e-Dicionário da 1ª República


Já está disponível para venda no site da Editora FGV e nas livrarias on-line da Apple, Amazon, Google e Cultura o Dicionário Histórico-Biográfico da Primeira República [1889-1930]. A edição digital, que custa R$ 45, traz as biografias de todos os personagens que se destacaram no período, indica Ancelmo Gois. É a continuidade de um trabalho que começou em 1984 com o Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro [1930-1983], coordenado por Alzira Alves de Abreu e Israel Beloch.

Por Ancelmo Gois | O Globo | 01/11/2015

O futuro dos dicionários


Por Ednei Procópio

Pessoal, descobri um dicionário sensacional. Trata-se de um mashup, uma aplicação web, personalizado, que usa conteúdo de mais de uma fonte e cria um serviço completamente novo. O dicionarioportugues.org usa os serviços da Google Search, Wikipédia, Google Books, etc. Acesse o dicionarioportugues.org e façam um teste! O mercado editorial precisa de avançar um pouco mais nas ideias, pois o futuro aponta para um modo completamente descentralizado no oferecimento de produtos editoriais.

Dicionário tenta manter relevância na era digital


Compilar um dicionário de quase todas as palavras que fazem parte da língua inglesa foi um empreendimento típico dos tempos vitorianos e, como estes, caracterizado por cavalheiros de barbas brancas, confiança absoluta e um ritmo agradavelmente tranquilo. A primeira parte do dicionário foi lançada em 1884, após 25 anos. Seu conteúdo: “A até ‘Ant'”.

Nestes nossos tempos impacientes, contudo, o “Oxford English Dictionary” [OED] está avançando em direção a uma terceira edição, com 619 mil palavras definidas até agora, atualizações on-line a cada três meses e uma enxurrada de dados digitais a serem vasculhados.

Pela primeira vez em 20 anos, o dicionário respeitadíssimo tem um novo editor-chefe, Michael Proffitt, 48, que assume a responsabilidade de conservar as tradições e, ao mesmo tempo, garantir a relevância do dicionário em uma era de definições tiradas do Google e do jargão das mensagens de texto. Proffitt demonstra respeito pelas tradições, mas igual disposição em rever o dicionário. “O que eu penso sobre dicionários é que, de certo modo, seu tempo se esgotou” , disse. “As pessoas precisam de filtros muito mais do que precisavam no passado. Por mais que eu adira à reputação pública do OED, quero a comprovação de seu valor em termos de utilização prática.

Proffitt defende a inclusão, em literatura digitalizada, de links com verbetes do OED; quer que o dicionário seja mais utilizado por estudantes, para os quais a distinção entre “dicionário” e “busca na web” é cada vez menos clara.

O OED sempre se destacou, não apenas por suas definições abalizadas, mas sobretudo por suas citações históricas, que rastreiam o uso dos termos ao longo do tempo. A primeira edição, proposta em 1858 com a previsão de ser concluída em dez anos, ficou pronta 70 anos depois, em 1928. A segunda edição saiu em 1989, com 21.730 páginas. A terceira edição começou a ser produzida em 1994, com a expectativa de ser concluída em 2005. A previsão foi ligeiramente imprecisa -segundo a estimativa atual, a edição deve ficar pronta em 2037.

Mas, não obstante o admirável rigor do OED., é provável que hoje em dia o dicionário seja mais reverenciado que utilizado. Parte do problema está em seu preço. Uma cópia da segunda edição, que tem 20 volumes, custa US$ 995, e a assinatura digital sai por US$ 295 por um ano.

Embora o OED tenha sobrevivido às reviravoltas da internet que devastaram outras obras de referência, o dicionário ainda não se capitalizou plenamente nesse meio. Proffitt está ansioso por fazê-lo, talvez com preços mais baixos.

Muitos dos princípios iniciais do OED continuam firmes, mas o modo como o dicionário se manifesta e o modo como chega até as pessoas precisam mudar“, disse Proffitt, que foge bastante da imagem do acadêmico do passado, tendo aludido com satisfação ao fato de ter redigido o verbete de “phat” [“a. Relativo a uma pessoa, esp. uma mulher: sexy, atraente. b. Esp. relativo a música: excelente, admirável; na moda, ‘cool'”].

No século 19, o principal obstáculo à criação do dicionário que abrangeria “todas as palavras que ocorrem na literatura da língua que ele afirma ilustrar” seria localizar citações apropriadas. Hoje, a equipe editorial, composta por cerca de 70 pessoas, lida com informação em demasia. “Ouvimos tudo o que vem acontecendo no mundo da língua inglesa nos últimos 500 anos, e é ensurdecedor“, disse o editor associado, Peter Gilliver, que certa vez passou nove meses revendo definições da palavra “run”, atualmente o maior verbete isolado presente no OED.

A maior parte das citações usadas nos primórdios do dicionário veio de textos literários. Mas o texto atual é muito mais inclusivo, abrangendo posts de blogs e do Twitter, frases tiradas de lápides de túmulos e uma inscrição em um anuário escolar. O objetivo é encontrar as primeiras e mais ilustrativas utilizações de uma palavra, não ungir alguma coisa como sendo parte do “inglês castiço”. Cada vez que comentaristas repreendem o OED. por incluir gírias de adolescentes ou jargão de marketing, se equivocam em relação aos objetivos do dicionário, que não visa definir como a linguagem deve ser usada, mas como é usada na realidade.

A visão do contexto histórico muitas vezes convence o leitor de que algo que parecia ser uma regra inabalável não o é. E, do mesmo modo em que a linguagem se modifica, suas utilizações também mudam. Quanto mais um povo é flexível em relação à linguagem que usa, maior é a probabilidade de ele prosperar.

POR TOM RACHMAN | NEW YORK TIMES | 11/02/2014, às 03h00 | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S. Paulo

Versão digital do dicionário Houaiss suprime termo ‘cigano’


O Houaiss não tem mais “cigano” na sua versão eletrônica. O sumiço ocorreu após ação do Ministério Público Federal para retirar do dicionário “referências preconceituosas” e “racistas” contra ciganos. Ontem, quem digitasse “cigano” na versão eletrônica do Houaiss, disponível no UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha, encontrava aviso de que a “palavra não foi encontrada”.

Até terça, quando a imprensa noticiou a ação, a palavra estava disponível. O mesmo aviso aparecia quando a palavra “negro” [que não foi alvo de ação] era digitada na procura. Entre os significados para “cigano” estavam “esperto ao negociar” e “apegado ao dinheiro, agiota, sovina”. Segundo a Procuradoria, violam a lei que tipifica o crime de racismo.

O diretor do Instituto Antonio Houaiss, Mauro Villar, afirma que não partiu dele a ordem para a retirada. Villar diz que nunca teria suprimido as definições porque elas são “espelhos que refletem ocorrências” na língua.

Folha de S. Paulo | 03/03/2012

Linguee, maior dicionário online do mundo, está de cara nova


Já se passou mais de um ano desde o lançamento oficial da máquina de tradução gratuita Linguee.com.br : o maior e mais utilizado dicionário do mundo. Com um novo design e funções inovadoras, uma das mais bem sucedidas startups alemãs mostra que o que é bom pode ficar ainda melhor!

Colônia, 7 de Setembro de 2011 | O serviço online Linguee oferece o maior dicionário online do mundo, desde agosto de 2010, nas versões português-inglês, espanhol- inglês, francês-inglês e alemão-inglês. A ferramenta de tradução mais eficiente da Web combina um dicionário redacional com uma máquina de busca de traduções. A notícia espalhou-se e o Linguee já é uma das startups mais bem sucedidas do último ano: a divulgação e o entusiasmo do(a)s nosso(a)s usuário(a)s resultaram em mais de 1,5 milhão de consultas diárias e fez do Linguee um dos dicionários mais utilizados do planeta!

O Linguee está muito melhor | O seu novo e moderno design possibilita o uso fácil das suas novas funções. O time do Linguee trabalhou muito para otimizar ainda mais o serviço online gratuito. A nova versão oferece, entre outras novidades, uma sugestão dinâmica de exemplos de frases traduzidas, a integração de inúmeras novas fontes de tradução, etc. “Se o Linguee tivesse uma versão impressa, seriam necessários 75 mil dicionários de papel para completar apenas uma consulta”, explica o fundador e diretor executivo do Linguee, Gereon Frahling. “O Linguee é uma ferramenta valiosa para todas as pessoas interessadas em traduzir, desde palavras usuais até palavras mais complexas que poderão ser encontradas nos seus mais variados contextos de ocorrência. O Linguee conecta a tradução o mais próximo possível da realidade“. O Linguee responde a uma demanda em crescimento gigantesto: Num mundo globalizado, o convívio com diferentes idiomas faz parte do cotidiano de muitas pessoas, principalmente no mercado de trabalho. Seja a um(a) profissional da área de tradução ou até mesmo a uma pessoa interessada, o Linguee tem muito a oferecer!

Design inteligente, novas funções | O novo design deixou o Linguee muito mais objetivo e organizado, tanto na página de pesquisa quanto na apresentação de resultados. “Estamos muito satisfeitos com o resultado do novo Linguee”, alegra-se o sócio-fundador do Linguee, Leonard Fink. “Está muito mais fácil para ler e encontrar as informações, os fragmentos de textos também estão mais visíveis. Além disso, a utilidade das novas funções é rapidamente identificada.Essas funções são exclusividade do Linguee. A visualização dos resultados da pesquisa em tempo real é muito útil, já que esta permite a apresentação imediata dos exemplos de frases correspondentes às entradas.

Muito mais material | O Linguee não oferece uma tradução automática. A própria redação do Linguee é responsável pela atualização e expansão do seu dicionário. Além disso, o Linguee vasculha a Web a procura de textos plurilíngues traduzidos. O índice do Linguee grava, portanto, pares de frases traduzidos por pessoas. Até agora, o Linguee já verificou mais de 100 milhões de exemplos de frases por idioma oferecido. A nova versão traz também a expansão do vocabulário, realizada através de um extenso material e de PDFs de altíssima qualidade. “A nova versão do Linguee transforma-o não somente em um dos maiores, mas também em um dos mais bem organizados dicionários online do mundo“, declaram os fundadores do Linguee.

Sobre o Linguee | O Linguee.com.br é um dicionário online e uma máquina de busca de traduções. Em comparação a outros dicionários online existentes, o Linguee oferece a pesquisa em cerca de mil vezes mais material bilíngue traduzido. Ele foi fundado em dezembro de 2008 após mais de um ano de desenvolvimento por Gereon Frahling e Leonard Fink. Em Maio de 2010, a versão final foi lançada online e em agosto de mesmo ano, foram incluídas as versões em português-inglês, espanhol-inglês e francês-inglês, todas mantendo o mesmo caráter único e a alta qualidade da versão alemã. O Linguee está entre os 100 websites mais visitados da Alemanha e é um dos dicionários online mais utilizados do mundo.

Dicionário Oxford ganha 400 palavras


Retweet, textspeak, sexting, cyberbullying são algumas delas

Palavras inspiradas pela tecnologia estão entre as 400 novas entradas do Concise Oxford English Dictionary. Este é o caso do termo “retweet”, que significa passar à frente uma mensagem publicada no Twitter; “textspeak”, digitar palavras e expressões abreviadas (como “kd vc”); “sexting”, enviar textos com conteúdo sexual; e “cyberbullying”, assediar moralmente alguém por meios eletrônicos, entre outras. “Estes acréscimos levam à frente a tradição de um dicionário que sempre buscou ser progressista”, disse o editor Angus Stevenson. Lançado em 1911, tinha como objetivo ser um catálogo moderno de palavras que deveria se manter em constante evolução, de acordo com seus editores. A informação é da BBC.

PublishNews | 24/08/2011

Dicionário Criativo


Todos os escritores têm suas técnicas e ferramentas. Uma delas, das mais importantes, é um bom dicionário.

Chico Buarque já declarou mais de uma vez sua predileção pelo Caldas Aulete e o seu xodó, o Dicionário Analógico do professor Francisco Ferreira dos Santos Azevedo – herança do pai. Em prefácio para a recente edição do analógico, Chico escreveu: “por um bom tempo aquele livro me ajudou no acabamento de romances e letras de canções, sem falar das horas em que eu o folheava à toa”. E depois confessa: “então anotava num Moleskine as palavras mais preciosas, a fim de esmerar o vocabulário com que eu embasbacaria as moças e esmagaria meus rivais”.

Um dicionário como o do professor Azevedo é uma mina de ouro para quem quer escrever. Ou, para ficar na metáfora do querido poeta porto-alegrense, é uma paleta de cores com mais 160 mil tons.

Dizia Mário Quintana: “Esses que pensam que existem sinônimos, desconfio que não sabem distinguir as diferentes nuanças de uma cor.

Agora imaginem um dicionário deste tipo disponível na internet, atualizado, com analogias não só entre ideias e palavras, mas com expressões populares, provérbios, citações, enciclopédia e imagens. Imagine um dicionário de metáforas, um dicionário etimológico, morfológico etc. Tudo em uma mesma página, com um design muito bonito e fácil de usar.

Essa é a ideia do Dicionário Criativo.

Escrever e criar são ofícios, exercício da nossa mais ampla humanidade. Escrever bem é também a consequência do trabalho gradual e da entrega apaixonada de cada um. Tanto melhor se as ferramentas que temos nos ajudem a chegar lá. A internet, pouco a pouco, vem democratizando os meios de comunicação e difusão de ideias.

Que tal democratizarmos os meios de produção também? Felipe Iszlaÿ, estudante de doutorado da Unesp, nos convida a construímos junto com ele o maior dicionário de analogias da internet e a participarem do seu financiamento independente.

O projeto de Felipe Iszlaÿ é a construção de um super dicionário de analogias na internet. Ele é inspirado no Dicionário Analógico do professor Azevedo. A ideia é que o dicionário seja uma ferramenta para escritores, poetas, jornalistas e amantes da língua portuguesa.

Para ajudar, Felipe Iszlaÿ bolou uma campanha em que cada pessoa pode adotar uma palavra do Dicionário Criativo, tendo seu nome/link vinculado a ela sempre que ela for pesquisada. Você tem alguma palavra que goste em especial?

Entre no site http://www.dicionariocriativo.com.br e veja se ela ainda está disponível. Cada palavra só pode ser adotada por UMA pessoa! Se estiver disponível, preencha seu nome, seu e-mail e depois entre no site do Catarse para finalizar sua adoção. Com a sua ajuda, o maior dicionário da internet poderá ser em “língua brasileira”.

Dicionário da Hedra pode ser baixado gratuitamente


A obra poderá ser utilizada em qualquer projeto sem fins lucrativos

Minidicionário livre da língua portuguesa,coordenado pelo professor de filologia da USP, M.M. Santiago-Almeida, e que tem mais de 35 mil verbetes, está desde ontem à noite disponível para download gratuito aqui. Editado pela Hedra, o dicionário está sob licenças Creative Commons [BY-NC], que permite que seu conteúdo circule na internet e seja reutilizado em qualquer projeto que não tenha fins comerciais. Todo o dicionário foi editado em softwares livres e existe o projeto de desenvolver também aplicativos para tablets e smartphones que permitam consulta e colaboração online.

PublishNews | 03/06/2011

Dicionário on-line pesquisa na internet para fazer tradução


Com o slogan “A web é um dicionário”, o Linguee [www.linguee.com.br] propõe uma forma diferente de tradução. Ele é uma ferramenta de busca que usa a internet como banco de dados.

O serviço é baseado num robô de pesquisa que vasculha milhares de documentos on-line bilíngues para encontrar a palavra ou expressão que você quer traduzir. Para utilizá-lo, basta inserir o termo na página inicial do buscador, que é bem parecida com a do Google.

O resultado são traduções com contexto e exemplos de frases traduzidas por diversas pessoas. O Linguee é muito eficaz quando se procura uma expressão regional, difícil de ser traduzida por dicionários comuns. Se um termo tem traduções diferentes, o serviço mostra qual a opção mais utilizada nos textos encontrados.

Como o serviço busca em documentos já escritos, quanto maior a frase, menos preciso o sistema é.

Para usuários cadastrados, há a possibilidade de dar pontos negativos ou positivos para uma tradução –o que influencia na colocação dela nos resultados exibidos.

O Linguee está disponível nas versões alemão-inglês, espanhol-inglês, francês-inglês e português-inglês. As próximas línguas a serem incorporadas são o chinês e o japonês.

Por Alexandre Orrico | Pulicado originalmente em Folha.com | TEC | 19/09/2010 – 10h40

Aurélio ganha nova versão com verbos como ‘tuitar’ e ‘blogar’


Edição inclui ainda verbetes como ‘blue tooth, ‘nerd’, ‘e-book’ e ‘tablets’; dicionário ‘aportuguesa’ palavras como ‘bandeide’

No ano do seu centenário, Aurélio Buarque de Hollanda ganha uma edição mais ‘tecnológica’ do dicionário que popularizou seu nome entre os brasileiros. Entre os novos verbetes, palavras do mundo digital como ‘e-book’, ‘tablets’, ‘pop-up’.

A língua portuguesa ganhou ainda novos verbos, como ‘tuitar’ e ‘blogar’, além de substantivos como ‘fotolog’, ‘blue tooth’, ‘blue-ray disc’ e ‘blue-ray player’. Com as mudanças, a edição chega ao mercado 6% maior do que a anterior. Segundo a editora são mais três mil palavras da escrita contemporânea.

RICARDÃO NO AURÉLIO

E por escrita contemporânea leia-se expressões e palavras que já estão na boca do povo, mas não haviam encontrado ainda um lugar nos livros, como ‘ricardão, ‘ sex shop’, ‘botox’, ‘balada’, ‘nerd’, ‘test drive’, ‘bullying’ e ‘chef’.

Os ecológicos também ganharam espaço com ‘ecotáxi’, ‘ecobag’ e ‘ecojoia’. ‘Flex’, ‘chororô’, ‘chocólatra’ e ‘pré-sal’ são outras palavras que foram adicionadas ao dicionário. E ‘band-aid’ foi ‘aportuguesado’ para ‘bandeide’.

Da Redação do pe360graus.com | Sábado – 11/09/10 20h26