Como escolher um e-reader para comprar?


O leitor de e-books é uma boa opção para quem lê muito e procura mais praticidade. No mercado brasileiro, existem bons modelos disponíveis, como o Kindle, da Amazon, o Lev, da Saraiva, e o Kobo, da Livraria Cultura. Mas independente da marca, para ter certeza de que o e-reader vai suprir suas necessidades, é necessário ficar atento a alguns fatores: compatibilidade, memória, conectividade são alguns deles. Confira.

Design e Conforto

Para começar, a ideia do e-reader é ser leve e compacto para ser transportado com facilidade e ler os títulos em qualquer lugar. Então, vale conferir nas especificações dos dispositivos o peso e as dimensões, em comparação com o tamanho da tela. Normalmente, um leitor de e-book tem o tamanho aproximado ao de um livro de bolso. Se ele for muito pesado será um desconforto durante a leitura, e o braço pode se cansar facilmente.

Para ter uma ideia, o novo Kindle da Amazon, por exemplo, tem dimensões de 169 mm de altura, 119 mm de largura, 10,2 mm de espessura e pesa 191 gramas. Já o Lev, da Saraiva, tem design com 166 mm de altura, 120 mm de largura, 9 de espessura e pesa 190 gramas. Essas dimensões oferecem ao usuário uma uma experiência confortável, então, o modelo não deve ultrapassar muito dessa faixa.

É interessante também observar o material do e-reader e verificar se ele oferece alguma textura para evitar que o dispositivo escorregue das mãos. As bordas proporcionais também são importantes para oferecer uma leitura mais agradável, com espessura suficiente para o apoio dos dedos nas laterais. Uma dica é observar o dispositivo em mãos para ver se ele é o que se está planejando e evitar futuras frustrações, já que as fotos nas lojas online nem sempre são tão precisas.

Formatos aceitos e compatibilidade

Muitos livros digitais são arquivos em formatos EPUB ou MOBI. É importante que o leitor digital de sua escolha tenha suporte às duas extensões, assim, você não deixa de ler um livro por causa do tipo de arquivo. Um dos formatos mais populares para textos é o PDF, não é aceito em muitos e-readers não oferece suporte completo para ele.

Caso tenha muitos textos acadêmicos ou pessoais para ler em PDF, vale conferir nas configurações do leitor de e-books antes de investir em um deles. Alguns modelos oferecem uma tecnologia chamada PDF Reflow, que ajustam o PDF na tela para que as letras não fiquem muito pequenas, distorcidas e ilegíveis.

Os e-readers, em geral, oferecem uma loja interna para a compra e descoberta de novos e-books. Dessa forma, a busca por um determinado título é ainda mais simples. Uma dica é conferir na Internet, antes de comprar, qual marca oferece mais títulos e se estão disponíveis em português.

Recursos extras e conectividade

A iluminação é um dos recursos extras de destaque em um leitor de e-book. Isso porque sem ela os usuários ficam limitados a um ambiente com luz natural ou artificial bem clara para ler de forma confortável. Então, na hora de escolher, vale checar se a iluminação está entre as especificações.

Outro fator que pode influenciar bastante na agilidade de uso é a tela sensível ao toque. Com ele, o funcionamento é mais fluido, assim como a ação de passar a página e demais ajustes sem botões físicos. Então, para conferir se o aparelho não apresenta delay ou travamentos nessa função, também vale ir até uma das lojas físicas e experimente seus recursos.

A maior parte dos modelos vem com conexão Wi-Fi no dispositivo básico, para fazer o download de e-books, opção de salvar na nuvem e mais funções. O que pode incrementar é o uso da conexão de Internet 3G e demais redes móveis. Isso vai da necessidade de cada usuário: se você viaja muito e não sabe se terá um Wi-Fi disponível em cada parada, talvez seja interessante investir em uma dessas funções no seu e-reader.

Os leitor digital costuma incluir ter entrada USB para o carregamento da bateria e conexão com o computador. Isso faz com que ele seja compatível com notebooks e computadores com Windows, Mac OS, Linux e os principais sistemas operacionais. Para muitos modelos, não é necessário fazer uso do cabo para transmitir os livros, já que ele dispõe de conexão Wi-Fi, e pode receber os arquivos pela Internet.

Memória

Os livros em formato digital como MOBI ou EPUB costumam ter um tamanho reduzido, o que ajuda na hora de acumular títulos em seu e-reader. No entanto, é fundamental um dispositivo com um armazenamento suficiente para suas leituras. Um dado importante é que os arquivos em PDF podem ser mais pesados, e vão ocupar mais o espaço interno.

Alguns modelos de dispositivos oferecem ainda um serviço interno de nuvem para guardar seus e-books, e isso pode ser bem interessante para os leitores mais assíduos. O novo Kindle e o Lev vêm com 4 GB. Isso oferece espaço para milhares de títulos nos formatos de e-books mais leves. Deve ser suficiente para sua leitura, mas caso aparelho fique lotado, a dica é guardar no sistema de nuvem e baixar quando precisar.

Tela e resolução

A resolução da tela é outro fator fundamental para comprar um leitor de e-books. Isso porque ele interfere diretamente na forma como o texto é projetado. Caso a resolução seja boa, HD ou Full HD, as imagens e letras não devem ficar pixeladas. Resoluções menores do que essas poderão ficar ultrapassadas rápido e o usuário pode se arrepender.

A tela do e-reader não é muito grande como as de alguns tablets do mercado. Até porque a função do leitor é ser mais portátil, como um livro de bolso. Portanto, é comum encontrar modelos na faixa de 6 polegadas. A tecnologia e-ink, conhecida como “tinta digital” é o que dá essa sensação de que o leitor está se deparando com papel e tinta impressa. Ela é emitida em preto e branco, e esses fatores oferecem o conforto de leitura, ao contrário das telas de tablets.

Bateria

Outro ponto para observar antes da compra é a duração da bateria do e-reader. Lembre-se de contabilizar as horas de uso, enquanto o aparelho está ligado, e em modo stand-by. Dessa forma, você poderá escolher um modelo conforme sua necessidade diária de leitura.

Por causa da tela e-ink e sua transmissão em preto e branco, o que demanda menos bateria, a carga do leitor digital costuma durar várias horas. Não se assemelha em nada com os smartphones, que precisam de carga todos os dias. Um e-reader de qualidade deve durar cerca de uma semana sem precisar ser plugado na tomada.

Além disso, vale lembrar que o carregamento via USB é mais lento do que diretamente na eletricidade de casa. Então, em caso de pressa, vale investir em um adaptador para tomada.

Preço

Os e-readers mais básicos, sem recursos extras como 3G ou iluminação, estão na faixa de R$ 299 ou menos, dependendo da loja de compra. No entanto, é interessante investir um pouco mais em um modelo mais completo, que não vai te decepcionar quando a luz ambiente estiver fraca ou precisar se conectar longe de uma rede Wi-Fi.

Publicado originalmente em Techtudo | 24/05/2015

Saraiva lança o LEV


O e-reader já está disponível em todas as lojas da rede, pela internet e pelo walmart.com

Uma prateleira inteira da loja da Saraiva no Shopping Ibirapuera amanheceu vazia nessa terça-feira [5]. Com isso, a livraria queria demonstrar que livros de uma prateleira inteira cabem no LEV, o e-reader que a varejista acaba de lançar. A notícia foi adiantada pelo PublishNews na última sexta-feira [1º]. O produto, que será oferecido por todas as lojas da Saraiva [físicas e de e-commerce] do Brasil e pelo Walmart.com, chega ao mercado ao preço de R$ 299 o modelo de entrada e de R$ 4.79 o LEV com luz [até o dia 31 de agosto, o LEV com luz está em promoção, saindo a R$ 399]. Michel Levy, CEO do Grupo Saraiva, e Deric Guilhen, diretor de produtos digitais, confirmaram as especificações técnicas adiantadas pelo PublishNews: o LEV traz tela touch-screen de 6 polegadas e de alta resolução [758 x 1024], WiFi, monitor monocromático de 16 tons de cinza, porta de conexão Micro USB, memória interna de 4G e slot para cartão MicroSD para expansão de até 32 GB. O LEV pode armazenar cerca de 4 mil livros e sua bateria pode durar até três semanas. Como o próprio nome diz, trata-se de um aparelho leve, com apenas 190 gramas. O LEV vem de fábrica com dez títulos gratuitos [veja lista completa no final da matéria] e os usuários podem escolher outros quatro títulos da lista de mais vendidos da Saraiva para compor o seu acervo particular. A Saraiva mantém o seu costumaz mistério em relação aos planos para o novo produto. “Por ser uma empresa de capital aberto, não podemos adiantar a nossa previsão de vendas, mas temos planos audaciosos para o novo produto”, contou ao PublishNews Deric. A promoção de lançamento do LEV, que começou hoje ao meio dia em todas as lojas da rede, é focada na degustação do dispositivo. Deric adianta que 100% dos funcionários foram capacitados para o atendimento ao cliente que poderão, nos pontos de venda, experimentar o LEV.

O lançamento, de acordo com Levy, está em consonância com o posicionamento da Saraiva, de oferecer uma experiência completa de leitura. Na apresentação, Levy relembrou a entrada da Saraiva no mundo digital, em 2010, quando lançou o app Saraiva Reader. No ano de lançamento, o aplicativo angariou oito mil usuários que tinham acesso a um acervo de mil títulos de 40 editoras. Em 2014, o app tem 4,6 milhões de usuários, mais de 30 mil títulos em português produzidos por 643 editoras. “Com o lançamento do LEV, damos aos nossos clientes soluções completas para leitura digital”, comemora o CEO.

A viabilidade do device foi estudada pela Saraiva que detectou em pesquisa que 70% do universo pesquisado nunca tinha utilizado um dispositivo dedicado à leitura e destes, 87% demonstraram interesse em saber mais sobre o aparelho. Questionado sobre o fôlego de um aparelho exclusivo para leitura, Levy apontou que o grande diferencial do LEV é que o dispositivo funciona como uma extensão das lojas Saraiva. “Não é só um aparelho tecnológico é uma extensão das lojas físicas e o nosso objetivo com ele é alcançar leitores de livros”, disse.

O aparelho é resultado de um trabalho de mais de um ano, que aliou o conhecimento do Grupo Saraiva em varejo e mercado editorial brasileiro à expertise da Bookeen, líder europeu em dispositivos para leitura, e do Centro de Estudos Avançados do Recife [C.E.S.A.R], que atuou na criação do software e na integração com a biblioteca de livros digitais e o e-commerce da Saraiva.

Isenção

Também como o PublishNews adiantou, a Saraiva entrou com um instrumento jurídico para comercializar o LEV com isenção fiscal. Os porta-vozes do Grupo confirmaram a informação, mas preferiram não entrar em detalhes. “A Saraiva acredita que o produto é um livro e, por isso, merece o mesmo tratamento dado aos livros físicos, já que é um produto 100% voltado para a leitura”, disse Deric.

Assinatura
No primeiro momento do LEV, a Saraiva não colocará à disposição o serviço de subscrição de e-books, como sugeriu a IstoéDinheiro em matéria publicada ontem. A venda, no primeiro momento, será apenas por unidade, mas, de acordo com os porta-vozes da empresa, a Saraiva está antenada na onda de serviços por assinatura, mas isso, por enquanto, é plano para o futuro.

Títulos embarcados no aparelho

  • As cidades e as serras, de Eça de Queiros [Saraiva de Bolso]
  • Alguém especial, de Ivan Martins [Benvirá]
  • Fábulas selecionadas, de Paulo Coelho [Benvirá]
  • Heróis, deuses e monstros da mitologia grega – mitos selecionados [Benvirá]
  • Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antonio de Almeida [Saraiva de Bolso]
  • Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis [Saraiva de Bolso]
  • Nocatue – conto selecionado, de Jack London [Benvirá]
  • O cortiço, de Aluisio Azevedo [Saraiva de Bolso]
  • Pássaros na boca – contos selecionados, de Samanta Schweblin [Benvirá]
  • Resenha esportiva – crônicas selecionadas, de Nelson Mota [Benvirá]

Por Leonardo Neto | PublishNews | 05/08/2014

LEV, o e-reader da Saraiva, já está homologado na Anatel


Aparelho eletrônico da maior livraria do país será fornecido pela francesa Bookeen e produzido na China

Fotógrafo | Divulgação

Fotógrafo | Divulgação

Na última semana, a Saraiva convidou editores e jornalistas brasileiros para um evento na próxima terça-feira [5], na sua loja do Shopping Ibirapuera em São Paulo. O convite dizia apenas que se tratava de um “grande lançamento”, sem maiores detalhes. O mercado, como lhe é costumaz, vem especulando sobre o tema e os rumores são de que a maior rede livrarias do Brasil anunciaria a chegada de um e-reader próprio. Especulações à parte – afinal só na terça-feira as mentes do mercado terão sua criativa curiosidade satisfeita–, o fato é que a Saraiva realmente planeja o lançamento de dois modelos de e-readers dedicados próprios para breve, tanto que os mesmos foram homologados na Anatel no último dia 9/5, sob o Certificado de Homologação nº 4184-13-2101.

Com o nome de LEV, o e-reader da Saraiva será fornecido pela empresa francesa Bookeen e será produzido na China. Dois modelos serão lançados. Um mais simples, sem tela iluminada, que comercialmente será chamado apenas de LEV e cujo nome técnico é Bookeen Lev – CYBOY4S-SA. Já o segundo modelo, o LEV COM LUZ, com codinome técnico Bookeen Lev com Luz – CYBOY4F-AS, trará tela com luz frontal de LED. Ambos os modelos parecem ser uma versão turbinada do leitor eletrônico Cybook Odyssey HD FrontLight, comercializado pela Bookeen na Europa e EUA, e possuem o mesmo design de seu primo estrangeiro.

O LEV trará uma tela touch-screen de 6 polegadas e de alta resolução [758 x 1024], WiFi, monitor monocromático de 16 tons de cinza, porta de conexão Micro USB e slot para cartão MicroSD para expansão de até 32 GB. Seu sistema operacional será Linux e o Adobe Mobile Reader será o software para leitura. A diferença em relação ao Cybook Odyssey é que o LEV traz memória de armazenamento de 4 GB e bateria de 1800 mAh, enquanto o modelo atualmente comercializado pela Bookeen possui memória de 2 GB e bateria de 1600 mAh. O LEV poderá armazenar cerca de 4 mil livros e sua bateria terá semanas de duração. Como o próprio nome diz, trata-se de um aparelho leve, com apenas 190 gramas.

O LEV aceitará e-books nos formatos ePub, PDF, HTML, TXT e FB2, e aceita o DRM da Adobe, como não poderia deixar de ser, já que este é o padrão de proteção usado pela Saraiva nos livros eletrônicos que comercializa. O aparelho ainda trará um sistema de “reflow” de PDF, que pode rediagramar o fluxo do texto de arquivos neste formato, permitindo uma leitura mais linear do documento.

Ainda não há informações sobre quando o LEV estará disponível nas lojas Saraiva nem de quanto irá custar. O Cybook Odyssey HD FrontLight custa 119,99 euros na Europa, mas resta saber qual será o efeito dos altos impostos de importação no preço final do Brasil. Além disso, a Saraiva sempre terá a opção de adotar uma estratégia de preços diferenciada para o LEV e vender seus e-readers a preços mais convidativos.

No que se refere a impostos e preços, aliás, a gigante paulista da rua Henrique Schaumann parece estar disposta a utilizar os conhecimentos de sua notável linha de livros de direito para diminuir o preço do LEV país afora. Afinal, a empresa já entrou com pedidos de mandado de segurança na justiça de pelo menos dois estados brasileiros para vender o LEV sem recolhimento de ICMS. São eles o Rio Grande do Norte e Goiás. O argumento utilizado pelos advogados da Saraiva é que “o referido leitor é imune a impostos por fazer às vezes do papel em relação ao livro digital, entre outros aspectos”. Uma vez que o Congresso brasileiro parece pouco disposto a equiparar os aparelhos de leitura ao livro de papel e, assim, desonerá-lo, a estratégia da Saraiva faz todo o sentido.

LEV, o e-reader da Saraiva, já está homologado na AnatelPor Carlo Carrenho | PublishNews | 01/08/2014

MIT cria gadget que lê qualquer texto para cegos


FingerReader

FingerReader

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, estão desenvolvendo um gadget de leitura para auxiliar deficientes visuais. O aparelho, chamado FingerReader, tem o formato de um anel e possui uma câmera que escaneia textos impressos e os converte em áudio.

O sistema é capaz de fazer a conversão de textos de livros, revistas ou cardápios em tempo real. Para iniciar a “leitura”, o usuário só precisa deslizar o anel sobre o texto. O gadget possui um sensor que vibra, caso o dispositivo se afaste do livro ou revista.

Em entrevista à agência de notícias Associated Press, o americano Jerry Berrier, de 62 anos, que nasceu cego, disse que o gadget FingerReader pode facilitar sua vida em atividades diárias. “Quando vou ao consultório médico, por exemplo, preciso assinar formulários que não consigo ler“, explica.

O protótipo do aparelho, que foi fabricado em uma impressora 3D, foi desenvolvido após três anos de pesquisa. A versão beta envolveu programação, experimentação de diferentes designs e também teste com um grupo de deficientes visuais.

De acordo com Roy Shilkrot, cientista envolvido no desenvolvimento do aparelho, essa é uma versão preliminar do gadget. “Há ainda muito trabalho antes do lançamento para o consumidor“, diz o pesquisador. De acordo com Shilkrot, agora será necessário adaptar o anel para textos em smartphones, tablets e e-reader.

Veja | 08/07/2014

Barnes & Noble vai se separar do Nook


A Barnes & Noble vai desmembrar do seu negócio principal o braço responsável pelo Nook [seu e-reader] e pelas vendas digitais até o início de 2015, de acordo com afirmação apresentada no relatório de resultados financeiros da companhia de 2014. O plano é que o Nook Media se torne uma companhia separada das operações da varejista, visando “otimizar a remuneração aos acionistas”, isso se não for vendida a um investidor privado antes disso. Para o ano fiscal de 2014, terminado no dia 3 de maio, a Barnes & Noble teve lucro, descontados juros, impostos, depreciação e amortização, de US$ 251 milhões, apesar do desempenho negativo do Nook. A empresa alcançou U$ 6,4 bilhões em receitas, um decréscimo de 6,7% em relação ao ano anterior, o que deu à Barnes & Noble uma margem de lucro de 3,9%. O segmento de varejo da companhia, que consiste em mais de 600 lojas nos EUA e o e-commerce, teve receita de US$ 4,3 bilhões, 6% a menos do que apresentado no ano passado.

Digital Book World | 25/06/2014

Leve e nítido, novo Kindle Paperwhite é um dos melhores e-readers


O Kindle segue como uma das melhores opções de compra para quem quer um e-reader. A segunda geração do modelo Paperwhite, lançada pela Amazon em dezembro nos EUA e agora no Brasil, é mais rápida e tem tela de melhor contraste e nitidez.

A criadora do Kindle investiu na definição da tela. As letras estão com o contorno mais evidente e o contraste é mais forte também. Além disso, a opção de atualização de página a cada virada torna a leitura muito mais clara.

Aquelas “marcas” deixadas pela página anterior são completamente eliminadas. Ao “virar” é possível ter uma página limpa que facilita a visualização dos caracteres.

O novo dispositivo tem processador de 1 GHz, consideravelmente mais rápido que o anterior de 800 MHz. Os livros são carregados em poucos segundos e a resposta para troca de página é quase instantânea.

Agora, se você está acostumado a ler num tablet, pode se incomodar com aquela “piscada forte” e relativamente lenta da tela ao mudar a página. Mas lembre-se: estamos falando de e-ink [tecnologia que imita o papel convencional com impressão eletrônica de textos e imagens] e de um ereader.

A rapidez e a maior sensibilidade da tela também podem atrapalhar um pouco.Como não é preciso fazer o movimento de folhear a página para que o Kindle siga adiante no livro, um simples toque no canto direito da tela leva o usuário para a página seguinte, assim como no canto esquerdo para a anterior.

Essa “facilidade” pode incomodar quando o leitor encosta sem querer num ponto e rapidamente acaba perdendo o local de leitura. Apesar disso, leveza, praticidade, rapidez e definição de tela conquistam no novo dispositivo.

NOVIDADE

Na nova versão, é possível ainda folhear todo o livro sem sair da página atual. Com um toque na área superior da tela, o usuário abre os ícones de navegação. Ao tocar no número da página, abre-se uma janela em cima da principal e uma barra, com a qual o leitor pode avançar na visualização do livro sem perder o ponto em que estava na leitura.

A luz embutida na tela é distribuída de forma bem homogênea, algo que facilita e não incomoda em ambientes bastante escuros. problema, afinal pouquíssimas vezes você vai estar num lugar longínquo, sem wi-fi, precisando desesperadamente baixar um livro da sua coleção na nuvem.

Fora isso, o ponto que ainda incomoda bastante no Kindle é o fato de o dispositivo não suportar arquivos em formato EPUB. Claro que é possível fazer a conversão em softwares específicos, mas a Amazon poderia poupar o trabalho de seus consumidores e com isso aumentar o número de fãs e evangelizadores de seu e-reader.

POR STEFANIE SILVEIRA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente e publicado à partir de TEC, Folha de S.Paulo | 03/02/2014, às 03h29