Carrascosa participa de bate-papo com blogueiros


João Anzanello Carrascoza

João Anzanello Carrascoza

A e-galaxia convidou João Anzanello Carrascoza para um bate-papo com blogueiros literários. A conversa, mediada pelo editor Tiago Ferro, acontece na próxima terça-feira [1º], a partir das 19h, na Livraria da Vila da Fradique [Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo/SP]. No papo, Carrascoza vai apresentar O primeiro dia do último invern, seu título lançado pelo selo Formas Breves da e-galaxia, e falar sobre literatura contemporânea. O evento é gratuito, exclusivo para blogueiros e requer inscrição prévia pelo e-mail imprensa@e-galaxia.com.br.

PublishNews | 25/11/2015

Editora lança coleção de eBooks gratuitos com anúncios publicitários


Em parceria com a rede de blogs TopMothers, editora transforma conteúdo da internet em e-books

Nesta sexta-feira [8], a TopMothers, rede de blogs sobre maternidade com mais de 9 milhões de pageviews mensais, aproveita seu primeiro evento presencial, o Haus TopMothers, para brindar o lançamento da Coleção TopMothers de e-books. Por trás da iniciativa, está O Fiel Carteiro, editora 100% digital, que costurou a parceria com o coletivo de blogueiras para transformar seus textos virtuais em e-books. A grande novidade dos oito títulos que lançam a coleção é que eles serão oferecidos gratuitamente e o modelo de negócios baseia-se na venda de publicidade veiculada em suas páginas digitais. “Muito mais do que disponibilizar o conteúdo da blogueira em uma nova plataforma, também vamos transformá-la em uma oportunidade de publicidade para o anunciante”, explica Elaine Soares, gerente comercial de TopMothers. “Estamos estudando também um modelo de negócios em que o livro não seja gratuito para os próximos lançamentos da coleção, facilitando assim a remuneração do varejista”, explica André Palme, gerente executivo d’O Fiel Carteiro. A idéia é que os livros sejam atualizados em novas edições ou ganhem novos volumes conforme o conteúdo dos blogs se expanda. “O livro digital é ágil, flexível e não tem barreiras, o que permite ações que o tornam uma plataforma de mídia e branding muito interessante para as marcas”, complementa Palme. As lojas da Kobo e a Livraria Cultura são parceiros estratégicos da iniciativa e vão destacar a coleção em suas lojas virtuais durante o mês das mães, mas não há exclusividade e os livros poderão ser encontrados em outras livrarias digitais.

Os oito livros da Coleção TopMothers são estes:

Look Bebê, Ana Luisa Masi
Potencial gestante, Luiza Diener
Agora sou mãe, Bia Mendes
As delícias do Dudu, Thais Ventura
Mil dicas de mãe, Nivea Salgado
Macetes de mãe, Shirley Hilgert
Bagagem de mãe, Loreta Berezutchi
Petit Ninos, Marina Breithaupt

PublishNews | 07/05/2015

Dorina lança blog para promover a leitura de deficientes visuais


A Fundação Dorina Nowill para Cegos lançou o blog colaborativo Rede de Leitura Inclusiva – Conectando Todos. Lançado no Dia Nacional do Cego, dia 13, a página é um espaço para manter profissionais envolvidos, informados e engajados com o incentivo à leitura inclusiva e à acessibilidade.

“A leitura inclusiva é perceber que a pessoa com deficiência visual tem o direito e o interesse no acesso universal a informação“, diz a coordenadora de Acesso ao Livro da fundação, Ana Paula Silva, que está a frente do projeto de formação da rede de leitura. “Tem um público que precisa ser atingido e nós, como organizações, devemos mostrar para essas pessoas que existem recursos como livro falado, braille, audiodescrição, formas de acessar a informação“, acrescenta.

A rede de leitura inclusiva é formada por educadores, mediadores de leitura, governos, agentes de bibliotecas e de organizações sociais. Desde 2013, a fundação desenvolve um projeto em parceria com estados para a formação de grupos de trabalho voltados à discussão do assunto em cada localidade. Esses grupos existem em 12 estados e o objetivo é que no ano que vem sejam formados em todas unidades da Federação.

O blog lançado hoje pretende ser um espaço de comunicação entre esses gupos de trabalho e também para que organizações e mesmo pessoas que trabalhem com a leitura inclusiva possam trocar informações e disponibilizar um serviço cada vez melhor para a população.

No Brasil, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística [IBGE], há 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Dessas, 500 mil são cegas. “O Brasil está começando a perceber essse público, com o retrato mostrado no censo, as organizações começam a abrir propostas de trabalho, estados e prefeituras começam a desenvolver projetos com acessibilidade. Mas ainda é incipiente“, diz Ana Paula.

A Fundação Dorina Nowill dedica-se à inclusão social das pessoas com deficiência visual, por meio da produção e distribuição gratuita de livros em braille, falados e digitais acessíveis, diretamente para pessoas com deficiência visual e para cerca de 2,5 mil escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil.

A fundação oferece também, gratuitamente, programas de serviços especializados à pessoa com deficiência visual e sua família, nas áreas de saúde, educação especial, reabilitação e trabalho.

Fonte: Agência Brasil | Publicado originalmente em Infonet | 14/12/2014

A Era mobile e suas implicações


Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 05/09/2014

Esta é uma coluna pós Bienal do Livro de SP. A Bienal que foi galgada na internet pelos blogueiros e fenômenos youtubísticos. Nunca isso foi tão evidente e nunca se fez tanta falta uma conexão 3G num evento.

Reclamações à parte…afinal para quê falar sobre falta de estrutura, transporte, conexão no país da falta de estrutura, transporte e conexão, não é mesmo?  Terminamos a Bienal com mais de 720 mil visitantes, visitantes estes que foram ver seus vlogueiros/blogueiros/autores favoritos.

Depois de algumas palestras tanto na área editorial quanto na área dos blogs mesmo [fui ao evento dos blogueiros do Publishnews e amei!!!], uma coisa se mostra clara e evidente: bem-vindos à Era Mobile, [entenda: apps e gadgets móveis].

Na parte dos blogueiros, eles comentaram o quanto têm trabalhado para conseguir pouca interação nos comentários dos blogs e até mesmo no Facebook. A realidade é que a galera tem usado apps de mensagens instantâneas. Não foi à toa que Facebook mudou a estrutura do messenger e que outras empresas, como Viber tem anunciado grandes novidades na área de grupos públicos. Muito interessante também o fenômeno do Instagram. Já viram Instagram de livro? Instagram que chama o vídeo do youtube, que chama compra de livros pela capa que também indica maquiagem? Críticas à parte, a mudança de mídia social é uma realidade. O que faremos com isso, mercado editorial?

Em plena virada de plataforma, vejo ainda editoras sem investimento em marketing para os meios digitais. Falta analitcs, falta um relacionamento direto com os formadores de opinião reais do mercado [sim, falo dos blogueiros]. Muito, muito mais efetivo em termos de vendas, um investimento num blog [investimento no relacionamento!] que em uma crítica na Folha de S. Paulo [esta frase ouvi no evento do Publishnews!!]. Olha que coisa maravilhosa… Agora, como sempre, vejo editoras comendo mosca: marketing na era do papel e budget mal empregado.

Ah mas o que tem de gente chata falando somente do lado negativo disso tudo… Que a geração está cada vez mais superficial, que estão somente fazendo propaganda de moda com capa de livro, que os jovens de hoje blá blá blá… Ignoro veementemente essa história negativa, pois mais uma vez o papel do curador/educador se mostra fundamental. Os maiores blogs de literatura são organizados por profissionais da educação, mestrados e doutorandos até. Os pais continuam com papel fundamental também na formação do caráter e gosto literário. Não, nada ainda substitui esse pessoal das antigas.

A Bienal por sua vez também comete o erro crasso de deixar esses profissionais de fora. Temos que repensar o evento como um todo. Não é à toa que tivemos centenas de estandes a menos e o espaço vem encolhendo. Agora, pensando comigo: se o espaço vem encolhendo, mas o público tende a crescer, temos alguma coisa errada nessa equação, certo?

E o livro digital, nessa história toda? Vai muito bem obrigada! Totalmente engajado nas tecnologias móveis para leitura mobile. Só falta a bendita divulgação, e a bendita organização das editoras. Embora pintem a Amazon como a bruxa do 71, os editores dão mais chances competitivas a eles do que às outras lojas. Mandam um preço para Amazon, e outros preços para as concorrentes. Assim fica difícil, né minha gente? Precisamos ter as mesmas chances. Tanta gente reclamando e demonizando o bicho papão e ao mesmo tempo alimentando ele com Whey Protein… Me explica?

Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 05/09/2014

Camila CabeteCamila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História e foi responsável pelo setor editorial de uma editora técnica, a Ciência Moderna, por alguns anos. Entrou de cabeça no mundo digital ao se tornar responsável pelos setores editorial e comercial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido, além de ser a responsável pelo pós-venda e suporte às editoras e livrarias da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil. Foi uma das fundadoras da Caki Books [@CakiBooks], editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Hoje é a Brazil Senior Publisher Relations Manager da Kobo Inc. e possui uma start-up: a Zo Editorial [@ZoEditorial], que se especializa em consultoria para autores e editoras, sempre com foco no digital. Camila vive em um paraíso chamado Camboinhas, com sua gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre o dia-a-dia do digital, críticas, novos negócios e produtos.

Editoras usam blogueiros para divulgar livros


De olho nos “sagamaníacos”, as editoras têm mirado em blogueiros que se tornaram referência para o público jovem.

Quando um blogueiro muito popular comenta ou resenha um livro, aguça a curiosidade dos leitores, divulga o título e aumenta a chance de que ele seja vendido“, afirma Alessandra Ruiz, “publisher” da editora Gutenberg.

Camila da Silva, 18, recebe gratuitamente dez livros por mês, graças a parcerias com editoras.

Nos livros, eu encontrei mundos que são mais meus do que o próprio mundo. Eles me fizeram quem eu sou hoje“, diz.

Seu blog, o “Desejo Adolescente” [www.desejoadolescente.com], recebe cerca de 120 mil visualizações mensais. Em julho último, a jovem ganhou o Teen Web Awards, premiação para as meninas com menos de 21 anos mais influentes da internet.

Camila, que é de Ferraz de Vasconcelos [Grande São Paulo], conta com cinco colaboradoras para atualizar o blog, que aborda temas como literatura, comportamento, música, decoração e culinária.

Bruna Vieira, 20, também possui colaboradores no depoisdosquinze.com, blog que recebe cerca de 60 mil acessos diários e em que comenta moda, viagens e um de seus grandes interesses, a literatura.

Ela se mudou de Leopoldina [MG] para a capital paulista aos 17 anos, depois que se tornou uma “celebridade teen” –além de blogueira, ela publicou quatro livros. “A maioria do meu público tem entre 15 e 20 anos. [Esse tipo de livro] é um primeiro passo para o jovem criar amor pela literatura.

DA EDITORIA DE TREINAMENTO | 29/08/2014, às 02h41 | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | Caderno Ilustrada

Graça Ramos estreia no site do GLOBO o blog A Pequena Leitora


Autora de ‘A imagem nos livros infantis — Caminhos para ler o texto visual’ abordará diversas questões do mercado literário para crianças e jovens

Graça Ramos | André Coelho

Graça Ramos | André Coelho

RIO — No final de março, durante a Feira do Livro Infantil de Bolonha, na Itália, o brasiliense Roger Mello conquistou por seu trabalho como ilustrador o Prêmio Hans Christian Andersen, o principal concedido a autores de obras infantojuvenis. Já detentor de muitos prêmios dentro e fora do Brasil, Mello juntou-se ao seleto time nacional formado por Lygia Bojunga e Ana Maria Machado, que receberam o Hans Christian Andersen na categoria escritor em 1982 e 2000, respectivamente. A premiação de Mello é mais um reconhecimento da alta qualidade dos livros para crianças e jovens feitos no Brasil, e o escritor-ilustrador é justamente o primeiro personagem destacado por Graça Ramos no blog A Pequena Leitora, que estreia hoje no site do GLOBO.

Doutora em História da Arte e autora de “A imagem nos livros infantis — Caminhos para ler o texto visual” [Autêntica], Graça mostra, neste primeiro texto, como China, Japão e Coreia do Sul se renderam à arte de Roger Mello. O objetivo do blog, porém, é comentar não apenas trabalhos de autores específicos, mas também discutir questões importantes como as políticas públicas para o setor pois, como lembra Graça, “o incremento desse circuito no Brasil passa muito pelo Programa Nacional Biblioteca na Escola [PNBE]”.

— A ideia é explorar o universo da literatura infantojuvenil de maneira abrangente. Será necessário avaliar questões de mercado, lançamentos de livros, surgimento de novos autores e ilustradores. O esforço será para navegar, de maneira fluida, por esse vasto mundo — conta ela.

Graça concorda que a literatura infantojuvenil brasileira não tem a menor dificuldade para agradar a seus pequenos leitores, tanto que nomes como Ruth Rocha, Pedro Bandeira, Ziraldo e tantos outros, como os próprios premiados com o Andersen, são enormes sucessos de público e vendas. Para ela, porém, a ilustração poderia ir um pouco mais além:

— Nossos escritores, de maneira geral, têm uma dicção de inteligência afetiva que costuma encantar os leitores. Mas acho que nossa ilustração poderia ousar ainda mais. O prêmio para Roger Mello pode funcionar como incentivo, exemplo a ser seguido, até por ser ele um autor-ilustrador, com amplo domínio das duas narrativas que costumam compor o livro infantil, a textual e a visual. Acho que nossa ilustração precisa apresentar maior riqueza iconográfica e mostrar mais emoção nas imagens.

Embora sua escolha “amorosa e teórica”, como ela lembra, recaia preferencialmente sobre o livro infantil, principalmente por causa da leitura de imagens, tema de seu livro, Graça também dará atenção à literatura para jovens, um segmento explorado com cada vez mais sucesso por autores nacionais como André Vianco, Paula Pimenta, Thalita Rebouças e Bruna Vieira.

— Com a presença da internet, as ofertas [de leitura] são inúmeras, então o jovem tem outras possibilidades de escolha além das determinadas na escola. Esses autores foram competentes em perceber isso, muitos utilizando canais on-line para a divulgação de seus conteúdos — lembra Graça.

Vida de leitor deve ir além da escola

A disparidade entre o pujante mercado editorial infantojuvenil e os resultados de pesquisas que ainda apontam um baixíssimo número de livros lidos per capita no país também é um dos assuntos que poderão estar no foco do blog.

— Durante a vida estudantil os alunos são obrigados a cumprir roteiros de leitura. Se ao sair do âmbito da escola essa vida de leitor não se concretiza, devemos nos perguntar sobre a natureza e a eficácia dessas mediações da leitura feitas na escola — observa ela. — Talvez prevaleça, no país, uma mediação sem estímulo, sem envolvimento com a literatura, e isso se reflita em uma ausência de mais leitores adultos.

Por Mànya Millen | Publicado originalmente em O Globo 30/04/14, às 9h47

A internet virou grande aliada do livro


Com o avanço da informática, houve quem profetizasse o fim do livro “físico” e defendesse que os e-books – livros em arquivos digitais – fossem tomar o seu lugar. Esta transição se vê pouco hoje. Embora o e-book seja mais consumido a cada dia, ele ainda não chega nem perto das vendas dos livros de papel. A verdade é que a internet e o livro acabaram, de certa forma, sendo aliados. Quem gosta de literatura, encontra na rede muitos sites que tratem deste assunto, seja para o comercializar e-books e livros novos ou usados, promover discussões acerca de algum título, buscar por dicas de compra ou ainda descobrir novos autores.

Assim, a internet faz um papel também de estímulo à leitura entre as pessoas que se interessam pelo assunto. Os e-books, embora digitais, não deixam de ser livros e, por isso, são também importantes para cultivar o hábito da leitura e nem sempre quem compra o livro digital abandona de vez o hábito de ler as edições físicas. “Eu acredito que existe espaço para todos. Assim como o computador não substitui totalmente o papel e o CD não substituiu o vinil, o e-book não substituirá o físico. Há prazer em escutar um vinil, assim como há prazer em folhear as páginas de um livro e isso a tecnologia não substitui”, opina Caroline Brüning, psicóloga que tem o costume de ler tanto e-books quanto papel. Após adquirir o hábito de comprar e-books, ela não deixou ir às livrarias para saber sobre os lançamentos e comprar títulos que a interessam. Caroline acredita que existem publicações que você não somente baixa na internet, mas faz questão de ter o produto físico.

Confira todas as possibilidades que o mundo virtual abriu para quem é apaixonado por literatura.

eBooks

A psicóloga Caroline Brüning elogia praticidade do e-book, que possibilita ter vários livros em um mesmo lugar sem ocupar espaço ou fazer peso. “Gosto da possibilidade de, assim que encontrar algo que não conheço no livro, já procurar mais sobre aquele tema ou palavra. Gosto de ter tudo ao meu alcance da forma mais prática possível e acho que o e-book oferece isso”, comenta. Entre as vantagens, está o preço do e-book, que costuma ser menor do que do livro físico, e ainda a facilidade para carregar. Antes, Carolina costumava carregar dois ou três livros com ela, devido ao costume de ler vários volumes ao mesmo tempo. Agora, isso ficou mais fácil. “Os aplicativos também tem funcionalidades: é possível fazer comentários, ler um livro em grupo, fazer marcações e anotações em grupo de forma interativa. Fazer marcações em um e-book é muito mais limpo e organizado do que em um livro físico e, se eu quiser, posso desfazer sublinhamentos e apagar comentários sem afetar a integridade do livro”, acrescenta. Entre os maiores sites de compra de e-books estão o Gato Sabido [www.gatosabido.com.br], a Livraria Saraiva [http://www.livrariasaraiva.com.br/livros-digitais/] e a Livraria Cultura [www.livrariacultura.com.br/ebooks].

A rede social dos livros

Quem gosta de ler sobre livros, procurar novos títulos e conversar sobre literatura encontra uma rede social para tratar somente deste assunto: o Skoob. A rede é brasileira e promove a interação entre leitores de todos os cantos do país. No Skoob, a pessoa pode formar sua estante virtual: adiciona-se o livro, que então é classificado em categorias, como “quero ler”, “tenho” e “já li”. É possível fazer resenhas sobre os grupos, receber recados, interagir em grupos com o mesmo interesse literário ou ainda ter um perfil “Plus”, uma ferramenta criada pela rede para permitir a troca de livros entre os usuários. Além disso, o Skoob costuma sortear entre os usuários livros cortesia dados pelas editoras.

Um sebo virtual

Fazer compras em sebo exige um pouco de paciência para se garimpar entre muitos livros antigos até achar o de sua escolha. Para quem não tem tempo ou apenas não quer ir até o sebo, existe o site Estante Virtual, que reúne 1,3 mil sebos e livreiros de 339 cidades do Brasil. Na hora de procurar o livro desejado, o site busca em sebos de todos os cantos do Brasil. “Em sebo online, a facilidade de encontrar o livro que você deseja é maior. Basta fazer a busca e verificar as opções de preço e conservação. Além disso, o sebo online tem bem mais opções de títulos”, afirma a jornalista Gabriela Piske. Ela conta que nunca teve problemas com a entrega de livros que comprou no site e os livros vieram em boa qualidade, conforme estava na descrição do site. É preciso ter alguns cuidados na hora da escola. Gabriela recomenda que a pessoa verifique as informações sobre a conservação do livro e também sobre o vendedor. “Verifique se há depoimentos de quem já comprou, se há bastante opções de livros e acompanhe todo o processo de compra e envio. Se necessário, mantenha contato com o vendedor até tudo dar certo”, aconselha.

Blogs

Uma maneira de se manter informado sobre lançamentos e discutir diversos aspectos de livros e estilos literários são os blogs que existem sobre o assunto. Entre eles, estão o Homo Literatus [www.homoliteratus.com], o Literatortura [literatortura.com] e o Literatura de Cabeça [www.litraturadecabeca.com.br]. Estes sites costumam fazer resenhas, entrevistas, críticas, podcasts, enfim, abordam diversos aspectos da literatura. Já o Indique um Livro [www.indiqueumlivro.com], é um site apenas de resenhas, em que qualquer pessoa pode mandar a sua indicação. Além disso, algumas editoras também criaram blogs para informar quanto aos seus lançamentos, falar sobre os autores, entre outros assuntos. Este é o caso da Companhia das Letras, que alimenta com frequência seu blog [www.blogdacompanhia.com.br].

Podcasts

Boa parte dos blogs de literatura possui podcasts, programas de áudio em que participantes discutem algum tema relacionado a este assunto. Entre os tantos se destaca o 30:MIN, podcast do blog Homo Literatus que reúne o fundador da página, Vilto Reis, idealizador do blog Literatortura, Gustavo Magnani e a linguista Cecília Garcia. Os assuntos levantados nos posts são interessantes, cheios de informação e tratam de diversos pontos da literatura mundial sempre com humor. Cada podcast tem um nome que informa sobre o assunto a ser discutido. Entre eles, estão “Quebra-quebra das formas literárias”, “Os escritores mais barraqueiros da história da literatura”, “O grande clássico que eu detestei ler”, “Escritores adorados que eu não vejo graça” e “Neve, vodka e literatura russa”.

Mais variedade e menores preços

Comprar com um clique e no conforto de casa foi uma das vantagens que a internet trouxe para os consumidores. Dayro Bornhausen, assessor administrativo do Departamento de Cultura e Maestro do Coro Misto Santa Cecília, comenta que compra quase todos os seus livros pela internet. Seus sites preferidos para compras são Submarino, e o das livrarias Saraiva e Cultura. “É mais fácil e a entrega é rápida. Tenho a possibilidade de comparar os preços, procurar promoções e de fazer parcelamento”, argumenta. Dayro também compra na Amazon partituras e livros em inglês para o coro, pois dificilmente encontra livros importados de música nas livrarias e sites nacionais. Ele recomenda que a pessoa fique atenta às taxas no momento de comprar livros importados, pois às vezes o livro acabando saindo muito caro devido a elas e passa a não valer mais a pena. Quando for comprar pela internet, preste atenção nos detalhes das informações dos livros. Por exemplo, se a descrição diz “edição condensada”, significa que o livro traz um resumo do original e não seu texto integral, e se está descrito como “edição econômica”, trata-se de uma edição impressa em papel de qualidade inferior ao livro original, muitas vezes com capa mais mole ou com um design diferente.

Jornal Metas – 25/04/14

Marketing digital para editoras


PublishNews estreia novo ciclo de cursos sobre mercado editorial

Novos tempos exigem novas ferramentas e novos conhecimentos, principalmente quando o assunto é mercado digital. Hoje em dia, é fundamental que o profissional esteja atualizado sobre as novas possibilidades na sua área, e o marketing, como já apontaram especialistas, é uma força cada vez mais presente no mercado editorial. Foi pensando nisso que o PublishNews criou o curso “Marketing digital para editoras”, que inaugura um novo ciclo de cursos do PublishNews para 2014. O curso será ministrado pelo jornalista, blogueiro e consultor em Marketing Digital Sérgio Pavarini, e acontecerá no dia 7 de novembro, das 13h30 as 16h30, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509). O conteúdo falará sobre a qualificação dos profissionais que administram redes sociais e abordará as diversas redes, como Twitter, Facebook, Skoob e blogs. A tarde será finalizada com uma mesa de debate com convidados. O investimento é de R$179,00 (até dia 31/10) ou R$199,00 (após 31/10). Para mais informações, clique aqui. Para inscrições, escreva paracurso@publishnews.com.br.

PublishNews | 28/10/2013

Blogueiros resenhistas dizem que chegam a ler 70 livros em um só ano


POR FERNANDA EZABELLA, DE LOS ANGELES e RAQUEL COZER, COLUNISTA DA FOLHA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 11/05/2013, às 03h05

Não é fácil medir o impacto que resenhas da internet têm sobre a venda de livros, mas um exemplo permite entender por que editoras têm investido nesse cenário.

O juvenil “A Seleção”, de Kiera Cass, lançado há sete meses pelo selo Seguinte, da Companhia das Letras, vendeu 16 mil cópias quase sem aparecer na imprensa. Mas foi resenhado por blogs como o Garota It e o Literalmente Falando, que recebem uns 100 mil acessos por mês cada um.

Enquanto críticas feitas por especialistas em jornais fazem livreiros dar destaque aos títulos nas lojas, blogueiros atraem leitores de gosto similar e alimentam o boca a boca.

É bem pessoal. Eles deixam claro que é o canto deles“, diz a gerente de marketing da Intrínseca, Heloiza Daou.

O discurso não é ‘esse livro é ruim’, é ‘não gostei desse livro‘”, diz Diana Passy, gerente de mídias sociais da Companhia das Letras. “E não basta escrever bem, tem que ser bom blogueiro, interagir com leitores, o que dá trabalho. É isso o que traz audiência.

Os livros avaliados tendem a diferir daqueles que frequentam cadernos de cultura. Embora blogs como o Posfácio priorizem não ficção e literatura adulta, predominam entre parceiros de editoras os juvenis, femininos e de fantasia.

Costumamos dizer ‘esse livro funciona para blog’ e ‘esse funciona para a imprensa‘”, diz Tatiany Leite, 20, analista de comunicação na LeYa e fruto desse cenário -foi trabalhar na editora após se destacar com o blog Vá Ler um Livro.

A proximidade dos blogs também serve para as editoras conhecerem seu público, com estatísticas. Segundo a Instrínseca, 82% de seus blogueiros são mulheres e 63% moram na região Sudeste.

Dos 779 que disputaram vagas em janeiro na Companhia das Letras, a maioria tem de 20 a 24 anos [30%] e diz ler de 51 a 70 livros ao ano [22%]. Isso num país em que a média anual é de quatro livros incompletos, segundo a pesquisa Retratos da Leitura de 2012.

INDEPENDÊNCIA

Um ponto delicado diz respeito à independência de blogueiros que fecham acordos com editoras ou daqueles que fazem resenhas pagas.

O paulista Danilo Leonardi, 26, que desde 2010 comanda no YouTube o Cabine Literária, com resenhas em vídeo, diz não ficar constrangido de avaliar negativamente obras de editoras de quem é parceiro.

A partir do momento em que dediquei meu tempo ao livro, me sinto no direito de falar o que achei. Mas já aconteceu de eu desistir de resenhar um livro que achei ruim de uma editora menor, para evitar prejudicá-la.

Cobrar por críticas seria antiético, considera ele, que fatura só com vídeos não opinativos –recebe até R$ 700 por entrevistas com autores independentes. A meta de Danilo, servidor da Caixa Econômica Federal, é fazer do Cabine seu ganha-pão.

A tradutora carioca Ana Grilo, 37, que mora na Inglaterra, assina com uma amiga o blog The Book Smugglers [os contrabandistas de livros], escrito em inglês, e colabora como resenhista para o Kirkus Review, que cobra até R$ 1.000 por resenha.

Diz que o pagamento não altera resultados. “Temos controle sobre o que escrevemos. Raramente damos nota acima de oito para os livros.

Já em seu próprio blog, Ana resenha por hobby, sem cobrar. Aceita anúncios, que rendem até R$ 2.200 ao mês.

Os 110 mil acessos mensais do Book Smugglers a fazem receber, a cada mês, cem livros de autores e editoras, dos quais ela diz ler uns quatro por semana. “Lemos muita coisa ruim, mas também verdadeiros tesouros.

AMAZON E GOODREADS

Perder tempo com má literatura é algo que o empresário Donald Mitchell, 66, diz se recusar a fazer. Integrante do “hall da fama” de resenhistas da Amazon, ranking dos usuários que mais avaliaram livros no site, já publicou mais de 4.200 avaliações positivas.

A proficuidade e a benevolência lhe rendem um assédio de 40 pedidos diários de resenhas. “Digo aos autores que não vou resenhar se não gostar“, diz ele, que lê até três livros por semana e os resenha, por gosto, desde 1999.

Por anos, Mitchell pediu doações para a ONG cristã Habitat for Humanity em troca das resenhas. Chegou a levantar R$ 70 mil. “Nunca toquei no dinheiro, mas a Amazon reclamou e eu parei.

Ele se refere a uma mudança de regras da loja, em 2012. Ao perceber que o comércio de avaliações tirava a credibilidade desse espaço no site, deletou várias delas. Uma pesquisa da Universidade de Illinois constatara que 80% das resenhas na loja davam aos livros quatro ou cinco estrelas, as duas maiores cotações.

Outra prova de que a loja valoriza resenhas on-line foi a compra, em março, do GoodReads, rede de indicações de livros com 17 milhões de membros. Suzanne Skyvara, vice-presidente de comunicação do GoodReads, diz que a transparência é o segredo. “Mostramos quanta resenhas cada usuário faz e sua média de cotações.”

POR FERNANDA EZABELLA, DE LOS ANGELES e RAQUEL COZER, COLUNISTA DA FOLHA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 11/05/2013, às 03h05

Resenhas literárias de amadores na internet atraem leitores e abrem filão para editoras


POR FERNANDA EZABELLA, DE LOS ANGELES e RAQUEL COZER, COLUNISTA DA FOLHA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 11/05/2013, às 03h05

Todo mês, 75 mil pessoas acessam os vídeos em que o paulista Danilo Leonardi, 26, comenta livros. A carioca Ana Grilo, 37, diz ler até 150 títulos por ano para seu blog de resenhas, escrito em inglês. O americano Donald Mitchell, 66, já publicou 4.475 resenhas na Amazon – por parte delas, levantou R$ 70 mil, doados para uma ONG beneficente.

Os três são personagens de um movimento que, nos últimos anos, chamou a atenção de editoras e virou negócio: o de críticas de livros feitas na internet por amadores, que, com linguagem mais simples, atraem milhares de leitores.

Com o aumento na venda de e-books, a expansão da autopublicação e a concorrência ferrenha entre editoras, textos escritos por hobby ou por até R$ 1.000 tornaram-se uma alternativa de divulgação capaz de atingir nichos e multiplicar vendas de livros.

Nos EUA, páginas como o Hollywood Book Reviews e o Pacific Book Review cobram de autores e editoras de R$ 250 a R$ 800 por textos a serem publicados em até 26 sites, incluindo seções de comentários de lojas virtuais.

Fonte: Editoria de Arte Folhapress

Fonte: Editoria de Arte Folhapress

Editoras estrangeiras passaram, em meados da década passada, a enviar livros para blogueiros resenharem, tal como já faziam com a imprensa. Em 2009, casas como Record e Planeta importaram a ideia, que logo ganhou jeitinho brasileiro: concursos tão disputados quanto vestibulares.

Nesse formato, as editoras criam formulários de inscrições e selecionam blogs após criteriosa avaliação da audiência e da qualidade dos texto. O “pagamento”, ressaltam editoras e blogueiros, são apenas os livros a serem avaliados, nunca dinheiro.

No fim do ano passado, 1.007 blogueiros concorreram a cem vagas de parceiros da LeYa. Na Companhia das Letras, foram 779 candidatos para 50 vagas no semestre.
autorregulamentação

Aqui e no exterior, editoras e autores investem em anúncios ou posts patrocinados em blogs, que com isso chegam a faturar R$ 2.000 por mês.

Mas, no geral, cobrar por resenhas pega mal, e a autorregulamentação dos blogueiros é implacável. O blog americano ChickLitGirls cobrava R$ 200 por uma “boa avaliação” até ser denunciado por uma escritora. O bate-boca subsequente levou à extinção da página, em 2012.

Para se manter com cobranças, só mesmo sendo rigoroso, como a Kirkus, tradicional publicação de resenhas que, em 2004, passou a oferecer serviço de marketing para autores autopublicados.

As críticas no site podem custar mais de R$ 1.000 a autores e editoras interessados, e nem sempre são positivas. Quem contratou o serviço pode ler antes e abortar a missão caso a avaliação seja ruim. O dinheiro não é devolvido.

POR FERNANDA EZABELLA, DE LOS ANGELES e RAQUEL COZER, COLUNISTA DA FOLHA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 11/05/2013, às 03h05

Análise: Impressão do ‘leitor comum’ na internet ajuda estratégias das editoras


POR KELVIN FALCÃO KLEIN
ESPECIAL PARA A FOLHA | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | Caderno Ilustrada | 11/05/2013, às 03h05

O comentário sobre literatura na internet cresce a cada dia, acompanhando o movimento de diversificação do mercado editorial.

Esses comentários compartilham um desejo de dar conta dos livros de forma mais efetiva, atentando para aspectos como a sensação da leitura e a qualidade do entretenimento alcançado.

É o que se constata não só pela leitura de blogs mas também por sites de venda como a Amazon, que fizeram da veiculação de resenhas de leitores um verdadeiro negócio.

Se antes os livros entravam apenas em listas de mais vendidos, agora eles podem figurar também entre os mais bem avaliados pelo consumidor -um diferencial considerável num mercado que abriga a cada dia dezenas de novos produtos similares.

Essa movimentação espontânea chamou a atenção das editoras, que se tornaram ativas no diálogo com os leitores, chegando a estabelecer parcerias formais.

O comentário sobre literatura na internet, a partir daí, parece não mais seguir a lógica da imprensa clássica, que busca o “especialista”, ou o “leitor experiente”, para estabelecer um juízo diferenciado e/ou distanciado do senso comum, da “média”.

Pelo contrário, o importante passa a ser o caráter geral da experiência de leitura.

Para as editoras, interessa mais o “leitor comum”, que gera a identificação de outros leitores que, instigados pelos comentários, viram consumidores. Tanto mais forte pode ser o efeito das resenhas de lojas virtuais, onde ocupam o mesmo espaço da venda.

O cenário ganha complexidade na medida em que as editoras, atentas aos blogs mais populares, passam a receber sugestões e a repensar ou planejar futuras publicações, compras e traduções tendo em vista tais respostas.

A lógica da parceria vai ficando mais afinada: a escolha do parceiro é guiada pela sua possibilidade de representar e atingir cada vez mais “semelhantes” e, diante da facilidade ou dificuldade de atingir o objetivo [ou seja, vender livros], estratégias editoriais são revisadas.

O comentário se reforça em sua função de fazer circular a mercadoria, torná-la moeda corrente e garantir sua visibilidade e seu acesso.

Daí se explica a aparente liberdade de blogs parceiros de editoras para criticar negativamente seus livros. Isso lhes garantiria credibilidade, ainda que possam ser suscitadas questões éticas inerentes à relação de interesses entre resenhistas e editoras.

Em termos especulativos, pode-se relacionar a perda de espaço da crítica literária nos jornais impressos à intensa pressão desse novo cenário de comentários, mais ao gosto geral. A repercussão disso em termos culturais mais amplos só o tempo mostrará.

KELVIN FALCÃO KLEIN é doutor em teoria literária pela Universidade Federal de Santa Catarina e escreve, sem parcerias, no blog falcaoklein.blogspot.com.

Garotos usam internet para ‘testar’ suas histórias


O sonho de Pedro Araújo, 13, é ver “Zoombies”, seu primeiro livro, publicado. Mas, antes de entrar em contato com uma editora, ele colocou o texto à prova na internet. O garoto publicou no Facebook trechos que falam sobre um mundo invadido por mortos-vivos. E seus amigos gostaram do que leram.

João Vitor Guimarães, 10, também planeja pedir a opinião dos colegas sobre o livro que ainda está escrevendo. “Eu vou pegar as características de amigos e fazer personagens baseados neles“, afirma.

Só depois da opinião dos amigos/personagens é que ele vai tentar publicar o texto, que fala sobre um tempo em que a Terra tinha um planeta irmão, onde grupos de diferentes religiões disputavam o poder.

Para Fabiana Medina, editora-assistente da PubliFolha, divulgar na internet o que se escreve é importante, porque exercita a escrita e permite um retorno direto dos leitores.

Com ajuda de adultos, crianças podem fazer um blog ou escrever em redes sociais. O livro não é mais a única forma de apresentar o texto“, diz.

Pedro, 13, publicou seu livro no Facebook no ano passado

Pedro, 13, publicou seu livro no Facebook no ano passado

POR ANDRÉA LEMOS | Publicado originalmente e clipado a partir de Folha de S.Paulo | Folhinha | 13/04/2013, às 00h01

Leitura de contos ganha força em tablets e celulares


As coletâneas de contos, gênero que é “primo” literário dos romances e com frequência não é devidamente apreciado, estão vivendo um renascimento, graças a opções digitais que oferecem novas oportunidades criativas, exposição e receita.

O ano de 2013 já rendeu uma rica safra de coletâneas de contos, incluindo “Tenth of December”, de George Saunders, que em pouco tempo chegou às listas dos mais vendidos. Muitas das coletâneas recentemente publicadas não são de autores como Saunders, que sempre deram preferência aos contos, mas de autores de romances best-sellers que estão retornando a esse gênero.

Entre os lançamentos recentes e iminentes estão “Vampires in the Lemon Grove”, de Karen Russell, cujo romance “Swamplandia” [2011] foi um dos finalistas para o Prêmio Pulitzer, “Damage Control”, primeiro livro de contos de Amber Dermont, cujo romance “The Starboard Sea” foi um dos mais vendidos de 2012, e a coletânea de contos “We Live in Water”, de Jess Walter, que lançou seu romance best-seller “Beautiful Ruins” em 2012.

É o clímax de uma tendência que cresce há cinco anos“, comentou Cal Morgan, diretor editorial da Harper Perennial Originals.

Com revistas literárias sendo fechadas ou encolhendo, os lugares tradicionais de publicação de contos individuais vêm diminuindo. Mas a internet criou uma demanda insaciável.

A Amazon criou em 2011 o programa Kindle Singles, para a publicação de textos de ficção e não ficção suficientemente curtos para serem lidos em menos de duas horas.

Embora os preços cobrados pelos textos sejam geralmente baixos, um ou dois dólares, os autores ficam com até 70% dos royalties -uma fonte de receita bem-vinda para os autores novatos e potencialmente grande para autores conhecidos.

Segundo escritores, o formato mais curto cabe bem nas telas pequenas que, cada vez mais, as pessoas usam para fazer suas leituras. “O conto é um exemplo de concisão: pode ser lido de uma só vez, é infinitamente descarregável e é facilmente consumido nas telas”, disse Dermont. Além disso, acrescentou, o conto é um gênero perfeito para a era digital, pois os leitores “querem se conectar e querem que a conexão seja intensa, mas depois disso querem fazer outra coisa”.

A possibilidade de vender contos e coletâneas individuais é uma grande atração para os autores. Quase todos os contos do livro “Tenth of December”, de Saunders, já tinham sido publicados antes, mas isso não parece ter prejudicado as vendas.

Andy Ward, o editor que comprou o livro para a Random House, disse que colegas de outras editoras dizem que as vendas dos contos de Saunders os estão deixando animados.

Morgan comentou que o fato de ter passado anos editando textos para um blog dedicado à ficção em formato curto lhe mostrou que a comunicação digital está influenciando os escritores que estão chegando à maioridade.

As pessoas dessa geração estão acostumadas a trocar mensagens de texto 24 horas por dia”, disse. “Acho que isso deixa seus textos mais ousados e enxutos.

Por LESLIE KAUFMAN | The New York Times International Weekly | Publicado e clipado originalmente à partir de Folha de S.Paulo | 11/03/2013

Os blogs estão matando a crítica literária? Sir Peter diz que sim


Shame on you, bloggers, says Sir Peter Strothard (who has just put a huge internet target on his head

Shame on you, bloggers, says Sir Peter Strothard (who has just put a huge internet target on his head

Em entrevista ao jornal inglês The Independent, Sir Peter Stothard, editor do suplemento literário do Times e presidente do júri do prêmio Man Booker deste ano, disse que o aumento do número de blogueiros deixará o mercado editorial pior. “A crítica”, argument Stothard, “precisa de confiança face à enorme competição externa. É maravilhoso que existam tantos blogs e sites dedicados a livros, mas ser um critico é ter muitas diferenças em relação aos que partilham seus gostos… Todas as opiniões não têm o mesmo valor ”. É o aumento do número de blogs especificamente que mais desaponta o ex-editor do Times. “Eventualmente isso será o detrimento da literatura. Será ruim para os leitores; por mais que se goste de pensar que a opinião dos vários bloggers são tão boas quanto outras. Simplesmente não são. Pessoas serão encorajadas a comprar livros que não são bons, os bons serão soterrados, e ficaremos em uma situação pior.

Por Dennis Abrams | Publishing Perspectives | 28/09/2012

Concurso de blogs estimula estudantes a compartilhar hábito de leitura


Salamanca [Espanha] – Um dos principais desafios atuais em todos os sistemas educacionais do mundo é encontrar uma maneira de estimular o hábito da leitura entre os jovens. Um projeto da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura [OEI] e da Fundação SM buscou unir o livro à internet, principal meio de comunicação entre os jovens. E o resultado surpreendeu os organizadores: mais de 800 alunos entre e 12 e 15 anos participaram da iniciativa ¿Qué estás leyendo? [O que estás lendo?], que incentivou os participantes a compartilhar informações sobre livros e outras plataformas de leitura.

Os participantes usaram diferentes ferramentas – imagens, texto e vídeos – para compartilhar dicas de obras que estão lendo ou que recomendam que sejam lidas. O concurso recebeu de março a agosto de 2012 a inscrição de mais de 800 jovens de 16 países – a maioria de língua espanhola. O país com a maior participação foi o Uruguai, com 224 blogs criados. A experiência foi apresentada durante reunião preparatória do Congresso das Línguas na Educação e na Cultura, em Salamanca, na Espanha.

A coordenadora do projeto, Inés Miret, avalia que o saldo foi muito positivo. Segunda ela, essa primeira edição do projeto funcionou como um piloto e na próxima etapa o objetivo é ampliar a participação, incluindo estudantes brasileiros. Até o fim do ano, será escolhido o melhor blog de cada país por um grupo de jurados que está sendo montado. Inés aposta que muitas páginas já têm um formato mais consolidado e deverão continuar funcionando depois do fim do concurso. Houve grande interação entres os blogueiros, que compartilhavam dicas e conteúdos.

Inés destaca que a internet, muitas vezes vista como inimiga pelas escolas, pode ser grande impulsionadora do hábito de leitura. “É interessante ver um recurso desse tipo, que aporta coisas diferentes para que as experiências sejam diferentes. A experiência literária sempre fez parte da educação, mas é interessante ver o que acontece quando transcendemos o âmbito da sala de aula ou da escola e o encontro entre leitores se dá por afinidade e não por proximidade física”, aponta Inés.

Além da experiência dos blogs, outros projetos de estímulo à leitura foram apresentado aos representantes dos países íbero-americanos. Na Costa Rica, o Ministério da Educação produziu uma campanha de televisão em que atletas, cantores, atores e músicos apresentavam seus livros preferidos e convidavam o público a “ler com eles”. O ministro da Educação, Leonardo Garnier, sugeriu que outros países façam isso, convocando os ídolos locais.

*A repórter viajou a convite da Fundação SM, uma das entidades organizadoras do Congresso

Amanda Cieglinski | Agência Brasil | 05/09/2012 | Edição: Graça Adjuto

O ritual literário de Georges Simenon


Exposição na França mostra os objetos usados pelo escritor

blog da L&PM publicou curiosidades sobre Georges Simenon, para falar de uma exposição sobre ele que tem início da França. Para o criador do comissário Maigret, o maior crime que se podia cometer era incomodá-lo enquanto estava trabalhando. “Não perturbe”, dizia uma plaquinha na porta de seu escritório. Outra condição sine qua non para ele começar a escrever um romance incluía pelo menos quatro dúzias de lápis recém apontados, um bloco novo de folhas amareladas, um envelope com nomes, idades e endereços de seus personagens e uma lista com possíveis itinerários de trem, além da máquina de escrever a postos e devidamente higienizada, as cortinas fechadas e café em boa quantidade. Ao todo, Simenon escreveu cerca de 250 mil páginas, que ligadas ponta com ponta chegariam aos 6km de extensão.

PublishNews | 24/11/2011

Bibliotecas na web


Colocar um blog no ar pode ser uma boa ideia? Sim! Afinal, o que nele estiver poderá ser lido por qualquer pessoa, a qualquer tempo, na rede mundial de computadores.

Assim podem fazer as bibliotecas, públicas, comunitárias, particulares, como fez a Biblioteca Municipal Prof. Benito Caliman, de Venda Nova do Imigrante, no Espírito Santo.

Assim está fazendo a diferença a bibliotecária de lá, Sandra Küster, como tantos outros bibliotecários pelo mundo afora. Conheça a história contada pela Sandra e conte sua, também!

Já são dois meses no ar e até agora mais de 3.700 acessos, diz Sandra. “Hoje, com mais experiência na operação do sistema, o blog está mais interessante e cheio de novidades! Conseguimos reorganizar a apresentação da lista do acervo que está bem fácil de ser acessada, com apenas um click. Se você se tornar seguidor, estará sempre recebendo notícias e novidades”, explica a bibliotecária.

Para acessar o blog, clique aqui.

Por João Augusto | Agência Brasil Que Lê | 21/06/2011

Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web


Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo WordPress. Criado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.

Muitas pessoas, é claro, adoravam a página. Entre elas, no entanto, não estavam os editores dos livros reunidos ali. A biblioteca do Livros de Humanas era toda formada sem qualquer autorização.

– É óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente – diz o criador da página, que mantém anonimato, numa entrevista por e-mail. – Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país.

O mesmo argumento foi defendido nos últimos dias no Twitter por intelectuais como o crítico literário Idelber Avelar, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, a escritora Verônica Stigger e o poeta Eduardo Sterzi. Do outro lado da discussão, críticas à pirataria. A Editora Sulina, que vinha pedindo a remoção da página, falou em “apropriação indevida” e o escritor Juremir Machado escreveu: “Quem chama pirataria de universalização da cultura é babaca q ñ vende livro, mas quer q alguém pague a conta. Livro tem de ser barato e pago”.

O caso chama atenção para a ampliação da circulação de arquivos digitais de livros na internet, uma prática que dá novo sentido e escala à discussão sobre a circulação de cópias xerocadas no meio acadêmico.

Leia abaixo entrevista feita por email com o criador do Livros de Humanas.

Por que você criou o blog e como ele funcionava?

O blog nasceu no começo de 2009 [e saiu do ar na sexta-feira passada] para ser uma alternativa dos estudantes de letras da USP à copiadora que existe no prédio do curso e que tinha aumentado arbitrariamente em 50% [de 10 pra 15 centavos] o valor da cópia [o contrato de cessão de espaço com o Centro Acadêmico estabelece que a decisão deve ser conjunta]. No começo havia a ideia de colocar apenas os textos das disciplinas de cada semestre. Esta iniciativa surgiu sem vínculo algum com o CA, que nunca se manifestou sobre o blog. No começo recebi de alguns colegas os programas das disciplinas e procurava na net se já existia cópia digital dos livros no 4shared ou similares. Se eu não encontrava, mas tinha o texto, escaneava. Por isso, no começo o blog era mais próximo dos meus interesses acadêmicos [mais crítica literária do que linguística, p. ex.] Também recebia textos de outros colegas e assim criamos o blog. No primeiro mês tínhamos menos de cem textos. Com o crescimento deste número e das visitas o blog deixou de ser apenas algo relacionado ao curso de Letras da USP [apesar de ter mantido o nome por mais um ano] e se tornou um depositário de textos da área de humanidades. O blogue saiu do ar com exatos 2.496 arquivos – não necessariamente livros, porque colocávamos também capítulos de livros, alguns de livros que surgiram inteiros no blogue tempos depois.

Com isso meu critério passou a ser o seguinte: se alguém enviava o arquivo eu publicava, independente do ano de publicação e seu estado no mercado [se era lançamento ou texto fora de catálogo]. Porém eu só escaneio obra esgotada e que seja difícil de encontrar.

O perfil de seleção era bem básico: textos da área de humanidades ou correlatos. Tínhamos de obras do Will Eisner a livros sobre lógica. De autores brasileiros contemporâneos a material de ensino de língua estrangeira. De Sociologia a Ecologia. Majoritariamente entravam livros em português, mas tínhamos muitas obras em espanhol, inglês, italiano, alemão e francês.

Quantos usuários o blog tinha e qual o perfil deles?

No começo o público era quase que inteiramente uspiano. Nos últimos tempos era majoritariamente universitário, com visitas de todas as partes do globo. De estudantes de Nova Orleans [‘terra’ de um grande entusiasta do blogue, o professor Idelber Avelar] a visitantes dos PALOP [Países Africanos de Língua Portuguesa]. Pelos e-mails de pedidos que eu recebia dava para traçar um perfil mínimo: são estudantes de universidades brasileiras com péssimas bibliotecas. É comum eu receber pedidos do tipo “preciso do livro tal para minha iniciação científica mas não o temos aqui e vi no dedalus [sistema de consulta da USP] que a biblioteca da FFLCH tem”. Não consigo – pelos dados informados pelo WordPress – determinar quantos visitantes únicos o blog recebia diariamente. Nos últimos meses a média de pageviews/dia passava de 10 mil. Em um ano no WordPress [antes o blogue estava abrigado no blogspot] passamos dos 1,8 milhões de pageviwes, uma média de quase 5 mil/dia.

Antes desse episódio recente você já havia tido algum outro problema?

Sim. Desde o começo links são retirados do ar. E logo depois, claro, eu colocava de volta. Ficamos – eu e ABDR [Associação Brasileira de Direitos Reprográficos] – neste gato e rato até o fim. Quando o blog ainda estava no Blogspot recebi do Google um aviso sobre infração às leis americanas de Direito Autoral. Daí mudei pro WordPress que é [ou achei que era] mais flexível. Algumas editoras me davam mais trabalho, como a Jorge Zahar e os livros do Zygmunt Bauman [“capitalismo parasitário” era o que tinha mais links retirados] mas nunca passou disso. Denúncia para os sites de hospedagem dos textos e livros. E é preciso dizer, apesar de óbvio, que não fui o responsável pela primeira disponibilização de quase todo o conteúdo do blogue. Mais procurei, editei e organizei num único centro os textos do que outra coisa.

Por que o blog saiu do ar?

Fora os e-mails da ABDR, nunca recebi nada de mais substancial. Nos últimos dias a Editora Sulina [inexpressiva, de quase 3 mil livros que tenho em casa apenas 3 são editados por ela] – seja por seu perfil ou de seu editor no Twitter – reclamou muito do blog e disse que tomaria medidas contra. E dias depois, sem aviso prévio, o WordPress retirou o blog do ar. E, se não me engano, temos 3, no máximo 5 livros dela. Honestamente, não sei apontar [até porque alguns – como os livros do Maffesoli, hoje editado pela Sulina – são de edições anteriores, como as da Brasiliense] quais são os livros reclamados. Editoras como a Companhia das Letras, que tem cópias de milhares de livros rodando na internet, nunca se manifestaram.

Algumas pessoas defenderam o blog dizendo que ele era como uma biblioteca pública. Concorda com a comparação?

Acredito que a comparação é ruim – posto que o blog é apenas um paliativo que nasceu das péssimas condições das bibliotecas públicas do país – porém não de todo despropositada. O blog era gratuito [tempos atrás fizemos um rateio com doações diversas para a compra de um hd para becape dos arquivos] e acessível para todos. Como uma biblioteca.

E o que você acha da crítica de que o blog desrespeita a legislação vigente?

Bem, é óbvio que o blog desrespeita a legislação vigente. Mas não porque somos bandidos, mas porque a legislação é um entrave para o desenvolvimento do pensamento e da cultura no país. O blog é tão ilegal quanto a cópia xerox nas universidades os sebos de livros antigos. E sem sebo e xerox uma universidade não funciona. Das bibliotecas universitárias a Florestan Fernandes [biblioteca da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP] deve ser uma das 3 ou 4 mais completas do país. E mesmo contando com determinada obra, o número de volumes é insuficiente.

Um exemplo prático: O livro “O demônio da teoria” ficou por anos esgotado [foi reeditado no ano passado – e eu comprei o meu exemplar!] e possuía 3 exemplares na Florestan. Emprestei o livro, escaneei e hoje milhares de outros estudantes tiveram acesso a um texto fundamental para o estudo da teoria literária. A revisão da lei é uma necessidade de nossos tempos. Acreditava muito em avanços durante a gestão Gil/Juca no MEC. Mas o retrocesso defendido por este ministério novo é assustador.

Sem uma revisão da Lei de Direito Autoral que tente equilibrar estas duas demandas teremos mais problemas como este. As editoras de livros preferem seguir o estúpido caminho das gravadoras. E, se não acordarem logo, terão o mesmo destino.

Como possível futuro autor de obras acadêmicas, você consideraria normal que seus livros fossem distribuídos de graça?

Claro! Ainda mais se eu estiver vinculado a alguma universidade pública. A questão não deve ser essa. É óbvio que o autor deve ter remuneração por sua produção. Mas não podemos aceitar como normal que o critério para acesso a um texto [que é produto de sua época e dialoga com toda uma tradição intelectual – seja de domínio público ou não] seja o econômico. Um estudante sem dinheiro para pagar R$ 100 numa obra deve ser desprezado? Acredito que o direito ao acesso e a difusão do conhecimento se sobreponha ao do autor de receber dinheiro por sua obra.

Outro exemplo prático: quando ingressamos na Letras-USP usamos em elementos de linguística o livro “Introdução à linguística” [volumes I e II] editado pela Contexto. O livro é organizado por um professor da USP e os autores dos capítulos são também professores da casa, todos contratados em regime de dedicação exclusiva, além de contar com verba da órgãos públicos [Capes, CNPq, fapesp] de fomento. É justo que este profissional exija de 850 ingressantes [isso só na USP, o livro é usado em outras Instituições de Ensino Superior também] a compra dos dois volumes? E, principalmente, quem recebe este dinheiro? Porque os autores [são mais de dez por livro] recebem centavos de cada edição vendida por quase R$ 40 nas livrarias. Outra situação comum [desculpe se me concentro muito na USP, mas é de onde sou e de onde vejo tudo]: livro escrito por pesquisador da USP, editado pela EDUSP ou pela Humanitas [editora da FFLCH] e sem exemplar nas bibliotecas da USP. Se não há cópia nas bibliotecas, por qual motivo não devemos copiá-los?

Por último, duas considerações. A primeira pessoal: Sem a contribuição de centenas de outras pessoas – sejam estudantes universitários ou não – o blog jamais existiria. Sou apenas quem procura na net, organiza os arquivos e escaneia dois ou três livros por mês. E, ao contrário do que acreditam editores como este da Sulina, sou do tipo que não possui e-reader, só usa xerox quando não tem jeito e ainda gasta meio salário mínimo por mês em livros físicos. O livro pirata não tira público do livro “oficial”. Não acho que a cópia pirata seja a responsável pelo número cada vez menor nas tiragens das editoras. Acredito no que disse o Gaiman quando veio pra Flip: “O inimigo não é a ideia de que as pessoas estão lendo livros de graça ou lendo na internet de graça. Da minha perspectiva o inimigo é as pessoas não lerem.”

A outra é de apoio político. Desde intelectuais do porte de Eduardo Viveiros de Castro e Idelber Avelar a novos pensadores e escritores como Eduardo Sterzi, Veronica Stigger e outros tantos [muitos deles seguidores do perfil do blog no Twitter] apoiam o blog. Todos os que citei aqui possuem obras no blog e deixaram de ganhar [segundo o cego argumento de alguns editores do país] algumas dezenas, talvez centenas, de reais. E não ficam bravos com isto. Pelo contrário, como certa vez tuitou o professor Avelar: “Piratearam meu 1º livro! Tá na net pra baixar. E eu, como autor, gosto disso: http://bit.ly/ikvMaR #PegaECAD”

Por Miguel Conde | Prosa Online | 29/04/2011

Veja como ampliar o acervo de sua biblioteca virtual


O estímulo à leitura é uma das estratégias pedagógicas amplamente defendidas pelo Blog Educação. O aluno que lê com frequência aprende mais, escreve melhor e tem maior facilidade para se comunicar. Por isso, para facilitar o acesso a um maior número de livros, o Blog Educação selecionou um endereço virtual no qual é possível baixar arquivos com a íntegra de diversas obras.

A dica dessa semana é o blog dos estudantes do Curso de Letras da Universidade de São Paulo [USP]. Nele, estão disponíveis os links de centenas de livros e textos dos mais variados gêneros e autores. O blog também possui um perfil na rede social Twitter [@textosletrasUSP].

Blog Educação | 14/04/2011

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

Blog da Boitempo


O blog da editora Boitempo passa a publicar colaborações regulares de autores da editora, entre eles Slavoj Zizek, Francisco de Oliveira e Maria Rita Kehl. Responsável pela estreia da nova fase do blog, Kehl escreve sobre o lugar do psicanalista na imprensa, que segundo ela não se distingue “pelo número de vezes em que ele se refere a Freud” ou Lacan, mas pela escuta dos sintomas sociais, indica a coluna No Prelo.

Por Mànya Millen e Miguel Conde | O Globo | 04/04/2011

Integrare Editora adere às redes sociais


Ter a oportunidade de conhecer as vontades, preferências e exigências do leitor de maneira rápida e objetiva são diferenciais fundamentais para qualquer empresa. Por isso, a Integrare Editora acaba de ingressar no universo das redes sociais. Twitter,FacebookBlog são algumas das primeiras ferramentas utilizadas pela editora para atrair novos leitores. “Criamos um planejamento estratégico para atuação junto às redes sociais. No entanto, é importante pontuar, que nossa participação nessas redes é intimamente ligada aos demais canais de comunicação da editora, como BLOG, canal Youtube e website”, explica o diretor e publisher Maurício Machado.

PublishNews | 01/02/2011

Do blog para o livro


Antes de virar livro, as aventuras de Jô foram narradas por David Coimbra em seu blog. Em formato de folhetim, o jornalista contava, capítulo a capítulo, o destino e as histórias dessa mulher alucinante. Para transformar-se em livro, Jô na estrada [L&PM, 200 pp., R$ 38] foi revisado, teve suas tramas modificadas, ganhou um novo final e, sobretudo, contou com as ilustrações do desenhista Gilmar Fraga. O livro inova no aspecto formal ao apresentar uma narrativa que se mistura e se integra com os desenhos. Os quadrinhos não só ilustram – eles fazem parte da história. Duas poderosas formas de expressão – a literatura e as artes gráficas – são utilizadas para contar as aventuras desta mulher.

PublishNews | 11/11/2010

Novo blog discute o futuro digital do livro


Muito se fala informalmente sobre o livro digital, mas há pouca fonte de informação sobre o assunto em português. O PublishNews procura compensar essa carência diariamente com notícias frescas do mercado internacional e de cada passo dado por uma editora ou livraria daqui rumo a esse novo modelo de negócio. Hoje, com a chegada do blog Tipos Digitais, a informação virá mais completa. Nele, Carlo Carrenho, diretor do PublishNews, pretende analisar o mercado do livro digital, sempre do ponto de vista que interesse ao mercado brasileiro, mas sem perder o foco nas experiências internacionais. “A revolução digital já começou e está acontecendo com uma rapidez assustadora. Criei esse blog para apresentar as tendências internacionais e analisar o que ocorre no Brasil. Tipos Digitais está também no Twitter. Para seguir, basta clicar. Acesse o blog: www.tiposdigitais.com.

PublishNews | 26/10/2010

As várias faces da [web] poesia


Questão inimaginável para gerações anteriores da poesia, o arquivamento da produção espalhada por sites, blogs e redes sociais hoje merece reflexão. Afinal, na década em que os diários virtuais se popularizaram no Brasil, boa parte dos versos disponibilizados online nunca chegou ao papel – um dos motivos pelos quais é tão pouco estudada a poesia feita na última década. “Torna-se difícil mapear a produção ciberpoética se não tivermos uma estratégia de preservação para arquivar o material que existe na internet“, diz o cearense Aquiles Alencar Brayner, curador do acervo latino-americano da British Library, no Reino Unido. Prestes a concluir mestrado sobre arquivos digitais, Brayner dará palestra a respeito na terceira edição do Simpoesia, encontro internacional que acontece do próximo dia 5 ao 7 na Casa das Rosas, em São Paulo.

O evento é apenas um dos sinais da atenção para este cenário num momento em que os e-readers começam a chegar a País, trazendo possibilidades de experimentação – assim como a literatura infantil, a poesia é um dos gêneros que mais têm a se beneficiar com as novas tecnologias. Nos dias 13 e 14, o festival literário Artimanhas Poéticas, no Rio – que incluirá apresentações de videopoesia e performances – levantará o debate A Poesia Escrita em Outras Esferas, com a estudiosa Heloísa Buarque de Holanda, organizadora da Enter Antologia Digital, e os poetas Gabriela Marcondes e André Vallias.

O encontro com a tecnologia é um fenômeno muito anterior à internet, embora tenha encontrado nela seu meio mais propício. O recém-lançado Poesia Digital – Teoria, História, Antologias [Fapesp/Navegar, R$ 30, 80 págs. + DVD], fruto de mapeamento realizado por Jorge Luiz Antonio, pós-doutorando no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp, volta mais de 50 anos no tempo para encontrar as origens da poesia eletrônica. A primeira experiência do gênero, segundo o autor, foi publicada em 1959 pelo alemão Theo Lutz. Chamada Stochastische Texte, pegava as cem primeiras palavras de O Castelo, de Kafka, e criava novos textos a partir delas, usando um programa de computador que produzia frases na estrutura do idioma alemão. “Estava ali a origem dessa produção que tem forte relação com a arte, com o design e com a tecnologia, e que é um desdobramento das poesias de vanguarda, visual, concreta, experimental“, diz Antonio.

A poesia que se encontra na internet hoje divide-se em pelo menos dois grandes grupos, embora eles não raro se confundam. “De um lado estão os herdeiros do concretismo, que ampliaram propostas idealizadas pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e por Décio Pignatari“, diz Antônio Vicente Pietroforte, professor de letras, semiótica e linguística da USP [Augusto de Campos, por sinal, teve o primeiro contato com um Macintosh em 1984]. “Outra vertente, que usa a rede mais como ambiente de difusão, tende a uma abordagem mais coloquial, influenciada pela música pop, pelos beats, pelos poetas marginais e pela literatura periférica.

É nesse segundo grupo que está a maior parte da atual produção de poesia online no País – que, mesmo sendo tão ampla, permite o reconhecimento de alguns poetas, em especial ligados aos eventos literários. Caso da curadora do Simpoesia, Virna Teixeira, que estreou em 2004 o blog Papel de Rascunho [papelderascunho.net]. Embora já tivesse sido publicada, foi depois da investida virtual que ficou mais conhecida pelo empenho em difundir a poesia e a tradução – ela comanda hoje um selo artesanal, o Arqueria Editorial. No blog, que recebe média de 200 visitas por dia, publica poemas próprios, mas também trabalhos de outros autores, imagens, frases e áudios, “como se fossem recortes”. “Hoje é mais fácil ter um livro editado, mas as casas tradicionais ainda resistem a lançar poesia. Quem faz isso são as pequenas, que têm distribuição limitada. A internet revelou um número de leitores muito maior do que se podia supor.

A paulistana Adriana Zapparoli estreou o blog zênite [zeniteblog.zip.net], em 2004, três anos antes de publicar o primeiro livro, A Flor-da-Abissínia [Lumme]. “Coloco lá textos referenciais de intenções líricas. Muitas das minhas publicações em revistas literárias impressas ou online são sugestões vindas da leitura do conteúdo do blog“, diz. O uso da tecnologia como linguagem, afirma, não lhe interessa. “Já me aventurei em recursos do gênero, mas prefiro a sensação perene da impressão, a coisa do papel. Gosto da textura, das cores, quase que um quadro“, diz. Vantagem maior da internet, para ela, é conhecer de perto o trabalho de poetas de outros países, algo hoje muito mais fácil do que foi para gerações passadas – a paulistana Ana Rusche, por exemplo, que organiza em São Paulo o evento literário Flap! e edita o blog Contrabandistas de Peluche [www.anarusche.com], chegou a ter livro publicado no México por conta de contatos feitos online. Experiência similar, mas dentro mesmo do País, viveu o poeta e tradutor Cláudio Daniel, editor da revista Zunái [www.revistazunai.com], uma das principais referências de poesia na internet. “Tenho 48 anos, mas só fui conhecer poetas da minha geração, como Frederico Barbosa e Arnaldo Antunes, pela rede. Foi só então que nossa geração passou a conversar e organizar revistas.

Recursos. Jorge Luiz Antonio lembra que mesmo a poesia focada no verbal sofre interferência dos meios tecnológicos. “Até a temática acaba influenciada pelas tecnologias, numa espécie de metalinguagem“, argumenta. Mas é entre os herdeiros dos concretistas que isso se destaca mais – em seu primeiro livro, Movimento Perpétuo, de 2002, o carioca Márcio André [www.marcioandre.com] chegou a usar códigos de HTML, com suas barras e tags, em meio aos versos, como conteúdo do texto.

André Vallias, editor da Errática [www.erratica.com], foi um dos pioneiros no Brasil no uso de computador em poesia – no início dos anos 90, quando os PCs ainda eram peça rara no Brasil, o jovem formado em direito teve contato, na Alemanha, com tecnologias que não existiam por aqui. “Nunca quis fazer poesia simplesmente escrita“, diz. Naquele momento, a divulgação era feita apenas por CD-ROM, limitação superada com a internet.

O interesse em explorar as possibilidades da web – em 1995, já produzia trabalhos em flash, com animação e áudio – o levou também a questionar o formato de revistas literárias online. “Muita gente fazia revista de poesia na internet, mas com o mesmo padrão da revista impressa. Ou seja, acumula uma série de trabalhos e faz por edição, a cada dois meses. Achava que essa limitação era inadequada“, conta. Fez da Errática uma espécie de blog com visual de site, tomando como base a revista Artéria – criada em 1975, com diferentes formatos a cada edição, chegou até a sair no formato de uma sacola, com os poemas de diferentes proporções dentro. “Aquela década foi muito fértil, com publicações impressas que superavam dificuldades. A Errática aplicou esse mesmo princípio na internet, sem obrigar cada trabalho a ter o mesmo padrão“, conta. Na última quarta-feira, entrou no ar a 101ª colaboração, um videopoema da carioca Gabriela Marcondes feito a partir de fragmentos de poesias de nomes como Cruz e Sousa, Florbela Espanca e Machado de Assis.

Performance. Assim como Vallias, o carioca Marcelo Sahea [www.sahea.net] dedica boa parte de seu trabalho à performance – uma espécie de caminho natural para o poeta que antecipa tendências e engloba gêneros. Autor de um e-book lançado em 2001, quando nem se falava no assunto, e que teve à época 15 mil downloads [no formato tradicional de PDF], hoje ele prefere apresentar sua poesia sonora ao vivo. Na avaliação de Vallias, essa tendência deriva das possibilidades virtuais – ler um poema ao mesmo tempo em que se ouve a voz do poeta, por exemplo. “A rede liberou a poesia da literatura. Há uma falsa impressão de que a poesia pertence à literatura, mas, na maior parte das culturas, a poesia oral é a fonte de perpetuação de mitos“, diz.

Uma entre os poucos estudiosos da poesia digital no Brasil, Heloisa Buarque de Holanda avalia que a crítica faz “pouco caso” das novas linguagens. “Como se vê mais quantidade que qualidade, imagina-se que não tem profundidade“, diz. Em 1998, o poeta e antropólogo Antônio Risério fez um estudo pioneiro desse trabalho, o Ensaio Sobre o Texto Poético em Tempo Digital. Doze anos depois, ele admite ter conhecido muito pouco “realmente digno de interesse”. “A maioria se senta diante do computador como se estivesse diante do papel e da velha máquina de escrever. Não se entrega ao novo meio. Os que fazem isso, como Arnaldo Antunes e André Vallias, vêm de antes da existência de blogs e revistas eletrônicas“, diz.

Intercâmbio e tradução para entender a poesia

Em sua terceira edição, o Simpoesia – que acontece de 5 a 7/11 na Casa das Rosas – terá como destaques a tradução, o intercâmbio entre poetas estrangeiros e de vários Estados do Brasil, a discussão sobre a poesia na universidade e a produção digital. O escritor Wilson Bueno, morto em maio deste ano, será homenageado com a presença da premiada poeta e tradutora canadense Erin Moure – o maior nome do evento -, responsável por verter para o inglês textos em portunhol [misto de português, espanhol e guarani] do paranaense. Outros convidados estrangeiros são Bruce Andrews, fundador e coeditor do jornal de vanguarda L=A=N=G=U=A=G=E, e o holandês Arjen Duinker – que, assim como Erin, tem ligação com a língua portuguesa. “Quisemos manter a proposta de encontro internacional, que já havíamos testado no ano passado, mas o foco varia de ano a ano, Neste, quis chamar mais mulheres. Haverá, por exemplo, um recital com cinco tradutoras, o que também aproxima a universidade”, diz Virna Teixeira, curadora do Simpoesia. De outros Estados, participarão nomes como o paraense Nilson Oliveira, da revista Polichinello, e a editora, jornalista e poeta Marize Castro, do Rio Grande do Norte.

Por Raquel Cozer | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 23/10/2010

Impressão sob demanda e e-books em destaque


A segunda participação do PublishNews na Feira do Livro de Frankfurt aconteceu na manhã desta sexta-feira [8] com Carlo Carrenho, diretor do portal, entrevistando Newton Neto, da Singular, sobre o mercado do livro digital no Brasil. A sinergia – possível e importante – entre a Impressão sob demanda [POD] e o e-book foi a tônica da conversa.

Newton destacou que a empresa investiu 8 milhões só em equipamentos para POD porque acredita que nos próximos 5 a 10 anos continuará havendo uma interatividade grande entre POD e e-book. “O POD vai viabilizar a digitalização dos livros em catálogo, permitindo que também se tornem disponíveis para o formato de e-book”, disse.

Bom exemplo da sinergia entre impresso e e-book é o novo best-seller de Laurentino Gomes, 1822, que esteve na liderança da lista de Mais Vendidos do PublishNews por duas semanas e que agora ocupa e segunda posição [o livro é também um dos mais vendidos em formato digital], e, pasmem, é “DRM Free”.

Assim como no caso dos e-books, também para o POD a maior barreira é conteúdo. Até janeiro de 2011 a Singular deve contar com 4 milhões de títulos disponíveis para impressão, mas a grande maioria não é de livros nacionais.

Um grande sucesso da empresa tem sido a BlogBooks, uma editora dedicada à produção de livros com conteúdo de blogs. Em 2010, foram produzidos 20 títulos, com alguns vendendo mais de mil exemplares por mês, o que é um bom número para o mercado. Em 2011, serão 14 títulos [selecionados entre 2 mil inscritos]. A força dos livros da BlogBooks vem dos próprios blogueiros, que são excelentes marketeiros.

Por Ricardo Costa, de Frankfurt | PublishNews | 08/10/2010

Portal Cosac Naify comemora o primeiro aniversário


Hoje o Portal Cosac Naify faz um ano! Desde sua reformulação, e consequente ampliação da oferta de conteúdos exclusivos sobre os títulos do catálogo, já houve mais de 3 milhões de páginas visitadas.

Para comemorar, a Cosac Naify disponibiliza para download o conto “O círculo“, do inédito O tempo envelhece depressa, de Antonio Tabucchi. Além disso, vai sortear pelo Twitter O livro da Nina para guardar pequenas coisas, de Keith Haring, A autobiografia de Alice B. Toklas, de Gertrude Stein, e Frida Kahlo: suas fotos, organizado por Pablo Ortiz Monasterio.

Todos os que seguirem twitter.com/cosacnaify e retuitarem a frase completa “O Portal @cosacnaify comemora um ano e quem ganha é você: siga, RT e concorra a grandes lançamentos da editora: http://kingo.to/ikr” estarão concorrendo. O resultado será divulgado no fim do dia no próprio Twitter e os ganhadores receberão uma mensagem da editora.

E aproveitando que é véspera de Dia das Crianças, a editora está dando 30% de desconto em 50 títulos de seu catálogo infanto-juvenil. Para ver quais são esses livros, clique aqui.

PublishNews | 07/10/2010

Nanotecnologia


Nanobooks

Durante a reunião anual da American Physical Society [ APS ], em 29 de dezembro de 1959, no California Institute of Technology [ Caltech ] o renomado físico estadunidenses do século XX, um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica, o Dr. Richard P. Feynman [ 1918-1988 ], imaginou a seguinte questão:

Por que não podemos escrever os 24 volumes inteiros da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete?”

Nessa sua palestra, “There’s Plenty of Room at the Bottom” [ “Há muito espaço na parte inferior”, em português ] cuja transcrição foi publicada originalmente, pela primeira vez, na edição de fevereiro de 1960 do Caltech’s Engineering and Science, o Nobel de Física Richard P. Feynman dizia o seguinte:

Enciclopédia Britânica

Vamos ver o que estaria envolvido nisso. A cabeça de um alfinete tem um dezesseis avos de polegada de largura. Se você aumentar seu diâmetro 25.000 vezes, a área da cabeça do alfinete será igual a área de todas as páginas da Enciclopédia Britânica. Assim, tudo o que se precisa fazer é reduzir 25.000 vezes em tamanho todo o texto da Enciclopédia. Isso é possível? O poder de resolução do olho é de cerca de 1/120 de uma polegada – aproximadamente, o diâmetro de um dos pequenos pontos em uma das boas e vetustas edições da Enciclopédia. Isto, quando você diminui em 25.000 vezes, ainda tem 80 angstroms de diâmetro – 32 átomos de largura, em um metal ordinário. Em outras palavras, um daqueles pontos ainda poderá conter em sua área 1.000 átomos. Assim, cada ponto pode ter seu tamanho facilmente ajustado segundo o requerido pela gravação, e não resta dúvida sobre se há espaço suficiente na cabeça de um alfinete para toda a Enciclopédia Britânica.

E, para provar que isso seria feito no futuro, o visionário Dr. Feynman propôs [ com direito a uma premiação ] o seguinte desafio:

Pretendo então oferecer um prêmio de US$ 1.000 para a primeira pessoa que possa pegar a informação na página de um livro e colocá-la em uma área 25.000 vezes menor, em escala linear, de tal forma que ela possa ser lida com um microscópio eletrônico.

Um estudante graduado na Stanford University, nos Estados Unidos, chamado Tom Newman, quis reivindicar o prêmio em 1986.

O principal problema de Newman, no entanto, era encontrar o texto depois que ele havia transcrito, na escala necessária, na cabeça de um alfinete, pois havia um enorme espaço vazio em comparação com o texto inscrito sobre ele.

Mas Newman cumpriu a exigência do Dr. Feynman ao reduzir a primeira página do livro “A Tale of Two Cities” [ Um Conto de Duas Cidades, em português ], de Charles Dickens, a nanodimensões, usando uma máquina de feixe de elétrons.

Nanocontos

Edson Rossatto

Edson Rossatto é um escritor brasileiro, nascido na cidade de São Paulo. É roteirista de Histórias em Quadrinhos e editor de uma jovem editora, a Andross. O seu mais novo projeto se chama “Cem Toques Cravados” [ @cemtoques ].

Cem Toques Cravados” são, ao mesmo tempo, histórias enormes, completas, fascinantes. São sagas inteiras dentro de apenas e exatos cem caracteres, cravados, contando os espaços.

Dr. Feynman, isso que é nanotecnologia!

Os nanocontos do Edson são tão leves que, por isso mesmo, conseguem trafegar nas mais remotas redes neurais. Podem muito bem trafegar via telegrafo, via telegrama, ondas de rádio, satélites. Eu acho até que poderiam ser duplicados em papel carbono, ou, sei lá, em papel estêncil usando mimeógrafos e… distribuídos nas escolas.

Antes de criar o projeto multimídia “Cem Toques Cravados”, Rossatto já havia se aventurado na literatura em miniatura através do ótimo “Curta-metragem – Antologia de microcontos”. Daí para a miniaturização ainda mais condensada de seus textos foi um segundo [ ou um nanossegundo? ].

O fato é que há outras inúmeras possibilidades para trafegar os nanocontos de Edson Rossato: tweet via smarphones, SMS, download via Bluetooth; Scraps via Orkut, Facebook, MySpace; mensagens curtas via BlackBerry, Internet e por aí vai. Porque não estampar os nanocontos naqueles sinalizadores eletrônicos nas ruas? Ou nos pontos de ônibus?

E os nanocontos são demais! Todos deveriam ler. Traz cenas inusitadas como essas:

Para alguns, era só uma alavanca que ligava eletricidade; para outros, era o acionamento da justiça.

Brava, a bibliotecária percebeu que foram arrancadas as últimas páginas do livro “História sem fim.

Juntou as mãos para rezar. Já era tempo de um ateu como ele tomar jeito. Esperava parar o terremoto.

Será que os nanocontos não poderiam também ser publicados nas páginas dos classificados dos jornais? Ou naqueles santinhos dos políticos, ou naquelas embalagens de caixa de fósforo, lambe-lambe, etiquetinhas de orelhões… Ou, quem sabe até na ponta de um alfinete?

Por Ednei Procópio

Bethânia quer fazer um blog de poesia, mas…


Maria Bethânia contou aos que foram vê-la, domingo, no seu show de poesia, como iam as tratativas para abrir um blog. Conforme a coluna Gente Boa, Andrucha Waddington faria filmes, Hermano Vianna seria o editor, e empresas graúdas já queriam pôr grana no blog — até que ela contou aos empresários que seria um blog… de poesia. Todos retiraram a grana imediatamente. Mas a luta — salve Bethânia! — continua.

O Globo | 14/09/2010 | Joaquim Ferreira dos Santos

Twitter, blog, TV na web… tudo ajuda a manter os leitores mais próximos


Muitas editoras estão saindo de trás dos livros para mostrar o que pensam e têm usado essa e outras ferramentas para se aproximar ainda mais de seus consumidores. A L&PM é um exemplo disso. Além de ocupar o terceiro lugar no ranking das editoras mais seguidas no Twitter, com 8.435 pessoas, ela tem um site bastante movimentado e que vai além da exibição do seu catálogo. São notícias, entrevistas com autores, jogos e muito mais. Há também um blog e a TV L&PM, que transmite pela internet programas como o “Palavras de Escritor”. Esses são apenas dois exemplos de editoras que estão levando seus leitores para mais perto delas. O PublishNews vai continuar contando essas boas histórias. Por enquanto, confira o endereço do Twitter de algumas editoras. Se a sua não estiver lá, mande um e-mail para o Publishnews!

PublishNews | 27/08/2010

Blog mistura moda e literatura e lança campanha


Leu um livro e quer comentar sobre ele mas não sabe por onde começar? O blog O que elas estão lendo aceita pequenas resenhas. Para tal, o livro deve ser inédito no blog e deve ter sido resenhado por uma mulher. Há uma estrutura básica que facilita o trabalho e a leitura. Deve-se falar sobre o livro respondendo às seguintes questões: Por que leu este livro?, O livro é sobre…, O que achou mais interessante?, Pontos fracos?, Para quem indica? e Nota. Depois é só mandar a capa, uma foto sua e o serviço do livro por e-mail. O blog mistura literatura e moda e publica, sempre às segundas-feiras, uma dica de leitura de alguma blogueira de moda ou de beleza. Entrevistas com autores de livro de moda são postadas sempre no dia 20 de cada mês. Isso tudo faz parte da campanha “Ler é fashion”, que conta também com sorteio de livros. A Alaúde andou doando alguns exemplares e outras doações são sempre bem-vindas.

PublishNews | 26/08/2010

Miguel Sanches Neto inaugura blog literário


O autor paranaense Miguel Sanches acaba de lançar o blog Herdando uma Biblioteca . O título é o mesmo de seu livro de crônicas editado pela Record. O espaço é dedicado a textos de crítica, a ensaios e a comentários de leitura. O autor tem mais de 15 livros publicados pelo Grupo Editorial Record, dentre ensaios, poesia, crônicas, romances e contos para todas as idades.

PublishNews | 06/08/2010

Os blogs vão para o papel


Vem aí editora voltada para escritores da nova geração. Flavia Iriarte e Augusto Guimaraens estão a frente da editora Oito e Meio, criada em maio e dedicada a autores iniciantes. “Nosso foco é a literatura contemporânea da ‘geração 00’”, diz Flavia. A ideia é transformar em livro a produção de jovens de 20 e poucos anos que escrevem em blogs e eventos literários. “O interesse por ela não é pequeno como afirma o mercado editorial conservador”, defende ela. A proliferação de blogs do gênero é prova disso. “É um público que enxerga o livro como objeto de ‘aura’, através do qual materializam a relação com a arte”. A novidade encheu de alegria os poetas da cidade. É que, ao contrário de outras editoras, a Oito e Meio promete arcar com os custos da produção. As informações são da coluna Gente Boa.

O Globo | 03/08/2010 | Joaquim Ferreira dos Santos