Iba é lançada com seis mil eBooks


O mercado de publicações digitais ganhou ontem um concorrente de peso com o lançamento da Iba, loja do grupo Abril para jornais, revistas e livros. A plataforma, que desde o ano passado funcionava em versão experimental, foi ao ar oficialmente com oferta de 25 títulos de revista do grupo, 19 jornais e seis mil e-books de 170 editoras brasileiras, o que a coloca entre as três maiores lojas de livros eletrônicos do país – a Gato Sabido tinha cerca de 7,3 mil títulos em janeiro e a Saraiva, em torno de seis mil.

A estreia acontece num momento em que a concorrência promete se acirrar – e muito – com os desembarques da Amazon e do Google eBooks no Brasil, previstos para este ano, e do surgimento de outras plataformas nacionais – Mundo Positivo, Buqui e Travessa são alguns dos concorrentes que surgiram nos últimos meses. “Queremos estar entre as grandes do mercado de e-books”, diz Ricardo Garrido, diretor de operações da Iba. A loja recebeu até agora investimento de R$ 10 milhões e, nos próximos cinco anos, deve consumir um total de R$ 60 milhões, segundo o executivo.

Estão disponíveis os aplicativos de leitura da Iba para PC e iPad e, em breve, será lançado um para Android. “Estamos apostando no crescimento dos tablets e também na base já instalada de PCs no Brasil”, afirma Garrido. Segundo ele, a Iba estima que haverá nove milhões de tablets em uso no país nos próximos cinco anos, contra menos de um milhão existente hoje. Foi fechada parceria para que os tablets da Motorola e da Samsung – o Xoom e o Galaxy Tab – já cheguem às mãos do consumidor brasileiro com o aplicativo da Iba instalado. O mesmo acordo com feito com a HP para PCs.

Para atrair usuários, a Iba oferece gratuitamente cinco revistas, um jornal diário e mais dez livros – todos em domínio público – para quem se cadastrar até o dia 16 de abril. Ontem, segundo Garrido, três mil usuários haviam se cadastrado em menos de 24 horas. Hoje pela manhã, o aplicativo da loja para iPad era o terceiro mais baixado na App Store. A Iba permite, além da compra avulsa de exemplares, a assinatura dos jornais e revistas.

Garrido afirma esperar para os próximos meses um forte crescimento na base de e-books nacionais. “As editoras aceleraram muito a produção de e-books e acreditamos que haverá um aumento gigantesco na oferta nos próximos meses”, afirma. A Iba também deve fechar em breve acordos para a venda de títulos estrangeiros, segundo ele.

Em relação aos acordos comerciais com as editoras, Garrido afirma que os contratos variam conforme o porte e o tipo de publicação das editoras. Eles também preveem certos níveis de desconto nos preços dos livros para o consumidor final. “Mas nossa postura não é de pressionar as editoras, acreditamos numa boa convivência, como sempre foi no mundo impresso”, diz o executivo.

É uma referência sutil à Amazon, conhecida por sua prática agressiva de descontos [especialmente nos Estados Unidos], que ao longo do tempo passou a ser vista como vilã pelo mercado editorial – mas, certamente, não pelos leitores, que conseguem comprar livros por preços menores. A companhia americana planeja iniciar operações no Brasil ainda neste primeiro semestre.

Ao contrário do que se imagina, a distribuição digital não é tão barata, porque os volumes de venda são baixos no Brasil”, diz Garrido. “À medida que o volume crescer, haverá espaço para reduções maiores de preço, mas não é algo que vai acontecer no curto prazo”, avalia.

Em tempo: iba, em tupi-guarani, significa árvore, uma referência ao símbolo da Abril.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/03/2012

Buqui Livros Digitais


A Buqui Livros Digitais [www.buqui.com.br] chega com a proposta de ser referência em e-books e facilitar o acesso aos livros digitais.

Com ampla experiência no mercado de livros, Gustavo Lima desenvolveu uma plataforma que promete promover o encontro da tecnologia com os livros de forma acessível. “Queremos facilitar a compra de livros digitais, descomplicar o uso dos aparelhos leitores e, inclusive, possibilitar que as pessoas publiquem suas próprias criações“, ressalta o fundador da Buqui.

Além de loja de livros – o acervo conta com mais de 4 mil títulos em português que podem ser acessados de qualquer aparelho -, a Buqui oferece um canal ampliado para os escritores, iniciantes ou já com carreira no mercado, que queiram ter suas obras publicadas no formato digital.

Na Buqui Self, o selo de autopublicação da Buqui, autores poderão cadastrar suas obras e receber uma proposta para publicar seus trabalhos, com a facilidade de custos muito abaixo do mercado tradicional de livros físicos, mas sem abrir mão da curadoria e da tradição de avaliação de originais de um grande selo, e contando com todo suporte do departamento editoral da Buqui para que sua obra chegue ao mercado com qualidade de best seller. “A Buqui Self é o canal para que escritores que nunca tiveram a oportunidade de serem lançados marquem presença no mundo digital com conteúdos relevantes a sua área profissional ou de lazer.” diz Lima.

Já a Buqui Colection foi criada com o objetivo de possibilitar a publicação de obras de autores filiados a instituições ou empresas, criando selos específicos para estes, chancelando a publicação do autor.

 

Livro digital em debate


A livraria Fnac de Porto Alegre promove hoje, às 19h30, um bate-papo com Paulo Tedesco e Gustavo Lima. O primeiro é editor e consultor gráfico-editorial, já Lima é fundador da “Buqui Livros Digitais”, livraria e editora especializada em e-books. O encontro versará sobre as mudanças do livro em papel para o formato digital. A entrada é franca. A livraria está localizada no Barra Shopping Sul [Av. Diário de Notícias, 300]. Mais informações pelo site

PublishNews | 18/01/2012