Editores comentam os erros mais comuns na hora de negociar a publicação de um livro


Conhecer a linha editorial, revisar o original, não ser arrogante e ser paciente são algumas das dicas dos editores

O processo de negociação de um livro envolve muita ansiedade e alguns erros de percurso podem ser evitados. É preciso ter calma e saber que o tempo de análise da editora é lento. A pressa e a cobrança por uma resposta podem antecipar uma recusa. Mas é importante saber, também, que o caminho tradicional não é o único e que hoje, com tantas plataformas de autopublicação, lançar um livro é fácil. Portanto, quem não fizer questão de publicar por uma editora tradicional pode ter o livro em mãos num curto período de tempo – pagando ou não. Divulgar, distribuir, ser descoberto e vender são outros quinhentos e o trabalho será árduo.

Os editores Carlos Andreazza, do Grupo Record, e Eduardo Lacerda, da Patuá; a agente literária Marianna Teixeira, da MTS; o presidente do Clube de Autores, Ricardo Almeida; e a publisher da Livrus, Chris Donizete, comentam os erros e as ansiedades e dão dicas para quem pretende tirar um original da gaveta.

A maioria das editoras tem orientações em seus sites sobre como mandar originais. E é primordial conhecer a linha editorial das casas antes de entrar em contato. “Talvez o maior erro seja não ler corretamente as orientações para envio de originais. Por exemplo, uma editora deixa explícito em seu FAQ que não publica livros de autoajuda ou jurídicos ou poesia, mesmo assim o autor se desgasta enviando seu original para essa editora, liga pedindo a avaliação do original, acaba se irritando com a negativa, mesmo que a negativa seja explicada já anteriormente ao envio do original. Outro erro comum, até engraçado, é que muitos autores enviam o original com cópia aberta para dezenas de editoras ao mesmo tempo“, comenta Eduardo Lacerda.

Outro erro, segundo Lacerda, é enviar o original focando na própria expectativa de vendas expressivas, de sucesso imediato. “É um direito do autor criar essa expectativa, mas é antecipar uma frustração considerando que mesmo autores publicados por grandes editoras têm enormes dificuldades para viver apenas de venda de livros“, completa.

Para Marianna Teixeira, o autor não pode ser arrogante e pretensioso. “Tem que entender que o agente ou o editor estão apostando no trabalho dele e que todos estarão em busca dos melhores resultados. Também é preciso saber ouvir e ter disposição de trabalhar duro“, diz.

Se a pessoa me mandou um e-mail e eu respondi dizendo que vou avaliar e que vou entrar em contato, isso vai acontecer – mas pode demorar. Então, não tem problema nenhum essa pessoa escrever ou ligar perguntando se eu esqueci o livro. Mas se ele insiste e cobra muito, ele vai precipitar uma resposta minha liberando, sugerindo que ele procure outra editora se tiver muita pressa. Não é que a pessoa deva entregar o livro na editora e não fazer um controle disso, mas é importante que ele se informe um pouco sobre a dinâmica desse mercado, saiba quantos livros a editora publica por ano, para entender como é o processo de seleção para chegar nessa peneira tão restrita”, explica Carlos Andreazza.

Para Ricardo Almeida, presidente do Clube de Autores, o grande erro de quem opta pela autopublicação é acreditar que basta publicar e esperar que as vendas aconteçam. “O mercado não é mais assim. Para falar a verdade, acho que jamais foi. O escritor precisa entender que escrever a história é apenas o primeiro passo. Ele precisa saber construir a sua audiência, mantê-la próxima, bem cuidada e sempre engajada. Se conseguir fazer isso, terá um caminho brilhante pela frente.”

Ansiedade gera erros. Muitas vezes o autor atropela o processo. Muitos marcam lançamentos antes da obra sequer ter entrado em gráfica. Há autores que chegam até nós, com originais que julgam prontos para a publicação e na lida do primeiro parágrafo já encontramos erros gramaticais“, aponta Chris Donizete, publisher da Livrus.

Para quem quer publicar um livro neste momento, Marianna Teixeira diria: “Você vai começar a se tornar um autor quando for publicado. Ou seja, quando o seu trabalho se tornar público. Isso demanda não somente talento, mas trabalho, obstinação e paciência. Então seja bastante rigoroso com o que vai apresentar aos leitores. Eles são muito exigentes. Acredite, ser escritor não é para os fracos”.

Já Eduardo, “que atualmente publicar um livro é extremamente simples e barato, quando não é de graça. Que muitas das pequenas editoras podem fazer um trabalho tão importante, de qualidade e relevante quanto as grandes. E que o trabalho com a literatura e com o livro é um trabalho que só dá resultados a longo prazo e que é um trabalho para muitas mãos. Que editores e editoras, ao mesmo tempo que hoje são desnecessários para quase todos os processos de feitura do livro, ainda podem [e devem] surpreender e ser sempre um parceiro do escritor”.

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente por ESTADÃO | 23/01/2016, às 04h59

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Em tempos de crescimento baixo, plataforma vê aumento de 10% nas vendas de eBooks em 2015


Plataforma de autopublicação fecha o ano com 32,5 mil e-books publicados

Ricardo Almeida, do Clube de Autores, comemora crescimento nos números de vendas de e-books de sua plataforma | © Divulgação

Ricardo Almeida, do Clube de Autores, comemora crescimento nos números de vendas de e-books de sua plataforma | © Divulgação

Em recente matéria publicada pelo Estadão, Maria Fernanda Rodrigues entrevistou grandes players do mercado que concluíram que o crescimento do mercado de e-books no Brasil é ainda lento. Na contramão dessa máxima, o Clube de Autores, plataforma de autopublicação e distribuição de livros [impressos e/ou digitais] informa que a participação dos e-books em suas vendas cresceu 10% em 2015. “Em 2013, o total de e-books representou apenas 3% das nossas vendas; em 2014, esse número saltou para 8%; em 2015, ele deve fechar em 18%”, disse Ricardo Almeida, diretor-presidente da empresa. Hoje a empresa conta com 50.026 títulos publicados, desses 32.490 em formato digital [muitos títulos saem nos dois suportes simultaneamente]. E esse número vem crescendo ano a ano, de acordo com Almeida. “Tivemos 6.752 e-books publicados em 2013; 8.701 em 2014 e 10.530 em 2015. Ou seja: entre 2013 e 2014, nosso acervo de e-books cresceu 28%; entre 2014 e 2015, 21%”, comemora. Ricardo disse ainda que nesse período, o acervo do Clube de Autores cresceu 23%. “Em outras palavras: o volume de e-books cresceu acima da média em 2014 mas levemente abaixo da média em 2015. Perceba que estamos falando aqui de publicações, não de vendas”, concluiu. Ricardo atribui esse crescimento à distribuição dos e-books do Clube de Autores em grandes canais de vendas, como Apple, Google e Amazon.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 21/12/2015

Autopublicação – uma “revolução” no mercado editorial?


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 23/07/2014

Certamente um dos fenômenos mais impactantes dos últimos anos na indústria editorial foi o desenvolvimento do mercado de e-books. Apesar de várias tentativas anteriores, esse mercado começou a existir de fato e a se desenvolver a partir do momento em que a Amazon lançou seu e-reader Kindle, em 2007.

O sucesso do Kindle se deveu, certamente, à pressão que a Amazon desenvolveu, nos meses prévios ao seu lançamento, para que as editoras disponibilizassem versões eletrônicas de seus títulos. A digitalização dos livros dos acervos editoriais não começou ali, entretanto. Há vários anos as editoras já vinham digitalizando os livros em função de dois fatores: a] facilidade de produção editorial. Era muito mais fácil e prático desenvolver a produção editorial a partir de arquivos eletrônicos, principalmente com o lançamento de softwares específicos para isso; 2] os sistemas de print-on-demand. Desde meados dos anos 1990 o mercado editorial dos EUA, principalmente, e também os europeus, já vinham usando os sistemas de POD para otimizar seus estoques e revitalizar o fundo de catálogo. A McGraw Hill foi pioneira nisso, e foi logo seguida pelas outras grandes indústrias.

O lançamento do Kindle e dos livros eletrônicos também deveram muito do sucesso à oferta de conteúdo com preços de capa substancialmente inferiores aos dos hard-covers, ou mesmo das edições de bolso, de capa mole e mais populares. A razão disso, evidentemente, era a eliminação dos custos de impressão e a substancial redução dos custos de logística. Para distribuir e-books, não era mais necessário ter caminhões atravessando o país, carregados de livros. Note-se, também, que o Kindle usa um formato específico. Na verdade, o que é particular é o tipo de DRM que a Amazon usa, que foi desenhado especificamente para facilitar o engajamento dos clientes dentro do seu ecossistema. O formato é o Mobi [que havia sido desenvolvido pela Palm e adquirido pela Amazon]. A empresa se recusou a usar o formato e-Pub, desenvolvido por um consórcio, o International Digital Publishing Forum e usado por todos os demais leitores.

Mas o tema que estou tratando aqui começa a tomar forma já nos aos 2000, quando surgem as primeiras plataformas de autopublicação. Em 2007 a Amazon lança o KDP – Kindle Direct Publish, que permite também que os autores publiquem em formato digital para venda direta na Amazon. Hoje, entretanto, existem talvez centenas de plataformas de autopublicação, algumas gigantescas como a Lulu.com nos EUA. O modelo se espalhou, e aqui mesmo no Brasil temos plataformas já com milhares de autores, como o Clube de Autores, a PerSe e mesmo editoras tradicionais que já se embrenharam no nicho, como a Saraiva e seu PubliqueSe. Não pretendo listar aqui, nem como exemplos, outros sites. Mas eles se multiplicam como fungos.

As duas questões que interessam aqui são:

– Isso é novidade?

– É uma revolução?

Novidade não é. A autopublicação tem uma longa história. O autor pagar para publicar, ou ele mesmo produzir sua obra é fenômeno antigo. A rigor, pode se dizer que a indústria editorial já tinha isso desde o começo. As gráficas se desenvolveram depois da invenção de Gutenberg, e publicavam as obras pagas pelos autores. O surgimento e o desenvolvimento das editoras, tal como entendemos hoje, foi um processo longo e complicado. Mesmo aqui no Brasil, por volta dos anos 1920, muitos autores fundamentais, como Oswald de Andrade, tiveram que pagar pela publicação de seus primeiros livros. E sempre existiram editoras-gráficas que produziam livros por conta dos autores. Nos EUA eram conhecidas como “Vanity Press”. Algumas daqui chegaram a ter bastante prestígio como a Massao Ohno. E a Scortecci continua aí, progredindo e trabalhando com equipamentos de impressão digital.

O segmento da autopublicação, até o advento do e-book, embora tivesse uma presença até significativa em número de títulos, era uma parte bem pequena do mercado editorial. Em alguns círculos, aliás, tinha certa conotação negativa, certamente estimulada pelas editoras constituídas. E, comparados com os de com hoje, os preços eram altos, e certamente não havia nada grátis. O conceito estava indissoluvelmente ligado a pagar para ser publicado. Além do mais, o problema da distribuição era insolúvel.

Meu amigo Márcio Souza há anos fez uma piada, dizendo que é mais fácil se livrar de um cadáver que de mil exemplares de um livro. O sujeito publicava seu título, recebia os mil exemplares [as tiragens em máquinas planas eram necessariamente maiores, por conta do custo básico de composição, diagramação, etc.], atochava tudo na sala da sua casa e saía com os exemplares debaixo do braço para dar de presente para amigos, conhecidos, quem pintasse pela frente. Distribuir mil exemplares é uma tarefa hercúlea. Os amigos começavam a trocar de calçada quando viam o indigitado autor no horizonte, e de longe diziam “Já tenho, você já me deu três exemplares de presente”.

Isso mudou.

Os programas de automáticos de editoração são fáceis de usar, e essas plataformas penduram os títulos nos servidores e os colocam no site. Sentadinhos à espera de compradores. As melhores e mais sofisticadas oferecem também a possibilidade de impressão sob demanda, tanto para o autor quanto para o eventualíssimo comprador, que pode optar por receber o exemplar impresso em vez de e-book.

É uma revolução?

Sinceramente, não acredito.

As razões são várias.

Primeiro, o fato é que certamente abriu um segmento de mercado para os editores que vendem, sob demanda, os mais variados serviços. Desde editar o texto – no sentido de corrigir, emendar, dar coerência e um mínimo de estrutura narrativa ao material entregue pelos pretensos autores, até a elaboração de capas, providências para registro na BN [os autores amadores acham isso fundamental, para evitar serem plagiados posteriormente…] e inscrição no ISBN. Quando algum exemplar é vendido no site, a comissão é cobrada.

Em segundo lugar, a ideia de que a distribuição [isto é, a venda] deixou de ser problema porque o livro está disponível na web revelou-se uma completa ilusão. Aliás, essa também foi um aprendizado para as editoras tradicionais.

Estar disponível não significa ser descoberto e lido. Muito pelo contrário. Com o crescimento geométrico do número de títulos, fica cada vez mais difícil que um título seja descoberto por seu possível leitor para além do círculo família e das amizades. E esses querem o livro de graça.

Na verdade, os custo de marketing, divulgação e “descobribilidade” [ainda não descobri, literalmente, uma palavra menos esdrúxula para o problema, e aceito sugestões], no âmbito das editoras tradicionais, hoje às vezes ultrapassam os custos agora inexistentes de impressão e logística. E essa é uma das razões pela qual há cada vez mais resistência por parte das editoras estabelecidas a diminuir ainda mais o preço dos e-books.

Certamente isso pode ser compensado,  pelo menos em parte, pelos autores autopublicados, por um intenso esforço de divulgação nas redes sociais. Mas, com certeza, a taxa de sucesso é baixíssima.

Essa questão da descobribilidade dos livros já provocou até um mercado “subprime” de resenhas picaretas. Os espaços para resenhas dos leitores começaram a ser ocupados por “resenhadores” profissionais, pagos por autores para elogiar seus livros. Quando o assunto foi divulgado, a Amazon colocou no seu sistema que só podia postar resenha alguém que houvesse comprado o livro. Parece que só aumentou o custo dos “resenhadores” profissionais, que passaram a incluir o preço da compra do livro no pacote de serviços…

A análise do DigitalBook World do novo programa da Amazon, o Kindle Unlimited, publicado no dia 21/7, diz que, dos 600 mil títulos disponíveis no programa, mais de 500 mil são do programa KDP. Ou seja, autopublicados. As plataformas Oyster e Scribd também incluem um número considerável desses títulos, mas as grandes editoras têm optado por elas em vez do programa amazonian.

Certamente, no meio dessa profusão, aparecem autores que fazem sucesso, e esses são os escolhidos como exemplos para atrair os demais. É o mesmo processo de “peneira” que acontece na edição tradicional.

Em conclusão, penso que esse fenômeno da autopublicação reflete, efetivamente, uma abertura de possibilidades com os e-books. Mas está muito, muito longe de ser qualquer tipo de revolução. Continua sendo, na verdade, um espaço para quem quer brincar de ser autor. Uma matéria recente publicada na Folha é exemplar: o bancário aposentado Toshio Katsurayama, de 71 anos, escreveu um livro sobre sua mãe. Escreveu, procurou várias editoras e não achou quem o publicasse. Contratou a consultoria “Tire Seu Livro da gaveta”, gastou cinco mil reais e realizou seu sonho de “brincar de ser escritor”. Toshio ficou feliz, e deixou também feliz o Cássio Barbosa, dono da consultoria e do Reino Editorial, que preparou a editoração e publicou o Toshio. Barbosa faz parte desse ainda pequeno mas crescente segmento de editores que presta serviços para os autores que querem ser auto-publicados, que não pagam mais pela impressão, mas pagam por esse tratamento de seus textos.

Todos felizes.

Mas isso não é nenhuma revolução. Só ficou mais fácil cumprir a antiga máxima que rezava que todos na vida deveriam ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro. Mas ninguém fala incluía no ditado que o livro só existe mesmo se for lido e disser algo relevante para um público, mesmo que pequeno.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 23/07/2014

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.br

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Hangout discute o papel do escritor na era digital


Qual o impacto da chegada do digital e, particularmente, do empréstimo de eBooks na vida de presumíveis 2 milhões de autores independentes ávidos por serem publicados e lidos? Este é o tema do debate virtual que a Árvore promove no Dia do Escritor [25/07], com nomes conhecidos nesse cenário: a agente literária Lucia Riff, o escritor Sérgio Rodrigues, o editor Tiago Ferro [e-galaxia], o presidente do Clube de Autores, Ricardo Almeida, e o presidente da União Brasileira de Escritores [UBE], Joaquim Botelho. A coordenação será do CEO da Árvore, Galeno Amorim, com participação especial de Carlo Carrenho [PublishNews], Ricardo Soares [TV Brasil] e Maria Fernanda Rodrigues [O Estado de S.Paulo].

Assista

O mercado editorial atual no Brasil


Com o avanço tecnológico e a internet, muito se questiona se vale a pena ser escritor hoje em dia. De outro lado, as crises econômicas internacionais têm levado muitas editoras de renome a reduzirem seus papéis na descoberta de novos autores e novos Best-sellers.

Entretanto, o que aparenta ser dificuldade ou desvantagem não é uma realidade, pois muito se tem a ganhar com a escritura de novos livros ainda, e talvez, até mais do que antes. Enfim, embora as grandes e conceituadas editoras tenham um filtro denso para aceitar obras de novos autores, esses têm inúmeros recursos para publicar e divulgar suas obras com o mundo todo, atualmente.

No mercado nacional têm aparecido inúmeras editoras anualmente, as quais se propõem a publicar, divulgar, distribuir e até realizar lançamentos com noite de autógrafos com os autores. Essas novas editoras, geralmente, utilizam a forma de contrato paga, em que o autor tem de arcar com um valor definido para que sua obra seja publicada. Nesse caso, a editora se responsabiliza por gerar o ISBN [registro do livro na Biblioteca Nacional], correções, geração da capa, formatação, etc., além de fazer a divulgação e a distribuição do livro publicado nas livrarias e feiras de livros. Em vários casos, a editora também se responsabiliza pela preparação do lançamento em uma noite de autógrafos com o autor.

Do outro lado, o que muito tem crescido e que se apresenta como vantagem para os novos autores no Brasil são empresas gráficas que passaram a gerar livros por demanda. Ou seja, diferentemente das editoras tradicionais, cujo processo de publicação de livros é realizada na forma impressa direta, com um número de exemplares descrito no contrato, as editoras por demanda só imprimem e preparam os livros que são vendidos on-line nos seus sites. A exemplo, encontram-se a AGBOOK [www.agbook.com.br] e o Clube de Autores [www.clubedeautores.com.br], em que o autor é o responsável por geração da capa do livro, dos textos de orelhas, de resumo para divulgação no site, pela formatação do texto, por correções, etc. Daí, estando com o livro pronto no formato PDF e com as dimensões definidas pela editora, o autor pode inserir seu livro no site, o qual ficará disponível para venda em várias livrarias on-line [caso o autor deseje a venda, também, no formato e-book, além de impresso]. Para esses casos, o próprio autor é responsável por gerar o ISBN [através do site da Biblioteca Nacional: http://www.bn.br], caso tenha interesse, ou inserir no site da editora sem o ISBN, se assim o quiser. Além do mais, essas editoras deixam a cargo do autor, decidir o custo final de sua obra, a partir do que se deseja receber por direitos autorais [diferentemente das editoras tradicionais, que fixam esse valor em torno de 10% do valor final da obra] e, caso queira, pode retirar sua obra do site da editora no momento que desejar, ou modificá-la, caso necessite por quaisquer motivos.

Além dessas editoras por demanda, várias editoras tradicionais têm entrado nesse mercado de livros por demanda, entretanto, só para livros no formato e-book, em que o autor determina o seu ganho por direitos autorais, como é o caso do Publique-se! das livrarias Saraiva [http://www.livrariasaraiva.com.br/publique-se/]

Mais ainda, a quem tem interesse apenas que sua obra seja divulgada como forma de se tornar conhecido e sem interesse imediato financeiro, existem vários sites na internet que disponibilizam para o autor um espaço para inserir sua obra para download gratuito. Assim, muitos que querem ser descobertos na mídia, utilizam esse método para que milhares de pessoas adquiram seu livro e, ou ser contatado por uma editora para publicar alguma obra, ou ao divulgar um novo livro em alguma editora [por demanda ou tradicional], possa direcionar as pessoas a adquirirem-no.

Diante das várias perspectivas de divulgação, a internet é o maior canal de propagandas que há atualmente, em que o autor pode realizar suas próprias propagandas em blogs, redes sociais [Orkut, Yahoo!, Google+, FaceBook, Twitter, etc.], de modo a se tornar um grande e renomado escritor. Consequentemente, pode-se observar que as perspectivas de ser um escritor novo no Brasil, assim como ter a possibilidade de alcançar o sucesso, são inúmeras. Só depende de querer e de por mãos à obra!

Yahoo Notíticas | 28/10/13

Impressão digital, impressão sob demanda. Perspectivas e impasses


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 17/07/2012

Assisti mês passado à II Conferência Internacional de Impressão Digital, promovida pelo Grupo Empresarial de Impressão Digital – GEDIGI, da ABIGRAF, para entender um pouco mais dessas questões, que há muito me chamam atenção.

E me chamam atenção por várias razões. A impressão sob demanda [POD, na sigla em inglês] vem sendo utilizada já há tempos pela indústria editorial dos EUA, como meio de reduzir estoques e melhorar as condições de logística. Os processos de editoração eletrônica permitem que a transição entre a impressão tradicional e a impressão digital sejam extremamente facilitada. E mais, esses processos de editoração são fundamentais para o aumento rápido da oferta de e-books naquele mercado.

A Amazon, por sua vez, impulsionou ainda mais esse processo com sua parceria com a Lightning Source, divisão da Ingram, que é uma das maiores distribuidoras de livros impressos dos EUA. Quando se faz um pedido à Amazon, o sistema informatizado automaticamente busca o livro no estoque da livraria, no estoque da Ingram, no estoque da editora e como POD, se o livro estiver disponível nesse sistema. O meio mais rápido é o usado para garantir a entrega do livro ao cliente no prazo mais curto.

Por sua vez, a impressão digital – combinada com o livro eletrônico – deu um extraordinário impulso à autopublicação. Editoras como a Lulu permitiram a autopublicação de simplesmente centenas de milhares de títulos, com tiragens entre alguns exemplares a vários milhares. Alguns autores viraram sucesso e foram contratados pelas editoras mainstream [evidentemente esses são divulgados, os que não conseguem sucesso permanecem no anonimato de sempre].

No Brasil, entretanto, percebo que esse processo se dá a uma velocidade muito menor. A minha ida ao congresso, portanto, era a busca de algumas respostas para a razão pela qual isso acontece aqui.

Não consegui todas as respostas que queria. Mas algumas foram proporcionadas pela palestra do Hamilton Terni Costa que reproduzo integralmente aqui. Hamilton é um dos profissionais mais qualificados do setor gráfico, com uma carreira que inclui experiências com a Melhoramentos [gráfica], com a Donelly e outras importantes empresas da área. Hoje é sócio de uma consultoria. Depois do Congresso troquei alguns e-mails com o Hamilton, complementando informações.

Hamilton informou, em sua palestra, que a impressão de livros é a que teve maior expansão entre as dez maiores aplicações de impressão digital nos EUA, com mais de 48,8 bilhões de páginas impressas a mais entre 2010 e 2011, alcançando um total de perto de cem bilhões de páginas impressas. Como aplicação da impressão digital, só perde para a mala direta, que passa dos cem bilhões. O segmento “conteúdo” – majoritariamente livros, do mercado de impressão digital brasileiro – corresponde a 19% de um total de R$ 1,7 bilhão, ou aproximadamente R$ 323 milhões em 2010. Nada insignificante, mas bem longe do que poderia ser.

Uma parcela bem significativa da produção de livros POD no Brasil [assim como nos EUA] é proveniente da autopublicação. As grandes gráficas já incorporaram equipamentos de impressão digital em suas linhas de produção, mas o uso desses equipamentos para produtos editoriais ainda é relativamente pequeno.

O aumento da autopublicação é medido principalmente pelo número de ISBNs solicitados. A Bowker, que administra o ISBN dos EUA, registrou quase 1,2 milhão de solicitações para ISBN de títulos autopublicados nos EUA em 2011. Isso corresponde a quase quatro vezes o número de registros para publicações “tradicionais”, incluindo reedições.

Esse é um mercado em rápido crescimento também aqui no Brasil. A Alpha Graphics, uma multinacional do setor, através da AGBook em associação com uma empresa chamada Clube de Autores já tem um catálogo de quase vinte mil títulos publicados, com esquema de comercialização através dos dois sites [têm conteúdo praticamente idênticos]. O Clube dos Autores é uma iniciativa do i-Group, especializada em planejamento estratégico digital, com a A2C, uma agência de publicidade. É um modelo idêntico ao da Lulu.com e similares.

Scortecci, uma editora de publicação de autores independentes, já editou cerca de sete mil títulos em primeira edição e mostra um catálogo de 2.750 títulos em seus vários selos, e sua Fábrica de Livros este ano já publicou 316 títulos, projetando 632 títulos até o final do ano. Ao contrário do Clube de Autores, a Scortecci define tiragens mínimas com preços preestabelecidos de produção e preço de capa.

Esses são apenas dois exemplos de empresas que atuam no mercado brasileiro. Existem muitas outras editoras que produzem livros pelo sistema POD, acoplados ou não a versões digitais [epub, mobi ou pdf], como se pode comprovar pelo Google. A maioria absoluta, entretanto, está localizada nos estados do sudeste e sul.

O que me intrigava e continua intrigando, entretanto, é o baixo índice de aproveitamento de impressões por demanda como modo de diminuir as questões de logística da distribuição. Como mencionei no começo do artigo, esse sistema já é amplamente usado nos EUA, não apenas para atender à demanda da Amazon, mas também para suprir o mercado de livrarias tradicionais. Não é à toa que a Ingram e a Lightning Source se expandem com rapidez, assim como outros sistemas gráficos. E sabemos que os custos e a infraestrutura de transporte são muitíssimo mais eficientes por lá do que aqui.

Entretanto, é mais fácil ver algumas editoras de grande porte [especialmente as do setor didático] anunciando a criação de centros de distribuição no Nordeste que notícias sobre o uso de POD para ajudar nesse processo.

Note-se que nos principais modelos de aquisição de livros pelo governo [PNLD, PNLEM, PNBE], o custo maior de logística fica por conta do governo. As editoras entregam em bloco para os Correios, em lotes devidamente etiquetados e separados por um programa desenvolvido pelo FNDE, e é essa instituição que negocia e paga os custos do transporte para todas as escolas públicas do país. Talvez por aí se encontre um indício de explicação: o maior custo, que seria o da distribuição de livros escolares para a rede pública, não afeta as editoras. E esse é uma parcela muito grande do negócio dessas editoras.

Na troca de e-mails com Hamilton, depois do Congresso de Impressão Digital, ele me informou que, depois de sua palestra, foi procurado por uma empresa que estava interessada na formação de uma rede de gráficas em nível nacional para fazer esse atendimento. “Achei interessante encontrar empresários já pensando nessa viabilização, algo essencial em um país continental como o nosso”, disse Hamilton.

A questão da responsabilidade de baixar o custo da distribuição do livro sob demanda é tanto do editor quanto da gráfica, mas primordialmente das gráficas. E nisso reside uma excelente oportunidade de mercado para elas”, afirmou Hamilton, em outro trecho.

A próxima chegada da Amazon ao mercado brasileiro, e a possibilidade de que entre também no negócio da venda de livros impressos, pode ser um fator que provoque uma evolução rápida desse quadro. Com sua experiência, a gigante americana pode se esforçar para induzir editoras e gráficas a usarem de modo mais amplo a impressão sob demanda.

O fato da maior produção e o maior consumo de livros do Brasil se concentrarem principalmente nas regiões sudeste e sul ajuda também a explicar essa situação. Mas, ao desconsiderar a possibilidade de diminuir os custos de logística, as editoras desprezam meios para efetivamente reduzir custos e, consequentemente, diminuir o preço dos livros ou melhorar sua rentabilidade.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 17/07/2012

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial.

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Clube de Autores promove bate-papo virtual


O escritor Luiz Roberto Guedes participa hoje, dia 30, às 19h, do projeto Palavra Inquieta, encontro organizado pelo Clube de Autores e que será transmitido ao vivo pela internet. Para assistir, basta clicar aqui. Poeta e tradutor, Guedes começou sua carreira na década de 70. Neste mesmo período, com o pseudônimo Paulo Flexa, atuou comocompositor de MPB. Durante o bate-papo virtual, a plateia poderá mandar perguntas pelo Twitter [@clubedeautores].

PublishNews | 30/06/2011

Clube dos Autores inicia venda de e-books


O Clube de Autores, site que permite a publicação gratuita de livros, começou a lançar neste mês livros em formato digital. O site espera que 80% de todo seu acervo esteja também disponível no novo formato. De acordo com Indio Brasileiro Guerra Neto, sócio-diretor do I-Group, “considerando que o site possui cerca de sete mil títulos, devemos fechar o ano com o maior acervo de e-books independentes do País”. Para quem já possui livro publicado no Clube, bastará um clique para que o título também esteja disponível no formato digital. Para aqueles que desejam ingressar no site, o sistema disponibilizará as opções de venda nas versões impresso, e-book ou ambos no momento do upload.

PublishNews | 10/02/2011

No Clube de Autores, escritores sobem obras na web e leitores encomendam em papel


RIO – Enquanto meio mundo bate cabeça para saber se o futuro do livro está nas versões on-line ou nos clássicos em papel, os sócios Índio Brasileiro Guerra Neto e Ricardo Almeida juntaram as duas vertentes, mexeram bem, atraíram, em pouco mais de um ano, quase 3.500 autores e agora contemplam, contentes, o espetáculo do crescimento. Eles são os donos do Clube de Autores, que funciona com um pé em cada tecnologia: os autores sobem suas obras em formato digital, e os leitores as encomendam na forma de livros em papel, com orelha e tudo.

O sistema tem pelo menos duas grandes vantagens em relação aos processos tradicionais de autopublicação. Para início de conversa, o autor não precisa pagar nada para pôr sua obra ao alcance dos leitores; depois, como a impressão é feita sob demanda, exemplar a exemplar, não há encalhe. Em suma: desperdício zero! De quebra, a divulgação também fica mais simples, já que o site do clube funciona como uma espécie de bem fornida livraria virtual, com cerca de três mil títulos à venda.

Com 90 mil visitantes por mês, o site não pode se queixar de falta de movimento. Mas, para agitar ainda mais a freguesia, realiza-se, neste momento, o Primeiro Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea, que permite aos visitantes votarem nos seus livros favoritos. O grande vencedor, que será anunciado no final do mês, ganhará 50 exemplares do seu livro e um espaço para lançá-lo em plena Flip, em Paraty, em agosto.

Como todo mundo que trabalha na indústria editorial, Índio Brasileiro Guerra Neto, sócio-diretor do Clube de Autores, reage com certo ceticismo quando o assunto é o fim do papel. Não foi isso que viu ao longo deste último ano, em que o Clube de Autores saiu do zero para quase 30 mil exemplares vendidos. A marca impressiona sobretudo quando se leva em conta o fato de que o clube trabalha com autores virtualmente desconhecidos e sem qualquer forma de publicidade tradicional:

— Nós usamos apenas a internet – diz Índio, que se define não como um editor, mas como um facilitador de edição. – Muito marketing viral, presença em comunidades e mídias sociais.

Entender o que é a internet e usá-la a seu favor é o grande elo de ligação do clube com seus autores. O tradutor Fábio M. Said, por exemplo, autor de livros de genealogia e de tradução, é um perfeito exemplo do

netizen que se sente como um peixe nas águas do Clube de Autores. Há três anos, ele deixou a Bahia para trás e foi viver na Alemanha, numa cidadezinha a poucos quilômetros de Bonn e de Colônia:

— Moro quase na roça, mas perto de tudo e, sobretudo, com qualidade de vida. Como meu trabalho de tradutor é basicamente na internet, não importa onde eu esteja geograficamente.

Tampouco importa onde seus livros estejam: quem quiser lê-los deve procurá-los on-line, seja no Clube de Autores [http://clubedeautores.com. br] ou no lulu [http://lulu. com], um serviço semelhante, mas com sede nos Estados Unidos. O que não falta são “mapas” para encontrá-los, pois Said usa com perfeição todas as ferramentas que a web 2.0 põe a seu alcance: Twitter, YouTube, SlideShare, Prezi, Flickr, Orkut… Além disso, cada um dos seus livros tem a sua própria página na rede.

— Atribuo o sucesso das vendas à divulgação que tenho feito continuamente na internet — diz ele. — Não realizei nenhum evento presencial de lançamento. Como moro na Alemanha, e meu público leitor está no Brasil, toda a estratégia tem que ser mesmo on-line.

Pois deu tão certo essa estratégia que seu livro “Fidus Interpres: a prática da tradução profissional” está em nono lugar entre os mais vendidos do Clube de Autores. Um bom ponto de partida para descobrir o trabalho de Said on-line é ir até http://fidusinter pres.com.

A médica Lêda Rezende, também baiana, mas geograficamente mais próxima dos seus leitores – mora em São Paulo há 12 anos -, também tem absoluta intimidade com a rede. Autora de quatro livros, que vão de prosa a poesia [entre eles o romance “Vitral”, finalista do Primeiro Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea], lançou, ainda em 1995, uma enciclopédia de psicanálise na internet:

— A internet não é um monstro assustador para mim – diz Lêda. – O projeto da enciclopédia foi arrojado e tão inovador que custou a ser aceito por muitos profissionais da área, mesmo se tratando de uma profissão “subversiva”, como costumam rotular… Acredito que essa familiaridade com a internet foi um dos motivos pelos quais me senti imediatamente à vontade com o estilo do Clube de Autores.

Como Said, ela também está muito contente com os resultados, e surpresa com a repercussão e com as vendas de seus livros.

O clube atrai escritores de todos os tipos, atuando em todas as áreas possíveis e imagináveis, de administração [137 títulos] a turismo [22], passando por ciências humanas [200], espiritualismo [188], culinária [12] e ficção [689]. Diferentemente dos contratados das editoras comerciais, com percentuais de remuneração fixos, geralmente abaixo dos 10%, são eles que escolhem quanto querem ganhar de direitos autorais. Esse percentual se reflete, é claro, no preço final dos livros, no momento entre R$ 27 e R$ 135. Todos consideram o sistema de prestação de contas do site simples e transparente.

Renata Maria Costa, a Kel, carioca de 26 anos que começou a vida literária escrevendo

fanfics historinhas paralelas às tramas dos livros escritas por fãs] da série “Crepúsculo”, está muito satisfeita com a experiência. Seu primeiro romance, “The Colt’s secret” [em português, apesar do título], segue a linha das

fanfics que fizeram sucesso na internet, em http://kelcosta. net, contando aventuras de jovens vampiros. Kel não só é uma das autoras mais bem-sucedidas do site, como uma das dez finalistas do Primeiro Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea.

– Para um livro que não é vendido em livrarias e não tem selo editorial famoso, acho que as vendas estão satisfatórias — diz Kel. – Estou com a continuação de “The Colt’s Secret” quase pronta, acho que essa história vai precisar de mais uns três ou quatro livros, mas não pretendo ficar sentada esperando alguém se interessar por ela. Felizmente já tenho um vasto grupo de leitores e sei que o que eu publicar, eles compram, de modo que vou seguindo em frente.

O Globo | 11/07/2010 | Cora Rónai

Dez sites para os fanáticos por livros


Ela levou um pouco mais de tempo do que a música e o cinema para ser distribuída online, porém, como as outras artes, a literatura ganhou sites e redes sociais especificas para os seus aficionados.

Por aqui, os leitores contam com duas redes sociais exclusivas, onde podem compartilhar informações sobre obras e seus autores, além de sites para a compra e o escambo de exemplares. Confira nossa relação de dez sites para os fanáticos por livors.

1 – Skoob

Rede social voltada para os amantes da leitura, o site permite fazer buscas por obras, autores e editoras.Também possibilita pesquisar quais usuários já leram as obras, as notas que eles deram a elas, comunidades e outros livros relacionados. Conta com 165.546 usuários, segundo o site.

http://www.skoob.com.br

2 – O livreiro

Lançado durante a Festa Literária Internacional de Parati (Flip) do ano passado, a rede social permite aos seus usuários cadastrar os livros lidos, escrever resenhas, e criar comunidades sobre os autores. Também conta com a participação de escritores. O layout é intuitivo, o que facilita a navegação. Conta com 85 mil membros.

http://www.olivreiro.com.br

3 – Goodreads

Serviço parecido com o O Livreiro e com o Skoob, porém, em inglês. Permite pesquisar pelos mais populares, melhores do século, mais lidos na semana etc. Em um de seus serviços mais interessantes, é possível pesquisar citações dos autores presentes nas obras.

http://www.goodreads.com

4 – We Read

Também no formato de rede social, o site permitir pesquisar por autores e livros e suas resenhas relacionadas. Também conta com um acervo de 58 mil livros digitais disponíveis para a leitura. Possui integração com orkut, Facebook, Hi5 e MySpace.

http://weread.com

5 – Google Books

Site do gigante das buscas para a pesquisa de livros. Permite encontrar reviews, capas, obras relacionadas e referências. Também oferece links para a compra de exemplares em lojas virtuais.

http://books.google.com

6 Visual Bookshelf

Esse aplicativo para o Facebook permite ao usuário cadastrar os livros os quais ele já leu e aqueles os quais ele está lendo no momento. Também possibilita a criação de uma estante virtual com os exemplares para ser colocada na página inicial do perfil. Conta com 548 mil usuários cadastrados.

http://bit.ly/14WR71

7 – 22books

Indicado para quem gosta de criar listas. O Site permite elaborar uma relação com o título, a capa e comentários sobre a obra, para serem publicadas em redes sociais, sites e blogs. A temática é livre e fica ao gosto do usuário.

http://www.22books.com

8 – Estante Virtual

O Estante Virtual é um site que conta com 6,8 milhões de livros cadastrados, espalhados em sebos por todo o Brasil. Após realizar a busca, o usuário pode fazer contato com o livreiro via telefone ou via site. Possui 1 749 vendedores cadastrados. É o maior sebo online do país.

http://www.estantevirtual.com.br

9 Trocando Livros

Indicado para os usuários interessados em realizar trocas de exemplares. Após enviar um livro para um colega, a pessoa ganha um crédito, que pode ser usado para solicitar uma outra obra cadastrada no acervo. Conta com mais de 20 000 títulos, segundo o site.

http://www.trocandolivros.com.br

10 – Clube de Autores

Indicado para escritores que desejam publicar seus livros de forma independente, o site trabalha com o sistema de impressão sob demanda. O autor faz o upload da obra e o site a coloca à venda. Toda vez que é uma compra é realizada, o serviço ordena a impressão do exemplar. O autor fica com parte dos lucros.

http://www.clubedeautores.com.br

INFO Online | Blogs | Geek List | Por Vinicius Aguiari | 7 de Julho de 2010 | 16:42