Amazon e Apple dão desconto nos EUA


Apple e outras cinco editoras foram processadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sob a alegação de terem conspirado para aumentar o preço dos e-books

Rio de Janeiro | A Amazon e a Apple anunciaram que compradores de e-books receberão créditos para compras futuras de livros. A ação é fruto de um acordo assinado entre três grandes editoras para solucionar um processo de fixação de preços.

Consumidores de e-books Kindle receberão descontos que variam entre US$ 0,30 e US$ 1,32 por livro, segundo estimativas da Amazon. A Apple ainda não especificou os valores.

Segundo a CNN, em abril, a Apple e outras cinco editoras foram processadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sob a alegação de terem conspirado para aumentar o preço dos e-books.

Três das editoras – Hachette Book Group, CBS Simon & Schuster e News Corp ‘s HarperCollins – firmaram um acordo para devolverem US$ 69 milhões aos consumidores afetados.

O ressarcimento é válido para quem comprou os livros eletrônicos entre 1 de abril e 21 de maio de 2012 e não será necessário solicitar os créditos, que serão utilizados automaticamente em compras posteriores.

Os clientes da Amazon também poderão usar os descontos para livros impressos.

Por Leticia Muniz | Publicado originalmente e clipado de Exame | 15/10/2012

Google chega a acordo com editoras sobre direitos autorais


O Google e um grupo de editoras chegaram a um acordo, encerrando sete anos de litígio sobre os direitos autorais e a missão da empresa de tecnologia de desenvolver a maior biblioteca digital do mundo.

A companhia e a AAP [Associaçãos dos Editores Norte-Americanos, na sigla em inglês] disseram nesta quinta-feira [4] que as editoras dos Estados Unidos podem decidir participar na produção de livros e revistas disponíveis para o Google digitalizar, para o seu projeto de biblioteca. Outros termos do acordo não foram divulgados.

Logotipo do Google em San Francisco; empresa chegou a acordo em relação a direitos autorais de livros

Logotipo do Google em San Francisco; empresa chegou a acordo em relação a direitos autorais de livros

Isso mostra que os serviços digitais podem proporcionar meios inovadores para descobrir conteúdo e ao mesmo tempo respeitar os detentores de direitos autorais“, disse em comunicado Tom Allen, presidente da AAP.

O processo foi arquivado pelos membros da AAP McGraw-Hill Companies, Pearson Education e sua irmã Penguin Group, John Wiley & Sons e Simon & Schuster, da CBS.

O Google digitalizou cerca de 15 milhões de livros no que foi chamado de um esforço para ofecerer acesso mais fácil ao conhecimento do mundo.

A empresa foi processada em 2005 pela Authors Guild, associação sem fins lucrativos que reúne autores e profissionais do ramo literário, e pela AAP por violar as leis de direitos autorais, mas chegou a um acordo anterior em que concordou em pagar US$ 125 milhões aos autores que tiveram seus livros digitalizados e localizar e compartilhar receitas com autores de obras que ainda seriam digitalizadas.

O acordo divulgado nesta quinta, entretanto, não põe fim à ação que a Authors Guild move contra o Google.

DA REUTERS | Clipado de Folha de S.Paulo | 04/10/2012 – 16h07

Apple é processada nos EUA por preços de livros eletrônicos


O Departamento da Justiça dos Estados Unidos abriu processo contra a Apple e cinco das maiores editoras de livros do planeta, na quarta-feira, alegando conluio para elevar os preços dos livros eletrônicos, o que pode ter custado “dezenas de milhões de dólares” aos consumidores.

A queixa, apresentada no distrito sul da Justiça federal em Nova York, alega que executivos da Apple e das editoras chegaram a um acordo para adotar resposta comum à política de preços da Amazon, por meio de conversas telefônicas, troca de e-mails e refeições em “salas privativas de restaurantes finos de Manhattan“. A Amazon, que vinha desafiando o setor com um preço máximo de US$ 9,99 para os livros eletrônicos, não foi citada entre os acusados.

As editoras acusadas no processo são o Hachette Book Group, parte do grupó Lagardère; a HarperCollins, da News Corp; a Holtzbrinck, controladora da Macmillan; a Simon & Schuster, subsidiária da CBS; e a Penguin, controlada pelo grupo Pearson, também controlador do “Financial Times”.

O Departamento da Justiça alegou que a Apple e as editoras elevaram os preços dos best sellers em entre US$ 2 e US$ 5 ao introduzir um modelo de negócios de “agência”, simultaneamente ao lançamento do tablet Apple iPad, sob o qual os preços de varejo são determinados pelas editoras. A insistência da Apple em uma cláusula de proteção sob a qual as editoras se comprometem a não vender seus livros a preço mais baixo para outros grupos de varejo – e a pagar 30% de comissão à Apple sobre cada venda – forçou outros grupos de varejo a adotar termos semelhantes, de acordo com o departamento.

Executivos dos escalões mais elevados das empresas citadas nos processos de hoje, preocupados com a redução de preços promovida pelo varejo de livros eletrônicos, agiram de modo coordenado para eliminar a concorrência entre as lojas que vendem livros eletrônicos, o que resulta em aumento do preço final para os consumidores“, afirmou o secretário federal da Justiça norte-americano, Eric Holter, ao anunciar o processo em Washington.

O iBooks, plataforma de e-books da Apple, foi anunciado no evento de lançamento do iPad, em janeiro de 2010 | Kimberly White - 27.jan.10/Reuters

O iBooks, plataforma de e-books da Apple, foi anunciado no evento de lançamento do iPad, em janeiro de 2010 | Kimberly White - 27.jan.10/Reuters

ACORDOS

A Hachette, HarperCollins e Simon & Schuster aceitaram acordo imediato para encerrar os processos contra elas, mas a Apple, MacMillan e Penguin pretendem contestar as acusações no tribunal.

Um processo separado envolvendo diversos Estados norte-americanos trouxe acusações semelhantes contra a Apple, Macmillan, Simon & Schuster e Penguin. A Hachette e a HarperCollins vão pagar US$ 52 milhões aos Estados para encerrar os processos contra elas.

Joaquin Almunia, vice-presidente de política de competição da União Europeia, acrescentou que a Apple, Simon & Schuster, HarperCollins, Hachette e Holtzbrinck haviam recomendado possíveis mudanças em suas operações de negócios, como parte de um esforço para concluir uma investigação paralela europeia sobre livros eletrônicos.

Nem todas as editoras envolvidas comentaram de imediato, mas já haviam negado anteriormente qualquer conluio para aumento de preços, e defenderam o modelo de “agência” como uma forma de promover maior competição ao desafiar o domínio da Amazon sobre o mercado de livros eletrônicos, que vem crescendo rapidamente.

O processo federal norte-americano alega que Steve Jobs, presidente-executivo da Apple morto no ano passado, havia se envolvido pessoalmente na adoção do modelo de agência. “A Apple claramente compreendia que sua participação no esquema resultaria em preços mais altos para os consumidores“, o processo alega. Também cita Jobs como tendo declarado que “o consumidor pagará um pouco mais, mas é isso que vocês [as editoras] querem, de qualquer modo“. Um porta-voz da Apple se recusou a comentar.

REUNIÕES

De setembro de 2008 até 2009, os presidentes-executivos das editoras supostamente realizaram reuniões trimestrais para discutir “assuntos confidenciais e mercados competitivos, o que incluía as práticas de varejo de livros eletrônicos da Amazon“, afirmou o Departamento da Justiça. O departamento menciona jantares executivos dos quais participaram John Makison, da Penguin, e John Sargent, da Macmillan, na “adega do chef”, uma sala privada no restaurante Picholine, em Nova York.

O acordo, que terá de ser aprovado pelo tribunal, requereria que a Hachette, HarperCollins e Simon & Schuster permitam que grupos de varejo como a Amazon e a Barnes & Noble determinem os preços que preferirem para os livros eletrônicos. Também requereria que suspendam sua preferência à Apple e que não troquem informações importantes sobre assuntos de competição por pelo menos cinco anos.

A HarperCollins anunciou o acordo sem admitir culpa, e o definiu como “decisão de negócios para encerrar a investigação do Departamento da Justiça e evitar uma batalha judicial potencialmente longa“.

POR DAVID GELLES & ANDREW EDGECLIFFE-JOHNSON | DO “FINANCIAL TIMES” | Tradução de PAULO MIGLIACCI | Publicado por Folha.com | 11/04/2012 – 12h19

UE investiga Apple e editoras em suposto cartel de eBooks


Empresas são acusadas de conspirar para limitar a concorrência no mercado de livros digitais

BRUXELAS – O órgão regulador antitruste da União Europeia está investigando se a Apple e cinco grandes editoras estão conspirando para limitar a concorrência no mercado de livros digitais. A Apple é acusada de, ilegalmente, ter ajudado as editoras a elevar os preços dos e-books quando lançou seu tablet iPad e a loja iBookstore, em 2010.

A Apple foi a primeira grande varejista a fechar com as editoras contratos sob o chamado modelo de agência, pelo qual os editores determinam o preço dos e-books vendidos nas lojas virtuais. É diferente do que fazia a Amazon, que preferia ela própria determinar o preço final dos títulos que vende, modelo conhecido como de distribuição. A questão é que a Amazon, pelo seu tamanho, exigia grandes descontos das editoras para poder cobrar pouco dos leitores e se manter competitiva. E e isso desagradava há tempos os executivos da indústria do livro, que acabavam lucrando menos com o negócio.

Mas a chegada da Steve Jobs a esse mercado mostrou às editoras que havia um jeito de elevar suas margens. Desde que o iPad foi lançado e elas firmaram o acordo com a Apple, diversos outros varejistas on-line se viram obrigados a adotar o modelo de agência para assegurar o direito de vender os grandes lançamentos, inclusive a Amazon. Não é à toa que o preço dos e-books de best sellers das editoras envolvidas subiram, na Amazon, do agressivo patamar dos US$ 9,99 para até US$ 17 em alguns casos.

As editoras investigadas pela Comissão Europeia são a francesa Hachette Livre; a Harper Collins, que pertence à News Corp do magnata Rupert Murdoch; a Simon & Schuster, do grupo CBS; a Penguin, que integra o grupo editorial britânico Pearson; e a alemã Verlagsgruppe Georg von Holtzbrinck.

A comissão enfatizou que a investigação está em estágio inicial e que ainda não é possível afirmar que as empresas realmente violaram as leis europeias da livre concorrência. A iniciativa da União Europeia surge após uma investigação similar realizada pelo órgão britânico que regula questões de competição e uma ação coletiva movida no meio deste ano contra a Apple e as mesmas cinco editoras em um tribunal da Califórnia.

Os advogados que entraram com o processo coletivo nos Estados Unidos, da firma Hagens Berman, argumentaram nos autos que o movimento de elevação dos preços foi mesmo orquestrado pela Apple com o objetivo de destruir a Amazon.

“Quando entrou no mercado de e-books com o iPad, a Apple acreditava que era preciso neutralizar o Kindle, pois temia que o aparelho da Amazon pudesse um dia desafiar o iPad na distribuição de outros tipos de conteúdo, como música e filmes”, disseram os advogados, antes mesmo de a Amazon revelar o Kindle Fire, tablet cujo objetivo, segundo analistas, é combater o iPad com preço arrasador e um sistema exclusivamente voltado para consumo de conteúdo.

A agência britânica suspendeu sua investigação, já que a Comissão Europeia assumiu o caso, mas os dois órgãos estão trabalhando juntos.

A Apple não quis comentar a investigação. O grupo Pearson disse que o fato de a Comissão Europeia abrir um inquérito não prejudica seu desempenho.

A Pearson não acredita que tenha violado qualquer lei e continuará cooperando plena e abertamente com a Comissão“, disse a companhia em um comunicado.

A alemã Holtzbrinck também afirmou que a investigação não tinha fundamentos. A HarperCollins e Simon & Schuster informaram que estão cooperando com o órgão regulador. A Hachette Livre não quis se pronunciar.

O Globo | 07/12/2011 | © 1996 – 2011. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Na Simon & Schuster, digital já representa 15% do faturamento


O grupo CBS apresentou os resultados do segundo trimestre, onde sua editora Simon & Schuster registrou um aumento de 12% nos lucros. A CBS disse que “o forte crescimento das vendas de produtos digitais mais lucrativos foi ofuscado pela queda nas vendas de livros impressos”, indicando que o aumento nos lucros foi resultado mais “da diminuição das despesas, como resultado da iniciativa da empresa de redução de custos, além do crescimento significante das vendas digitais.” As vendas de produtos digitais responderam por 15% do faturamento – 14% foram dos e-books – apresentando uma queda de 2% em relação ao trimestre anterior. Carolyn Reidy, CEO da S&S, disse: “vimos o mesmo acontecer no segundo trimestre do ano passado.” A sua teoria é que as vendas de novos e-readers no Natal estimula demais a compra, o que depois estabiliza ou até diminui à medida que os consumidores retornam ao seu comportamento padrão de compras. Como aconteceu no trimestre anterior, “a vendas internacionais realmente dispararam, lideradas pelo Reino Unido”, onde houve um crescimento de 32%.

Por Michael Cader | PublishersLunch | 02/08/2011

Editoras de livros se unem contra a Amazon


Três gigantes do setor planejam lançar site de vendas de livros nos EUA

São Paulo – A CBS, a Penguin e a Hachette, três gigantes do setor de livros nos EUA, se uniram para criar o site de comércio eletrônico Bookish. A estratégia é uma tentativa de driblar a crise que o segmento enfrenta e também pulverizar o varejo, que na internet é concentrado nas mãos da Amazon, maior site de vendas online do país.

A ideia é comercializar títulos físicos e também livros na versão digital. Sem data exata para ser lançado, o grupo pretende colocar o site no ar durante o verão americano deste ano, ou seja, entre os meses de junho e setembro.

Segundo Andy Parsons, diretor de tecnologia do Bookish, a parceria entre as três editoras poderá se estender a outras companhias do setor. “O site também poderá ter ligação com outras varejistas online de livros”, disse o executivo ao Wall Street Journal.

Depois que a Borders, uma das maiores redes de livrarias nos EUA, anunciou concordata e o fechamento de 200 lojas no país, em fevereiro deste ano, o setor entrou em crise. A tentativa do Bookish e oferecer o maior números de títulos aos leitores, uma vez que as lojas físicas estão baixando suas portas.

Por Daniela Barbosa | Exame | 06/05/2011