Contexto se desliga da ABDR após o caso do Livros de Humanas


Em nota no blog da Contexto, o diretor e fundador da editora Jaime Pinsky informou que a casa não é mais filiada à Associação Brasileira de Direitos Reprográficos [ABDR]. O desligamento, segundo o texto de Pinsky, foi uma reação à forma como foi conduzida a ação judicial da ABDR que determinou o fechamento do site Livros de Humanas, que disponibilizava mais de dois mil títulos para download gratuito incluindo obras protegidas pela Lei de Direitos Autorais. A ação explicitava o nome da Forense e da Contexto, o que acabou provocando protestos na internet a favor do site e contra as editoras. Pinsky afirma que “nossa preocupação sempre foi ‘promover a circulação do saber’ – não por acaso o próprio lema da Editora Contexto”. Segundo ele, “1- em nenhum momento pedi que o site fosse tirado do ar; e 2 – solicitei, por escrito, a desfiliação de nossa editora da ABDR”. Leia o texto na íntegra. Nesta semana, Ivana Jinkings, editora da Boitempo, também se manifestou contra o fechamento do Livros de Humanas no blog da editora. Leia aqui.

PublishNews | 15/06/2012

Pearson amplia Biblioteca Virtual


Serviço que disponibiliza livros digitais a universitários ganha novas editoras e ferramentas

Pearson lançou em abril a terceira versão da Biblioteca Virtual Universitária, expandindo os recursos e o número de editoras incluídos no serviço que dá aos alunos de ensino superior brasileiro acesso a livros digitais por meio de uma plataforma virtual.

Passam a compor o catálogo da biblioteca títulos das editoras Martins Fontes, Educs [da Universidade Caxias do Sul], Jaypee Brothers [multinacional especializada em livros médicos], Rideel e Companhia das Letras, que no ano passado vendeu 45% das ações para a Penguin, do grupo Pearson. Ao todo, são 13 editoras, incluindo a própria Pearson e outras como Manole, Contexto, IBPEX e Ática e Scipione [ambas da Abril Educação].

Lançada em 2005 com pouco mais de cem títulos, a Biblioteca Virtual agora soma 1,5 mil obras em 40 áreas do conhecimento. É o maior serviço desse tipo no Brasil, usado por pouco mais de cem instituições brasileiras de ensino superior que abarcam 2,2 milhões de alunos, segundo a Pearson. Para ter acesso à plataforma, as instituições pagam uma assinatura mensal por usuário, e estes têm acesso à leitura ilimitada dos textos digitalizados.

O concorrente mais conhecido da Biblioteca Virtual é a Minha Biblioteca, consórcio que foi formado em 2011 por Saraiva, Grupo A, Gen e Atlas, algumas das principais editoras acadêmicas nacionais, mas cujas operações ainda são tímidas perto do serviço da Pearson.

De acordo com Laércio Dona, diretor de negócios de ensino superior, idiomas e serviços educacionais da multinacional, a meta é ampliar o catálogo de títulos da em 30% até o fim de 2012. “Mas nosso objetivo não é aumentar tanto o número de editoras, porque com as que temos já conseguimos uma boa cobertura das várias áreas de conhecimento contempladas pelos cursos das instituições de ensino”, afirma.

A Biblioteca Virtual foi desenvolvida em parceria com a Digital Pages e, na sua versão 3.0, permite que os alunos façam comentários nos textos e compartilhem as anotações em redes sociais. O conteúdo também passa a estar disponível para acesso em tablets que operam no sistema Android [do Google] e iOS [da Apple]. Outra diferença é que os usuários agora podem imprimir parte das obras por meio do pagamento de uma licença, que remunera editora e autor.

A expectativa é que a demanda pelo serviço de biblioteca de livros digitais cresça significativamente graças a mudanças nas regras do Ministério da Educação. A Pearson também desenvolverá um serviço de biblioteca virtual para a educação básica, mas ainda sem data para estrear.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/05/2012