Wikipédia impressa, em inglês, vira enciclopédia de 7.600 volumes


O verbete sobre “quixotismo” na Wikipédia tem cerca de 255 palavras. Mas se alguém tivesse o direito de solicitar uma menção pessoal nele, seria Michael Mandiberg.

Pelos últimos três anos, ele está envolvido em um projeto que faria até o mais intrépido aventureiro digital hesitar: transformar a versão em inglês da Wikipédia em uma antiquada enciclopédia em papel com um total de 7.600 volumes.
Mandiberg, artista interdisciplinar que leciona no College of Staten Island e no Centro de Pós-Graduação da City University de Nova York, descreve o projeto como parte um esforço utilitário de visualização de dados e parte um gesto poético absurdista.

Quando comecei, ficava imaginando o que aconteceria se eu pegasse essa coisa nova e a transformasse em uma coisa antiga”, ele disse em recente entrevista em seu estúdio esparsamente mobiliado e de paredes brancas no centro d Brooklyn. “Que cara isso teria?

Michael Mandiberg com seu cachorro, Freddie Merckx, e volumes da Wikipédia em seu estúdio em Nova York

Michael Mandiberg com seu cachorro, Freddie Merckx, e volumes da Wikipédia em seu estúdio em Nova York

Todo mundo sabe que a Wikipédia é imensa, mas são necessários livros físicos –ainda uma unidade de medida “cognitivamente útil”, segundo Mandiberg– para fazer ideia de o quanto. “Não precisamos ver a coisa toda para compreender o quanto ela é grande”, disse Mandiberg. “Mesmo que tenhamos só uma estante para ver, nosso cérebro humano é capaz de finalizar o resto.”
Mandiberg, um colaborador experimentado da Wikipédia, com quase 2.000 alterações e inserções de texto a seu crédito, começou a propor a ideia do projeto em 2009. Em 2012, a transformou em prioridade, dedicando-se ao que define como “uma série infindável de atividades de programação não triviais”, necessárias a formatar os dados que embasam a Wikipédia para subi-los para a rede.

Ele procurou a Lulu.com no final do ano passado. “Foi certamente uma consulta muito interessante“, disse Dan Dillon, vice-presidente de marketing da companhia, que ofereceu assistência técnica e, em alguma medida, financeira ao projeto. “Não é todo dia que alguém o procura e diz que gostaria de contar com uma versão impressa do maior repositório do conhecimento mundial em inglês, e gostaria de usar o seu site para isso“.

Houve outros esforços para medir a Wikipédia sob o padrão da página impressa. Mas Mandiberg parece ter obtido a mais concreta medida de seu tamanho até o momento –pelo menos até 7 de abril, quando ele capturou os dados. De acordo com estimativas da Wikimedia Foundation, 7,5 milhões de edições e inserções aconteceram desde então.
O projeto de Mandiberg é na realidade “um gesto em direção ao conhecimento“, diz Katherine Maher, vice-presidente de comunicações da Wikimedia, acrescentando que “a realidade é que o conhecimento transcendeu nossa capacidade de abrigá-lo em forma de volumes em uma estante“.

A instalação na galeria Denny Gallery, onde ele está expondo o projeto, pode levar o nome de “From Aaaaa! To ZZZap!”, mas o leitor da enciclopédia de Mandiberg –os artigos são impressos em páginas de três colunas, no geral empregando uma fonte gratuita chamada Cardo– vai precisar de algum tempo para chegar à letra A.

Primeiro vem o sumário, com 91 volumes contendo a lista dos quase 11,5 milhões de verbetes. Depois, mais de 500 volumes contendo verbetes iniciados por sinais tipográficos e números, a começar por “!” [o ponto de exclamação], “!!” [denotação de um movimento excelente no xadrez] e “!!!” [uma banda de dance-punk de Sacramento cujo nome é pronunciado Chk Chk Chk].
Também há outros 36 volumes listando os colaboradores, os quase 7,5 milhões de usuários que editaram pelo menos um item desde que a Wikipédia começou em 2001 –estatística que Mandiberg pode ter sido o primeiro a estabelecer.

Embora a Wikimedia agora conte com uma equipe de análise de dados, acompanhar o tamanho e o crescimento da Wikipédia “é algo que temos de realizar retroativamente“, disse Maher. Até recentemente, “o foco era garantir que os servidores funcionem“.

Qualquer volume da enciclopédia de Mandiberg pode ser encomendado por US$ 80 no Lulu.com. Volumes seletos estarão à venda na galeria por US$ 68, entre os quais aqueles que contêm verbetes notáveis como “estética”, “apropriação”, “entropia” e “tempo”.

POR JENNIFER SCHUESSLER | DO “NEW YORK TIMES” | Publicado em português por Folha de S.Paulo | 23/06/2015, às 02h00

Biblioteca Nacional da Rússia cria grande enciclopédia nacional


“Toda a Rússia” – será o nome da nova enciclopédia eletrônica que terá informações completas e fidedignas sobre a história, o patrimônio cultural e a vida do país. A obra está sendo elaborada por especialistas das bibliotecas Presidencial e Nacional da Rússia em São Petersburgo.

Análise detalhada de diferentes recursos eletrônicos demostrou que a maioria deles não é capaz de informar minuciosa e, sobretudo, autenticamente os usuários sobre a vida e a história da Rússia. As informações são dispersas e contêm muitos fatos errados ou não precisados, até gritantes às vezes. São deturpados dados sobre a vida de algumas personalidades históricas, apresentam-se informações biográficas erradas e comentários históricos não exatos. Será necessário voltar a precisar esses dados, corrigir, unir as informações em conjunto, para que os usuários possam receber respostas detalhadas e fidedignas a perguntas de interesse.

Para evitar erros que hoje se contém na maioria de materiais eletrônicos de consulta, os editores convidaram conhecidos cientistas para participar dos trabalhos. Eles dirigem-se a especialistas em toda a Rússia solicitando enviar materiais originais e documentos de arquivos. Praticamente, em todos os pontos do país que há entusiastas que conhecem perfeitamente suas regiões. Mas mesmo essa informação está conferida por peritos antes de ser incluída no catálogo geral.

A Biblioteca Presidencial de São Petersburgo começou a formar um fundo eletrônico único ainda há cinco anos. Seus especialistas digitalizaram 350 mil livros sobre a história do Estado da Rússia. Hoje esses materiais já estão sendo postados no portal da biblioteca. São constantemente renovados e acessíveis para usuários em todo o mundo.

Dentro da enciclopédia eletrônica haverá um museu virtual, expondo em detalhes famosos monumentos arquitetônicos, pelo qual será possível efetuar um passeio virtual visitando locais históricos favoritos.

Todas as regiões do país apoiaram com entusiasmo a ideia da composição de uma biblioteca eletrônica única. Etnógrafos russos participam ativamente da obra. Muitas cidades e regiões russas já compuseram suas coletâneas regionais. Agora, bibliógrafos de São Petersburgo devem uni-las em conjunto para formar o arquivo mais completo do mundo.

Rádio Voz da Rússia | 08/12/2014

‘Biblioteca’ digital de um título só


De olho em escolas, Barsa lança versão digital

Demorou, mas a Barsa se digitalizou. Às vésperas de completar 50 anos, a primeira enciclopédia brasileira passa a oferecer a escolas serviço por assinatura de sua versão digital apelidada de Barsa na Rede. Apesar da concorrência com a internet, em especial com a Wikipedia, a Barsa mantém o seu modelo de negócios e, de acordo com informações do Grupo Planeta [detentor da marca] foram comercializadas mais de mil enciclopédias no ano passado, ao preço se R$ 2.450 [nos áureos tempos, de acordo com a empresa, chegaram a vender 100 mil]. Para Maurício Gregorio, presidente corporativo do Grupo Planeta Brasil, o grande diferencial da Barsa é a confiabilidade dos seus mais de 160 mil verbetes. “Para escrever o verbete ‘arquitetura’, por exemplo, a Barsa convidou ninguém menos que Oscar Niemeyer, que atualizou o verbete até pouco tempo antes da sua morte”, comentou o presidente.

A atualização – que na versão impressa é anual – é um dos grandes trunfos da Barsa na Rede. Gregorio conta que hoje a versão digital da enciclopédia ganha atualizações semanais, mas que a ideia é transformar isso em diária. Na nova versão, além da atualização mais frequente, a Barsa promete ser um suporte ao professor em sala de aula que poderá utilizar filmes, áudios, fotos e mapas em aulas mais interativas e dinâmicas. Por exemplo, uma aula sobre holocausto, o professor poderá exibir um vídeo, colocar um áudio de Hitler [com transcrição em português] e ilustrar com dezenas de fotos.

A assinatura, que já está em comercialização, é vendida ao preço de R$ 30 ao ano por aluno. “Isso representa R$ 2,50 a mais na mensalidade de escolas particulares. É uma opção viável para escolas e pais”, defende Maurício. A Barsa na Rede traz ainda mais de 700 vídeos, além de áudios, fotos, mapas, visitas virtuais em museus etc… Duas escolas paulistanas já aderiram ao serviço por assinatura: os colégios São Luiz e o Pueri Domus.

Maurício reconhece que o fôlego do modelo impresso é cada vez mais curto. “Não sei dizer quanto tempo mais vai durar a venda de enciclopédias impressas. Em outros países já não existe mais, mas o Brasil, com as suas dimensões e características, ainda tem fôlego para mais alguns anos”, analisa.

Lançada em 1964 [a preparação começou em 58], a Barsa teve como seus primeiros redatores chefes Antonio Callado e Antonio Houaiss. Desde então, busca especialistas para escrever seus verbetes [além de Niemeyer, Jorge Amado e Gilberto Freyre configuram na lista de redatores da Barsa]. Atualmente, a Barsa conta com 750 colaboradores para atualizar a enciclopédia online e continuar garantindo a credibilidade e a veracidade do seu conteúdo.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 24/02/2014

Enciclopédia de ciências humanas em espanhol é lançada na internet


Verbete de Noam Chomsky na Encyclopaedia Herder, projeto colaborativo em espanhol

Verbete de Noam Chomsky na Encyclopaedia Herder, projeto colaborativo em espanhol

A Herder Editorial coordena a “Encyclopaedia Herder”, um projeto online, aberto e no colaborativo, que tem por objetivo criar uma grande base de conhecimento na internet sobre humanidades e torná-la acessível a todos os países de fala hispânica.

O editor Raimund Herder afirma: “a internet é hoje um ator essencial na criação e difusão do conhecimento, por isso fomos desenvolvendo a ideia de criar algo de valor para as comunidades científicas, uma plataforma de conhecimento partilhado sobre humanidades”, segundo um comunicado publicado nesta quinta-feira [6].

A obra está organizada em duas partes, uma chamada “wiki”, e outra que reúne grandes obras de referência da editora.

Na área “wiki”, qualquer usuário cadastrado poderá editar conteúdos, fornecer documentos, links e resenhas, e passar a fazer parte da comunidade intelectual da obra, dispondo, por sua vez, de uma página pessoal com todo o material escrito e audiovisual que quiser divulgar.

Até o momento, já foram criadas postagens sobre mais de 600 autores e 1.850
conceitos.

Um comitê de especialistas, aprovado pelo editorial, supervisionará segundo protocolos de atuação a pertinência das propostas, que, uma vez aprovadas, passarão a fazer parte do conteúdo da enciclopédia.

Por outro lado, as obras do fundo editorial disponíveis são “Enciclopédia de obras de filosofia”, de Franco Volpi; “Dicionário de filosofia”, de Walter Brugger; “História de mulheres filosóficas”, de Gilles Ménage; “Dicionário enciclopédico de sociologia”, de Karl Heinz Hillmann e “Dicionário de filosofia em CD-ROM”, de Jordi Cortés Morató e Antonio Martínez-Riu.

DA EFE, EM BARCELONA | 07/02/2014, às 16h41

Barsa: como a enciclopédia sobreviveu à revolução digital?


Expectativa do grupo é vender 70 mil exemplares até o fim de 2012. Próximo passo, no entanto, é conquistar consumidores jovens e mirar em modelos digitais

Para se adequar aos novos formatos de comunicação, os itens da enciclopédia passaram por adições e o consumidor ganha um DVD com acesso exclusivo ao site Barsa Saber

Para se adequar aos novos formatos de comunicação, os itens da enciclopédia passaram por adições e o consumidor ganha um DVD com acesso exclusivo ao site Barsa Saber

Rio de Janeiro | Até o fim de 2012, a Barsa terá vendido 70 mil enciclopédias no Brasil. O número não é comparável a média de 100 mil exemplares que alcançava por ano em seu ápice, mas é considerado excelente pelo grupo espanhol Editorial Planeta, que comprou a empresa há 12 anos. Item de luxo quando lançada, em 1964, os 18 volumes vermelhos na estante de casa significavam status: em reais, o material custaria R$ 10 mil. Os tempos são outros e hoje o material pode ser parcelado em 24 vezes de R$ 100,00. Atenta as mudanças, a marca não pensa [ainda] em abandonar o papel, mas já mira nas mídias online para atrair um novo público e não virar refém da revolução digital.

Para se adequar aos novos formatos de comunicação, os itens da enciclopédia passaram por adições e o consumidor ganha um DVD com acesso exclusivo ao site Barsa Saber, que dá direito a atualizações mensais durante um ano. Ao expirar o prazo, por R$ 100,00 é possível validar o sistema por mais um ano e assim sucessivamente. Com a iniciativa, a marca possibilita um relacionamento duradouro. Hoje são cinco milhões de clientes ativos.

Outra adequação da marca foi nos modelos de venda. Se em seu ápice, o porta a porta chegou a ter dois mil representantes em diversas capitais do país, hoje são 200 que circulam prioritariamente no interior do Brasil, principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A justificativa é que o número reduzido possibilita um controle maior de pessoas. O formato é responsável por 30% das vendas.

A implantação do call center também é significativa. Com 80 operadores, o telemarketing é responsável por 50% das vendas da Barsa. A loja virtual é outra plataforma de sucesso. Inaugurada em fevereiro deste ano, por ela são vendidas 12 unidades por dia, que representa 3% das vendas totais. Os 30% restantes do faturamento da marca vêm da venda aos governos municipal, estadual e federal. Como o produto não encontra concorrência, não precisa de licitação.

A construção do desejo

Sem anúncios em mídias tradicionais ou ações de marketing nas mídias digitais, motivo da sobrevivência da Barsa está no imaginário que foi sendo construído por ela mesma durante seus quase 50 anos. “Quando foi lançada, tivemos grandes nomes que ajudaram na construção da marca. Houve Oscar Niemeyer falando de arquitetura, Jorge Amado sobre Bahia e Antônio Calado sobre literatura, por exemplo. A publicidade foi feita no boca a boca e, de lá para cá, as pessoas mantiveram o desejo. O sonho de qualquer um era ter uma Barsa em casa, mas era muito cara”, lembra a diretora de marketing da Barsa, Sandra Carvalho.

Exame | Exame | 24/09/2012

Enciclopédia ganha novos formatos na internet


A ideia de levar a enciclopédia para o meio digital não é nova. No início dos anos 90, a Microsoft lançou uma enciclopédia em CD-Rom, a Encarta, mas o projeto não se mostrou bem-sucedido. Outras iniciativas que surgiram na mesma época tiveram fim idêntico. O que mudou a cara da enciclopédia foi um conceito da web: o compartilhamento coletivo do conhecimento. Foi esse o motor da Wikipedia, que se transformou na maior enciclopédia da internet. Só em inglês, são mais de 3 milhões de verbetes, versus os cerca de 100 mil da Britannica. Em vez de autores especializados, a Wikipedia recebe contribuições de qualquer pessoa que se dispuser a escrever sobre um determinado assunto. Para quem prefere a tradição da Britannica, está disponível uma versão on-line. Parte do acervo é gratuito. A versão completa, para iPad, custa US$ 1,99 por mês. Foi-se o tempo em que os pais precisavam economizar para comprar enciclopédia.

Valor Econômico | 18/09/2012

‘Enciclopédia Britannica’ acaba com edição impressa e se torna 100% digital


Em mais um sinal do crescente domínio do mercado editorial digital, a mais antiga enciclopédia em língua inglesa que ainda é impressa está se movendo plenamente para a era digital.

A “Enciclopédia Britannica”, que é impressa desde que foi publicada pela primeira vez, em Edimburgo [Escócia], em 1768, afirmou nesta terça-feira [13] que vai acabar com a publicação de suas edições impressas e continuar com as versões digitais disponíveis on-line.

Site da "Enciclopédia Britannica", que acabou com a edição impressa para se tornar 100% digital

O carro-chefe, a edição impressa com 32 volumes, disponível a cada dois anos, era vendido por US$ 1.400. Uma assinatura on-line custa cerca de US$ 70 por ano, e a empresa lançou recentemente aplicativos que variam de US$ 1,99 a US$ 4,99 por mês.

A empresa disse que vai manter a venda de edições impressas até que o estoque atual de cerca de 4.000 conjuntos se esgote.

A edição impressa tornou-se mais difícil de manter e não era o melhor elemento físico para oferecer a qualidade do nosso banco de dados e a qualidade do nosso editorial,” disse Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica Inc., à Reuters.

DA REUTERS, EM NOVA YORK | 14/03/2012, 6h42 | Publicado em Folha.com

Versão atualizada de enciclopédia on-line lista 750 mil espécies


A nova versão da “Enciclopédia da Vida” [EOL, na sigla em inglês] foi lançada no começo desta semana.

A versão 2.0 contém informações de mais de 750 mil seres vivos, 51 mil participantes, 630 mil imagens, 180 parcerias com bancos de dados e pode ser lida em inglês, espanhol e árabe. Há planos para se incluir no futuro o português.

Enciclopédia compila e disponibiliza informações sobre animais, plantas, fungos, protistas e bactérias

Criada pelo Instituto Smithsonian de Washington, a enciclopédia compila e disponibiliza informações sobre todos os seres vivos –animais, plantas, fungos, protistas e bactérias– e, ao mesmo tempo, pretende sensibilizar as pessoas para a conservação da biodiversidade.

Trata-se da realização de um sonho anunciado pelo biólogo Edward O. Wilson, em 2007. Um ano depois, concretizou-se a ideia de se fornecer um site para cada espécie, agora com 20 vezes mais informação.

A EOL reúne fontes confiáveis como museus, sociedades científicas, especialistas e bancos de dados, entre outros. O acesso é livre e inclui vídeo, som, imagens, gráficos, bem como textos.

Ela funciona como uma “Wikipedia” da natureza especializada. A EOL está se expandindo para se tornar uma comunidade global de colaboradores e contribuidores para servir tanto o público em geral, quanto entusiastas, educadores, estudantes, cientistas e profissionais da área.

EOL é mantida pela Fundação John D. e Catherine T. MacArthur e pela Fundação Alfred P. Sloan.

O suporte adicional vem de instituições membros e doações individuais de todo o mundo.

Folha.com | Ciências | 07/09/2011 – 17h29

Número de colaboradoras da Wikipédia é muito baixo


Em apenas dez anos, a Wikipédia atingiu algumas metas notáveis. Mais de 3,5 milhões de artigos em inglês? Feito. Mais de 250 línguas? Claro.

Mas outro número se revelou um obstáculo insuperável para a enciclopédia on-line: pesquisas sugerem que menos de 15% de suas centenas de milhares de colaboradores são mulheres. Sue Gardner, diretora-executiva da Fundação Wikimedia, a organização que dirige a Wikipédia, estabeleceu a meta de aumentar a parcela de colaboradoras de quase 13% para 25% até 2015. Mas ela está correndo contra as tradições do mundo do computador e um reino obsessivamente amante de fatos que é dominado por homens e, alguns poderiam dizer, desconfortável para as mulheres.

Sue Gardner, diretora-executiva da Wikimedia Foundation, no escritório da Wikipédia em San Francisco

Seu esforço não é a diversidade pela diversidade, ela diz. “Trata-se de querer garantir que a enciclopédia seja tão boa quanto poderia ser“, disse Gardner.

Com tantos temas representados, a disparidade de gêneros, muitas vezes, aparece em termos de ênfase. Um tema geralmente restrito a meninas adolescentes, como braceletes de amizade, pode parecer curto, com quatro parágrafos, comparado com extensos artigos sobre algo que os meninos preferem, como soldados de brinquedo ou cartões de beisebol, cujo extenso verbete inclui uma história cronológica do assunto.

A ideia de que um projeto colaborativo e aberto a todos é tão tendencioso para os homens pode surpreender. Afinal, não há uma equipe executiva dominada por homens, que dê mais ênfase a eles que às mulheres, como pode haver no mundo corporativo.

Mas, por causa de seus primeiros colaboradores, a Wikipédia compartilha muitas características com os hackers, diz Joseph Reagle, um bolsista no Centro Berkman para a Internet e a Sociedade na Universidade Harvard.

Adotar abertura significa ser “aberto a pessoas muito difíceis e altamente conflituosas, até misóginos“, ele disse, “por isso é preciso haver uma grande discussão sobre se existe o problema“.

Gardner indicou a entrada na Wikipédia de uma de suas autoras preferidas, Pat Barker, que tinha apenas três parágrafos quando ele a encontrou. Barker é uma autora aclamada de romances de tom psicológico, muitos deles ambientados durante a Primeira Guerra Mundial. Ela tem 67 anos e vive na Inglaterra.

Em comparação, Niko Bellic tinha um artigo cerca de cinco vezes maior que o de Barker. Era uma questão de demografia: Bellic é um personagem do videogame Grand Theft Auto IV.

O público procura cada vez mais a Wikipédia como fonte de pesquisa: segundo uma recente pesquisa Pew, a porcentagem de adultos americanos que usam o site para procurar informações aumentou de 25% em fevereiro de 2007 para 42% em maio de 2010. Isso representa 53% dos adultos que usam regularmente a internet. Em todo o mundo, segundo estatísticas da Wikipédia de 2010, 26% dos usuários da internet consultavam a enciclopédia.

Jane Margolis, coautora de um livro sobre sexismo na informática, “Unlocking the Clubhouse” [destrancando o clube], afirma que a Wikipédia vive os mesmos problemas do mundo off-line, onde mulheres “são menos dispostas a declarar suas opiniões em público”.

Segundo o Projeto OpEd, que monitora a lacuna de gêneros de colaboradores nos “fóruns públicos de pensamento-liderança” americanos, um índice de participação de aproximadamente 85% de homens para 15% de mulheres é comum –sejam membros do Congresso ou redatores de editoriais do “New York Times” e do “Washington Post”.

Gardner disse que, por enquanto, está tentando usar a persuasão sutil e sua fundação para atrair novas colaboradoras para a Wikipédia, em vez de defender medidas específicas como recrutamento ou cotas para mulheres.

Sue Gardner, diretora-executiva da Wikimedia Foundation, com James Owen, um assistente

Kat Walsh, uma antiga colaboradora da Wikipédia eleita para o conselho da Wikimedia, concordou que iniciativas indiretas causariam menos mal-estar na comunidade da Wikipédia do que esforços mais declarados.

Mas “o grande problema é que a atual comunidade da Wikipédia é o que surgiu deixando as coisas se desenvolverem naturalmente“, ela disse. “Tentar influenciá-la em outra direção não é o caminho mais fácil e exige um esforço consciente para mudar.

Às vezes, um esforço consciente funciona. Depois de ver a pequena entrada sobre Barker, Gardner acrescentou informações substanciais. Durante o mesmo tempo, a página de Niko Bellic aumentou apenas algumas frases.

POR NOAM COHEN | DO “NEW YORK TIMES” | Publicado originalmente em português na Folha.com, no caderno TEC | 16/08/2011 – 20h04

Sistema para avaliar a Wikipédia pode piorá-la, dizem críticos


A Wikimedia Foundation, entidade responsável pela Wikipédia, quer mais gente editando as páginas da enciclopédia colaborativa.

Para isso, ela está adotando um sistema de avaliação para os artigos publicados. Na prática, qualquer leitor poderá apontar se acha que um texto é confiável ou se está bem escrito.

O blog de tecnologia Gizmodo não vê isso com bons olhos. A facilidade de fazer as avaliações, segundo o site, pode ser um problema para a Wikipédia. Isso porque o site seria terreno fértil para aqueles tentando promover suas opiniões. As pessoas passariam a ser críticos dos artigos, e não apenas do conteúdo.

A fundação, porém, acredita que o sistema pode melhorar a qualidade do site.

POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 15/08/2011 – 16h01

Panda entra no mercado de livro digital com aplicativos de livros sobre futebol


A Panda Books lança seus dois primeiros aplicativos para serem lidos em iPhone, iPod Touch ou iPad. São eles: Enciclopédia dos craques [US$ 4,99] e Todas as camisas da história do Corinthians [US$ 5,99].

O primeiro reúne dados de 1.686 jogadores [nome completo, posição, local e data de nascimento, clubes por onde passaram e títulos] compilados por Marcelo Duarte e Mário Mendes, autores da versão original. Nele você conhece os principais. O segundo traz mais de cem anos de camisas do Timão, desde a primeira em 1910 até maio de 2011. Os autores desse trabalho são Paulo Gini, Rodolfo Rodrigues e Maurício Rito, os mesmos dos livros A história das camisas dos 12 maiores times do Brasil e A história das camisas de todos os jogos das Copas do Mundo.

PublishNews | 09/08/2011

Encyclopædia Britannica em português


Primeira enciclopédia eletrônica do mundo lança portal voltado para aprendizagem digital em português para alunos do ensino fundamental

A  Encyclopædia Britannica está lançando, em parceria com a CAPES [Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior], do Ministério da Educação, o Escola Online, um portal de ensino online inteiramente em português para alunos do ensino fundamental de escolas públicas.

O portal, criado para atender as necessidades escolares de crianças de 5 a 11 anos de idade, é um site de referência e aprendizagem abrangente que inclui artigos enciclopédicos, dicionário, atlas mundial, atividades interativas, área de pesquisa e notícias. Também fornece ferramentas de estudo para ajudar os alunos com suas pesquisas e trabalhos de casa.

O projeto representa a estreia da Britannica no desenvolvimento de um produto completamente adaptado para o mercado da educação brasileiro e aberto ao ensino público.

PublishNews | 09/08/2011

Qwiki, enciclopédia interativa on-line, abre para o público


Um site de buscas que apresenta os resultados em vídeo, como se fosse alguém te contando história. Essa é a ideia do Qwiki, site que abriu para o público nesta quarta-feira [26].

O Qwiki ficou rapidamente famoso por ser a empresa vencedora de um concurso promovido no ano passado pelo Techcrunch, um dos blogs de tecnologia mais populares do mundo, e por receber US$ 8 milhões, na semana passada, vindos de investidores liderados pelo brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook.

Qwiki

Tela do Qwiki, enciclopédia interativa on-line, abriu para o público nesta quarta-feira

Em entrevista ao “New York Times”, Saverin disse que está empolgado com o site. “Estou numa situação hoje que me permite fazer o que amo, que é ajudar outros empreendedores. O Facebook é algo grande e assim permanecerá. Qwiki é muito novo ainda, mas eles estão no caminho para mudar o jogo”, disse.

O Qwiki humaniza as pesquisas ao mostrar os resultados das pesquisas organizado como uma apresentação multimídia. “Nós acreditamos que somente o fato da informação estar guardada em máquinas não quer dizer que ela deve ser mostrada como uma simples lista de dados. Vamos tentar fazer algo melhor”, diz a descrição do site. Os vídeos são feitos na hora, por computadores — não são arquivos prontos e armazenados.

Os resultados são apresentados somente em inglês, e o usuário tem como compartilhar o conteúdo e continuar a exploração do termo pesquisado em outros sites, como Wikipedia e o YouTube. Também podem ser feitas sugestões de imagens, vídeos e correção de alguma informação.

POR ALEXANDRE ORRICO | Publicado originalmente em Folha.com | 26/01/2011 – 17h24

Brasileiro co-fundador do Facebook investe em enciclopédia interativa na web


O brasileiro Eduardo Saverin, co-fundador do Facebook e um dos personagens retratados no filme “A Rede Social”, vai financiar mais uma vez um novo projeto na internet, de acordo com o jornal “The New York Times”.

Na quinta-feira, a Qwiki, espécie de enciclopédia interativa que está sendo desenvolvida nos Estados Unidos, anunciou que Saverin foi o principal investidor em uma injeção de capital de US$ 8 milhões a ser recebida pelo projeto.

Estou em uma situação hoje em que posso fazer o que amo, que é ajudar outros empreendedores“, afirmou Saverin em entrevista ao jornal no início da semana. “O Facebook tem sido grande e será grande. O Qwiki está na fase inicial, mas eles estão no caminho para mudar o jogo.

De acordo com o “New York Times”, nem Saverin nem o site quiseram dar detalhes sobre o valor do financiamento.

O brasileiro Eduardo Saverin, amigo de Mark Zuckerberg na faculdade, ajudou o colega a criar o Facebook.

A tecnologia básica da Qwiki transforma uma coleção de dados sobre um assunto em apresentações multimídia interativas. Se o usuário digitar “San Francisco” [cidade norte-americana], por exemplo, ele terá como resultado uma apresentação audiovisual sobre a cidade que inclui fatos básicos e imagens. O site já levantou US$ 9,5 milhões em investimentos, incluindo uma rodada anterior de financiamentos.

O site, de acordo com o jornal, tem outros “investidores notáveis”, como o co-fundador do YouTube, Jawed Karim, e o investidor do Vale do Silício Pejman Nozad.

Saverin e Mark Zuckerberg foram os primeiros membros do Facebook, criado em um dormitório de Harvard. Saverin entrou com o investimento financeiro inicial e iria cuidar dos negócios da companhia, mas os dois melhores amigos se desentenderam. Saverin levou a briga à Justiça.

Hoje, ele divide seu tempo entre Boston e Nova York. Os detalhes de sua batalha jurídica com Zuckerberg são um segredo, mas seu nome foi recolocado na página de fundadores da rede social. David Kirkpatrick, autor de “O Efeito Facebook”, diz não ter conseguido entrevistar Saverin porque o brasileiro está proibido por contrato de falar sobre Facebook. Ele teria, segundo o livro, 5% das ações da rede social.

Folha.com | 21/01/2011 – 14h02

Irã anuncia que lançará enciclopédia sobre islamismo


O Irã colocará no ar a Wiki-fiqh, uma enciclopédia similar a existente na internet, porém exclusivamente dedicada a divulgar e esclarecer aspectos da filosofia e da religião islâmica.

Os artigos serão escritos por estudantes dos seminários islâmicos, cuja identidade será pública e farão parte de uma rede“, explicou o diretor do Organismo para a Propagação da Ideologia Islâmica, Mehdi Khamoushi.

Em declarações à agência de notícias local Mehr, o clérigo ressaltou a importância de “colocar o Islã no ciberespaço em um momento no qual a rápida comunicação eletrônica conecta a gente de todo o mundo“.

Além disso, apontou a importância das redes sociais e das enciclopédias online como fonte de conhecimento e de discussão acadêmica.

A iniciativa vai contra a censura das autoridades iranianas, que bloquearam milhares de acessos aos sites para preservar os bons costumes.

No Irã não se pode acessar livremente redes sociais como Twitter ou Facebook, nem mesmo ler sites sobre sexo, direitos da mulher e medicina.

DA EFE, EM TEERÃ | Publicado pela Folha.com | TEC | 26/10/2010 – 15h18

Ex-executivo da Apple cria enciclopédia colaborativa para fotos


Tela do Fotopedia, enciclopédia colaborativa de fotografia fundada por ex-funcionário da Apple; lema é "imagens para humanidade

Depois de viajar pelo mundo, quis compartilhar minhas fotos com outros. O Flickr e demais sites de fotografia dão a você uma exposição por apenas um breve período de tempo, e adicionar fotos à Wikipédia se mostrou muito complicado para o usuário comum“, escreve Jean-Marie Hullot, um dos fundadores do site e ex-executivo da Apple e da NeXT –ambas as empresas foram fundadas por Steve Jobs.

O objetivo de Hullot foi criar uma “Wikipédia para fotos”, que combinasse “a permanência e a colaboração da comunidade da Wikipédia com a facilidade de uso de softwares para computadores“.

Atualmente, o acervo da Fotopedia é de quase 500 mil imagens e mais de 30 mil artigos de enciclopédia.

As fotografias são divididas em categorias como cidades, flores, museus, pontes e montanhas.

Imagens para a humanidade” é o lema da Fotopedia [www.fotopedia.com], que se intitula a primeira enciclopédia de fotografias colaborativa.

Folha Online – Informática | da Reportagem Local de RAFAEL CAPANEMA | 24/04/2010 – 10h35

Wikipedia amplia plataforma e ganha espaço para vídeos


A enciclopédia virtual Wikipedia vai ganhar espaço para vídeos na plataforma, segundo informou em comunicado oficial na quarta-feira [21].

Agora, muitos poucos artigos da Wikipedia têm vídeos. É hora de mudar isso! Começando agora, você pode estar entre as primeiras pessoas a experimentar com as possibilidades de vídeo colaborativo. Suas contribuições poderão modelar o futuro da Wikipedia, fazendo [dela] uma fonte rica e dinâmica de conteúdo educacional de alta qualidade“, diz o texto.

O comunicado diz ainda que, “quando você posta um vídeo na Wikipedia, você também ajuda a promover o vídeo aberto”. O site diz ainda que vai usar 100% de vídeos gratuitos e de código aberto, sob tecnologia HTML5.

O site instrui sobre como postar um vídeo na enciclopédia virtual na página da organização, cujo endereço é http://videoonwikipedia.org/howto.html.

A Wikipedia é um dos dez sites mais visitados do mundo, e tem por volta de 3,2 milhões de artigos e verbetes redigidos em língua inglesa.

Enciclopédia virtual Wikipedia vai ganhar espaço para vídeos na plataforma, segundo informou em blog oficial

Folha Online – Informática | 22/04/2010 – 13h22