Como aproveitar melhor o Kindle


Como aproveitar melhor o Kindle

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

O KINDLE PAPERWHITE [ FOTO: FLICKR/ CREATIVE COMMONS ]

Reviews comparando a experiência de um Kindle com um livro impresso você já viu aos montes. E artigos falando sobre as novas funcionalidades do Kindle Paperwhite também. Já contei, em uma coluna, que essa discussão impresso x e-book já venceu e não faz lá muito sentido para meus hábitos de leitora. Então, em vez de preparar um simples review, resolvi compartilhar os macetes que aprendi nos últimos dias que permitem aproveitar ao máximo a experiência no reader e com a sua conta da Amazon.

Depois dessas dicas, vai ser difícil desgrudar do aparelho:

Envie arquivos por e-mail

Esqueça a ideia de transferir arquivos por USB – há um jeito muito mais prático de enviar arquivos para o Kindle. Quando você cadastrou a sua conta na Amazon, automaticamente foi gerado um email com final @kindle.com com suas credenciais. Normalmente, o início do email é o mesmo do email que você usou no cadastro [confirme no painel ‘Sua Conta’, após fazer login na Amazon].

Depois de confirmar o seu email @kindle, aproveite para verificar se você está autorizado a enviar mensagens e arquivos para o endereço – ele só recebe conteúdo de contas previamente selecionadas. Por default, o email que você usou para criar a conta já é autorizado. Mas, caso você use bastante outro endereço, como um email do trabalho, ou se quer autorizar outra pessoa a enviar documentos para seu gadget, autorize-os aqui.

Agora basta entrar no seu serviço de email normal e enviar um email para a conta @kindle com o conteúdo desejado anexado. Você não precisa nem ativar um comando no Kindle – basta o aparelho estar conectado à internet que o download será automático. O que quer dizer que, mesmo que seu reader esteja longe, você pode enviar documentos para ler depois através dele – se você estiver no escritório e o Kindle estiver em casa, por exemplo,

Para enviar PDFs, crie um email, anexe arquivo PDF e coloque, como assunto, ‘convert’. O comando irá fazer com que o seu gadget, assim que for conectado à internet, receba automaticamente o PDF que você enviou e o converta para leitura no reader. Sim,automaticamente.

Mas que tipos de arquivos podem ser abertos no Kindle?

Além dos PDFs em caráter experimental, podem ser convertidos  DOC, HTML, JPEG, TXT , GIF, PNG e  BMP. Seu arquivo não é de nenhum desses tipos? Use os programas online Cloud Convert e o Online Convert ou o software Calibre.

Leia artigos da web em seu Kindle

HTML pode ser convertido? Então significa que você pode ler uma página da web, digamos um artigo longo que encontrou online, no Kindle? Salve uma página da web como HTML em seu computador e então a envie para seu email @kindle. Ela continuará formatada como no browser.

A Amazon oferece também o prático app Send to Kindle. Instale o programa em seu navegador e, quando encontrar um artigo interessante, aperte o botão do aplicativo. Pronto! Ele estará te esperando no leitor. Mas, antes de começar a usá-lo, você vai precisar autorizar o email do app na sua conta da Amazon [como expliquei lá no começo].

Crie coleções

Se você, como essa que vos escreve, tem ~probleminhas~ e é viciado em livros, a melhor maneira de não se perder em sua biblioteca digital é criar coleções. Por enquanto, como não tenho tantos arquivos assim, separei meus livros em ‘lidos’, ‘lendo’, ‘não lidos’ e ‘trabalho’ [as provas que ganho para analisar aqui na GALILEU – aliás, você já leu a seção de livros da revista? ela é feita com o coração].

As amostras são suas melhores amigas

A não ser que você esteja absolutamente certo que comprar um determinado livro, recomendo de coração que você baixe a amostra dele antes de fazer a transação final. Essa funcionalidade já me salvou do frenesi polissilábico que faria com que eu comprasse livros que ficariam encostados pra sempre na minha estante digital [ou me julgando, através da coleção de ‘não lidos’].

Leia notícias em seu Kindle

Kindle 4rss cria um feed com links selecionados por você em seu Kindle. A versão gratuita suporta até 12 sites que mostram até 25 artigos por edição. Acha pouco? Por uma assinatura de US$ 1,99 você tem direito de cadastrar 300 sites e ter uma edição com número ilimitado de artigos.

POR LUCIANA GALASTRI | 17/01/2014, às 16H01

A arrancada dos eBooks no Brasil


Um ano após a chegada das gigantes Amazon, Kobo e Google Play Livros ao Brasil, o segmento de livros digitais chega a uma participação entre 2% e 4% do faturamento total do mercado editorial. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam fatia de até 10% ao fim de 2014

Kobo Glo | Foto: Divulgação

Kobo Glo | Foto: Divulgação

No começo da noite de 5 de dezembro de 2012, a Livraria Cultura iniciou a venda do primeiro leitor digital dedicado no Brasil, o Kobo, produzido pela empresa canadense de mesmo nome, hoje uma propriedade do grupo japonês de comércio eletrônico Rakuten. Poucas horas depois, por volta da meia-noite, entravam em atividade no país, praticamente ao mesmo tempo, dois grandes nomes da tecnologia americana: a Amazon, com um site ponto-br, e as seções de livros e filmes da loja de aplicativos do Android, a plataforma móvel do Google. A chegada das gigantes do e-book causou frisson entre editores, livrarias e leitores, divididos entre as expectativas de mudanças no mercado e nos hábitos de leitura, que incluíam temores sobre o futuro do livro impresso. Foi aí, afirmam especialistas e profissionais da área, que teve início de fato o negócio do livro digital no Brasil. Em doze meses, o segmento se expandiu do traço para algo entre 2% e 4% do faturamento total de títulos comercializados. O número pode parecer baixo, mas é festejado por especialistas e profissionais da área, que veem uma arrancada superior à de países como os EUA e estimam uma participação de até 10% ao fim de 2014.

Segundo o economista Carlo Carrenho, que atua como consultor do mercado editorial, o e-book só se tornou popular no Brasil com a chegada das três gigantes. Antes, ele era vendido – de forma tímida e sem alcançar 1% do mercado total – por redes de livrarias como Saraiva e Cultura e pelo site Gato Sabido, o primeiro a comercializar livros digitais no país, ainda em 2009. De dezembro de 2012 para cá, nas contas do consultor, foram vendidos cerca de 3 milhões de livros virtuais no país.

O desempenho no período, que é considerado o início de fato do negócio no país, pode ser comparado ao americano, diz Carrenho. A curva de crescimento é semelhante, mas ainda mais acentuada por aqui. Nos Estados Unidos, o segmento fechou o que foi considerado o seu primeiro ano, o intervalo de 2007 a 2008, com algo como 1% do setor editorial total. Hoje, cinco anos depois, já passa dos 25%, patamar que o Brasil pode atingir em menos tempo, alcançando a estabilidade que se vê hoje nos EUA e também na Europa, igualmente em torno de 25%.

O patamar é entendido como um sinal de maturidade do mercado, de acordo com Mauro Palermo, diretor-geral da Globo Livros, editora que investe na digitalização de livros de olho no crescimento que se projeta pela frente. Com 30% do seu catálogo de 1.000 títulos convertidos, a Globo Livros teve de 2,5% a 3% de sua receita gerada pela venda de e-books neste ano. “Eu considero o desempenho brasileiro dentro da expectativa”, diz Palermo. “Até porque poucas pessoas têm leitores de livros digitais, os aparelhos aqui são caros se comparados aos vendidos em outros países. O número é bom para um primeiro ano.

A Globo não está sozinha na aposta no livro digital. A Intrínseca, por exemplo, já tem aproximadamente 90% de seu catálogo, formado por 250 títulos, em versão digital. “Até meados de 2014, esperamos ter o catálogo todo em e-book”, afirma o dono da editora, Jorge Oakim. No balanço da empresa, o livro virtual deve representar até 4% do faturamento em 2013. Otimista, é Oakim quem dá o maior lance nas apostas para 2014: ele acredita que o segmento digital pode atingir 10% do mercado editorial total daqui a um ano.

Os principais leitores de e-books vendidos no Brasil

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna – o que garante capacidade para 1.400 livros –  e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP Preço: 299 reais

O modelo de Kindle que chega ao Brasil é o básico, de quinta geração. Ele tem uma tela de 6 polegadas, 2 GB de memória interna | o que garante capacidade para 1.400 livros – e Wi-Fi para baixar obras pela internet. É o mais leve dos dispositivos comercializados pela Amazon, pesando apenas 170 gramas. Suas medidas são 165,75 x 114,5 x 8.7 milímetros. A recarga pode ser feita via tomada, com um adaptador AC, ou pela entrada USB do desktop. Um dos pontos mais notáveis do aparelho é duração da bateria: são mais de quatro semanas seguidas, caso a conexão sem fio esteja desabilitada. Formatos de arquivos aceitos: PDF, AZW3, AZW, MOBI, TXT, HTML, DOC, DOCX, PRC, JPEG, GIF, PNG e BMP
Preço: 299 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR Preço: 399 reais

O Kobo, comercializado pela livraria cultura no Brasil, oferece aos leitores uma tela sensível ao toquede 6 polegadas, com tamanho idêntico à utilizada pelo rival da Amazon. Apesar da semelhança, ele ganha na capacidade de armazenamento. Sua memória interna é de 1 GB, o que é suficiente para 1.000 livros, mas ele também conta com slot para cartões de memória – o que pode elevar sua capacidade em 32 GB. O leitor pesa 220 gramas e suas medidas são: 184 x 120 x 10 milímetros. O Kobo é capaz de se conectar à internet via rede sem fio e a duração de seu bateria tem média de quatro semanas.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, MOBI, TXT, RTF, HTML, JPG, GIF, PNG, BMP, TIFF, CBZ e CBR
Preço: 399 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.  Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG Preço: 550 reais

O Cool-er, introduzido no Brasil pela Gato Sabido, foi o primeiro leitor de livros eletrônicos a chegar oficialmente ao país. Ele apresenta tela de 6 polegadas, 1 GB de armazenamento e um slot para cartões de memória com até 4 GB de capacidade. O dispositivo pesa 178 gramas, e suas dimensões são 180 x115 x 10 milímetros. A bateria tem autonomia de três semanas, ou 8.000 “viradas de páginas” – como aponta o manual do produto.
Formatos de arquivos aceitos: PDF, EPUB, TXT, RTF, HTML, PRC, FB2, MP3 e JPG
Preço: 550 reais

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março. Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão Preço: de 479 a 699 reais.

Lançado em 2012, o Paperwhite traz uma tela de 6 polegadas com maior definição, 212 pontos por polegada, e iluminação interna para leitura em locais com pouca luz. Apesar de ser o dispositivos mais avançado do mundo, ele traz apenas 2 GB de memória interna. Desembarcou no mercado brasileiro em março.
Formatos de arquivos aceitos: Kindle (AZW), TXT, PDF, MOBI sem proteção, PRC naturalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP através de conversão
Preço: de 479 a 699 reais.

A Companhia das Letras tem aposta um pouco mais modesta. Fabio Uehara, responsável pelos e-books na editora, afirma que o setor pode abocanhar até 8% do bolo total em 2014 – ou seja, no mínimo dobrar a representatividade atual. Como a Globo, a empresa tem 30% de seu catálogo convertido – um catálogo que chega a 3 000 títulos. Como prova do investimento no segmento, a editora criou em julho o selo Breve Companhia, exclusivamente de e-books.

Ao todo, de acordo com Carrenho, que também dirige um site especializado no mercado editorial, o PublishNews, o catálogo brasileiro de e-books conta com cerca de 30 000 títulos. Para efeito de comparação, o chamado catálogo vivo de impressos, isto é, aquele composto por livros que estão disponíveis para a venda, possui entre 180 000 e 200 000 títulos, segundo dados da empresa de pesquisas Nielsen.

Perfil do leitor – Para Fabio Uehara, o consumidor de e-books não difere muito daquele que prefere o livro impresso. Nem a idade é vista como um diferencial – ao contrário do que pode se imaginar, os jovens não são mais atraídos pelo formato.

Susanna Florissi, diretora livreira da Câmara Brasileira do Livro (CBL), faz análise semelhante. “Não há diferença. É só uma questão de preferência e de adaptação aos novos formatos e suportes. Há sempre os extremos: pessoas que afirmam que jamais lerão livros no formato digital e outras que jamais o farão no formato impresso.

Para Palermo, da Globo, os e-readers atraem principalmente quem compra bastante livro e vê na tecnologia um investimento interessante. “Essas pessoas enxergam o leitor como um investimento, pois elas vão recuperar o valor gasto no aparelho ao economizar com os e-books, que custam cerca de 30% menos do que os livros impressos.

A evolução da família Kindle

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

Lançada em 2007, a primeira versão do Kindle custava 399 dólares, tinha apenas 250 MB de armazenamento interno e tela de 6 polegadas. Foi a única a trazer um slot para cartões de memória SD. Com sua tecnologia de tinta eletrônica, que forma as palavras na tela a partir de pulsos elétricos, o dispositivo foi o responsável por revolucionar o setor de livros eletrônicos. Apenas cinco horas após seu lançamento, o dispositivo já estava esgotado. A reposição levou cerca de cinco meses para acontecer, em abril de 2008.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

A Amazon promoveu mudanças na modelo lançado em 2009: diminui o tamanho do Kindle e inseriu um teclado mais compacto. O slot para cartões foi removido, e a ampresa introduziu um disco de 2 GB para o armazenamento de livros eletrônicos e músicas digitalizadas. Ele custava 359 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

Apresentado ao mercado em 2009, o Kindle DX tinha uma tela de 9,7 polegadas que fugia ao padrão adotado pela companhia. Além do tamanho, a principal novidade do aparelho era a capacidade de se comunicar com a rede 3G da Amazon, a Whispernet, fora dos Estados Unidos. Ele tinha 4 GB de armazenamento interno e custava 489 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

O Kindle 3, de 2010, marcou o início de uma nova era para a Amazon. Além de ser menor que os modelos anteriores, apesar de mantar a tela de 6 polegadas, ele foi lançado em duas versões: Wi-Fi e 3G, vendidas por 139 e 189 dólares, respectivamente. Com a estratégia, a empresa conseguiu aumentar a aceitação de seu produto no mercado. No mesmo ano, a Amazon lançou uma versão especial do leitor com anúncios, que ajudaram a reduzir o preço do dispositivo para 114 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Em 2011, apenas um modelo de Kindle 4 foi lançando, com uma tela de 6 polegadas, 2 GB de armazenamento e sem o teclado físico. A Amazon preferiu diminuir o aparelho, inluindo apenas os botões de navegação. Para criar anotações, o usuário precisa acessar um teclado virtual, controlado pelos quatro botões. O preço do aparelho era de 109 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Ainda em 2011, a Amazon supreendeu o mercado ao lançar um leitor de livros digitais com tela totalmente sensível ao toque. O Kindle Touch Wi-Fi chegou ao mercado por 139 dólares, com seus 4 GB de memória e tela de 6 polegadas. A versão 3G, com a mesma configuração, custava 189 dólares.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Lançado em 2011, o Kindle Fire marcou a entrada da companhia no mercado dos tablets. Capaz de rodar jogos e filmes, o dispositivo passou a ser um ótimo canal para a distribuição do conteúdo digital da companhia. Sua tela de LCD de 7 polegadas era inferior à dos rivais, mas era no preço que ele se destacava: 199 dólares. Com ele, a Amazom passou a ser a terceira maior empresa no mercado de tablets, atrás de Apple e Samsung.

Preço – Ainda que sejam financeiramente mais atraentes, os títulos digitais estão longe de ter o preço dos sonhos do consumidor. Sem custos como a impressão e a distribuição, há de se esperar que as obras tenham custo mais amigável para o bolso. Não é exatamente o que acontece. “O custo editorial de um livro vai continuar o mesmo, pois, no lugar do gasto com impressão, temos o investimento na tecnologia de digitalização e na publicidade feita nas livrarias virtuais”, justifica Mauro Palermo, da Globo Livros.

O consultor Carlo Carrenho dá outras razões para a pequena diferença de preço. “Uma das questões é que os editores não querem canibalizar as vendas, ou seja, deixar o livro digital tão barato que o leitor perca o interesse pelo físico, que continua sendo a maior fonte de renda para eles.” Além da estratégia comercial, há custos envolvidos que impedem que o e-book custe menos de 50% do que o seu equivalente impresso.

O consultor afirma ainda que agentes literários podem exigir por contrato que a diferença de preços não seja tão grande. Em defesa dos autores que representam e dos próprios ganhos, em países com o mercado digital consolidado, como os Estados Unidos e o Reino Unido, alguns agentes chegam a vender os direitos autorais de e-books por valores mais altos. “Eles argumentam que, já que as casas editoriais não pagam papel e gráfica para imprimir as obras, elas podem aumentar a quantia destinada aos autores, que acabam com uma margem de lucro maior do que têm com a publicação daqueles mesmos livros em versão impressa”, diz.

Ranking de VEJA – A partir desta semana, está no ar no site de VEJA uma lista com os e-books mais vendidos no Brasil. Os dados são fornecidos pela loja virtual da Amazon e atualizados de hora em hora. Para Alex Szapiro, gerente da gigante no país, que oferece 2,1 milhões de livros em todas as línguas, 26 000 deles em português, os brasileiros são apaixonados pela leitura, mas esbarram na ausência de livrarias em todas as cidades e no alto preço de capa dos livros impressos. Aspectos em que o digital leva vantagem e pode ajudar a vencer.

Por Meire Kusumoto | Publicado originalmente e clipado à patir de VEJA | 01/12/2013, às 09:41

Garanta sua leitura digital com o Calibre


CalibreHá quem prefira ler livros no tablet, com cores e mais opções de aplicativos. Outros preferem as vantagens dos leitores com tinta eletrônica [e-ink], que cansam menos os olhos e podem ser usados sob o sol. Para fãs de livros em qualquer plataforma, o aplicativo Calibre é a melhor opção para gerenciar, converter e fazer quaisquer tarefas com arquivos dos tablets e e-readers. O programa é compatível com praticamente qualquer plataforma [Windows 32 e 64, Mac OS e Linux, além de ter uma versão portátil] e permite o controle total do conteúdo a ser lido ou guardado. Por trazer todos esses recursos, o Calibre é um pouco complexo. Por isso, selecionamos algumas das melhores dicas para explorá-lo ao máximo.

Primeiros passos

Baixe o Calibre. Depois da instalação, rode o aplicativo e escolha o idioma [Português Brasileiro] da interface e selecione o tipo de aparelho que é usado para leitura de livros. Pode ser um tablet ou um e-reader, e há várias marcas para escolher, incluindo opções genéricas, caso seu fabricante não esteja na lista. Se você tem um Kindle, é possível indicar o e-mail para envio de conteúdo diretamente ao aparelho. Depois das configurações, surge a tela principal do Calibre.

Enviar para o dispositivo

Para incluir um item, é só clicar em Adicionar Livro, localizar o arquivo e clicar em Abrir. O Calibre reconhece praticamente quaisquer formatos, desde TXT e DOC até PDF, ePub e Mobi. Ao conectar o tablet ou e-reader ao micro, o Calibre deve achá-lo de forma automática. Daí, é só clicar no item correspondente a um livro com o botão direito do mouse e escolher um dos subitens do menu Enviar Para Dispositivo, conforme o local onde se deseja gravar o conteúdo [na memória principal ou num cartão conectado ao tablet ou e-reader].

Mais recursos com plug-ins

Além de ter montes de opções na instalação básica, o Calibre também conta com suporte a plug-ins para receber mais recursos. O melhor local para achar os plug-ins é na seção dedicada ao Calibre do fórum MobileRead. Depois de baixar o arquivo ZIP correspondente ao plug-in, pressione o botão Preferências e clique em Extensões. Pressione Load Plugin From File, localize o arquivo ZIP baixado e clique em Abrir. Reinicie o Calibre e pronto. O plug-in está instalado.

Livros com mais informações

Há três formas de preencher as informações de um livro adicionado ao Calibre. A maneira mais simples é clicar no item duas vezes [não é um duplo clique, espere um segundo entre cada clicada]. Depois, é só preencher os campos básicos, como Título e Autor. Para adicionar mais detalhes, clique no item do livro e, depois, em Editar Metadados. A janela que surge permite indicar editora e língua, entre outras informações. Mas o recurso mais interessante é a possibilidade de baixar esses dados de forma automática. Para isso, na janela de edição de metadados, forneça título e autor e, depois, clique em Baixar Metadados. Na configuração de fábrica, o Calibre busca metadados no Google e na Amazon, o que pode ser um problema para publicações nacionais. Para melhorar isso, adicione o plugin do site brasileiro Skoob ao Calibre.

Capas improvisadas

Depois de adicionar um arquivo ao Calibre, ele pode não ter uma capa, especialmente se a origem foi um documento nos formatos DOC ou TXT. Nesse caso, é possível criar automaticamente uma capa simples, mas que ajuda a reconhecer o conteúdo nos tablets ou e-readers. Para isso, clique no item relativo ao livro e, depois, no botão Editar Metadados. Na janela que surge, pressione o botão Gerar Capa. Clique em Certo. Feito! Note que a capa será gerada com base no título e autor já preenchidos. Por isso, tecle essas informações antes de criar a capa automática.

De um formato para outro

Um dos recursos mais úteis do Calibre é a possibilidade de conversão entre formatos de livros eletrônicos e documentos. Se você já enviou algum item para seu e-reader ou tablet em formatos não suportados por ele, certamente notou que o Calibre fez a conversão de forma automática. É possível fazer também a conversão manualmente. Para isso, clique no item e, depois, no botão Converter Livros. Na janela que surge, é possível fazer montes de ajustes, que vão desde o tipo de fonte e justificação de parágrafos até opções específicas do formato de saída. Como padrão, o Calibre converte para o formato mais compatível com seu e-reader ou tablet [por exemplo, Mobi para Kindle ou ePub para iPad]. Mas é possível escolher outro padrão no campo Formato de Saída. Depois de ajustar tudo, clique em Certo e espere o final da conversão. Para vários livros, selecione-os, segurando a tecla Ctrl e marcando cada um com o mouse. Depois, clique com o botão direito na seleção e escolha Converter Livros > Conversão em Massa.

Conversão proibida

O Calibre não faz diretamente a conversão de um formato com proteção ou criptografia, como arquivos ePub comprados em lojas online ou AZW adquiridos na Amazon. Ainda é possível copiar o arquivo para o HD do micro, para fins de backup, no entanto.

Direto para o HD externo

É possível levar sua coleção de livros para qualquer lugar com a versão portátil do Calibre, que pode ser instalada num pen drive ou HD externo. Basta rodar o arquivo de instalação e indicar a pasta na qual o Calibre será gravado. Se você já tem uma coleção em outra instalação do programa, basta copiar a pasta Calibre Library no local escolhido para a versão portátil. Uma ideia interessante também é manter sempre os mesmos arquivos em cada instalação do Calibre, portátil ou não. Nesse caso, você pode usar um aplicativo de sincronia de arquivos, como o Toucan, fazendo com que as pastas Calibre Library de cada instalação fiquem idênticas entre si.

Acesso pela rede

Em vez de plugar cada e-Reader ou tablet ao micro com o Calibre, é possível compartilhar o acesso à biblioteca do Calibre pela rede local. Para isso, é só clicar no botão Conectar/Compartilhar e escolher Iniciar Servidor de Conteúdo. O acesso é feito pelo navegador, acessando o endereço http://ip_do_micro:8080, substituindo ip_do_micro pelo endereço IP do computador que está rodando o Calibre. A interface web permite fazer buscas e baixar os livros diretamente. Há alguns aplicativos que detectam de forma automática quando o Calibre compartilha livros na rede local. No iOS, o Stanza é um deles.

Dedicado ao Android

Se você usa um tablet Android para ler livros e gostou do Calibre, vale a pena usar um aplicativo feito especificamente para ele. Trata-se do Calibre Companion. Abra o Calibre no micro, pressione Conectar/Compartilhar e escolha Start Wireless Device Connection. Pressione Certo para confirmar. O Windows deve pedir a confirmação do acesso pelo firewall do sistema, então pressione Permitir Acesso. Aí é só rodar o Calibre Companion no tablet com Android e tocar em Connect para acessar toda a coleção de livros. Ao contrário do acesso pelo navegador, é possível inclusive mandar livros do tablet para a coleção do Calibre usando o Companion.

Baixe os artigos

Existem vários serviços que guardam artigos da web para leitura posterior, como o Pocket e o Instapaper. Para quem usa um tablet, é só usar o próprio aplicativo de cada serviço para baixar e ler os artigos guardados. Mas, para quem tem um e-reader, o Calibre resolve o problema. Clique no botão Obter Notícias. Na janela que surge, abra as opções do item Desconhecido[a]. Clique em Pocket ou Instapaper, conforme o serviço usado. Depois, preencha seus dados de login e senha e clique em Baixar Agora. Os artigos serão trazidos e reunidos no formato de livro. Note que também há opções para baixar notícias de diversos países e fontes, incluindo jornais e sites do Brasil [no item Português Brasileiro]. Você também pode agendar o download de artigos ou notícias, marcando o item Agendar Para Baixar. Nesse caso, o Calibre fará o download de forma automática, se estiver rodando, ou em sua próxima execução, caso contrário.

Publicado originalmente e clipado à partir de Info | 16/07/13

Resultado da “Promoção FineReader”


Quais são as vantagens da digitalização dos livros?

O autor da resposta mais criativa [e que ganhou da ABBYY Brasil uma licença do software FineReader 11 Edição Brasil] foi Julio César de Sousa Dias com o seguinte comentário:

Digitalizar é preservar e dar liberdade. Preserva o meio-ambiente, preserva o texto, preserva o conhecimento. Dá liberdade de levar quantos livros quiser para onde quiser, dá liberdade de moldar o livro ao seu jeito, dá liberdade de uso. FineReader nos torna um leitor excelente.

Parabéns, Julio César. Manda aqui pra gente o seu e-mail.

O ABBYY FineReader 11 Edição Brasil é um software OCR que permite converter documentos em papel [livros, revistas e quaisquer documentos em geral] e arquivos PDF para formatos editáveis [por exemplo, Word, Exel, etc.] e para formatos mais usado em eBooks como ePub, FB2, HTML e o formato do Amazon Kindle.

Para participar desta promoção basta comentar este post com a sua resposta e nome e aguardar o resultado.

Até o final de fevereiro, a ABBYY Brasil irá sortear dentre os participantes aquele com a resposta mais criativa.

O resultado será publicado aqui mesmo no nosso blogsite.

Os eBooks e as startups


Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 17/01/2012

Em primeiro lugar, peço desculpas por me manter no assunto dos e-books quando minha coluna prometia ser uma espécie de conversa sobre os bastidores do departamento editorial. O que ocorre é que o os e-books invadiram o editorial e, principalmente, invadiram minha vida de tal forma que está complicado pensar em outra coisa.

Os livros digitais me fascinam desde que li sobre eles em O negócio dos livros, de Jason Epstein, e não pelo yuppismo tecnológico [apesar de eu não poder negar que os aparelhinhos me divertem], mas pela destruição em massa que eles iriam causar nas certezas editoriais. O editorial [e muitos outros setores das editoras], na minha visão e de outros colegas, estava muito engessado, havia regra para tudo há 500 anos, e fugir delas não era de bom tom. Porém, agora, com o digital, voltamos tão ao zero que sequer sabemos como nossos leitores leem. E, o melhor, é um mercado tão dinâmico que, quando soubermos, eles já poderão estar lendo de outras formas…

Os e-books exigem uma entrega profunda por parte dos que trabalham com eles. Você não pode, por exemplo, simplesmente aprender a converter um “.doc” para “.epub” e repetir isso infinitamente, pois cada “.epub” convertido traz problemas que você nunca viu antes. E isso acontece por diferentes motivos: bugs do software que converte, bugs do software que lê e inexperiência de quase todo mundo no assunto. E, quando dizemos “e-books”, podemos estar falando de pdf, e-books para Kindle, para iBooks, e-books que são aplicativos, formato fixo, ePubs para Adobe Digital Editions… Cada um desses tem custo, contrato, possibilidades de design e formas de produzir diferentes uns dos outros. Diz-se que o formato universal é o ePub para ADE, mas na prática cada conteúdo pede um deles e, se você trabalha com e-books dentro de uma editora, você tem que ler muitas vezes para saber que tipo seria melhor. Por isso, se decidir direcionar sua carreira para essa área, aconselho que goste tanto disso que não se sinta infeliz quando perceber que estará estudando em vários de seus horários livres. E estudar não é pegar um livro e ler; você tem que inventar sua forma de estudar, porque as informações estão espalhadas pela internet. Você tem que aprender onde encontrar as que são realmente relevantes e confiáveis.

Toda essa velocidade nos aproxima muito dos setores de tecnologia, principalmente os relacionados a web. Da mesma forma que já achei [e ainda acho] que poderíamos aprender muito com a engenharia de produção, agora acredito que ganharemos muito analisando as chamadas startups. Meu conhecimento sobre o assunto é raso, mas pretendo, aqui, apenas apresentar a ideia geral para que possamos aprofundá-la depois.

Em uma entrevista para a Exame, em 2010, Yuri Gitahy diz que: “Muitas pessoas dizem que qualquer pequena empresa em seu período inicial pode ser considerada uma startup. Outros defendem que startup é uma empresa com custos de manutenção muito baixos, mas que consegue crescer rapidamente e gerar lucros cada vez maiores. Mas há uma definição mais atual, que parece satisfazer a diversos especialistas e investidores: startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza.”
 
Além de me identificar com as “condições de extrema incerteza”, uma das coisas que mais me interessam nas startups é sua capacidade e desejo de ouvir as pessoas para desenvolver um produto que elas queiram ou que elas nem sabem que querem, porque nunca acharam que fosse possível produzi-lo. Acho isso diretamente relacionado ao editor de aquisições, que tem que sentir o que um país pode estar querendo ler, mas tem poucas formas de confirmar essa informação.

Para quem trabalha com e-books, é ainda mais fundamental descobrir não necessariamente o que as pessoas querem ler, mas como elas querem. Elas querem que seja igual ao impresso? Elas querem muitas cores? Elas querem animações? Ou até: elas querem mesmo ler livros em aparelhos eletrônicos? Se sim, em quais circunstâncias? As startups desenvolveram seus métodos de lidar com toda essa incerteza. Por que não segui-los?

E, finalmente, chegamos à questão que se repete das mais variadas formas: as editoras estão mesmo dispostas a apostar em inovação ou acreditam que não são como a indústria fonográfica? Eu, sinceramente, não vejo muitas saídas para as editoras que não alterarem seu modelo de negócio e se reinventarem – buscando reinventar também o mercado -, e ficarem apenas esperando que alguma espécie de Spotify venha mostrar um caminho depois de anos de prejuízo.

Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 17/01/2012

Cindy Leopoldo

Cindy Leopoldo é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ] e pós-graduada em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Federal Fluminense [UFF]. Trabalha em departamentos editoriais há 7 anos. Escreve quinzenalmente para o PublishNews, sempre às terças-feiras. A coluna Making of trata do mundo que existe do lado de dentro das editoras. Mais especificamente, dentro de seus departamentos editoriais.

Só preço salva o Kindle Fire, tablet da Amazon


A princípio, ele lembra o popular slogan de eletrodomésticos brasileiros. Afinal, o Kindle Fire não é, assim, nenhum iPad. Quando se vê o preço, porém, o novo tablet da Amazon vira uma opção deveras interessante para quem cobiça o aparelhinho, mas hesita quanto a seu uso.

O Fire, encarnação de tela colorida e sensível ao toque do leitor eletrônico que a Amazon lançou em 2007, serve para bem mais do que ler [e comprar] livros: navega na internet, roda jogos e vídeo, tem aplicativos de toda sorte e lê documentos com extensões PDF, DOC e outras.

Sem câmera, sem GPS e com tela menor, precisa evoluir para se comparar ao iPad. Mas como reclamar diante do preço de US$ 200, 60% menor que o do rival?

O ponto mais frágil está na oferta de apps, mais limitada. Os aplicativos dos jornais são basicamente versões coloridas do que havia no Kindle original, sem interatividade [revistas, como a “Wired”, já têm versões próprias]. Além disso, a loja criada pela empresa não funciona fora dos EUA [leia mais ao lado].

Também faltava o YouTube. Em seu lugar, um player pouco amigável para o site de vídeos, o FREEdi, não rodou no teste da Folha.

A julgar pelo que ocorreu com o Android, entretanto, é de esperar que o número de apps -hoje vagamente classificado pela Amazon como “milhares”- se multiplique logo. O sistema operacional utilizado pelo Fire, aliás, é uma versão adaptada daquele criado pelo Google.

Funciona bem. Mas alguns detalhes que aumentam os passos na navegação, como a tela que enfileira aplicativos ou os categoriza, tiram pontos diante do ultrainstintivo iOS 5, da Apple.

Uma das características trompeteadas pela Amazon é a rapidez de seu novo navegador, o Amazon Silk. É fato. Mas a resposta ao toque -zoom e rotação, ou o toque para acionar vídeos- é lenta, e às vezes engasga.

Diferentemente do que se torna frequente com o iPad, os sites não reconhecem imediatamente o Fire como tablet e carregam sua versão completa. Porque a tela é significativamente menor, a leitura se torna menos confortável do que no rival.

Faz falta também um ajuste de som no próprio aparelho -o controle, virtual, aparece na tela. Já a qualidade dos vídeos é excelente, mesmo com a tela menor.

Dois pequenos trunfos do Fire sobre o iPad são a porta Micro-USB e a portabilidade [o rival pesa 50% mais].

Ao evoluir, porém, o Fire deixou de lado aquilo que fazia seu irmão mais velho tão especial frente ao iPad: o conforto para ler livros.

Ainda estão ali dicionários, marcações e consultas. Mas a tela luminosa é bem menos confortável aos olhos do que a de E Ink dos Kindles antigos, e o peso é 2,5 vezes maior. Além disso, a bateria da versão simples durava até um mês -no Fire, a promessa é de oito horas em uso intenso.

Por Luciana Coelho | De Washington | Publicado originalmente por Folha de S.Paulo | 27/11/2011

Amazon Kindle continua com falta de suporte ao formato ePub


Kindle [AZW], TXT, PDF, Audible [Audible Enhanced [AA,AAX], MP3, MOBI não protegido, PRC nativamente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG, BMP por meio de conversão.

Esses são os formatos de conteúdo suportados pelo novo Kindle Touch, da Amazon. O modelo mais barato, chamado apenas de Kindle, não reproduz áudio. O tablet Kindle Fire, por sua vez, suporta mais alguns formatos, como OGG, MP4 e VP8.

Foi meio decepcionante ver que nenhum dos novos modelos de Kindle [assim como os velhos] oferece suporte a EPUB, um padrão bem difundido de distribuição de documentos digitais. Gratuito e aberto, é adotado por muitos repositórios de livros eletrônicos e compatível com leitores como Barnes & Noble Nook, iRiver Story e Sony Reader, além de vários tablets. Mas não com o e-reader da Amazon.

Vejo dois perfis de leitores que, por conta dessa limitação, podem se frustrar muito ao ter um Kindle: 1] os que leem sobretudo obras que estão em domínio público; 2] os que não querem ler em inglês.

Para os leitores do primeiro tipo, tenho a impressão de que a coisa está melhorando – parece-me cada vez mais fácil achar obras em domínio público disponíveis no formato do Kindle. Para os do segundo, o negócio é mais complicado. No Brasil, especificamente, as lojas costumam vender e-books apenas em EPUB ou PDF, e o catálogo em português na Amazon é bem limitado.

A farta disponibilidade de obras em domínio público e em português [ou outras línguas que não o inglês] no padrão PDF, que é compatível com o Kindle, não melhora muito as coisas, pois o aparelho da Amazon oferece um suporte muito limitado ao formato. Os níveis de zoom, por exemplo, são todos predefinidos [ajustar para caber, tamanho real, 150%, 200%, 300%] – não é possível dar um zoom de 130%. [Essa opinião sobre o suporte a PDF é baseada na minha experiência com o Kindle 3, atual Kindle Keyboard, mas acredito que os novos modelos – com exceção do Fire – não apresentem melhora significativa nesse quesito.]

Os donos de Kindle nos Estados Unidos ainda sofrem com o problema de muitas bibliotecas trabalharem prioritariamente com EPUB.

A questão do EPUB gera discussões intermináveis, como esta no fórum da Amazon, com 642 posts desde dezembro do ano passado. Não são raros os comentários na linha “comprei um Nook/Sony Reader/outro concorrente em vez de um Kindle por causa da falta de suporte deste a EPUB”.

Uma solução comumente utilizada é converter arquivos em EPUB [ou mesmo em PDF] para MOBI, formato semelhante ao AZW. O resultado, porém, pode variar.

Escrito por Emerson Kimura | Publicado Folha Online | 05/10/2011, 06h54

Scribd: A maneira mais prática de publicar seu livro na web


Por Roberto Tostes | Publicado originalmente em TechTudo | 18/02/2011 – 18h59

Nível: Básico | Número de Etapas: 4

Se você tem textos, artigos ou livros prontos, saiba que você já pode publicá-los na web de forma rápida e gratuita. Foi com essa proposta que o Scribd conquistou mais de 60 milhões de usuários, formando a maior rede de compartilhamento de documentos da web. Siga os passos abaixo e seja você o seu próprio editor:

Passo 1. Faça seu cadastro e o primeiro upload

Logo na home da Scribd você preencherá um cadastro com e-mail e senha, ou entrará com sua conta do Facebook. Escolha a opção “Upload” ou “Carregar” [em português] e clique na pasta onde está o arquivo [as extensões aceitas são doc, txt, xls, ppt e pdf] , que será convertido em formato web.

Passo 2. Descreva seu documento

Ao fazer o upload, você preenche dados como título, categoria, tags [palavras-chave] e resumo. Na forma padrão, seu documento ficará acessível à leitura do público, mas é possível modificar isso. Todos os dados preenchidos sobre o seu documento são importantes pois o Scribd indexa e disponibiliza os documentos para todos os mecanismos de busca da internet.

Passo 3. Visualize o documento e divulgue

Após a publicação, o Scribd permite que você compartilhe seus documentos nas redes sociais, principalmente Twitter e Facebook. Se você tiver um blog ou site para colocar, também pode copiar o código, ou também enviar diretamente o link de sua publicação para uma lista de e-mails.

A visualização da leitura é feita por um menu de navegação bem fácil de usar. O usuário pode escolher entre a opção “livro”, “apresentação de slide” ou “rolar” [com mouse ou setas para baixo]. Você pode dar zoom, ver o conteúdo em tela cheia, buscar palavras e explorar a biblioteca.

Passo 4. Detalhando seu perfil e interagindo

A sua página de usuário é o local onde você colocará a sua foto, dados pessoais e e-mail para contato. O programa incentiva muito a interação e a troca. Você pode pesquisar por assunto e adicionar títulos à sua coleção pessoal, seguir pessoas, e fazer comentários em documentos lidos. Em sua conta, ainda, você terá acesso a uma estatística de quantas pessoas leram o seu documento, quando, e quem compartilhou ou comentou em seus textos.

Você não precisa mais esperar que alguém publique seus escritos. Aproveite também para pesquisar e estudar, pois o Scribd tem livros, revistas, manuais e documentos de todos os tipos, assuntos e abordagens. E além de ver seu texto publicado, você vai poder trocar ideias com muita gente interessante.

Por Roberto Tostes | Publicado originalmente em TechTudo | 18/02/2011 – 18h59

Na espera pelo iPad, editoras adaptam seus livros para lançamento do tablet no Brasil


Lançamento de dispositivos móveis, como o iPad, aquece o mercado de livros eletrônicos

Apple lançou o iPad oficialmente em abril, nos Estados Unidos. Desde então, o tablet já foi comprado extraoficialmente por brasileiros, chegou a diversos países e recebeu autorização da Anatel para ser vendido no Brasil – ainda assim, nada de sua comercialização ter início por aqui. Enquanto aguardam o lançamento, as editoras trabalham para disponibilizar aos consumidores versões compatíveis com o iPad de seus livros existentes no formato tradicional. Nos Estados Unidos, essa alternativa mostrou-se válida: os e-books já superaram os livros de capa dura na gigante Amazon.com.

Em agosto, por exemplo, a livraria Saraiva anunciou a disponibilidade de seu aplicativo de leitura para o iPad e iPhone, que pode ser baixado na loja de aplicativos App Store, da Apple. “Estimamos, hoje, 40 mil iPads no Brasil e é esse público que queremos atingir”, afirmou Marcílio Pousada, presidente da empresa. A Saraiva, que pretende ter até o final do ano 5 mil livros digitalizados, tem arquivos nos formatos PDF e ePUB, compatíveis com o iPad, o Alfa, da Positivo, o Sony Reader e o Cool-er, da Gato Sabido.

Os usuários de leitores digitais devem ficar sempre atentos aos formatos disponíveis para cada tipo de eletrônico – é justamente esse o desafio das editoras, que querem tornar seu material compatível com os produtos da Apple. Além de PDF e ePUB há diversas outras siglas que podem acabar confundindo e atrapalhando o consumidor: DOC, TXT, HTML, MOBI e TRT, por exemplo. A gigante Amazon, uma referência no mercado de e-books, criou até um formato próprio para o conteúdo compatível com o Kindle [AZW e AZW1].

Adaptação
A Singular, empresa da editora Ediouro, também se adapta para conquistar no Brasil novos leitores entre os fãs da Apple. “Temos arquivos digitais sendo vendidos pelos principais sites do país, que podem rodar nos aparelhos já disponíveis no Brasil. Mas ainda temos de nos adaptar à plataforma do iPad, que exige itens diferenciados, pois os arquivos serão vendidos pela loja virtual da Apple. Além disso, o gadget oferece cores e funções interativas, como som e a possibilidade de ler o texto na vertical ou na horizontal”, afirma Newton Neto, diretor de mídias digitais e tecnologia da Singular.

Essa interatividade que o aparelho possibilita funciona como um chamariz e também pode reforçar o lucro das editoras. ”Com o tablet, conseguimos dar mais realidade e nitidez aos desenhos, o que não acontece com os leitores digitais vendidos atualmente no Brasil”, explica Mauro Palermo, diretor da Globo Livros. Durante a Bienal Internacional do Livro, a empresa disponibilizou o primeiro capítulo da obra “A menina do narizinho arrebitado”, de Monteiro Lobato, para iPad. “Até o fim do ano, teremos o livro completo e outras obras ilustradas, que serão rediagramadas para se encaixarem ao tamanho e estrutura do aparelho.”

Apesar da empolgação de muitos, a editora Contexto não vê o gadget da Apple como um “divisor de águas” no setor de mídias impressas. “Faz bastante tempo que estamos nos preparando para a venda do livro digital: tanto que grande parte dos nossos contratos já tem previsto o comércio deste tipo de arquivo. Mas não vamos dar exclusividade para um aparelho ou outro. Queremos disponibilizar um e-book que rode em todos os e-readers”, explicou Daniel Pinsky, diretor da empresa.

E a pirataria?
Outra iniciativa estudada pelas editoras é oferecer, junto com os textos, vídeos e disponibilizar uma forma de escutar a versão digital. Com essas exclusividades, as empresas acreditam que será mais difícil os leitores optarem por versões pirateadas. “Estamos criando uma versão 2.0 dos e-books, à qual o consumidor terá acesso com um código passado durante o ato da compra”, explica Neto, da Singular.

O valor dos e-books deve ser mais baixo que o cobrado para os livros impressos, porque na versão tradicional está embutido o preço das obras que não foram vendidas, do frete e da gráfica, entre outras coisas. “Retirando esses custos, o produto fica cerca de 65% mais barato. Assim, o leitor que investiu no aparelho vai aos poucos recuperando o valor, economizando na compra dos livros”, afirma o diretor da Globo Livros.

Os arquivos digitais também terão o chamado DRM [Digital Rights Management; gerenciamento dos direitos digitais], uma plataforma de segurança escolhida pela maioria das editoras brasileiras para proteger os arquivos de cópias não autorizadas. Assim, o usuário baixará o arquivo e não conseguirá repassá-lo.

Por Daniel Navas | Para o UOL Tecnologia | 19/10/2010 – 10h34

Livros digitais ganham força, mas falta de aparelhos complica vida dos brasileiros


Maior parte dos e-reader está disponível apenas para compra no exterior

Nook, leitor digital'Barnes & Nobles, não está disponível no Brasil. Photo: Getty Images

Quem viu de perto o surgimento do televisor, na década de 50, vivenciou também a dúvida sobre o quanto a tecnologia impactaria no futuro do rádio. E como tudo que é novo, o e-book ou livro digital , que começa a ganhar força no Brasil neste ano, chega assombrando, no caso, o livro impresso.
Quem está há muitos anos em meio a milhares de páginas garante que a tendência é irreversível, mas não dominante. O mercado de livros, nos próximos anos, não será exclusivamente online, aposta o presidente da Câmara Mineira do Livro, José de Alencar Mayrink, certo de que o primeiro exemplar de um livro dificilmente será digital.

Para ele, autores e editoras darão preferência para o lançamento nos dois formatos e só depois definirem quais obras devem ficar restrita à distribuição por meio digital.

– Brasileiro adora tecnologia e o livro digital pode até aumentar o número de leitores no país. Antes, quem não tinha disposição para abrir um livro e passar as páginas, hoje pode rolar o mouse e acompanhar a história na tela.

Apesar dos e-readers [leitores eletrônicos] terem alavancado o setor, o livro digital existe antes desses dispositivos. Há muito tempo já se usa o livro digital. Eles são “passados” para o computador em formato PDF, extensão do Adobe Reader, e lidos em notebooks, desktops e smartphones. O surgimento dos e-readers é que tornou possível transportar mais obras e ter acesso a elas a qualquer hora e lugar. Os aparelhos com menor memória cerca de 2 gigabytes armazenam até 3.000 títulos.

O mais famoso dos e-readers até por ter sido o primeiro do mundo a chegar mais perto do que desejavam os consumidores é Kindle, criado e vendido pela empresa norte-americana Amazon.

Produto sem o qual o médico Joaquim Bonfim não consegue mais viver. Ele comprou o aparelho há apenas um mês e já instalou 44 livros e assinou um jornal diário. Para quem duvida do conforto visual que esses dispositivos oferecem, o médico garante não perceber diferenças.

– Trabalho com medicina de diagnóstico por imagem. Por isso sei que a tecnologia e-ink, que imita o papel original, é perfeita para a saúde. É como ler um papel comum. Não tem comparação com a leitura em um computador ou celular.

O aparelho escolhido por Bonfim foi o Kindle DX, chamado também de internacional, que possui conexão 3G, tela de 9,7 polegadas e lê arquivos não só no formato AZW [sob o qual estão os livros vendidos no portal da fabricante] como nos primeiros modelos da Amazon, mas também PDF, TXT, PRC, DOC, MOBI, JPEG, HTML, GIF, PNG e BMP. Ou seja, dá para variar bastante.

“Diagramação” ao gosto do leitor

Mas se a moda vai pegar ou não, talvez ainda seja cedo para dizer. Há quem acredite que a adaptação ao livro digital será demorada, muito maior do que a rápida adesão aos formatos MP3 e MP4, reprodutores de música e vídeos digitais.

Para o diretor de mídias digitais da Editora Gente, Roberto Melo, a experiência de ler um livro é diferente conforme o dispositivo, ao contrário de quando se ouve música.

– Não importa se o jazz está rodando em um CD, player MP3 ou telefone celular. A música que chegará aos ouvidos é a mesma. Mas, ler um conto de Machado de Assis em um livro impresso é totalmente diferente de ler em uma tela de um smartphone ou do computador.

Mas existem pessoas que, por exemplo, preferem ler livros técnicos em leitores digitais e computadores pelo fato de poderem inserir anotações, marcações e cálculos, sem danificar a obra.

Além de afirmar que a experiência da leitura digital varia de acordo com o perfil de cada leitor, Melo diz que os e-readers podem oferecer vantagens e desvantagens. Um lado bom é a possibilidade de o usuário diagramar o texto da melhor forma que lhe convir, pois a maioria dos livros eletrônicos são editados de forma que é possível alterar a fonte e ajustar o conteúdo de acordo com o tamanho da tela.

Um deles é o ePub, arquivo programado na linguagem XML, que permite a conversão automática de conteúdos escritos. O aspecto negativo atinge os designers que trabalharam na construção do livro, que por essa possibilidade temem o desemprego. Outro fantasma que anda de mãos dadas com a tecnologia.

Poucas opções chegam ao mercado nacional

São incontáveis os fabricantes e modelos de e-readers no mercado desde o surgimento dos livros digitais. Uns mais conhecidos, outros menos. Mas pouquíssimos estão disponíveis no Brasil. A Sony, por exemplo, em 2007, logo após o lançamento do primeiro Kindle, soltou no mercado seu primeiro e-reader, para competir com o produto da Amazon: o Sony PR-300. Desde então, vem lançando vários outros modelos e os mais recentes são o PRS-600 Touch Screen e o PRS-900 Touch Screen. Mas só estão à venda na Europa e nos Estados Unidos.

A Samsung também lançou seu e-reader, em março deste ano, em Nova York. Com preço de U$299, o dispositivo tem tela 6 polegadas e, em vez de touch screen, é sensível à caneta de ressonância magnética. Aceita arquivos nos formatos ePub, PDF, TXT, BMP e JPG, com memória de 2GB que pode ser expandida com cartão SD.

Além disso, a empresa anunciou parceria com a rede de livrarias Barnes & Nobles para os usuários terem acesso ao acervo das lojas. Mais uma vez, só compra quem for à terra do Tio Sam. Além da Sony e da Samsung, fabricantes como Onyx, Neolux Corporation, Lbook, Elonex, Endless Ideas, Astak e Aluratek também investem em leitores de livros digitais e lançam novidades periodicamente.

A pouca disponibilidade desse tipo de aparelho no Brasil pode ser explicada pela recente chegada do livro eletrônico no país. Nas livrarias que já vendem as obras digitais, não há comparação entre os títulos estrangeiros com os nacionais. Os daqui, perto das mil unidades. Os de fora, ultrapassam as 100 mil. Por isso o mercado ainda não tenha visto motivos para investir nos dispositivos.

Mas se você ficou curioso ou mesmo interessado em um e-reader, fique atento a algumas dicas para comprar um que seja adequado ao seu perfil. Primeiro, veja se há necessidade de conexão sem fio e 3G – quando o cotidiano é um corre-corre, é o indicado, pois pode-se comprar livros de qualquer lugar. Se for um aficionado por livros, daqueles que lêem em filas de espera, bancos de praça, em todo lugar, o ideal é um e-reader com tela menor, que caiba na bolsa ou mochila.

Cada vez mais os e-readers adequam aos diferentes formatos, mas é bom observar esse detalhe antes de comprar. Quanto maior o suporte a diferentes arquivos, melhor. Se você gosta de fazer anotações enquanto lê, de preferência aos dispositivos com esse diferencial. Assim não é necessário um e-reader e papel e caneta ao lado.

Vale dar uma conferida para ver se o seu estilo de livros preferido já tem muitas versões digitais, para não gastar dinheiro a toa. E a pesquisa de preços continua valendo como velha e boa dica.

Por Franciele Xavier, do Hoje em Dia | Publicado no Portal R7 em 23/08/2010 às 15h44

Kindle: o livro digital chega ao Brasil


Os americanos fizeram inveja ao mundo inteiro por alguns anos. Só eles tinham acesso ao Kindle, o livro digital da loja online Amazon, que virou sonho de consumo de 10 entre 10 apreciadores de uma boa leitura. E nem adiantava importar o produto: para que o Kindle funcionasse, seria necessária uma rede de dados especial que entregasse o conteúdo, em tempo real. Só que agora, a Amazon e a AT&T fecharam parcerias com empresas em outros países e, finalmente, o Kindle já pode ser utilizado por nós, brasileiros.

Nosso exemplar chegou esta semana. Logo de cara, o tamanho chamou atenção. Ele é bem menor e mais fino que o modelo vendido nos Estados Unidos. A tela tem uma definição impressionante e, por não emitir luz, também não cansa a visão. É como se estivéssemos lendo uma folha de papel, mesmo. A conexão 3G com a rede gratuita da Amazon foi encontrada instantaneamente. Não foi pedida nenhuma senha, nenhum login e nem precisamos inserir o chip de operadora alguma. O equipamento chegou prontinho para o uso e já veio associado à mesma conta e emails utilizados no momento da compra do produto.

O Kindle tem 2 giga de memória interna – é o suficiente para arquivar até 1500 livros, jornais ou revistas. Estes itens são comprados na Kindle Store. É uma verdadeira livraria virtual. Você a percorre por entre as sessões e os títulos. Ao encontrar um do seu interesse, é só baixar o primeiro capítulo, de graça. O valor só é cobrado caso tenha interesse na obra completa. Na banca de jornais, o carioca “O Globo” já aparece por lá em sua versão digital. É possível escolher o seu caderno de notícias preferido e navegar por entre os artigos apertando os botões Previous e Next Page. É possível comprar edições avulsas, ou assinar o jornal por um período definido. Caso a segunda opção seja escolhida, o produto será baixado automaticamente, todas as manhãs, e estará disponível para leitura assim que você acordar. O mais legal é que, pelo fato do Kindle estar conectado à rede durante todo o tempo, qualquer alteração na edição também será enviada para você.

Não enxerga letras pequenas? Bom, no Kindle isso não é problema. Você pode escolher entre 6 tamanhos diferentes. E para os deficientes auditivos, ainda existe a opção de “Text to Speech”, ou seja: o equipamento lê o texto, em voz alta, para você. Aqui mora o problema do Kindle neste começo de vida no Brasil: ele só lê em inglês e, fora a edição online do Globo, não existem outros títulos em português. De qualquer forma, o aparelho se mostra um bom professor da língua inglesa. Ao ler os textos, basta repousar o cursor em frente a alguma palavra para que o seu significado seja exibido aqui, no pé da página.

Os textos em português ainda são escassos, mas o Kindle permite que você suba arquivos particulares nos formatos DOC, TXT, PDF e fotos. Então, é possível aproveitar o equipamento para dar um gás ou revisar aquele documento do trabalho, ou ler aquela página gigante que você encontrou na internet. Por meio do teclado, você pode escrever notas ou grifar partes do texto que julgar mais importantes. Tudo isso fica salvo para pesquisas posteriores.

Tem uma outra aplicação que nos intrigou. No item “Experimental”, vimos que o pessoal da Amazon já estuda a possibilidade do Kindle tocar músicas em MP3 e, nos Estados Unidos, os donos do brinquedinho já podem até navegar na web em páginas mais simples. Por aqui, a função ainda está desativada. Um outro detalhe que incomoda aqueles que estão acostumados com computadores mais velozes é a resposta um pouco lenta do aplicativo. O sistema utilizado para a impressão das páginas parece menos esperto que o LCD convencional, e o processador parece ser bem básico – dá conta do recado, mas sem muito destaque.

Certamente, você ainda vai ouvir muito a respeito do Kindle. A Amazon anunciou, ainda, que os livros digitais também estarão disponíveis para PCs em um futuro próximo. Só esperamos que cada vez mais títulos em português sejam lançados. O Kindle – e outros leitores digitais – até poderiam ser uma boa forma de fomentar a leitura em nosso país. O obstáculo é o preço. Para entrar no Brasil, o Kindle paga 49% de imposto de importação. O aparelho, que custa cerca de 260 dólares nos Estados Unidos, chega aqui por nada menos que 546 dólares. Mais que o dobro! Desse total, 266 dólares são só imposto. Ou seja, para o bolso brasileiro, o Kindle custa algo em torno de 960 reais… E, por enquanto, será uma leitura restrita aos mais endinheirados, apesar do charme do brinquedinho.

Olhar Digital | 01 de Novembro de 2009 | 15:45h