Portais são opções para quem quer vender livros


Levante a mão quem nunca precisou de um livro e não conseguiu encontrar em lugar nenhum. Geralmente, é nessas horas que o leitor desesperado apela para os sebos, com seus acervos e preços atraentes. Garimpar estantes afora não é a única opção. Desde 2005, o site Estante Virtual reúne sebos e livreiros do Brasil, possibilitando ao leitor receber o livro usado na porta de casa.

Para quem deseja comprar sem muito trabalho, um sonho. Para quem vende, no entanto, as taxas e mensalidades cobradas pelo portal podem pesar no orçamento. É nesse cenário que o recém-lançado Portal dos Livreiros representa uma opção mais barata para os vendedores. E, para leitores, portais como SebosOnline e Brasilmix Livros se apresentam como uma opção de busca.

Aumento e insatisfação

Criada por André Garcia em 2005, a Estante Virtual foi ao ar com 12 lojas cadastradas. Hoje, o portal reúne 1.350 livreiros em 339 cidades. “Hoje é impossível você falar com um sebo que não saiba o que é a Estante Virtual“, diz André. Para ser vendedor, é preciso arcar com a mensalidade, que varia entre R$ 42 e R$ 132, de acordo com o acervo, além de comissão cobrada por livro vendido, que aumentou de 6% para uma faixa que varia de 8% a 12% em 2014.

O novo valor resultou de uma viagem feita por Garcia em 2013, em que ouviu dos vendedores sugestões de melhorias. Para realizar as mudanças, precisou aumentar a comissão por venda. “Era impossível, em termos empresariais, prover todas as ferramentas que eles pediam“, esclarece André, que implementou na Estante Virtual  uma nova busca, layout e novas formas de pagamento.

Para alguns vendedores, o aumento gerou insatisfação. Foi assim que Julio Daio Borges, após sete anos, deixou de vender na Estante e criou seu site, o recém-lançado Portal dos Livreiros. “Tive a ideia de fazer um portal novo, sendo que a grande diferença é que a comissão é bem baixa, de 5%“, explica Julio. Assim, com os sócios Adriano Amui, Miguel Cavalcanti e Luis Dolhnikiss, ele desenvolveu o Portal para “atender  vendedores que não estão satisfeitos, como eu não estava“.

Sem mensalidade e com uma comissão de 5% por livro vendido, o site  segue em versão beta desde maio, e já conta com 54 vendedores. Para vender no Portal, as taxas de inscrição variam de R$ 9,90 até R$ 197, de acordo com a quantidade de livros do vendedor. “A gente quis fazer uma coisa mais democrática“, diz Julio.

Além do site, Julio promove no final do mês o Curso de Livreiro. Com 12 módulos e inscrição no valor de R$ 99/módulo, o curso ensina como cadastrar, lidar com fornecedores e plataformas de venda. “Como parei de vender para me dedicar ao Portal, tive a ideia de passar minha experiência como vendedor“, explica.

Mudar, no entanto, não é prioridade para todos. Vera Brandão, uma das donas do Sebo Brandão, no Centro Histórico, mantém o seu cadastro na Estante. “O site da Estante Virtual ainda é o mais solicitado, e um dos mais bem organizados“, opina Vera.

Opções de compra

Além de uma possibilidade para vendedores, sites como o Portal dos Livreiros ajudam o leitor. Pablo Roxo, 26, é mestrando em Ciência da Computação pela Universidade Federal da Bahia e prefere o comodismo da compra online, mesmo sendo cliente de sebos na Pituba e na Praça da Sé. “Sempre faço uma pesquisa de preço antes e vejo se é mais em conta comprar em um desses sebos ou em sebos na internet“, explica.

Para quem pesquisa preço e prefere receber o livro em casa, sites como Brasilmix Livros, Livronauta e SebosOnline também oferecem livros mais baratos do que nas grandes livrarias e lojas.  Em 2007, Alcir Teodoro da Silva criou o site SebosOnline, uma plataforma integrada com um software que desenvolveu em 2004. “No momento em que o funcionário do sebo cadastra o livro no programa, ele já atualiza o nosso SebosOnline”, explica. Assim, além do site, o programa  atua na organização do sebo.

Ao pesquisar um título no site, o leitor encontra livros cadastrados nos 460 sebos e livrarias que utilizam a plataforma. “É tudo sincronizado“, diz Alcir. “Vendeu o livro, ele já sai do SebosOnline“. Assim, o leitor não corre o risco de comprar pela internet um livro que não está mais disponível.

Em agosto, o site do SebosOnline ganha um novo layout, com uma nova ferramenta de busca para auxiliar a compra pela internet.

Por Débora Rezende | Publicado originalmente em A Tarde | 01/07/2015

Nasce um portal de sebos


De acordo com a coluna Painel das Letras do último sábado, 31 vendedores de livros, incluindo dois dos maiores sebos em atividade na Estante Virtual, ingressaram no Portal dos Livreiros, site que entrou no ar neste mês, em versão de testes, para concorrer com o maior portal do gênero no país. Projeto de Julio Daio Borges, que deixou a Estante Virtual após sete anos como vendedor, o Portal dos Livreiros é uma resposta à decisão da Estante, de maio de 2014, de aumentar comissões sobre vendas de 6% para 8% a 12%. O novo site cobrará deles 5% de comissão, sem mensalidade [a Estante cobra de R$ 42 a R$ 132 por mês], com inscrição de R$ 97. A página aceitará cadastros de vendedores “pessoa física”, perfil que a Estante deixou de aceitar, e terá curso on-line para livreiros.

Por Raquel Cozer | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 23/05/2015

Estante Virtual bate recorde de vendas nas voltas às aulas


Site vendeu 12.647 livros em um único dia. Resultado é fruto de promoção que dá até 92% de desconto

Estante VirtualO Estante Virtual, que hoje tem em seu acervo cerca de 12 milhões de livros novos e usados, está com uma promoção que dá até 92% de desconto em títulos universitários. O resultado da ação é comemorado pela equipe do site que garante ter intermediado a venda de 12.647 exemplares em um único dia, um recorde. Entre os títulos mais procurados estão os de Direito Penal que tem opções a partir de R$ 30 ou Introdução à Ciência do Direito que sai por R$ 14. Além do Direito, há livros nas seguintes áreas do conhecimento: Administração, Biologia, Ciências Médicas, Comunicação Social, Contabilidade, Economia, Engenharia Civil, Filosofia, História, Letras, Pedagogia, Psicologia e Sociologia. Para conferir a campanha, clique aqui.

PublishNews | 03/03/2015

Estante Virtual entra no mercado de livros novos


Livros | Em julho deste ano, a Estante Virtual ultrapassou  marca de 10 milhões de livros vendidos desde a sua fundação

Em julho deste ano, a Estante Virtual ultrapassou marca de 10 milhões de livros vendidos desde a sua fundação

São Paulo | A Estante Virtual, conhecida pelo acervo de livros raros, usados e seminovos, anuncia a entrada no mercado de títulos novos. Com o lançamento de uma nova plataforma de busca, o usuário poderá escolher entre um livro novo ou usado. O site, que ficou conhecido como sebo online, já tem quase 3 milhões de livros novos à venda.

Criada em 2005, pelo empreendedor André Garcia, a plataforma tem um acervo de 12 milhões de livros disponibilizados por mais de 1,3 mil sebos e livreiros brasileiros. Em julho deste ano, a empresa ultrapassou a marca de 10 milhões de livros vendidos desde a sua fundação.

Garcia explica que ao longo desses anos percebeu que a maioria das pessoas só recorria a sebos para buscar livros raros ou usados. “A gente tem muito livro seminovo e era necessário trazer os livros novos para o site”, explica. Dessa maneira, esse público que não costuma comprar livros usados é atraído pelos novos.

Boa parte dos livros novos do site são obras que, por questões contratuais, continuam sendo editadas durante anos, mas que não encontram mais tanto espaço nas livrarias convencionais. “Entre 60% e 70% dos acervos físicos dos sebos estão cadastrados na Estante“, afirma Garcia.

Ainda de acordo com o empreendedor, ao longo deste ano foram investidos quatro milhões de reais nas áreas de tecnologia, inovação e recursos humanos. Desse total, 70% foi destinado para área de tecnologia. A Estante Virtual hoje tem uma equipe com 38 pessoas e a expectativa para o ano que vem é que esse número deve chegar a 50.

Outra novidade que deverá ser lançada até o final desse ano é a compra expressa. “É uma forma de comprar sem a necessidade de ter um cadastro no site, o usuário preenche os dados e o número do cartão. Com isso, a gente espera que aumente a taxa de conversão”, explica Garcia.

O volume de livros vendidos em 2014 foi de três milhões e a estimativa de venda para o ano que vem é de seis milhões de livros.

Por Camila Lam | Publicado originalmente em EAXME | 07/12/2014

Migração de sebos


A coluna Painel das Letras apurou e concluiu: a crise entre diversos sebos do país e a Estante Virtual, iniciada depois que o portal aumentou suas taxas sobre as vendas, está fortalecendo sites concorrentes.

No começo do mês, a Estante Virtual elevou sua comissão de 6% para 8% a 12%. Também estabeleceu o preço mínimo de R$ 2,50 por título.

Desde então, diversos sebos começaram a procurar outras opções de sites de vendas. O Livronauta, por exemplo, recebeu nas duas últimas semanas o catálogo de 200 livreiros, o que elevou suas vendas em 30%.

O site atraiu livreiros insatisfeitos ao prometer taxas de comissão de 5% pelos próximos dez anos. Apesar dessa movimentação, vendas ainda são fracas fora da Estante Virtual, que detém cerca de 95% do mercado de livros usados na internet.

Por Marco Rodrigo Almeida | Folha de S. Paulo | 28/06/2014

Livreiros e sebos boicotam site Estante Virtual


Na última segunda [9], cerca de 140 sebos retiraram seus acervos —cerca de 3 milhões de obras — do portal Estante Virtual. Nascido em 2005, o site de compras é o terceiro maior vendedor de livros da internet brasileira, com oferta de 12 milhões de volumes de 1.300 sebos e livreiros. Os livros voltaram ao site na terça [10].

O boicote ocorreu após a Estante Virtual aumentar a comissão por venda de 6% para 8% a 12%, de acordo com o volume de vendas e grau de “excelência em comércio eletrônico” de cada comerciante.

Livreiros e sebos boicotam site Estante Virtual por um dia após aumento de comissã

Livreiros e sebos boicotam site Estante Virtual por um dia após aumento de comissã

Para Alex Buzeli, dono do Sebonet, que tem 89 mil livros na Estante Virtual, os critérios para pagar a menor tarifa, de 8%, são muito rigorosos. “Além do volume das vendas, é preciso ter índices medidos pelo site difíceis de obter, como o máximo de 20% de cancelamento de pedidos e um tempo médio de postagem de 24 horas. Eu tive uma média de 22% de cancelamento no ano passado, pois muitos clientes não fazem o depósito“, diz.

Julio Borges, dono do sebo on-line JDB, com acervo de 5.000 livros, faz coro.

São critérios impossíveis. Parece que a Estante Virtual que tirar os pequenos livreiros do site, que não têm estrutura para cumprir essas metas.

André Garcia, diretor e criador da Estante Virtual, afirma que a revisão tarifária foi realizada com base em um estudo do perfil dos vendedores.

Segundo o portal, 68% dos livreiros vão bem nos “índices de excelência”: 37% alcançam todos, 15% atingem quatro e 16% conseguem três deles.

De acordo com o diretor, o aumento da tarifa foi uma forma de viabilizar as solicitações de melhorias dos próprios livreiros. “Em novembro do ano passado, visitei dez cidades brasileiras e conversei com diversos livreiros, que propuseram mudanças desde de ferramentas de cadastramento até investimentos em propaganda. A tarefa da Estante foi ver de que forma poderíamos viabilizar essas solicitações sem gerar um aumento de custo para os livreiros, mas concluímos que seria impossível colocar um novo patamar de serviço sem alterar os custos.

Garcia acredita que, com as melhorias do site, como o novo layout e as novas formas de pagamento, por exemplo, as vendas devem crescer 30%. “Nos dois primeiros meses de 2014 a empresa entregou 20% a mais de vendas do que nos dois primeiros meses de 2013“, diz.

Descontentes com o aumento da tarifa, 140 livreiros enviaram uma carta com reivindicações a Garcia. “Somos nós, livreiros, que alimentamos o portal, temos o trabalho, atendemos aos pedidos dos clientes e resolvemos a maioria absoluta dos problemas enfrentados nas transações. Decisões unilaterais são tomadas constantemente pelos administradores do portal sem qualquer tipo de consulta ou pesquisa de opinião com os livreiros“, diz um trecho da carta.

Além da revogação do aumento no valor das comissões por vendas realizadas no site, outras 16 alterações foram solicitadas pela classe. Entre elas, a liberdade de cada vendedor escolher a plataforma que deseja utilizar para pagamentos eletrônicos, uma maior participação dos sebos nas decisões do site e a revogação da tarifa mínima de R$ 1 por venda.

Vai ser inevitável aumentar os preços dos livros. Até porque a Estante exige agora um valor mínimo de R$ 2,50. Antes tínhamos livros de menos de R$ 1“, conta o livreiro Alex Buzeli.

Após o envio da carta, a Estante Virtual alterou as faixas intermediárias do volume de vendas. A tarifa de venda de 12%, por exemplo, será para os sebos que atingirem os níveis de excelência em comércio eletrônico e tiverem um faturamento de até R$ 1.999,99 e não mais para os que faturam até R$ 4.999,99.

É uma possibilidade de a partir de dois mil reais de venda mensal o livreiro começar a ter descontos progressivos na taxa de vendas. Isso atrelado a excelência de serviços, porque não adianta ele vender R$ 50 mil por mês e atender mal ao cliente“, explica Garcia.

Michelle Paschoalick, do sebo Abaporu, afirma que os livreiros estão dispostos a procurar outros sites do gênero, como o Livronauta e o Sebos Online, e a tomar outras providências. “Estamos programando reuniões nas capitais do país e pretendemos formar uma Associação Nacional de livreiros e um sindicato. Vamos programar mais uma retirada dos acervos do site, agora com mais adesões. Criamos um grupo no Facebook que já está com 700 participantes“, diz.

A Estante Virtual está caminhando para um novo patamar de serviço, com novos custos e é matematicamente inviável fazer melhorias sem elevar as taxas. Tentamos formular as coisas da forma como entendemos que é melhor para todos os vendedores, mas não há mais o que flexibilizar“, afirma Garcia.

POR MARIANA MARINHO | Publicado originalmente em Folha de S.Paulo | 12/06/2014, às 06h51

Site “Estante Virtual” recebe boicote de livreiros


Durante um dia, cerca de 150 sebos e livrarias retiraram acervo do site de vendas como protesto

Referência para quem procura livros raros ou com baixo preço na internet, o Estante Virtual teve parte de seu acervo retirado do ar nesta segunda-feira. O site, que reúne sebos e livrarias de todo o país, viu cerca de 150 de seus 1,3 mil livreiros retirarem seus catálogos por um dia. O objetivo era manifestar a indignação dos profissionais com taxas e políticas de manutenção. Entre as principais queixas, estavam o aumento das tarifas de venda para 12% – aproximadamente o dobro do que os livreiros costumavam pagar – e a impossibilidade de exportar um documento com o acervo cadastrado diretamente no site, trabalho feito pelos próprios livreiros.

– Alguns anos atrás, temendo perder parte do mercado de livros usados pela internet, o Estante Virtual bloqueou a exportação de planilhas para que não pudessemos alimentar outros sites concorrentes – argumenta Alex Buzeli, do Sebonet Livraria Virtual, em São Paulo.

Em nota oficial, o Estante Virtual justificou o aumento da taxas:

– Durante muito tempo, mantivemos tarifas de venda bem abaixo da qualidade do serviço ao qual nos empenhávamos em oferecer a nossos parceiros. Entretanto, fomos percebendo que essa política nos obrigava a reduzir a capacidade de investimento e ampliação do site – explica o documento.

O portal acabou revendo o aumento, criando uma escala entre 8% e 12%, conforme o índice de vendas dos livreiros.

– Assim como sempre fizemos, estamos abertos aos comentários, críticas e sugestões. Prova disso é que já revimos os índices referentes à tarifa de venda – diz a nota oficial.

Mas a solução não agradou a todos, como afirma Jackson Goldbath, coordenador de vendas online do Sebo Líder II, de Curitiba:

– Queremos aumentar a mobilização e promover novas ações.

O grupo de livreiros não descarta uma migração em massa para outro serviço de vendas ou a retirada dos acervos por períodos mais longos.

Por Alexandre Lucchese | Zero Hora | 10/06/2014

A internet virou grande aliada do livro


Com o avanço da informática, houve quem profetizasse o fim do livro “físico” e defendesse que os e-books – livros em arquivos digitais – fossem tomar o seu lugar. Esta transição se vê pouco hoje. Embora o e-book seja mais consumido a cada dia, ele ainda não chega nem perto das vendas dos livros de papel. A verdade é que a internet e o livro acabaram, de certa forma, sendo aliados. Quem gosta de literatura, encontra na rede muitos sites que tratem deste assunto, seja para o comercializar e-books e livros novos ou usados, promover discussões acerca de algum título, buscar por dicas de compra ou ainda descobrir novos autores.

Assim, a internet faz um papel também de estímulo à leitura entre as pessoas que se interessam pelo assunto. Os e-books, embora digitais, não deixam de ser livros e, por isso, são também importantes para cultivar o hábito da leitura e nem sempre quem compra o livro digital abandona de vez o hábito de ler as edições físicas. “Eu acredito que existe espaço para todos. Assim como o computador não substitui totalmente o papel e o CD não substituiu o vinil, o e-book não substituirá o físico. Há prazer em escutar um vinil, assim como há prazer em folhear as páginas de um livro e isso a tecnologia não substitui”, opina Caroline Brüning, psicóloga que tem o costume de ler tanto e-books quanto papel. Após adquirir o hábito de comprar e-books, ela não deixou ir às livrarias para saber sobre os lançamentos e comprar títulos que a interessam. Caroline acredita que existem publicações que você não somente baixa na internet, mas faz questão de ter o produto físico.

Confira todas as possibilidades que o mundo virtual abriu para quem é apaixonado por literatura.

eBooks

A psicóloga Caroline Brüning elogia praticidade do e-book, que possibilita ter vários livros em um mesmo lugar sem ocupar espaço ou fazer peso. “Gosto da possibilidade de, assim que encontrar algo que não conheço no livro, já procurar mais sobre aquele tema ou palavra. Gosto de ter tudo ao meu alcance da forma mais prática possível e acho que o e-book oferece isso”, comenta. Entre as vantagens, está o preço do e-book, que costuma ser menor do que do livro físico, e ainda a facilidade para carregar. Antes, Carolina costumava carregar dois ou três livros com ela, devido ao costume de ler vários volumes ao mesmo tempo. Agora, isso ficou mais fácil. “Os aplicativos também tem funcionalidades: é possível fazer comentários, ler um livro em grupo, fazer marcações e anotações em grupo de forma interativa. Fazer marcações em um e-book é muito mais limpo e organizado do que em um livro físico e, se eu quiser, posso desfazer sublinhamentos e apagar comentários sem afetar a integridade do livro”, acrescenta. Entre os maiores sites de compra de e-books estão o Gato Sabido [www.gatosabido.com.br], a Livraria Saraiva [http://www.livrariasaraiva.com.br/livros-digitais/] e a Livraria Cultura [www.livrariacultura.com.br/ebooks].

A rede social dos livros

Quem gosta de ler sobre livros, procurar novos títulos e conversar sobre literatura encontra uma rede social para tratar somente deste assunto: o Skoob. A rede é brasileira e promove a interação entre leitores de todos os cantos do país. No Skoob, a pessoa pode formar sua estante virtual: adiciona-se o livro, que então é classificado em categorias, como “quero ler”, “tenho” e “já li”. É possível fazer resenhas sobre os grupos, receber recados, interagir em grupos com o mesmo interesse literário ou ainda ter um perfil “Plus”, uma ferramenta criada pela rede para permitir a troca de livros entre os usuários. Além disso, o Skoob costuma sortear entre os usuários livros cortesia dados pelas editoras.

Um sebo virtual

Fazer compras em sebo exige um pouco de paciência para se garimpar entre muitos livros antigos até achar o de sua escolha. Para quem não tem tempo ou apenas não quer ir até o sebo, existe o site Estante Virtual, que reúne 1,3 mil sebos e livreiros de 339 cidades do Brasil. Na hora de procurar o livro desejado, o site busca em sebos de todos os cantos do Brasil. “Em sebo online, a facilidade de encontrar o livro que você deseja é maior. Basta fazer a busca e verificar as opções de preço e conservação. Além disso, o sebo online tem bem mais opções de títulos”, afirma a jornalista Gabriela Piske. Ela conta que nunca teve problemas com a entrega de livros que comprou no site e os livros vieram em boa qualidade, conforme estava na descrição do site. É preciso ter alguns cuidados na hora da escola. Gabriela recomenda que a pessoa verifique as informações sobre a conservação do livro e também sobre o vendedor. “Verifique se há depoimentos de quem já comprou, se há bastante opções de livros e acompanhe todo o processo de compra e envio. Se necessário, mantenha contato com o vendedor até tudo dar certo”, aconselha.

Blogs

Uma maneira de se manter informado sobre lançamentos e discutir diversos aspectos de livros e estilos literários são os blogs que existem sobre o assunto. Entre eles, estão o Homo Literatus [www.homoliteratus.com], o Literatortura [literatortura.com] e o Literatura de Cabeça [www.litraturadecabeca.com.br]. Estes sites costumam fazer resenhas, entrevistas, críticas, podcasts, enfim, abordam diversos aspectos da literatura. Já o Indique um Livro [www.indiqueumlivro.com], é um site apenas de resenhas, em que qualquer pessoa pode mandar a sua indicação. Além disso, algumas editoras também criaram blogs para informar quanto aos seus lançamentos, falar sobre os autores, entre outros assuntos. Este é o caso da Companhia das Letras, que alimenta com frequência seu blog [www.blogdacompanhia.com.br].

Podcasts

Boa parte dos blogs de literatura possui podcasts, programas de áudio em que participantes discutem algum tema relacionado a este assunto. Entre os tantos se destaca o 30:MIN, podcast do blog Homo Literatus que reúne o fundador da página, Vilto Reis, idealizador do blog Literatortura, Gustavo Magnani e a linguista Cecília Garcia. Os assuntos levantados nos posts são interessantes, cheios de informação e tratam de diversos pontos da literatura mundial sempre com humor. Cada podcast tem um nome que informa sobre o assunto a ser discutido. Entre eles, estão “Quebra-quebra das formas literárias”, “Os escritores mais barraqueiros da história da literatura”, “O grande clássico que eu detestei ler”, “Escritores adorados que eu não vejo graça” e “Neve, vodka e literatura russa”.

Mais variedade e menores preços

Comprar com um clique e no conforto de casa foi uma das vantagens que a internet trouxe para os consumidores. Dayro Bornhausen, assessor administrativo do Departamento de Cultura e Maestro do Coro Misto Santa Cecília, comenta que compra quase todos os seus livros pela internet. Seus sites preferidos para compras são Submarino, e o das livrarias Saraiva e Cultura. “É mais fácil e a entrega é rápida. Tenho a possibilidade de comparar os preços, procurar promoções e de fazer parcelamento”, argumenta. Dayro também compra na Amazon partituras e livros em inglês para o coro, pois dificilmente encontra livros importados de música nas livrarias e sites nacionais. Ele recomenda que a pessoa fique atenta às taxas no momento de comprar livros importados, pois às vezes o livro acabando saindo muito caro devido a elas e passa a não valer mais a pena. Quando for comprar pela internet, preste atenção nos detalhes das informações dos livros. Por exemplo, se a descrição diz “edição condensada”, significa que o livro traz um resumo do original e não seu texto integral, e se está descrito como “edição econômica”, trata-se de uma edição impressa em papel de qualidade inferior ao livro original, muitas vezes com capa mais mole ou com um design diferente.

Jornal Metas – 25/04/14

Estante Virtual tem o maior acervo em língua portuguesa do mundo


Criado há oito anos, site reúne 11 milhões de livros e 1.300 sebos em todo o Brasil

2013091012331287-1220118820A ideia de associar livros e internet pode resultar, quase sempre, na comercialização de e-books ou de ferramentas que contribuam para a popularização dos conteúdos digitais do mercado editorial. A Estante Virtual chegou ao mercado, oito anos atrás, com uma estratégia que une o tradicional e o digital na venda de livros no Brasil: usa os benefícios proporcionados pela web e mantém a tradição dos volumes em formato tradicional, conectando os apaixonados por literatura e os sebos de todo o país.

Atualmente, o site reúne mais de 1.300 sebos e livreiros que disponibilizam cerca de 11 milhões de exemplares e 1 milhão de títulos entre novos, seminovos e usados. Os números dão à Estante o título de maior acervo de língua portuguesa do mundo. “Nossa diversidade é a maior do mercado. E o grande público quer um universo de escolhas de leitura muito mais amplo que apenas os mais vendidos e os últimos lançamentos presentes nas livrarias convencionais”, afirma André Garcia, CEO e criador da Estante Virtual.

Nas buscas realizadas pelo site, é possível encontrar raridades como a curiosa 1ª edição de O Senhor dos Anéis, publicada em seis volumes, e não nos três habituais; e também Capitães de Areia, um dos campeões de venda. Além dessas publicações, quem se aventura em uma busca pelo extenso acervo da Estante Virtual encontra outra grata surpresa: os livros disponibilizados são vendidos, em média, 52% mais baratos do que nas livrarias tradicionais.

Os livreiros interessados em fazer parte da Estante Virtual preenchem um formulário no site e recebem um contato da área comercial. A partir daí, a equipe da Estante Virtual indica ao proprietário do sebo os planos que mais se encaixam no perfil de cada negócio. Com o acordo fechado, o livreiro cadastra os títulos disponíveis para venda. Quando a operação é concretizada, a Estante recebe 6% do valor da transação comercial, calculado apenas sobre o preço do livro.

À disposição deles, está o enorme sucesso que a Estante faz com o público. Só em agosto foram 11 mil livros vendidos, um recorde para a empresa, que registra cerca de 20 buscas por segundo. Para todos, público e mercado, uma enorme diversidade de livros, possibilitada pela grande rede de livreiros e pelas facilidades da internet.

PublishNews | 10/09/2013

O cheiro do livro


AbeBooks publica vídeo explicando o processo químico que dá cheiro ao livro

Uma pesquisa liderada pela University College London, em Londres, afirmou que o livro tem cheiro. Baseada nessa afirmação, a AbeBooks publicou em seu canal no YouTube um vídeo que explica a química do cheiro do livro. Conforme a produção, os livros são feitos de matéria orgânica, que reage ao calor, à luz, à umidade e aos produtos químicos utilizados na sua produção. O cheiro, portanto, é resultado da reação do material orgânico com esses fatores. A AbeBooks é um site que promove comércio eletrônico de livros através de milhares de sebos espalhados pelo mundo. O site tem a mesma proposta do portal brasileiro Estante Virtual.

PublishNews | 12/04/2012

Cinco tecnologias que podem te ajudar a aproveitar melhor seus livros de papel


Por Fabio Bracht | Publicado originalmente em Gizmodo | 28 de Abril de 2011 – 13:32

Quase sempre que tecnologia e livros são discutidos, a soma dos dois assuntos parece resultar em e-books. Mas não precisa ser assim. As páginas de papel dos livros físicos ainda serão folheadas por muito tempo, a tecnologia pode estar presente na vida de um leitor ávido de várias formas, mesmo que ele não saiba nada sobre Kindles e Nooks e iBookstores da vida. Veja a seguir algumas dessas formas.

Goodreads

Basicamente, se você lê bastante, principalmente se consegue ler obras em inglês, não tem por que não fazer uma conta no Goodreads  agora mesmo. Ele é uma rede social para leitores, onde você pode avaliar os livros que leu, incluir os que está lendo e listar os que ainda pretende ler. Há grupos de discussão e bastante interação entre os usuários nas páginas de cada livro, e é bem fácil começar e manter a sua atividade por lá, já que ele procura amigos entre os seus contatos de email e do Facebook, e depois continua enviando emails com novidades deles e lembretes para que você atualize sua vida literária.

Skoob

Skoob  [“books” ao contrário, viu que esperto?) é o Goodreads brasileiro. Grande parte das funções do site gringo também existem nele. O visual é mais moderno, mas ao mesmo tempo ele não é tão eficiente quanto o Goodreads em promover interações e discussões entre os usuários – elas ficam mais confinadas aos grupos, que são semelhantes às comunidades do Orkut. Com o pagamento de uma taxa única, de R$ 10, você ganha um Perfil PLUS que permite a troca de livros entre outros membros, colocando as suas velharias para circular.

EstanteVirtual

Uma das maiores vantagens dos e-books é o seu acesso incrivelmente fácil. Com uma loja tão completa quanto a Kindle Store da Amazon, ou um sistema tão acessível quanto a iBookstore, eu mesmo já me vi comprando um livro totalmente no impulso, após ouvir alguém falando bem dele em uma palestra. Com os livros físicos, a coisa já é mais difícil. Basta querer ler alguma coisa mais antiga ou específica que torna-se difícil encontrar o livro até mesmo em livrarias brasileiras enormes e de renome.

Entra aí o EstanteVirtual, um site que em 2005 teve a ótima ideia de agrupar e disponibilizar online o acervo de qualquer sebo que quisesse participar. Como qualquer leitor ávido sabe, em sebos encontra-se de tudo, mas normalmente é preciso bater pernas por alguns até encontrar o que se procura. Na EstanteVirtual eu já consegui, com poucos minutos de cliques, encontrar livros que alguns dos meus amigos já tinham desistido de procurar há muito tempo, e, como você está meramente usando o site como ferramenta para entrar em contato direto com algum sebo perdido pelo país, o preço muitas vezes é bastante convidativo.

Delicious Library

Se você é daqueles que vem lendo há muito tempo e já acumulou uma biblioteca digna de admiração e de ser exibida na melhor estante da casa, um aviso: o Delicious Library pode ser viciante. De modo simplificado, ele é um software de catálogo: usando uma webcam, ele lê os códigos de barras dos seus livros [também funciona com CDs, DVDs, games e outros itens colecionáveis) e vai catalogando-os um a um em uma bonita interface que simula prateleiras.

A brincadeira já seria divertida se parasse por aí, mas vai além. Cada livro catalogado já aparece automaticamente com a sua capa e diversas informações retiradas do sistema da Amazon, como resenhas, ficha técnica, avaliações de outros usuários e recomendações de livros relacionados. Além disso, o Delicious Library também tem recursos para que você catalogue empréstimos dos seus livros e sempre saiba com quem está cada um.

O problema do Delicious Library é que ele é um software exclusivo para Mac. Os usuários de Windows têm opções como MediaMan e AllMyBooks, com recursos bem similares, ainda que não sejam tão bacanas no quesito interface.

BookCrossing

Ao contrário das pessoas que normalmente se interessariam pelo Delicious Library, quero apresentar oBookCrossing aos que gostam de ler, mas não têm interesse em acumular enormes bibliotecas e preferem passar os seus livros adiante. O BookCrossing é uma comunidade mundial de leitores que se organizam em torno de umaideia muito bacana: “libertar” os seus livros depois de terminar de lê-los.

Para entrar no mundo do BookCrossing, tudo o que você precisa fazer é escolher um livro que queira soltar no mundo, entrar no site, fazer o seu login e registrar o livro. Ele vai ganhar um código único, que deve ser colado com uma etiqueta que você pode imprimir em casa. Feito isso, você simplesmente “esquece” o seu livro em qualquer lugar – em um caixa eletrônico, elevador, praça de alimentação de shopping, onde quiser. Quem encontrar o livro vai ler na etiqueta uma pequena explicação sobre a ideia do BookCrossing, e vai poder entrar no site e digitar o código do livro para dizer que o encontrou. Assim, você também vai poder acompanhar por onde anda o seu livro.

É uma comunidade ativa não só no Brasil, mas no mundo inteiro, e nos fóruns do site você descobre alguns “pontos de libertação” mais comuns no Brasil, para também receber os livros libertados por outros usuários.

Por Fabio Bracht | Publicado originalmente em Gizmodo | 28 de Abril de 2011 – 13:32

Estante Virtual promove desafio “Ler com prazer”


Leitores são convidados a criarem um vídeo sobre o tema Toda maneira de ler vale a pena

Estante Virtual lançou nesta terça-feira o desafio “Ler com Prazer”. A ideia é que cada leitor reinvente a leitura em sua vida, crie suas próprias regras e leia com prazer. O desafio convida os leitores a ilustrarem essa ideia com um vídeo criativo. Para participar, basta gravar um vídeo sobre o tema “Toda maneira de ler vale a pena” de, no máximo um minuto, e fazer o upload pelo próprio site da Estante Virtual. Os vídeos serão analisados por uma comissão formada pela equipe da Estante e por convidados, que vão selecionar os dez finalistas que irão a júri popular, que escolherá os três vencedores.

Os vídeos podem ser enviados até 25 de abril. No dia 27 serão divulgados os dez finalistas e terá início a votação popular, através do canal da Estante Virtual no Youtube. Dia 5 de maio encerra-se a votação e os vídeos vencedores são divulgados. O primeiro lugar ganha um vale-viagem CVC com acompanhante, no valor de 3 mil reais, com o destino à escolha do vencedor, além de 300 reais em vale-livros do site. O segundo e o terceiro lugar ganham, respectivamente, 300 e 150 reais em vale-livros.

PublishNews | 06/04/2011

A realidade da Estante Virtual


Criada por André Garcia por necessidade própria, a Estante Virtual dei tão certo que já conta com 1.753 sebos em 313 cidades que oferecem quase 7 milhões de livros on-line

Você viu os livros mais vendidos da semana? Em primeiro lugar, já há algum tempo, Vidas secas, de Graciliano Ramos. Em segundo e quarto lugares, George Orwell, com A revolução dos bichos e 1984. Na terceira posição, Gabriel García Márquez com o seu clássico Cem anos de solidão. A lista segue com Paulo Freire [Pedagogia da autonomia], Jorge Amado [Capitães da areia], Aldous Huxley [Admirável mundo novo] e Clarice Lispector [A hora da estrela]. Se, claro, não estamos tratando dos mais vendidos nas livrarias país afora, ao menos, é um alento ver que, para além de vampiros, cabanas e auto-ajuda, o leitor brasileiro opta, sim, pela bibliodiversidade oferecida pelos sebos Brasil afora. A lista acima mencionada é a do site Estante Virtual, que reúne 1.753 sebos em 313 cidades país adentro e oferece quase 7 milhões de livros on-line, que podem ser comprados por meio de depósito, transferência, boleto bancário e cartão de crédito e em poucos dias chegam à sua casa. Destes, 5,8 milhões custam menos de R$ 30. Confira a entrevista em vídeo com André Garcia, criador da Estante Virtual [Parte 1 e Parte 2] ou leia diretamente no Portal Literal.

Portal Literal | 13/07/2010 | Bruno Dorigatti e Felipe Pontes

Dez sites para os fanáticos por livros


Ela levou um pouco mais de tempo do que a música e o cinema para ser distribuída online, porém, como as outras artes, a literatura ganhou sites e redes sociais especificas para os seus aficionados.

Por aqui, os leitores contam com duas redes sociais exclusivas, onde podem compartilhar informações sobre obras e seus autores, além de sites para a compra e o escambo de exemplares. Confira nossa relação de dez sites para os fanáticos por livors.

1 – Skoob

Rede social voltada para os amantes da leitura, o site permite fazer buscas por obras, autores e editoras.Também possibilita pesquisar quais usuários já leram as obras, as notas que eles deram a elas, comunidades e outros livros relacionados. Conta com 165.546 usuários, segundo o site.

http://www.skoob.com.br

2 – O livreiro

Lançado durante a Festa Literária Internacional de Parati (Flip) do ano passado, a rede social permite aos seus usuários cadastrar os livros lidos, escrever resenhas, e criar comunidades sobre os autores. Também conta com a participação de escritores. O layout é intuitivo, o que facilita a navegação. Conta com 85 mil membros.

http://www.olivreiro.com.br

3 – Goodreads

Serviço parecido com o O Livreiro e com o Skoob, porém, em inglês. Permite pesquisar pelos mais populares, melhores do século, mais lidos na semana etc. Em um de seus serviços mais interessantes, é possível pesquisar citações dos autores presentes nas obras.

http://www.goodreads.com

4 – We Read

Também no formato de rede social, o site permitir pesquisar por autores e livros e suas resenhas relacionadas. Também conta com um acervo de 58 mil livros digitais disponíveis para a leitura. Possui integração com orkut, Facebook, Hi5 e MySpace.

http://weread.com

5 – Google Books

Site do gigante das buscas para a pesquisa de livros. Permite encontrar reviews, capas, obras relacionadas e referências. Também oferece links para a compra de exemplares em lojas virtuais.

http://books.google.com

6 Visual Bookshelf

Esse aplicativo para o Facebook permite ao usuário cadastrar os livros os quais ele já leu e aqueles os quais ele está lendo no momento. Também possibilita a criação de uma estante virtual com os exemplares para ser colocada na página inicial do perfil. Conta com 548 mil usuários cadastrados.

http://bit.ly/14WR71

7 – 22books

Indicado para quem gosta de criar listas. O Site permite elaborar uma relação com o título, a capa e comentários sobre a obra, para serem publicadas em redes sociais, sites e blogs. A temática é livre e fica ao gosto do usuário.

http://www.22books.com

8 – Estante Virtual

O Estante Virtual é um site que conta com 6,8 milhões de livros cadastrados, espalhados em sebos por todo o Brasil. Após realizar a busca, o usuário pode fazer contato com o livreiro via telefone ou via site. Possui 1 749 vendedores cadastrados. É o maior sebo online do país.

http://www.estantevirtual.com.br

9 Trocando Livros

Indicado para os usuários interessados em realizar trocas de exemplares. Após enviar um livro para um colega, a pessoa ganha um crédito, que pode ser usado para solicitar uma outra obra cadastrada no acervo. Conta com mais de 20 000 títulos, segundo o site.

http://www.trocandolivros.com.br

10 – Clube de Autores

Indicado para escritores que desejam publicar seus livros de forma independente, o site trabalha com o sistema de impressão sob demanda. O autor faz o upload da obra e o site a coloca à venda. Toda vez que é uma compra é realizada, o serviço ordena a impressão do exemplar. O autor fica com parte dos lucros.

http://www.clubedeautores.com.br

INFO Online | Blogs | Geek List | Por Vinicius Aguiari | 7 de Julho de 2010 | 16:42

Sebos do Centro do Rio, um breve panorama do mercado


Veja o que pensam os livreiros cariocas sobre o futuro dos sebos

Fotógrafa: Clarissa Pivetta / Arissas Multimídia

Na busca desesperada por algum título esgotado ou com o preço mais em conta, duas alternativas se abrem a um leitor brasileiro. Cinco das maiores editoras do país acabam de se unir na criação da Distribuidora de Livros Digitais. Com isso, o dia em que poderemos buscar, comprar e baixar livros esgotados em poucos minutos torna-se mais próximo. Por enquanto, o principal alívio são os chamados sebos virtuais, templos sagrados dos estudantes duros e refúgio definitivo do mercado informal de livros. Na verdade, plataformas de e-commerce para livreiros independentes, portais como a Estante Virtual vêm revolucionando o varejo de livros usados e raros. Mas o que pensam os livreiros sobre as novas possibilidades que a internet oferece? Como ela afeta o seu negócio? O que traz de bom e de ruim para o comércio de livros usados? E como vislumbra o futuro dos sebos, num prazo de cinco anos? Munida da quarta edição do Guia dos sebos [Nova Fronteira, 2003], de Antonio Carlos Sechin, a TV Literal visitou o Centro do Rio de Janeiro, nas adjacências da Praça Tiradentes, região com uma das maiores concentrações de sebos no país, para ouvir dos próprios livreiros como as mutações pelas quais passa o universo do livro afetam os seus lendários negócios. Para ler a matéria completa e assistir aos vídeos produzidos, acesse o Portal Literal.

Portal Literal | 15/06/2010 | Bruno Dorigatti e Felipe Pontes

Sebos modernos


O domínio da internet e a chegada de e-readers ao mercado podem ter sido vistos inicialmente como uma pedra no sapato dos amantes dos livros de papel. No entanto, segundo os livreiros e proprietários de sebos de Niterói, isso é página virada. Eles garantem que é possível viver em harmonia com a modernidade. Prova disso é a margem de vendas de livros antigos via web. Esse número, em alguns casos, representa mais da metade do total. Segundo Cristiano Cardoso, proprietário do sebo Universo do Livro, no Centro, as vendas pela web chegam a 60% do total da empresa. A multiplicidade já está inserida em todo o contexto de venda de livros. Há sites especializados nesse tipo de comercialização e que fazem muito sucesso, como a Estante Virtual, Sebo Online e A Traça. Paulista e radicado há dez anos na cidade, Paulo Toledo resolveu, há apenas oito meses, abrir a Livraria Econômica, em Icaraí, após ver que sua loja de produtos odontológicos já não estava dando certo. “Estou estupefato com a evolução do negócio” Toledo deposita grande parte dessa esperança na internet, responsável por 80% das vendas em sua loja.

Érika dos Anjos | O Globo | 24/04/2010

Desafio para os sebos


Estante Virtual celebra Dia do Livro com novidades

Até 23 de abril, data instituída como o Dia Mundial do Livro, o desafio dos mais de 1.600 sebos cadastrados na Estante Virtual é ter à venda três milhões de livros até R$12. Por enquanto, os livros nesta faixa de preço já somam mais de 2,9 milhões. Logo no início do desafio, vários sebos e livreiros virtuais aplicaram descontos em seus acervos. Um dos primeiros a aderir foi o livreiro Mário Bissoli, da Venécia Livros [São Paulo/SP], recém cadastrado no portal, que reduziu em 10% os preços de todo o seu acervo de 1,3 mil livros. Carlos Calda, da Sebo e Cia [Recife/PE], fez o mesmo com os seus 9 mil livros cadastrados no portal. Alguns sebos optaram por concentrar os descontos em um assunto, como o Sebo Café Santa Maria [Santa Maria/RS], que aplicou um desconto definitivo de 20% em todos os seus 5 mil livros de Literatura Estrangeira.

André Garcia, diretor e criador da Estante Virtual, acredita que até o dia 23 de abril o desafio será vencido, e o público terá à sua disposição o volume inédito de três milhões de títulos a R$12. “E, para além do preço, a questão é que a diversidade dos títulos também é inédita. Falamos então em democratizar os autores que estão sendo lidos. Não se trata, portanto, de apenas democratizar qualquer leitura, precisamos democratizar e diversificar o que está sendo lido também.

Em paralelo, a Estante Virtual está também na expectativa de alcançar outra marca: 3 milhões de pedidos registrados desde o lançamento. Para festejar essas marcas expressivas, a Estante Virtual está sorteando todos os dias de abril um vale de R$100 em livros entre as pessoas que fizerem uma compra acima de R$30 através do site. O regulamento e o nome de quem já foi sorteado está no blog da Estante Virtual.

PublishNews | 16/04/2010

“Garimpeiros” celebram o caos que internauta rejeita


Sentado num banco no corredor de um sebo no centro de São Paulo, o artista plástico Odires Mlaszho interrompeu o garimpo para contemplar uma pepita extraída do caos de livros velhos: um catálogo de produtos eletrônicos em alemão por R$ 3. Não que o conteúdo interessasse a Mlaszho – ele nem tentou ler o que estava escrito -, mas lhe encantou o projeto gráfico datado e a disposição das letras no índice do volume. O artista, que entre outras coisas trabalha com livro-objeto, acrescentou de pronto o achado à sua cesta de compras.

“Sou profissional em garimpagem. O que gosto nos sebos, principalmente nos bagunçados, é que eles permitem isso. Portais como Estante Virtual ajudam bastante, às vezes consulto, mas o bom mesmo é descobrir algo que eu não queria comprar”, diz Mlaszho, que vai a sebos pelo menos duas vezes por semana e diz que não pretende deixar de frequentá-los. Seu contraponto é o professor universitário de engenharia mecânica Whisner Fraga, de Ribeirão Preto (SP), que, desde a expansão do comércio online de livros no país, praticamente só compra no ciberespaço. Foram, contabiliza ele, mais de 700 títulos adquiridos desde 2005 em sebos de todo o país, sempre via Estante Virtual.

Compro diariamente pela internet, atualmente cerca de dez livros por semana. Muitas vezes alguém indica um livro, mas na loja não tem, está esgotado, então vou à internet e quase sempre acho“, explica Fraga, cuja biblioteca privada soma 4.000 volumes.

O professor, que hoje raramente vai às lojas [“Às vezes para folhear novidades”], conta que pela rede seleciona a partir do preço, depois da foto, do ano de publicação e da descrição do estado do livro.

Folha de São Paulo – 13/02/2010 – Por Fabio Victor

Sebos elaboram sites e debatem futuro incerto


Há quatro meses, o Sebo do Messias, um dos maiores de São Paulo e do país, alugou dois pavimentos num subsolo contíguo à uma de suas lojas na praça João Mendes, na Sé. Ali, na carcaça de um velho estacionamento, instalou o setor de internet de seu negócio.

Possui hoje dois acervos distintos, um somente para vendas virtuais no site próprio, com 100 mil volumes, outro para os clientes das três lojas de rua, com 150 mil títulos. “Se alguém compra um livro pela internet e alguém o tirou agora da loja, seja para comprar ou por desorganização, eu deixo o cliente da internet na mão“, justifica Messias Antônio Coelho, 69, ex-lavrador mineiro que está no ramo há 40 anos.

Ele afirma que não cadastra seus livros em outros portais [“Quero andar com meus pés”], mas outros livreiros asseguram que o orgulho passa ao largo da verdade: para alavancar o próprio site, contam, Messias põe seus livros em páginas alheias travestido com outro nome.

O Brandão também tem sites próprios, mas diz que vende muito mais pela Estante Virtual. Outros sebos tradicionais do país, como A Traça [Porto Alegre], o Osório [Curitiba], e o Sebo Cultural de João Pessoa, dono da maior acervo da Estante Virtual [85 mil volumes], oferecem em suas páginas coleções on-line expressivas.

Para sobreviver, todos no setor, principalmente os menores, foram forçados a transgredir a velha imagem dos sebos. É algo que fica nítido na rua Pedroso de Morais, em Pinheiros, que reúne num quarteirão oito lojas cujos diferenciais são organização e limpeza -e, em alguns casos, conforto e charme.

Isso não impediu que as vendas caíssem em até 50% nos últimos anos no local, especialmente nas lojas que não cadastraram acervos nos portais de venda. Assim, prevalece entre os livreiros de rua a ideia de que o comércio on-line tem de ser seu aliado, não inimigo.

Com a “Estante”, você ganha uma fonte de receita regular, com menos oscilação que a da rua. Se está chovendo, como nas últimas semanas em São Paulo, a rua é um desastre“, diz o escritor e jornalista Bernardo Ajzenberg, dono do sebo Avalovara, em Pinheiros, que faz 35% de suas vendas pelo portal.

Se os “integrados” defendem a adequação e dizem que o amor ao livro manterá os sebos de rua vivos, os “apocalípticos” honram o nome. “A internet está tirando o leitor da loja. Num futuro próximo não haverá mais livraria no Brasil“, prevê Brandão Jr., do sebo homônimo.

Folha de São Paulo – 13/02/2010 – Por Fabio Victor

Sites de venda de livros mudam perfil de consumidores


Dono de um sebo no centro de Belo Horizonte por cinco anos, Renato Ribeiro decidiu no fim de 2008 fechar a loja. Manteve-se, porém, no comércio de livros usados: alugou uma sala menor, para onde transferiu seu acervo de 20 mil títulos, e hoje vende somente pela internet, nos portais que intermedeiam transações entre livreiros e leitores.

O mesmo fez o paulistano Gunter Zibell, que trocou a loja física pela virtual, cadastrando em alguns sites os seus 60 mil volumes. Ambos afirmam que o corte de despesas com pessoal e contas justificou a opção.

O movimento reflete a reviravolta no mercado de livros usados e raros detonada pela evolução das redes de sebo no ciberespaço brasileiro. São portais que reúnem muitos livreiros numa mesma página, onde o cliente compara preços e pesquisa o conteúdo e/ou o estado do volume. Escolhidos os títulos, o negócio se dá entre o sebo e o leitor interessado –o intermediário lucra com comissão e mensalidades cobradas aos cadastrados.

Soberana no setor, a Estante Virtual, criada em 2005 e que reúne 1.600 sebos e 6 milhões de livros, ganhou nos últimos anos concorrentes que, se não chegam a ameaçar sua liderança, já provocam reações típicas de uma guerra comercial.

A sombra maior é a Gojaba. Subsidiária brasileira da gigante canadense AbeBooks, comprada em 2008 pela Amazon, a Gojaba chegou no mesmo ano ao Brasil com uma tática agressiva: não cobrar mensalidade nem comissão dos livreiros.

A Estante, que cobra 5% de comissão sobre as vendas e mensalidades que variam de R$ 29,90 [2.000 livros] a R$ 132 [60 mil livros] reagiu, ameaçando levar o concorrente aos órgãos de defesa da concorrência. “Isso é ‘dumping’ total [venda por preço inferior ao do mercado]. Sem cobrança aos livreiros, não há como sustentar um portal assim. Pensamos em entrar com uma ação no Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica], mas, como eles não afetam nossa liderança, não entramos”, revelou André Garcia, dono da Estante. “Não comento. Eles têm seu ponto de vista, temos o nosso. Se entrarem com ação, tomaremos medidas”, disse o diretor do Gojaba, Giovanni Soltoggio, baseado na Alemanha.

Trata-se de um mercado ascendente. A Estante Virtual não revela o faturamento, mas informa que em 2009 o volume de vendas no portal foi de R$ 28 milhões, 2.800% maior que em 2006 (primeiro ano medido) e crescente desde então.

Garcia diz ter 98% do mercado. Livreiros independentes estimam que ele domine 80%. Soltoggio não cita números, mas se diz “muito satisfeito” com os resultados da Gojaba no Brasil. “Estamos chegando a 3 milhões de livros on-line [240 livreiros] e a oferta só cresce.” Além do Gojaba, outras redes menores de sebo disputam terreno com a líder.

Entre os livreiros, a Estante é em geral elogiada e de longe a favorita, representando parcela expressiva do total de vendas das lojas. “Vamos falar claro: sinônimo de livro usado hoje não são o Brandão nem o Messias, é a Estante Virtual”, diz Eurico Brandão Jr., do sebo Brandão, há 58 anos no mercado e com lojas em três cidades, São Paulo, Recife e Salvador, nas quais 60% das vendas são pelo portal.

Há também queixas. “Tem livro que vale R$ 100, mas tem gente que não sabe do valor e põe à venda na Estante por R$ 10, depreciando o produto”, diz o gerente do sebo paulistano Nova Floresta, José Amorim.

Para Luiza Tsuyama Cardoso, do Traças e Troços, o caráter virtual dos portais atrapalha os livreiros. “Não há contato humano, você não tem chance de argumentar com eles, gera uma sensação de impotência.” A Estante, como o nome diz, tem toda a operação virtual. O Gojaba nem possui representante no Brasil. “O ‘e-commerce’ pode ser feito de qualquer lugar que tenha eletricidade e conexão à internet“, diz o relações-públicas da AbeBooks, Richard Davies, do Canadá.

Folha de São Paulo – 13/02/2010 – Por Fabio Victor