POD terá mais um player no Brasil


i-Supply inicia sua operação de impressão por demanda no dia 19/03

Logo depois de a BookPartners anunciar que está em vias de assinar contrato com a Ingram para instalar no Brasil uma planta de Impressão por demanda [POD, do inglês Press on Demand] no Brasil, a i-Supply  — distribuidora ligada à Digital Pages, empresa especializada em gestão digital de conteúdos — comunica que já tem data marcada para o início das operações de sua planta de POD no País. A empresa, capitaneada por Youssef Mourad, também fechou contrato com a Ingram e inicia as suas operações no dia 19 de março. De acordo com Youssef, a i-Supply já está imprimindo sob demanda em fase de testes com players do comércio eletrônico. A aposta, segundo Mourad, é no que classifica como hard to find, ou seja, títulos esgotados; e no Global Connect, serviço da Ingram que permite o acesso ao catálogo de mais de um milhão de títulos em outras línguas disponíveis para impressão sob demanda.

Ao ser questionado se há espaço para duas empresas fazendo POD no mercado brasileiro, Mourad, diz que a concorrência pode ser saudável e quem tiver o melhor workflow sairá na frente. “O workflow é a camada mais sensível nesse negócio”, disse ao PublishNews. Mourad evita falar em números, mas, de acordo com Eduardo Acácio, da BookPartners, a empresa deixou de faturar certa de R$ 6 milhões em 2014 por falta de exemplares de títulos esgotados. Isso dá a dimensão da possibilidade de “dinheiro na mesa” que a impressão por demanda tem no país. “A gente nada de braçadas na gestão de conteúdos digitais há quinze anos. Esse é o nosso grande diferencial”, observa o CEO da i-Supply. “A i-Supply não é só uma distribuidora, mas é também uma solução de software”, expõe. Para o executivo, esses diferenciais são fundamentais para a automação dos processos da impressão por demanda.

A i-Supply foi fundada em 2011, tendo como uma de suas sócias-fundadoras a Digital Pages, que tem em sua cartela de clientes a Editora Abril, Folha de S. Paulo e Globo para quem oferece serviços de publicações digitais em múltiplos dispositivos. Há menos de um ano, a Future Way, holding que tem sob seu guarda-chuva a Digital Pages e a i-Supply, adquiriu o controle acionário da i-Supply, que, segundo Mourad, já nasceu na contramão das tradicionais, com a proposta de aliar a distribuição convencional à distribuição digital e, a partir de março, com tudo isso integrado à impressão por demanda. “Desde o seu primeiro dia, a i-Supply encarou a missão de reduzir drasticamente as perdas das editoras”, salienta o executivo.

Ao contrário do que fez em 2011, quando fechou com a Singular para a iniciar as operações de POD no Brasil, a Ingram não optou por contratos de exclusividade. Assim, há a possibilidade de as duas empresas operarem independentemente.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/01/2015

Digital Pages passa a comandar a i-Supply


Desafio da união é reduzir as perdas das editoras

A distribuidora de livros i-Supply agora é comandada pela Digital Pages, especializada em viabilizar publicações digitais em múltiplos dispositivos. O desafio da união é reduzir as perdas das editoras, com soluções além da impressão do livro em offset. A empresa, que nasceu com a proposta de ser uma alternativa tecnológica para prover mais eficiência à cadeia de distribuição e logística do mercado editor e livreiro, quer gerar maior competitividade ao oferecer agilidade, cobertura de catálogo e preços competitivos.

PublishNews | 26/03/2014

Biblioteca Virtual Universitária 3.0 traz personalização e interatividade


A Pearson Brasil lança a terceira edição da Biblioteca Virtual com um acervo de mais de 1.800 livros, disponíveis para instituições de ensino de todo o País com acesso em tablets e compartilhamento em mídias sociais

Biblioteca Virtual Universitária

Biblioteca Virtual Universitária

A nova edição da Biblioteca Virtual Universitária [BVU], solução educacional exclusiva da Pearson Brasil – pertencente ao grupo britânico Pearson, com atuação em mais de 70 países e líder em soluções educacionais e editoriais – foi lançada para mais de 100 instituições educacionais.

A Biblioteca Virtual 3.0 traz novidades como a organização personalizada de obras em “estantes virtuais” e recursos de anotações eletrônicas que permitem gravar comentários no perfil do usuário, por meio de login e senha de acesso. Desta forma, cada um poderá selecionar e registrar separadamente os livros de interesse, e ainda fazer uso de uma ferramenta de anotações eletrônicas que permitem não só gravar comentários nos livros, como também compartilhar em redes sociais e email.

Além disso, tablets que utilizam os sistemas operacionais Android ou iOS poderão navegar na nova plataforma, que também contará  com a integração de recursos multimídia das editoras parceiras, trazendo mais interatividade e tornando o conteúdo mais rico, didático e completo, contando com melhorias no sistema de leitura que adotam diferentes níveis de zoom.

Considerada referência no mercado editorial, o conteúdo das 12 editoras parceiras, gerido pela Pearson Brasil, é formado por mais de 1.800 livros que cobrem mais de 40 áreas de conhecimento. Instituições de ensino superior, como Estácio de Sá, Universidade Norte do Paraná [Unopar], Universidade Federal de Juiz de Fora [UFJF], Universidade Federal de Santa Catarina [UFSC], Fundação Getúlio Vargas [FGV], ESPM, entre outras, disponibilizam acesso ao acervo digital da Biblioteca Virtual para seus alunos e professores.

A novidade também conta com a parceria da Digital Pages, empresa responsável pelo desenvolvimento tecnológico da Biblioteca Virtual Universitária desde sua segunda edição. Alinhada à preocupação da Pearson em atender as necessidades dos estudantes, a empresa desenvolveu diferentes recursos para aumentar a interatividade do estudante com a plataforma na versão 3.0.

Referência no Brasil e no exterior

De acordo com Laércio Dona, diretor de Negócios para Ensino Superior e Idiomas da Pearson Brasil, durante o ano de 2011, mais de 2 milhõesde usuários acessaram a Biblioteca Virtual da Pearson. “A solução foi desenvolvida para atender as necessidades da comunidade acadêmica brasileira, tornando-se referência com um know-how que já inspirou a criação de uma solução semelhante no México, além de ter despertado o interesse de outros países onde há atuação do grupo internacional Pearson”, explica o executivo.

Atualmente, a BVU oferece acesso a  livros de diversas áreas como Administração, Marketing, Engenharia, Economia, Direito, Letras, História, Geografia, Jornalismo, Computação, Educação, Medicina, Enfermagem, Psicologia, Psiquiatria, Gastronomia, Turismo e outras para os alunos e professores das instituições que adquirem o serviço diretamente da Pearson Brasil, que é responsável pelo desenvolvimento e gestão do acervo. Já as editoras parceiras, Casa do Psicólogo, Companhia das Letras, Editora Ática, Editora Contexto, Martins Fontes, Editora IBPEX, Editora Rideel, Editora Scipione, Jaypee Brothers, Manole, Papirus e UCS disponibilizam suas obras e, agora, conteúdos multimídia.

Benefícios

Com a Biblioteca Virtual, o estudante pode ler os livros indicados pela universidade de qualquer lugar em que esteja conectado à internet, imprimir até 50% das obras com valores de fotocópia e obter descontos de até 40% na compra dos títulos impressos.

Para a instituição, os benefícios estão na redução do valor investido na compra de acervo para a biblioteca física, aquisição de centenas de títulos das bibliografias básicas e complementares, segurança contra fotocópias ou replicações ilegais e oferecimento de número ilimitado de acessos simultâneos, já que o sistema é hospedado e gerido pela Pearson Brasil.

Sobre a Pearson Brasil – Pertencente ao Grupo Britânico Pearson, líder em soluções educacionais e editoriais e presente em 70 países, a Pearson Brasil integra os Sistemas de Ensino COC, Pueri Domus, Dom Bosco e NAME [Núcleo de Apoio à Municípios e Estados]; a Gráfica GEB, Logística e Distribuição e o portal educacional Klick Net – marcas que foram adquiridas em 2010, ampliando o portfólio do grupo internacional no Brasil. A unidade de Soluções de Ensino Superior e de Idiomas está em operação no País desde 1996 e reúne as marcas Longman, Prentice Hall, Addison Wesley, Penguin Readers e Biblioteca Virtual Universitária. Além de oferecer também Avaliações e Tecnologias educacionais; Capacitações e certificações profissionais e acadêmicas; Conteúdo digital e Livros customizados, que antes eram denominados como produtos da Pearson Education. A Pearson Brasil está totalmente alinhada com a missão do Grupo internacional de melhorar e mudar a vida das pessoas por meio da Educação. Consolidada para possibilitar a ascensão social por meio do saber, impacta 100 milhões de pessoas no mundo com seus produtos e serviços. No Brasil, a operação já atinge a mais de 6 milhões de pessoas.

Sobre a Digital Pages – Há mais de 10 anos no mercado, a Digital Pages é pioneira e líder brasileira especializada em publicações digitais em multiplataformas. A empresa é provedora das melhores soluções em editoração, organização, enriquecimento, comercialização, distribuição e leitura de publicações em meios digitais como desktop e tablets. A atuação consultiva no modelo de negócios com foco na rentabilidade de cada perfil de publicação, garante à Digital Pages grandes clientes como: Editora Abril, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, O Globo, Valor Econômico, Abril Educação, Pearson Brasil, Avon, entre outros. É responsável pelo desenvolvimento dos acervos das revistas Veja, Quatro Rodas e do jornal Folha de S. Paulo. Revistas, jornais, livros, catálogos e relatórios são perfis de publicações contemplados pela plataforma.

Pearson amplia Biblioteca Virtual


Serviço que disponibiliza livros digitais a universitários ganha novas editoras e ferramentas

Pearson lançou em abril a terceira versão da Biblioteca Virtual Universitária, expandindo os recursos e o número de editoras incluídos no serviço que dá aos alunos de ensino superior brasileiro acesso a livros digitais por meio de uma plataforma virtual.

Passam a compor o catálogo da biblioteca títulos das editoras Martins Fontes, Educs [da Universidade Caxias do Sul], Jaypee Brothers [multinacional especializada em livros médicos], Rideel e Companhia das Letras, que no ano passado vendeu 45% das ações para a Penguin, do grupo Pearson. Ao todo, são 13 editoras, incluindo a própria Pearson e outras como Manole, Contexto, IBPEX e Ática e Scipione [ambas da Abril Educação].

Lançada em 2005 com pouco mais de cem títulos, a Biblioteca Virtual agora soma 1,5 mil obras em 40 áreas do conhecimento. É o maior serviço desse tipo no Brasil, usado por pouco mais de cem instituições brasileiras de ensino superior que abarcam 2,2 milhões de alunos, segundo a Pearson. Para ter acesso à plataforma, as instituições pagam uma assinatura mensal por usuário, e estes têm acesso à leitura ilimitada dos textos digitalizados.

O concorrente mais conhecido da Biblioteca Virtual é a Minha Biblioteca, consórcio que foi formado em 2011 por Saraiva, Grupo A, Gen e Atlas, algumas das principais editoras acadêmicas nacionais, mas cujas operações ainda são tímidas perto do serviço da Pearson.

De acordo com Laércio Dona, diretor de negócios de ensino superior, idiomas e serviços educacionais da multinacional, a meta é ampliar o catálogo de títulos da em 30% até o fim de 2012. “Mas nosso objetivo não é aumentar tanto o número de editoras, porque com as que temos já conseguimos uma boa cobertura das várias áreas de conhecimento contempladas pelos cursos das instituições de ensino”, afirma.

A Biblioteca Virtual foi desenvolvida em parceria com a Digital Pages e, na sua versão 3.0, permite que os alunos façam comentários nos textos e compartilhem as anotações em redes sociais. O conteúdo também passa a estar disponível para acesso em tablets que operam no sistema Android [do Google] e iOS [da Apple]. Outra diferença é que os usuários agora podem imprimir parte das obras por meio do pagamento de uma licença, que remunera editora e autor.

A expectativa é que a demanda pelo serviço de biblioteca de livros digitais cresça significativamente graças a mudanças nas regras do Ministério da Educação. A Pearson também desenvolverá um serviço de biblioteca virtual para a educação básica, mas ainda sem data para estrear.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/05/2012

Brasileiros descobrem livros digitais durante a Bienal


Leitores têm o primeiro contato com o novo formato de leitura durante o evento

Muitas pessoas que andavam pelos corredores da Bienal do Livro ontem, em São Paulo, se depararam com um espaço com diversos leitores de livros digitais e tablets em exposição. Muitos se aproximavam dos aparelhos, olhavam os detalhes cuidadosamente e, só depois, decidiam tocá-lo. “Já li sobre o assunto, mas nunca vi nenhum ao vivo”, diz Vanderson Aranha, 26, que é contador de histórias na cidade de Americana, interior de São Paulo.

Bienal do Livro: leitores se encontram pela primeira vez com e-readers

Tanto os leitores de livros digitais [e-readers] como os tablets permitem que o usuário armazene e leia milhares de arquivos de livros digitais [e-books]. Assim, em vez de carregar diversos livros, o usuário só carrega o dispositivo e pode ler em qualquer lugar.

Qualquer visitante da Bienal do Livro pode experimentar os aparelhos no Espaço Digital, onde a Imprensa Oficial colocou quase 30 dispositivos, entre eles o Kindle, da Amazon; o Reader, da Sony; o Cool-er, vendido pela Gato Sabido no Brasil; e o iPad, tablet da Apple.

Muitas empresas já vendem e-readers em outros países há alguns anos [o Kindle, por exemplo, foi lançado nos Estados Unidos há cerca de três anos], mas poucas pessoas conhecem essa nova forma de ler no Brasil. “Vim à Bienal para conhecer esses aparelhos para ler livros digitais, porque eles estão sendo mostrados pela primeira vez aqui, né?”, diz Mário Milani, 60, diretor de uma livraria na cidade de Marília, no interior de São Paulo.

A tecnologia é muito nova”, diz Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro. Para ela, o livro digital terá que se tornar tão prático para manusear e com preço tão atrativo quanto do livro impresso, para que os consumidores optem pelo novo formato.

Sobrevivência

Em outros países, a situação é diferente. Muitos leitores estão trocando os exemplares impressos de livros por esses aparelhos. Em julho, a Amazon, uma das maiores livrarias virtuais do mundo, anunciou que já vende mais livros digitais do que impressos. No segundo trimestre de 2010, para cada 100 livros impressos, a livraria vendeu 143 livros digitais. O ápice foi em junho, quando vendeu 180 livros digitais a cada 100 impressos.

Jean Paul Jacob, da IBM: Jornais acabarão antes que os livros impressos

É por isso que há quem diga que o livro impresso será substituído em breve pelos livros digitais. Em palestra durante o Fórum Internacional do Livro Digital realizado na semana passada, Jean Paul Jacob, pesquisador emérito da IBM, afirmou que os jornais impressos desaparecerão antes dos livros impressos. “Em 2017, ninguém mais lerá jornais impressos nos Estados Unidos.

No Brasil, será um pouco mais difícil, diz Rosely, da CBL. “O livro impresso está bastante arraigado na nossa cultura e continuará existindo.” O livro digital, no entanto, terá seu espaço, principalmente entre os jovens. “Trata-se de mais uma alternativa de acesso à leitura.” Lívia Ronchi, 17, por exemplo, baixa muitos e-books, por causa do vestibular. Apesar da tentativa, ainda não troca o impresso. “Comecei a ler ‘Vidas Secas’ no computador, mas meus olhos ficaram irritados, então minha mãe comprou o livro impresso.

Desafios do mundo digital

Como existem diversos tipos de aparelhos e de formatos de arquivos para e-books, por enquanto, esses aparelhos são mais acessíveis aos usuários frequentes de tecnologia. “Diferentes opções criam barreiras psicológicas para os consumidores, que têm medo de tomar uma decisão errada ao optar por um aparelho que não oferece conteúdo suficiente”, diz Youssef Mourad, CEO da Digital Pages.

A falta de livros em português no formato digital é outro aspecto que os interessados em comprar um e-reader devem observar. Cerca de 98% dos livros digitais ainda estão em inglês. “Não adianta ter o aparelho, se não existirem livros que você possa ler”, alerta Eduardo Melo, fundador da Editora Plus.

Por Claudia Tozetto | Publicado originalmente em iG | 18/08 – 11:51hs