Kindle Store chega à Alemanha


E passa a abrigar o maior catálogo de livros digitais do país

Kindle Store

Ao começar a vender e-books na Alemanha na semana passada, a Amazon se tornou, instantaneamente, a maior e-bookstore daquele país.

Já na inauguração, a livraria virtualdisponibilizava 250 mil títulos, sendo que alguns deles, sobretudo clássicos alemães, podem ser baixados gratuitamente.

A empresa também está de olho nos autores independentes e anunciou que seu projeto Kindle Direct Publishing [KDP] está disponível lá. Uma das vantagens para quem optar por essa forma de publicação é o recebimento de 70% de direito autoral.

PublishNews | 26/04/2011

Mercado do ebook parece não caminhar no Brasil. E em portugal? O que está acontecendo?


Sabe-se que mercado americano de E-books que vem crescendo, enquanto que o brasileiro tem pouca boas iniciativas e ainda não sai do lugar, ou seja, é mais fácil encontrar em livrarias de e-books [as ebookstores] brasileiras livros em língua inglesa. Faça o teste! Entre na “Gato Sabido”, “Cultura”, “Saraiva” e reparem a maior presença de livros em língua inglesa em nossas lojas de livros eletrônicos.

O livro em papel no Brasil convive com o ebook, mas sem sentir-se ameaçado. Claro que existe o medo daqueles que amam e consideram apenas o livro se estiver de forma impressa, porém, até agora não há nenhuma grande ação que atrapalhe o caminho do impresso, a não ser em obras raras [e antigas] cada vez mais digitalizadas, contudo, esta ultima situação é vista como forma de levar o livro a todos! Mas porque uma obra atual digital não seria? Mas e a nossa mesma língua portuguesa em sua terra nativa, em Portugal? Como anda este mercado por lá?

Abaixo o trecho de uma matéria feita pela Tvi24, de Portugal.

“Ler é como rir; é dos melhores remédios para a alma. Os livros em papel são aos milhões, mas a era que agora se inicia pertencerá aos livros electrónicos, os chamados e-books. É pelo menos isso que se espera, sem que roubem no entanto o lugar conquistado pelo formato tradicional. Constituirão antes uma nova experiência? Ou uma alternativa? Afinal, o que é que aí vem?

Está a decorrer desde o dia 24 – e até esta quarta-feira – o Digital Book World 2011, em Nova Iorque, precisamente com e-books em cima da mesa de discussão. Google, Amazon, National Geographic, Disney Publishing Worldwide e New York Public Library são apenas alguns nomes do extenso leque de presenças neste evento.”

Mas o mais interessante são os questionamentos e suas respostas sobre o futuro do livro em papel, questões sobre o mercado como nas questões abaixo:

Editoras portuguesas estão preparadas?

Novas tecnologias podem comprometer vendas em papel?

Pirataria: e se o negócio sair furado?

A resposta para elas você poderá ler no link http://www.tvi24.iol.pt/media-e-comunicacoes/e-books-livros-livros-digitais-tablets-e-readers-agencia-financeira/1228457-5239.html

Para quem leu a matéria verá que as coisas não estão muito diferentes das existentes em nosso mercado. Editoras se preparando quase que eternamente, se considerarmos o tempo de tecnologia e não o tempo real. O medo esta na pirataria, mas a pressão vem do público, ou melhor, dos dispositivos. Aliás, este é um ponto importante a ser discutido: Os livros estão sendo preparados para uma geração que deseja o ebook, o digital, ou para o dispositivo, apenas pelo fato de ele estar no mercado. No caso do tablet, que atualmente vem sendo mais comentado que o ereader, nem temos muita variedade de modelos no mercado, por mais que a promessa seja de muitos dispositivos para 2011, como pudemos ver na CES2011.

No Brasil até mesmo já podemos perceber um incentivo neste primeiro mês de governo da Presidenta Dilma Rousseff e até comentamos no Bibliotecno. O Ministro das Comunicações Paulo Bernardo falou em incentivo para a redução do custo dos tablets no Brasil, e da vontade de usar este dispositivo como meio de inclusão digital.

Mas e o público, voltamos novamente a este ponto, está preparado, deseja o ebook? Estranho ver este questionamento vir de um blog que fala sobre tecnologia, porém, é importante atentar para este ponto, pois, se houver apenas os dispositivos não adianta a produção de vários títulos de ebooks, ou seja, seria necessário preparar o leitor para o mundo digital. Há interesse das editoras nisto? Ou mais ainda: As editoras estão realmente pensando, engajadas, no ebook como o futuro? Ou falar em se preparar no Brasil, em Portugal, significa forçar ao máximo o leitor ao papel e se não der certo partir para o Ebook?

A verdade é que vivemos realidades muito diferentes ao que se vem criando nos Estados Unidos, onde o Ebook parece tomar o caminho do gosto do leitor e já começa a enfraquecer [muito pouco ainda, é bom frisar] o livro em papel. Aqui, a criação de livrarias de ebooks com muitos títulos em inglês e poucos em português pode significar enfraquecer o negócio do ebook! Exceto para aquelas que são dedicadas apenas ao livro eletrônico e acabam tendo dificuldades de ampliar o espaço do livro eletrônico, já que as grandes estão envolvidas, e até bem resolvidas, no negócio do impresso. Só o tempo dirá o que pode ocorrer.

Texto escrito por Alex da Silveira | Publicado originalmente em Bibliotecno | 26/01/2011

Como misturar e-books com acarajé e um pouco de chimarrão


O mundo digital não tem fronteiras e a grande revolução do e-book está na logística e distribuição dos livros. A maior prova disso é a mais recente livraria digital do mercado brasileiro: a baianérrima Grioti. É isto mesmo. A nova concorrente da Gato Sabido, Cultura e Saraiva está baseada ali na Baía de Todos os Santos, na cidade de Salvador. Inaugurada na última segunda-feira, 22/11, a e-bookstore baiana já conta com 350 livros à venda e é uma iniciativa do designer gráfico Fábio Mascarenhas e do publicitário Wilton Bernardo. “Como eu já atuava como designer na produção gráfica de livros, surgiu o desejo no ano passado de estudar melhor o mercado do livro digital”, conta Fábio com seu sotaque soteropolitano. “Pensamos e decidimos montar uma empresa de produção editorial digital, mas depois, conversando com meu sócio resolvemos dar enfoque total na livraria”, explica.

No momento, a Grioti utiliza a plataforma tecnológica de distribuição da carioca Xeriph, enquanto negocia individualmente com cada editora. Sá Editora e Freitas Bastos são as editoras com maior número de títulos por enquanto. “Ainda existe um bloqueio dos editores e não conseguimos avançar tão rápido como gostaríamos”, explica Fábio, lamentando que uma simples assinatura de contrato se estenda às vezes por muitos dias. “A editora mais rápida de fechar negócios foi a Caki Books”, conta o e-livreiro baiano, mas aí foi fácil porque a editora carioca divide o espaço físico com a própria Xeriph no Rio de Janeiro.

A Grioti pretende aumentar seu catálogo em pelo menos 1.000 títulos até o final do ano, além de oferecer aos editores a possibilidade de vender e-books apenas com uma marca d’água, sem DRM [digital rights management] – atualmente, todos os livros que vende via Xeriph são DRMizados. Com o sistema de marca  d’água, que insere em cada arquivo informações que identificam o comprador, o público leitor ganha liberdade para ler o livro comprado em qualquer computador ou e-reader, com menos complicações que o sistema de DRM da Adobe Editions. É justamente para fazer seu catálogo crescer e oferecer a marca d’água que a Grioti está fechando uma parceria com a gaúcha Simplissimo, detentora da plataforma Stealth, criando assim a primeira iniciativa baiano-gaúcha do mercado digital. “Até o fim do ano, a plataforma da Simplissimo estará integrada ao nosso sistema como seu catálogo de livros e a opção de marca d’água”, comemora Fábio.

E, afinal, estar em Salvador ajuda ou atrapalha? “Muitas vezes ajuda porque as pessoas adoram a Bahia e o processo desenvolve mais rápido. Outras vezes, parece que protelam ainda mais”, conta Fábio. O nome da loja, aliás, tem pouco a ver com a Bahia, mas é tipicamente baiano. Griot é o nome de trovadores típicos da África Ocidental, verdadeiros contadores de histórias que mantêm a tradição oral local. Mas ser apenas africano não era algo baiano o suficiente. “Resolvemos colocar um ‘I’ no final para ficar Grioti e ter mais sonoridade”, explicou o e-livreiro. Aí sim, Grioti ficou muito baiano. E com muito axé.

PS: O Tipos Digitais testou o site da Grioti, que usa o sistema do PagSeguro, e a compra ocorreu tranquilamente. O livro também abriu sem problemas no Adobe Editions, de onde é possível passá-lo para devices compatíveis, como o Cooler e o Sony Reader.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 26/11/2010

Portal do Livro digital


A DigiSign anunciou hoje que está no ar a primeira livraria digital oferecendo títulos protegidos pelo sitema e-bookey. A loja pode ser acessadas no endereço www.portaldolivrodigital.com.br.

Segun Carlos A. Viceconti, sócio-diretor DigiSign “os títulos disponíveis são da Cengage Learning, uma das grandes editoras com atuação global, que adotou o sistema e-bookey por ser o único que garante efetivamente os e-books contra cópia e distribuição indevida“.

Ainda segundo Viceconti, “outros títulos estarão disponíveis em breve, inclusive de outras editoras que já adotaram o sistema, e estão em fase de integração“.

Livraria Saraiva conta sua experiência com o livro digital em Frankfurt


A Feira do Livro de Frankfurt organizou pela primeira vez este ano um espaço de debates voltado ao mundo digital e convidou o PublishNews para mediar dois desses encontros. Nesta quinta-feira [7], Frederico Indiani, diretor de compras na Livraria Saraiva, e Cesar Groh, diretor de IT da Livraria Saraiva, conversaram com Carlo Carrenho, diretor do PublishNews, sobre os primeiros passos do mercado do livro digital no Brasil. O que é esse mercado e o que isso pode interessar aos editores internacionais? O papo tomou o rumo de uma troca de experiência dos players brasileiros, que pode ser proveitosa para os ouvintes.

Eles contaram que a Saraiva trabalhou cerca de um ano para ter a sua eBookstore. Cesar destacou que a forma de armazenar, apresentar e entregar o livro para o leitor é muito diferente quando se compara o livro impresso e o digital. No entanto, o maior problema, segundo eles, é a formação de um catálogo digital. Atualmente a Saraiva tem 1.500 títulos em português disponíveis na eBookstore, inaugurada há cerca de quatro meses.

Mas duas coisas estão bem claras para os dois executivos: os livros devem ser compatíveis a um maior número de aparelhinhos e as pessoas estão lendo cada vez mais em dispositivos móveis. O aplicativo da Saraiva para iPhone e iPad foi lançado há um mês e já teve 50 mil downloads. E nos quatro meses de funcionamento da eBookstore já foram baixados 150 mil livros [entre pagos e gratuitos].

Sobre os consumidores/leitores, Cesar disse: “As pessoas sabem que o mercado do livro está mudando e elas querem fazer parte disso.” Para Frederico, “a Saraiva vê um futuro de sinergia e ótima convivência entre o digital e o impresso.” É acompanhar para ver.

Por Ricardo Costa, de Frankfurt | Publicado originalmente em PublishNews | 08/10/2010

Superpedido Tecmedd compra parte da Xeriph


Maior distribuidora de livros impressos do Brasil passa agora a também distribuir e-books

O mercado brasileiro de livro digital dá mais um importante passo com o anúncio agora da venda de 20% da única distribuidora de livros digitais com capacidade operacional hoje no Brasil, a Xeriph, para a Superpedido Tecmedd, que é a maior distribuidora de livros impressos do país.

A Superpedido tem no catálogo 2.500 editoras e mil livrarias e vai agregar uma força comercial que nunca esperávamos ter”, disse Duda Ernanny, proprietário da Xeriph e da Gato Sabido, a primeira e-bookstore brasileira. De fato, a construção de um catálogo de livros eletrônicos, sobretudo de obras brasileiras, é o maior desafio para a consolidação desse mercado digital e o contato mais próximo entre a Xeriph e os clientes da Superpedido será imprescindível para aumentar a oferta de livros nacionais em formato digital.

Outra grande vantagem da parceria é para as pequenas e médias livrarias, que pelo alto investimento tardariam a vender livros digitais, ou nunca chegariam a fazê-lo. Com este novo negócio que nasce hoje, oferecer e-books aos clientes vai ser uma realidade. “Como temos uma participação muito boa e prestamos muitos serviços às livrarias, temos que ajudar as menores”, disse Gerson Ramos, diretor comercial da Superpedido. “A Xeriph está avançada na parte técnica. A Superpedido Tecmedd tem um bom relacionamento comercial com editoras e livrarias. Essa parceria vai ser fundamental para o futuro do livro digital no Brasil”, completou.

Como funciona a Xeriph

Conforme explicamos em matéria publicada no dia 22 de julho, o custo do serviço da Xeriph para livrarias é zero. Para as editoras há duas alíquotas diferenciadas. Se venderem para uma livraria que já tenha DRM proprietário, pagam 2% do preço de capa pelo serviço de distribuição. Quando a venda for para uma livraria que utilize o DRM da Xeriph, pagam 5%. Com o sistema, as editoras terão total controle do que foi vendido e poderão até fazer alterações no livro.

De maneira resumida, o processo funciona assim:

1. Editora – faz o upload automatizado dos seus e-books, sem interferência humana, direto no servidor da Xeriph, e preenche um cadastro completo [título, autor, tradutor, páginas, isbn, preço etc.]

2. Livraria – acessa o site da Xeriph [login e senha] e consulta os catálogos das editoras. Seleciona os títulos desejados. Faz requisição online automática, que é direcionada à editora

3. Editora – autoriza a livraria, que recebe e-mail informando o link para cada título solicitado. O link será acessado pelo comprador no momento do download

4. Consumidor – compra o livro normalmente na e-bookstore, usando todo o sistema de venda da loja. Ao clicar no link de download, acessa diretamente o servidor da Xeriph, que imediatamente contabiliza esse download em relatório que fica disponível para a editora e para a livraria. O servidor da Xeriph controla e audita todo o processo de download.

Em caso de inadimplência de uma livraria, a editora tem total controle sobre as autorizações e pode suspender o acesso imediatamente. Com isso, o e-book fica indisponível para venda até que a editora libere novamente.

Quando a editora desejar fazer qualquer tipo de atualização em algum e-book já publicado, basta atualizar o arquivo e logo em seguida todas as livrarias que tiverem acesso a esse livro receberão a informação da atualização, que também poderá ser repassada pela livraria àqueles que compraram tal livro.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em PublishNews | 28/09/2010