Congresso Mundial de Editores discute como sobreviver ao digital


O 30º Congresso Internacional de Editores abriu hoje em Bangkok, na Tailândia, com a presença de líderes do mercado editorial de todo o mundo. Durante três dias serão debatidos e analisados os desafios que o setor enfrenta. Sua Alteza Real, Princesa Maha Chakri Sirindhorn abriu o Congresso, que conta com a presença de 500 participantes de 38 países. Em seguida, a Princesa Maha Chakri Sirindhorn reuniu-se com Richard Charkin, presidente do International Publishers Association [IPA] e com Youngsuk Chi, ex-presidente do IPA.

Palestrantes da HarperCollins, Google, Bloomsbury, Elsevier, Grupo Anaya e outras empresas líderes mundiais, apresentaram informações aos editores sobre como construir negócios sustentáveis no século 21. Houve também discussões sobre novos modelos de negócios, a evolução da distribuição do digital e como incentivar jovens leitores. O objetivo é mostrar aos editores como o mercado pode se adaptar de forma eficiente na era da internet. O Congresso segue até quinta-feira, 26 de março.

Mais informações: http://ipa2014bangkok.com.

CBL

Bloomsbury vende 40% mais eBooks


Nigel Newton

A editora inglesa Bloomsbury reportou um ultimo trimestre “forte” em 2011, com vendas de e-books 38% maiores na comparação com mesmo período do ano anterior. Num comunicado interno, Nigel Newton, o principal executivo da casa, afirmou estar “muito contente” com o desempenho do grupo no trimestre, “um período extremamente dinâmico na indústria”. Ele descreveu a empresa como “robusta” e “fortemente adaptada ao mercado digital”.

Por Charlotte Williams | The Bookseller | 16/01/2012

Novo selo digital da Bloomsbury revive centenas de títulos negligenciados


Edith Sitwell in 1952, wearing her self-designed 'Tudor' clothes. Photograph: Terry Fincher/Getty

Centenas de clássicos esquecidos estão sendo trazidos de volta à vida pelo novo selo inaugurado nesta semana pelaeditora de Harry Potter, a Bloomsbury. São 230 e-books até agora e a editora está resolvendo a questão dos direitos autorais com herdeiros e agentes literários e a lista de e-books deve chegar a 500 nos próximos meses. A Bloomsbury Reader sera focada em e-books, mas também disponibilizará os títulos para impressão sob demanda.

Os e-books serão vendidos a 6,98 libras no Reino Unido. “Não demos um preço muito baixo – achamos que este valor era apropriado, mais baixo que os lançamentos em paperback mas não tão baixo que desvalorize o livro em si”, disse a publisher Stephanie Duncan. “Com a constante pressão para que o preço do livro caia, corremos o risco de ter uma situação onde o escritor não vai mais poder escrever livros e nós queremos manter o valor que o livro tem”.

Por Alison Flood | The Guardian | 28/09/2011

BookExpo America terá conferência sobre o livro digital


O “Publishers Launch BEA: eBooks Go Global” está sendo organizado por Mike Shatzkin e por Michale Calder, do Publishers Lunch

Entre os dias 23 e 26 de maio, Nova York recebe profissionais do mercado editorial para a BookExpo America [BEA], que consiste em quatro dias de conferências [23 a 26] e três dias de exposição [24 a 26]. Paralelamente à programação que vai movimentar o Jacob K. Javits Convention Center [655 West 34th Street – Nova York/NY], acontecem seminários como o “Publishers Launch BEA: eBooks Go Global”.

Organizado por Michael Calder, do Publishers Lunch, a mais importante publicação especializada – com 45 mil assinantes, e por Mike Shatzkin, consultor, fundador da Idea Logical Comapny e colunista do PublishNews, o encontro apresentará todos os aspectos do livro digital no dia 25 de maio, das 9h às 17h, e tem entrada independente da feira. Há diferentes pacotes de ingressos. Quem quiser participar apenas da conferência paga US$ 595 e tem direito a visitar a feira neste dia. Outras informações sobre inscrições podem ser acessadas aqui.

A conferência ajudará editores, agentes, autores, livreiros e outros profissionais do mercado nessa transição para a era digital e vai ajudar na mediação entre a tecnologia, profissionais envolvidos, paradigmas e estruturas já existentes que ainda são responsáveis pelos lucros deste negócio. As lições aprendidas pelo mercado editorial norte-americano, mais avançado do que qualquer outro nesta questão digital, serão compartilhadas com os participantes. Os conferencistas mostrarão ainda como construir uma base de operação digital e abordarão todas os seus desdobramentos – conversão, distribuição digital, metadados, direitos autorais, modelos de preço, aplicativos, entre outros.

Confira a programação, que inclui palestra de empresas como a Google, Random House, Bloomsbury, Ingram e outras.

PublishNews | 12/05/2011

Inglaterra corre para não chegar tão atrás dos EUA na era digital


Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/04/2011

Editores ingleses e estrangeiros participam da Conferência Digital, pré-evento da Feira do Livro de Londres que abre suas portas hoje

Nesta mesma época no ano passado, a nuvem do vulcão Eyjafjallajökull fechava o espaço aéreo europeu e frustrava a organização da Feira do Livro de Londres e todos os editores estrangeiros que tentavam chegar à cidade. Para compensar o ano que passou praticamente em branco, uma extensa programação de seminários [são mais de 300] foi preparada para esta edição, que começou a receber os primeiros visitantes na manhã desta segunda-feira [11]. A feira é aberta apenas para profissionais do mercado editorial e espera receber mais de 23 mil pessoas. Ontem, parte desses visitantes dispensou o domingo de sol e passou o dia na Conferência Digital, no Olympia Conference Centre.

No palco, 20 editores, quase todos britânicos, e convidados vindos de outras indústrias, como a de música, de filme e de telefone celular, se revezam em previsões, conselhos e propaganda de seus produtos.

Entre os destaques, Evan Schnittman, diretor de Vendas, Marketing, Impressão e Digital da Bloomsbury, que anunciou para breve a morte dos enhanced e-books. Segundo o diretor, fazer um aplicativo para livro é caro e todo o trabalho acaba se perdendo. Os ingleses parecem um pouco confusos quanto ao que será de fato o futuro digital do livro. Horas depois de Schnittman desencorajar a produção de livros como aplicativos, Henry Volans, responsável pela área digital da Faber, usou seus 10 minutos para apresentar os experimentos que a editora vem fazendo neste campo, como a versão para iPad de The Waste Land, de T.S.Elliot, que deve ser lançada nos próximos dias. O leitor pode tanto ler o poema como faria no livro impresso ou, se preferir, pode ouvir o autor lendo, assistir a uma atriz interpretando e por aí vai. Os livros infantis, no entanto, são os que mais se beneficiam dessa tecnologia.

Mas em uma coisa todos os palestrantes concordaram. Só terá sucesso quem souber o que o cliente quer e puder atendê-lo de forma simples. Para isso, editoras, livrarias e outras plataformas usam todas as ferramentas possíveis para conhecer essas pessoas. O que compraram, os assuntos preferidos, de onde vieram e quanto gastam em média são informações básicas que vão ajudando a construir o perfil desse comprador. Depois disso, é só oferecer serviços e produtos e, com um ou dois cliques, a venda está processada. “Quanto melhor conhecermos os clientes, mais fácil será colocar os livros certos nas mãos deles”, comentou Michael Tamblyn, vice-presidente de conteúdo, venda e publicidade da Kabo. Uma questão de privacidade, mas que está sendo usada como ferramenta de venda.

Para Michel Comish, CEO da BlinkBox, uma empresa de vídeo sob demanda com mais de 2 milhões de usuários únicos e um acervo de mais de 8 mil livros, o caminho para atrair os leitores para a era digital é dar algum conteúdo sem cobrar por isso. “O lado grátis do negócio permite atingir um grande público e fidelizar o cliente”. Parte do que sua empresa oferece é grátis e isso só é possível por causa dos anunciantes. Mas ele adverte: “a economia da publicidade só funciona em escala colossal”.

Para ele, as plataformas de distribuição vão se resumir a Apple, Google, Amazon e Facebook e ele sugeriu que os editores não se prendam a apenas uma delas, como tem acontecido hoje. Por fim, disse que os editores devem tomar as rédeas da edição digital, já que este não é um trabalho de TI e sim de estratégia. Jane Tappuni, da Publishing Technology, é da mesma opinião. “A tecnologia é a chave para a renovação. Conheça o pessoal de TI que trabalha para você e fale para eles o que você quer. Não espere que eles dêem a tecnologia deles”, comentou.

Da indústria da música vem o recado: “Separar e vender capítulos de livros não é uma ameaça à indústria do livro, mas sim uma oportunidade de negócio para as editoras”. Paul Bridley, CEO da Music Ally, acredita que o mercado editoral não vá sofrer tanto com a pirataria quanto a indústria fonográfica sofreu e pensa que no futuro a prestação de serviço, como acesso temporário a livros, pode se sobressair à venda de produtos.

Nenhum e-reader específico foi destacado no seminário, e como disse o diretor da Bloomsbury, Evan Schnittman, “leitores vem e vão”. Para ele, não são os devices que movem o mercado amerciano e sim as plataformas. “A batalha que se abre envolve usuários do Kindle que vão querer ler no iPad. E aí, como faz?”, questionou. Além disso, ele comentou que as editoras não tradicionais, ou seja, as que já nasceram digitais, podem esperar bons ventos no futuro.

Gordon Willoughby, diretor do Kindle na Europa, lembrou aos editores que os livros não competem mais só entre si e que o preço é o que vai definir se o internauta vai comprar um livro, um CD, um DVD ou apenas assinar gratuitamente um jornal.

A indústria do livro na Inglaterra está alguns passos atrás da americana no que diz respeito ao livro eletrônico, aspecto destacado pelos palestrantes e percebido pelo nível dos debates. Enquanto não se decidem se têm medo ou não de pirataria, se devem ou não digitalizar livros esgotados, se lançam ou não as versões impressa e digital ao mesmo tempo, editores ingleses especulam sobre o que ainda está por vir. “Não sabemos como será o mercado do livro digital do futuro, mas sabemos que ele não será como é hoje”, disse Benedict Evans, da Enders Analysis. Para ele, o celular como uma plataforma de leitura certamente fará parte desse futuro. Andrew Bud, da mBlox e Mobile Entertainment Forum, concorda mas insiste na questão de simplificar a vida do cliente. “Os editores estão entrando num mercado que já é grande e bem desenvolvido e só terá sucesso quem trabalhar de forma simples. Você não precisa ser a Apple ou a Amazon para vender alguma coisa em dois cliques”, disse.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 11/04/2011

O ano dos “apps”


Editoras tradicionais como Penguin, Bloomsbury e HarperCollins fazem suas experiências com livros que possuem recursos de animação no mercado americano e inglês. Mas são as jovens empresas de fora da tradicional indústria de livros, algumas com dois ou três anos de existência, que têm produzido com mais inovação e rapidez. Nascem de executivos que migraram de áreas como a de games e a de design.

O que inventam é chamado de “app”, diminutivo em inglês da palavra “aplicativo”, e a maioria produz para o público infantil e juvenil. Uma das mais promissoras é a Oceanhouse Media, fundada em 2009, que já produziu mais de 160 “apps”, muitos já best-sellers no segmento. Ruckus Media, iStoryTime, Nosy Crow e PicPocket Books são mais exemplos de uma lista que pode chegar facilmente a algumas dezenas. Com o lançamento do iPad-2 pela Apple há uma semana, e a expectativa da chegada de novos “tablets” concorrentes, analistas estimam que o mercado de “apps” vai crescer ainda mais em 2011.

POR JOSÉLIA AGUIAR | FOLHA DE S.PAULO | 12/03/2011

Doce veneno do escorpião em e-book… mas só em inglês


Acaba de ser disponibilizado na ebookstore Gato Sabido a versão digital em inglês de Doce veneno do escorpião, livro de Raquel Pacheco Pinto que chegou aos cinemas na última sexta-feira com o filme ”Bruna Surfistinha”. The Scorpion’s Sweet Venom é um lançamento da Bloomsbury e está à venda por R$ 24,47. Confira.

Ainda não existe a versão digital em português deste livro.

PublishNews | 02/03/2011

Agência antitruste investiga editoras de e-books


Europa: As autoridades antitruste da União Europeia, que estão investigando editoras de livros eletrônicos, realizaram buscas nas sedes de diversas empresas, por suspeita de manipulação de preços, e se uniram a outras organizações regulatórias que estão investigando acordos entre editoras e o varejo do setor.

A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira a realização de buscas em empresas de diversos países membros, mas não identificou as companhias ou países envolvidos na operação da terça-feira.

A Comissão tem motivo para acreditar que as empresas envolvidas podem ter violado as regras antitruste da União Europeia que proíbem cartéis e outras práticas restritivas de negócios,‘ dizia o comunicado da organização.

O Escritório de Comércio Legal [OFT] do Reino Unido, em resposta a queixas, iniciou em janeiro um inquérito sobre os arranjos para vendas de livros eletrônicos entre certas editoras e certos grupos de varejo, para determinar se violavam as regras de competição.

Estamos trabalhando em estreito contato com o OFT e cientes de suas investigações,‘ disse Amelia Torres, porta-voz da Comissão Europeia.

Entre as empresas envolvidas no comércio de livros eletrônicos estão a alemã Bertelsmann , as britânicas Pearson e Bloomsbury Publishing, e a francesa Hachette Livre, subsidiária da Lagardère.

A divisão Penguin, da Pearson, e a Harper Collins, editora da News Corp, estão sob investigação pelo OFT mas disseram não ter sofrido buscas pelas autoridades da União Europeia.

A maior editora do mundo, a Random House, e as demais subsidiárias da Bertelsmann também não foram abordadas pela Comissão, de acordo com Andreas Grafemeyer, porta-voz da empresa.

A editora Bloomsbury não quis comentar de imediato.

Aparelhos como o Kindle, da Amazon.com, o iPad, da Apple, e os leitores eletrônicos da Sony criaram um mercado rapidamente crescente para os livros eletrônicos, que em geral são vendidos por preço inferior ao das edições impressas.

Nos Estados Unidos, a secretaria de Justiça de Connecticut iniciou em outubro investigações sobre o acordo entre Amazon e Apple com editoras para oferecer livros eletrônicos a baixo custo, alegando que isso poderia impedir rivais de oferecer preços atraentes.

POR Foo Yun Chee e Kate Holton | Reuters | 02/03/2011