Guia explica modelo de negócios de eBooks para bibliotecas


O pessoal da Publishing Perspectives se juntou com à agregadora digital Bookwire e à consultoria Dosdoce.com para produzir um guia de licenciamento de e-books para bibliotecas e editoras. O documento, que pode ser baixado gratuitamente clicando aqui, apresenta aos editores as diversas possibilidades de modelos de negócios envolvendo e-books [clube do livro, serviços de streaming, pagamento por consumo, etc…] que podem ser utilizadas por bibliotecas. O principal objetivo é promover as diversas oportunidades de utilização de e-books em bibliotecas. Além de apresentar essas possibilidades, o guia esclarece dúvidas sobre os diversos modelos.

PublishNews | 30/11/2015

Brasil ganha mais dois concorrentes na gestão de metadados


CBL anuncia, na Bienal do Rio, a Books in print, ligada à Frankfurt; e Eduardo Blucher lança a ferramenta Mercado Editorial

Metadados: o nó no mercado editorial que começa a ser desatado | © www.mercadoeditorial.org

Metadados: o nó no mercado editorial que começa a ser desatado | © http://www.mercadoeditorial.org

Não raro, os colunistas do PublishNews apontam que um dos maiores gargalos do mercado editorial brasileiro é, ainda, a gestão de metadados. Em 2011, por exemplo, Camila Cabete escreveu: “publicar um livro sem metadados é como ter um filho e não dar nome ao coitadinho”. Em 2012, ao participar do debate “Dilemas e conflitos do mercado editorial”, na Bienal de SP, Felipe Lindoso creditou à falha gestão dos metadados o problema da “descobertabilidade”: “o livro brasileiro não é achado, é patético descobrir algo que você não conhece em uma livraria”. Mais recentemente, o colunista voltou ao assunto ao escrever, em março passado: “o pior é que as editoras brasileiras simplesmente mal sabem o que são metadados, não têm ideia de como incluir tags significativos do conteúdo de seus livros”. O assunto, então, deixou de ser apenas a pauta das discussões e passou a fazer as engrenagens do mercado rodarem. Do início de 2014, para cá, o PublishNews noticiou a chegada da Bookwire, que, além da distribuição, faz também a otimização de metadados, e a mudança no modelo de negócios da Digitaliza Brasil que também passou a prestar o serviço. Em 2015, noticiamos a criação da Ubiqui, plataforma que promete reduzir custos com metadados em até 70%. Mais recentemente, a Bookpartners lançou o Portal do Editor, ferramenta pela qual editores podem revisar e atualizar produtos já cadastrados no sistema da holding. Agora, para os próximos dias, duas novidades prometem dar mais força a esse mercado. É que, ainda em agosto, Eduardo Blucher promete colocar no ar o Mercado Editorial e, no dia 2 de setembro, a CBL e a MVB [empresa coligada à Feira do Livro de Frankfurt] anunciam a chegada do serviço Books in Print Brasil.

Os serviços têm em comum um painel de controle por onde editores fazem o upload das informações dos seus livros e as ferramentas padronizam conforme as necessidades de cada um dos varejistas. A Books in print Brasil leva a chancela da MVB, subsidiária da Associação de Editores e Livreiros Alemães, e tem mais de 40 anos de experiência na Alemanha. A vinda da empresa para o Brasil é fruto da parceria entre CBL e a Feira do Livro de Frankfurt, que apresentaram, no começo da semana passada, o projeto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social [BNDES]. O modelo de negócios da nova empresa no Brasil ainda está em discussão. Na Alemanha, editores pagam por títulos cadastrados e distribuidores, atacadistas e quem quiser os metadados pagam por uma assinatura que varia de acordo com o tamanho da empresa. Os principais clientes lá na Alemanha são: Amazon, Nielsen, GfK e Bookwire. “O trabalho conjunto da Feira do Livro de Frankfurt com a MVB, em parceria com a CBL, vai trazer para o Brasil a mais completa e moderna plataforma de metadados do mercado. Um grande diferencial que a nossa plataforma tem é o uso de algorítimos que garante uma inteligência ao nosso banco de dados. Isso mantém o padrão de entradas, o que dá mais qualidade ao metadado cadastrado”, afirma Ricardo Costa, representante da Feira do Livro de Frankfurt no Brasil. A previsão é que a empresa comece a operar dentro de um ano.

No caso da Mercado Editorial, o serviço de disparo de metadados será gratuito. Eduardo Blucher disse ao PublishNews que estuda cobrar por serviços avançados. “Optamos pelo modelo freemium nesse primeiro momento. Nem editoras e nem livrarias pagarão pelo serviço. Após lançada a plataforma, vamos testar com o mercado as formas de cobrar pelo serviço”, aponta. Blucher prevê o início das operações ainda no mês de agosto.

ISBN
O projeto da CBL prevê que o Books in print seja, além de uma plataforma de gestão de metadados, também a entrada nos cadastros de ISBN no Brasil. Caso o projeto ande, as editoras farão o input dos dados pela plataforma que se responsabilizará pela inscrição dos metadados na Biblioteca Nacional. “É assim que funciona na Alemanha. É uma experiência já consagrada”, aponta Luis Antonio Torelli, presidente da CBL. Outros projetos já foram iniciados pela Câmara, mas sem grandes sucessos, lembra Torelli. “Há alguns anos, os espanhóis cederam uma plataforma que acabou não funcionando. Abandonamos o projeto. A obsolescência de projetos assim é muito grande. A atualização constante do serviço está no DNA da empresa alemã. A pergunta que devemos nos fazer é: vamos continuar tentando ou vamos partir para uma experiência já consagrada? Não podemos errar de novo”, define Torelli.

O Books in print será apresentado oficialmente no dia 2 de setembro, das 15h às 17h30, no Hotel Grand Mercure [Av. Salvador Allende, 6.555 – Rio de Janeiro/RJ]. Na ocasião, Ronald Schild, CEO da MVB, vai apresentar a ferramenta. Segundo disse Torelli ao PublishNews, o CEO fará também uma reunião com a Fundação Biblioteca Nacional para apresentação do projeto e das possibilidades de integrar a plataforma ao serviço de cadastro do ISBN. Para a apresentação do dia 2, é necessário confirmar presença pelo e-mail eventos@cbl.org.br até o próximo dia 28.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 24/08/2015

Esquenta a disputa pela distribuição digital


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 17/06/2015

DldO PublishNews noticia hoje que a Cosac Naify é a primeira editora a ser distribuída pela DLD sem fazer parte do consórcio que a controla, formado por sete editoras brasileiras. Serão 140 e-books da editora paulistana que passarão a integrar o catálogo da agregadora. Este anúncio é de extrema importância porque marca a entrada da DLD na disputa pelo controle da distribuição digital no Brasil. Se antes a empresa só aceitava distribuir sócios e se comportava mais como um clube, agora ela se torna um agregador comercial de fato. A empresa carioca, aliás, não foi atrás apenas da Cosac Naify, mas tem conversado com vários editores que parecem fazer parte de uma seleção criteriosa, sempre para oferecer seus serviços de distribuição.

Em minha opinião, o lento crescimento do mercado digital brasileiro em 2014 e início de 2015 se deve, em parte à ausência de bons serviços de agregadores no país. Até o ano passado, havia, na prática, apenas a Xeriph e a DLD operando em maior escala no Brasil. E se por um lado a Xeriph merece aplausos e reconhecimento por ter sido a pioneira e por ter feito um excelente trabalho de agregação de conteúdo no mercado brasileiro [arrisco-me a dizer que sem ela, a Amazon teria
Logo_xeriph_bigretardado muito mais sua entrada no Brasil], a verdade é que até o ano passado pelo menos, a empresa ainda não conseguia oferecer aos editores brasileiro o mesmo tipo de serviço e plataforma que empresas estrangeiras como Ingram, Overdrive e DeMarque colocam à disposição no exterior. Enquanto isso, a DLD não tinha interesse em distribuir não-sócios e empresas como Acaiaca Digital e Digitaliza ainda estavam começando. Assim, a distribuição digital no Brasil deixou muito a desejar em 2014.

Agora o cenário é outro, e não apenas pela entrada da DLD na briga. Afinal, já no início de 2015, a distribuidora digital Bookwire iniciou suas atividades no Brasil por meio de uma filial em São Paulo, capitaneada por Marcelo Gioia. Desde então, a empresa já fechou contrato com cerca de 80 editoras e já está distribuindo o conteúdo de 60 delas. A seu favor, Bookwireconta o fato de que a plataforma alemã já é mundialmente reconhecida como um dos melhores sistemas de distribuição de digital do mercado. Além disso, a empresa tem mostrado eficiência em otimização de metadados e serviços de marketing no exterior.

A carioca Xeriph, por sua vez, resolveu questões internas ligadas a saída do grupo Abril do controle da empresa em setembro do ano passado e, depois de avaliar possíveis compradores, decidiu seguir sozinha na operação podendo agora focar mais no negócio da distribuição e menos em assuntos corporativos. Uma das vantagens comparativas da empresa dirigida por Duda Ernanny é seu projeto de plataforma de biblioteca digital que ela vem desenvolvendo.

DigitalizaA Digitaliza, capitaneada por Igdal Parnes, ex-Elsevier, também começa a mostrar a que veio. Seu diferencial é oferecer financiamento dos custos de conversão para os editores que aderirem a sua plataforma. Na Digitaliza, portanto, os editores não precisam desembolsar capital para converter os títulos de seu catálogo. A empresa já distribui cerca de 30 editoras.

AcaiacadigitalFinalmente, a Acaiaca Digital, que chegou a negociar a compra da Xeriph em março e que distribui o catálogo digital da plataforma de self-publishing Clube de Autores, entre outros, parece mais ávida pelo quinhão digital, tanto que quase arrematou a Xeriph. A negociação só naufragou nos momentos finais. E a empresa conta com executivos do calibre de José Henrique Grossi.

Para um mercado que passou 2014 sem grandes opções de distribuição digital para os editores, o segundo semestre de 2015 promete. Agora são cinco agregadores digitais em atuação e, verdade seja dita, não há espaço para todos. Mas a concorrência é sempre saudável e que vença o melhor. Ou, ainda, que vença o livro digital. Ou, mais que isso, que vença o livro.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 17/06/2015

Hondana e Bookwire anunciam parceria


Empresas se unem para a produção e distribuição de e-books

A Hondana, empresa brasileira que trabalha com produção de livros digitais, e a Bookwire, multinacional de distribuição de livros digitais, firmaram parceria recentemente para oferecer uma solução de serviços para e-books em âmbito nacional. A Hondana vai oferecer um pacote de conversão de conteúdo digital, serviço que atualmente é entregue para mais de 100 editoras em todo Brasil. A Bookwire, por sua vez, contribui com sua tecnologia de plataforma de distribuição.

PublishNews | 28/05/2015

Relatório Global eBook ganha nova edição


Relatório organizado por Rüdiger Wischenbart está completamente reeditado em sua versão 2015 e dedica 14 páginas ao Brasil

A edição 2015 do Global eBook:a report on market trends and developments, organizado pelo consultor austríaco Rüdiger Wischenbart, acaba de ser publicada e já está disponível em www.global-ebook.com e nas principais lojas globais de e-books. O relatório apresenta uma visão geral dos mercados internacionais de livros digitais, trazendo os melhores dados e estatísticas disponíveis. “Esta edição de 2015 não é uma simples atualização das edições anteriores, uma vez que o relatório foi completamente reescrito”, explica Wischenbart. “Desta vez, procuramos enfatizar como o desenvolvimento digital acontece dentro da evolução geral dos mercados de livro, e apresentamos dados contextualizados e estatísticas históricas que permitem analisar as tendências e acontecimentos dos últimos 3 a 5 anos”, salientou o austríaco. O relatório dedica 14 páginas ao Brasil.

Com o patrocínio de empresas como Bookwire, Copyright Clearance Center, Klopotek e Tolino, o Global eBook aborda não apenas players tradicionais como editoras, livrarias e outros varejistas, mas também os novos modelos de negócio, como as plataformas de assinaturas e até iniciativas de pirataria que vem se transformando em negócios legítimos.

Em termos de estrutura, o relatório é composto de quatro seções principais. A primeira aborda o mercado editorial físico e digital no contexto global; a segunda traz perfis de cada país com dados e tendências; a terceira parte engloba capítulos temáticos sobre debates e tendências que vêm moldando o mercado editorial; e, finalmente, a quarta seção é uma espécie de páginas amarelas com mais de 350 empresas ligadas ao mercado digital.

É possível adquirir o relatório no formato digital na Amazon, Kobo e Apple. Ou então diretamente no site www.global-ebook.com. O preço de capa é 15 euros, mas a Amazon Brasil vendia o e-book por R$ 29,48 nesta terça [5].

PublishNews | 05/05/2015

Empresa faz conversão de eBooks sem custos iniciais para editoras


Digitaliza Brasil aposta na parceria com editoras para fazer o mercado do livro digital crescer no Brasil

Em atividade desde 2013, a Digitaliza Brasil acaba de colocar na rua um novo modelo de negócio. A empresa, especializada em conversão e distribuição digital de livros, está abrindo às editoras a possibilidade de converter seus livros para o digital sem nenhum custo inicial. A proposta é fazer a conversão, organizar os metadados e começar a distribuição sem que as editoras coloquem a mão no bolso. A remuneração pela conversão é descontada quando o livro for vendido. Uma vez que os custos da conversão tenham sido cobertos, a empresa passa a fazer a ser remunerada apenas pela distribuição. Para Igdal Parnes, sócio-fundador da empresa, é uma forma de aumentar o número de editoras brasileiras no mundo digital. “Se a gente não for parceiro das editoras, o mercado de e-books não vai decolar no Brasil. Nesse modelo, as editoras entram no mundo digital sem colocar um tostão no negócio”, comentou Igdal que deixou a direção geral da Campus em 2012 e montou a Digitaliza. A empresa, que segundo Igdal tem pouco mais de 30 editoras na cartela de clientes, faz a distribuição digital para as maiores plataformas de vendas de e-books: Amazon, Apple, Google, Saraiva, Cultura e Barnes & Noble. “A nossa filosofia é passar a maior porcentagem de receitas para as editoras. É uma maneira de mostrar para o mercado que a gente está junto com as editoras”, disse. Nesse modelo recém lançado, a Digitaliza diz que já está convertendo cerca de 500 livros e a expectativa é que esse número chegue a seis mil até o fim do ano. “Temos capacidade para isso”, bate no peito. Sobre a chegada da BookWire ao mercado brasileiro [leia matéria sobre isso clicando aqui], Igdal diz estar confiante no potencial da Digitaliza. “Acredito que o mercado brasileiro é ainda muito pequeno, mas torço para que tenha espaço para todos”, disse ao PublishNews. Atualmente, no Brasil, há, além da Digitaliza e da BookWire, outros três players: Xeriph, DLD e Acaiaca. Contatos com a Digitaliza podem ser feitos pelo e-mail igdal@digitalizabrasil.com.br.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/02/2015

Empresa alemã de distribuição digital chega ao Brasil


BookWire quer, a partir do Brasil, conquistar a América Latina

ens Klingelhöfer, CEO da BookWire

ens Klingelhöfer, CEO da BookWire

A BookWire, a agregadora digital que abocanhou boa parte do portentoso mercado alemão, chegou ao Brasil há pouco mais de um ano. O objetivo é fincar bandeira por aqui para conquistar a América Latina e alcançar a liderança do serviço de distribuição digital no Brasil, hoje ocupado pela Xeriph e pela DLD. De Frankfurt, Jens Klingelhöfer, CEO da BookWire, disse ao PublishNews que a “América Latina é um grande mercado a ser explorado, em especial para o negócio do livro digital. Esse mercado no Brasil apresenta grande dinamismo e nós vemos um grande potencial para as editoras”, comentou. A estrutura brasileira, por enquanto, é enxuta. A subsidiária brasileira é capitaneada por Marcelo Gioia e tem representações em São Paulo e no Rio de Janeiro. De acordo com Jens, a estrutura é ainda enxuta, mas a equipe conta com o apoio do escritório na Alemanha. “Nesse primeiro momento, faremos investimentos significantes na nossa equipe local e na infraestrutura. Além disso, as operações brasileiras se beneficiam em muito das nossas realizações em outros mercados. Somos uma equipe muito ágil e inovadora e, claro, nós tentamos criar sinergias entre as nossas equipes sempre que isso é possível”, disse ao PublishNews.

A BookWire hoje opera fortemente na Alemanha, Áustria, Espanha e Suíça; já marca presença no México e na Rússia e tem parceiros em alguns países da América Latina. Só na Europa, a empresa é responsável pela distribuição de mais de 800 editoras. A presença no Brasil ainda é tímida, mas, a expectativa é crescer muito nos próximos 18 meses, como explica Marcelo Gioia: “estamos bastante conscientes das dificuldades do mercado brasileiro, mas a nossa expectativa é alcançar, nos próximos 18 meses, se não a liderança do mercado, pelo menos, ficar entre as grandes”. Indo pelo mesmo caminho, Jens disse que o foco agora está na aquisição de conteúdos e na conquista de novas editoras para “relações duradouras e de confiança”. “A equipe local vai crescer ao longo dos anos para estabelecer a BookWire como um player relevante no mercado brasileiro”, disse esperançoso Jens.

Além da DLD e da Xeriph, a BookWire tem como concorrentes a Acaiaca e a Digitaliza. “Eu acredito que essas companhias que já atuam no Brasil têm feito um excelente trabalho para desenvolver o mercado. Ao mesmo tempo, estou certo de que nós podemos ser mais competitivos ao oferecer a nossa abordagem de serviços de 360 graus, que permitirá aos editores brasileiros desenvolver seu negócio rapidamente e com êxito”, disse Jens. “A tecnologia da BookWire já é consolidada, parruda, segura e, ao mesmo tempo, simples do ponto de vista da interface com as editoras. Esses pontos aliados à inteligência de marketing e de metadados já desenvolvida pela BookWire são diferenciais importantes da empresa”, comentou Gioia. “Nossa filosofia é baseada na combinação de alta tecnologia e serviços locais que vêm de mãos dadas com uma abordagem global de distribuição. Com isso esperamos atingir a nossa finalidade de alcançar mercados relevantes para os nossos clientes”, completou Jens.

Metadados, como se sabe, é um dos maiores percalços da distribuição digital no Brasil. A insuficiência de dados muitas vezes, se não impede, atrapalha, a “descobertabilidade” e a distribuição. Sabendo dessas questões, Jens não se desanima e se diz otimista com o desafio. “Nós temos larga experiência em desenvolver todos os processos que gravitam em torno da distribuição de e-books e de audiobooks. Os metadados é uma das expertises da BookWire. Nossa plataforma ‘BookWire MACS’ faz um excelente trabalho para facilitar a administração de metadados e de e-books, o que nós consideramos fundamental para o sucesso de distribuição. Além disso, nossa equipe tem um grande know-how para criar ‘produtos perfeitos’ do ponto de vista de metadados. Acreditamos que, em breve, os editores brasileiros caminharão para o entendimento do protagonismo dos metadados no crescimento do mercado digital”, disse.

Os editores que quiserem utilizar os serviços da BookWire não têm que desembolsar nada. Não há custos iniciais e nem riscos. A BookWire recebe uma comissão de distribuição sobre o preço do livro. “A nossa comissão é cobrada a partir do preço efetivo do livro, ou seja, aquele praticado na venda, além disso, não há upload fee ou outras taxas iniciais. A nossa participação depende do sucesso da editora”, enaltece Gioia.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 10/02/2015

eBooks, etc.


A 2.ª edição da Conferência Revolução e-Book, a ser realizada dia 5, será transmitida por streaming [com inscrições mais baratas]. Entre os palestrantes, Natalia Montuori [Amazon], Amanda Ramalho [Scielo], Cindy Leopoldo [Intrínseca] e Marcelo Gioia [Bookwire].

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A Bookwire é uma distribuidora de livros digitais com operação na Alemanha, Rússia, Espanha e, mais recentemente, no Brasil.

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E a Amazon, que acaba de lançar Eles Eram Muito Cavalos, de Luiz Ruffato, em inglês, prepara as próximas traduções: Elza, a Garota, de Sérgio Rodrigues, sai dia 21 e Uma Duas, de Eliane Brum, dia 18.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 17 Outubro 2014, às 20:30