‘Gerador de poesia’ vira atração na Feira de Frankfurt


Máquina que cria versos a partir de ondas cerebrais é destaque da Finlândia, país homenageado no evento

No 1º dia, executivo da inglesa HarperCollins disse que ‘o Brasil está no topo dos lugares onde queremos estar’

Um aparelho que se propõe a gerar poemas a partir da medição das ondas cerebrais dos usuários é uma atração da Feira de Frankfurt, maior evento editorial do mundo, que começou na quarta [8].

Criado pelo coletivo de arte e ciência Brains on Art, da Finlândia, o país homenageado nesta edição da feira, a divertida invenção, chamada de Brain Poetry [poesia cerebral], quer mostrar que homem e máquina podem interagir nos processos criativos.

Jukka Toivanen, doutor em inteligência artificial e membro do coletivo, explica que o padrão das ondas cerebrais define o algoritmo do poema, determinado por um estilo e uma métrica. A partir daí, palavras e frases são combinadas para ter algum sentido.

Ainda não é perfeito, mas os métodos para criar poesia e música automaticamente estão evoluindo“, diz Toivanen, citando o caso do Songsmith, aplicativo da Microsoft que gera letras de música a partir da voz do usuário.

Na feira, muitos não levaram a sério. “Não tive de fazer nada! Acho que é só brincadeira“, disse Maarit Lukkarinen, intérprete finlandesa.

A agente literária alemã Alexandra Legath ficou pensativa após “gerar” um poema. “O texto é masculino, fala sou o filho de Marte’, mas sou filha de Vênus”. Achei que sairia um poema do coração, mas é muito cerebral.

Gerar poesia, e não prosa, é o que torna o Brain Poetry possível. “Gerar prosa com sentido seria difícil. Um poema permite interpretação livre. Mesmo sem sentido claro, as pessoas veem significado“, disse o pesquisador.

A Folha testou o aparelho. O poema, em inglês, foi: “Você sossegando e tentando escalar/ Uma vez virei-me sob as copas do cedro/ Você quer/ Você, nunca um amigo /Eu sorri discretamente por toda resposta /Eu evoco a idade /Pobre e decrépita alma“.

POR ROBERTA CAMPASSI | DE FRANKFURT | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 09/10/2014

Simon & Schuster e chinesa Yilin Press fecham acordo para distribuição mundial de eBooks


Em outubro, na Feira de Frankfurt, a Simon & Schuster e a editora chinesa Yilin Press anunciaram uma parceria de publicação e distribuição que ampliará a disponibilidade de livros digitais em mandarim para leitores no mundo inteiro. A S & S irá distribuir e-books da Yilin Press para leitores de mandarim que moram fora da China. O projeto estreia com cerca de 300 títulos, entre eles A Vida de Pi, de Yann Martel, Air Mail de Tomas Transtromer e Robert Bly, As Correções De Jonathan Franzen, entre outros, a serem lançados em novembro. Além disso, a Simon & Schuster adquiriu direitos de publicação de um grupo seleto de livros da Yilin Press de não ficção sobre a cultura e história da China, e títulos de ficção populares no país.

Por Dennis Abrams | Publishing Perspectives | 25/10/2013

Feira de Frankfurt enfrenta o auge do livro eletrônico


Berlim | O auge do livro eletrônico e a concorrência que as editoras tradicionais enfrentam perante o comércio na internet será um dos eixos da Feira do Livro de Frankfurt, que começa no próximo dia 9 de outubro e que tem nesta edição o Brasil como país convidado.

O diretor da Feira, Jürgen Boos, apresentou nesta sexta-feira em Berlim as principais novidades desta edição, na qual são esperados mais de sete mil expositores de quase uma centena de países, que continua sendo o principal ponto de encontro do mundo editorial.

A feira, explicou Boos, não quis permanecer alheia aos principais desafios do setor, que discutirá em Frankfurt a pujança de empresas como a Amazon, o futuro das bibliotecas atuais e o risco de ‘saturação’ dos potenciais leitores perante a em massa oferta de conhecimentos.

É um desafio e ao mesmo tempo uma oportunidade‘, disse Boos, que destacou a ‘relativa boa evolução‘ do setor do livro em nível global.

Também terão um espaço destacado em Frankfurt as inovações das editoras mais jovens, o crescente fenômeno da autoedição e a aposta de empresas de fora do setor nos livros como complemento de suas outras atividades.

Um exemplo claro, disse Boos, seria o do Angry Birds, popular jogo para dispositivos móveis que se traduziu em dezenas de produtos com o desenho animado de seus furiosos pássaros e que finalmente chegou ao mundo literário.

O Brasil, como país convidado, será representado por 90 autores e pelo vice-presidente Michel Temer na feira.

Após ressaltar o esforço realizado para traduzir muitos escritores cujos livros só estavam em português, Boos destacou a plataforma que a feira representará para criar uma rede de contatos entre o mundo editorial e a pujante literatura brasileira.

No total, serão apresentados 260 títulos relacionados com o Brasil, entre eles 117 livros de literatura brasileira traduzidos para o alemão com ajuda de um fundo especial.

A literatura infantil e juvenil e o ‘livro valioso’, com desenhos e materiais exclusivos, voltarão também a ter espaço próprio e destacado em uma feira cada vez mais internacional, apontou seu diretor.

Além do Brasil, Boos ressaltou o vigor do mercado editorial em outras potências emergentes como China e Indonésia, com uma grande presença na feira, mas também participação de países como o Afeganistão e Coreia do Norte.

Por EFE | Portal G1 | 27/09/2013

Alfabetização e tecnologia em pauta


Feira de Frankfurt organiza primeira conferência internacional no Brasil e foca em educação

A Feira de Frankfurt divulgou a programação e abriu inscrições para a Conferência Internacional Tecnologia, Cultura e Alfabetização – Contec Brasil. Com o tema “Formando leitores do futuro”, é o primeiro evento do tipo realizado por Frankfurt no país, e acontece nos dias 7 e 8 de agosto, logo antes da Bienal do livro de São Paulo, no Auditório Ibirapuera.

Entre os objetivos da conferência estão a discussão sobre tecnologias e formação de leitores, a exposição de estratégias de ensino e aprendizagem para professores e alunos em fase alfabetização, o debate sobre novas formas de educação que levam em conta novas tecnologias e mídias digitais, e a apresentação de tendências de criação de conteúdo “crossmídia”, que mistura ferramentas como vídeo, textos e jogos.

O público-alvo do evento são educadores, universitários, administradores e gestores educacionais do setor público e privado, especialistas em tecnologia educacional, editores, agentes literários, autores, livreiros, jornalistas, bibliotecários e profissionais de empresas de conteúdo “crossmídia”.

Haverá palestrantes do Brasil e do exterior, entre eles Tom O´Mara, da National Adult Literacy Agency da Irlanda; Juan Felipe Cordoba Restrepo, da Associação de Editoras Universitárias Colombianas; Joanna Ellis, da Literary Platform do Reino Unido, e Brij Kothari, que representa a organização sem fins lucrativos Planet Read, dedicada à leitura e ao desenvolvimento da alfabetização em todo o mundo.

Entre os palestrantes brasileiros estão Sergio Quadros, presidente da Abrelivros e da Santillana /Moderna, que falará sobre “A contribuição do mercado literário para a alfabetização mundial”; Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, que discorrerá sobre políticas de incentivo à leitura no Brasil, e a autora Talita Rebouças, na mesa “O Twitter e o Facebook impulsionam a alfabetização?”, entre vários outros.

As inscrições podem ser feitas pelo site www.contec-brasil.com, que também apresenta os detalhes da programação.

Durante a primeira edição da Contec, o presidente e a vice-presidente da Feira de Frankfurt, Juergen Boos e Marifé Boix Garcia, também farão o lançamento oficial da Contec Brasil 2013, que será uma feira internacional – a primeira do tipo – com um programa de conferências para literatura e conteúdo infantil, educacional e tecnologia.

Segundo Marifé, o Brasil foi escolhido para sediar os eventos porque apresenta uma alta taxa de analfabetismo – 9,6% na população em geral, sendo que 20,3% dos brasileiros são considerados analfabetos funcionais – e, ao mesmo tempo, acesso significativo à internet e grande interesse dos brasileiros pelo uso de dispositivos móveis. Por isso, segundo ela, o debate sobre a utilização de novas tecnologias para ampliar o acesso à leitura no país é essencial.

PublishNews | 03/07/2012