Ednei Procópio em entrevista ao Programa Talk Show


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Editora investe R$ 25 mi em plataforma digital de educação


Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab

Fonte da Foto: SmartLab

A plataforma em nuvem do SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de matemática, português, ciências, inglês, estímulo à leitura, entre outros temas que atingem estudantes dos ensinos fundamental e médio.

O sistema conta com ferramentas como Google Apps for Education, Britannica, Young Digital Planet, Xmile Learning, Elefante Letrado, Avalia Educacional, Guten News, Professores de Plantão, Árvore de Livros, 10monkeys, Tamboro e Aprendizagem Eficaz.

Mesmo com diferentes apps, os alunos e professores contam com uma senha única para o uso de todas as plataformas e conteúdos.

No laboratório, os alunos ainda tem acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira.

Com o projeto de criação do espaço físico na escola, o Grupo Santillana oferece equipamentos como desktops da HP e chromebooks da Samsung.

As crianças, que são nativas digitais, absorvem a evolução tecnológica com mais facilidade, e as famílias estão exigindo das escolas processos mais modernos”, analisa Robson Lisboa, um dos idealizadores do projeto SmartLab.

O SmartLab ainda oferece coach pedagógico e tecnológico durante todo o ano letivo, com uma solução para adaptação de espaços colaborativos para as escolas, desenvolvida pelo renomado designer Kiko Sobrino, que já assinou projetos de marcas como Brastemp e Grupo Accor Hotéis.

Para utilizar a plataforma em nuvem com os diferentes apps, as escolas pagam uma mensalidade de R$ 39,90 por aluno.

Como a ferramenta é em nuvem, a medida em que novos parceiros se integrarem à plataforma, as escolas passam a contar com mais opções de apps sem a necessidade de mudanças no sistema”, explica Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab.

O Grupo Santillana afirma que o SmartLab possui soluções para atender diferentes perfis de escolas, em todas as regiões do Brasil. Inicialmente, a empresa possui equipes dedicadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará.

A empresa não divulgou uma meta relacionada ao número de escolas que pretendem atingir com o SmartLab no próximo ano.

Fundada na Espanha, em 1960, o Santillana é o braço editorial do Grupo Prisa, focado na oferta de conteúdos culturais, educativos, de informação e entretenimento nas línguas espanhola e portuguesa. O grupo é o responsável pelo jornal El País.

Presente em 22 países, a Santillana iniciou suas atividades no Brasil em 2001, ao adquirir as editoras Moderna e Salamandra.

O grupo opera nos segmentos de livros didáticos [Editora Moderna], literatura infantojuvenil [Moderna e Salamandra], materiais para ensino de idiomas [Richmond e Santillana Español], além de avaliação educacional [AVALIA] e sistema de ensino [UNO].

O negócio brasileiro da Santillana é o maior do grupo espanhol em termos de faturamento. O principal motivo é a editora Moderna, que alcançou receita de R$ 760 milhões no ano passado, com lucro líquido de R$ 66,3 milhões.

Por Júlia Merker | Publicado originalmentem em Baguete | 10/12/2015

Educação e Tecnologia em foco no Simpósio Hipertexto


O Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação chega a sua 6ª edição trazendo o tema “Aprendizagem Aberta e Invertida”. O evento, que também agrega o 2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias, vai acontecer no Centro de Artes e Comunicação [CAC] da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE], entre os dias 7 e 8 de dezembro.

simposio27.11.15

Nestes dois dias, uma programação intensa reúne professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento. Atividades como conferências, mesas-redondas, oficinas, sessões de comunicação coordenada, sessões de comunicação individual, cine hipertexto, apresentação de pôsteres digitais, exposição, feira de livros e o prêmio Hipertexto marcam o evento.

O simpósio será uma oportunidade imperdível de debater novas tecnologias digitais aplicadas às ações pedagógicas. Especialistas brasileiros e do exterior participam do evento já consolidado no calendário nacional. Entre os professores confirmados estão John Keller [Universidade da Flórida – EUA], Bruno Campagnolo [PUC-PR], Nelson Pretto [UFBA] e Marco Silva [UERJ].

O evento é organizado conjuntamente entre o Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional [Nehte] e o Profletras, Mestrado Profissional em Letras da UFPE, ambos vinculados à Universidade Federal de Pernambuco [UFPE].

SESSÃO – Durante o Simpósio serão apresentados trabalhos em áreas de pesquisas como linguagem, tecnologia e aprendizagem. Entre os eixos temáticos estão: 1. Ensino e aprendizagem mediados por tecnologia: sala de aula invertida, ensino híbrido, gamificação, aprendizagem móvel e afins; 2. Educação Aberta: teoria e prática; 3. E-Learning e Educação a Distância; 4. Inclusão Digital e Práticas de Letramento; 5. Arte, Literatura e Comunicação em Ambiente Digital; 6. Hipertexto, Gêneros e outros Recursos Digitais Educativos: objetos de aprendizagem, redes sociais, blog e afins; 7. Tendências de tecnologias inovadoras para a construção de conhecimento da próxima geração; 8. Ensino de línguas com tecnologia; 9. Thinking outside the box: docência, formação e novas tecnologias;10. Linguagem de programação, Webdesign e Usabilidade de tecnologias aplicadas à educação.

Da assessoria do evento | 27/11/2015

SmartLab oferece apoio pedagógico a alunos e professores


Imagine um ambiente escolar supermoderno e inspirador em que alunos, por meio de um tablet, computador ou smartphone, consigam acessar conteúdos interessantes de diversas áreas do conhecimento, gerando para escolas e docentes relatórios de acompanhamento do desenvolvimento deles em tempo real. Esse é o espaço de aprendizado do futuro projetado pelo SmartLab, plataforma inteligente e integrada desenvolvida pelo Grupo Santillana lançada no Brasil no início dessa semana. Com investimento de R$ 25 milhões, o SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, Inglês, estímulo à leitura, dentre outros. Os alunos ainda terão acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira. Também faz uma curadoria constante de parceiros que busca incluir os mais eficientes recursos educacionais para atender alunos desde o Fundamental I até o Ensino Médio.

Livro didático digital ainda não chegou aos estudantes


Por Akemi Nitahara | Edição Aécio Amado | Fonte Agência Brasil | 19/10/15, às 14h12

Apesar de estarmos vivendo num mundo cada vez mais digital, onde as crianças e adolescentes dominam as novidades tecnológicas com muita rapidez, os avanços no campo pedagógico ainda são pequenos no Brasil. A maioria das editoras de livros didáticos já oferece o conteúdo em formato digital e os recursos pedagógicos são muitos, mas a adoção deles pelas escolas ainda está lenta.

Poucos colégios já aboliram o papel, diz presidente da Abrelivros | Cecília Bastos/USP | Creative Commons | CC BY 3.0

Poucos colégios já aboliram o papel, diz presidente da Abrelivros | Cecília Bastos/USP | Creative Commons | CC BY 3.0

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares [Abrelivros], Antonio Luiz Rios da Silva, não há estatísticas sobre o mercado de livro didático digital, mas ele garante que praticamente todas as editoras do país já têm iniciativas nesse sentido. “Não são todas as coleções que têm, mas boa parte delas já conta com a possibilidade do aluno e da escola trabalharem com livro digital, que na realidade é uma reprodução do livro impresso, com algum enriquecimento, como vídeos, infográficos, jogos, links”.

O livro digital pode ser acessado de diversas formas: em dispositivos móveis [tablets e smartphones] e pelo computador ou lousa eletrônica. Além do formato PDF, que é uma cópia estática digital do livro impresso, há opções LED [Livro Educacional Digital], que são versões enriquecidas com recursos interativos; iBook, que incorpora vídeos, áudios e ampliação de imagens, específica para iPads, da Apple; aplicativos, mais usados para literatura infantojuvenil, que acompanham animações, narração, interatividade e música; e o formato ePub, que se adapta a qualquer tamanho de tela.

De acordo com Rios, o país está no começo da transição e que as escolas têm adotado o modelo híbrido, em que o aluno compra o livro impresso e ganha o acesso ao conteúdo digital. Segundo ele, poucos colégios abandonaram o papel. “Se tiver no Brasil inteiro cinco escolas que fizeram isso é muito. Nas conversas com diretores de colégio, a gente percebe que esse processo tem que ser gradual, não só com relação ao aluno, que se adapta mais rapidamente, mas principalmente por conta do professor”.

O estudo Aprendizagem Móvel no Brasil, publicado em agosto pelo Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Colúmbia, aponta que o uso de tecnologia guiada em sala de aula pode melhorar o rendimento acadêmico dos estudantes, superando ações como a formação de professores em geral e a redução do tamanho da classe.

Mas, segundo uma das autoras do estudo, Fernanda Rosa, as políticas implementadas atualmente na área pública não têm alcançado esse objetivo. “Para avançarmos em nossa capacidade de levantar o impacto das tecnologias na aprendizagem no Brasil, o primeiro passo é ter as ferramentas digitais disponíveis, com condições de uso e conectividade, e com professores capazes de utilizá-las – realidade ainda restrita a poucas escolas”.

Para Fernanda, não se alcança esse estágio sem o envolvimento das secretarias de Educação com um planejamento de médio e longo prazo com ações simultâneas nos três pilares: infraestrutura, conteúdo digital e formação de professores.

Tradição e inovação

Entre as experiências consideradas positivas está a do Colégio Pedro II, uma das mais tradicionais instituições públicas de ensino básico do Brasil, fundado em 1837, que distribuiu este ano tablets para os alunos do primeiro ano do ensino médio. O material, comprado com verba destinada por emenda parlamentar, foi fornecido pelo Ministério da Educação.

De acordo com a chefe da Seção de Projetos Educacionais do Pedro II, Mônica Pinto, todos os departamentos do colégio e professores de todas as disciplinas estão envolvidos com a novidade. “A gente tem projetos em todas as áreas que você possa imaginar, inclusive projetos integrando várias disciplinas, e cada departamento vem usando um conjunto de objetos e desoftwares enorme. Muitas vezes, inclusive, desenvolvendo projetos especiais com alunos com dificuldade de aprendizagem, para o ensino regular, para alunos de inclusão e até mesmo para alunos de altas habilidades”, disse.

Ela explica que o uso dos tablets não tem foco nos livros. Foi criado um blog de suporte aos professores com todos os objetos educacionais digitais disponíveis e os docentes estão passando por capacitação para usar a tecnologia. “Tem uma listagem de todos os objetos de aprendizagem, aplicativos, livros digitais que são recomendados e as diretrizes da Unesco para aprendizagem móvel.

Segundo Mônica, o Departamento de Ciências da Computação fez uma série de pesquisas e agora está começando a planejar uma série de oficinas que está sendo oferecida aos professores em todos os campi do colégio, para estimular ainda mais trabalho.

No ano passado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura [Unesco] lançou no Brasil as Diretrizes de Políticas para a Aprendizagem Móvel. Entre os benefícios, a Unesco cita a ampliação do alcance, individualização e continuidade da aprendizagem, além da otimização do tempo em sala de aula e retorno do resultado imediato. Como recomendações, estão a melhoria da conexão à internet, o acesso igualitário aos dispositivos e a capacitação de professores e estudantes.

Para que o projeto no Pedro II tenha continuidade, de acordo com Mônica, é necessário que o colégio tenha recursos para adquirir equipamentos, além da efetivação da infraestrutura de internet que ainda não está completa no país. “É essa questão do acesso de banda larga para todas as escolas, a gente só vai conseguir fazer essa migração quando conseguir resolver questões estruturais. Por ser um colégio federal, a gente está na mesma situação das outras escolas públicas brasileiras”.

Compras do governo

Apesar de o governo federal ter anunciado no fim de 2013 que, em 2015, os alunos da rede pública do país teriam acesso a livros didáticos digitais, o material até agora não foi disponibilizado. Segundo o presidente da Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva, no edital de 2014 foi colocado a compra dos objetos digitais e, para este ano, estava prevista a oferta do LED pelas editoras, mas o governo não concretizou a compra. “Nós estamos numa discussão com eles para que a compra seja feita. Mas agora, com a restrição orçamentária, a coisa ficou mais complicada. As editoras produziram os livros, mas até agora não tivemos a disponibilização para as escolas porque o governo não comprou”.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE], responsável pelo Programa Nacional do Livro Didático [PNLD], foi procurado pela Agência Brasil, mas não se pronunciou. Segundo o Gerente de Tecnologia Educacional e Novos Projetos Grupo SM Brasil, André Monteiro, a editora forneceu, dentro do PNLD 2014, os chamados Objetos Educacionais Digitais.

São DVDs com objetos digitais, como áudios, vídeos, jogos e animações com orientações de uso para os professores e para os alunos. Temos produtos aprovados no formato de livro digital com objetos educacionais digitais anexados ao livro para o PNLD 2015, mas até o presente momento sem aquisição e distribuição definida pelo MEC/FNDE”.

Tanto Monteiro quanto Rios afirmam que apenas alguns países estão investindo na transição para o material didático digital, como Coreia do Sul, Finlândia e Estados Unidos. E o Brasil está bem longe disso. “Temos muito o que avançar na infraestrutura das escolas, na formação dos professores e principalmente na universalização do ensino de qualidade. O mais importante é que devemos enxergar o uso da tecnologia como uma ferramenta para impulsionar a criatividade, a inovação e a mudança no ambiente da sala de aula, principalmente na relação entre o professor e seus alunos”, disse Monteiro.

Para Fernanda Rosa, o Brasil tem um alto índice de distribuição de tecnologias digitais nas escolas. Segundo ela, 84% das unidades públicas urbanas são equipadas com laboratórios de informática e mais de 400 mil tablets entregues a professores do ensino médio. Porém, de acordo com a pesquisadora, existe uma deficiência na infraestrutura que dificulta o uso com foco na aprendizagem.

Uma pesquisa recente do Banco Mundial mostra que apenas 2% do tempo do professor brasileiro em sala de aula é utilizado com tecnologias. Outros países latino-americanos apresentam índices similares ou um pouco acima. E essa realidade dificilmente será alterada se não se pensar em políticas voltadas à aprendizagem, que se utilize dos benefícios da mobilidade que as tecnologias atuais disponibilizam”, disse.

Custo X peso

Estudantes aguardam com ansiedade o momento de trocar os livros pelo tablet. A estudante Luisa Lucas Antunes, de 14 anos, disse que no colégio particular onde estuda, na zona sul do Rio de Janeiro, ainda não adotou o livro digital, mas utiliza um aplicativo para fazer simulados. “Eu acho legal porque, pelo menos, tem um aplicativo que interage com os alunos, para preparar as provas de concurso e essas coisas. É um simulado, mas você também pode jogar, com perguntas de vários colégios”.

Para Luisa, além das possibilidades educacionais que a tecnologia oferece, o livro digital é uma oportunidade para se livrar do peso da mochila. “Eu nunca me interessei em ler livro digital, prefiro o de papel. Mas, para a escola, seria uma nova forma de ler, seria legal. O peso da mochila estraga as costas de todo mundo. Eu acho que todas as escolas já deveriam ter livro digital, em vez de continuar com as apostilas e cadernos”.

A digitalização pode significar uma redução do peso nas mochilas, mas pode aumentar o peso no orçamento dos pais, já que a produção de um livro didático é demorado e tem um custo alto, que aumenta quando se trata de autorizações para meio digital. Segundo o presidente da Abrelivros, o uso do livro digital na aprendizagem é um processo sem volta, mas ainda existem questões a resolver.

Tem a redução do custo de impressão e do custo logístico de distribuição, mas, por outro lado. tem todo o incremento do custo de você transformar aquele arquivo, que era um PDF para impressão, para ele virar um livro digital, não é um custo desprezível”.

Autora de livros infantis e juvenis, Anna Cláudia Ramos não acredita que o livro digital de literatura vá substituir o impresso, já que são plataformas diferentes que atendem a públicos diversos. Porém, para o livro didático, ela, que também é professora, é mais enfática quanto às vantagens da tecnologia.

Talvez, no futuro, os didáticos se tornem digitais. Já está se tornando, você clica no livro e já te joga para o país que você está estudando, imagina que máximo. Mas você pode conviver com as coisas todas. Tudo vai poder conviver junto e misturado. Eu acho que a grande questão é a gente não perder esse desejo de fazer livro ser uma coisa gostosa, não fazer algo para ser dever de casa, essa é a diferença”.

O estudo Aprendizagem Móvel no Brasil aponta que, para implementar o uso das tecnologias no ensino, é preciso desenvolver questões institucionais, como fortalecer o monitoramento das ações e avaliação nas secretarias de Educação, formação continuada e compartilhamento das ferramentas e experiências, além do desenvolvimento de parâmetros legais nacionais para subsidiar os avanços.

Por Akemi Nitahara | Edição Aécio Amado | Fonte Agência Brasil | 19/10/15, às 14h12

Uso de aplicativos para celular ganha força na escola


Por Paulo Saldaña | Publicado originalmnte em O Estado de S. Paulo | 24 Agosto 2015, às 03h

Conteúdo para smartphone já é elemento importante de apoio; alunos e professores exploram tecnologia na aprendizagem; Especialistas cobram que recursos pagos pelo governo sejam abertos

Tecnologia e educação sempre tiveram uma relação difícil, sobretudo dentro da sala de aula. Embora o modelo de escola tenha pouco se alterado com o passar dos anos, a cultura digital é uma realidade entre alunos e professores – o que tem desafiado a tradição. Com a disseminação dos smartphones, escolas, governos e demais instituições se voltam para potencializar essa tecnologia na melhoria do ensino e da aprendizagem.

A Fundação Lemann, por exemplo, vai iniciar uma nova linha de atuação voltada para aplicativos móveis de educação gratuitos. “A sociedade como um todo já viveu essa revolução tecnológica e, infelizmente, nesse contexto, a escola ficou para trás”, explica o diretor da fundação, Denis Mizne. “O caminho agora é proporcionar para alunos, professores e gestores escolares o que já é uma realidade fora da escola.

A mais recente pesquisa TIC Kids Online, realizada pelo Comitê Gestor da Internet, mostrou que, pela primeira vez, em 2014, o acesso à internet por celular no Brasil foi maior do que por computadores: 82% acessam pelo celular, enquanto 56% usam o desktop.

Os resultados se referem a jovens de 9 a 17 anos de idade. As redes sociais são o maior atrativo, mas 68% dos jovens usam a web para trabalhos escolares.

Isabela dos Santos, de 12 anos, estuda Inglês pelo celular, com o aplicativo gratuito Duolingo, e Biologia pelo YouTube. “Eu nem sempre estou com livros, mas meu celular sempre está comigo”, diz a aluna do Colégio Dom Bosco, na zona norte de São Paulo.

A escola de Isabela vai passar a explorar um novo aplicativo focado no celular. “Funciona bem quando usado como mecanismo de interação em momentos específicos da aula”, diz Andrey Lima, diretor executivo do sistema Ari de Sá, adotado pelo Dom Bosco.

Leia Mais:http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,uso-de-aplicativos-para-celular-ganha-forca-na-escola,1749345 Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias Siga @Estadao no Twitter

Isabela usa o celular para estudar inglês e assistir a aulas de biologia

A empresa Ari de Sá mantém uma parte de conteúdos, ainda pequena, aberta para o público. “Não temos uma decisão de não abrir os conteúdos, mas ainda não foi definido”, diz Lima.

Já a professora de Música Gina Falcão, da Nova Escola, na Vila Mascote, zona sul, toca um projeto com alunos do ensino médio de produção de videoclipes em que o celular é a ferramenta principal. “Eles têm muita facilidade para trabalhar com isso, estamos pedagogicamente no universo deles”, diz.

Gratuidade. Mesmo fora dos sistemas de ensino, os aplicativos educacionais pagos ou com direitos autorais fechados são maioria. Na semana passada, a Câmara dos Deputados promoveu um debate sobre Recursos Educacionais Abertos [REA]. Há a cobrança para que todos os materiais digitais adquiridos pelo governo sejam livres – um projeto de lei com esse intuito tramita na Câmara. Em 2014, o Ministério da Educação gastou R$ 67 milhões na aquisição de bens digitais didáticos, cifra incluída no R$ 1,1 bilhão investido no Programa Nacional do Livro Didático [PNLD].

Priscila Gonsales, do Instituto Educadigital, afirma que o investimento público em material didático deve ser em plataformas abertas. A reivindicação de licenças passa tanto pelo potencial de acesso quanto pelas possibilidades de remixagem dos materiais. “Qualquer lugar é lugar para aprender, o que a cultura digital vem evidenciar. Acaba a ideia de que somos consumidores de educação. A gente pode produzir, um ajuda o outro, é a cultura de compartilhar.

Criada em 2013 com apoio de várias organizações não governamentais, a plataforma escoladigital.org.br reúne 4 mil recursos digitais. Muitos ali são pagos e a maioria tem direitos fechados, mas há uma seção com dezenas de opções para professores criarem seus aplicativos.

Segundo Mizne, da Lemann, a ideia com a iniciativa de sua fundação é criar “um ambiente saudável” que estimule investimentos em novos recursos inovadores. Responsável pela tradução da Khan Academy, portal focado no ensino de Matemática criado pelo educador americano Salman Khan, a fundação não fala em valores envolvidos.

Formação. Apesar de não ter uma política de compras de materiais didáticos digitais abertos, o Ministério da Educação [MEC] pretende realizar as formações continuadas de professores em plataformas com conteúdo e soluções com esse formato. Essas formações não-presenciais, voltada para o uso didático-pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação [TIC], estão no âmbito do ProInfo Integrado do MEC.

O MEC estuda desde 2013 criar uma plataforma que reunisse todos os materiais já hoje disponíveis, mas até agora isso não saiu do papel. “A intenção é criar uma plataforma única, por meio da qual se teria acesso a todos os portais e conteúdos digitais”, informou a pasta em nota, ressaltando que já há iniciativas parecidas, como o Portal do Professor, o Banco Internacional de Objetos Educacionais e o Portal Domínio Público.

A parte de formação de professores é a mais desafiadora hoje no País, explica a pesquisadora Fernanda Rosa, do Centro de Estudos Brasileiros e Instituto de Estudos Latino Americanos da Universidade de Columbia [EUA]. “A abordagem ainda é tradicional e não responde à demanda, que é transformar a atividade dos professores em prol da melhoria de aprendizado. O foco ainda é no uso da ferramenta”.

Fernanda participou de estudo, divulgado no último dia 12, que mostra que a aprendizagem móvel ainda é incipiente no Brasil. Além da questão de conteúdo e formação, outro desafio é a infraestrutura: ter escolas com bom acesso à internet disponível aos alunos. “A infraestrutura é um grande desafio porque a governabilidade não está só na secretaria de Educação, depende de outras áreas.

Os números apurados pelo censo escolar de 2014 mostram que, do total de 188.673 escolas de educação básica, 115.445 [61%] possuem acesso à Internet e 95.454 [51%] possuem banda larga. Apesar disso, o estudo do grupo de Columbia revelou que apenas 7% dos alunos e 9% dos professores disseram usar a rede nas unidades de ensino.

Segundo o MEC, 53 mil escolas urbanas e 17 mil escolas rurais estão preparadas para utilizar internet sem fio. “Cabe aos gestores escolares direcionar o uso deste recurso”, informou a pasta.

O importante é ler em qualquer mídia, impressa ou digital


Pedagoga, escritora e arte-educadora Nereide Schilaro Santa Rosa

Pedagoga, escritora e arte-educadora Nereide Schilaro Santa Rosa

A pedagoga, escritora e arte-educadora Nereide Schilaro Santa Rosa aprendeu muito cedo que ler era divertido e libertador. Seu primeiro livro infantojuvenil foi Villa-Lobos, publicado em 1994, pela Editora Callis. A partir daí não parou mais de escrever e hoje tem mais de setenta livros publicados em múltiplas editoras. Nereide acredita que os pais podem incentivar a leitura dos filhos com uma atitude simples: “Lendo, lendo e lendo para seus filhos. A leitura oral para a criança é um momento de carinho, atenção e de amor que ela nunca esquecerá. Incentivar a leitura silenciosa também é importante para que a criança interaja com o texto, e trabalhe com a sua imaginação. Os pais devem trazer livros para casa, demonstrar claramente que valorizam a leitura, frequentar livrarias e compartilhar das escolhas dos títulos, assim como levar as crianças às bibliotecas e demonstrar que ali se guardam livros, pois são objetos importantes para se conhecer literatura e sua história.” Nereide é ganhadora do Prêmio Jabuti de 2004 e vários prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil com a Láurea Altamente Recomendável. Para ela, o livro impresso sempre existirá: “O contato físico com o objeto livro faz parte de uma interação pessoal entre o texto e o leitor. Mas, além disso, o mais importante é que se leia, seja em qualquer mídia, impressa ou digital.

Como surgiu a ideia do seu livro sobre Villa-Lobos?
No ano de 1992, como professora e educadora musical, tomei conhecimento da coleção inglesa Crianças Famosas [Famous Children] traduzida pela Callis Editora e voltada para o público infantil. Essa coleção tem como proposta contar sobre a infância de personagens importantes para as artes, para a música e para a sociedade em geral. Isso me levou a propor para a editora a publicação de um título sobre um personagem brasileiro nessa coleção, no caso o compositor Villa-Lobos. A proposta foi aceita e acabou abrindo portas para outros títulos de brasileiros importantes.

Há outros nessa área?
Após Villa-Lobos, publiquei outros títulos na Coleção Crianças Famosas: Monteiro Lobato, Carlos Gomes, Volpi e Santos Dumont. Uma das características mais significativas dessa coleção é contar sobre a infância de pessoas que se tornaram importantes para a sociedade, aproximando-as do pequeno leitor, que pode se identificar com as brincadeiras, com as curiosidades e com as dificuldades que todos, de alguma forma, enfrentam.

Quais as características importantes de um bom livro infantil?
O bom livro infantil tem que encantar o leitor. Deve ter linguagem adequada, que respeite o conhecimento da criança e o seu desenvolvimento cognitivo, visto que é fundamental manter o interesse do leitor, além da escolha do tema e das ilustrações. O livro infantil deve ter o mesmo cuidado editorial de qualquer outra publicação.

O que acha da literatura infantil e juvenil brasileira?
Gosto muito. Os autores e as autoras são extremamente comprometidos com seu público, e há uma diversidade de ofertas, desde os ficcionais até os informativos. É muito importante formarmos leitores, aumentarmos a quantidade de títulos brasileiros, e os autores se aproximarem do universo infantojuvenil, propiciando uma literatura viva, abrangente e crítica.

A senhora já recebeu vários prêmios? No mundo literário, as premiações rendem maiores vendas?
Recebi o Prêmio Jabuti em 2004, como autora do melhor livro paradidático daquele ano, além de ter recebido diversos prêmios com a láurea de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro Infantojuvenil. Sinto-me honrada em ter recebido esses prêmios, e os considero como formas de reconhecimento de meu trabalho. Pessoalmente se tornaram fatores de motivação para novos desafios e me incentivaram a continuar escrevendo. Sobre vendas, acredito que os prêmios são indicadores criteriosos de qualidade literária e podem incentivar o leitor a conhecer e, talvez, adquirir obras premiadas.

A senhora acha que os professores estão preparados para incentivar a leitura?
Quando dava aula, incentivava meus alunos a ler e a frequentar as bibliotecas públicas. Na rede municipal onde atuava, existiam as salas de leitura com professores especialistas em literatura. A leitura na escola é fundamental, e é a base para a boa redação e para a compreensão de textos. O professor sabe disso e naturalmente possibilita o acesso do aluno à boa leitura. No entanto, é importante que esse professor se mantenha atualizado e leia constantemente, pois na educação não podemos parar de estudar.

Quais são os maiores desafios para a formação dos leitores no Brasil?
Aumentar a quantidade de bibliotecas, incentivar e motivar os leitores com livros de excelente qualidade literária, priorizar temas interessantes para o público leitor, incentivar a publicação de autores brasileiros e sermos criteriosos na escolha de títulos.

Escrever para crianças e jovens em um mundo onde a tecnologia invade todos os cantos não é difícil? Como despertar o interesse pelo livro impresso?
O livro digital é uma realidade em muitos países. Trata-se de uma democratização da literatura. No entanto, no Brasil, ainda é acessível a uma parcela mínima da população. Considero inevitável, num futuro próximo, que esse acesso aumente e se torne mais presente na vida dos leitores. Mesmo assim, acredito que o livro impresso sempre existirá, pois o contato físico com o objeto livro faz parte de uma interação pessoal entre o texto e o leitor. Mas, além disso, o mais importante é que se leia, seja em qualquer mídia, impressa ou digital.

Como escolhe seus temas? De onde vem a inspiração?
Meus temas preferidos tratam de arte, cultura e música, mesmo quando escrevo obras ficcionais. Muitas vezes acho interessante misturar o informativo com a ficção. Gosto de escrever biografias, pois aprendo com a pesquisa e acredito que o texto biográfico possa ajudar o leitor a entender como são as pessoas, como elas vivem, e cumprem um papel na sociedade. A minha inspiração vem do tema escolhido e do desafio em escrevê-lo. Cada livro é especial, tem sua história, meu momento de vida, uma parte de meu ser. Cada novo livro é uma nova conquista, que se torna uma etapa vencida, que me faz ir além.

Quando começou a se interessar pelos livros? Quem mais incentivou? Quem eram seus autores preferidos na infância?
Na minha família, a leitura sempre esteve presente. Quando criança, minha mãe me levava à biblioteca do nosso bairro semanalmente e eu trazia livros com o compromisso de ter um tempo determinado para ler e devolvê-los. Meu pai fazia questão de me presentear com livros e minha irmã mais velha era, e ainda é, leitora assídua, o que contribuía mais ainda para despertar esse mundo da leitura. Aprendi que ler era divertido e libertador. O meu autor preferido na infância foi Monteiro Lobato: suas histórias me encantavam e faziam a minha imaginação fluir. Quando lia as suas obras infantis, eu me transportava para o mundo do Picapau Amarelo. Décadas depois, tive a emoção de escrever dois livros sobre sua biografia.

E na adolescência?
Na adolescência, o gosto pela leitura continuou presente. Lia os clássicos da literatura brasileira e portuguesa, mesmo com pouco tempo disponível, pois estudava música junto com a educação básica e, aos dezesseis anos, comecei a trabalhar e entrei para a faculdade. Nesse período, as obras de Machado de Assis eram as minhas preferidas. Mais tarde, as biografias de grandes mestres da música e das artes visuais se tornaram leitura constante, além dos livros acadêmicos. Comecei a escrever bem cedo, e durante a faculdade publiquei dois livros didáticos sobre música direcionados para cursos de formação de professores.

Quais são os problemas na formação dos professores?
Por muito tempo fui professora de artes em cursos de formação de professores e sei que um dos problemas é a falta de tempo do futuro professor para fazer pesquisas mais aprofundadas, participar de debates para desenvolver cada vez mais o seu senso crítico e a reflexão sobre o que é educar e o que é aprender. As necessidades da vida, como trabalho e o seu sustento, muitas vezes acabam exigindo do aluno, futuro professor, uma atenção maior. Especificamente sobre a formação de professores de artes, há que se valorizar a sua importância pedagógica no curso de formação dos professores, como mais um campo de desenvolvimento do conhecimento humano e oportunizar a formação sobre educação musical e artes visuais.

Os clássicos continuam sendo importantes na formação?
Sem dúvida. A literatura clássica é fundamental para a construção do conhecimento. O escritor existe a partir do que ele leu, ou lê, e do repertório que foi adquirido ao longo do tempo. Conhecer diferentes formas de escrita, gêneros e estilos literários, contribui de forma significativa para o pensamento divergente e a formação cognitiva de cada indivíduo.

Por Ivani Cardoso | Contec Brasil | 2/4/2015

Conteúdo digital estimula as editoras


Os celulares e os tablets estão sempre à mão, principalmente dos jovens. O “vício” é tão intenso que, muitas vezes, até durante as refeições, a atenção é dividida com os assuntos que estão nos aparelhos.

Esse movimento tecnológico está chegando aos poucos ao mundo acadêmico. Alunos e professores de escolas públicas e particulares utilizam os tablets na aula e as editoras têm que se adaptar a essa mudança. São elas as responsáveis pelo conteúdo virtual.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] investiu, só no ano passado, R$ 71 milhões em conteúdos digitais. Dados da Federação Nacional das Escolas Particulares indicam que 30% das escolas no Brasil utilizam tablets em sala de aula. Estes números dão uma dimensão do mercado e as editoras de livros didáticos não querem perder as oportunidades de negócios.

Desde 2010, a Abril Educação, que desenvolve diversos tipos de materiais para as editoras Ática e Scipione, oferece novas estratégias que apoiam os processos de aprendizagem e engajam os alunos de maneira mais efetiva por meio das mídias digitais.

A empresa desenvolve livros digitais analíticos, jogos educativos, simuladores, vídeos, infográficos animados, plataforma de avaliação adaptativa e aplicativos para tablets. “Fazemos um planejamento digital para todas as obras. Contamos com um departamento de Tecnologia de Educação formado por especialistas em multimídia, pedagogos e editores de conteúdos digitais, que são responsáveis pelo desenvolvimento dos livros digitais e seus conteúdos multimídia, além da utilização da linguagem adequada para o ambiente digital“, afirma o gerente executivo de desenvolvimento digital da Abril Educação, Mário Matsukura.

As escolas públicas e privadas são consumidoras do material digital da empresa. Nos estabelecimentos da rede pública, os livros didáticos são oferecidos em formato impresso e digital, além de um DVD com objetos educacionais digitais. Já nas escolas privadas, o número de instituições que adota a versão digital e usa o tablet em sala de aula é cada vez maior.

Os materiais didáticos podem ser usados desde a educação infantil até o ensino médio. Os alunos acessam os livros digitais interativos, fazem anotações, entram em conteúdos digitais integrados ao seu livro, tais como vídeos, galeria de imagens e infográficos para aprofundamento das explicações dadas em sala de aula e complementar seus estudos“, detalha o executivo da Abril Educação. Para o ensino médio o foco é estimular o autoestudo, além do aprofundamento das explicações.

O livro digital possui questões interativas ao longo do conteúdo programático, além de gerar relatórios analíticos para o acompanhamento da turma pelo professor. A ideia é ajudar o aluno a verificar se entendeu o conteúdo. Para o professor, a vantagem é saber se a classe está acompanhando suas explicações. Os gráficos dão uma visão clara de cada aluno, turma e disciplina na utilização do livro didático digital em sala de aula. O tablet está integrado aos Portais da Abril Educação para o complemento de pesquisas no acervo de biblioteca de conteúdos, ferramentas de autoria e banco de questões.

O governo começou a pedir o conteúdo digital por meio dos editais e as escolas privadas tiveram que acompanhar o movimento. O interessante é que os estabelecimentos nem precisam mais ter um laboratório com computadores. As aulas podem acontecer nas salas, com alunos e professores seguindo os tablets“, indica o gerente de inovação e novas mídias da Editora FTD, Fernando Fonseca.

A FTD tem uma equipe de 50 pessoas envolvida diretamente na gerência de inovação e novas mídias. Mas mais de cem profissionais participam do processo. Já foram produzidos pela editora quatro mil conteúdos digitais, quatro plataformas, aproximadamente 100 livros paradidáticos em formato digital e cerca de 600 livros no formato PDF.

O modelo de negócios do livro didático ainda é baseado no livro impresso. É rara a adoção exclusiva de um livro digital. O que existe hoje é o livro impresso mais o complemento digital, ou mais o conteúdo digital”, ressalta Fonseca. “O universo digital ainda não está descolado, como negócio, do livro impresso.

De qualquer forma, segundo ele, a produção digital alavanca a venda do livro impresso. “Temos que levar soluções para o mercado. No futuro não muito distante o conteúdo digital poderá permitir que a lição de casa seja distribuída virtualmente e também facilitar o contato com os pais dos alunos. Estamos falando de uma revolução“, destaca o executivo da FTD.

Mas muitas editoras pensam com muito cuidado na adaptação ao “mundo digital”. É que a mudança significa um alto investimento. A Editora Dimensão, por exemplo, fornece livros impressos para os alunos dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas. “O livro impresso ainda é a tendência. Por enquanto o conteúdo virtual não é nossa prioridade“, afirma o assessor de comunicação da Dimensão, Guilherme Amorim. Ele detalha que, para produzir o conteúdo digital para uma coleção com cinco livros de português destinados ao ensino fundamental, por exemplo, é necessário desembolsar pelo menos R$ 80 mil. “Os editais do governo, dos quais participamos, não exigem a produção de conteúdo digital.

Mas a agilidade que a tecnologia nos oferece já está arraigada no dia a dia das pessoas. E as escolas precisarão acompanhar as mudanças. “Os professores e as escolas precisam estar preparados para os alunos que se acostumam, cada vez mais cedo, com a tecnologia. O efeito que vemos hoje está se ampliando: a convivência dos conteúdos digital e impresso“, diz o presidente da Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva. O desafio atual é usar a tecnologia para melhorar o que é aprendido na sala de aula.

Por Neide Martingo | Publicado em Valor Econômico | 27/02/2015

Sete motivos para ligar o celular na sala de aula


“Liguem os telefones celulares.” Quando esta for a primeira frase que o professor disser a seus alunos ao entrar na classe, em vez de mandar que os desliguem, a mudança será real. No mundo atual, plenamente digitalizado, a entrada da tecnologia na educação não tem retorno.

Muitos lembraram que o mesmo aconteceu há décadas com as calculadoras. Antes proibidas em classe, passaram a ser usadas para aprender. Depois que a criança já sabe somar, sua utilidade para resolver problemas mais complexos é evidente.

O mesmo acontece com a tecnologia existente hoje. Todos os suportes [celulares, tablets, notebooks…] são úteis para aprender, e não só na classe. O aprendizado tornou-se onipresente, e a classe perdeu seu protagonismo. Esta é uma das teses de especialistas internacionais que estarão sobre a mesa durante a 29ª Semana Monográfica da Educação da Fundação Santillana, que começa nesta terça-feira [24] em Madri, com o título `Melhorar a educação: como a tecnologia pode contribuir?`.

Para esquentar os motores, expomos aqui as principais razões que estão levando todo o mundo a usar todo tipo de suporte em aula:

O celular é o prolongamento do braço

O aluno leva toda a informação consigo, a movimenta, intercambia, compartilha em rede, fora e dentro da classe. Desta forma, aprende de maneira intuitiva, mesmo sem estar consciente disso. O celular é a chave para os estudantes. `Chegará um dia em que o professor dirá aos alunos no início da aula: `Liguem os celulares`, em vez de mandar desligá-los`, explica o diretor de educação da Fundação Santillana, Mariano Jabonero. Há tempo já se dizia que o mouse do computador tinha se transformado no prolongamento do braço das novas gerações de crianças e jovens. Mas hoje seu celular o é ainda mais.

Aplicativos contribuem na educação

A classe não é mais o único lugar onde se aprende. O uso de aplicativos educacionais como complemento das disciplinas começa a ser uma realidade. E as iniciativas de empreendedores para criá-los são cada vez mais numerosas. O setor calcula que atualmente existam mais de 80 mil apps educativos. São gratuitos e ajudam a aumentar a motivação do aluno. Muitos professores e especialistas insistem em sua utilidade durante a aula. Os conteúdos vêm de fora da classe, na qual entram pela tecnologia através dos celulares e outros suportes.

Professores também estão familiarizados

O professor sabe usar a tecnologia como o aluno. `O tópico de que os alunos usam mais a tecnologia e estão mais familiarizados com ela do que os professores se rompeu`, lembra Jabonero. Essa premissa, que era repetida incansavelmente há anos, não é mais verdadeira. Todo mundo usa a tecnologia em sua vida cotidiana e profissional, seja para enviar mensagens, navegar, jogar, ouvir música ou alguns, inclusive, para ensinar. Sem mencionar que muitos professores que hoje atuam na educação não universitária já pertencem a gerações que nasceram na era tecnológica.

Recursos digitais já estão disponíveis

A transformação da educação pela tecnologia tem três pés: os recursos digitais com os quais se dotam a classe e os alunos [desde as lousas digitais aos computadores], o acompanhamento do professorado e um currículo digitalizado. E os recursos já não são a matéria pendente, ressaltam os especialistas. De fato, 85% dos centros secundários nos pa íses da OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos] já em 2012 estavam dotados de computadores de mesa; 41% de portáteis e 11% de tablets, segundo dados da organização. Os passos seguintes são ampliar o currículo digital, assim como o acompanhamento e o apoio do professorado no ensino com esses materiais.

Professores aprendem diretamente com especialistas

Os professores não vão mais a cursinhos para aprender a usar a tecnologia. Não é esta a solução, está mais que comprovado. Hoje em dia o acompanhamento do docente é feito por especialistas em tecnologia nas próprias escolas, explica Jabonero. Eles recebem apoio em campo no uso de todas as ferramentas que integram o currículo digitalizado [que tem diversos recursos, como ilustrações animadas, vídeos, visitas virtuais, fóruns…]. Muitos especialistas citam o caso do Uruguai como exemplo da importância desse apoio. O país informatizou todas as escolas, mas não dotou os professores de ferramentas para usar esses novos recursos. A conclusão foi que diminuíram os resultados dos alunos, segundo se viu nas notas que obtiveram na avaliação internacional do programa Pisa, da OCDE.

`Coordenador tec` supervisiona os sistemas nas escolas

Nos últimos anos foi criada a figura do `coordenador tec` nos colégios, exatamente pela razão anterior: para facilitar sua boa utilização com o fim de que se traduza em um sistema melhor e mais eficaz de aprendizado para os alunos. Diversos colégios espanhóis já contam com eles. O coordenador tec é o responsável e supervisor do uso da tecnologia nas aulas. Faz o acompanhamento do professorado e de sua adaptação ao currículo do colégio.

Investimento geral em tecnologia é cada vez maior

O gasto público em tecnologia cresce nos países mais avançados, apesar de diminuir o gasto em educação. Países como EUA ou Inglaterra seguiram essa linha em plena crise. Mas nem sempre o investimento em tecnologia para a educação se traduziu em uma melhora dos resultados dos alunos. De fato, alguns países que menos investem nela [como Finlândia, Japão ou Coreia do Sul] saem nos primeiros lugares das provas Pisa, assim como outros que, pelo contrário, investem muito nela [como Cingapura, Países Baixos ou Estônia].

Por Susana Pérez de Pablos | UOL Educação | 24/02/2015 | Fonte: El País

Mercado de eBooks cresce no Brasil com uso cada vez maior nas escolas


Cerca de 40% das escolas particulares já utilizam a tecnologia.Agora, os livros didáticos são substituídos pela plataforma digital.

O mercado de livros digitais didáticos, os chamados e-books, está em expansão no Brasil. Os alunos de 40% das escolas particulares do país já usam essa tecnologia para aprender.

As crianças mal sabiam ler, mas já dominavam o mundo digital. “Você pode mexer, você pode fazer o que você quiser“, conta Ana Beatriz Pereira, estudante de 6 anos.

É nessa geração que o mercado está de olho. O estoque da editora, uma das quatro maiores do país, está lotado de livros de papel. Mas, nos dois últimos anos, a principal aposta da empresa foi em livros digitais. Só no catálogo de 2015, foram R$ 4 milhões. Todos os 750 títulos didáticos impressos agora são também eletrônicos.

Eu posso, por exemplo, utilizar vídeos, infográficos e simuladores para enriquecer o conteúdo do livro didático“, explica Ewerton Gabino, gerente de uma filial da editora FTD.

Em 2013, o faturamento com a venda de livros didáticos eletrônicos no país subiu 8,23% e a tendência é de expandir mais. Agora, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação exige que as obras didáticas impressas do Ensino Médio para escolas públicas sejam acompanhadas da versão digital.

Hoje quatro em cada dez escolas particulares já adotam essa tecnologia, um crescimento de 10 pontos percentuais no último ano. As filhas de Sílvia estão em uma escola que há dois anos usa livros digitais.

Há editoras que já expandiram o conteúdo didático na versão digital. Na escola onde as gêmeas estudam, os livros digitais estão disponíveis desde a educação infantil até o ensino médio.

Matemática, lingua portuguesa, religião, história, geografia e ciências“, conta a estudante Sofia Queiroz.

O dinamismo no aprendizado que realmente mudou. É muita coisa ao mesmo tempo e eles conseguem assimilar“, conta a doceira Sílvia Antunes Lopes Queiroz.

Por Fabiana Almeida | Belo Horizonte, MG | Publicado originalmente em O Globo | Edição do dia 18/02/2015, atualizado em 19/02/2015 01h55

 

Alunos da Paraíba terão livros digitais nas escolas


As escolas das redes estadual, municipal e federal recebem, desde outubro de 2014 até fevereiro de 2015, os livros didáticos. A novidade para este ano é que os alunos do ensino médio também terão acesso ao livro digital. Cada um vai receber uma senha para conectar-se a conteúdos interativos pela internet que contemplam todas as disciplinas. A versão digital deve vir acompanhada do livro impresso, ter o mesmo conteúdo e incluir conteúdos educacionais digitais como vídeos, animações, simuladores, imagens e jogos para auxiliar na aprendizagem.

De acordo com o secretário de Estado da Educação, Aléssio Trindade, atualmente já são distribuídos mais de dois milhões de livros de papel, com os alunos da rede estadual e, a partir de agora, o atendimento vai avançar, no sentido de atender aos estudantes com o uso das novas tecnologias, permitindo maior acessibilidade a partir da utilização do livro digital.

Alunos de todas as séries, incluindo da Educação de Jovens e Adultos [EJA], receberão aproximadamente 2,3 milhões de livros, sendo 13 volumes para cada estudante do ensino médio, dois para o 1º ano, cinco para o 2º ano e seis para as outras séries [3º ao 9º ano do ensino fundamental].

Os livros são enviados pelo Ministério da Educação, por meio do Programa Nacional do Livro Didático [PNLD/FNDE], beneficiando 5.230 escolas na Paraíba. A Secretaria de Estado da Educação [SEE] monitora o programa, no sentido de assegurar a distribuição pelas escolas e manutenção de reserva técnica para atender a eventuais faltas de livros para as unidades de ensino e turmas que ainda não constam no Censo Escolar.

Todos os livros, antes de serem entregues, passam por uma criteriosa avaliação técnica e pedagógica, feita por uma comissão formada por professores de várias universidades, para que não haja conceitos errados ou posicionamentos tendenciosos em relação à religião, estereótipos e outros temas polêmicos. Os livros são distribuídos pelos Correios e vão diretamente para as escolas.

http://www.paraiba.com.br | 23/01/201

Professor cria APP para incentivar leitura e escrita


As inovações fazem parte do projeto “O Celular como Ferramenta de Leitura e de Aprendizagem”, iniciado há quatro anos com alunos do nono ano do ensino fundamental da Escola Estadual Luiz Salgado Lima, no município mineiro de Leopoldina [MG].

Em agosto do ano passado – até então, era usado apenas o telefone celular -, o professor criou o aplicativo Acrópole APP para facilitar o acesso dos alunos aos textos e conteúdos por ele postados no blogue.

Funcionamento

O Acrópole APP permite a postagem de textos de diversos gêneros, com notícias, mapas e pinturas. “Todo tipo de documento que sirva como fonte histórica de leitura e pesquisa em nossas aulas“, ressalta o professor. As novidades tornaram as aulas mais atrativas.

Os estudantes passaram a ler mais e a registrar reflexões sobre os textos. “Muitas dessas reflexões são postadas no blogue e tornam os alunos produtores do conhecimento, na medida em que se posicionam e têm seus trabalhos publicados“, explica Rodolfo.

Segundo ele, o projeto atende diretamente cerca de 90 estudantes, mas todos os alunos podem baixar o aplicativo e usá-lo em sala de aula.

Resultados

De acordo com o professor, o blogue tem apresentado resultados expressivos, quantitativa e qualitativamente. O trabalho deve ser intensificado este ano, a partir das propostas de manter o blogue atualizado com postagens de qualidade e de aumentar a participação dos alunos nas atividades de manutenção.

Vamos dar continuidade à metodologia aplicada, mesclando aulas tradicionais com o uso das tecnologias da informação no ensino-aprendizagem“, ressalta.

Premiação

O projeto foi um dos finalistas da sétima edição do Prêmio Vivaleitura, na categoria 2, destinada a escolas públicas e particulares, o que deixou o professor orgulhoso. “Ficar entre os finalistas significa um reconhecimento, a coroação de um ano de trabalho muito feliz e produtivo“, afirma.

Ele revela que pretende dar prioridade ao desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais para formar alunos leitores, reflexivos e capazes de exercer a cidadania em uma sociedade democrática e plural. “Terei de fortalecer os planos de aula para que os alunos tenham objetivos e metas claras e exequíveis”, diz.

Graduado em história, com pós-graduado em ciências humanas, Rodolfo cursa especialização em cultura e história indígena na Universidade Federal de Juiz de Fora [UFJF].

Prêmio

O Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa dos ministérios da Cultura [MinC] e da Educação [MEC], coordenada pela Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Ciência e Cultura [OEI]. Pretende estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências que promovam a leitura.

São premiados trabalhos nas seguintes categorias: “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”; “Escolas Públicas e Privadas”; “Promotor de leitura [pessoa física] e “ONGs, universidades/faculdades e instituições sociais”.

Portal Brasil | Agrosoft Brasil | 19/01/2015

Escribo entra no mercado do livro didático digital


Uma tecnologia made in Pernambuco poderá ser acessada por 15 milhões de alunos a partir do próximo ano. A empresa pernambucana Escribo vai disponibilizar o livro digital junto com o livro didático de papel aos alunos das escolas públicas comprados pelo governo federal a duas grandes editoras, que detêm 25% do mercado do livro didático brasileiro. “Os alunos vão receber um voucher que dá direito a baixar o livro digital. Ainda não sabemos quantos estudantes e professores vão fazer isso”, explica o diretor presidente da Escribo, Américo Amorim. A Escribo é o novo nome da empresa D’accord que começou fazendo softwares para ensinar as pessoas a tocarem instrumentos em 2001.

O livro digital produzido pela Escribo tem o mesmo conteúdo do impresso, acrescentando um conteúdo interativo, que inclui jogos e simulações. “Customizamos o leitor digital com a cara da editora que é a nossa cliente. Fornecemos à editora mecanismos para acelerar a produção de conteúdo digital interativo com mais rapidez e menos custos”, diz Américo. A empresa investiu mais de R$ 1 milhão este ano na melhoria da plataforma do Livro Educacional Digital [LED] e contou com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos [Finep] do governo federal e do CNPq para desenvolver essa tecnologia.

A plataforma é complexa e inclui desde o software para a criação do livro até o sistema operacional usado pelo usuário. A plataforma faz a adaptação ao sistema operacional usado pelo usuário, tornando possível a leitura em vários sistemas, como o Linux, Android, IOS, entre outros. “Para as empresas, o custo de fazer essa adaptação seria alto, porque envolve o custo do desenvolvimento e o dos testes”, explica Américo.

A entrada da empresa no mercado de livros ocorreu aos poucos. Em 2010, começou a comercializar os livros impressos [dos alunos e dos professores] para auxiliar os softwares desenvolvidos com a finalidade de habilitar os mestres de artes a ensinar música. Hoje, seis prefeituras usam esse sistema.

A inovação é uma matéria-prima da Escribo que hoje concorre com uma empresa de São Paulo e com uma grande multinacional americana no mercado do livro didático digital brasileiro. “O nosso foco está mais nas escolas. É um mercado que está pipocando. A nossa ideia é que mais uma grande editora passe a usar a nossa plataforma”, conta Américo. Se isso ocorrer, a Escribo passará a ter 50% do mercado do livro digital didático no Brasil.

Ainda na época da D’Accord, a empresa ganhou os Prêmios Finep de Inovação em 2009 e 2012, além do Santander Inovação. “Isso foi muito importante para ter respaldo e conversar com empresas grandes. Geralmente, as corporações maiores têm medo de fornecedores pequenos e nordestinos”, afirma. Outro fator que contribuiu muito para o crescimento da empresa foi um aporte financeiro realizado pelo Criatec, o fundo semente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES].

A empresa espera registrar um crescimento entre 30% e 40% este ano e emprega 20 pessoas. O faturamento da Escribo no ano passado chegou a R$ 1,6 milhão. Desse total, 80% representam o livro digital e 20% os softwares que ensinam música.

A empresa nasceu dentro do Centro de Informática [CIn] da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE] com a ideia de fazer um software para ensinar as pessoas a tocarem violão. “Agora, somente a parte musical continuará com o nome da D’Accord, que passou a ser uma parte da Escribo. A palavra significa a pessoa que escreve em espanhol”, conclui Américo.

Jornal do Commercio Online | 23/11/2014

Livros em 2020


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 12/11/2014

Apesar de uma queda notável no número de participantes, festas com champanha e hors d’oeuvres, além do burburinho de livros, eu achei que este ano a Feira do Livro de Frankfurt foi mais inspiradora que nunca. O digital estava no ar [literalmente] já que livros didáticos conectados e startups de big data substituíram os fornecedores de serviços terceirizados nos Hotspots por toda Frankfurt Messe.

Vou mostrar algumas das tendências digitais que acho que vão transformar a palavra escrita nos próximos cinco anos.

Livros Didáticos “Context-Aware”
LearnFwd, uma empresa de tecnologia romena com sede em Londres deu incríveis saltos em sua plataforma de livros didáticos colaborativos no último ano. Todos os queixos de uma sala de conferência caíram quando seus próprios celulares foram conectados a uma sala de aula especial através de um livro no browser, simples de usar. LearnFwd é pioneira em uma tecnologia que eles chamaram de livros didáticos “context-aware”. Usando funcionalidades de padrões abertos como JavaScript e CSS, eles desenvolveram mais de 15 widgets ou “mix-ins” que você pode usar no HTML5 com um design receptivo [pense num ePub3 sem o envoltório]. Estes mix-ins transformam o conteúdo em um livro didático context-aware que sabe quando está numa sala de aula, que pode funcionar perfeitamente online e offline e que conecta as salas de aula [diretamente dentro do próprio livro]. Salva seu progresso, suas respostas, além de permitir trabalho em grupos. E tudo dentro do melhor “reader” do mundo: seu próprio browser. Realmente algo do futuro, mas com tecnologia de hoje.

Aprendizado Adaptativo
Apesar de que os Learning Management Systems [LMS] e SCORM já existem há anos, o uso deles se limitava a capturar respostas de testes e uso de estatísticas de uma forma bastante estática. Aquafadas, ao usar a próxima geração de SCORM, chamado TIN CAN ou API de Experiência está provando que o mundo não precisa ser desse jeito. Em Frankfurt, eles mostraram o aprendizado adaptativo, onde a experiência de leitura de um livro didático ou conteúdo educativo muda dependendo das entradas dos usuários. As possibilidades são literalmente infinitas, pois cada estudante pode aprender a seu próprio ritmo, ser desafiado segundo o nível apropriado dele e recompensado pelas respostas corretas. Ao mesmo tempo, a plataforma pode capturar dados sobre os padrões de aprendizado assim as escolas e as editoras podem adaptar as entregas de conteúdo, melhorando continuamente.

Grandes [e pequenos] dados
O Google Analytics já existe há anos. Mas só recentemente os fornecedores da plataforma alavancaram esta captura analítica tanto online quanto offline para que todos na cadeia de valor da indústria editorial pudessem se beneficiar. Alguns poucos fornecedores de apps de leitura começaram a abrir o acesso a estas chamadas estatísticas “big data” como a porcentagem de tempo gasto em um capítulo. Certamente as implicações destes dados são profundas já que também fornecem acesso a “small data” onde os resultados não são necessariamente anônimos e os dados do usuário final [quem lê qual livro] também podem ser expostos. Os riscos de tais posturas ficaram claras com o escândalo Adobe Digital Editions – onde padrões de leitura específicos de usuários eram enviados de volta em texto sem encriptação para um servidor centralizado. No entanto, o uso responsável pode fornecer informações importantes para a indústria de conteúdo, como a Kobo nos mostra aqui.

Animado? Eu estou. Vou apresentar estas tendências e os planos da Hondana para usá-las no Ciclo de Palestras do Centro de Inovação C.E.S.A.R em Recife nesta semana. No espírito da “captura de dados”, seu feedback é sempre bem-vindo! greg@hondana.com.br.

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 12/11/2014

Greg Bateman

Greg Bateman

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Sujeitos Leitores


Colégio paranaense promove série de entrevista com autores que estarão presentes em feira literária em novembro

O Colégio Medianeira, de Curitiba, mantém desde 2009, no YouTube, o canal Midiaeducação, que reúne quase 450 vídeos produzidos por alunos e educadores. Um dos destaques do canal é o projeto Sujeitos Leitores, uma série de entrevistas realizadas com pessoas de diferentes áreas, mas que, em comum, acreditam na importância de se ler literatura. O projeto, iniciado em 2011, já entrevistou quase 70 grandes leitores, entre eles Eliane Brum, Paulo Venturelli, Teresa Urban, Luís Henrique Pellanda, Thiago Tizzot, José Castello e o matemático Newton da Costa. Entre os dias 3 e 8 de novembro, os “sujeitos leitores” entrevistados em 2014 estarão presentes na FLIM [Festa das Linguagens Medianeira]: uma semana inteira dedicada à arte, na qual o Colégio abre suas portas para a comunidade com palestras, bate-papos, entre outras atividades. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

PublishNews | 31/10/2014

Era dos tablets transforma o momento da leitura para dormir


Nova York, EUA | O cachorrão da história “Clifford, o Gigante Cão Vermelho”, fica lindo no iPad. E tem um som ótimo – basta tocar na tela para que ele comece a arfar quando o caminhão azul aparece na cena. “Lá vai o caminhão!”, vibra o narrador. Mas será que isso conta como hora da história? Ou será só um momento para os pequenos brincarem com os tablets?

É uma pergunta a que os pais, pediatras e pesquisadores tentam responder agora que os livros infantis, assim como todos os outros, estão migrando para a mídia digital.

Durante anos, especialistas em desenvolvimento infantil vêm aconselhando os pais a lerem para os filhos com frequência, citando estudos que mostram os benefícios linguísticos, verbais e sociais da atividade. Em junho, a Academia Americana de Pediatria passou a orientar os médicos a indicar que os pais leiam para as crianças desde o nascimento, prescrevendo livros com o mesmo entusiasmo com que indicam vacinas e verduras.

Por outro lado, não recomenda o uso de monitores ou telas para crianças de até 2 anos, e não mais do que duas horas de tablets ou computadores por dia para as mais velhas.

Em uma época em que ler cada vez mais significa navegar por um dispositivo e lojas de aplicativos estão estourando com programas de leitura e jogos educativos destinados a bebês e crianças em idade pré-escolar, qual a orientação que os pais devem seguir? A resposta ainda não está totalmente clara.

Sabemos como as crianças aprendem a ler, mas não sabemos como esse processo será afetado pela tecnologia digital”, disse Kyle Snow, diretor de pesquisa aplicada da Associação Nacional de Educação Infantil.

Efeitos. Parte do problema é que esses dispositivos são muito recentes. Os tablets e leitores eletrônicos não são usados há tempo suficiente para que um estudo estendido possa revelar seus efeitos na aprendizagem.

Mas muitos estudos recentes sugerem que ler para uma criança utilizando um dispositivo eletrônico enfraquece a dinâmica que auxilia no desenvolvimento da linguagem. “Há um monte de interação quando você lê um livro para seu filho; você vira as páginas, aponta para fotos, comenta a história. Isso se perde um pouco quando o e-book é utilizado”, disse a pedriatra Pamela High.

Em um estudo de 2013, pesquisadores descobriram que crianças entre 3 e 5 anos cujos pais leem para eles em um livro eletrônico tinham uma compreensão menor do conteúdo da leitura do que as crianças cujos pais usam livros tradicionais. E disseram que, em parte, a razão disso é que pais e crianças usando um dispositivo eletrônico gastam mais tempo prestando atenção no objeto em si do que na história [uma conclusão compartilhada por pelo menos dois outros estudos].

Os pais literalmente seguravam as mãos das crianças e diziam: ‘Espera, não aperte o botão ainda. Vamos terminar isso aqui primeiro’”, disse Julia Parish-Morris, psicóloga do desenvolvimento do Hospital Infantil da Filadélfia e principal autora do estudo.

Os pais que usaram livros convencionais estavam mais propensos a se envolver no que pesquisadores de educação chamam de “leitura dialógica”, o tipo de conversa vaivém sobre a história e sua relação com a vida da criança, que a pesquisa mostrou ser fundamental para o desenvolvimento linguístico infantil.

Presença

Livros. Mesmo que a tecnologia se estabeleça como parte da infância, bons livros provavelmente não irão desaparecer tão cedo. Os pais percebem que há um componente emocional nos livros de histórias.

O Tempo | 28/10/2014 | The New York Times

Taubaté junta games e literatura


O 5o. Festival Ligação [Literatura Infantojuvenil, Games e Artes em ação] foi realizado entre 9 e 12 de outubro no sítio do Picapau Amarelo, em Taubaté. O evento é realizado pela Universidade de Taubaté [UNITAU], Prefeitura de Taubaté, pelo Instituto do Mundo, Games for Change e pela Universidade de São Paulo [USP], e tem o patrocínio da Campo Limpo Reciclagem e Transformação.

Na tenda dos Autores, foi realizada a roda de conversa “Gestar não é parir”, com os grupos Clarear, Do ventre ao peito e Sementeira do nascer. Já na sala de Cinema, em parceria com o SESC, foi exibido o filme “IEP”, e a Tenda de Oficinas contou com a presença da Biblioteca Móvel da SETUC.

Elaine Peloggia, que visitou o evento, comentou sobre o Ligação. “A programação está fantástica, meus filhos estão amando principalmente a biblioteca.

Estamos adorando tudo, meus filhos e eu vamos ficar aqui até a tarde só para aproveitar todas as programações”, acrescentou Guilherme Tavares, que também participou do Ligação.

A coordenadora do evento e responsável pelo sistema de bibliotecas da UNITAU, Márcia Ribeiro, falou sobre a programação. “Serão mais de 50 atrações e todas as escolas municipais e privadas foram convidadas. O evento vai até domingo, e espero que a população venha comemorar com a gente o dia das crianças”, finalizou.

UNITAU | Blog do Galeno | Edição 371 | 24 a 30 de outubro de 2014

Editora lança plataforma de educação


Vivaz, a plataforma ‘gamificada’, é destinada a alunos dos primeiros anos do Ensino Fundamental

 

Em outubro do ano passado, quando Michel Levy [ex-Microsoft] assumiu o cargo de CEO da Saraiva, a gigante da Av. Henrique Schaumann sinalizava que, dali em diante, suas investidas em tecnologia seriam cada vez mais frequentes. Não demorou muito para que a Saraiva lançasse seu e-reader proprietário, o LEV. Agora, a empresa acaba de anunciar a expansão do seu portfólio de soluções de aprendizagem digital, com o lançamento da Vivaz, o game do conhecimento, plataforma digital direcionada ao Ensino Fundamental [1º ao 5º ano]. A ferramenta, desenvolvida em parceria com a startup Tamboro, permite que seus conteúdos sejam adaptados às necessidades individuais de cada estudante, direcionando sua trajetória dentro do jogo de acordo com seu desempenho. “Estamos dedicados à criação de soluções criativas e efetivas com o propósito de levar a tecnologia para dentro da sala de aula. Acreditamos que Vivaz tem o potencial de impulsionar o ensino com sua plataforma ‘gamificada’, entre outros motivos, porque promove maior engajamento dos alunos nos estudos”, afirma Maurício Fanganiello, vice-presidente de Negócios Editoriais da Saraiva. “Nosso negócio vai muito além da venda de livros. Nós criamos e distribuímos conteúdo, tecnologia e serviços, que podem estar disponíveis em qualquer dispositivo e formato, e acessíveis a qualquer hora e qualquer lugar”, completa Maurício.

Relatórios gerados em tempo real permitem aos educadores acompanharem o desempenho de cada um de seus alunos, da classe, da escola e até de uma rede de colégios. Os pais também podem acompanhar o desenvolvimento dos filhos, mas sem interferir no desenvolvimento das atividades. Essa função é exclusiva dos professores. No banco de dados da Vivaz, estão mais de 10 mil questões nas principais áreas do conhecimento: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Geografia e História. Neste primeiro momento, a plataforma está disponível para usuários das coleções Prosa e Português Linguagens, 1º ao 5º ano, editadas pela Saraiva.  Em breve a oferta será ampliada ao catálogo disponível. Para apresentar a ferramenta, a Saraiva colocou em seu canal do Youtube um vídeo explicativo. Para acessá-lo, é só clicar aqui.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 22/09/2014

Projetos de lei incentivam adoção de livros digitais


eBook. Livro eletrônico. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

eBook. Livro eletrônico. Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Atentos aos avanços tecnológicos na educação, os senadores têm apresentado projetos que incentivam o uso de livros eletrônicos nas escolas. Além de estender ao formato os benefícios fiscais já oferecidos ao livro de papel, as propostas também visam garantir o acesso de alunos da rede pública a esse tipo de conteúdo.

Pesquisas recentes reforçam as vantagens da leitura digital no aprendizado. Estudo da universidade norueguesa de Stavanger sobre o uso do livro eletrônico revelou que a compreensão do texto é praticamente a mesma de quem faz a leitura no papel. Outra pesquisa, realizada nos Estados Unidos, com estudantes disléxicos revelou uma melhora na compreensão do texto e na velocidade da leitura feita na tela. O livro eletrônico, em geral, também permite ajustar o tamanho e o tipo da letra.

A leitura digital pode ser feita em e-readers, tablets, computadores ou até smartphones, por meio de aplicativos próprios. No ano passado, os livros eletrônicos representaram em torno de 2,5% do faturamento do mercado editorial brasileiro.

Tributos

Projeto que equipara, na legislação brasileira, os livros eletrônicos aos impressos [PLS 114/2010], do senador Acir Gurgacz [PDT-RO], aprovado em caráter terminativo na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado [CE] em 2012, aguarda votação na Câmara. O objetivo é alterar a Política Nacional do Livro [Lei 10.753/2003] para garantir aos conteúdos [e-books] e equipamentos de leitura digital [e-readers] os mesmos benefícios tributários do livro impresso. De acordo com a Constituição, os livros são livres de impostos.

A imunidade tributária para livros e leitores eletrônicos também tem sido discutida na Justiça. O assunto já chegou ao Supremo, no Recurso Extraordinário 330.817, onde é relatado pelo ministro Dias Toffoli.

Educação

No Senado tramitam dois projetos de iniciativa do senador Cícero Lucena [PSDB-PB] para estimular o desenvolvimento de aplicativos para tablets e aumentar o uso dessa tecnologia no aprendizado escolar.

O PLS 394/2012 propõe a redução a zero das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e para o Financiamento da Seguridade Social [Cofins]  sobre a receita da venda a varejo de softwares educacionais e livros eletrônicos para utilização em tablets. A matéria aguarda parecer do relator, senador Delcídio do Amaral [PT-MS], na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática [CCT].

PLS 109/2013 determina o fornecimento de tablets aos estudantes das escolas públicas de educação básica até 2023. Cícero Lucena argumenta que os aparelhos têm “enorme potencial pedagógico” e devem se tornar objeto da atenção das políticas públicas de educação. Para o senador, o livro didático e o caderno continuam a ter o seu papel no processo educativo, mas as inovações nesse campo “não devem constituir privilégio de poucos”.

– A dimensão da minha proposta é a da inclusão, para que as pessoas sem acesso a esse conteúdo eletrônico possam passar a usar o tablet como ferramenta obrigatória na escola. E ainda há o ganho ecológico desse equipamento contra a produção do livro de papel e todas as suas consequências para o meio ambiente – explica o senador.

O projeto tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte [CE], onde tem voto favorável do relator, senador Cristovam Buarque [PDT-DF], com duas emendas que estabelecem a capacitação dos professores e a avaliação dos alunos que usam o equipamento.

Questão de tempo

Cristovam Buarque entende que as crianças preferem os livros eletrônicos e devem ter professores preparados. Ele próprio tem mais de mil livros arquivados em seu tablet.

– Eu, pessoalmente, já começo a preferir ler no tablet. Sublinho mais fácil, jogo nota para o final, é muito mais prático. Ler no papel é a mesma coisa de voltar a usar o papiro depois de Gutenberg – compara.

Para o presidente da Comissão de Educação, senador Cyro Miranda [PSDB-GO], é apenas “uma questão de tempo” até que se vençam as últimas resistências à leitura eletrônica.

– A oferta do papel sempre vai existir, por determinado apego que a pessoa tem, mas acho que nós temos que quebrar paradigmas. Os livros já estão disponibilizados em bibliotecas eletrônicas. É uma ferramenta muito importante o tablet nas escolas para as novas gerações; isso vai tomar conta – prevê.

Agência Senado | 19/09/2014, às 14h06

O uso de livros digitais nas salas de aula brasileiras


Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 19/08/2014

Na semana passada, ajudei a administrar uma pesquisa com quase 100 diretores, professores e coordenadores de escolas particulares sobre livros digitais na sala de aula. Os resultados foram surpreendentes, mesmo para um entusiasta digital como eu. Se você está envolvido em edição de livros educativos, não pode deixar de ler isso.

A maioria dos participantes estava focado no ensino fundamental e ensino médio com 80% deles trabalhando em escolas entre 500-10 mil estudantes (nove participantes lideravam escolas maiores de 10 mil alunos). Um número incrível, ao redor de 66%, já estava usando e-books nas salas de aula com menos de 3% que não conheciam a mídia. Apesar de toda a discussão sobre os objetos de aprendizado digital, animações, interatividades e multimídia, o recurso mais importante para os educadores era “busca” – uma funcionalidade padrão em quase todas as plataformas de e-book (exceto nos sistemas que simplesmente dão suporte a uma “imagem” da página impressa).

Quanto os educadores acham que este conteúdo é valioso? Acima de 23% pagariam o mesmo ou maispelo conteúdo digital. A maioria disse que pagaria um pouco menos que a versão impressa do livro, validando a prática comum de que o e-book deveria ter um desconto valendo ao redor de 70% do custo do impresso. Quando perguntamos quais livros eles queriam em versão digital, recebemos uma lista que incluía metade de livros das cinco maiores editoras educativas, mas a outra metade era uma seleção diversa de publicações de editoras médias e pequenas. Muitos estavam exigindo bons e-books para o aprendizado a Língua Portuguesa.

Uma tendência central que vimos foi que, devido à falta de conteúdo disponível no Brasil, muitos coordenadores educacionais estão começando a criar seu próprio conteúdo com ferramentas como iBooks Author, sem paciência para esperar que as editoras atuem.

Interessado em saber mais sobre a pesquisa? Estarei na Bienal do Livro nos dias 22 e 25 e seria ótimo tomar um café com você. Posso ser encontrado em greg@hondana.com.br.

Por Greg Bateman | Publicado originalmente em Publishnews| 19/08/2014

Greg Bateman

Greg Bateman

Greg Bateman, expert em tecnologia e empreendedor do negócio de e-books, é conhecido pelo seu envolvimento na criação de produtos extremamente bem-sucedidos, como os smartphones da Samsung e o Kindle, da Amazon. Na Vook, ele desenvolveu uma eficiente cadeia de produção de centenas de e-books por semana. Greg, que nasceu nos Estados Unidos, viveu nove anos no exterior, onde intermediou várias parcerias envolvendo Coreia, China, Japão e EUA. Hoje mora no Brasil, em São Paulo. Ele é pesquisador visitante da Universidade de Tóquio, tem duas graduações pela Universidade da Califórnia em Berkeley [engenharia elétrica/ciência da computação e literatura japonesa] e um MBA pela Columbia Business School.

A coluna E-Gringo discute a fundo o negócio e o lado técnico dos e-books a partir de uma perspectiva global. Às quartas-feiras, quinzenalmente, ela vai apresentar plataformas e tendências do mundo todo e, claro, do Brasil. Para enviar comentários, escreva para greg@hondana.com.br .

Livros digitais nas escolas brasileiras


Google, iba e Árvore de Livros também poderão distribuir livros digitais

O caso MEC feat. Amazon iniciado no meio de março com o anúncio feito pela varejista como escolhida para distribuição de livros digitais às escolas brasileiras tem novos personagens. Já era sabido que a Saraivatambém tinha disto escolhida para a hercúlea missão de levar os livros digitais a alunos e professores da complexa rede pública de ensino brasileira. Agora, está confirmada a seleção do Google, do iba e da Árvore de Livros no páreo.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/04/2014