Preciosidades da Biblioteca Monteiro Lobato são digitalizadas


Acervo é comporto por livros didáticos desde o fim do século 19 até meados da década de 1970

A Biblioteca Monteiro Lobato [Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, São Paulo/SP] abriga o Acervo Histórico do Livro Escolar – AHLE, constituído por títulos de uso escolar resguardado pelas antigas Bibliotecas Infantis. O espaço reúne várias fases da história e da educação no País desde o fim do século 19 até meados da década de 1970. Cartilhas, primeiras leituras e manuais de ensino, entre outros, compõem esse acervo especial, que contempla todas as disciplinas escolares dos cursos primário e secundário. Mais de 30 títulos antigos já foram digitalizados. Para mais informações, clique aqui.

PublishNews | 26/05/2015

Escritora Eliana Neri lança o primeiro volume de sua trilogia


Lançamento oficial do livro que mistura aventura e emoção com toque espiritualista e de autoconhecimento será na Flip

Eliana Neri  | Fotos: Divulgação

Eliana Neri | Fotos: Divulgação

O livro publicado por editora tem melhor aceitação pelas livrarias e pelos leitores, isso é fato

Apesar de o personagem principal ser um padre e outros dois personagens terem uma grande fé em Deus, a autora não considera “Day by day” uma obra espiritualista. O primeiro volume da trilogia que Eliana Neri está escrevendo já está pronto. Mas só será lançado pela editora na Flip [Festa Literária Internacional de Paraty], no meio do ano. Até lá, quem quiser matar a curiosidade, já pode comprar seu exemplar com a própria escritora. São 384 páginas de muita aventura e emoção.

Para depois da trilogia, Eliana está com um conto infantil pronto, pretende publicá-lo por uma editora e comercializar no mercado nacional. Em seguida, vai escrever e publicar uma fábula para adultos.

Nascida em São Lourenço [MG], a autora mora em Barra Mansa desde os 7 anos. Começou a escrever contos infantis em meados de 2000. Quando foi trabalhar em outra cidade [Barra do Pirai], ficava com tempo livre à noite e surgiu a vontade de escrever. Foi quando criou os “Contos da Lili”, com o inusitado personagem Azeitona no Palito.

Depois veio a oportunidade de participar de antologias com textos infantis e para adultos e a concretização de um sonho, que era escrever um livro solo sobre a história do seu tio-avô que foi padre no século passado e tem um mistério a ser desvendado.

Sempre trabalhou na área comercial, seja em comércios ou indústrias da região, quando em janeiro recente, por conta de fechamento da empresa onde trabalhava, ficou com mais tempo para os seus projetos literários e resolveu divulgar e comercializar o primeiro volume da trilogia “Day by day”, pessoalmente, praticamente um corpo a corpo.

Quando começou a escrever essa trilogia? Por que a opção por três livros sobre o mesmo tema? Quais os títulos de cada livro?

A vontade nasceu em minha adolescência, o sonho de publicação, porém, tornou-se possível apenas em 2012. Em 2013 publiquei de forma independente a primeira parte com apenas 156 páginas, em 2014 enviei o texto completo do primeiro volume para a editora Livrus, que passou a me acompanhar.

A opção por uma trilogia deu-se por conta de ser uma história que se passa em vários períodos, precisando de muitas pesquisas e investigações, por ter um texto bastante interessante e com bastantes assuntos a serem explorados. Se agradar aos leitores, passará de trilogia para uma série. O primeiro volume: “Day by day”. O segundo volume: “Day by day, a busca é surpreendente“. O terceiro volume: “Day by day, a busca é encontro“.

"Algumas pessoas não entram em livrarias por achar que o livro no Brasil é caro" - Eliana Neri

“Algumas pessoas não entram em livrarias por achar que o livro no Brasil é caro” – Eliana Neri

Todos os textos dos três livros já estão prontos? Ou apenas o primeiro de “Day by day”?

O primeiro está pronto e já estou comercializando pessoalmente e pelos sites da editora. A versão digital já está sendo cadastrada em canais online também.

O segundo volume já está com cem páginas digitadas. Se eu não fizer mais nada, só escrever, em apenas dois meses o segundo volume poderá ficar pronto.

E em mais ou menos seis meses o terceiro volume ficaria pronto, mas creio que isso ainda não seria possível para mim.

É um livro espiritualista? Ou nada tem a ver com esse gênero? Como você classifica essa trilogia, do ponto de vista mercadológico?

Apesar de o personagem principal ser um padre e outros dois personagens terem uma grande fé em Deus, não o considero espiritualista, mas quem ler apenas o primeiro volume terá a impressão de que talvez seja. Mas não foi proposital. Acho mesmo que o livro pode ter várias classificações do ponto de vista mercadológico, tipo aventura, autoconhecimento, ficção, suspense e até espiritualista também, por que não?

Como foi [ou está sendo] o processo criativo dessa trilogia? Muito diferente do seu trabalho anterior com livros infantis?

Sim, completamente diferente dos trabalhos anteriores com livros infantis, que são pura ficção. A trilogia “Day by day” é uma mistura de ficção e fatos reais, para tal tive que fazer pesquisas, viagens, entrevistar pessoas. Então, é bem diferente sim. Até o processo criativo é mais demorado.

Os seus livros saem por uma editora, certo? Isso facilita, de certa forma, que sua obra seja mais vendável do que um livro lançado no esquema de produção independente?

A trilogia é o meu primeiro livro por uma editora, tirando, é claro, as antologias, mas livro solo é o primeiro. O livro publicado por editora tem melhor aceitação no mercado pelas livrarias e pelos leitores, isso é fato. Como é minha primeira experiência por editora, só daqui a alguns meses é que saberei o resultado, é uma experiência nova. Mas o fato é que a qualidade do livro é superior porque tive uma equipe cuidando de tudo, desde a revisão do meu texto até a capa.

Que análise você faz do atual mercado literário na região, no Brasil e no mundo?

Creio que cresceu bastante o interesse das pessoas pelos livros, com muitos autores e novos gêneros. Nós autores ainda sonhamos em publicar um livro que caia no gosto popular, que as pessoas gostem, comentem, indiquem. O mercado editorial brasileiro e mundial passa por transformações profundas e nós escritores temos que acompanhar essas transformações. Compreendê-las, tentar nos situar para publicar os nossos livros.

Quais seriam os caminhos para facilitar o acesso aos livros e à produção de obras literárias?

A produção de obras literárias não é nada barata, devido à complexidade de profissionais que se faz importante para tal, tipo: preparação, diagramação, revisão de texto, capista, gráfica, profissional de marketing etc. Existe um custo envolvido.

Mas creio que baixar os preços dos livros facilitaria o acesso. Algumas pessoas não entram em livrarias por achar que o livro no Brasil é caro.

E precisamos de mais eventos literários, feira de livros, saraus etc. Quanto mais as pessoas tiverem acesso aos livros, melhor.

Para quem pretende começar a produzir literatura, quais as dicas?

Ler bastante e focar no objetivo.

Serviço

Day by day

Autora: Eliana Neri

Preço: R$ 32

Para adquirir o livro entrar em contato pelo e-mail [eliana.neri@uol.com.br]

Facebook ou telefone [24] 9-9845-1204

Página do livro no site da editora

Por Cláudio Alcântara | Coluna Olho Pop | Publicado originalmente em OLHO VIVO | 21/04/2015, às 11:25

Editora disponibiliza a obra “Brazilian Identities” gratuitamente


Editora coloca e-book sobre a identidade brasileira para download gratuito

O selo Cultura Acadêmica, da Editora Unesp, coloca à disposição o download gratuito do livro Brazilian Identities – compositions and recomposition, organizado por Cristina Rodrigues, Tania Regina de Luca e Valéria Guimarães. O livro, que integra a coleção Desafios Contemporâneos, vários autores lançam um olhar panorâmico sobre a identidade nacional, contribuindo para o debate sobre o que é o Brasil e quem são os brasileiros. O download gratuito to texto em português pode ser feito aqui.

PublishNews | 08/04/2015

Pense nos detalhes


Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em COLOFÃO | 1 de abril de 2015

O diabo, como dizem, mora nos detalhes. Naquelas coisas pequenas nas quais – pensamos, um tanto inocentes – ninguém vai reparar.

Em se tratando de e-books, há uma vasta gama de moradas possíveis. Já falamos sobre algumas: as variações de visualização entre plataformas, as gradações de cor numa capa, como adaptar títulos, formas de lidar com páginas de crédito de imagens… Não são questões que saltam aos olhos logo que se pensa sobre o todo da produção, mas estão lá e se impõem a qualquer desenvolvedor de e-books.

Vou falar sobre outra, agora –, para que fique ainda mais claro — , e vou usá-la para ilustrar um ponto que julgo importante:

Remissões

As remissões são trechos de um livro que fazem referência a outros trechos, anteriores ou posteriores, do mesmo livro. As formas como se apresentam podem variar muito.

Por exemplo, digamos que, num livro de não-ficção, o autor faça referência a um conceito apresentado na página 125. Ou que relembre o que disse no subtópico X do capítulo Y. Pode ser que a referência seja bem direta (“Ver página X” ou “ver nota 45?), pode ser que não.

O que o desenvolvedor e-book tem nas mãos aqui é uma questão semelhante a das notas e dos créditos de imagens: há um local sendo apontado e o leitor precisa chegar a ele. Como proporcionar isso?

Questão semelhante, resposta idem: links.

(Sim, sei que soa repetitivo, mas esse é um trabalho que depende muito de rotinas e práticas bem definidas. Soluções que abrangem mais de um problema são suas melhores amigas, então nunca é demais enfatizá-las.)

Num livro impresso, a reação de um leitor que queira seguir a indicação apresentada é voltar ou avançar até a página, tópico ou capítulo que é remetido. No e-book, simplesmente manter como está não faz sentido, tanto por uma razão negativa quanto por uma positiva.

A negativa: o número da página no livro impresso perde o sentido no meio digital; será uma informação inútil para o leitor. A positiva: o formato permite um tipo de movimentação pelo livro, através dos hiperlinks, que o impresso é incapaz de proporcionar. Trata-se, portanto, de uma questão de evitar as limitações e exaltar as potencialidades.

De que forma isso pode ser feito? Bem, vou dar apenas um exemplo, o da Intrínseca, onde trabalho. Quando há referências a outras páginas, substituímos o texto original por um que indique a presença do link.

Ver página X –> Ver aqui;

Ver nota Y –> Ver aqui;

Ver tópico XY ou

Como vimos no ponto Z… ou

Veja na nota XXX –> Ver tópico XY / Como vimos no ponto Z / Veja na nota XXX

Como dá para notar, o sublinhado é o elemento de destaque, chamando a atenção para o link.

Nosso padrão é esse. Referências com outro tipo de configuração são analisadas caso a caso, mas é pouco provável que se afastem deste princípio geral.

Voltando aos detalhes

O ponto que quero ilustrar é justamente este: por menores que sejam, não se pode fugir destas questões. Elas sempre estarão ali, e saber resolvê-las pode ser a diferença entre oferecer uma experiência razoável e uma muito boa.

O que me ajuda a estar pronto para lidar com alguns desses detalhes é ter um manual de estilo, desenvolvido com a ajuda do editorial, em que diversos padrões e soluções são descritos. Outras coisas “pequenas” que este manual contempla: padrão para legendas em encartes de imagens, padrão para lidar com tabelas longas, padrão para lidar com elementos separados por barras, padrão para adaptar com mapas… Um manual para o cotejo do e-book, explicando o que deve ser marcado para futuras correções, também é uma ótima pedida, já que o cotejador pode ficar atento a coisas que você sabe que podem estar lá.

A tentativa é ser o mais amplo possível, pescar cada pequeno detalhe e tentar dar a ele uma solução. O objetivo sempre é oferecer a melhor experiência, mesmo naquilo que passa despercebido.

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de dois. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Editora brasileira lança livro em inglês, exclusivo em eBook


POR EDNEI PROCÓPIO

Em breve, pretendo parar de escrever sobre livros digitais, pelo menos sobre a teoria do que envolve o tema. Mas a decisão é por um motivo bom. A meu ver, já chegamos a um ponto de uma revolução em que somente os cases disponíveis já seriam suficientes para exemplificar e demonstrar, na prática, como este novo e crescente mercado poderia se estabelecer.

Um exemplo extraordinário de como fazer o uso das ferramentas, tecnologias, canais e plataformas de eBooks, hoje disponíveis, é o da editora Dufaux, sediada em Belo Horizonte [MG]. Conheci a editora da Dufaux durante a convenção de livreiros promovida pela Associação Nacional de Livrarias, quando fui convidado para falar do assunto em uma mesa. De lá par cá, a editora e eu temos tido ótimas conversas sobre o tema.

Ministrei há algum tempo uma palestra dentro da Dufaux para todos os colaboradores da casa e, logo em seguida, iniciamos um trabalho de consultoria para levar o catálogo deles para o formato digital. Após o entendimento de que nada neste país é de fácil execução, livros foram selecionados, contratos foram revistos, arquivos foram produzidos e convertidos. Títulos foram cadastrados. Bem, o resultado de um trabalho sério, pensado com estratégia, dedicação e amor ao ofício, sem pressa ou atropelos, pode ser conferido logo abaixo.

POR EDNEI PROCÓPIO

Ode ao colofão no eBook


Eu sei, isso tá com a maior cara de post institucional chapa-branca. Mas prometo que não é. Só que também não posso prometer que é um texto tão prático quanto os que costumam aparecer por aqui

Lembro que quando o Hermida me contou que os e-books da Cosac tinham colofão, eu tive que segurar uma risada [tinha acabado de conhecê-lo]. Mas que ideia ridícula! Colofão em um e-book? O leitor mal lê o do impresso… E o que tinha nele? A gráfica? A edição? O papel? No máximo, o ano em que o arquivo foi feito e, com muita boa vontade, a fonte, já que nem ela é fixa. Imaginei que fosse só algum capricho de editora cult. Só pensei em uma finalidade agora, quase dois anos depois.

Pausa para explicar de onde veio a epifania: tem gente que canta no banho. Que ganha prêmio no banho. Que limpa azulejo no banho. Eu, pedante como sou, dou palestras. No dia em que escrevi este texto, estava contando para uma plateia muito interessada [dois vidros de condicionador e uma saboneteira] a origem do nome do site para o qual eu contribuo¹. Fim da pausa.

Então. Estava refletindo sobre por que um e-book deveria conter um colofão, essa coisa arcaica. Pode haver outros motivos, mas foi justamente a fonte que me deu um lampejo: ele marca uma ausência.

Parece bobo a princípio, mas é uma rebeldia, ao mesmo tempo uma pichação de ônibus e um protesto silencioso na frente de um tanque. Mais uma informação irrelevante para não ser lida, mais duas ou três linhas de código para a loja passar por cima sem compreender o conteúdo. No entanto, para quem trabalha no mercado editorial ou tem um fascínio especial por seus produtos, deve ser um marco. Significa que não importa a configuração que o leitor final usou ou a predefinição que o e-reader descartou, aquilo ali não é só um texto. Você está diante de um livro. Não é só conteúdo, mas também uma intenção editorial. Você pode ler até em Comic Sans, se quiser, mas saiba que alguém gastou algum tempo escolhendo uma tipografia.

Um livro não é só um texto para ser vendido. Não pode ser. Séculos de desenvolvimento não foram uma extravagância, são reflexo da necessidade de uma linguagem não verbal com características próprias para construir um significado que extrapola as palavras. Nenhum espaço narrativo é arbitrário, nenhuma cor é só estética. Há uma intenção. Abandoná-la é empobrecer a leitura. Sinalizá-la é uma obrigação.

Confesso que posso estar viajando loucamente, mas posso garantir uma coisa: os shampoos já confirmaram presença na próxima palestra.

Por Mariana Calil | Publicado originalmente em COLOFÃO | 4/3/2015

Mariana Calil

Mariana Calil

Mariana Calil é formada em Produção Editorial na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Passeou pela produção gráfica, fez uma breve visita ao comercial e hoje é assistente editorial. Vive a utopia de que dá para trazer para o mercado a teoria da faculdade e levar para a academia a prática do cotidiano.

Editora investe na digitalização de seu catálogo da área médica


Pelo menos 200 obras da Elsevier já estão disponíveis em formato digital

A editora Elsevier está ampliando o seu catálogo de e-books das áreas médica e veterinária. Dos mais de 880 títulos em formato digital à venda nos parceiros online, 219 já estão disponíveis em formato digital. Dentre as obras disponíveis em formato digital estão os clássicos Guyton e Hall, Gray’s Anatomia, Cecil Medicina, e Netter Atlas de Anatomia.

PublishNews | 03/03/2015

Conteúdo digital estimula as editoras


Os celulares e os tablets estão sempre à mão, principalmente dos jovens. O “vício” é tão intenso que, muitas vezes, até durante as refeições, a atenção é dividida com os assuntos que estão nos aparelhos.

Esse movimento tecnológico está chegando aos poucos ao mundo acadêmico. Alunos e professores de escolas públicas e particulares utilizam os tablets na aula e as editoras têm que se adaptar a essa mudança. São elas as responsáveis pelo conteúdo virtual.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] investiu, só no ano passado, R$ 71 milhões em conteúdos digitais. Dados da Federação Nacional das Escolas Particulares indicam que 30% das escolas no Brasil utilizam tablets em sala de aula. Estes números dão uma dimensão do mercado e as editoras de livros didáticos não querem perder as oportunidades de negócios.

Desde 2010, a Abril Educação, que desenvolve diversos tipos de materiais para as editoras Ática e Scipione, oferece novas estratégias que apoiam os processos de aprendizagem e engajam os alunos de maneira mais efetiva por meio das mídias digitais.

A empresa desenvolve livros digitais analíticos, jogos educativos, simuladores, vídeos, infográficos animados, plataforma de avaliação adaptativa e aplicativos para tablets. “Fazemos um planejamento digital para todas as obras. Contamos com um departamento de Tecnologia de Educação formado por especialistas em multimídia, pedagogos e editores de conteúdos digitais, que são responsáveis pelo desenvolvimento dos livros digitais e seus conteúdos multimídia, além da utilização da linguagem adequada para o ambiente digital“, afirma o gerente executivo de desenvolvimento digital da Abril Educação, Mário Matsukura.

As escolas públicas e privadas são consumidoras do material digital da empresa. Nos estabelecimentos da rede pública, os livros didáticos são oferecidos em formato impresso e digital, além de um DVD com objetos educacionais digitais. Já nas escolas privadas, o número de instituições que adota a versão digital e usa o tablet em sala de aula é cada vez maior.

Os materiais didáticos podem ser usados desde a educação infantil até o ensino médio. Os alunos acessam os livros digitais interativos, fazem anotações, entram em conteúdos digitais integrados ao seu livro, tais como vídeos, galeria de imagens e infográficos para aprofundamento das explicações dadas em sala de aula e complementar seus estudos“, detalha o executivo da Abril Educação. Para o ensino médio o foco é estimular o autoestudo, além do aprofundamento das explicações.

O livro digital possui questões interativas ao longo do conteúdo programático, além de gerar relatórios analíticos para o acompanhamento da turma pelo professor. A ideia é ajudar o aluno a verificar se entendeu o conteúdo. Para o professor, a vantagem é saber se a classe está acompanhando suas explicações. Os gráficos dão uma visão clara de cada aluno, turma e disciplina na utilização do livro didático digital em sala de aula. O tablet está integrado aos Portais da Abril Educação para o complemento de pesquisas no acervo de biblioteca de conteúdos, ferramentas de autoria e banco de questões.

O governo começou a pedir o conteúdo digital por meio dos editais e as escolas privadas tiveram que acompanhar o movimento. O interessante é que os estabelecimentos nem precisam mais ter um laboratório com computadores. As aulas podem acontecer nas salas, com alunos e professores seguindo os tablets“, indica o gerente de inovação e novas mídias da Editora FTD, Fernando Fonseca.

A FTD tem uma equipe de 50 pessoas envolvida diretamente na gerência de inovação e novas mídias. Mas mais de cem profissionais participam do processo. Já foram produzidos pela editora quatro mil conteúdos digitais, quatro plataformas, aproximadamente 100 livros paradidáticos em formato digital e cerca de 600 livros no formato PDF.

O modelo de negócios do livro didático ainda é baseado no livro impresso. É rara a adoção exclusiva de um livro digital. O que existe hoje é o livro impresso mais o complemento digital, ou mais o conteúdo digital”, ressalta Fonseca. “O universo digital ainda não está descolado, como negócio, do livro impresso.

De qualquer forma, segundo ele, a produção digital alavanca a venda do livro impresso. “Temos que levar soluções para o mercado. No futuro não muito distante o conteúdo digital poderá permitir que a lição de casa seja distribuída virtualmente e também facilitar o contato com os pais dos alunos. Estamos falando de uma revolução“, destaca o executivo da FTD.

Mas muitas editoras pensam com muito cuidado na adaptação ao “mundo digital”. É que a mudança significa um alto investimento. A Editora Dimensão, por exemplo, fornece livros impressos para os alunos dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas. “O livro impresso ainda é a tendência. Por enquanto o conteúdo virtual não é nossa prioridade“, afirma o assessor de comunicação da Dimensão, Guilherme Amorim. Ele detalha que, para produzir o conteúdo digital para uma coleção com cinco livros de português destinados ao ensino fundamental, por exemplo, é necessário desembolsar pelo menos R$ 80 mil. “Os editais do governo, dos quais participamos, não exigem a produção de conteúdo digital.

Mas a agilidade que a tecnologia nos oferece já está arraigada no dia a dia das pessoas. E as escolas precisarão acompanhar as mudanças. “Os professores e as escolas precisam estar preparados para os alunos que se acostumam, cada vez mais cedo, com a tecnologia. O efeito que vemos hoje está se ampliando: a convivência dos conteúdos digital e impresso“, diz o presidente da Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva. O desafio atual é usar a tecnologia para melhorar o que é aprendido na sala de aula.

Por Neide Martingo | Publicado em Valor Econômico | 27/02/2015

“Manuscrito Encontrado em Accra”, de Paulo Coelho, é lançado em audiobook


Além de sentir-se bastante à vontade nos formatos impressos e digitais, Paulo Coelho também experimenta tecnologias de áudio. “Manuscrito Encontrado Em Accra”, seu mais recente trabalho, agora está disponível em versão áudio nas plataformas Audible [leia-se Amazon] e iTunes [leia-se Apple].

Segundo Paulo Coelho, “Manuscrito Encontrado em Accra” revela quem somos e do que sentimos medo. Revela que o que esperamos de um futuro duradouro está baseado em crenças que existem dentro de nós mesmos, não se baseia no conhecimento ou na adversidade que nos rodeia. “Nenhum de nós pode saber o que o futuro nos reserva, porque a cada dia tem seus bons e maus momentos. Então esqueça o exército esperando lá fora, esqueça o medo que se esconde nas dificuldades que enfrentamos. “.

O audiobook de “Manuscrito Encontrado em Accra” também está disponível em inglês, alemão, sueco, norueguês e até finlandês. O leitor só não vai encontrar o livro disponível em português por motivos que já comentei nos meus livros sobre o tema.

Ednei Procópio

Sebo de eBooks já é realidade na Holanda,


Plataforma holandesa permite a compra e a revenda de livros digitais

Tom Kabinet

Na Holanda, os leitores de e-books podem revender seus livros digitais “usados”. É que foi lançada por lá a e-bookStore Tom Kabinet oferecendo o serviço de venda de livros digitais “usados”. A loja entrou no ar em junho do ano passado, mas as editoras holandesas recorreram à justiça contra a Tom Kabinet. A loja teve uma vitória parcial e voltou às operações recentemente. A Justiça holandesa entendeu que as vendas de e-books usados no país não é ilegal, mas que a Tom Kabinet não tinha tomado medidas suficientes para evitar a pirataria. A princípio, a Tom Kabinet limitou a venda de livros com DRM livre e de ePubs com marcas d´água digitais. Como medida contra a pirataria, o site adicionou marcas d´água digitais em livros que passaram pela loja, mas isso não foi suficiente para o Tribunal de Amsterdam. Como resposta à Justiça, a Tom Kabinet decidiu que compraria de volta apenas os e-books vendidos pelo site, ou seja, os usuários que compraram e-books “novos” no site da Tom Kabinet poderão revendê-los. No próprio site, há uma seção especial para explicar a pendenga judicial em que se envolveu. “Ao oferecer também novos e-books, eu resolvi o meu problema! e-Books novos que você compra em Tom Cabinet podem ser facilmente vendidos. Basta você entrar na sua conta onde poderá visualizar os e-books que você já comprou. Clique nos livros que você quer vender, defina o seu preço e pronto! Ele está à venda”, explica o processo de compra e revenda de e-books.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 20/02/2015

Widbook permite acesse a conteúdo de 1.400 livros pelo celular


Nos tempos de compartilhamento de músicas e vídeos, em que a aprovação ou reprovação dos artistas vêm em tempo real, e até mesmo discos, filmes e séries de tevê saem do papel graças aos fãs, era de se imaginar que uma hora ou outra os livros entrariam nesse mesmo processo. Criada por um grupo de jovens empreendedores brasileiros, o  possibilita às pessoas do mundo todo, sozinhas ou em grupo, escreverem seus próprios livros ou enviarem colaborações para obras de outros autores, tornando-se coautores.

O Widbook lanç0u um aplicativo gratuito de leitura. Disponível inicialmente para Android, o app possibilita acesso grátis a mais de 1.400 livros da plataforma além da interação entre os usuários da rede, que poderão seguir seus autores favoritos, comentar as obras e postar no mural um dos outros.

No celular ou tablet, é possível montar uma estante com os seus livros favoritos, enviar comentários e feedbacks. O app ainda permite continuar a leitura de uma obra a qualquer momento e lugar, além de dar acesso a um livro antes mesmo de ser lançado.

Faça o download gratuito do aplicativo.

Canal do Ensino

USP cria biblioteca digital de obras raras e especiais


A Biblioteca Digital, lançada em 2013, sob a responsabilidade da Divisão Biblioteca de Obras Raras e Especiais do Departamento Técnico do SIBiUSP, é constituída de material bibliográfico diversificado – livros, folhetos, revistas, jornais dentre outras tipologias cobrindo do século XV a XX – e selecionado segundo parâmetros que o considerem raro ou precioso, definidos pelo SIBiUSP sempre com assessoramento de especialistas na área, podendo incluir obras antigas, mas também obras únicas, inéditas, ou parte de edições especiais, encadernações de luxo, ilustrações especiais ou mesmo com autógrafo de personalidades célebres. Além disso, inclui documentação histórica da própria Universidade, cujas ações impactam tanto a vida e costumes de diferentes épocas de nosso estado e país, quanto o desenvolvimento nacional de várias áreas do conhecimento.

canaldoensino.com.br

As raridades da Biblioteca Nacional disponíveis a um clique


Biblioteca Nacional DigitalO que membros da corte brasileira comeram durante o último baile do Império na Ilha Fiscal? Como era a planta de um navio negreiro que transportava escravos ou o primeiro atlas impresso? Essas são algumas raridades guardadas na divisão de obras raras da Fundação Biblioteca Nacional [FBN]. Muitas delas estão disponíveis online, e outras podem ser consultadas na própria FBN. A divisão foi criada em meados do século 20, por decreto presidencial, a partir de uma seleção do acervo geral da FBN. Embora não haja número exato de obras, calcula-se que são tantos títulos nessa seção que eles ocupariam uma estante linear de 2,1 km. O exemplar mais antigo foi doado por uma família no século 19. Trata-se de um manuscrito do século 11 com os quatro Evangelhos [Matheus, Lucas, João e Marcos].

PublishNews | 11/02/2015

Como levar o conteúdo online para o impresso


Nunca foi tão fácil publicar livros e divulgar conteúdo. A evolução da tecnologia e as ferramentas de internet que surgiram no novo século permitem que diversos autores de inúmeras vertentes disponibilizem seus trabalhos online. Mas como o mercado editorial vê essa transformação? Quais os desafios para quem trabalha com a autopublicação? E como migrar do online para o impresso?

No palco Mercúrio da Campus Party Brasil 2015 – que será realizada até domingo, 7, no São Paulo Expo – os palestrantes Sidney Gusman, Kell Bonassoli, Rob Gordon, Eduardo Viegas e Lycia Barros falaram sobre as questões que envolvem o mercado editorial nos âmbitos online e offline.

Escritora de romances, Lycia afirma que nos dois âmbitos, o melhor caminho é a divulgação. “Quando você fecha com uma editora, a vantagem é que surge a possibilidade de se alcançar um público que, talvez, não tenha na internet. A editora não é mais tão poderosa como era tempos atrás, e ela sabe disso”, comentou a romancista carioca.

Dentro dessa ideia, os palestrantes afirmaram que as editoras estão “de olho” em autores que tenham potencial para migrar da internet para impressos. Um exemplo disso aconteceu com o dono do blog “Mentirinhas”, Fábio Coala, que lançou suas tirinhas na web e em menos de um ano teve seu livro publicado.

Mas, o que as editoras buscam nos autores? É necessário que o escritor conheça bem seu público alvo, as mudanças e tendências pelas quais ele passa e as necessidades conscientes ou inconscientes que precisam ser atendidas. Além disso, deve haver autenticidade. “Não faz sentido investir tempo para escrever um conteúdo que é mais do mesmo”, destacou o editor-chefe e escritor da Universo HQ, Sidney Gusman.

A editora também busca o autor que é empreendedor. Aquele que participa e apoia o processo de marketing que é oferecido quando o livro é lançado. “Caso contrário, é perdido mais de 50% do potencial das vendas. A editora possui um posicionamento de mercado, que define a qualidade do conteúdo e se ele atende a necessidade do público alvo”, explicou o editor da Évora, Eduardo Viegas.

Desafios da autopublicação

Publicitário e escritor, Rob Gordon afirmou que “o autor que se autopublica tem que fazer o papel da editora”. Seu primeiro livro lançado também migrou do online para o papel. A ideia principal é que a obra passe por uma “vistoria” literária, que verificará a ortografia, concordância, concisão e coerência.

Eduardo Viegas vê o campo como oportunidade de aprendizado. De acordo com ele, é a possibilidade de criar contato e se aproximar com o público e testar os textos. “Isso é bom porque, na internet, o feedback acontece em tempo real”.

Internet é uma oportunidade de mídia espontânea. Nela, existe a possibilidade de ter vários embaixadores para multiplicar aquilo que você publica”, comentou a blogueira e acionista do Mundo Podcat, Kell Bonassoli. Ela começou escrevendo para internet, até que participou de concurso na Editora Novo Século, em que foi escolhida para lançar sua obra impressa.

Na migração, a maioria dos autores independentes vê o editor como inimigo, de acordo com Sidney Gusman. “Isso não pode acontecer, o trabalho do editor é avaliar e fazer as mudanças certas para que a obra seja publicada“. Ele completou falando que buscar o diferencial é fundamental.

Os palestrantes terminaram o painel dando dicas de como ser um bom autor dentro do mercado editorial atual, que apresenta inúmeras possibilidades de trabalho. Escreva sobre o que você gosta de ler, leia muito e não tenha medo de mostrar sua obra para as pessoas avaliarem.

Comunique-se | 05/02/2015

Os campeões de audiência da Fundação Dorina


Fundação Dorina empresta títulos para pessoas cegas e de baixa visão de todo o Brasil

Fundação Dorina Nowill para CegosA Fundação Dorina Nowill para Cegos disponibiliza para pessoas com deficiência visual em todo o Brasil o empréstimo de livros em áudio produzidos pela instituição. São mais de 2.500 títulos, de diferentes autores e gêneros, disponíveis para empréstimo gratuito às pessoas cegas ou com baixa visão. Em 2014, foram mais de 11 mil empréstimos e o audiolivro mais pedido foi Jesus, o maior psicólogo que já existiu, de Mark W. Baker. Na segunda posição, ficou O caçador de pipas, de Khaled Hosseini e em terceiro lugar,Anjos e demônios, de Dan Brown. Para utilizar o serviço de empréstimos é preciso preencher ficha de cadastro específica, que pode ser feita pessoalmente, via correio, e-mail ou pelo site www.fundacaodorina.org.br. O envio e devolução dos livros em áudio são feitos gratuitamente via cecograma, serviço postal destinado às pessoas cegas. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, de 8h às 17h. Veja abaixo o ranking completo com os dez audiolivros mais pedidos na biblioteca da fundação:

  1. Jesus, o maior psicólogo que já existiu– Mark W. Baker
  2. O Caçador de Pipas– Khaled Hosseini
  3. Anjos e demônios– Dan Brown
  4. Nunca desista de seus sonhos– Augusto Cury
  5. O Código Da Vinci– Dan Brown
  6. A menina que roubava livros– Markus Zusak
  7. Fortaleza digital– Dan Brown
  8. Ponto de Impacto– Dan Brown
  9. Trilogia Cinquenta tons de cinza– E. L. James
  10. Ensaio sobre a Cegueira– José Saramago

PublishNews | 23/01/2015

Biblioteca Digital do Senado disponibiliza obras raras com mais de 300 anos


Entre os 260 mil documentos de interesse do Poder Legislativo, obras raras com mais de 300 anos fazem parte do acervo digital da Biblioteca do Senado.  O livro mais antigo é o Novvs Orbis seu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, científica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos dos animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.

Da Coleção Digital de Obras Raras também constam revistas e manuscritos. A Revista Moderna, impressa em Paris a partir de 1897 é um dos destaques do acervo, com o que havia de mais avançado em jornalismo na época, primando por reportagens elaboradas e a cobertura dos acontecimentos mais marcantes.

Em breve serão incluídos outros títulos como o jornal ilustrado Don Quixote, uma publicação de sátira política, editada e ilustrada por Angelo Agostini, que circulou entre 1895 e 1903.

Ainda são poucos os manuscritos digitalizados, mas todos muito relevantes. Um deles é o autógrafo da Lei Áurea, pertencente ao Arquivo do Senado, sendo um dos documentos mais acessados. Outro bastante procurado é composto por versos de Machado de Assis, intitulado O Casamento do Diabo, que é acompanhado por uma versão digitada para ajudar na compreensão do texto.

Acesso

A Biblioteca do Senado oferece 916 obras raras e valiosas digitalizadas, dentro da coleção específica que possui 7.548 volumes. As obras foram restauradas e estão à disposição de qualquer pessoa conectada à Internet. A restauração e conservação do acervo permitiram a digitalização e facilitaram o acesso. Os arquivos digitais reproduzem fielmente todas as características das obras.

O processo de disponibilização desse material demanda tempo e exige diversos cuidados, como informa a bibliotecária Clara Bessa da Costa, do Serviço de Biblioteca Digital.

— Na etapa de seleção analisamos se as obras estão em condições de passar pelo processo de digitalização, que é realizada com todo o cuidado para que não haja nenhum dano ao material.  Depois os arquivos em alta resolução são conferidos e convertidos para PDF para facilitar  o download pelas pessoas que acessarem nosso acervo — explicou.

Em 2014, os arquivos da Biblioteca Digital do Senado foram visualizados mais de 2,2 milhões de vezes. As obras publicadas são de domínio público ou têm os direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando o download gratuito.

Pesquisa

Para pesquisar na Biblioteca Digital do Senado, basta acessar o portal e informar o nome do autor, título ou assunto procurados. A pesquisa avançada também permite selecionar a coleção [entre livros, legislação em texto e áudio, jornais e revistas, produção intelectual de senadores e servidores do Senado e documentos diversos].

Clara Bessa da Costa explica que não é necessário nenhum tipo de cadastro.

— Porém, se o usuário quiser ficar atualizado com nossas novidades basta se cadastrar para receber um e-mail com o link dos novos itens incluídos na coleção que ele escolher.

Por Patrícia Oliveira | Agência Senado | 07/01/2015, 14h29

Dinheiro na Multidão | Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional


Para indicar o caminho das pedras aos marinheiros de primeira viagem e ajudar os iniciados a refletirem sobre o original modelo de financiamento coletivo de projetos, o advogado Vinicius Maximiliano Carneiro acaba de lançar o livro Dinheiro na Multidão – Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional.

A obra traz alguns conceitos e reflexões quando se trata de novas tecnologias, especialmente pela teia burocrática existente no Brasil e que é responsável pela mortalidade de startups. Carneiro afirma que a missão é ajudar a esclarecer alguns caminhos que, se já não foram percorridos, certamente o serão por aqueles que se aventuram nas duas pontas: na criação de sites de financiamento coletivo e no uso do financiamento coletivo para fomentar projetos que são do seu interesse.

Para ler o livro na integra, basta acessar viniciuscarneiro.adv.br.

Obras que lembram antigas novelas de rádio superam vendas de eBooks


O mercado editorial tem sido bom para Jeffery Deaver. Nos últimos 26 anos, Deaver, um advogado que se tornou escritor de obras de mistério, publicou 35 romances, dos quais foram vendidos 40 milhões de exemplares globalmente.

No entanto, sua obra mais recente, “The Starling Project” [O projeto estorninho], uma história de mistério ambientada em vários países e protagonizada por um investigador de crimes de guerra, não está disponível em livrarias nem será impressa.

A história foi concebida, escrita e produzida como um drama original em áudio para a produtora e loja de audiolivros Audible. Se os leitores de Deaver quiserem saber a história, terão de ouvi-la.

Meus fãs são muito fiéis“, disse o autor. “Se souberem que fiz isso e que se trata de uma história de mistério, acho que vão se interessar.

Lançado em meados de novembro, “The Starling Project” vai testar a aceitação de uma forma de arte emergente que mescla o charme imersivo de antigas novelas radiofônicas com a tecnologia digital. Ele também é o sinal mais recente de que os audiolivros estão ganhando um espaço próprio.

A Audible já produziu cerca de 30 obras originais, que variam de uma série de mistério sobre uma conspiração que deixa a Índia e o Paquistão à beira de uma guerra nuclear a contos originais ambientados no universo das novelas de vampiros de Charlaine Harris.

Nesse campo cheio de oportunidades, não é preciso disputar o olhar das pessoas“, disse Donald Katz, diretor-executivo da Audible. “Para nós, esse é o momento de parar de buscar conteúdo que possa gerar áudios fantásticos e partir para a definição de qual será a base estética dessa nova mídia.

Alguns evitam o termo “audiolivro” e classificam seu conteúdo como “entretenimento em áudio” ou “filmes para os ouvidos”. “The Starling Project” dura pouco mais de quatro horas e conta com 29 atores em 80 personagens.

É compreensível que os autores estejam ansiosos para marcar presença nessa mídia. Nos oito primeiros meses deste ano, as vendas de audiolivros digitais tiveram alta de até 28% em relação ao mesmo período do ano passado, ultrapassando amplamente o crescimento de 6% dos e-books, segundo a Associação de Editoras Americanas. Por sua vez, as vendas de obras impressas de capa dura nos gêneros de ficção adulta e não ficção tiveram uma queda de quase 2%.

As editoras de audiolivros lançaram quase 36 mil títulos em 2013, sendo que em 2010 o número foi de apenas 6.200, segundo a Associação de Editoras de Áudio. Com mais de 170 mil obras, incluindo 18 mil produzidas neste ano, a Audible domina esse mercado.

Deaver disse que quando a Audible lhe propôs que escrevesse uma história original a ser lançada em áudio, ele ficou intimidado. “Era como escrever uma peça não visual“, comparou. Ele havia colaborado em duas outras obras originais em áudio para a Audible, com mais de dez escritores, porém nunca havia escrito algo do início ao fim.

A trama do novo audiolivro acompanha um militar da inteligência reformado, Harold Middleton, que é recrutado para impedir um plano sombrio de assassinato em massa chamado “The Starling Project”. A ação transcorre no México, em Washington, em Londres, em Marselha e na região central da África. Deaver, porém, rapidamente se viu em dificuldades e descobriu que seria útil indicar localizações geográficas por meio de diálogos. Em uma cena, por exemplo, ele optou pelo anúncio de um comissário de bordo dando boas-vindas aos passageiros na França.

Deaver disse esperar que o projeto o ajude a conquistar um novo público de ouvintes.

Há muitas alternativas fracas de leitura por aí, e os autores estão dispostos a enfrentar uma concorrência acirrada com produtos como [os jogos] Assassin’s Creed, Minecraft e Angry Birds“, afirmou ele. “Essa é uma maneira mais fácil de as pessoas terem acesso a boas narrativas.

POR ALEXANDRA ALTER | DO ‘NEW YORK TIMES’ | Folha de S. Paulo | 13/12/2014, às 3h00

Editora disponibiliza mais 39 títulos digitais gratuitos


Editora UnespA Editora Unesp está disponibilizando mais 39 títulos digitais, passando a oferecer 400 e-books para download gratuito. “Com as publicações a universidade reconhece a importância do trabalho editado para a qualificação docente e demonstra a percepção de que a digitalização da produção acadêmica é um caminho sem volta”, disse Jézio Hernani Bomfim Gutierre, editor executivo da Editora Unesp. O catálogo da editora inclui mais de 1,8 mil títulos, dos quais 400 são disponíveis para download gratuito [parte dos títulos também pode ser obtida impressa, sob demanda]. Confira as obras no site da Editora.

PublishNews | 10/12/2014

Biblioteca Nacional da Rússia cria grande enciclopédia nacional


“Toda a Rússia” – será o nome da nova enciclopédia eletrônica que terá informações completas e fidedignas sobre a história, o patrimônio cultural e a vida do país. A obra está sendo elaborada por especialistas das bibliotecas Presidencial e Nacional da Rússia em São Petersburgo.

Análise detalhada de diferentes recursos eletrônicos demostrou que a maioria deles não é capaz de informar minuciosa e, sobretudo, autenticamente os usuários sobre a vida e a história da Rússia. As informações são dispersas e contêm muitos fatos errados ou não precisados, até gritantes às vezes. São deturpados dados sobre a vida de algumas personalidades históricas, apresentam-se informações biográficas erradas e comentários históricos não exatos. Será necessário voltar a precisar esses dados, corrigir, unir as informações em conjunto, para que os usuários possam receber respostas detalhadas e fidedignas a perguntas de interesse.

Para evitar erros que hoje se contém na maioria de materiais eletrônicos de consulta, os editores convidaram conhecidos cientistas para participar dos trabalhos. Eles dirigem-se a especialistas em toda a Rússia solicitando enviar materiais originais e documentos de arquivos. Praticamente, em todos os pontos do país que há entusiastas que conhecem perfeitamente suas regiões. Mas mesmo essa informação está conferida por peritos antes de ser incluída no catálogo geral.

A Biblioteca Presidencial de São Petersburgo começou a formar um fundo eletrônico único ainda há cinco anos. Seus especialistas digitalizaram 350 mil livros sobre a história do Estado da Rússia. Hoje esses materiais já estão sendo postados no portal da biblioteca. São constantemente renovados e acessíveis para usuários em todo o mundo.

Dentro da enciclopédia eletrônica haverá um museu virtual, expondo em detalhes famosos monumentos arquitetônicos, pelo qual será possível efetuar um passeio virtual visitando locais históricos favoritos.

Todas as regiões do país apoiaram com entusiasmo a ideia da composição de uma biblioteca eletrônica única. Etnógrafos russos participam ativamente da obra. Muitas cidades e regiões russas já compuseram suas coletâneas regionais. Agora, bibliógrafos de São Petersburgo devem uni-las em conjunto para formar o arquivo mais completo do mundo.

Rádio Voz da Rússia | 08/12/2014

Escritor e músico Rodrigo Feres lança coleção de eBooks


A ficção científica foi o gênero escolhido pelo escritor e músico Rodrigo Feres para lançar a coleção Levir – junção das palavras Ler e Ouvir. É que, pela primeira vez no Brasil, alguém teve a ideia de juntar texto e música em um livro digital. O ineditismo do projeto de Feres foi atestado pela Fundação Biblioteca Nacional, onde o autor registrou o projeto. Composta por quatro títulos [Nahari, Naloyas, Rehumanos e Lola MTZ-01] e voltada para o público adulto, a Coleção Levir está disponível para download nas lojas Google Play e AppStore [USD 4.99 cada e-book]. Ao percorrer a narrativa, o leitor se depara com palavras destacadas e deve clicá-las para ouvir as canções. Até nove faixas compõe cada conto, todas criadas e interpretadas por Feres.

PublishNews | 03/12/2014

Biblioteca de Rio Preto já faz empréstimo virtual de eBooks


Biblioteca de Rio Preto já faz empréstimo virtual de eBooks

Biblioteca de Rio Preto já faz empréstimo virtual de eBooks

A Secretaria de Cultura de São José do Rio Preto [SP] está com inscrições abertas para quem desejar participar do projeto Biblioteca Digital “Árvore de Livros”, na biblioteca pública da cidade. São mil títulos de e-books disponíveis para leitura, que podem ser acessados após cadastro na biblioteca municipal.

São obras contemporâneas e clássicas de diversos gêneros da literatura, em especial os títulos para utilização como leitura de apoio em bibliotecas, escolas e empresas. Para obter empréstimo é preciso fazer inscrição na biblioteca e criar o login e sua respectiva senha a partir da primeira conexão.

A Biblioteca Digital da Árvore funciona com o sistema de streaming. O usuário não precisa baixar o arquivo do e-book em seu dispositivo de leitura, bastando apenas carregá-lo na tela. Esse sistema oferece maior segurança contra atos de pirataria.

O usuário pode emprestar e ler, de forma ilimitada, qualquer e-book disponível na biblioteca digital. No entanto, para evitar que os e-books sejam reservados e permaneçam sem uso na estante do usuário – impedindo, no caso, que um outro usuário leia determinado e-book –, a Árvore permite que o usuário pegue emprestados, simultaneamente, até três e-books.

Para empréstimo de um novo e-book, o usuário precisará devolver um dos três que está em sua estante pessoal. O empréstimo é por duas semanas. Ao fim desse período, o e-book sai da estante individual do usuário e volta para o acervo geral da Árvore. Para maiores informações basta acessar o portal do projeto ou entrar em contato com a Biblioteca Municipal: [17] 3202-2316.

Publicado em G1 | 30/11/2014

Mato Grosso põe na web 700 obras raras de seus autores


Primeiras obras já estão disponíveis em plataforma de Biblioteca Estadual. Público poderá ter acesso a obras publicadas no século XVII e XIX.

Obra de Rubens de Mendonça também está online. Foto: Biblioteca Pública

Obra de Rubens de Mendonça também está online. Foto: Biblioteca Pública

A Secretaria de Estado de Cultura [SEC] em parceria com a Casa Barão de Melgaço passou a disponibilizar a partir da última quinta-feira [27] um acervo de livros raros de autores mato-grossenses que foram digitalizados e ficarão à disposição do público. As obras estão disponíveis para download em uma plataforma virtual inserida no site da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça, a maior de Mato Grosso.

Pelo menos 691 obras tidas como raras passaram pelo processo de digitalização desde o ano de 2012, quando o projeto teve início.

Uma parceria do Instituto Geográfico de Mato Grosso com a Casa Barão de Melgaço, o projeto tem como intuito disponibilizar, por meio da internet, livros de importantes autores e historiadores de Mato Grosso ao público nacional e internacional. O acervo compreende obras literárias, populares e científicas.

Todas as obras foram selecionadas por historiadores que tiveram como critério as normas estipuladas pela Biblioteca Nacional.

Segundo a historiadora responsável pelo projeto, Fernanda Machado, foram digitalizados livros do século XVII e XIX. Obras que estavam esgotadas e foram publicadas apenas uma vez também tiveram prioridade. Alguns volumes não podem ser mais manuseados e somente historiadores têm acesso a eles.

De imediato, a Biblioteca Pública Estevão de Mendonça deve disponibilizar as obras nas quais os direitos autorais já foram cedidos pela família ou pelo próprio escritor.

As primeiras obras disponibilizadas são livros dos escritores e historiadores Estevão e Rubens de Mendonça, além do historiador Paulo Pitaluga. Inicialmente, 50 obras devem estar a disposição do público em geral.

Publicado originalmente em G1 | 30/11/2014, às 10h51

Os títulos no livro digital


POR Joana De Conti | Publicado originalmente por COLOFÃO | 19 de novembro de 2014

O texto desta semana vai tratar de um assunto aparentemente simples, mas que muitas vezes apresenta desafios bastante interessantes para a produção do livro digital: os títulos dos capítulos. Sem dúvida a primeira imagem que evocamos quando falamos do assunto é a reunião de algumas poucas palavras centralizadas e no topo de uma página, escritas em caixa alta e com um tamanho de fonte maior do que o do corpo do texto. Muitas vezes este padrão é modificado e/ou decorado com imagens, o que pode tornar o livro mais atraente e agradável de ser lido. Entretanto, são nestas variações de diagramação que residem os desafios para a produção do livro digital. Neste texto pretendo apresentar três possíveis modelos de título e as respectivas soluções apresentadas ao se produzir a versão digital de cada um deles.

1. Títulos alternados entre o lado direito e esquerdo das páginas

Para fazer uma correspondência com o lado do livro no qual o capítulo começa, que por vezes pode se alternar entre os números pares ou ímpares de página, o título é alinhado também em alternância entre os lados esquerdo e direito, como no exemplo abaixo.

Para a versão digital destes livros eu escolho alinhar o texto apenas de um lado, já que os aparelhos de leitura de modo geral não possuem o formato de página dupla e, portanto, os capítulos começam sempre no mesmo ponto.

 

Nas imagens acima há uma segunda característica que precisa ser respeitada e adaptada: a existência de uma imagem decorando o título. Seguindo o meu padrão de adaptação, coloquei a imagem sempre ao lado esquerdo do título, diminuindo-a de tamanho para que ficasse posicionada corretamente em relação ao texto.

2. Títulos grandes

Por conta dos possíveis adornos ao redor do título ou mesmo pelo tamanho deste, algumas vezes os títulos podem ocupar um
espaço grande no início do capítulo, chegando a tomar 50% da página do livro. Ao transpor isto para um aparelho de leitura pequeno, como um celular, pode tornar a leitura e visualização bastante incômodas. O título pode, inclusive, acabar ficando dividido entre várias páginas. Sugiro, nestas situações, quebrar o HTML do capítulo, separando o título do texto. Assim não haverá, por exemplo, a chance de termos uma página visualizada apenas com o título e uma linha solitária de texto no final da página.

 

3. Proporção desarmônica entre imagem e texto no título

Como é possível ver no exemplo abaixo, às vezes o título aparece inserido numa imagem que ocupa um espaço bem maior do que o texto. A solução mais óbvia seria colocar a imagem como fundo [usando para isso a propriedade background-image], deixando o texto escrito por cima dela. Porém as chances de isso apresentar erros e o texto se deslocar para fora da imagem em muitos dos aparelhos de leitura é grande. Nestes casos o ideal não é óbvio. O mais correto seria manter o texto como imagem, adaptando o seu tamanho para que ele fique maior e mais encorpado. Deste modo, o título continuará legível se a imagem for redimensionada e reduzida para se adaptar às diferentes telas.

Como é possível notar, nenhum destes modelos apresenta problemas na versão impressa. São propostas de diagramação que enriquecem o livro e dialogam com o conteúdo do texto de maneira fluída e orgânica. É importante, ao desenvolver o projeto da versão digital do livro, pensar neste diálogo e buscar soluções que o preservem, mesmo que para isso seja necessário fugir um pouco do projeto gráfico do livro impresso. Adaptações bem pensadas tornam o livro tão atraente na versão impressa quanto na digital, até mesmo quando surgem diferenças notáveis entre elas. Estudar a primeira para desenvolver a segunda é fundamental, assim como consumir livros nos dois formatos, analisando as soluções encontradas para cada desafio que se apresentou à produção de ambos.

POR Joana De Conti | Publicado originalmente por COLOFÃO | 19 de novembro de 2014

eBook patrocinado faz propaganda de adoçante ao longo do enredo


POR ALEXANDRA ALTER | DO ‘NEW YORK TIMES’ | Publicado por Publicado por Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 18/11/2014, às 3h00

 

A heroína de “Find Me I’m Yours” [Encontre-me, sou seu], o novo romance de Hillary Carlip, é uma jovem chamada Mags à procura do amor em Los Angeles. Mas o livro também tem outro protagonista: o Sweet’N Low.
Esse adoçante aparece várias vezes nas 356 páginas da trama, de formas sutis -ou nem tanto.

Numa passagem, Mags é provocada por usar Sweet’N Low no seu café.

“Hellooo, isso não faz mal?”, pergunta a amiga.

Mags responde que já pesquisou e encontrou estudos segundo os quais o produto é seguro: “Eles fizeram ratos de laboratório comer 2.500 pacotes de Sweet’N Low em um dia… E nem assim a FDA [agência que regula alimentos e remédios nos EUA] ou a EPA [agência de proteção ambiental], ou uma agência dessas, conseguiu ligar os pontos entre qualquer tipo de câncer em seres humanos e a minha festinha empacotada”.

Esse trecho foi um oferecimento da Cumberland Packing Corporation, empresa com sede no Brooklyn que fabrica o Sweet’N Low. Ela investiu cerca de US$ 1,3 milhão [R$ 3,38 milhões] em “Find Me I’m Yours”.

O livro não tem nada de especial. É um e-book e um conjunto de sites, além de ser um veículo para conteúdo patrocinado.

Porém, se der certo, a iniciativa pode desencadear um novo modelo de negócios para editoras, borrando os limites entre arte e comércio.

A editora RosettaBooks oferece “Find Me I’m Yours” nos principais canais de varejo digital. Mas também está comercializando a obra, que custa US$ 6,99 [R$ 18,19], com cartões que podem ser usados para o download.

Como a editora pode imprimir várias tiragens, uma empresa pode comprar 10 mil cartões para distribuir o livro, por exemplo, com conteúdo publicitário específico de uma marca.

Como os cartões contêm códigos individuais para o download, eles permitem monitorar a maneira como os leitores se envolvem com o livro.

“Find Me I’m Yours” é uma comédia romântica sobre Mags, artista excêntrica e batalhadora em Los Angeles, que se descobre traída pelo namorado. Ao topar com uma mensagem em vídeo de um lindo estranho, ela se convence de que são almas gêmeas e sai à procura dele.

Para dar corpo ao mundo ficcional, Carlip montou 33 sites associados ao enredo. À medida que os leitores avançam na trama, podem ler artigos no Bridalville, o site para o qual Mags trabalha, ou visitar o Freak4mypet.com, onde o ex-namorado de Mags posta fotos de seus cães [e onde os leitores podem postar as de seus próprios animais de estimação].

O objetivo desses sites é receber conteúdo patrocinado -uma fábrica de ração poderia patrocinar uma série no Freak4mypet, por exemplo.

O desenvolvimento de “Find Me I’m Yours” custou US$ 400 mil ao longo de três anos [R$ 1,04 milhão]. É o primeiro projeto a sair da Storyverse Studios, empresa de entretenimento que Carlip criou com a produtora de TV e roteirista Maxine Lapiduss.

Steven Eisenstadt, presidente e executivo-chefe da Cumberland Packing, disse que viu em “Find Me I’m Yours” uma maneira de alcançar as consumidoras mais jovens e combater “mitos latentes” sobre os perigos dos adoçantes artificiais para a saúde. “Parecia uma versão mais moderna do merchandising de televisão”, disse ele.

“Eles estão incluindo um produto na história de forma inteligente e cuidadosa, mas de uma maneira que não macule a integridade da obra.”

POR ALEXANDRA ALTER | DO ‘NEW YORK TIMES’ | Publicado por Publicado por Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 18/11/2014, às 3h00

Adolescente cearense é best seller na Amazon


Nita Cairu e a Espada de Gohayó

Nita Cairu e a Espada de Gohayó

Após sucesso de venda no Brasil, o escritor cearense Gabriel Damasceno, de 16 anos, entra na lista de mais vendidos do site Amazon em vários países. O romance Nita Cairu e a espada de Gohayó aparece neste domingo como o livro infanto-juvenil mais vendido na Amazon na Itália, em segundo lugar no ranking de best-sellers do Canadá, 12º nos Estados Unidos e 41º na Alemanha.

“Chequei minha conta na Amazon e vi que estava dólar, euro… eu pensei ‘Valha-me, de onde está vindo esse dinheiro?’. E só depois vi a lista dos mais vendidos nos outros países e vi meu livro na lista dos mais vendidos”, relata Gabriel.

Com as vendas em alta e repercussão na imprensa, Gabriel diz que começa a receber propostas de editoras e convites para o lançamento da obra. Neste mês ele estará em Fortaleza [18 de novembro, no Shopping Iguatemi], Quixelô [19], Quixadá [21] e em Quixeramobim [28] para sessão de autógrafo. Ele também já recebeu convite para o lançamento de Nita Cairu na Bienal do Livro de Fortaleza, em 2014, no Maranhão.

O romance é inspirado nas aulas de história do Brasil colonial, após a chegada dos portugueses ao território nacional. Nita Cairu une fatos e personagens históricos com aventura e romance fictícios.

“Nas aulas de história, me interessei bastante pelo assunto do Brasil colonial e estudei tudo o que podia. Como me aprofundei muito no assunto, achei que podia contar a história de uma forma agradável”, relata o escritor.

A personagem que dá título ao livro é uma adolescente da idade do escritor que teve a família assassinada em um ataque português. Após viver um tempo sozinha, ela se torna um vértice de um triângulo amoroso com um português e um índio.

Damasceno diz que fez questão de manter alguns fatos fiéis à história brasileira, mas não podia deixar de acrescentar um toque de inventividade. “Há um personagem, o Martin Afonso, que é idolatrado na primeira vila colonial do Brasil, da mesma forma como no livro, mas alterei a personalidade dele para dar aventura à minha história”, diz.

Gabriel Damasceno

Gabriel Damasceno

Trilogia

Inspirado em dois grandes sucessos mundiais da literatura infanto-juvenil, Harry Potter e Percy Jackson, Damasceno criou seu romance em formato de trilogia. O primeiro livro foi lançado no dia do aniversário de sua mãe, 24 de julho deste ano; as continuações já têm data de lançamento marcada: o próprio aniversário, 11 de março; e o dia de nascimento do pai, 9 de outubro.

“Quando pensei na história, pensei muito nos livros que gostei. Ele se encaixa muito bem no formato de trilogia, porque fica o mistério do sumiço de um espada sagrada, espada de Gohayó, no primeiro livro. Também tem a questão do marketing, não posso negar. Com três livros, espero ter uma boa repercussão em cada lançamento”, diz.

Publicado originalmente em G1 | 16/11/2014

O livro do ano segundo a Amazon


O livro de Celeste Ng ainda não saiu no Brasil

Everything I never told you, romance de estreia da escritora Celeste Ng sobre uma adolescente que cresceu em uma família multirracial no Meio-Oeste dos EUA na década de 1970, foi escolhido neste sábado o melhor livro de 2014 na Amazon.   Ele liderou uma lista de 100 boas leituras que inclui trabalhos de ficção e não ficção selecionados por editores no site da varejista online.  “É um lindo livro sobre uma família“, disse Sara Nelson, diretora editorial de livros e do Kindle no Amazon.com. “As descrições são comoventes. As pessoas são muito interessantes.”  All the light we cannot see, de Anthony Doerr, finalista do National Book Award, que será anunciado em 19 de novembro em Nova York, ficou em segundo lugar, seguido pela história de expedição polar In the kingdom of ice: the grand and terrible polar voyage of the USS Jeannette, por Hampton Sides. A lista completa pode ser visualizada emwww.amazon.com/bestbooks2014. [Nenhum dos três livros têm edições brasileiras ainda].

Por Patricia Reaney | Reuters | 10/11/2014

A primeira biblioteca só digital do mundo


Você consegue imaginar uma biblioteca sem livros de papel? Dia 14 de setembro, foi inaugurada, em San Antonio, no Texas [EUA], a primeira biblioteca pública de livros digitais dos Estados Unidos. Trata-se de um novo conceito. Ela dispõe de área de lazer para criança, com contação de histórias e uma cafeteria no estilo Starbucks. Também oferece aulas de informática para as pessoas que ainda não estão familiarizadas com a tecnologia.

Com o nome de “BiblioTech”, sua estrutura envidraçada lembra mais uma loja da Apple. São 10 mil livros digitais [ebooks], de todos os gêneros, como se espera de uma biblioteca. Eles podem ser lidos em 600 e-readers [Kindle e Nook], 2oo e-readers só para material infantil, 48 computadores e 40 tablets e 10 laptops. O sistema inédito permite que cada pessoa leve para casa os livros nos dispositivos eletrônicos e-reader, e serão devolvidos dentro do prazo estipulado. Ou seja, o “empréstimo” não é da obra e sim do aparelho.

O projeto da Bibliotech custou 2 milhões e meio de dólares e seu principal alvo é a nova geração de leitores. As crianças e adolescentes da região serão beneficiadas porque a biblioteca digital fará uma parceria com as bibliotecas das escolas. San Antonio é a sétima maior cidade dos EUA.

Alguns anos atrás, surgiram em algumas universidade, pequenas bibliotecas digitais, mas o foco era em material de perfil técnico. Em 2002, a Biblioteca Pública de Tucson-Pima, no Arizona tentou um sistema 100% digital. Mas a tecnologia era diferente e o público não se acostumou. Depois de um tempo, ele voltou a oferecer livros impressos. Outros países fizeram esforços semelhantes, mas nenhum deles era tão grande e inovador quanto a BiblioTech.

Maureen Sullivan, presidente da American Library Association comemora: “Biblioteca não é mais um lugar onde você entra e a coisa que chama mais atenção é o acervo de livros. Agora é um lugar onde, quando você entra, entra imediatamente em sintonia com a variedade de maneiras como as pessoas estão usando esse espaço”.

Mas esse tipo de mudança radical não é tão fácil. Seis grandes editoras americanas ainda se negam a fornecer ebooks para bibliotecas. Elas querem preços muito elevados pois alegam que perderão nas vendas. Por outro lado, se as pessoas não encontram o livro que procuram, o mais provável é que procurarão pela versão impressa em outra biblioteca.

O prefeito de San Antonio anunciou que a Bibliotech terá um orçamento anual de 1,2 milhão de dólares para aquisição de material. Com isso será permitido comprar cerca de 10.000 ebooks. Ele explica que seu desejo é negociar com as editoras individualmente a aquisição de livros para manter o acervo sempre atualizado. Nos últimos anos os municípios têm cortado os investimentos em bibliotecas, diminuído o número de empregados. Algumas foram fechadas, num movimento que acompanhou a falência de grandes cadeias de livrarias como a Borders.

Blog do Galeno | Edição 371 | 24 a 30 de outubro de 2014 | Com informações de Nation Time | Tradução Jarbas Aragão