Carrascosa participa de bate-papo com blogueiros


João Anzanello Carrascoza

João Anzanello Carrascoza

A e-galaxia convidou João Anzanello Carrascoza para um bate-papo com blogueiros literários. A conversa, mediada pelo editor Tiago Ferro, acontece na próxima terça-feira [1º], a partir das 19h, na Livraria da Vila da Fradique [Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo/SP]. No papo, Carrascoza vai apresentar O primeiro dia do último invern, seu título lançado pelo selo Formas Breves da e-galaxia, e falar sobre literatura contemporânea. O evento é gratuito, exclusivo para blogueiros e requer inscrição prévia pelo e-mail imprensa@e-galaxia.com.br.

PublishNews | 25/11/2015

Autopublicação – as maravilhas e agruras de cada plataforma


Por Maurem Kayna | Publicado originalmente em Colofão | 8 de julho de 2015

Para quem quer publicar e-books de modo independente no Brasil, há muitas opções, desde as plataformas mais conhecidas – como o Kindle Direct Publishing [KDP], da Amazon, o Kobo Writing Life [KWL], da Kobo, e o iTunes Connect, da Apple, para ficar naquelas que têm interface em português – até iniciativas locais que começam a surgir, como a Simplíssimo e a Bibliomundi. As promessas variam pouco: liberdade total para o autor; % expressivo do preço de capa; disponibilidade do seu e-book para muitas lojas virtuais mundo afora.

Depois de realizar uma série de testes com as principais plataformas, reparto aqui com vocês as experiências e aprendizados colhidos. Espero que possam ajudar a definir seu próprio plano de autopublicação.

Quais as opções?

Certamente há muitas alternativas que não experimentei, mas posso contar para vocês o que achei da Amazon, da Kobo, da Apple e da Smashwords, da qual desisti logo que as outras aportaram aqui no Brasil. Quanto às plataformas novas que estão chegando, vou me limitar a deixar os links para vocês, pois não as testei ainda.

Amazon KDP [Kindle Direct Publishing] – exclusividade ou poligamia?

Quando você vai iniciar o processo de publicação no KDP, de modo muito simples e rápido, como já expliquei aqui, perceberá a tentativa de sedução para aderir ao KDP Select. Aliás, recentemente a Amazon lançou um concurso literário para arrebanhar autores de contos, e um dos critérios para inscrição é que o conto / e-book seja publicado com adesão ao KDP Select.

São inúmeras as vantagens oferecidas: maior % de royalties, possibilidade de realizar promoções de distribuição gratuita do e-book [o que pode ser uma utilíssima estratégia de divulgação] e entrar na divisão do fundo global do KDP Select [em junho/15 o valor total a ser dividido entre os autores do KDP Select era de 8,7 milhões]. Parece óbvio que é melhor aderir, não né? Claro que não. Especialmente depois que o critério de pagamento relativo aos serviços de assinatura Kindle Unlimited [uma espécie de “Netflix de livros”] passou a ser feito pelo número de páginas do seu e-book efetivamente lido, ao invés do download simplesmente.

Aderir ao KDP Select significa que você só poderá colocar o seu e-book nessa plataforma. Ou seja, nada de facilitar a vida dos usuários da iBookstore nem agradar aos que já se acostumaram a compras online no site da Cultura.

Isso pode funcionar, entretanto, em alguns casos. Se o seu público-alvo [caso você conheça bem seus hábitos] prefere o Kindle a outros e-readers ou aplicativos de leitura, se ele é um fã dos bons serviços prestados pela Amazon, ou se sua obra está disponível em inglês e você tem chance de conseguir espaço na Amazon USA, talvez valha a pena.

Os relatórios de acompanhamento de vendas e leituras pelo serviço de assinatura são atualizados a cada hora, e o autor tem como saber em qual das lojas seu livro foi adquirido [mas pode haver desvios, pois eu, por exemplo, continuo comprando através de minha conta na Amazon USA].

Quanto ao processo de publicação em si, fiz há algum tempo uma resenha aqui [http://www.mauremkayna.com/publicando-na-amazon-com-br/]. É um artigo de 2013, mas o conteúdo todo continua válido.

Kobo Writing Life

Esta plataforma, embora disponível para autores brasileiros e com a grande vantagem de disponibilizar seus e-books na Livraria Cultura, não é toda disponível em português e tem uma chatice relevante quanto ao pagamentos dos royalties. Talvez o seu banco não esteja entre os bancos brasileiros pré-cadastrados no KWL, e então você precisará pedir help in English para o pessoal simpático da Kobo. Eles respondem relativamente rápido, mas talvez você tenha de se informar com seu banco a respeito do recebimento de remessas em moeda estrangeira. Você também precisará informar à plataforma o código Swift do seu banco para poder receber o pagamento, que é feito em dólar.

Outra peculiaridade é que os pagamentos só são enviados quando você acumular ao menos US$100 a receber. O registro da experiência que fiz com o KWL está aqui: http://www.mauremkayna.com/experiencia-de-auto-publicacao-kobo-writing-life/

iTunes Connect – Apple

Até bem pouco tempo atrás, vender na Apple exigia a obtenção de um número ITIN, um processo não tão complicado, mas que exigia realizar uma ligação internacional e se comunicar em inglês para prestar uma série de informações. Isso tudo tinha a ver com questões tributárias. Nunca tive paciência para fazer isso e acreditava que não venderia o bastante para recuperar o custo da ligação [é, não sou mesmo otimista quanto ao potencial de venda dos meus e-books, e não é por achá-los assim tão medíocres], por isso, só utilizava a plataforma para distribuição gratuita.

Como meus primeiros testes com a iBookstore começaram a partir da ferramenta [ótima, aliás] iBooks Author, tive uma série de dificuldades com o controle de qualidade da Apple. Contei a saga aqui: http://www.mauremkayna.com/tres-experiencias-de-auto-publicacao-parte-iii/

Superadas essas travas, o que posso comentar da Apple é que a visibilidade e a facilidade de venda, mesmo para autores desconhecidos, é muito grande em comparação com outros meios. Talvez pela facilidade oferecida aos usuários no processo de download e até de pagamentos. Tive um volume de downloads impressionante do e-book Contos.com para quem não investiu em divulgação, não escreve literatura Young Adult ou qualquer outro estilo pop e não é celebridade. Não, não acho que isso se deva à descoberta de meu talento, mas à penetração dos produtos Apple e ao modo intuitivo [e também compulsivo] como as pessoas podem comprar / fazer downloads na plataforma.

As outras

Esse título fica meio pejorativo, eu sei. Mas deixemos como provocação. Cheguei a acompanhar e fazer experiências com a Publique-se, da Saraiva [http://www.mauremkayna.com/outras-experiecias-de-auto-publicacao-publique-se/] e com Smashwords http://www.mauremkayna.com/tres-experiencias-de-auto-publicacao-parte-ii/.

Recentemente, vi que a Simplíssimo, que tem grande expertise na produção de e-books [lindos, aliás!], lançou uma plataforma para o autor. Agora com a possibilidade de conversão gratuita e distribuição nas principais lojas online e com royalties de 70% para o autor. Confesso que não testei, mesmo porque não tenho assim toneladas de textos disponíveis para publicação, mas o funcionamento é conceitualmente similar ao do Smashwords, pois seu livro é publicado nas lojas da Amazon, Google Play e Apple sem que você tenha de se cadastrar diretamente em cada uma.

Na Flip, houve o lançamento de uma outra plataforma chamada Bibliomundi, cuja proposta é similar, mas o site ainda está, parece, apenas captando e-mails.

Temos também a e-galáxia [http://e-galaxia.com.br/] que, além de fazer a publicação / disponibilização em várias lojas online, também oferece um catálogo de prestadores de serviço para revisão, edição e capa. Vale comentar que a e-galáxia conseguiu emplacar diversos e-books de contos avulsos como top list na iBookstore, graças a um bom trabalho de divulgação em um selo com curadoria.

Conclusões

A possibilidade de publicar sem intermediários é incrível. Nada de esperar meses pela negativa de uma editora ou amargar o silêncio perpétuo. Há algo, porém, que vale como dica para qualquer das plataformas que o autor venha a escolher [podem ser todas, simultaneamente, aliás]: é preciso ter senso de realidade! Com isso, quero dizer que esperar que o fenômeno E.L. James se repita com você pela simples disponibilização da sua obra para o mundo inteiro na Amazon ou na iBookstore é ingênuo. Se você acreditar que o fato de seu e-book estar disponível para venda em mais de 50 países fará com que o mundo se renda aos seus talentos, bastando postar o link para compra do seu e-book, penso que isso é quase caso de internação ou uso de medicamentos controlados. Ou, trocando em miúdos, vender livros em papel já não é fácil nem frequente se você não é conhecido, e vender e-books, no Brasil, é ainda mais difícil, especialmente dependendo do gênero que você escreve, pois a resistência de certos públicos ao formato ainda persiste.

Mas o objetivo desse parágrafo não é jogar um balde de água fria [ainda mais em pleno inverno!] na sua animação, e sim indicar que, se quiser seguir o caminho da autopublicação, vai ter que ralar. Pense, portanto, sobre o tempo de que você pode dispor para trabalhar com a publicação e a divulgação. Isso poderá fazer você decidir entre a opção de publicar em todas as plataformas ou traçar um plano específico para uma delas, ou ainda, se decidir por alguma aglutinadora como Simplíssimo ou Smashwords. Mas tenha uma certeza: publicar não é o último passo, e sim o primeiro.

Por Maurem Kayna | Publicado originalmente em Colofão | 8 de julho de 2015

Sou engenheira e escritora [talvez um dia a ordem se altere], bailo flamenco e venho publicando textos em coletâneas, revistas e portais de literatura na web, além de apostar na publicação “solo” em e-book desde 2010. A seleção de contos finalista do Prêmio Sesc de Literatura 2009 – Pedaços de Possibilidade, foi meu primeiro e-book; depois por puro exercício e incapacidade para o ócio, fiz outras experiências de autopublicação, testando várias ferramentas e plataformas para publicação independente.

Editores oferecem serviço diferenciado para finalizar eBooks


Toda a liberdade oferecida pelas plataformas de autopublicação aos escritores pode ter um lado negativo: as obras são colocadas à venda muitas vezes sem passar por uma revisão gramatical, edição ou mesmo ter uma boa ilustração, entre outros serviços prestados pelas editoras tradicionais. Foi pensando em suprir essa demanda que surgiu a e-galaxia, plataforma que aproveita a experiência de profissionais que prestavam serviços há mais de dez anos para editoras. A intenção é auxiliar os que desejam entrar no mercado de e-books oferecendo produtos com edição profissional. “Percebemos que, quando as grandes lojas da web chegaram ao Brasil e o mercado de e-books se capacitou, a indústria editorial tradicional não se interessava pelo digital“, conta Tiago Ferro, um dos editores da plataforma.

Por Júlia Matravolgyi | Valor Econômico | 30/04/2015

O calvário dos eBooks


Os livros digitais dão sinais de perda de fôlego nos países desenvolvidos e ainda não têm relevância nos negócios das editoras brasileiras

Em queda: as vendas do Kindle, lançado pela Amazon de Jeff Bezos, despencaram, segundo varejista inglês | Foto: Ben Margot

Em queda: as vendas do Kindle, lançado pela Amazon de Jeff Bezos, despencaram, segundo varejista inglês | Foto: Ben Margot

Poucos setores ficaram imunes ao avanço da tecnologia digital. A indústria fonográfica, por exemplo, foi a primeira a sentir os efeitos da digitalização, que levou as principais empresas da área quase à bancarrota no início dos anos 2000. A televisão sente os efeitos da internet, com o surgimento de um telespectador que quer assistir o que quer, na hora que desejar e no dispositivo que for mais conveniente. A Netflix é o grande expoente dessa nova era. Diante disso, muitos viram no Kindle, lançado em 2007, o começo do fim do livro impresso.

O aparelho da Amazon, de Jeff Bezos, tinha tudo para fazer para a indústria editorial o que o iPod fez para o setor musical. Ledo engano. Para surpresa geral, as editoras abraçaram os livros digitais [e-books]. E logo descobriram que a margem de lucro das versões digitalizadas era o dobro da tradicional, mesmo com um preço mais baixo. Era um sinal de que a transição, considerada inevitável, do livro de papel para o digital seria feita sem grandes solavancos. Só faltou combinar com o leitor. Nos países desenvolvidos, o livro digital começa a dar sinais da falta de fôlego.

Executivos da maior cadeia de livrarias da Inglaterra, a Waterstone, declarara ao jornal Financial Times que as vendas de Kindle simplesmente desapareceram. A perda de impulso já atingiu a Simon & Schuter, membro do “Big Five”, grupo dos cinco maiores conglomerados do mundo [Penguim Random House, Hachette, HarperCollins e Macmillan completam o time]. Subsidiária do grupo de mídia CBS, a S&S registrou queda nas vendas de 3,8%, para US$ 778 milhões. O lucro caiu 5,6%, para US$ 101 milhões. Uma razão para o ano ruim foi a redução no ritmo das vendas digitais.

A fatia diminuiu de 24,4% em 2013 para 23,2% no ano passado. Não se trata de casos isolados. A consultoria americana Gartner aponta que, em 2017, os e-readers como o Kindle venderão 10 milhões de unidades, número 50% menor do que as vendas do ano passado. Com a estagnação, a alternativa é ler e-books nos tablets, que também estão passando por um declínio de vendas, e smartphones. “São aparelhos que dispersam, oferecem opções demais de entretenimento e não são apropriados para a leitura longa”, afirma Eduardo Melo, fundador da consultoria de livros digitais Simplíssimo.

Por que aparelhos como o Kindle enfrentam esse calvário? O rechaço tem a ver com sua função única. O consumidor, ao que tudo indica, quer fazer mais tarefas com uma tela. Isso fez com que as principais empresas do segmento, como Amazon e Kobo, passassem a investir na produção de tablets. Se nos países ricos os e-books patinam, no Brasil, eles nunca deixaram o gueto editorial. Apenas 2% dos R$ 5,3 bilhões faturados com livro no Brasil vêm de ebooks, segundo levantamento da Fipe de 2013 [dado mais recente]. A Biblioteca Nacional, por exemplo, expediu 16.564 ISBNs [código de identificação dos livros] para e-books no ano passado, apenas 1% a mais que no ano anterior.

De 2012 para 2013, o crescimento havia sido de 10%. Diversas iniciativas voltadas para e-books foram abandonadas, como o selo Breve Companhia, da Companhia das Letras, empresa da Penguim Random House, que publicava obras inéditas direto na mídia digital. Ela foi descontinuada no fim do ano passado. “No momento, estamos repensando o enfoque”, diz Fabio Uehara, editor de e-books da empresa. “Temos outros lançamentos digitais previstos para este ano.” A fadiga também atinge o varejo. “Crescemos dois dígitos, mas esperava um crescimento muito maior”, afirma Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura, que comercializa ebooks e e-readers da Kobo.

Apesar de ser muito novo, esse mercado já mostra certa saturação”. A japonesa Rakuten, dona da Kobo, ainda é otimista. A empresa aumentou sua aposta nos livros digitais ao comprar a distribuidora de e-books Overdrive por US$ 410 milhões, em março deste ano. Amazon, Saraiva e Livraria Cultura não fornecem dados de vendas no Brasil, mas quem acompanha o setor não vislumbra um grande apelo dos e-readers. “No Brasil a leitura acontece em smartphones”, afirma Tiago Ferro, fundador da E-Galáxia, plataforma de intermediação entre autores e profissionais do mercado editorial a fim de editar e publicar e-books.

ISTO É Dinheiro | Por João Varella | 07/04/2015, às 17:30

Blogs de Letras digital


Sétima edição do encontro de blogueiros acontece no dia 7/10

Os livros digitais estarão no centro das atenções da 7ª edição do Blogs de Letras, encontro de blogueiros literários organizado pelo PublishNews em parceria com o Pavablog. Para falar sobre os e-books, estarão presentes Beatriz Simonini, da Kobo e Tiago Ferro, editor e um dos idealizadores da e-galáxia. O encontro está marcado para o dia 7 de outubro, das 18h30 às 21h na Livraria Martins Fontes [Av. Paulista, 509 – São Paulo/SP]. O Blogs de Letras é um evento gratuito e exclusivo para blogueiros ou colaboradores de blogs literários. Mais informações e inscrições, clique aqui.

PublishNews | 02/10/2014

Autoficção uma ova


O e-book “Delegado Tobias”, que Ricardo Lísias lançou pela e-galáxia, chegou ao topo da lista de livros digitais mais vendidos na Amazon. O livro é apenas o primeiro de cinco volumes de um folhetim virtual do autor. Fragmentada, a trama — na qual Ricardo Lísias é acusado de ter assassinado Ricardo Lísias — brinca com a ideia de autoficção e se alimenta da repercussão na internet e na imprensa [o que significa que esta nota corre o risco de sair do jornal para entrar na literatura].

No Facebook, um perfil com o nome do personagem Tobias foi criado e “ameaçou” tirar o livro das lojas, gerando reações debochadas e indignadas de leitores -devidamente incluídas no volume dois, que sai na quarta [24]. A informação é da coluna Painel das Letras.

Por Raquel Cozer | Folha de S. Paulo | 20/09/2014

Flip digital


A coluna No Prelo conta que, além da argentina Graciela Mochkofsky, outro convidado da Flip terá um livro lançado exclusivamente em formato digital pela editora independente e-galáxia. O crítico Agnaldo Farias, que fará a conferência de abertura da festa, lançará ainda este ano A arquitetura eclipsada, que trata da complicada relação entre historiografia e arquitetura a partir do estudo das obras do russo Gregori Warchavchik.

O Globo | 26/07/2014

Galáxia em Festa


Editora especializada em e-books, a E-Galáxia completa um ano em boa fase, embora o comércio digital no Brasil ainda seja ínfimo [2,5% do mercado de livros de interesse geral]. A E-Galáxia já lançou 50 obras, entre elas 50, Eu?, autobiografia de Zeca Camargo que entrou para listas dos mais vendidos. De acordo com a coluna Painel das Letras, publica agora Estação Terminal, da argentina Graciela Mochkofsky, uma das convidadas da Flip. Os próximos lançamentos da editora incluem, por exemplo, Vidas passadas, de Ivana Arruda Leite, e Futuro é chapa quente, de Ronaldo Bressane.

Por Marco Rodrigo Almeida | Folha de S. Paulo | 21/07/2014

Hangout discute o papel do escritor na era digital


Qual o impacto da chegada do digital e, particularmente, do empréstimo de eBooks na vida de presumíveis 2 milhões de autores independentes ávidos por serem publicados e lidos? Este é o tema do debate virtual que a Árvore promove no Dia do Escritor [25/07], com nomes conhecidos nesse cenário: a agente literária Lucia Riff, o escritor Sérgio Rodrigues, o editor Tiago Ferro [e-galaxia], o presidente do Clube de Autores, Ricardo Almeida, e o presidente da União Brasileira de Escritores [UBE], Joaquim Botelho. A coordenação será do CEO da Árvore, Galeno Amorim, com participação especial de Carlo Carrenho [PublishNews], Ricardo Soares [TV Brasil] e Maria Fernanda Rodrigues [O Estado de S.Paulo].

Assista

A Copa e os eBooks


Kobo analisou os hábitos de leitura de cinco países fanáticos pelo futebol

Para investigar o “Efeito Copa”, a Kobo olhou para os hábitos de leitura de cinco países fanáticos pelo futebol: Brasil, Inglaterra, Itália, Alemanha, e Holanda ao longo do último mês. A empresa garante que houve aumento nas vendas de e-books relacionados ao universo do futebol, embora não divulgue os números. Entre os brasileiros, a série A grande história dos mundiais [e-Galaxia], de Max Gehringer, uma espécie de almanaque das Copas, foi campeã de vendas. Na disputa homem-a-homem, o livro A Copa como ela é [Companhia das Letras], de Jamil Chade, e Quando é dia de futebol [Companhia das Letras], de Carlos Drummond de Andrade, fizeram bonito.  O resultado é fruto de uma curadoria feita pela equipe da Kobo no Brasil. “Não esperávamos crescimento durante a Copa, então fizemos uma seleção de e-books sobre futebol para a home e deu certo”, conta Camila Cabete, Senior Publisher Relations Manager da Kobo no Brasil e colunista do PublishNews.

Na Inglaterra, as biografias ganharam destaque. Na Itália os leitores demonstraram sua paixão pelo futebol e compraram livros que exaltam a beleza do esporte. Já os alemães também elegeram um almanaque sobre as Copas como o seu livro favorito e os holandeses estão preocupados com o lado escuro da força do futebol e ficaram com livros que falam sobre a máfia dos cartolas do esporte. Uma coisa, no entanto foi comum a todos os países. As vendas semanais de e-books sobre futebol quase dobrou na primeira semana do campeonato e de lá para cá, foram caindo semana a semana. A saída prematura das seleções da Itália e Inglaterra, ainda na fase de grupos, colaborou muito para a queda nas vendas nesses países, mas no geral, um olhar para as estatísticas de vendas de e-books sobre futebol durante a Copa do Mundo demonstrou que esportes e leitura se fundem em campo.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 11/07/2014

Crowdfunding busca movimentar mercado editorial brasileiro


A ideia é simples, talvez até antiga, e já é utilizada com sucesso nos outros mercados da arte [como a música e o cinema]: um grupo de colaboradores contribui com determinadas quantias em dinheiro para um projeto que pode então ser viabilizado – o que não aconteceria se esse esforço coletivo não existisse. O mercado editorial brasileiro agora volta os olhos ao crowdfunding: nos últimos dois meses, duas plataformas dedicadas ao conceito e exclusivas aos livros passaram a operar no país.

Funciona assim: a plataforma recebe uma proposta de campanha de um autor, analisa, aprova e coloca à disposição na web. Os leitores interessados podem então fazer uma colaboração em dinheiro [por cartão de crédito ou boleto] e, se o projeto atingir a meta preestabelecida, o dinheiro arrecadado é utilizado para viabilizar os custos de produção e distribuição do livro.

A Bookstart – iniciativa de dois profissionais do Rio oriundos do mercado financeiro, Bernardo Obadia e Vitor Arteiro – iniciou suas operações há pouco mais de dois meses, e já conta com um projeto bem sucedido, em fase final de produção [o livro Confissões ao Mar, de Kadu Lago]. Outros cinco projetos já estão abertos no site da startup, que pretende oferecer uma alternativa ao mercado editorial.

Como o volume da produção recebida por editoras é muito grande, a Bookstart acredita que o modelo do crowdfunding possa fazer uma “peneira” efetiva que ofereceria oportunidades ao mercado. “O crowdfunding consegue descobrir novos talentos e oferecer um pacote estatístico, com dados sobre os leitores, muito importante para o marketing do livro“, diz Obadia.

Na Bookstart, cada campanha proposta pelos autores é analisada pela equipe, que define se o projeto tem potencial de sucesso. Se tiver, a equipe “dá uma lapidada” e coloca a campanha no ar. Como quase toda iniciativa de crowdfunding, o modelo é o “tudo ou nada”, em que, para ser viabilizada, a campanha precisa atingir 100% da meta.

De acordo com Obadia, muitos autores independentes já procuraram a empresa. “Não temos a intenção de nos tornarmos uma editora“, enfatiza. O objetivo é oferecer um serviço que fique entre a autopublicação e o trabalho de uma editora profissional. “Vamos publicar com alguma qualidade e ao mesmo tempo dar capilaridade para autores independentes“, afirma.

O modelo, segundo Obadia, tem capacidade de publicar qualquer obra de qualquer gênero literário. “O mercado começa a entender, o caminho está certo, vamos conseguir“, diz, otimista.

A Bookstart, que começou com investimentos próprios dos fundadores, já está em negociação com investidores para acelerar seu crescimento. A empresa espera publicar entre 20 e 25 obras por mês nos próximos 18 meses, com uma venda de 1,1 mil exemplares mensais.

Outra iniciativa, também do Rio, é a Bookstorming. Com um modelo um pouco diferente – a startup surgiu de dentro do mercado editorial -, a Bookstorming se aproxima mais de uma editora, mas ao mesmo tempo se coloca como alternativa e oportunidade para as outras editoras.

Se o crowdfunding já está estabelecido no mercado da música, por exemplo, o editor Breno Barreto, um dos fundadores da Bookstorming, acredita que ele também vai se consolidar no mercado editorial.

O que eles pretendem é transformar ideias em livros. “O crowdfunding permite apresentar uma ideia que pode ser um sucesso, mas sem riscos: se não funcionar com o público, ninguém perde dinheiro“, exemplifica Barreto. O primeiro projeto da startup é o livro Desordem, uma coletânea de contos de jovens autores, como Natércia Pontes e Cristiano Baldi. Até essa segunda-feira, 16, o projeto tinha arrecadado 81% da meta, que precisa ser atingida em três dias.

A diferença para o modelo de edição tradicional passa ainda pelo fato de que, antes do processo de edição começar, todos os livros já estão vendidos. “Assim, nós podemos caminhar de um modo muito mais transparente“, diz Barreto, ressaltando que a empresa também partiu da percepção de que existe a necessidade de maior contato entre as pessoas que fazem o livro nascer e os leitores. “A literatura é feita de pessoas para pessoas, e por uma questão do mercado isso se perdeu“, constata.

Barreto, que também trabalha na editora Casa da Palavra, diz que ficou impressionado com o número de autores e empresas que buscaram a Bookstorming para montar campanhas ou estabelecer parcerias.

O primeiro acordo foi com a editora e-galáxia. A editora vai produzir os livros digitais para os projetos de crowdfunding e a Bookstorming vai montar as campanhas para autores que tenham interesse em publicar pela editora mas que não podem fazer o investimento inicial. Outra parceria já estabelecida é com a Polifonia, espaço de ensino de São Paulo que também trabalha com criação colaborativa. Eles compraram uma cota de livros do Desordem e a Bookstorming vai levar alguns autores do livros ao espaço da Polifonia.

Estamos com a cabeça aberta para diversificarmos o modelo“, diz Barreto. “Fomos aceitos, então não precisamos ficar presos a um modelo apenas.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Exame | 17/06/2014

eBook na faixa


Ação da e-galáxia vai permitir download grauito de livros da série sobre a Copa do Mundo

Para celebrar a abertura da Copa do Mundo, a e-galáxia coloca no ar hoje [11] e amanhã [12] uma ação que vai permitir que leitores baixem gratuitamente o primeiro livro da coleção A grande história dos mundiais, de Max Gehringer sobre as Copas do Mundo. O volume contempla as Copas de 50, 54 e de 58. A ação acontece junto com o lançamento dos volumes 4 [referente aos anos 1930, 1934 e 1938] e 5 [1974, 1978 e 1982] que podem ser adquiridos pelo valor de R$ 5,90. A série é resultado de 20 anos de pesquisa e traz fatos interessantes e inusitados das copas, além de informações sobre a participação do Brasil no mundial.

PublishNews | 11/06/2014

eBooks já são realidade no mercado editorial brasileiro


Livro digital ou e-book já faz parte do mercado editorial brasileiro. Mas tanto consumidores como editores ainda precisam se adaptar à nova plataforma. Segundo a projeção recente do Global E-book Report, em 2014 os resultados com a venda de livros digitais devem chegar à 2,5% do total do faturamento no mercado editorial brasileiro. Para entender um pouco mais sobre o universo dos livros digitais no país, a Coluna Literatura, com Maiá Prado conversa, agora com diretor da E-Galáxia, editora especilizada em e-books.

E-BOOKS JÁ SÃO REALIDADE NO MERCADO EDITORIAL BRASILEIRO

 

Por Maiá Prado | Bandnews Literatura | Quinta-feira, 22 de maio de 2014 – 11h37

Editora lança dois novos selos


Formas Breves e Geleia Real são as novas apostas

A e-galáxia acaba de lançar dois selos. O primeiro deles, Formas Breves, é dedicado à publicação de contos e coordenado pelo crítico literário e escritor Carlos Henrique Schroeder. O selo lançará, semanalmente, contos com traduções diretas e exclusivas de grandes clássicos da literatura universal ou com narrativas da nova geração de escritores em língua portuguesa. Já Geleia Real, sob a coordenação do poeta e tradutor Ronald Polito, pretende reunir em e-books, autores inquietos e polêmicos na criação literária e artística brasileira. A ideia é atingir diversos horizontes, como romance, teatro, conto, poesia, crônica, crítica, artes plásticas, resenha e ensaio.

PublishNews | 26/03/2014