Pesquisa mostra situação dos eBooks no Brasil


As 30 editoras que mais oferecem títulos respondem por metade da oferta no país

Desde que a venda comercial de e-books começou no Brasil, em fins de 2009, o número de livros digitais em português sempre foi escasso – nunca passando de alguns milhares. Ao que parece, a situação está mudando.

Simplíssimo realizou uma pesquisa no mês de janeiro para apurar dados atuais sobre a oferta de e-books em português, a composição dos catálogos, os formatos disponibilizados, principais gêneros disponíveis, entre outras informações. Foram consultados os sites das principais livrarias que oferecem e-books em português [Gato Sabido, Saraiva, Cultura e Amazon], no dia 20 de janeiro, e relacionados os títulos efetivamente disponíveis aos consumidores. As informações são públicas e podem ser verificadas de forma independente por qualquer pessoa interessada.

Como contexto para esta pesquisa, convém recordar rapidamente a trajetória da venda de e-books no Brasil. Em dezembro de 2009, havia cerca de 300 e-books em português à venda na livraria Gato Sabido, à época da sua estreia. A Gato abriu as portas logo após o Kindle passar a ser vendido internacionalmente pela Amazon, em outubro de 2009. Logo depois, entre março e abril de 2010, Saraiva e Cultura aderiram à venda de e-books, mas as editoras não sentiram pressa em aderir aos livros digitais. O reflexo disso se verificou no ano seguinte, em abril de 2011, quando havia somente de dois e três mil e-books em português, segundo os números fornecidos pelas livrarias.

Passados agora dois anos da “chegada” do e-book ao Brasil, a situação mudou definitivamente. O volume de livros digitais em português mais que triplicou nos últimos meses.

Os dados obtidos mostram o cenário real sobre os e-books no Brasil. Em 20 de janeiro de 2012, a livraria brasileira com a maior oferta de e-books era a Gato Sabido, com 7.292 títulos em português. A Xeriph [distribuidora de e-books e empresa “irmã” da Gato Sabido] reúne mais títulos que a Saraiva, a maior rede de livrarias do país. O leitor irá notar que a Livraria Cultura não aparece no gráfico. Muitos títulos em português apareciam misturados aos estrangeiros, e essa segmentação incorreta não permitiu contar com precisão a oferta em português.

É importante ressaltar que a maioria dos títulos disponíveis na Amazon não está disponível nas demais livrarias. Ao que parece, ainda são bem poucas as editoras que oferecem conteúdo na Amazon, e os títulos em geral são de domínio público ou publicados diretamente por autores.

Analisando a oferta de e-books pelas dez editoras que mais publicam em formato digital e comparando a distribuição entre as livrarias, salta aos olhos a discrepância. Os catálogos diferem, às vezes radicalmente, de livraria para livraria. Algumas editoras aparentam dar exclusividade a uma livraria, outras até estão presentes em todas, mas restringem a oferta de títulos nesta ou naquela.

Considerando que a Amazon possui um catálogo de e-books diferenciado das outras livrarias, e que as livrarias brasileiras não oferecem as mesmas obras entre si [haja visto os desvios na oferta de títulos das editoras em cada livraria], é possível afirmar que há pelo menos 11 mil e-books em português disponíveis. Talvez um pouco mais, mas seguramente 11 mil e-books.

As dez maiores editoras brasileiras em oferta de e-books somam, juntas, 4.086 e-books. Representam, portanto, mais de 1/3 dos e-books em português disponíveis. Se ampliarmos o quadro e considerarmos as 30 editoras que mais oferecem e-books, elas respondem por metade dos títulos em português.

Por Eduardo Melo | Publicado originalmente em PublishNews | 10/02/2012

Eduardo Melo é diretor do site Revolução Ebook e fundador da Simplíssimo Livros. Trabalha com e-books desde 2007, quando fundou a ONG Editora Plus. Também é graduado em História e mestre em Letras. E-mail: eduardo@simplissimo.com.br

Brasileiros descobrem livros digitais durante a Bienal


Leitores têm o primeiro contato com o novo formato de leitura durante o evento

Muitas pessoas que andavam pelos corredores da Bienal do Livro ontem, em São Paulo, se depararam com um espaço com diversos leitores de livros digitais e tablets em exposição. Muitos se aproximavam dos aparelhos, olhavam os detalhes cuidadosamente e, só depois, decidiam tocá-lo. “Já li sobre o assunto, mas nunca vi nenhum ao vivo”, diz Vanderson Aranha, 26, que é contador de histórias na cidade de Americana, interior de São Paulo.

Bienal do Livro: leitores se encontram pela primeira vez com e-readers

Tanto os leitores de livros digitais [e-readers] como os tablets permitem que o usuário armazene e leia milhares de arquivos de livros digitais [e-books]. Assim, em vez de carregar diversos livros, o usuário só carrega o dispositivo e pode ler em qualquer lugar.

Qualquer visitante da Bienal do Livro pode experimentar os aparelhos no Espaço Digital, onde a Imprensa Oficial colocou quase 30 dispositivos, entre eles o Kindle, da Amazon; o Reader, da Sony; o Cool-er, vendido pela Gato Sabido no Brasil; e o iPad, tablet da Apple.

Muitas empresas já vendem e-readers em outros países há alguns anos [o Kindle, por exemplo, foi lançado nos Estados Unidos há cerca de três anos], mas poucas pessoas conhecem essa nova forma de ler no Brasil. “Vim à Bienal para conhecer esses aparelhos para ler livros digitais, porque eles estão sendo mostrados pela primeira vez aqui, né?”, diz Mário Milani, 60, diretor de uma livraria na cidade de Marília, no interior de São Paulo.

A tecnologia é muito nova”, diz Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro. Para ela, o livro digital terá que se tornar tão prático para manusear e com preço tão atrativo quanto do livro impresso, para que os consumidores optem pelo novo formato.

Sobrevivência

Em outros países, a situação é diferente. Muitos leitores estão trocando os exemplares impressos de livros por esses aparelhos. Em julho, a Amazon, uma das maiores livrarias virtuais do mundo, anunciou que já vende mais livros digitais do que impressos. No segundo trimestre de 2010, para cada 100 livros impressos, a livraria vendeu 143 livros digitais. O ápice foi em junho, quando vendeu 180 livros digitais a cada 100 impressos.

Jean Paul Jacob, da IBM: Jornais acabarão antes que os livros impressos

É por isso que há quem diga que o livro impresso será substituído em breve pelos livros digitais. Em palestra durante o Fórum Internacional do Livro Digital realizado na semana passada, Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM, afirmou que os jornais impressos desaparecerão antes dos livros impressos. “Em 2017, ninguém mais lerá jornais impressos nos Estados Unidos.

No Brasil, será um pouco mais difícil, diz Rosely, da CBL. “O livro impresso está bastante arraigado na nossa cultura e continuará existindo.” O livro digital, no entanto, terá seu espaço, principalmente entre os jovens. “Trata-se de mais uma alternativa de acesso à leitura.” Lívia Ronchi, 17, por exemplo, baixa muitos e-books, por causa do vestibular. Apesar da tentativa, ainda não troca o impresso. “Comecei a ler ‘Vidas Secas’ no computador, mas meus olhos ficaram irritados, então minha mãe comprou o livro impresso.

Desafios do mundo digital

Como existem diversos tipos de aparelhos e de formatos de arquivos para e-books, por enquanto, esses aparelhos são mais acessíveis aos usuários frequentes de tecnologia. “Diferentes opções criam barreiras psicológicas para os consumidores, que têm medo de tomar uma decisão errada ao optar por um aparelho que não oferece conteúdo suficiente”, diz Youssef Mourad, CEO da Digital Pages.

A falta de livros em português no formato digital é outro aspecto que os interessados em comprar um e-reader devem observar. Cerca de 98% dos livros digitais ainda estão em inglês. “Não adianta ter o aparelho, se não existirem livros que você possa ler”, alerta Eduardo Melo, fundador da Editora Plus.

Por Claudia Tozetto | Publicado originalmente em iG | 18/08 – 11:51hs

E-books: saiba mais sobre vantagens, incertezas e o mercado


Diversos dispositivos estão no mercado - e outros mais devem chegar

Quem quer mesmo ler um livro em formato digital pode hoje escolher entre uma série de diferentes dispositivos que permitem sua leitura. Alguns são bastante especializados e se concentram na experiência de leitura, como o Kindle, da Amazon e o Nook,da Barnes & Noble, com tela de e-Ink, que não emite luz e traz mais conforto visual.

Há ainda outros dispositivos que, não sendo nativamente e-readers, foram adaptados à leitura dada a sua portabilidade, como por exemplo celulares de tela ampla, como o iPhone, players como o iPod Touch ou até mesmo games portáteis, como o Nintendo DS.

Por fim, também existem os tablets, grandes estrelas da tecnologia de consumo em 2010. Com o iPad como carro-chefe, os tablet, entre suas centenas de funções, também servem ao propósito da leitura. E não esqueçamos do bom e velho computador pessoal, seja ele desktop, laptop ou netbook, que pode ter a tela ajustada para um brilho mínimo de modo a permitir a leitura por um longo período evitando o cansaço visual.

Quem possui netbooks também pode seguir uma dica do Lifehacker [pelo atalho http://tinyurl.com/ycjryuv%5D e inverter a posição da tela, permitindo a leitura de e-books com o dispositivo na vertical, o que pode ser um pouco mais confortável, já que evita o excesso de rolagem.

As vantagens da leitura em livros digitais
O mais bacana de tudo isso é que o leitor jamais será surpreendido com um “estoque esgotado” numa loja de e-books. Não tem essa: os livros estarão sempre disponíveis, até nos momentos mais inconvenientes – como quando você lembra de madrugada que precisa entregar aquele trabalho no dia seguinte.

Eles podem ser levados para quase qualquer lugar sem pesar na sua bolsa ou mochila, permitem anotações e marcações de página e o melhor: eles têm mecanismos de busca internos, recurso indispensável para qualquer pesquisador ou estudante. Ou seja, nada de gastar horas folheando livros, artigos e páginas e mais páginas de anotações em busca daquele trecho que você gostaria de citar em sua pesquisa.

Os e-books ainda podem ser mais baratos que as publicações impressas, já que a sua distribuição é feita pela internet e não há necessidade de gasto de matéria prima e mão-de-obra para cada uma das suas unidades. Há quem diga também que os e-books são mais ecológicos, já que economizam a enorme quantidade de papel utilizada para imprimir os diversos títulos produzidos anualmente.

No entanto, isso ainda é um assunto espinhoso, já que não há contabilização da energia gasta em todo o processo e muito menos do impacto ambiental da fabricação e posterior descarte dos aparelhos.

Os ambientalistas ainda são um tanto descrentes em relação à sustentabilidade dos e-books. Isso porque, apesar de preservarem diversas árvores ao não fazerem uso de papel, os livros eletrônicos são responsáveis por uma senhora pegada de carbono na sua produção, e ainda têm o inconveniente de o descarte dos aparelhos não ser suficientemente eficiente. Assim, para alguns, o uso de papel feito de madeira de reflorestamento, ou aquele desenvolvido a partir de materiais reciclados, seria ainda uma alternativa mais ecologicamente correta.

Além disso, os mais céticos em relação às tecnologias temem pela durabilidade das obras disponibilizadas em formato digital, já que as mudanças de tecnologia e/ou bugs nos aparelhos podem facilmente colocar a perder grandes contribuições da literatura por um simples procedimento equivocado. Para as editoras, um dos grandes empecilhos na implementação em larga escala dos e-books é a questão da pirataria, e elas também enfrentam o dilema do valor a ser cobrado por um livro digital.

Caso as editoras escolham baratear muito o preço de capa de seu catálogo de e-books, podem acabar desvalorizando as obras, que passam a ser desinteressantes na percepção do próprio leitor. Se elevarem demais o valor dos e-books, correm o risco de serem largamente pirateadas, vendo seu material sendo distribuído de forma ilegal rede afora. É o caso, por exemplo, de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, que recentemente se viu compelida pelas circunstâncias a editar versões digitais da famosa série do bruxinho, sob pena de ver o seu conteúdo largamente pirateado – há cinco anos, ela se recusava a permitir a difusão dos livros de Harry Potter em formato e-book.

Afinal de contas, como destaca o site TechDirt, oferecer uma versão oficial não acaba com as cópias ilegais, mas não oferecê-la impede a obtenção de renda advinda de uma versão oficial. O site lembra que os fãs da série acabaram construindo uma versão digitalizada de um dos livros a partir de um esforço comunitário para escanear o texto com a tecnologia OCR, e o e-book pirata estava online cerca de 12 horas depois do lançamento oficial do livro físico.

Entre os defensores da privacidade também há receio, já que ainda existe um controle muito grande por parte das empresas fabricantes de e-readers e das lojas distribuidoras de e-books sobre os dados de leitura dos clientes e seus livros. Há pouco tempo, a própria Amazon removeu dos Kindles de seus usuários, de forma remota e sem aviso prévio, cópias do livro 1984, de George Orwell, que tinham sido adquiridas pelos leitores.

No Brasil, os passos ainda são lentos
O mercado brasileiro ainda é bastante incipiente. Ele começa, aos poucos, a dar seus primeiros passos, com alguns projetos em andamento, mas ainda sem sucesso editorial. Entre as livrarias e editoras que se propõem a publicar ebooks, a Cultura, a Saraiva e Editora Gato Sabido são alguns exemplos.

Mais recentemente, seis grandes conglomerados editoriais – Objetiva, Record, Rocco, Sextante, Planeta e Intrínseca – se reuniram para formar a Distribuidora de Livros Digitais [DLD], uma plataforma de armazenamento e comercialização de e-books, primeira iniciativa do gênero em terras tupiniquins. Apesar da DLD não oferecer os livros diretamente ao consumidor final – trata-se de uma empresa B2B – ela pode sinalizar um amadurecimento do mercado em relação aos livros digitais.

Mesmo sendo a primeira, essa não é a única iniciativa no país: a Jorge Zahar tem planos para uma plataforma própria de livros digitais, a Xeriph, e além dela, existem no Brasil editoras especializadas no desenvolvimento de e-books, bem como em sua conversão para o ePub, o formato agora universal.

Outra proposta estimulante é da Editora Plus [Projeto para o Livre Uso do Saber], que tem como propósito derrubar as barreiras que separam as pessoas do conhecimento. O projeto publica e-books e artigos em formato digital, sempre gratuitos. Desde 2008, quando foi fundada, a Editora Plus já publicou mais de 40 títulos, entre artigos científicos e clássicos literários, e em seu curto tempo de vida foi a primeira editora do Brasil a publicar livros em ePub e em formato para celulares, quando tudo era ainda novidade no país.

A iniciativa da DLD é interessante por dar a cara a tapa. O mercado editorial estava muito ressabiado em apostar em uma iniciativa que pode, de repente, perder força, e as editoras todas estavam esperando que alguém desse o primeiro passo. Com a junção de grandes grupos editoriais, todas vão dar o mesmo passo, juntas, o que pode ser uma boa notícia para o mercado brazuca.

No entanto, ainda há muito chão até que esse mercado se consolide e para que tenhamos uma boa variedade de e-books no país. Ednei Procópio, membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL] e especialista em livros eletrônicos, acredita que ainda é necessário fixar um formato de arquivo convergente – apesar do ePub ser oficial, muitos leitores têm seus próprios formatos -, incentivar a vinda e a criação de aparelhos leitores de e-books para o Brasil, além de oferecer uma maior quantidade [e qualidade] de “livrarias e bibliotecas eletrônicas”.

“A oferta de conteúdo pago, de qualidade, ainda é pequena, embora haja bibliotecas digitais oferecendo ‘frebooks’ [e-books gratuitos], mas sem a qualidade editorial necessária”, explica ele.

Para que o mercado editorial digital no Brasil ganhe força, será preciso que as editoras topem o desafio de encarar um modelo de negócio completamente diferente do que já conhecem. “Falta um modelo de negócio que visualize principalmente o leitor final, o consumidor, o usuário. Falta trocar o ‘achismo’ por profissionalismo. E falta a convergência entre hardware, software e conteúdo, três itens essenciais, sem os quais o mercado de livro digital não poderá trafegar”, pontua Procópio.

E o mercado internacional?
Como é sabido e notório, fora do Brasil o acesso a leitores eletrônicos como Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes & Noble [e tablets que podem ser usados para esse fim, como o iPad, da Apple] é mais fácil: são muito mais baratos de adquirir.

Recentemente, para acirrar a competição com o iPad [que é multifunção], Kindle e Nook [praticamente mono-função] baixaram seus preços – US$ 189 e US$ 149 respectivamente. Mas não chegam ao Brasil por menos de R$ 500 [quando chegam].

Durante a apresentação do iPhone 4 na WWDC, no início de junho, Steve Jobs fez questão de ressaltar alguns números da iBookStore, loja de ebooks para iPad, que surpreenderam muita gente: foram 5 milhões de downloads de e-books em apenas 65 dias. A nota de Jobs, que empolgou muita gente, não entrou em muitos detalhes sobre que tipos de e-books teriam feito mais sucesso entre os usuários. “Existem diversos livros grátis dentro da plataforma, então a gente precisa verificar se foram 5 milhões de livros digitais baixados, incluindo [ou não] freebooks “, ressalta Procópio.

Ainda assim vale lembrar que esse frenesi todo por edições eletrônicas pode ser, na verdade, momentâneo. “A vontade das pessoas de experimentarem o ‘novo’ e a curiosidade para ler um livro no iPad certamente contribuíram para esse número”, diz Eduardo Melo, um dos sócios da Simplíssimo, empresa brasileira com experiência internacional em vendas de e-books, sobre os números apresentados por Steve Jobs.

Estatisticamente, o sucesso da literatura eletrônica no mercado internacional tem se mostrado grande – no último Natal, a Amazon vendeu mais e-books para Kindle do que livros físicos. Uma pesquisa recente da Association of American Publishers revelou que as vendas de livros digitais teve um crescimento de 251,9% em relação ao ano anterior, enquanto a taxa de crescimento das vendas de livros físicos ficou em meros 8%.

A tendência é de que nos próximos anos os e-books se tornem ainda mais populares. Acadêmicos e estudiosos em geral veem nos leitores eletrônicos a possibilidade de adquirir, sem frete e sem espera, títulos que não estão disponíveis no local onde residem fisicamente. Novos leitores de e-books, mais modernos, potentes e, quem sabe, mais baratos, devem ser desenvolvidos, com mais usabilidade e portabilidade.

“Este ano os editores e os leitores estão aprendendo sobre o e-book. Algumas editoras estão começando a entrar no mercado, mas converter o próprio catálogo [para o meio eletrônico] requer tempo e isto indica que teremos uma boa quantidade de conteúdo no início do próximo ano”, prevê José Fernando Tavares, sócio da Simplíssimo. “2011 vai ser o ano”, emenda Eduardo Melo. “Teremos um mercado partindo para a consolidação, com modelos mais claros e definidos, tanto para as empresas como para os leitores”, palpita.

A movimentação que estamos vendo hoje parece ser apenas a ponta do iceberg de toda uma nova indústria editorial digital. Que as editoras nos ouçam! Queremos e-books!

Terra | Tecnologia | 08 de julho de 2010 | 17h26 | PorJACQUELINE LAFLOUFA