sesc Vila Mariana, e os ingressos estão esgotados. Uma segunda conferência, com programação similar, será realizada na quinta-feira, na Unilasalle, em Canoas, no Rio Grande do Sul. São esperadas 1.100 pessoas nas duas edições.

Uma das editoras convidadas é a Ladybird, que desde a Primeira Guerra publica livros para crianças na Inglaterra. Nos últimos 99 anos, ela acompanhou o nascimento de diferentes gerações de crianças, participou das mudanças do mercado e se adaptou às novidades que apareceram, como o livro digital. “Hoje, as histórias chegam em muitos formatos; não se trata mais apenas do livro impresso. Publicamos aplicativos desde 2010 e nosso compromisso com leitores de todas as idades diz respeito tanto aos nossos livros digitais quanto aos físicos”, conta Heather Crossley, editora da Ladybird – hoje um selo da Penguin.

Ela participa do painel O Novo Sempre Quer Dizer Melhor? ao lado de Udi Chatow, gerente de Desenvolvimento de Negócios Mundiais em Educação da HP; de Colin Lovrinovic, gerente da editora independente alemã Bastei Lübbe, e da consultora brasileira e editora da revista Emília, dedicada à literatura infantojuvenil, Dolores Prades.

Crossley explica que a editora entendeu logo o momento. “O conteúdo é soberano, e temos conteúdos muito bons que não têm uma vida apenas no papel”, diz. A Ladybird tem trabalhado com a produtora de televisão Darrall Macqueen para produzir – para o canal CBeebies, da BBC –, sua primeira série voltada para crianças da pré-escola. “Investir em televisão, filmes, produções teatrais e outras áreas aparentemente não tradicionais para editoras é algo que fazemos na Penguin. Para sobreviver e prosperar nesse novo cenário editorial, é preciso ter a habilidade de se adaptar, de aprender novas funções e de manter o leitor na linha de frente”, completa a editora, que aproveita para comentar a iniciativa da Dreamworks de fazer o inverso.

Estúdio de animação responsável por filmes como Madagascar e Shrek, ela anunciou há dez dias que começaria a editar os livros originados de seus produtos e personagens, deixando, assim, de licenciar a marca para que outras editoras criem os livros. “Faz todo o sentido que eles queiram controlar sua produção editorial, mas o que isso significa para a relação entre editora tradicional e estúdio cinematográfico é discutível. Vamos ver o que acontece.

Participam, ainda, nomes como Michael Ross, da Encyclopaedia Britannica; Fávio Aguiar, da Widbook; Junko Yokota, do Center for Teaching through Children’s Books, entre outros editores, pesquisadores e profissionais da área de tecnologia. Na plateia, profissionais dessas mesmas áreas, além de educadores.

Frankfurt. A ideia de organizar uma conferência como essa no Brasil surgiu enquanto era discutida a participação do País como o convidado de honra de 2013 da feira alemã. A primeira edição foi realizada em São Paulo, em 2012, e a segunda, no Rio, em 2013. Deu tão certo que a Feira de Frankfurt decidiu levar a conferência para a Alemanha, em outubro do ano passado. A organização, porém, ainda não conseguiu tirar o papel o modelo de evento que idealizou: uma conferência realizada paralelamente a uma feira de livros e tecnologia aplicada ao mercado editorial e à educação.

O tema desta edição da Contec é O Futuro da Aprendizagem Interativa e Marifé Boix Garcia, vice-presidente da Feira de Frankfurt, conta que a ideia é reunir protagonistas de áreas distintas para incentivar a realização, em conjunto, dos próximos passos rumo à inovação tecnológica do mercado editorial e à formação de educadores. “O Brasil é um mercado jovem e inovador e todos gostam de celulares, tablets etc. Ao mesmo tempo, existe uma grande preocupação em melhorar a educação. Nos últimos anos, surgiram grandes iniciativas públicas e privadas que trabalharam fortemente no tema digital. Claro que num país desse tamanho a infraestrutura varia de estado para estado, e isso significa um grande desafio para os governantes”, diz.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 18 de fevereiro de 2014, às 3h00

eBook é tema da Feira do Livro de Frankfurt


A discussão em torno do advento do e-book integrou a série de mesas e debates ontem, no segundo dia da Feira do Livro de Frankfurt. Tão instigante quanto seu nome, a palestra O livro além do livro – panorama do livro digital teve como participantes Sérgio Hertz, CEO da Livraria Cultura, Ricardo Garrido, General Manager do iba, e Marcos da Veiga Pereira, Presidente da Editora Sextante.

Segundo Veiga, o editor deve se adaptar às inovações tecnológicas, mas depende também da oferta de devices (dispositivos para leitura). “Somente no final do ano passado é que o livro digital começou a ganhar espaço no Brasil, quando empresas como Amazon e Kobo entraram no mercado nacional com os dispositivos. Mesmo assim, o mercado de e-books ainda é pequeno no Brasil, se comparado aos livros físicos e representa cerca de 3% das vendas das editoras brasileiras“, comentou. Ainda de acordo com Marcos, atualmente, as editoras têm lançado os dois tipos de livros simultaneamente.

Antes da palestra, o escritor Ignácio de Loyola Brandão, um dos 70 autores brasileiros presentes à Feira de Frankfurt, salientou que o livro eletrônico não matará o impresso. “São tantas pessoas inquietas, com coisas a fazer, a contar e a escrever. Há espaço para todos“, observou.

Informativo Feira de Frankfurt 2013 | 11/10

Tools of Change Frankfurt Conference 2012


A Feira de Frankfurt e O’Reilly Media trazem oportunidades de networking, com palestras e assuntos envolventes. O TOC Frankfurt acontece pelo quarto ano para aprofundar questões sobre a mudança contínua da indústria de publicações, avaliação de novos modelos para produtos digitais, e assim ajudar os profissionais a melhorarem seu negócio. Com o tema “De transição para a transformação – o ecossistema nas novas edições”, mais de 30 sessões irão abranger os recentes debates sobre e-books padrões, preços, metadados e inovações da cadeia de suprimentos.

Anote na agenda: dia 9 de outubro, no Frankfurt Marriott Hotel, das 8h30 às 18h00. Faça sua inscrição até 31 de julho. Acompanhe a programação completa do TOC no site: http://tocfrankfurt.com.

CBL Informa

Feira encerra marcada por debate entre impresso e digital


Alemanha: A Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo do setor, encerra neste domingo [16] sua edição de 2011, após cinco dias de discussões marcadas pela convergência midiática, digitalização e o futuro do negócio editorial tradicional.

A novidade deste ano foi a presença em massa de empresas que tradicionalmente pouco ou nada tiveram a ver com o mundo do livro, como alguns produtores de jogos de computador.

Tal é o caso da empresa Seal Media, que apareceu na Feira com um jogo de computador baseado em um livro intitulado ‘Colts of Glory’, que conta uma história de vingança após a Guerra Civil Americana.

O romance, e esse é o detalhe curioso, foi escrito em papel por um funcionário da empresa, pensando já de antemão no jogo de computador, um jogo de guerra. O acesso ao game em princípio é gratuito, mas o usuário pode ter acesso a armas melhores ao comprar bônus.

Na opinião do diretor da Feira, Jürgen Boos, expositores desvinculados do setor editorial participam da mostra não só para apresentar seus produtos mas, antes de tudo, para buscar os direitos de novos conteúdos que possam traduzir à linguagem de seus jogos.

Com isso, pode surgir uma nova relação do mundo editorial com outros meios, além de outros com os quais já existe uma troca há décadas, como o cinema e a internet.

No entanto, nisso ainda há muito futurismo, como também no tema da digitalização – retomado nesta edição da Feira, tal como se tinha feito nas cinco últimas. As previsões feitas no evento deste ano indicam que haverá, no mais tardar em dezembro, uma explosão do mercado do livro eletrônico na Europa.

O negócio central da Feira continua sendo a venda de direitos autorais para livros impressos. As demais abordagens de tais direitos são, na maioria dos casos, algo marginal.

O último dia da Feira contou com a entrega do Prêmio da Paz dos Livreiros Alemães ao escritor argelino Boualem Sansal. Ele assumiu a homenagem como uma responsabilidade para seguir trabalhando com mais consciência para que seu país supere a guerra civil na qual está imerso há décadas.

Trabalhei inconscientemente pela paz, agora trabalharei conscientemente por ela, e surgirão em mim novas qualidades“, disse Sansal durante seu discurso.

‘Não sei quais serão essas qualidades, talvez o sentido da estratégia e da precaução, que são tão necessários na paz como na guerra. O prêmio da paz é como o dedo de Deus ou como uma varinha mágica: quando nos toca, nos transforma em soldados da paz’, acrescentou o escritor.

A apresentação do país convidado de honra deste ano – a Islândia – foi menos marcada pelo tema político que nas edições anteriores. No entanto, a dimensão política do livro é algo que não abandona a Feira.

Durante a entrega do Prêmio da Paz dos Livreiros Alemães, um crítico suíço definiu essa dimensão citando uma frase de Heinrich von Kleist segundo a qual o livro ‘rompe a rigidez da época que o estreita lentamente, da mesma forma que as raízes só com lentidão podem romper uma rocha e não através de uma explosão’.

Essa eficácia da lentidão, no entanto, é algo que muitos começam a duvidar em tempos nos quais a obsessão da atualidade faz com que a maioria dos livros fiquem pouco tempo no mercado, para depois desaparecer nas prateleiras das livrarias.

EFE | 16/10/2011

Tecnologia brasileira presente em Frankfurt


Positivo e 3PD expõe seu produtos no Pavilhão de Educação da Feira do Livro

Uma outra forma de empresas de tecnologia voltada para o mercado editorial ou para o de educação participarem da Feira de Frankfurt sem ser com estande próprio é alugando um espaço na área dos Hot Spots, no Pavilhão 4, onde estão concentradas todas as editoras didáticas – e outras nem tanto, como a Nintendo. A Positivo, que já esteve em Frankfurt entre 2005 e 2008, e a estreante P3D vieram juntas este ano e estão experimentando divulgar seus produtos ali. A Positivo está expondo o e-Blocks, um produto desenvolvido por ela para o ensino de Matemática, Espanhol e Inglês e que já é usado em países como Angola e China. Já a P3D está divulgando seu software 3D interativo para ensino de Biologia, Geografia e Química, que pode ser experimentado em uma tela gigante no estande. A P3D também corre para preparar livros digitais interativos com a perspectiva de abertura de editais do governo. No iPad de Mervyn Lowe, o diretor da empresa, ele já mostra um livro de biologia que está sendo produzido.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 14/10/2011

CEOs das maiores editoras do mundo analisam o presente e o futuro do livro


Um dos desdobramentos do Ranking Global do Mercado Editorial, feito anualmente desde 2006 pela consultoria Rüdiger Wischenbart Content and Consulting, é o painel que reúne alguns dos presidentes das empresas líderes durante a Feira do Livro de Frankfurt. A edição deste ano, com dois CEOs de empresas internacionais – John Makinson, da Pearson/Penguin, e Arnaud Nourry, da Hachette, e dois das maiores editoras chinesas e russas – Yu Chunchi, da China Education Publishing & Media Group, e Oleg Novigm, da Eksmo, foi realizado na tarde destaquarta-feira, dia 12 de outubro. Empresas brasileiras incluídas pela primeira vez no relatório, que só aceita grupos editoriais com faturamento superior a 150 milhões de euros, foram convidadas, mas não aceitaram o convite.

Neste painel-entrevista, os presidentes foram sabatinados por jornalistas da mídia especializada internacional, entre os quais Livres Hebdo, Buchreport, Publishers Weekly e PublishNews, e falaram sobre o livro digital, a situação das livrarias, pirataria e novos mercados a serem conquistados, com Brasil e China no topo da lista. Boas experiências de parcerias internacionais como a da Penguin com a Companhia das Letras e outras frustradas, como a da Hachette com a Escala, também foram abordadas.

O mercado do livro físico está caindo muito rapidamente na América e vai cair muito rapidamente nos outros países também. Mas a leitura não está caindo. Nós só teremos que ser mais inventivos no jeito de entregar esse conteúdo aos leitores”, comentou Makinson, que além de um dos diretores da maior editora do mundo é livreiro independente na Inglaterra, país onde a situação das livrarias é mais dramática. “Temos que fazer algo radical para mudar a relação entre editoras e livrarias e também convencer as pessoas a fazerem uma coisa irracional, que é comprar um livro em uma livraria de rua”. O presidente da Hachette também comentou essa questão e disse que na hora da expansão internacional devem ser evitados países onde o número de redes e de livrarias é pequeno. Por fim, Makinson disse que em lugar nenhum do mundo as livrarias se comparam com as brasileiras em beleza e sofisticação [e por falar nisso, Bob Stein, do Instituto para o Futuro do Livro, ilustrou um dos slides de sua apresentação no TOC – Tools of Change na terça-feira com uma foto da Livraria Cultura do Conjunto Nacional].

Você precisa ver uma criança de dois anos no iPad para ver que tem uma mudança grande acontecendo aqui”, comentou John Makinson. “Mas as pessoas são conservadoras e querem ler a mesma coisa que liam no papel no device. Os enhanced e-book não agradaram. Será que o consumidor vai ficar mais imaginativo no futuro e vai pedir mais enhanced e-books? Ainda não vemos isso”, ponderou.

Para Arnaud, as crianças sabem usar as novas tecnologias, mas os professores não querem se modernizar. O chinês Yu Chunchi concordou, e completou dizendo que um dos maiores desafios hoje é prender a atenção da criança no livro enquanto estão estudando. Mesmo assim, ele acredita que o livro didático continuará sendo impresso na China por mais 10 anos justamente por causa dos professores. Por outro lado, algumas escolas já estão pedindo conteúdo digital e outro desafio é ser flexível para oferecer esse material.

Mas essa nova era digital não está mudando apenas a etapa de publicação de um livro. Ele tem efeito sobre cada parte do processo, desde o recebimento dos manuais, comentou o CEO da Penguin. Arnaud acredita que haverá crescimento no mercado de e-books por um período de no máximo dois anos e que ele não deve exceder 30% ou 40% do total do mercado. “Mas quanto mais digital é o nosso negócio, mais pirataria haverá e precisamos nos organizar para combatê-la”, disse.

Essa também é uma preocupação de Oleg Novigm, que vê o mercado russo decaindo 20% nos últimos meses. O índice de leitura também vai de mal a pior. Enquanto isso, a pirataria aumenta exponencialmente e ele não sabe como resolver isso. O lado bom dos e-books na Rússia é que eles vão ajudar as editoras a chegar mais perto dos leitores, já que a distribuição de livros no país é crítica. O livro digital, acredita Novigm, será responsável por 20% do mercado russo daqui a três anos. Hoje, ele é estimado em US$ 2 bilhões. “Ler livros digitais é coisa da moda para jovens russos”, comentou. Na China, a expectativa é que ele represente 25% dos livros para educação de jovens. Penguin e Hachette preferiram não chutar.

Leia também: Uma experiência feliz, e outra nem tanto, sobre a atuação da Hachette e da Penguin no Brasil

Entrevistadores

A atividade foi comandada por Fabrice Piault, da Livres Hebdo [França]; Thomas Wilking, da Buchreport [Alemanha], George Slowik Jr., da Publishers Weekly [Estados Unidos] e Carlo Carrenho, do PublishNews e PublishNews Brazil [Brasil].

Publicado originalmente em PublishNews | 13/10/2011

Scholastic prepara plataforma digital para crianças e adolescentes


Projeto da maior editora de livros infantis do mundo foi comentado em conferência da Feira de Frankfurt, mas ainda não foi lançado oficialmente

A americana Scholastic, a maior editora e distribuidora de livros infantis do mundo, está criando uma plataforma digital para que crianças e adolescentes possam listar e comentar os livros que estão lendo e também indicá-los para outras pessoas. A informação foi dada por Deborah Forte, vice-presidente executiva da companhia e presidente da Scholastic Media, durante a conferência Children’s Publishing Goes Global, que ocorreu hoje de manhã na Feira de Frankfurt. Ela contou isso depois que Kelly Gallagher, vice-presidente de serviços editoriais da Bowker, comentou que ainda não existe uma plataforma como a LibraryThing voltada exclusivamente para crianças e que essa seria uma boa ideia. Deborah Forte disse ao Publishnews que não poderia dar detalhes sobre o projeto, uma vez que ele não foi anunciado oficialmente.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 11/10/2011

TOC Frankfurt debate o presente digital do livro


Durante todo o dia, profissionais da indústria do livro avaliarão seus negócios agora que o livro digital já é realidade

O TOC – Tools of Changes, um dos seminários mais esperados [e mais caros] que acontecem paralelamente à Feira do Livro de Frankfurt foi aberto na manhã desta terça-feira, dia 11 de outubro, pelo presidente do Instituto para o Futuro do Livro, Bob Stein. Se você foi ao Congresso do Livro Digital em São Paulo, em julho, não perdeu muito dessa abertura. A apresentação foi basicamente a mesma e tratou do livro social, a nova invenção do criador do primeiro CD-ROM, nos anos 80, e do primeiro e-book, na década de 90. “O livro se tornou um lugar, e o conteúdo não vale nada. Agora, as pessoas vão pagar por contexto e pela possibilidade de compartilhar esse conteúdo”, disse.

Mais interessante foi a apresentação do marqueteiro Mitch Joel, que já chegou dizendo que não tinha bola de cristal e que por isso preferia falar sobre o presente. “Nenhum editor depois de Gutenberg teve a oportunidade que vocês estão tendo de mudar a história”, disse. Mas, como disse, todo mundo ainda usa as técnicas tradicionais para promover, e fazer, livros. “Gostaria que todos considerassem a opção de dar um ctrl+alt+del. Temos que rever a forma como nos comunicamos com o nosso público porque o consumidor de hoje não é o mesmo de 10 anos atrás e não é o mesmo de 24 horas atrás”.

Segundo Joel, aumentou em 74% o número de pessoas acessando o conteúdo de varejistas a partir de seus telefones celulares. Além disso, eles estão mais informados que as próprias pessoas responsáveis pelo marketing das editoras. Comentou também que os leitores se tornaram fragmentados, que o livro digital é apenas um jeito mais simples de consumir porque os leitores não se interessam por tecnologia e só querem simplificar as coisas, e que as editoras devem se concentrar hoje no mundo que ainda está por vir.

Ele disse também que não é papel do leitor ir até o Facebook e curtir a página da editora, mas que são as editoras que devem ficar amigas de seus leitores. Outra coisa que acontece hoje e que foi criticada por Joel é que as editoras não estão presentes nas conversas e enchem o Facebook e o Youtube com informações e vídeos sobre seus livros e autores e não entendem que milhares de pessoas estão procurando constantemente um livro editado por eles. Se estiverem por ali na conversa, respondendo e indicando, já é meio caminho andado para que o assunto que querem promover seja comentado nas redes sociais. “Se você não fizer isso, o escritor e as livrarias vão fazer”.

Por fim, comentou que só terá sucesso quem conseguir promover interação real entre pessoas reais agora também no mundo digital.

O TOC continua durante o período da tarde. Novas informações podem ser conferidas na edição de amanhã do PublishNews.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/10/2011

A pergunta agora é: Os e-readers vão sobreviver?


Conferência PublishersLaunch debate a atual situação do livro digital e reúne editores de diversos países

Discutir se há um futuro para o livro impresso é coisa do passado. Editores viraram o disco e agora se perguntam que tipo de aparelho as pessoas vão escolher para ler livros digitais: e-readers ou tablets? “Não é uma questão de ter um e-reader ou um tablet, mas de poder sincronizar todos os seus aparelhos”, melhor respondeu Riccardo Cavallero, da Mondadori. O assunto foi levantado na manhã desta segunda-feira, dia 10, em Frankfurt, nos dois primeiros painéis da Conferência PublishersLaunch, organizada pelo consultor e colunista do PublishNews Mike Shatzkin e por Michael Calder, responsável pelo boletim Publishers Lunch. A empresa AT Kearney apresentou números relacionados à utilização de e-readers e tablets nos principais países. De todos os países consultados, apenas no Reino Unido os tablets superam os leitores de livro eletrônicos [3.4% contra 2.6%]. Nos Estados Unidos, a relação é equilibrada, com os tablets tendo entre 8% e 9% de penetração e os e-readers, entre 9% e 10%. Com relação ao número de e-books disponíveis, o Brasil, único país da América Latina consultado, está na lanterna, com 6 mil títulos. Os mais avançados são Estados Unidos [1 milhão], Reino Unido [400 mil], Alemanha e França [80 mil cada], China [60 mil], Japão [50 mil], Austrália [35 mil], Itália [20 mil] e Espanha [15 mil].

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 10/10/2011

“O livro impresso é um bom negócio, mas haverá mudanças profundas no CTP”


Eduardo Blucher é um dos convidados da Feira do Livro de Frankfurt e ele falará sobre o livro digital no segmento CTP

Eduardo Blucher

A Blucher foi a primeira editora brasileira a ter um e-book na loja da Apple e isso demonstra um pouco o interesse de seu publisher, o engenheiro Eduardo Blucher, por tecnologia. Ele foi convidado pela Feira do Livro de Frankfurt para falar sobre as oportunidades de negócios que se abrem ao segmento CTP com a popularização do livro digital na 25th International Rights Directors Meeting, um dos principais seminários da feira e que, este ano, estará focado no mercado editorial brasileiro e nas possibilidades de coedições internacionais de aplicativos. A meta da editora é ter, até o ano que vem, 50 e-books e esta não é tarefa fácil para quem trabalha com livros técnicos ou cheios de imagens “O livro impresso é um bom negócio, mas haverá mudanças profundas no CTP. Para estudantes, imagino que a popularização do livro digital aconteça nos próximos três ou quatro anos”. Participam ainda do seminário a agente Lucia Riff e Tomás Pereira, da Sextante. 
 
Quantos livros a Blucher publica ao ano? Desses, quantos são estrangeiros e quantos são nacionais?
Publicamos 60 livros por anos e desses, 70% são títulos nacionais

Quantos livros a Blucher tem em catálogo?
450 livros

Os livros podem ser comprados em livrarias internacionais?
Sim, em Portugal.

Quantos e-books estão disponíveis e qual é a meta para 2012?
Fomos a primeira editora brasileira a colocar um livro no na loja da Apple no iPad. A meta para 2012 é ter 50 livros.

O que é importante saber sobre o mercado editorial brasileiro antes de tentar vender direitos de livros aqui?
Estimar corretamente o tamanho do mercado, aprender como o mercado funciona em preços e distribuição.

A Blucher também quer vender seus livros no mercado internacional? Já vendeu? Quantos títulos? Valeu a pena?
Iniciamos a venda na Espanha e nos EUA com alguns títulos. Em inglês o Sugarcane Bioethanol, de 1.000 páginas, está à venda na Amazon.

O livro impresso ainda é um bom negócio no Brasil. O mercado de livros digitais universitários e didáticos é promissor? Para quando prevê a popularização do livro digital entre os estudantes?
O livro impresso é um bom negócio, mas haverá mudanças profundas no CTP. Livro digital é o futuro e precisamos aprender como trabalhar neste mercado. Para estudantes, imagino que a popularização do livro digital aconteça nos próximos três ou quatro anos.

Quais são as oportunidades que se abrem para o segmento de CTP com a popularização do livro digital? E quais são os desafios?
As oportunidades são muitas: mais conteúdos, mais formas de distribuição, novos modelos de negócio. Desafios: Pirataria digital e saber se este público vai pagar por conteúdos digitais.

As feiras ainda são os melhores lugares para se comprar os direitos de livros?
As feiras são os melhores lugares para encontrar pessoas, e as pessoas vendem os direitos.

O que abordará no seminário da Feira de Frankfurt?
O mercado de livros CTP; as oportunidades e riscos, já que esta é uma das áreas que podem ser mais afetadas com a onda digital; e os crescentes mercados de ensino a distância [atingiremos um milhão de estudantes em 2012] e de cursos técnicos [segundo o Governo, haverá 850 mil vagas em cursos técnicos até 2014].

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 07/10/2011

Livro digital estimula negócios no exterior


A Feira do Livro de Frankfurt, a maior do mundo, vai começar no próximo mês um dia antes do habitual.

O mesmo ocorreu em fevereiro com a de Bolonha, a maior de livros infantojuvenis, e, em abril, com a de Londres, hoje quase tão importante quanto a alemã.

O motivo para a programação extra? Uma série de encontros e debates só sobre o futuro digital do livro.

Na de Londres, entre estandes de editoras tradicionais, havia muitos já ocupados por empresas novas: de conteúdo digital, de autopublicação e de impressão sob demanda.

Os contratos de venda direitos negociados nessas feiras já incluem cláusulas para as versões em e-book.

É imprecisa a comparação com as bienais do Rio e de São Paulo, pois as feiras daqui atendem ao grande público, enquanto as de Londres, Frankfurt e Bolonha dirigem-se a executivos da indústria do livro.

Mas a comparação evidencia o quanto é maior o ritmo de crescimento do mercado de livros digitais lá fora.

Voltadas também para o público, a Expo Book America, que ocorreu em Nova York, em maio, e a Feira de Tóquio, em julho, cresceram até 25%, impulsionadas pelos e-books. O diretor da feira alemã, Juergen Boos, garante: “2011 é o ano da virada para o e-book”.

POR JOSÉLIA AGUIAR | COLUNISTA DA FOLHA DE S.PAULO | 12 de setembro de 2011

De Frankfurt: o mundo está ficando menor


Mike Shatzkin

No final de mais uma Feira de Livros de Frankfurt – minha trigésima alguma coisa – aqui vai uma coisa que eu já sabia mas encaro agora de uma nova maneira: tem uma diferença enorme entre os Estados Unidos e todos os outros países do Mundo Ocidental [pelo menos] de recepção e aceitação do consumidor de e-book.

O que eu penso: isso não pode ficar assim para sempre.

O que eu deduzo: o resto do mundo está no que será, para muitos, uma viagem que os vai deixar tontos, enquanto tentam chegar neste ponto.

Parece óbvio porque os Estados Unidos estejam tão adiantados: 300 milhões de pessoas em uma única economia com uma moeda única e com um único idioma. Esses mesmos fatores explicam porque os Estados Unidos estão muito à frente também em compras de livros impressos pela internet [Há outra grande causa em jogo: a infra-estrutura dos serviços prestados por nossos atacadistas nacionais, Ingram e Baker&Taylor, sem os quais teria sido necessário um investimento inicial muito maior para começar a Amazon.com, 15 anos atrás].

Uma coisa leva à outra. Porque a Amazon havia construído, no final de 2007 quando lançou o Kindle, uma base de leais consumidores compradores de milhões de livros, eles tinham os pilares para desenvolver um e-reader. Isso realmente exigiu duas coisas que ninguém mais em nenhum outro país tem hoje: uma base de consumidores grande o bastante para alcançar uma massa crítica de consumidores sem qualquer apoio ou parcerias e proporciona grande influência junto às editoras para fazer com que elas disponibilizem seus livros em sua plataforma.

Uma coisa leva à outra. O Kindle, da Amazon, com uma seleção de títulos muito mais ampla e um caminho mais suave do arquivo do servidor para o dispositivo do que os dispositivos anteriores [o Sony Reader para alguns e leitores de PC ou dispositivos portáteis como Palm Pilots para outros; e eu estava no grupo dos portáteis], teve uma rápida aceitação. Isso levou a Barnes & Noble, que também tinha influência junto às editoras para que elas levassem seus títulos às suas lojas e acesso e credibilidade da marca com milhões de leitores, a seguir o mesmo caminho com o aparelhinho similar ao Kindle, o Nook, quase dois anos depois do Kindle. Como a maioria de nós sabe, o iPad seguiu o Nook pouco depois, entrando no mercado norte-americano em abril de 2010.

Tudo isso resultou nos Estados Unidos chegando ao ponto de, na Feira de Frankfurt 2010, uma editora norte-americana lançar um livro comum de ficção e esperar que as vendas em e-books sejam uma boa porcentagem da venda total de livro, com relatos ocasionais ainda mais dramáticos.

Uma coisa leva à outra. Como já escrevi muitas vezes, todas essas vendas baseadas na internet colocam grande pressão sobre as lojas físicas. Nós vemos os espaços nas prateleiras diminuírem e há até aqueles que acreditam que nos próximos dez anos esse espaço pode realmente desaparecer.

O Kindle não teve nem de perto o mesmo impacto dramático no exterior que teve nos Estados Unidos, por uma série de razões. A Amazon não tem a mesma audiência. Eles não têm fora dos EUA o mesmo vasto número de títulos disponíveis. E eles não tinham duas outras grandes e influentes companhias [B&N e Apple] levando a experiência com o dispositivo de leitura ao público. Parece que a chegada do iPad e do Nook serviu apenas como catalisador para a Amazon vender ainda mais Kindles e para acelerar ainda mais a absorção do e-book no mercado norte-americano.

Então nós nos vemos hoje com essa enorme lacuna entre a penetração de e-books no mercado norte-americano e a penetração deles nos mercados de outros países fora da Ásia [eu não falei com nenhuma editora asiática na Feira, e não conheço a situação lá]. Certamente [Atenção! Pressuposto: um argumento não baseado em dado algum] essa é uma situação que não pode durar para sempre. Em cinco, dez ou quinze anos a porcentagem de livros digitais e a porcentagem de livros impressos vendidos online será praticamente a mesma em todos os países desenvolvidos.

Se essa suposição estiver correta, então outros países – começando com os falantes de inglês – vão experimentar as mudanças que nós temos sentido nos Estados Unidos em um prazo muito menor.

Há barreiras legais e institucionais para mudar o que já está “funcionando”. O maior fosso natural do mundo tem protegido o mercado australiano de livros, mantendo os preços de livros impressos altos e o comércio de varejo de livros saudável. Era evidente em conversas que tive com alguns vendedores de livros australianos na última Expo Book America, em maio, que eles estão sentindo os ventos das mudanças que começam a soprar, mudanças trazidas com a chegada dos e-books da Kobo ao mercado [Kobo é um dorminhoco da perspectiva americana: uma pequena – e quase tardia – plataforma de eBook em nosso país, mas uma presença cuidadosa construída ao redor do mundo e com impressionante relação com OEM em todo lugar, incluindo os EUA]. Também a instalação da unidade de POD da Ingram na Austrália vai, certamente, introduzir muito mais títulos no mercado de livros impressos. Isso é importante porque POD leva os consumidores a comprar online ao oferecer mais títulos do que qualquer livraria pode ter em estoque.

Isso é assustador para qualquer livreiro australiano sensível.

A manutenção do preço de venda, restrições territoriais e de idioma, e regras variáveis sobre aplicação de VAT [taxa de venda para nós americanos] para livros complicam seriamente o desenvolvimento dos mercados de e-book na Europa.

Mas a maior complicação de todas, a curto prazo, é a escassez de títulos disponíveis no formato ePub em outros idiomas que não o inglês. O ePub permite fluidez do texto, o que é essencial para entregar um e-book de fácil leitura com multiplicidade de tamanhos de telas. Nós temos centenas de milhares de títulos em ePub, em inglês; nenhum outro idioma do ocidente chega perto. Esse é um assunto que chegou até mim pela primeira vez no Brasil, quando estive lá em agosto.

Uma coisa leva à outra. A consequência da lacuna do ePub levanta outro assunto sério no comércio de livros na Europa quando este procura se aproximar do norte-americano. A maioria das pessoas mais educadas dos países europeus se sente confortáveis lendo em inglês. Uma editora da pequena Eslovênia [ex-Iugoslávia] me disse que um sexto dos livros vendidos em uma grande cadeia de livrarias e na maior livraria online é em inglês. Uma outra pessoa me disse que 25% das vendas na Dinamarca são em inglês. Na Holanda, me disseram, há uma legislação recente que requer uma “janela” para e-books em inglês para títulos que tenham uma edição em holandês, segurando a edição em inglês até que a edição em holandês fique disponível por um período mínimo.

Os maiores ajustes, mesmo para os players do mercado norte-americano de livros, ainda estão por vir. Tanto quanto posso dizer, as grandes editoras não perceberam que as livrarias vão praticamente desaparecer nos próximos dez anos e, uma coisa leva à outra, vão levar as oportunidades de maior valor das grandes editoras com elas. Quase não há percepção visível de mudança do valor da propriedade intelectual para o valor da quantidade de pessoas com que você fala, que eu acredito que esteja acontecendo. Mas a mudança que tivemos e a mudança que estamos enfrentando agora no mundo editorial norte-americano é diminuída pelo que estaremos vendo e sentindo pelos nossos amigos e parceiros comerciais na Europa, e em outros lugares na próxima década.

Alguns dos assuntos tratados nesse post já foram antecipados enquanto nos preparamos para a Digital Book World, que acontecerá dias 25 e 26 de Janeiro. Nós já planejamos um painel sobre os direitos comerciais territoriais e de idiomas, que serão afetados pelo crescimento dos e-books. Agora eu penso que achei alguém que pode explicar o cenário europeu: como editoras e agente norte-americanos deveriam enxergar isso. Estou trabalhando com ela para preparar o que acho ser uma adição significante ao nosso programa cobrindo um tópico que é, como deveria ser, cada vez mais importante para os titulares de direitos norte-americanos.

Outro tópico para outro dia é que o mundo está ficando cada vez menor e editoras de todos os países vão precisar entender melhor o que está acontecendo nos mercados estrangeiros. Nós vamos falar sobre isso apenas em um pequeno seminário e em um painel ou dois na Digital Book World porque achamos que é o máximo que o público está disposto a investir nesse tópico, em relação ao monte de outras coisas que precisam ser discutidas. Em cerca de um ano, a partir de janeiro, eu acho que entender como o mercado de eBook funciona ao redor do mundo será uma das principais preocupações para cada editor e agente nos EUA.

Por Mike Shatzkin | Publicado por PublishNews | 20/10/2010

Este texto foi  publicado originalmente no  The Idea Logical Blog, e o autor muito gentilmente autoriza que o PublishNews o traduza na íntegra.

Expositores brasileiros continuam otimistas pelo desdobramento de Frankfurt


“Vim para ver e ouvir muito mais, mas também fechei bons negócios”, afirmou Susanna Florissi [Grupo SBS], que dedicou muito de sua participação em Frankfurt para estudar sobre o Mercado do livro digital. Mesmo assim, leva na mala o desafio de desenvolver interatividade para co-edições da SBS com parceiros tradicionais e com a exclusividade de comercialização para os países onde sua editora já opera.

Ainda sobre o livro digital, o mercado europeu ainda caminha lento, graças aos impostos que incidem sobre os equipamentos, conforme divulgado na coletiva de imprensa que abriu a Feira de Frankfurt.

Câmara Brasileira do Livro | 10/10/2010 11:42

Livraria Saraiva conta sua experiência com o livro digital em Frankfurt


A Feira do Livro de Frankfurt organizou pela primeira vez este ano um espaço de debates voltado ao mundo digital e convidou o PublishNews para mediar dois desses encontros. Nesta quinta-feira [7], Frederico Indiani, diretor de compras na Livraria Saraiva, e Cesar Groh, diretor de IT da Livraria Saraiva, conversaram com Carlo Carrenho, diretor do PublishNews, sobre os primeiros passos do mercado do livro digital no Brasil. O que é esse mercado e o que isso pode interessar aos editores internacionais? O papo tomou o rumo de uma troca de experiência dos players brasileiros, que pode ser proveitosa para os ouvintes.

Eles contaram que a Saraiva trabalhou cerca de um ano para ter a sua eBookstore. Cesar destacou que a forma de armazenar, apresentar e entregar o livro para o leitor é muito diferente quando se compara o livro impresso e o digital. No entanto, o maior problema, segundo eles, é a formação de um catálogo digital. Atualmente a Saraiva tem 1.500 títulos em português disponíveis na eBookstore, inaugurada há cerca de quatro meses.

Mas duas coisas estão bem claras para os dois executivos: os livros devem ser compatíveis a um maior número de aparelhinhos e as pessoas estão lendo cada vez mais em dispositivos móveis. O aplicativo da Saraiva para iPhone e iPad foi lançado há um mês e já teve 50 mil downloads. E nos quatro meses de funcionamento da eBookstore já foram baixados 150 mil livros [entre pagos e gratuitos].

Sobre os consumidores/leitores, Cesar disse: “As pessoas sabem que o mercado do livro está mudando e elas querem fazer parte disso.” Para Frederico, “a Saraiva vê um futuro de sinergia e ótima convivência entre o digital e o impresso.” É acompanhar para ver.

Por Ricardo Costa, de Frankfurt | Publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2010

Amazon, Google e Apple: os modelos de cada um


Muitos editores talvez nem percebam – concentrados que estão em suas reuniões com agentes literários e editoras em busca de livros de sucesso –, mas a verdade é que a Feira de Frankfurt possui uma programação extensa de eventos e seminários, e pode funcionar como um aprendizado intensivo ao longo dos dias do evento. Um seminário bastante elucidativo aconteceu na quinta-feira [7], sob o pomposo título de “Entendendo os Direitos Digitais em um Mundo de Venda Digital: Navegando na Nova Ordem da Amazon, Apple e Google”. Apresentado por Evan Schnittman, diretor de vendas e marketing da Bloomsbury, o seminário serviu para entender melhor os modelos destas três empresas sob uma perspectiva comparativa.

Schnittman explicou o modelo agência praticado pela Apple em suas vendas digitais, onde o editor paga uma “comissão” de 30% à gigante californiana mas mantém o controle sobre o preço final. Depois, comentou o modelo da Amazon, oriundo do formato tradicional de negociação do mercado editorial, onde são praticados descontos de 30% a 60%, ficando a definição do preço final ao cargo do varejista – e o mercado norte-americano tem visto livros digitais vendidos abaixo do preço de custo pela gigante de Seattle.

Finalmente, Schnittman explicou o modelo que o Google vai adotar para seu Google Editions. Para as vendas praticadas diretamente ao consumidor, a empresa trabalhará com um desconto de 37%. Nos casos em que a venda for feita por uma livraria virtual parceira, ela ficará com uma comissão de 10% da transação e permitirá que o editor e a livraria dividam os 90% dentro de suas políticas comerciais.

O executivo da Bloomsbury ainda lembrou um aspecto interessante do modelo do Google: ele prevê um modelo de pacotes de livro físico e digital. Ou seja, o consumidor poderá comprar o mesmo livro nas duas plataformas ao mesmo tempo. A empresa já até previu um ISBN diferente para estes kits físico-digitais que permitem ao leitor ler em um e-reader, mas decorar sua estante com o livro em papel.

Uma observação interessante de Evan Schnittman foi que o mercado editorial mundial teve vendas de US$ 90 bilhões em 2009. E o faturamento das três empresas do costa leste norte-americana chegou, no mesmo ano, a US$ 95 bilhões.

Por Carlo Carrenho, de Frankfurt | PublishNews | 08/10/2010 | A cobertura da Feira do Livro de Frankfurt pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

O e-book é irreversivel!


POR Milton Assumpção

 

Milton Assumpção

 

Trabalhando como editor há mais de 30 anos, tenho acompanhado a evolução das tecnologias envolvidas na circulação da informação e na publicação de livros. Nos anos 80, publiquei os primeiros livros de Informática em Português e tenho usufruído dos benefícios das conquistas tecnológicas que nos propiciaram avanços incríveis na produção e impressão dos livros.

Na década de 90, já se falava que, no futuro, os livros não seriam mais impressos em papel e que seriam lidos em máquinas ou computadores portáteis. Nessa época, a Feira do Livro de Frankfurt, dedicou um grande espaço para o “livro digitalizado”. Estive lá comprovando e fiquei maravilhado e, ao mesmo tempo, assustado com o que preconizavam. No ano seguinte, no mesmo evento em Frankfurt, já não havia nenhum pavilhão dedicado ao tema, apenas um ou outro estande espalhado pela imensidão daquela exposição. Depois o que se viu foi um estande ou outro que insistia em anunciar o livro eletrônico.

O tempo passou e há relativamente, bem pouco tempo, o empresário americano Jeff Bezos, dono da Amazon, anunciou o lançamento de uma máquina que resolvia todos os problemas e dificuldades do livro eletrônico, o Kindle. Um aparelho simples, de uso amigável, capaz de armazenar vários livros, que podiam ser baixados a um custo menor que o do livro convencional e em tempo real. A mídia mundial divulgou o invento como algo realmente revolucionário.

Autores ficaram maravilhados por vislumbrar a possibilidade de novos leitores lerem seus livros e novas receitas de direitos autorais, enquanto editoras e livrarias receberam a novidade com desconfiança. O curioso é que nós, editores, independentemente da Amazon, já estávamos sendo assediados pelo Google para colocarmos nossos livros disponíveis na Internet . A razão simples é que o Google trabalha e necessita conteúdo, e livro é um conteúdo atraente. Apesar de terem criado a máquina, os conteúdos dos livros ainda estão com as Editores

Algumas editoras americanas aderiram ao Kindle, imediatamente e passaram a oferecer conteúdos de alguns de seus livros pela Amazon. Em seguida a todo alvoroço causado pelo lançamento do Kindle, o empresário Steve Jobs, utilizando toda a força da marca Apple, dá um golpe de mestre [como sempre] e lança o charmoso iPad. Como era de se esperar, vários autores brasileiros, contagiados por essas novidades tecnológicas, passaram a nos procurar para saber da viabilidade de colocar o conteúdo de seus livros em uma desses fantásticos leitores eletrônicos.

Neste momento estamos em um processo de negociação e regulamentação do livro eletrônico junto a Autores, e empresas que serão responsáveis pelas vendas do conteúdo eletrônico. Temos de definir o preço a ser cobrado do leitor, o valor a ser remunerado às Editoras e conseqüentemente o valor que cabe ao Autor.
Nos próximos anos, vamos conviver com essa mudança de tecnologia e teremos livros e conteúdos disponibilizados pelas diversas máquinas que ainda serão inventadas, a preços mais baratos. Gradativamente, muitos livros, muitos temas terão seus conteúdos disponíveis eletronicamente, e muitos leitores, principalmente os mais jovens, já mais acostumados a interagir com maquinas e computadores migraram naturalmente para a leitura eletrônica.

Acredito que chegará um dia em que a mãe de uma criança, no início do ano, quando for comprar os materiais escolares vai ver que na lista está incluído um Kindle, um iPad ou algo já mais atual para a época. Então, poderemos ter uma ruptura. Toda essa geração a seguir não terá contato com o livro de papel. Todos os ensinamentos fluirão eletronicamente, a não ser que os pais, em casa, ainda teimem por algum tempo incentivá-los a manusear e ler um livro de papel. Mas acredito que vai chegar o momento em que eles também vão achar que o pouco tempo disponível deve ser usado para outras coisas mais interessantes, mais visuais, prontas em uma máquina. E que sonhar, viajar, imaginar serão coisas completamente anacrônicas. Aí, finalmente, o livro se tornará um objeto de arte digno de ser exposto em museus como o Louvre.
O E-book é irreversível e cabe a nós como leitores usufruir das facilidades e vantagens que ele proporciona. Eu pessoalmente, não tenho nada contra, pelo contrario vou querer utilizar principalmente quando tratar de uma leitura profissional e técnica. Por outro lado as leituras de prazer, de viajar, de curtir vou preferir no velho livro com o toque dos dedos, o folhear das páginas e o cheiro do papel.

* Milton Mira de Assumpção Filho, Administrador, editor, presidente da M. Books e membro da Academia Brasileira de Marketing

Artigo publicado originalmente no site da Editora M.Books | 08/10/2010  às 10h51

Frankfurt começa “aquecida” e digital


Com a temperatura beirando os 20º nas margens do rio Main, a Feira de Frankfurt tem um ar diferente em 2010. Os casacos ficaram nos hotéis, e os participantes da feira enfrentam o calor dentro dos trens e metrôs que os transportam aos pavilhões da grandiosa Messe. Foi com esse clima “aquecido” que o maior evento do livro do mundo abriu suas portas esta manhã.

A arte de contar histórias e a demanda por bons conteúdos para as diferentes mídias são a marca desta edição. Foi isso o que destacou Juergen Boos, diretor da feira, logo na abertura. “Histórias bem contadas são a engrenagem do evento e as novas tecnologias mostram, sobretudo, que a demanda por conteúdo está crescendo”.

O Frankfurt SPARKS é a novidade deste ano. E, pela primeira vez, os chamados “enhaced books”, como são conhecidos os livros com elementos multimídia como aplicativos, filmes, música etc, estão entrando nos mercados americano e britânico e também no alemão. O escritor Ken Follet, por exemplo, vai apresentar a versão impressa do livro The Pillars of the Earth e também uma versão multimídia.

Cornelia Funke, Jonathan Franzen, Ken Follett, Bret Easton Ellis, Frédéric Beigbeder, Jonathan Stroud, Katharina Hacker, Günter Grass, Antonio Skármeta e Richard David Precht estão entre os autores que já confirmaram presença e participarão de debates, como o que vai discutir sobre o quanto as histórias transcendem plataformas.

Ingrid Betancourt, Yoani Sánchez e a fundadora do movimento Avós da Praça de Mayo, Estela Barnes de Carlotto, também vão expor suas ideias.

Como a Argentina é o país convidado, haverá perto de 300 eventos enfocando a cultura e a literatura de lá. Cerca de 70 autores, entre os quais Osvaldo Bayer, Laura Alcoba, Félix Bruzzone, Griselda Gambaro e Martín Kohan, também participam.

Ao todo, a feira vai receber 7.500 expositores de 111 países entre hoje [6] e 10 de outubro.

Por Carlo Carrenho, de Frankfurt | 06/10/2010 | A cobertura da Feira do Livro de Frankfurt pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo

Seminário Tools Of Change


A juventude predominou entre os palestrantes do TOC nesta edição de 2010. Realizado no Marriot, em frente ao pavilhão da Messe, local que abriga a Feira de Frankfurt, o centro de convenções recebeu 430 inscrições.

Editores, dirigentes de entidades ligadas ao livro, jornalistas especializados e muitos profissionais ligados a organizações da cadeia produtiva do livro demonstravam avidez na captação daquilo que possibilita garantir um lugar no futuro, diante da revolução do livro digital.

Numa primeira avaliação fica a certeza de que ainda há muito a caminhar, há alguns indícios claros de que a transição ainda deve se estender, seja pela necessidade de melhoria nos aspectos de infraestrutura [disponibilidade de acesso à internet] seja pela consolidação de preferências que o consumidor vai demonstrar [equipamentos de leitura], mas principalmente as questões ligadas a produção de conteúdo, direitos de autor e acessibilidade para portadores de deficiências continuarão a ser os grandes temas que movimentam o Mercado global.

CBL Informa Especial Direto de Frankfurt | 6/10/2010 14:17

Google e Kobo mostram as garras


Tools of Change Frankfurt

A Feira de Frankfurt só começa amanhã, mas nesta terça-feira [5] vários profissionais do livro já se encontravam à beira do rio Main para participar do Tools of Change Frankfurt [TOC], evento organizado pela O’Reilly em parceria com a própria Feira de Frankfurt. A agenda era monotemática: o futuro digital do livro. As palestras gerais do início da manhã foram bastante conceituais e filosóficas. Mas conforme o dia se desenrolava, algumas abordagens mais práticas foram apresentadas pelos palestrantes na área de conferência do Hotel Marriott.

Google


Um destes palestrantes foi Abraham Murray, da Google. Em sua conferência “Books in the Cloud – Google’s Perspective”, ele apresentou um panorama do que a empresa californiana já desenvolveu dentro da indústria editorial, mas o enfoque não podia deixar de ser o programa Google Editions. Segundo Murray, o programa será lançado ainda este ano nos EUA, oferecendo um catálogo de 400 mil títulos à venda. Para justificar a operação Murray apresentou dados do International Digital Publishing Forum que apontam que os e-books terão uma fatia de 10% do mercado americano no fim de 2010.

O Google Editions prevê parcerias com o varejo de livros, de forma que o consumidor poderá comprar os e-books em uma livraria virtual, ainda que o controle tecnológico e os arquivos digitais em si sejam controlados pela Google. “Qualquer varejista deveria ser capaz de vender e-books que funcionem em qualquer leitor”, afirmou Murray defendendo a filosofia da Google. “Nossa plataforma é aberta e pode suportar qualquer leitor digital”, continuou, “mas os livros da Google Editions não estarão disponíveis para Kindle em seu lançamento”. Ainda que discreta, a mensagem nas entrelinhas era que a Amazon não parecia disposta a trabalhar com o Google Editions.

O Google Editions trabalhará com a plataforma da Adobe Digital Editions para a implementação do polêmico DRM [Digital Rights Control]. Murray ainda aproveitou para ressaltar a segurança do projeto googliano: “No projeto Google Books nós desenvolvemos profundos conhecimento e capacidade para evitar hackers e ter um alto padrão de segurança.

Em um primeiro momento alguns recursos não estarão disponíveis, mas estão na agenda da Google para o futuro. Entre eles estão uma plataforma de mídia social, capacidade de se fazer anotações e leitura offline em telefones e na web [no início, apenas e-readers permitirão a leitura offline ao baixarem os livros no formato ePub].

Nos EUA, a Google irá operar com modelo agência, que permite aos editores determinar o preço de venda. Em relação a outros mercados, Murray afirmou que “a Google pretende satisfazer as necessidades de cada mercado”. Quanto à divisão de receitas, Murray informou que “nos EUA, os editores ficarão com mais de 50% da margem”. A impressão por demanda não faz parte dos planos da Google para o projeto Google Editions.

Entre os brasileiros que acompanharam a palestra da Google, estava Karine Pansa, da editora Girassol, e candidata à presidência da Câmara Brasileira do Livro nas próximas eleições da associação. “O Google Editions estará disponível em vários devices; isto é positivo porque você precisa ir ao encontro do que o consumidor quer. Se o consumidor tem vários acessos, é preciso alcançá-los aonde estiverem”, afirmou a editora. A questão da segurança, no entanto, a preocupa. “Não tenho certeza se a segurança que o Google anuncia é verdadeira, mas se for é algo muito bom.

Kobo


Outra palestra que chamou a atenção por seu caráter mais prático foi a proferida por Michael Tamblyn, vice-presidente da Kobo, uma e-bookstore canadense. Com o lema de “Toda sua vida de leitura sempre com você”, a Kobo possui aplicativos para praticamente todas as plataformas de smartphones, para iPad, para a web e até um e-reader próprio.

Depois de apresentar alguns números interessantes como “nossos clientes compram dois livros por mês em média enquanto os clientes de livrarias físicas compram metade disso” e outros curiosos “domingo é o dia da semana que mais vendemos online”, Tamblyn passou a discutir quais atributos um varejista de e-books tem que ter para sobreviver.

Para o canadense, há cinco qualidades fundamentais para o sucesso de uma loja de livros digitais:

1] Mentoria: “É preciso guiar o leitor neste novo mundo digital. Dar toda a assessoria necessária neste momento de transição.
2] Internacionalização: “Para sobreviver, o varejista de e-books terá de atuar globalmente.
3] Capacidade de custódia: “O varejista tem de ser o guardião da biblioteca dos leitores. Terá de oferecer um serviço de custódia.
4] Curadoria: “As livrarias de e-books terão de oferecer ao seu cliente uma curadoria sobre o conteúdo.”
5] Conectividade: “É fundamental que a loja de e-books permita que os usuários se conectem.

No aspecto internacional, Tanblyn observou que 5% das vendas da Kobo já são para países de língua não-inglesa e que em um dia típico vendem para mais de 150 países. Outras estatísticas da Kobo mostram que 90% dos leitores possuem apenas um device, mas que a parcela dos 10% restantes está crescendo. Outro número interessante é que metade dos compradores de e-books da Kobo lê em celulares ou tablets.

De forma geral, chama a atenção o tamanho do catálogo digital de empresas como a Kobo, com quase 2 milhões de títulos, e a Google, que já começa com 400 mil livros. Enquanto isso, nenhuma loja de e-books nacional tem mais de 2 mil livros digitais em português. Isto também chamou a atenção de Karine Pansa. “Sinto-me empurrada para fazer algo o mais rápido possível. Empresas como Google e Kobo vão chegar e não podemos ficar parados. Essa é a conclusão que chego aqui no TOC Frankfurt.

Karine também observou a velocidade das mudanças. “Está tudo muito rápido. Ano passado, por exemplo, nessa mesma data, a gente não tinha o iPad. Hoje todo mundo já está com um aqui em Frankfurt.” Sobre o Brasil, Karine acredita que possamos nos tornar competitivos rapidamente. “Talvez no ano que vem, quando estivermos aqui novamente, já sejamos competitivos. Isso se aceitarmos esse empurrão e fizermos a nossa parte. Já estou vendo as editoras no Brasil se movimentando. Essa quantidade de brasileiros aqui demonstra esse interesse e preocupação com o mercado.

Havia cerca de 10 profissionais brasileiros no evento, e a Livraria Saraiva era representada por cinco pessoas.

Por Carlo Carrenho, de Frankfurt | Publicado originalmente em PublishNews | 05/10/2010 | A cobertura da Feira do Livro de Frankfurt pelo PublishNews tem o apoio da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

E-book canibaliza livro


Pela primeira vez uma pesquisa aponta que o crescimento nas vendas de e-books começa a canibalizar seus similares em versão impressa. Amostragem feita pelo Nielsen Bookscan no mercado norte-americano -e exclusivamente na área de romances e ficção científica- mostra que a venda dos impressos caiu pela primeira vez, enquanto a vendagem dos eletrônicos mais que dobrou. Em entrevista à coluna, Julie Meynink, diretora de desenvolvimento de negócios da instituição, diz que “ainda é cedo para determinar se a canibalização é uma tendência inevitável no setor“.

// Mercado cresceu 180% em 2010

Meynink destaca, porém, que “os dados” mostram que isso já ocorre agora. O mercado de e-books aumentou dez vezes nos EUA desde 2008 e, nos dois últimos trimestres, cresceu 180% em relação a 2009.

Mas a percepção de que e-books estão avançando sobre o mercados de impressos ainda não é consensual. Benedict Evans, do instituto Enders, pondera que seu crescimento “pode variar conforme a demografia e o gênero dos leitores”.
A ascensão dos e-books será tema de debate na Feira de Livros de Frankfurt, que começa na próxima quarta, inclusive com a exposição dos dados por parte do Nielsen BookScan.

Por Marcos Flamínio Peres | Folha de S. Paulo | 02/10/2010

Frankfurt abre mais espaço para tecnologia


A Feira do Livro de Frankfurt começa na próxima quarta-feira (6) e terá uma novidade neste ano – o Frankfurt Sparks, a programação digital do evento. Diariamente, haverá apresentações e conferências sobre o futuro da mídia e da indústria criativa em pequenos auditórios espalhados pela feira, e apresentações mais específicas nos Hot Spots, estandes construídos em todos os pavilhões especialmente para a apresentação de produtos tecnológicos voltados ao mercado editorial e que vão receber 67 expositores de 13 países. Os temas vão de aplicativos para celular, gerenciamento de conteúdo, distribuição de e-book e devices a softwares educacionais, entre muitos outros. A programação ainda não está completa no site, mas se você for à feira não deixe de acompanhar. O PublishNews estará lá e vai conduzir duas apresentações: “O mercado de livros digitais no Brasil”, com a presença de Newton Neto, da Singular; e “Começando o comércio de e-book no Brasil”, com Frederico Indiani, da Livraria Saraiva. Ao falar de assuntos tão atuais como edição, tecnologia e internet, a organização espera desenvolver modelos de negócios coletivos.

PublishNews | 30/09/2010

Digitalização no centro das atenções da Feira de Frankfurt


Haverá espaço para a exposição de produtos e serviços relacionados à tecnologia

Seja aplicativos móveis ou gerenciamento de direitos digitais, gerenciamento de conteúdo ou software de aprendizagem inovador: a digitalização está mudando os fluxos de trabalho em editoras. O know-how tecnológico é cada vez mais importante e a necessidade de informação é enorme. Os prestadores de serviços e desenvolvedores estão sendo muito requisitados para isso. Este é o ponto de partida para o conceito da nova exposição da Feira do Livro de Frankfurt. Os Hot Spots focam em setores específicos e estão estrategicamente distribuídos pela área da exposição para a apresentação de soluções técnicas inovadoras – e para reunir o mundo editorial e a indústria tecnológica. Para o mercado editorial, isso quer dizer que esse novo conceito mostra aonde ir para se ter informações, contatos e know-how para a realização de seus projetos de digitalização. O formato de vitrine foi pensado para atender aos expositores que não estão apresentando produtos físicos e precisam de menos espaço de prateleira, mas que precisam de opções de apresentações. Há três opções de pacote para quem quiser expor nesses lugares: “Starter”, “Station” e “Stand”. Para ler a entrevista de Caroline Vogel, diretora deste projeto, clique aqui.

PublishNews | 29/06/2010