Programa do Livro de 2018 terá eBook já no formato ePub


índiceO Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] divulgou nesta segunda-feira o edital do Programa Nacional do Livro Didático [PNLD] 2018. Serão adquiridas obras destinadas aos alunos e professores do Ensino Médio das escolas públicas de todo o Brasil. As etapas de cadastramento das editoras interessadas em participar do pleito, pré-inscrição e inscrição/entrega das obras começam no dia 11 de janeiro e seguem até o dia 11 de abril de 2016.

De cara, chama a atenção para dois aspectos: a inclusão do formato ePub para os livros acessíveis – antes era aceito apenas o formato Mec-Daisy e a diminuição do número de páginas dos livros. Em um comparativo rápido entre o PNLD 2015 – última compra para Ensino Médio — e o 2018, percebe-se uma diminuição considerável no número máximo de páginas dos livros. Tomando o livro do professor do componente curricular de Matemática como exemplo, percebe-se que, em 2015, o número máximo de páginas exigido pelo FNDE era de 512 páginas. Em 2018, caiu para 388. No livro do aluno, o número máximo de páginas caiu de 320, em 2015, para 288, em 2018.

O minguamento dos livros afeta diretamente o faturamento das editoras. É que a composição dos preços dos livros é feita com base no número de cadernos que o livro tem. Uma fonte ouvida pelo PublishNews que prefere não ser identificada disse que já havia esse movimento de diminuição do número de páginas dos livros, mas que, nesse ano, a redução foi drástica. “Essa redução está causando pânico nas editoras”, disse ao PublishNews. Além da queda no faturamento, ela acredita que a acomodação dos conteúdos no número reduzido de páginas será uma missão quase impossível.

A Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares [Abrelivros] marcou uma reunião nesta quarta-feira [16] para analisar o edital. Clique aqui para ter acesso ao edital.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 15/12/2015

Dorina Nowill lança biblioteca digital para cegos


A Dorinateca é uma biblioteca digital para cegos do Instituto Dorina Nowill. A novidade proporciona uma biblioteca sem fronteiras, com acesso facilitado e amplo a um acervo de livros nos formatos áudio e digital acessível Daisy, além de arquivos para impressão de publicações em braille. No site, todos os títulos e formatos acessíveis estarão disponíveis para download para as pessoas com deficiência visual, protegidos por um finger print, evitando a pirataria.

O acervo acessível da Fundação Dorina, disponibilizado em livros impressos em braille, em áudio ou digitais acessíveis gravados em CDs, continuará a ser produzido. Porém, a plataforma digital deve ampliar de forma significativa o acesso deste público a livros acessíveis em qualquer lugar que estejam. Para acessar a e usufruir do acervo, os requisitos são o cadastro na Dorinateca e o acesso à internet.

O projeto foi viabilizado pelo Ministério da Cultura e contou com o patrocínio dos Parceiros de Visão Cielo, Sanofi e Carrefour. Estas empresas acreditam que é necessário estimular o conhecimento e minimizar os preconceitos quanto às limitações da pessoa cega e ampliar suas ferramentas de acesso à cultura e à educação. A plataforma foi desenvolvida pela empresa Results.

Os livros poderão ser baixados, de forma autônoma e ágil, diretamente pela plataforma Dorinateca conforme o interesse e recurso desejado pelas pessoas com deficiência visual. É como ter uma prateleira de livros acessíveis em um ambiente virtual”, afirma Ana Paula Silva, coordenadora de acesso ao livro, da instituição. A profissional reforça que há ainda um acréscimo: “o acervo disponível apoiará na alfabetização por meio do braille, pois também disponibiliza arquivos apropriados para impressoras braille. Assim, reforçamos que os formatos de materiais acessíveis se somam e a tecnologia é utilizada como complemento e incentivo à leitura e à alfabetização”.

O projeto prevê que até o final de 2015, a biblioteca online conte com mais de 4400 títulos em formatos acessíveis. Além do acervo que a Fundação Dorina já possui, serão editados mais 100 novos títulos de literatura nacional, estrangeira e infanto-juvenil, best-sellers, conteúdos para concursos públicos e outros temas e, assim como todos os títulos que forem transcritos a partir de agora, serão adicionados à Dorinateca. Estes materiais poderão atender a milhares pessoas já cadastradas na instituição e poderão fazer a diferença na vida das mais de 6,5 milhões de pessoas que possuem alguma deficiência visual em todo o Brasil. As pessoas que enxergam terão acesso a títulos de domínio público e também poderão usufruir dessa ferramenta e ainda conhecer mais sobre os formatos acessíveis.

A Fundação Dorina acompanha o avanço tecnológico e busca atender as demandas das pessoas com deficiência visual. Este projeto é mais um recurso para facilitar que estes leitores possam seguir a tendência de consumo atual de conteúdo, que propõe que a informação esteja em qualquer lugar, a qualquer hora, e possa ser acessada rapidamente”, completa Ana Paula.

iMasters | 14/08/2015

Fundação Dorina lança app de leitura cegos em 3 idiomas


A Fundação Dorina Nowill para Cegos lança um aplicativo inédito no Brasil para os leitores com deficiência visual. O DDReader – Dorina Daisy Reader para Android é um app gratuito e com interfaces em português, inglês e espanhol. O leitor de livros digitais para tablets e smartphones em formato Daisy amplia o acesso dos portadores de deficiência visual à leitura e passa a ser o primeiro app brasileiro para aparelhos móveis que poderá atender a demanda de pessoas que precisam de livros digitais com acessibilidade.

O app DDReader para Android permite ler com os dedos e os ouvidos, facilitando ainda mais o acesso à leitura para as pessoas com deficiência visual. Com este app, que está disponível no Google Play desde o dia 15 de agosto, além do transporte dos livros, mantêm-se as vantagens do livro digital Daisy, que possibilita a leitura dos conteúdos da mesma forma que um livro impresso: com inserção de marcações, anotações ou observações, consideradas intervenções facilitadoras para o público que busca conteúdos específicos, como consultas a dicionários, por exemplo.

“Este aplicativo é um passo muito importante para o público com deficiência, pois aumenta significativamente o acesso às bibliotecas virtuais, com acervo formado por títulos em vários idiomas e que, em breve, serão conectadas ao aplicativo, dando mais liberdade, facilidade e acesso à leitura”, explica Pedro Milliet, desenvolvedor do APP na Fundação Dorina. “Com a evolução do aplicativo, prevê-se a integração com displays braille, além da implementação da capacidade da leitura de arquivos em formato EPUB3”.

Serão disponibilizados cerca de dois mil títulos em português e não é necessário estar conectado à internet para ler os livros que forem adicionados à biblioteca pessoal do usuário. Quem utilizar o app do DDReader e for cadastrado na biblioteca online acessível BookShared – http://www.bookshare.org terá acesso a um acervo ainda maior, com mais de 9 mil títulos em outros idiomas. Vale lembrar que o Brasil tem 18 milhões de tablets em funcionamento, segundo a FGV – Fundação Getúlio Vargas, e o público com deficiência visual também está incluído digitalmente.

Instituições de outros países como o INCI – Instituto Nacional Para Ciegos, da Colômbia, e a Benetech/Bookshare.org, dos Estados Unidos, também deverão adotar o uso do app gratuito e em código aberto. A novidade ainda permite o acesso a bibliotecas virtuais via smartphones e tablets, devido à mobilidade em nuvem, desde que o usuário seja cadastrado em bibliotecas online que tenham acervo de livros em Daisy.

O aplicativo é um desenvolvimento da Fundação Dorina em parceria com a Results, empresa de softwares acessíveis.

Sobre a Fundação Dorina Nowill para Cegos

A Fundação Dorina Nowill para Cegos atua há 68 anos facilitando a inclusão de crianças, jovens e adultos cegos e com baixa visão, por meio de serviços gratuitos e especializados de reabilitação, educação especial, clínica de visão subnormal e programas de empregabilidade. A instituição foi fundada por Dorina de Gouvêia Nowill, que ficou cega aos 17 anos e percebeu a defasagem de livros para pessoas com deficiência visual no Brasil. A partir disso, iniciou um trabalho para que os livros em braille e a alfabetização por este método chegassem ao país. Com o passar do tempo, a Fundação do Livro para o Cego no Brasil tornou-se Fundação Dorina Nowill para Cegos e passou a oferecer novos produtos e serviços, além dos livros em braille. Atualmente, a instituição é referência na produção de livros e revistas acessíveis nos formatos braille, falado e digital Daisy, distribuídos gratuitamente para pessoas com deficiência visual e para mais de 2500 escolas, bibliotecas e organizações em todo o Brasil.

Mais informações: http://www.fundacaodorina.org.br

Publicado originalmente em http://www.joribes.com.br | 04/09/2014

eBooks e convergência são temas da Bienal do Livro de SP


Evento começa nesta quinta-feira com a realização do 5º Congresso Internacional do Livro Digital com o tema “Cultura em Convergência”

Em 2007, a Amazon lançou a primeira edição do e-reader Kindle. Agora, sete anos depois, a empresa anuncia um serviço de assinatura para e-book e audiobook. Tanto no Brasil como internacionalmente, observou-se uma resposta positiva ao modelo. Segundo pesquisa realizada pela BookStats, a venda de livros digitais superou os impressos, gerando US$ 7,54 bilhões às editoras norte-americanas em 2013. Assim, diante da incerteza sobre o futuro dos livros tradicionais, um dos maiores eventos brasileiros do segmento decidiu apostar no tema.

Na sexta-feira, 22, inicia-se a 23ª Bienal Internacional do Livro, que, neste ano, está trabalhando diretamente com o público por meio das redes sociais e peloblog do evento. A aproximação resultou em mais de 10 mil ingressos vendidos até o momento, em comparação aos 2,6 mil da edição anterior, o que corresponde ao recorde de vendas antecipadas. Para evidenciar ainda mais o tema, a Câmara Brasileira do Livro, responsável pela Bienal, promove um dia antes, na quinta-feira, 21, o 5º Congresso Internacional do Livro Digital.

O tema deste ano é “Cultura em Convergência”, e será abordado nos dias 21 e 22 de agosto, no Auditório Elis Regina. A quinta edição do evento conta com a participação de Jason Merkoski, o primeiro evangelista de tecnologia da Amazon; Oren Teicher, presidente da American Booksellers Association [ABA]; Jose Borghino, diretor de política da International Publishers Association [IPA]; Stephen King, presidente do grupo Daisy de Londres; Olaf Eigenbrodt, diretor da Biblioteca Universitária de Hamburgo, na Alemanha; Pedro Luis Puntoni, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Núcleo de Cultura Digital do Cebrap; Danilo Venticinque, editor de cultura da Revista Época; entre outros.

Tradicionalmente, o Congresso acontece no primeiro semestre, mas desta vez vai anteceder a Bienal e se extender durante o evento. Além do espaço para discussão e apresentação de cases de sucesso, também serão premiados trabalhos científicos sobre o livro digital. Os três vencedores receberão um valor em dinheiro e, dependendo do tema do trabalho, serão avaliados em fast track para publicação na Revista de Gestão da USP. O primeiro colocado vai apresentar seu projeto no dia 22, às 16h30, na plenária do Congresso.

O Congresso do Livro Digital surgiu há cinco anos como parte das metas de trabalho da Câmara, com a missão de discutir o futuro do impresso e do mundo digital. Susanna Florisse, diretora da Câmara Brasileira do Livro, afirma que a ideia é debater os novos formatos, modelos de negócios e novas formas de bibliotecas. Serão abordadas as diversas possibilidades do autor, ilustrador e editor ao trabalhar com o conteúdo no impresso, aplicativo, nuvem, etc. Ou seja, toda a cadeia de produção, desde o autor até o leitor.

Apesar da presença cada vez mais forte do livro digital, Susanna acredita que o impresso não vai morrer, embora alguns realmente desapareçam do mercado ou diminuam a tiragem. Para ela, haverá um mix, em que o digital vai complementar o impresso. Os livros didáticos, por exemplo, devem manter o formato tradicional, mas com conteúdo reduzido. “Bibliotecas digitais é um modelo de negócio que faz todo o sentido. As editoras precisam sair da zona de conforto, acompanhar tendências. Em um País com tamanha dimensão geográfica, o mais óbvio seria diminuir custos com papel e com frete. Além disso, estamos vivendo a realidade de uma geração totalmente digital. As pessoas não tem mais tempo, os costumes mudaram, os hábitos mudaram”, afirma a diretora da Câmara.

Em contrapartida, a Bienal atrai um grande número de visitantes em todas as edições. Neste ano, já foram vendidos mais de 10 mil ingressos antecipados. Porém, Susanna explica que o motivo não são os livros impressos em si. Afinal, eles podem ser adquiridos pelas internet e, muitas vezes, a um preço mais acessível. “Cada vez mais as editoras vão se tornar prestadoras de serviço. A Bienal chama muita atenção, não necessariamente para venda de livros, mas para uma questão cultural.Os visitantes querem ir pelo aspecto cultural, para assistir a palestras, debates, premiação, etc”.

Com o processo da digitalização, o conteúdo também se torna mais acessível, aumentando o risco de cair na rede. Entretanto, a diretora não enxerga o problema como o maior desafio do livro impresso. Para ela, as tradições é que podem representar a principal barreira para a consolidação da leitura. “O livro sempre teve que concorrer com a pirataria. Mas, talvez o seu maior concorrente seja ter uma sociedade que prefira ter dois celulares, dois carros ou roupas de marca, em vez de um livro”.

A abertura do 5º Congresso Internacional do Livro Digital acontece na quinta-feira, 21, às 9h. As inscrições podem ser feitas pelo próprio site oficial do evento. Já a Bienal, vai até o dia 31 de agosto e também está com venda de ingressos abertas nos pontos de venda físicos e pela internet.

POR POR ERIKA NISHIDA | enishida@grupomm.com.br | Publicado originalmente em wwwproXXIma.com.br | 20/08/2014, às 19:06

O Futuro do Livro é o Híbrido


Vem aí o primeiro catálogo universal e padrão de obras, disponível para todo o mercado editorial brasileiro.

A Câmara Brasileira do Livro [CBL] já começa a liberar, oficialmente, informações detalhadas sobre o projeto Cadastro Nacional do Livro, da qual sou o Coordenador Geral, mas creio que esta novidade será tão importante para apontar e delimitar novos horizontes do mercado de livros, quanto será a próxima edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital.

É, sem dúvida alguma, a grande sacada em 2012 para o mundo dos livros. E que era uma antiga aspiração da categoria, mas que, só agora, graças ao aprimoramento da tecnologia, está se tornando possível.

A ideia central do Cadastro Nacional do Livro [CANAL] é criar uma plataforma distribuidora de informações claras e precisas sobre o cadastro de todos os livros publicados em língua portuguesa.

Uma plataforma de normalização de metadados digitais [baseada em um padrão para o mercado brasileiro] traria uma evolução criativa na transmissão de informações sobre livros para as editoras, distribuidoras, livrarias físicas e virtuais [no caso das vendas], blogs e redes sociais [divulgação], bibliotecas [circulação], etc.

Na prática, isso quer dizer que o leitor, o bibliotecário e ou até o Governo, irá encontrar aquele livro que precisa, através da Internet ou dos terminais de buscas nas livrarias e bibliotecas, pois as informações sobre os livros, se o mercado livreiro aderir à iniciativa, estarão sendo armazenadas e transmitidas de modo mais preciso que atualmente. Principalmente, por exemplo, no que diz respeito à disponibilidade de um determinado título nos estoques físicos.

Se o mercado editorial brasileiro juntar a tecnologia de uma normalização de cadastrado único padrão para livros, com os modernos processos de impressão digital sob demanda, a mágica estará feita.

Há discussões técnicas bem interessantes, nas entidades de classe como CBL e ANL [Associação Nacional de Livrarias], com relação ao padrão adotado. Existiam alguns caminhos, mas a Onix for Books [que atualmente está em sua versão 3.0], que de longe parecia ser a melhor escolha.

Além de permitir uma melhor segurança na transmissão de dados, O ONIX [acrônimo para ONline Information EXchange] é um dos padrões, internacional, para representar e comunicar informações de produtos nas indústrias de bens culturais, ou seja, no nosso caso, para a cadeia produtiva do livro.

O mais interessante é que o padrão Onix não nasceu para criar o intercâmbio de trafego de dados para livros digitais, mas sim para livros impressos. Mas o conceito do Onix é tão amplo e tão rico que caiu como luva nos demais formatos ou suportes mais modernos do livro, como é o caso do eBook e também do Áudio Book. O Onix for Books 3.0 é baseado na tecnologia XML, assim como o formato padrão para publicações eletrônicas, o ePub, e o formato de acessibilidade conhecido como DAISY. Creio que se juntarmos o Onix [para metadados de livros em geral] e o ePub [para o conteúdo especificamente] teremos um cenário muito interessante pela frente.

O Cadastro Nacional do Livro fortalecerá toda a cadeia produtiva do livro, desde o livreiro independente, assim como também melhoraria a comunicação de cadastro de obras das pequenas editoras junto às grandes livrarias. O cadastro do livro se dará de modo uniforme, graças aos metadados, independente se o livro estaria circulando em formato eletrônico, impresso ou em áudio. E independente também dos diversos players e canais de vendas hoje disponíveis no mercado.

Como vemos, o futuro do livro é o híbrido. O mercado deverá oferecer o conteúdo das obras em formatos diversos [impresso sob demanda, eletrônico ou em áudio], e o consumidor final é quem escolherá em qual suporte deseja consumir os livros. E o segredo desse consumo está no acesso irrestrito às informações sobre as obras.

Artigo escrito por Ednei Procópio | Publicado originalmente Revista ANL, órgão oficial da Associação Nacional de Livrarias | Dezembro 2010 | Ano 10 | Edição 42

Livro para cegos é tema de congresso


A Fundação Dorina Nowill para Cegos e o Consórcio Daisy Latino estão com as inscrições abertas para o Congresso Internacional Daisy – Livro Digital, Inclusão e Mercado: novas perspectivas para produção, que ocorre em São Paulo nos dias 4 e 5 de novembro.

O formato Daisy é uma ferramenta de leitura digital que permite à pessoa cega ou com visão subnormal acesso à leitura de forma rápida e estruturada. O usuário pode visualizar o conteúdo do texto em vários níveis de ampliação e ouvir a sua gravação em voz sintetizada de forma simultânea.

A ferramenta possui mecanismos de busca por palavras, notas de rodapé opcional, marcadores de texto, soletração, leitura integral de abreviaturas e de siglas, além de emitir a pronúncia correta de palavras estrangeiras. O evento ocorrerá das 8h às 18h no Hotel Meliá Jardim Europa [Rua João Cachoeira, 107 – Itaim Bibi]. As inscrições variam de R$ 310 a R$ 510.

Confira a programação

04/11/2011

8h – Cadastramento e entrega de material
9h – Abertura
9h15 – Mesa 1: Panorama da produção e distribuição de livros DAISY no mundo em desenvolvimento.
John Jairo Jiménez [INCI – Instituto Nacional para Cegos – Colômbia]
Susi Maluf [Fundação Dorina Nowill para Cegos – Brasil]
Moisés Bauer [ONCB – Organização Nacional dos Cegos do Brasil, CONADE – Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Brasil]

10h40 – Coffee
11h – Mesa 2: Panorama da produção e distribuição de livros DAISY nos EUA e Canadá
Betsy Beaumon [Diretora do Programa de Alfabetização da Benetech – USA]
Peter Beran [Vice Presidente Senior da Learning Alliance – Tecnologia da Informação –  USA]
Michael Katzmann [Chefe da Divisão de Desenvolvimento de Materiais / NLS/BPH da Biblioteca do Congresso – USA]
Margaret McGrory [Vice Presidente e Diretora Executiva da CNIB – Instituto Nacional para o Cego – Canadá]

12h30 – Almoço
14h30 – Palestra 1: Dorina Daisy Producer – produção compartilhada de livros DAISY em rede na Web
Pedro Milliet [Fundação Dorina Nowill para Cegos – Brasil]
Eduardo Perez [Fundação Dorina Nowill para Cegos – Brasil]
Ricardo Soares [Fundação Dorina Nowill para Cegos – Brasil]

16h – Coffee
16h30 – Mesa 3: Panorama da produção e distribuição de livros DAISY na Europa e Oceania
Stephen King [Diretor de Prevenção e Relações Internacionais do RNIB – Instituto Real Nacional para o Cego – Reino Unido]
Francisco Martínez Calvo [Departamento de Cultura e Esporte da ONCE – Organização Nacional de Cegos da Espanha]
Maarten Verboom [Diretor da Dedicon – Informações Acessíveis para Pessoas com Deficiência – Holanda]
Michael Wright [Diretor Geral da  Nota – Biblioteca Nacional Dinamarquesa para Pessoas com Deficiência – Dinamarca]
Neil Jarvis [Diretor Executivo da Fundação Real da Nova Zelândia para o Cego]

18h – Encerramento
 
05/11/2011
 
9h – Palestra 1: Informações acessíveis para a redução de riscos em desastres e catástrofes ambientais
Hiroshi Kawamura [Presidente do Consórcio DAISY – Japão]

10h30 – Coffee
11h – Mesa 1:  Livros didáticos e seus desafios ao formato DAISY
Betsy Beaumon [Diretora do Programa de Alfabetização da Benetech – USA]
Maarten Verboom [Diretor da Dedicon – Informações Acessíveis para Pessoas com Deficiência – Holanda]

12h30 – Almoço
14h30 – Palestra 2: DAISY 4 e EPUB 3: convergência entre mercado e acessibilidade – desafios e oportunidades
George Kerscher [Secretario Geral do Consórcio DAISY – USA]

16h – Coffee
16h30 – Mesa 2: O futuro do livro DAISY
George Kerscher [Secretario Geral do Consórcio DAISY – USA]
Stephen King [Diretor de Prevenção e Relações Internacionais do RNIB – Instituto Real Nacional para o Cego – Reino Unido]
Hiroshi Kawamura [Presidente do Consórcio DAISY – Japão]
Pedro Milliet [Desenvolvedor de Livros Digitais da Fundação Dorina Nowill para Cegos – Brasil]

18h – Encerramento

PublishNews | 04/10/2011

Brasil sedia Congresso Internacional de Livros Digitais Daisy


Reconhecido internacionalmente como um dos mais modernos recursos de acessibilidade de leitura, o formato DAISY [Digital Accessible Information System] será foco do Congresso Internacional realizado pela Fundação Dorina Nowill para Cegos em parceria com o Consórcio Daisy Latino, que acontecerá em São Paulo, nos dias 4 e 5 de novembro.Na programação estará assuntos como livros didáticos e seus desafios ao formato Daisy; formatos DAISY 4 e EPUB 3: convergência entre mercado e acessibilidade – desafios e oportunidades, compartilhamento de livros acessíveis online, o futuro do livro Daisy, além de um panorama da produção e distribuição deste formato no Brasil, na América do Norte, na Europa e na Oceania.

O formato Daisy é uma ferramenta de leitura digital que permite à pessoa cega ou com visão subnormal acesso à leitura de forma rápida e estruturada. O usuário pode visualizar o conteúdo do texto em vários níveis de ampliação e ouvir a sua gravação em voz sintetizada de forma simultânea.

CBL | 26/09/2011

Rede deve ampliar a produção de livros acessíveis


A última pesquisa sobre o mercado editorial brasileiro, divulgada em julho deste ano pela FIPE – FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo [Relatório_Anual_2009 ], revela que, em 2009, foram produzidos no país cerca de 386.367.136 livros, com um faturamento equivalente a R$ 1.030.792.120,38. Uma cifra que, se comparada com a do mercado europeu pode parecer irrisória – a pesquisa do Datamonitor de 2008 aponta um volume de vendas de 110,3 bilhões de dólares. No entanto, quando comparamos essa mesma produção brasileira com a de livros publicados para deficientes visuais, estatística que não integra o estudo da FIPE, verificamos uma diferença abissal, que revela a restrição que esta parcela da população sofre com relação ao acesso à informação e à literatura no país.

Segundo o Censo Demográfico 2000, realizado pelo IBGE, o Brasil possui 148 mil cegos. Mas, para suprir a necessidade de informação destas pessoas, existem apenas duas instituições editando livros em Braille, hoje, com destaque para os didáticos, a Fundação Dorina Nowill para Cegos [SP] e o Instituto Benjamin Constant [RJ]. A Fundação Dorina, por exemplo, edita 1200 livros por ano, o que representa cerca de 0,12 livros por deficiente visual.

Para reverter esse panorama, ampliar o acesso da população à leitura e descentralizar a produção e distribuição de livros, a Organização Nacional dos Cegos do Brasil – ONCB concebeu a Rede Nacional do Livro Acessível, que pretende editar livros acessíveis em todas as regiões do Brasil. “Começamos a conversar com o Ministério da Cultura –MinC, no ano passado, sobre a possibilidade de investimento em novas estruturas de produção editorial para ampliar o acesso à leitura e fomentar a distribuição fora do eixo Rio-São Paulo. Como resultado dessa conversa, no início deste ano, o MinC financiou um projeto piloto, em Porto Alegre, para a edição de livros acessíveis. A experiência deu certo e o Ministério lançou um edital para selecionar instituições interessadas em publicar este tipo de livro”, conta Moisés Bauer Luiz, presidente da ONCB.

Rede Nacional do Livro Acessível

No último dia 19, em Brasília, enquanto o Encontro Nacional do Livro, Leitura e Literatura definia diretrizes para políticas públicas na área, a serem entregues aos ministérios da Cultura e da Educação do próximo governo, acontecia um evento paralelo que firmaria um compromisso importante para o avanço da democratização da leitura no Brasil: a implantação da primeira Rede Nacional do Livro Acessível. A ideia da Rede é, justamente, possibilitar a produção, difusão e distribuição de livros em formatos acessíveis, que beneficiem portadores de deficiências visuais.

Para compor a Rede, o Ministério da Cultura selecionou, por meio de um edital público realizado em junho deste ano, 6 instituições que atuam junto a portadores de deficiência visual: Instituto de Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha, Instituto Sul Mato-Grossense para Cegos Florivaldo Vargas, Instituto dos Cegos do Brasil Central, Associação de e para Cegos do Pará, Fundação Dorina Nowill para Cegos, Associação de Cegos do Rio Grande do Sul – ACERGS.

A Rede, coordenada pela ONCB, conta com o apoio do MinC para fortalecer a cadeia produtiva do livro acessível. O Ministério destinou ao projeto um montante superior a R$1 milhão, que será utilizado para estruturar a produção dos livros e para qualificar o capital humano que desenvolverá e implementará as tecnologias necessárias ao acesso dos deficientes à cultura. Segundo Moisés Bauer Luiz, a Rede deve dobrar a produção atual de livros acessíveis. “Com os novos centros de edição estruturados, teremos potencial para ampliar a capacidade de produção atual, de 1200 livros/ano para cerca de 2500 livros/ano”, elocubra.

O primeiro encontro da Rede reuniu representantes das seis instituições e das diretorias de Direitos Intelectuais e do Livro, Leitura e Literatura do MinC que deliberaram, entre outras questões, sobre os formatos dos livros acessíveis: escritos em Braille; audiolivros; e versão digital, construído por meio do formato Dayse, específico para auxiliar o acesso de portadores de deficiências ao texto e áudio do livro.

Segundo o presidente da ONCB, Moisés Bauer Luiz, a Rede deverá entrar em funcionamento em meados de 2011. Também para este período está previsto o lançamento do portal da Rede, que deve disponibilizar os livros já existentes nos formatos definidos, além daqueles que virão a ser produzidos.

Por Priscila Fernandes | Publicado originalmente em Blog Acesso | 23/11/2010

MinC divulga selecionados para edital de livros em formatos acessíveis


O Ministério da Cultura publicou hoje [25 de outubro], no Diário Oficial da União  [Seção1, páginas 24/25] portaria com o resultado final do Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível. Com a disponibilização de verba adicional e avaliação de recursos dos não-classificados, o número de selecionados passou de sete para 10, totalizando R$ 1,23 milhão.

As 10 instituições selecionadas deverão cadastrar o projeto contemplado no  Portal dos Convênios SICONV [www.convenios.gov.br], no período de 25 de outubro a 24 de novembro de 2010. Aqueles que não cadastrem suas propostas serão automaticamente desclassificados.

Na primeira categoria, voltada para a criação de centros de produção de livros acessíveis, foram contemplados quatro propostas.  O Instituto de Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha apresentou o projeto que visa implantar um Centro de Produção de Livros em Formato Acessível para pessoas com deficiência visual no Nordeste, com capacidade para publicação de 10 títulos por mês em Braille e outros 10 títulos por mês em formato Daisy ou Voz Sintetizada. O Instituto Sul Matogrossense para Cegos “Florivaldo Vargas” também irá implantar um centro, com mesma capacidade de produção, voltado para atender o Centro-Oeste. Já o Instituto dos Cegos do Brasil Central vai ampliar o serviço de adaptação e transição de títulos para o Sistema Braille, diversificando a produção acessível para os formatos DAISY e Voz, com capacidade para, no mínimo, 12 matrizes de títulos ao mês. Por sua vez, a Associação de e para Cegos do Pará irá implantar um Centro de Produção de Livros em Formato Acessível para pessoas com deficiência visual para atender a região Norte.

Na segunda categoria, destinada a fomentar a produção e a distribuição dos livros, foram selecionados três projetos. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, com o projeto Ler sem Ver, pretende publicar, reproduzir e distribuir gratuitamente 90 kits literários contendo 68 títulos em formato acessível.  Com o recurso do edital, o Centro SUVAG de Pernambuco  pretende publicar, reproduzir e distribuir 700 exemplares do livro O Olhar Tátil: 12 Gravuras de Gilvan Samico. Já a Associação de Cegos do Rio Grande do Sul [ACERGS] vai produzir 40 novos títulos literários, falados em voz sintetizada, 40 novos títulos literários em formato Daisy e 10 novos títulos literários em formato Braille. Além disso, vai replicar e distribuir 2.000 exemplares em voz sintetizada, 2.000 exemplares em Daisy e 100 exemplares em Braille.

A terceira categoria do edital é destinada à capacitação e difusão. Nesta categoria foram selecionados três projetos. A Fundação Dorina Nowill para Cegos irá capacitar profissionais de três organizações indicadas pela ONCB [Organização Nacional de Cegos do Brasil] e pelo Ministério da Cultura para produção e reprodução de livros acessíveis em dois formatos: livros digitais DAISY e livros falados com voz sintetizada [VS].  A Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual [LARAMARA] irá capacitar 25 profissionais de diferentes segmentos para fazerem uso da Audiodescrição no desenvolvimento de suas funções. Por sua vez, a ACERGS irá desenvolver e implantar o portal da Rede Nacional de Produção do Livro Acessível e capacitar dois administradores da rede por centro de produção.

A previsão do MinC é que todos os projetos selecionados sejam iniciados em dezembro deste ano. A lista completa dos selecionados está no link Editais do site do ministério.

Ascom MinC | 25/10/2010

Fundação Dorina Nowill apresenta livros digitais para cegos


Pioneira no desenvolvimento de livros digitais em língua portuguesa, a Fundação Dorina Nowill para Cegos apresenta, durante a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, seu processo de produção de livrs digitais acessíveis a deficientes visuais. Já são mais de 30 mil exemplares distribuídos neste formato, de mais de 700 títulos.

Há três anos a fundação desenvolveu o formato “Daisy” uma ferramenta de leitura digital que permite à pessoa cega ou com baixa visão o acesso à leitura de forma rápida e estruturada. O usuário pode visualizar o conteúdo do texto em vários níveis de ampliação e ouvir a sua gravação em uma voz sintetizada de forma simultânea. A ferramenta possui mecanismos de busca por palavras, notas de rodapé opcional, marcadores de texto, soletração, leitura integral de abreviaturas e de siglas, além de emitir a pronúncia correta de palavras estrangeiras.

Adotado recentemente pelo Ministério da Educação como um dos formatos para livros aprovados no PNBE – Programa Nacional de Biblioteca na Escola e PNLD – Programa Nacional do Livro Didático, o Daisy é reconhecido internacionalmente como o que há de mais moderno em acessibilidade de leitura.

Além do processo de produção de livros digitais acessíveis, a instituição desenvolveu também um leitor de livros neste formato, o DDReader, que permite ajustes de preferências e interfaces personalizadas em três línguas: português, inglês e espanhol. Entre os principais recursos do DDReader estão: acesso a todos os comandos pelo teclado, ecos de comandos em voz sintetizada, histórico de leitura de livros e tutorial incorporado ao aplicativo. O DDreader está disponível para download gratuito no endereço: http://www.fundacaodorina.org.br/ddreader.

“Esta é uma forma de avançar na questão da acessibilidade com soluções de baixo custo para países em crescimento”, diz Alfredo Weiszflog, diretor-presidente voluntário da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Segundo Pedro Milliet, desenvolvedor dos livros em formato Daisy da Fundação, a Dorina está preparada para atender editoras que estejam interessadas no formato, independente da quantidade de títulos de seu catálogo.

Por Redação Yahoo! | Sex, 20 Ago, 03h55

Produção de livros em formato acessível: inscrição até 9/8


O Ministério da Cultura publicou, em 7 de junho, no Diário Oficial da União [Seção 3, páginas 9, 10 e 11], o Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível voltado para apoiar entidades privadas sem fins lucrativos. As inscrições encerram-se no dia 09 de agosto.

Será investido R$ 1 milhão em projetos que fomentem a produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual, ou seja, livros convertidos por meio de técnicas especializadas de adaptação, que proporcionem descrição ou narração das possíveis representações gráficas presentes na obra, nos formato Daisy, Braille, livro falado [voz humana ou sintetizada] ou outro formato que permita o acesso de todas as pessoas, prioritariamente aquelas com deficiência visual, ao seu conteúdo, excetuados os livros didáticos.

O edital tem três categorias: infraestrutura de produção de livros em formato acessível; produção e distribuição de livros em formato acessível e capacitação e difusão em livros em formato acessível.Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas [FGV], encomendada pelo Ministério da Cultura, revelou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem seção Braille. Aliado a isso, durante o ano passado, a Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais [SPC/MinC], juntamente com a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, da Secretaria de Articulação Institucional [SAI/MinC], realizou uma série de reuniões com associações que representam pessoas com deficiência visual e entidades que trabalham com a produção de livros acessíveis e constatou a carência de obras literárias em formatos acessíveis disponíveis para pessoas cegas ou com baixa visão.

“A democratização do acesso ao livro passa também pela necessidade de oferta de formatos acessíveis. Por isso que os editais do Ministério da Cultura, na área de livro e leitura, têm contemplado a exigência de livros nestes formatos”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura da SAI/MinC, Fabiano dos Santos Piúba. O diretor de Direitos Intelectuais da SPC/MinC, Marcos Alves de Souza, acrescenta que “não é possível aumentar a demanda sem que se invista também em estruturas de produção e distribuição destes livros, garantindo uma rede descentralizada e que considera as particularidades regionais”.

Categorias do edital


Na categoria I – Infraestrutura de produção de livros em formato acessível serão selecionadas, no mínimo, três propostas, de até R$ 160 mil cada uma. Os recursos poderão ser usados para a criação de um centro de produção de livros em formato acessível ou sua ampliação. Os livros deverão ser distribuídos exclusivamente a pessoas com deficiência visual ou entidades que lhes atendam [associações, bibliotecas, entre outras].

A segunda categoria, voltada à Produção e distribuição destes livros, contemplará projetos de adaptação e reprodução de livros que deverão ser distribuídos gratuitamente para o público atendido pela instituição. Serão selecionadas, no mínimo, duas propostas, no valor máximo de R$ 200 mil cada.

A terceira categoria do edital é destinada à Capacitação e difusão, sendo selecionadas, no mínimo, duas iniciativas, no valor máximo de R$ 60 mil cada. Os projetos poderão ser de capacitação [por meio de cursos, treinamentos e outras atividades visando a transcrição, adaptação operação de programas e equipamentos que envolvam a produção e reprodução de livros em formato acessível] e difusão [de informações sobre livros acessíveis, entidades produtoras, acervos existentes ou práticas bem sucedidas nessa esfera].

As inscrições deverão ser feitas por correio eletrônico e  toda a documentação deve ser enviada por correio postal. A seleção dos projetos será feita por uma comissão.  Após a divulgação dos resultados de cada etapa de seleção, o proponente terá prazo de cinco dias úteis para interpor recurso. O resultado será publicado no Diário Oficial da União e no site www.cultura.gov.br, sendo de total responsabilidade do proponente acompanhar a atualização de informações em ambos.

Confira aqui o edital.

MinC – 02/08/2010

Edital de fomento à produção de livros em formato acessível


O Ministério da Cultura publicou nesta segunda-feira, 7 de junho, no Diário Oficial da União [Seção 3, páginas 9, 10 e 11], o Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível voltado para apoiar entidades privadas sem fins lucrativos. As inscrições encerram-se no dia 22 de julho.Será investido R$ 1 milhão em projetos que fomentem a produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual, ou seja, livros convertidos por meio de técnicas especializadas de adaptação, que proporcionem descrição ou narração das possíveis representações gráficas presentes na obra, nos formato Daisy, Braille, livro falado [voz humana ou sintetizada] ou outro formato que permita o acesso de todas as pessoas, prioritariamente aquelas com deficiência visual, ao seu conteúdo, excetuados os livros didáticos.

O edital tem três categorias: infraestrutura de produção de livros em formato acessível; produção e distribuição de livros em formato acessível e capacitação e difusão em livros em formato acessível.Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas [FGV], encomendada pelo Ministério da Cultura, revelou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem seção Braille. Aliado a isso, durante o ano passado, a Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais [SPC/MinC], juntamente com a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, da Secretaria de Articulação Institucional [SAI/MinC], realizou uma série de reuniões com associações que representam pessoas com deficiência visual e entidades que trabalham com a produção de livros acessíveis e constatou a carência de obras literárias em formatos acessíveis disponíveis para pessoas cegas ou com baixa visão.

A democratização do acesso ao livro passa também pela necessidade de oferta de formatos acessíveis. Por isso que os editais do Ministério da Cultura, na área de livro e leitura, têm contemplado a exigência de livros nestes formatos”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura da SAI/MinC, Fabiano dos Santos Piúba. O diretor de Direitos Intelectuais da SPC/MinC, Marcos Alves de Souza, acrescenta que “não é possível aumentar a demanda sem que se invista também em estruturas de produção e distribuição destes livros, garantindo uma rede descentralizada e que considera as particularidades regionais”.

Categorias do edital
Na categoria I – Infraestrutura de produção de livros em formato acessível serão selecionadas, no mínimo, três propostas, de até R$ 160 mil cada uma. Os recursos poderão ser usados para a criação de um centro de produção de livros em formato acessível ou sua ampliação. Os livros deverão ser distribuídos exclusivamente a pessoas com deficiência visual ou entidades que lhes atendam [associações, bibliotecas, entre outras].

A segunda categoria, voltada à Produção e distribuição destes livros, contemplará projetos de adaptação e reprodução de livros que deverão ser distribuídos gratuitamente para o público atendido pela instituição. Serão selecionadas, no mínimo, duas propostas, no valor máximo de R$ 200 mil cada.

A terceira categoria do edital é destinada à Capacitação e difusão, sendo selecionadas, no mínimo, duas iniciativas, no valor máximo de R$ 60 mil cada. Os projetos poderão ser de capacitação [por meio de cursos, treinamentos e outras atividades visando a transcrição, adaptação operação de programas e equipamentos que envolvam a produção e reprodução de livros em formato acessível] e difusão [de informações sobre livros acessíveis, entidades produtoras, acervos existentes ou práticas bem sucedidas nessa esfera].

As inscrições deverão ser feitas por correio eletrônico e  toda a documentação deve ser enviada por correio postal. A seleção dos projetos será feita por uma comissão.  Após a divulgação dos resultados de cada etapa de seleção, o proponente terá prazo de cinco dias úteis para interpor recurso. O resultado será publicado no Diário Oficial da União e no site www.cultura.gov.br, sendo de total responsabilidade do proponente acompanhar a atualização de informações em ambos.

Outras iniciativas de apoio à acessibilidade
Até o próximo dia 15 de junho, o Ministério da Cultura está com o Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas aberto. Neste edital, além da exigência em todas as categorias  de um percentual mínimo de livro acessíveis, há uma categoria específica para o segmento, voltada para o apoio a bibliotecas acessíveis. Serão investidos R$ 85 mil para cada projeto, totalizando 30.  O valor poderá ser aplicado para a compra de acervo e de equipamentos e mobiliário destinados a pessoas com deficiência; capacitação de funcionários voltados para aperfeiçoar a gestão e o atendimento e serviços oferecidos aos usuários com deficiência; ampliação ou reforma física do espaço, adequando-o aos portadores de necessidades especiais, e a criação de programação sócio-cultural.

Junto com a Associação Nacional de Cegos do Rio Grande do Sul [Acergs], o MinC desenvolve o projeto piloto para uma Rede Nacional de Produção de Livros Acessíveis para pessoas com deficiência visual. O projeto prevê a estruturação do centro de produção de livros em formatos acessíveis e a qualificação de recursos humanos para trabalhar nesta produção. Junto com a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual [Lamara], desenvolve o Projeto inclusão no mundo da cultura através do acesso à escrita e à leitura Braille, que prevê a compra e adaptação de máquinas de escrever Braille e a produção de material explicativo para possibilitar que 15 mil estudantes cegos tenham acesso ao mundo da leitura por meio do Braille.

Além disso, na regulamentação da Lei do Livro, a acessibilidade também está contemplada ao exigir que toda obra publicada em território nacional deva estar disponível pelas editoras para venda ao consumidor interessado, por meio de versões em formato acessível ou em arquivo em formato digital, bem como ao prever a expansão de bibliotecas acessíveis.

Confira o edital.

MinC – 05/07/2010

Curso mostra como produzir livros em formato Daisy


Organizado pela CBL e Abrelivros, workshop será no dia 29/6

Para apresentar os processos de produção de livros digitais em formato Daisy e esclarecer as dúvidas de seus associados, a Câmara Brasileira do Livro e a Abrelivros realizam, em 29 de junho, das 9 às 12h30, o workshop “Produção de livros digitais em formato Daisy”, com a participação de Pedro Milliet, coordenador do projeto de desenvolvimento das ferramentas Daisy, e Ricardo L. Soares, gerente do Livro Digital, ambos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Com entrada gratuita, o encontro será realizado no auditório do Instituto Cervantes [Av. Paulista, nº 2439 – térreo – Bela Vista. São Paulo/SP]. As inscrições devem ser feitas até o dia 25 de junho pelo e-mail atendimento@cbl.org.br. O auditório tem capacidade para 100 pessoas.

Programação

09h00 – Abertura
09h10 – Introdução: Daisy no mundo e Daisy na Fundação Dorina Nowill para Cegos
09h20 – Produção Daisy – Sistemas de produção existentes e principais etapas do processo
10h35 – Intervalo
11h00 – Produção Daisy – Didáticos – Características Especiais

PublishNews | 24/06/2010

Produção de Livros Digitais em Formato Daisy


A Abrelivros e a Câmara Brasileira do Livro convidam seus associados para o workshop sobre o formato Daisy.

O evento tem por objetivo apresentar e trazer esclarecimentos sobre os processos de produção de livros digitais em formato Daisy, com a participação de Pedro Milliet, coordenador do projeto de desenvolvimento das ferramentas Daisy e Ricardo L. Soares, gerente do Livro Digital, ambos da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

O workshop é gratuito e será realizado no próximo dia 29 de junho de 2010, das 9h00 às 12h30 no auditório do Instituto Cervantes, na Avenida Paulista, 2439, piso térreo, Bela Vista – São Paulo / SP.

As inscrições serão aceitas pelo email atendimento@cbl.org.br até o dia 25, às 12h00 ou até o encerramento das vagas. O auditório tem capacidade para 100 pessoas.

Veja a programação:

09h00 – Abertura

09h10 – Introdução: Daisy no mundo e Daisy na Fundação Dorina Nowill para Cegos

09h20 – Produção Daisy – Sistemas de produção existentes e principais etapas do processo

10h35 – Intervalo

11h00 – Produção Daisy – Didáticos – Características Especiais

CBL Informa | cbl@cbl.org.br

Acessibilidade à informação


Projetos e associações do Brasil e do exterior buscam tornar acessíveis os avanços da tecnologia, que, de início, podem excluir alguns. Na Fundação Dorina Nowill, Pedro Milliet e Eduardo Peres desenvolveram um complemento para Firefox que lê livros no formato Daisy – padrão internacional que define a estrutura na qual um livro digital deve ser montado. Com o DD Reader, é possível ouvir livros e navegar pelo programa ao som das vozes de Gabriela, Fernanda e Felipe – segundo Milliet, é comum dar às vozes os nomes dos dubladores. O leitor funciona somente no sistema Windows por enquanto. Já no Instituto Nokia de Tecnologia, são desenvolvidos aplicativos de celular para quem tem baixa visão, daltonismo ou é surdo. Com o Color Detector [nome provisório] instalado no celular, o usuário pode apontar a câmera do aparelho para alguma coisa e ver a cor que está sendo mostrada escrita por extenso na tela.

Folha de São Paulo – 27/01/2010 – Por Amanda Demetrio