Cadastro Nacional do Livro ganha espaço


Ferramenta da cadeia produtiva do livro já possui 543 mil títulos cadastrados

Cadastro Nacional do Livro, chamado Canal, foi criado pela Câmara Brasileira do Livro, CBL, e permite aos profissionais da cadeia produtiva do livro gerenciar e distribuir informações bibliográficas e comerciais sobre os livros à venda no país. Hoje ele já conta com 543 mil títulos cadastrados, e espera-se que o número chegue a 550 mil títulos até o final deste mês.

Segundo Ednei Procópio, que está por trás do projeto, o mercado sempre quis ter um cadastro único, pois as editoras têm dificuldades de cadastrar os livros em todas as livrarias, bibliotecas etc. Para participar do Canal, a editora associada à CBL deve se registrar e validar os dados de seus títulos, sejam eles novos ou já previamente cadastrados. A editora coloca os dados comerciais e os dados ‘ricos’, como capa, peso, e, principalmente, o preço. Quando termina de validar os dados, ela mesma pode criar uma lista e distribuir as informações para quem ela quiser.

Ednei conta que o cadastro ainda está em fase de divulgação e adesão, mas a recepção está sendo positiva. Hoje estão cadastrados 40 selos editoriais diferentes, mas a perspectiva é de que, até o final do terceiro trimestre de 2012, o Canal alcance a marca de 100 editoras. “As editoras adoraram a ideia, pois sempre quiseram montar algo nesse sentido, mas não sabiam como. O cadastro serve internamente também, as editoras têm acesso a todas as informações, e sabem claramente onde estão os livros, quais são impressos e quais são eletrônicos”, explica Ednei.

As livrarias também são beneficiadas pelo cadastro único, podendo consultar a situação dos livros diretamente no Canal, ao invés de entrar em contato com todas as editoras. O cadastro utiliza o padrão de intercâmbio de dados Onix for books, utilizado pela Amazon e Apple, o que permitirá, no futuro, uma interação com outras plataformas de outros países.

Por Iona Teixeira Stevens | PublishNews | 23/08/2012

PALESTRA NA BIENAL | O livro em um mundo de metadados


Palestra gratuita na Bienal do Livro abordará o tema
“a cadeia produtiva do livro integrada à mais rica fonte de metadados”

Ednei Procópio | Fonte: Maurício Burim/SE

Ednei Procópio | Fonte: Maurício Burim/SE

Durante a 22ª edição da Bienal do Livro de São Paulo, o especialista em eBooks Ednei Procópio, ministrará a palestra “O livro em um mundo de metadados“.

O objetivo da palestra é demonstrar de que modo o controle eficiente dos dados sobre os livros pode ser usado para divulgar e comunicar obras em benefício de todo o mercado editorial brasileiro.

A palestra demonstrará também de que modo a Câmara Brasileira do Livro [CBL] pretende reunir e disponibilizar a maior base de dados dos títulos publicados e comercializados em língua portuguesa. E qual é o papel do projeto Cadastro Nacional do Livro [Canal] na nova cadeia produtiva do livro [incluindo autores, editoras, distribuidoras e livrarias] frente às transformações tecnológicas e sociais.

ANOTE NA SUA AGENDA

Onde: 22ª edição da Bienal do Livro de São Paulo
Quando: dia 17/08/2012, sexta-fera
Horário: das 15h às 16h00
Local: Livros & Cia.

ENTRADA FRANCA: SERÃO DISTRIBUÍDAS SENHAS DUAS HORAS ANTES DA PALESTRA

Agora a cadeia produtiva do livro está integrada à mais rica fonte de metadados


Após finalizar os testes, a CBL já oferece para todas as editoras associadas o sistema CANAL.

O CANAL – Cadastro Nacional do Livro é uma plataforma on–line que disponibiliza a maior base de dados dos títulos publicados e comercializados no Brasil. Alinhando aos padrões internacionais, o modelo de fornecimento e tratamento de dados do CANAL irá definir o modelo de cadastro de livros no País. Editores associados, acessem o canal e cadastrem os títulos de seus catálogos na fonte de metadados acessando o site: http://www.canal.org.br.

Como saber quais eBooks os leitores querem adquirir?


Depois de algum tempo sem conseguir postar, voltamos.

É que eu estive cuidando pessoalmente dos detalhes do funcionamento e implementação de duas novas plataformas voltadas 100% aos livros na era digital.

A primeira é a plataforma CANAL, Cadastro Nacional do Livro, projeto que eu coordeno dentro da Câmara Brasileira do Livro. O projeto está na fase de testes com cerca de umas oito editoras selecionadas pela entidade. Aliás, eu irei fazer a primeira demostração pública da plataforma CANAL durante a próxima Feira de Bogotá, na Colômbia, a convite da Cerlalc, quando o Brasil será o País homenageado.

Mas este tema é para outro post. A novidade que eu gostaria de compartilhar vem da outra plataforma, a da Livrus.net, da startup que toco aqui mesmo em São Paulo.

Criei um modo de ajudar as editoras a tomar a decisão sobre qual título de seu catálogo ativo deve ser convertido para o formato eletrônico.

É uma tela, uma planilha, que mede a tiragem de livros conforme a demanda dos leitores e ajuda o departamento comercial a decidir quando um determinado título deve migrar para a versão eletrônica, uma vez que todos sabemos que a versão impressa, aqui no Brasil, é a que ainda nos traz os verdadeiros lucros.

Apresentei a abordagem nos cursos que ministrei mas até hoje ninguém pareceu interessado em testar. Não estou reclamando, isso é até normal por aqui. Então eu resolvi uma nova abordagem. Menos teórica e mais prática. Vamos ver se agora funciona. A ideia é simples.

A editora se cadastra na plataforma Livrus.net.

Tela de cadastro da Livrus.net

Tela de cadastro da Livrus.net

Após inserir informações sobre a editora, endereço do site da empresa, logotipo, etc., a editora então monta, atualiza e divulga o seu próprio catálogo. Não importa se os livros estão no formato eletrônico, impresso ou em áudio. Clique na imagem abaixo para conhecer como funciona.

Catálogo da Editora

Catálogo da Editora

Até aqui, no entanto, não temos ainda a decisão sobre a conversão de um determinado conteúdo para o formato eletrônico. Ou seja, o que temos é apenas os metadados dos livros. Clique na imagem abaixo para conhecer.

Página do Livro

Página do Livro

Botão desejo comprar

Botão desejo comprar

Aí vem a mágica: 0 leitor passa ater a possibilidade de acessar a página do livro clicar no botão “DESEJO COMPRAR“. Deste modo o livro entra automaticamente em sua biblioteca virtual e na sua lista de interesse.

Com isso a editora tem a possibilidade não só de saber quantos leitores tem o interesse em ler aquele determinado livro em versão eletrônica, como também saber quem são os leitores interessados na aquisição da obra digital.

O botão que criamos, “DESEJO COMPRAR“, serviria também para que as editoras soubessem quantos leitores estariam interessados em comprar a versão impressa sob demanda, caso o livro estivesse fora do catálogo, mas preferimos iniciar os testes com o botão disponível somente para a versão eletrônica mesmo. Aliás, à partir de agora, se você vir este botão em outros sites já sabe quem o criou.

A informação sobre quais eBooks o leitor quer adquir, ficam armazenados na tags dos livros. E também há um histórico que pode ser acompanhado nas bibliotecas virtuais pessoais.

Este sistema já está no ar, embora esteja também em fase de testes. Na verdade, poderíamos dizer que a plataforma Livrus.net está em beta desde que nasceu, né (!), mas não gostaríamos que acontece com o nosso projeto o que ocorreu com o Orkut, que morreu antes mesmo de sair da versão beta. Por isso a gente prefere criar as ferramentas e já colocar no ar, mesmo cientes de que muitos vão copiar a ideia.

O resultado por enquanto é o seguinte: cerca de aproximadamente 100 leitores estão se cadastrando diariamente na Livrus para criar as suas bibliotecas e testar a ferramenta.

Espero que as editoras também gostem e usem. A criação da página e do catálogo são gratuitos para as editoras. Sabemos dos desafios tanto de tirar os contratos da gaveta quanto de investir em conversões. Mas pelo menos agora a editora pode tentar medir o interesse do seu público leitor antes, e depois tomar melhor as suas decisões.

No próximo post, explico como funcionará o botão “EMPRESTAR” um livro eletrônico.

Emprestar um livro eletrônico? Isso mesmo o que você leu. Criamos uma ferramenta para o leitor emprestar um livro eletrônico sem infringir os Direitos Autorais.

Duvida?

Sigam-me os bons!

EDNEI PROCÓPIO

Os metadados dos livros


Por Karine Pansa

Karine Pansa

O Brasil conquistou posição relevante entre os primeiros países do mundo no ranking econômico mundial. E o mercado editorial brasileiro precisa beneficiar-se deste novo contexto. Afinal, não lhe faltam bons profissionais em toda a cadeia produtiva do livro.

Mas, para tanto, é indispensável que os próprios brasileiros leiam mais livros, que o mercado interno seja uma realidade na proporção do seu verdadeiro potencial. Para que isso aconteça, é necessário que os livros “existam”, “apareçam”, sejam encontrados e estejam a disposição do consumidor em qualquer hora e lugar.

Sem dúvida, avançamos muito na distribuição e em livrarias como, também, em bibliotecas. Mas, ainda há muito o que ser feito nesse sentido. Na era das mídias digitais, um dos modos mais eficientes de comunicar a existência de um título é pela divulgação precisa dos dados das obras [título, autor, editora, resenha, preço, capa etc] para que os robôs de buscas, os blogs, aplicativos e outras modernas e úteis ferramentas ajudem no processo.

Informações precisas, corretas e ricas sobre livros, seus autores e editoras, são hoje denominadas “metadados”.

Enfrentando os desafios

O mercado editorial brasileiro experimenta uma positiva transformação, algo sem precedentes em sua história. Neste oportuno cenário, a Câmara Brasileira do Livro acompanha de perto as mudanças, atua permanentemente para o aperfeiçoamento do mercado. São muitos e distintos os desafios da modernidade, e a CBL fortaleceu-se ainda mais ao criar a Comissão do Livro Digital. Seus grupos de trabalho têm apresentado discussões interessantes sobre temas como tributação e padrões. Além disso, são concretos e crescentes os resultados obtidos com o Congresso Internacional do Livro Digital, já em sua terceira edição, que acontecerá em maio próximo.

Mas, a CBL quer continuar avançando em outras frentes e, neste mês de fevereiro, a entidade inicia os testes do Cadastro Nacional do Livro [CANAL], com cerca de cinco editoras associadas. O Cadastro Nacional do Livro entra, portanto, em um efetivo processo de consolidação.

Um novo canal para os livros

O sistema CANAL, que já está hospedado e customizado para a realidade do Brasil, será inicialmente validado pelo que consideramos um dos mais importantes elos da corrente que integra a cadeia produtiva do livro: a editora.

As editoras convidadas poderão usar o CANAL, para que possamos atestar a eficácia do sistema. Assim, elas poderão organizar seus catálogos como nunca antes lhes foi possível.

Não é necessário instalar nenhum software ou plug-in. Basta o cadastro no CANAL para, imediatamente, iniciar a organização dos catálogos e a sua divulgação. Não é necessário qualquer conhecimento técnico. Basta preencher os dados das obras nos campos respectivos, sob regras muito bem definidas e padronizadas.

As editoras poderão extrair os dados, através de um arquivo Excel, e os enviar para os seus networks atuais. Elas também se beneficiarão do fato de que, em pouco tempo, distribuidores, livreiros, bibliotecários e outros usuários e desenvolvedores utilizarão estes mesmos dados para melhorar as suas bases em pontos de vendas, sites, blogs, aplicativos, redes sociais e uma infinidade de outros bancos de dados que já atuam na venda dos livros.

E tudo isto, graças à Onix for Books.

O padrão Onix for Books

Onix for Books é um padrão de intercâmbio de dados. Não se trata apenas de uma tecnologia, mas, acima de tudo, é uma iniciativa que pretende padronizar os dados sobre os livros no mundo. Isto implica em dizer que os livros em língua portuguesa podem circular em bancos de dados em todo o planeta, utilizando uma interface comum: o CANAL. Amazon e Apple já utilizam este padrão.

A CBL é membro ativa do Grupo de Trabalho de Metadados do Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe [CERLALC], órgão intergovernamental ligado à UNESCO, que definiu os dados bibliográficos mais importantes para indústria internacional do livro.

O Grupo de Trabalho de Metadados CERLALC também definiu, em setembro de 2011, entre outras diretrizes, a adoção da iniciativa Onix for Books como padrão para o intercâmbio de metadados na Região. A iniciativa Onix for Books, desenvolvido pela EDITEUR [www.editeur.org], grupo de coordenação de infraestrutura para comércio eletrônico, está se estabelecendo como padrão internacional para representar e comunicar as informações eletrônicas sobre o produto livro.

Mas os benefícios do padrão de dados Onix for Books, adotado pela Câmara Brasileira do Livro, são, principalmente, para refletir no trabalho diário de centenas de distribuidores, livreiros e bibliotecários que necessitam das informações sobre os livros para melhorar, ainda mais, a circulação, venda e comercialização das obras.

Uma vez que o Brasil chegou aos primeiros lugares entre os maiores países do mapa econômico mundial, e a globalização do uso das tecnologias bate em nossa porta, o mercado editorial precisa estar preparado para enfrentar a concorrência de players que podem segmentar o nosso mercado tornando a concorrência global ainda mais perturbadora.

Através dos inúmeros e precisos dados disponíveis no CANAL, os livros em língua portuguesa permanecerão vivos, em prateleiras físicas ou virtuais, para que sejam catalogados, acessados, comprados e, principalmente, lidos.

Quem desejar conhecer o status do Cadastro Nacional do Livro, acesse http://www.cbl.org.br/canal.

* Karine Pansa é editora e presidente da Câmara Brasileira do Livro [CBL].

Publicado originalmente em CBL | 23 de Fevereiro de 2012

CBL investe R$ 197 mil no CANAL


Um projeto da Câmara Brasileira do Livro [CBL] que começou a ser desenhado há cerca de dois anos começa a sair do papel agora, com o objetivo de instituir um novo padrão de cadastramento para todos os livros publicados no Brasil, como já acontece em outros países. A promessa é que, a partir dessa iniciativa, as editoras passem a atualizar informações completas sobre seus catálogos seguindo as mesmas diretrizes e disponibilizando os dados de forma eletrônica e instantânea a todos os interessados: canais de venda, bibliotecas, leitores etc. Em resumo, a ideia é fazer com que o mercado editorial tenha acesso a informações atuais e precisas, de maneira mais prática e eficiente do que acontece hoje.

Batizada de Cadastro Nacional do Livro [CANAL], a plataforma recebeu até agora investimentos de R$ 197 mil por parte da CBL, de acordo com Karine Pansa, presidente da entidade. Ela destaca que o aporte é significativo, comparável ao custo do Censo do Livro, que é realizado anualmente pela Fipe com recursos da CBL e do Snel, o sindicato dos editores.

Este mês, o CANAL entra em período de testes com a participação de cinco editoras selecionadas pela CBL – entre elas a Saraiva, Gente e Loyola –, que começam a experimentar a plataforma. A expectativa da entidade é que a fase “beta” do projeto aponte o que precisa ser corrigido, para que o lançamento oficial do mesmo aconteça no segundo semestre do ano.

De forma simplificada, o CANAL é um software que estabelece uma série de campos que devem ser alimentados com os dados de cada livro – os “metadados”, em linguagem técnica. As editoras deverão preencher no mínimo 17 campos obrigatórios [como título e ISBN], mas há até 170 que elas podem utilizar, o que permite montar um banco de dados bastante refinado – há a possibilidade de incluir a capa e trechos da obra, por exemplo. As informações também seguem uma ordem definida.

Todo esse modelo é dado pelo Onix for Books, um padrão de intercâmbio de dados que surgiu em 2000 e, hoje, em sua terceira versão, é considerado o padrão internacional de informação eletrônica para a indústria do livro. Os mercados editoriais dos Estados Unidos, Inglaterra, Espanha e Alemanha já utilizam o Ônix de forma corrente, segundo Karine Pansa. A adoção do Ônix foi definida dentro do grupo de trabalho de metadados do Cerlalc, órgão de fomento do livro na América Latina ligado à Unesco, do qual a CBL participa.

De acordo com a presidente da entidade, a utilização do CANAL por parte das editoras oferecerá uma série de vantagens. “O editor poderá gerir todo o seu catálogo por meio dessa plataforma, atualizando as informações e indicando, por exemplo, quais livros estão disponíveis ou esgotados”, afirma. “Essas informações estarão acessíveis ao mesmo tempo às livrarias, sites de comércio eletrônico, bibliotecas, enfim, a todos os interessados.” Segundo Karine, hoje, no país, esse processo acontece “manualmente”. “As livrarias têm equipes de funcionários só para receber relatórios mensais das editoras e atualizar os sistemas com as informações atualizadas.” Com o CANAL, a editora poderá atualizar as informações e as mesmas estarão disponíveis, ao mesmo tempo, para todo o mercado.

Karine destaca que a Biblioteca Nacional também vai ser beneficiada pelo uso da plataforma, pois poderá receber de volta, com mais facilidade, as informações corretas sobre os livros publicados – isso porque muitos dos dados informados pelas editoras ao pedir o ISBN dos livros ainda não são os definitivos.

O CANAL deverá ir ao ar com 450 mil títulos já cadastrados, cujos dados são provenientes da BN. Mas caberá às editoras atualizar todo esse mar de informações. A partir do lançamento oficial do projeto, a CBL informa que iniciará uma programação de cursos e palestras para ensinar e conscientizar o mercado sobre o uso da plataforma.

Para conhecer melhor o projeto, você pode acessar dois sites: o http://www.cbl.org.br/canal e o http://www.canal.org.br.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 16/02/2012

CERLALC reúne grupo de especialistas para definição dos metadados básicos de livros na América Latina


A Câmara Brasileira do Livro participa do grupo de trabalho que definiu os dados bibliográficos mais importantes para indústria livreira

CERLALC reúne grupo de especialistas para definição dos metadados básicos de livros na América Latina

O Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e Caribe [CERLALC], órgão intergovernamental ligado à UNESCO, reuniu, no final de setembro, em Bogotá, representantes da Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, México e Panamá para discutir e estabelecer os metadados mais importantes, considerados básicos, para os livros impressos e digitais em circulação na América Latina.

O grupo de trabalho definiu, entre outras diretrizes, a adoção da iniciativa Onix for Books como padrão para o intercâmbio de metadados na região. A iniciativa Onix for Books, desenvolvido pela EDItEUR [www.editeur.org], grupo de coordenação de infra-estrutura para comércio eletrônico, está se estabelecendo como padrão internacional para representar e comunicar as informações eletrônicos sobre o produto livro.

Durante a reunião foram discutidos também temas como a necessidade de formação sobre metadados e de direitos autorais no ambiente digital.

O grupo definiu como informações básicas àquelas usadas para registro do ISBN pelas agências dos países membros da CERLALC. Farão parte destes metadados básicos as informações adicionais necessárias para identificar cada livro no circuito comercial. Campos como autor, título, formato, edição, idioma, país e assunto foram definidos a partir de dados, de uma determinada obra, considerados convergentes tanto para a versão impressa, quanto a versão em áudio ou eletrônica.

A versão final dos metadados será em breve publicada nos sites do CERLALC e do Cadastro Nacional do Livro [CANAL].

A CERLALC está trabalhando para desenvolver uma agenda permanente do grupo de trabalho para permitir a adoção de normas para a distribuição de informações de publicações iberoamericanas. Esta região pode ter mais representação nas decisões relativas às declarações de padrões do livro tomadas a nível mundial.

O CANAL, centro único de gestão e distribuição de dados de informações sobre o livro, projeto criado pela Câmara Brasileira do Livro, será o primeiro catálogo de livros a utilizar todos os metadados básicos definidos pelo grupo. Segundo Ednei Procópio, coordenador geral do CANAL e representante da CBL e Brasil no grupo de trabalho de metadados da CERLALC, “quando finalmente entrar no ar, o Cadastro Nacional do Livro unirá informações precisas sobre todos os livros em circulação em língua portuguesa através de um padrão comercial de intercâmbios.

Mais informações:

O hotsite do Canal, o Cadastro Nacional do Livro, está no ar


O Cadastro Nacional do Livro, plataforma on-line que disponibilizará a maior base de dados dos títulos publicados e comercializados em língua portuguesa já tem um hotsite para que toda a cadeia produtiva do livro possa acompanhar de perto a sua implantação.

O endereço é o www.cbl.org.br/canal e você poderá verificar as etapas de desenvolvimento antes para que o serviço seja lançado. Para aqueles que ainda não conhecem os benefícios de sua implantação, há um vídeo publicado, que esclarece de forma lúdica os serviços e benefícios.

CBL | 09/08/2011

Livros de ouvir e clicar


Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Audiolivros e e-books são formatos alternativos para leitura de clássicos da literatura e têm conquistado um público crescente

Muitos daqueles que folheiam com gosto as páginas de um clássico da literatura ou que sentem prazer em acomodar-se em uma poltrona para desfrutar de um bom livro ainda podem sentir certa resistência quando se deparam com tecnologias alternativas de leitura, como os audiolivros ou os e-books [abreviação de electronic books]. No entanto, estes formatos têm ganhado mais espaço no mercado editorial na última década e conquistado um público específico.

Segundo estimativas da Distribuidora de Livros Digitais [DLD], grupo que reúne sete editoras brasileiras, nos próximos anos cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro.

No mercado de audiolivros, o cenário é semelhante. Claudio Wulkan, fundador e diretor da Editora Universidade Falada – empresa que publica conteúdos literários em áudio – afirma que nos últimos quatro anos o crescimento do mercado têm sido significativo.

Claudio Wulkan, da Editora Universidade Falada: "Começamos com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis"

Nossas vendas têm aumentado a cada mês e acredito que isso tenha ocorrido porque as pessoas começaram a entender pouco a pouco o que é exatamente este formato“, analisa Wulkan.

Alternativo, não substituto

Gino Murta, diretor de Planejamento da Editora Autêntica – empresa que também publica obras literárias para iPod, iPad e iTouch –, considera que estes formatos de livros são complementares aos livros impressos. “Estas tecnologias estão sendo mais difundidas ultimamente, principalmente os e-books, mas acredito que sejam apenas diferentes formas de disseminar o mesmo conhecimento, ou seja, apenas outros canais pelo qual estes produtos também podem ser consumidos“, opina Murta.

Cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro nos próximos anos

Para o diretor de Planejamento, o avanço destas tecnologias pode ser comparado ao processo pelo qual a indústria do cinema passou quando os videocassetes, e posteriormente os DVDs, colaboraram para a disseminação dos filmes. “Mesmo com estes novos suportes as pessoas não deixaram de ir ao cinema, já que a experiência é diferente entre assistir os filmes em casa e no cinema“, compara Murta.

Livro falado

Para as pessoas que têm uma rotina intensa de atividades, muitas vezes fica difícil encontrar tempo para apreciar uma boa leitura impressa. Nos anos 1990, Wulkan, fundador da Editora Universidade Falada, enfrentava esta mesma dificuldade. Trabalhava como médico dermatologista e ainda buscava tempo para se dedicar à família, e o resultado era que restava pouco tempo para estudar assuntos que lhe interessavam como astronomia, filosofia e mitologia. Para possibilitar este estudo, Wulkan recorreu aos audiolivros durante os intervalos das consultas.

Mas foi só em 2006 que o médico decidiu transformar seu hobby em profissão. Montou um estúdio profissional e trouxe locutores e professores para gravar livros em formato de áudio. “Começamos este projeto com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis no Portal da Universidade Falada“, comemora. Para disponibilizar as obras, Wulkan reuniu diversas empresas que produziam audiolivros e disponibilizou as obras, em formato de CD e em MP3, para serem comercializadas.

O diretor da editora ressalta que os audiolivros são uma boa solução para pessoas que não encontram tempo para ler o livro impresso e assim podem ouvir as histórias enquanto realizam outras atividades. “Os usuários podem usufruir desta tecnologia enquanto praticam esportes ou no caminho para o trabalho e principalmente no carro, tempo que pode ser bem aproveitado com um audiolivro“, sugere.

Mas não é apenas como atividade paralela que os audiolivros podem ser utilizados. Para aqueles que não têm a possibilidade de ler um livro impresso, este formato pode ser uma solução. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, entidade que se dedica à inclusão social das pessoas com deficiência visual, disponibiliza gratuitamente ao público obras de sua Biblioteca Circulante do Livro Falado, que conta com mais de 860 títulos. O acervo dispõe de opções variadas como as revistas Veja e Cláudia, clássicos da literatura brasileira e até best-sellers internacionais.

Milton Assumpção, da M. Books: "No caso dos livros digitais, é preciso conseguir licença dos autores e arcar com custos relacionados aos direitos autorais".

Digitalizando a cultura

Para Murta, da Editora Autêntica, os e-books não são apenas formatos práticos, mas apresentam em termos de tecnologia possibilidades inovadoras de leitura. “Principalmente para publicações técnicas, como para engenheiros, médicos ou advogados, os livros digitalizados tornam a busca de um determinado termo mais ágil, pois possuem mecanismos que facilitam este processo“, justifica o diretor.

Além de sua propriedade enciclopédica, os e-books possibilitam uma leitura mais dinâmica também nas publicações destinadas ao público infantil. “Estamos preparando histórias em quadrinhos para o ePub, que oferece a possibilidade de aumentar o tamanho dos quadros e movimentálos de acordo com a leitura”, adianta o diretor de Planejamento da Editora Autêntica.

O formato ePub é um arquivo digital utilizado para leituras de livros e periódicos em dispositivos móveis como smartphones, PDAs, tablets, computadores ultraportáteis e leitores digitais como Kindle, Nook, Sony Reader, entre outros.

Milton Assumpção, fundador e diretor executivo da M.Books, indica que os formatos digitais não exigem investimentos muito altos, por isso são mais viáveis em termos de produção. “Para este suporte, é preciso conseguir licença dos autores, caso necessário, e arcar com custos relacionados aos direitos autorais“, explica Assumpção.

Obras seguras na Internet

Uma das questões essenciais ao se tratar de livros digitais são os direitos autorais. Todos os livros que são comercializados em sites de venda de ebooks devem ser protegidos pelas leis dos direitos autorais, que dão o devido crédito ao autor da obra e à editora responsável por sua publicação impressa. Essa proteção evita que os livros sejam alterados, plagiados ou comercializados sem a autorização necessária.

No entanto, a pirataria deste tipo de produto é muito comum e pode acabar dificultando o desenvolvimento do mercado. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, afirma que esta é uma questão que ainda deve ser resolvida no mercado editorial. “Acredito que a tendência para os livros digitais no futuro é uma solução mista: enquanto algumas obras serão disponibilizadas sem custo e sem segurança, outras podem apresentar restrições e serem disponibilizadas a partir de um pagamento”, prevê o coordenador.

Outros leitores

Estes meios alternativos para leitura apresentam algumas particularidades quanto ao público que atingem. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livros e autor do livro O Livro na Era Digital, aponta que o maior número de leitores de livros impressos e de livros digitais estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do País, entre as classes A e B; mas que, mesmo assim, têm perfis diferentes.

“Geralmente, os leitores de e-books são internautas e têm um perfil específico; são pessoas que preferem o meio digital ao formato impresso”, observa Procópio, que também é leitor assíduo de e-books.

Ednei Procópio, autor do livro "O Livro na Era Digital": "Base instalada de suportes para os livros digitais ainda não é favorável no Brasil"

O editor enfatiza que, apesar de a tecnologia ter apresentado crescimento, a base instalada de suportes para os livros digitais ainda não apresenta uma situação favorável. “Hoje, no Brasil, a maior base instalada é a de celulares, e depois a de computadores“, relata. “No entanto, a tela do celular é muito pequena para a leitura de livros e os computadores são muito pesados. Os smartphones, que têm a tela um pouco maior e facilitam a leitura, representam atualmente apenas 3% do total de celulares no Brasil“, informa Procópio.

Segundo o editor, outra opção seriam os tablets, suporte que no momento tem base instalada muito pequena no País. “Temos ainda um longo caminho pela frente para que esta tecnologia possa ser difundida“, opina Procópio.


Para “ler” ouvindo ou clicando

Confira os sites que disponibilizam versões digitais e de audiolivros para que você também possa aproveitar as tecnologias alternativas de leitura, seja no carro, enquanto pratica esportes ou espera na fila do banco.

* www.universidadefalada.com.br – O portal disponibiliza atualmente cerca de 350 audiolivros entre CDs e livros em formato MP3. Os produtos mais vendidos são livros de mitologia, fi losofi a e a série de Sherlock Holmes

* www.meuebook.com.br – Portal lançado em parceria com a Universidade Falada que tem como objetivo difundir a cultura pelo Brasil, na forma de e-books. As obras neste portal podem ser gratuitas [de domínio público ou não] ou pagas [pertencentes a editoras nacionais]

* www.autenticaeditora.com.br/livros_digitais – Editora disponibiliza livros que estão esgotados em formato impresso e que podem ser acessados na versão digital gratuitamente. Além disso, também oferece livros infantis neste formato

* www.brasiliana.usp.br – Portal mantém cerca de 3.000 volumes, incluindo obras raras. Digitaliza algumas das obras cedidas pela família Mindlin à Universidade de São Paulo [USP]

* www.dominiopublico.gov.br – Biblioteca digital do Ministério da Educação que dispõe obras de domínio público da língua portuguesa nos formatos de texto digitalizado, som, vídeo e imagem

IDEIAS E PENSAMENTOS – Conteúdo Online Exclusivo

Os primórdios dos livros digitais

Apesar do crescimento recente do mercado de e-books, os formatos que deram a base para esta tecnologia já tem uma história bem mais antiga. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, indica que a primeira experiência com e-books foi o Projeto Gutemberg, em 1971. Já o primeiro formato adaptado para a web foi disponibilizado pela Sony em 1993, o Discdata. No Brasil, uma das primeiras bibliotecas com acervo digital foi a Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, que hoje já está fora do ar.

Para ler as publicações digitais disponibilizadas nesta época, eram utilizados os e-readers de primeira geração, como os palms, que hoje já foram substituídos por aparelhos como iPhone e Blackberry.

Segundo informações da GfK, empresa que realiza pesquisas de mercado, atualmente 67% dos brasileiros não conhece os e-books, aparelhos destinados a leitura de publicações digitais. Hoje, os aparelhos destinados especificamente a esta função que já estão disponíveis no Brasil são o Kindle, o iRiver, o Cool-er, o Alfa e o iPad, lançado no Brasil no início de dezembro do ano passado.

Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Nasce o Cadastro Nacional do Livro


Galeno Amorim, Rosely Boschini e Antonio Maria Ávila assinam acordo que cria o Cadastro Nacional de Livros.

Foi assinado nesta quinta-feira, 24/2, um convênio entre a Câmara Brasileira do Livro e a Federación de Gremios de Editores de España [FGEE], para permitir o desenvolvimento do projeto de criação do Cadastro Nacional de Livros no Brasil. A FGEE foi representada no encontro por seu Diretor Executivo Antonio Maria Ávila. Galeno Amorim, Presidente da Fundação Biblioteca Nacional [FBN], também assinou o acordo pela entidade e o projeto recebeu ainda a chancela da Associação Nacional de Livrarias [ANL]. Estiveram presentes à sede da CBL, em Pinheiros, São Paulo, SP, palco do encontro, importantes autoridades do mundo do livro, como Joaquim M. Botelho, Presidente da União Brasileira de Escritores, UBE; Enoch Bruder, Presidente da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos, Alfredo Weissflog, da Editora Melhoramentos, e Evanda Verri Paulino, Presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia, SP.

O Cadastro Nacional de Livros, no Brasil, terá como referência a plataforma espanhola Dilve [Distribuidor de Información del Libro Español en Venta].

Objetivos e vantagens do Cadastro Nacional de Livros

A iniciativa centralizará todas as informações das obras produzidas e comercializadas no Brasil, agilizando assim o processo de busca e compra [inclusive pelo Governo]. Serão especialmente beneficiados editores de pequeno porte, que ganharão maior visibilidade e acesso aos seus catálogos. Para as livrarias, a disponibilidade de informação segura e padronizada possibilitará a manutenção de cadastros atualizados, sem a necessidade de um sistema próprio e de alto custo.”, afirmou Rosely Boschini em mensagem enviada aos associados da CBL.

Em discurso proferido no evento de assinatura do Convênio, a Presidente da CBL [até o dia 28 próximo] avisou que “a partir de abril as editoras terão acesso ao sistema para validar as informações”. Segundo Galeno Amorim, a Biblioteca Nacional vai fornecer a base da matriz inicial para o Cadastro Nacional de Livros, CNL. “Depois de pronto, este cadastro vai permitir ao governo e a todos enxergar a biodiversidade editorial brasileira e vai provar que a soma de esforços da parceria público-privada pode ser efetivamente produtiva”.

Antonio Maria Ávila, que viajou de Madri a São Paulo para o acontecimento, garante que “esse cadastro, que existe na Espanha desde 2000, realizou uma mudança de mentalidade na indústria editorial espanhola perpetrando a revolução digital mais importante da história do livro”.

CBL Informa | 24/02/2011

CBL assina acordo dia 24/2 para criação do Cadastro Nacional do Livro


No dia 24 de fevereiro [quinta-feira], às 9 horas, na sede da Câmara Brasileira do Livro [CBL] – rua Cristiano Viana, 91, em Pinheiros -, em São Paulo, a entidade assina convênio com a Federación de Gremios de Editores de España [FGEE], para desenvolvimento do projeto de criação de um cadastro nacional de livros no país. A Fundação Biblioteca Nacional [FBN] também assinará o acordo. O evento terá ainda a participação da Associação Nacional de Livrarias [ANL].

O cadastro brasileiro deverá ter como referência de projeto a plataforma espanhola Dilve [Distribuidor de Información del Libro Español en Venta]. A iniciativa, baseada na Internet, padronizará e centralizará todas as informações das obras produzidas e comercializadas no Brasil, beneficiando toda a cadeia produtiva do livro.

A ferramenta permitirá a consulta completa de dados sobre qualquer livro publicado no País. Além disso, facilitará o processo de busca e compra de livros, simplificando o trabalho de todos os agentes do setor editorial.

Serão especialmente beneficiados com a iniciativa editores de pequeno porte, pois terão a oportunidade de dar mais visibilidade e acesso aos seus catálogos de obras a livrarias e distribuidores, além de instituições governamentais que adquirem livros, e profissionais da cultura e da educação.

No âmbito das livrarias, a disponibilidade de informação segura e padronizada possibilitará que elas mantenham cadastros atualizados, sem a necessidade de manutenção de um sistema próprio e custoso.

O padrão de dados do cadastro nacional de livros permitirá também que as informações disponíveis sejam compartilhadas com iniciativas semelhantes em grandes mercados editoriais no Exterior.

A versão oficial do cadastro para testes por todo o mercado editorial brasileiro estará no ar em julho de 2011.