40 mil freeboks estão disponíveis na plataforma Kobo/Livraria Cultura


São tantas as novidades e inovações no campo tecnológico que cada vez mais nos encontramos ao alcance de apenas um clique de distância de nossas necessidades, desejos e curiosidades.

Sabendo disso, o aplicativo Kobo nos dá a oportunidade de ter fácil acesso ao conhecimento, cultura e diversão. Por que? O Kobo disponibilizou agora mais de 40 mil livros digitais totalmente grátis, além de todos os outros ebooks pagos. Incluindo na sua biblioteca digital best-sellers, histórias infantis, clássicos, lançamentos e muitas outras variedades.

Para os interessados em uma boa leitura, o app pode ser baixado para as plataformas iOS, Windows, Android, em dispositivos Blackberry, no Google Play para aparelhos móveis e também no seu Mac ou PC. E pode ser baixado gratuitamente.

Para completar toda a dedicação que o aplicativo tem com o cliente, pensando no seu conforto há recursos que te ajudam a ler onde estiver. Está indo dormir? Diminua o brilho da tela e acione o modo de leitura. A iluminação do ambiente está fraca? Basta aumentar o brilho. Você ainda pode optar por diferentes estilos de fontes para evitar que a vista fique cansada.

Saiba mais sobre o aplicativo Kobo.

Diário da Manhã – 27/02/2015

Kindle ou Kobo, eis as questões


Com a chegada dos leitores da Kobo e da Amazon ao mercado brasileiro, muita gente tem se perguntado qual o melhor deles, e se vale a pena pagar R$ 100 a mais pelo Kobo Touch, oferecido pela Livraria Cultura a R$ 399. O Kindle de 4ª geração está à venda nas lojas da Livraria da Vila e no site da Ponto Frio por R$ 299. Pode parecer uma questão simples, que exige apenas uma comparação técnica entre os dois aparelhos, mas isto está longe da realidade. O processo de compra de um Kobo ou Kindle passa, na verdade, por três decisões. Vamos a elas:

Kobo vs Kindle

Kobo vs Kindle

1. A decisão entre um leitor dedicado e um tablete multifuncional

Tanto a Kobo como a Amazon oferecem aplicativos de ponta para iOS e Android. Portanto, não é necessária a aquisição de um e-reader dedicado como o Kobo Touch ou o Kindle para se ter acesso ao catálogo de livros digitais à venda. Qualquer leitor pode comprar um livro na Amazon ou na Livraria Cultura e lê-lo em seu iPad, iPhone, tablet Android ou mesmo no computador. Quem preferir comprar na Google ou na Saraiva também poderá ler os livros em seus aplicativos para as mesmas plataformas. E, é claro, quem optar pela Apple, poderá ler sua biblioteca no iPad e no iPhone. Mas vale a pena adquirir um leitor dedicado? Esta é uma decisão que cabe a cada leitor ou consumidor. A s principais vantagens de um e-reader dedicado como o Kobo Touch ou o Kindle são as seguintes:

  • Tela monocromática com tecnologia e-Ink, que não cansa a vista e permite leitura sob o sol, pois não possui luz própria.
  • Formato menor e mais leve que um tablete.
  • Permite uma leitura focada e tranquila sem as distrações dos tablets [veja este meu outro post]
  • Preço inferior

A desvantagem é clara: o leitor dedicado não é um tablete e, portanto, se você precisa de um equipamento para checar e-mails, navegar na net, ouvir música e jogar Angry Birds, você vai acabar com dois apetrechos na bolsa ou na mochila – a não ser que você se satisfaça em fazer tudo isso no seu smartphone. Na prática, acredito que esta decisão depende do quanto a pessoa lê normalmente. Para quem lê um livro por ano, nunca valerá a pena ter um leitor dedicado. Mas quem lê quatro livros por mês com certeza vai preferir ter um Kobo Touch ou Kindle além do tablet.

Isto leva à seguinte questão: Até que ponto o Brasil possui leitores frequentes suficientes para que haja uma demanda relevante por leitores dedicados? Ainda é cedo para dizer, mas vamos descobrir em breve. Minha impressão é que o leitor dedicado terá muito mais uma função de marketing e promoção no Brasil, ao ocupar espaço nas mãos de formadores de opinião e nas livrarias, do que uma função crucial na expansão da leitura digital. Tendo a achar que os brasileiros, que já lêem tão pouco, vão preferir ler seus e-books nos tablets – entre uma partida e outra de Angry Birds.

2. A decisão entre uma plataforma aberta e uma plataforma proprietária

Os livros digitais da Amazon [chamados pela empresa de Kindle books] só podem ser lidos em Kindles ou nos aplicativos Kindles. Os aparelhos da gigante de Seattle, por sua vez, só conseguem ler e-books em Mobi, seu formato proprietário. Sim, é possível ler PDFs no Kindle, assim como tecnicamente é possível mascar chiclete e assobiar ao mesmo tempo. Tente e descubra. Se o e-book for em formato padrão ePub e não possuir DRM [a trava anti-cópia do e-book; clique aqui para entender o DRM], é possível convertê-lo facilmente ao formato Mobi e lê-lo no Kindle como qualquer livro comprado na Amazon. O software gratuito Calibre é a melhor opção para isso. No entanto, por hora, são raras as editoras comercializando livros digitais sem DRM. A Apple também possui formato proprietário e os livros comprados na iBookstore só podem ser lidos nos aparelhinhos piscantes da empresa de Cupertino. E-pubs sem DRM, no entanto, são lidos facilmente em seu aplicativo de leitura. Sem falar que qualquer e-bookstore que se preze possui apps de leitura para iOS. Já a Kobo, a Google, a Saraiva e demais varejistas de livros digitais, possuem uma plataforma aberta e não proprietária, utilizando um controle de DRM comum, fornecido pela Adobe. Com isso, um livro comprado em uma dessas livrarias pode geralmente ser lido nos aplicativos e e-readers da outra. Por exemplo, você pode comprar um livro na Saraiva ou na Gato Sabido e lê-lo em um Kobo Touch adquirido na Livraria Cultura. Os livros digitais comprados na Google Play também podem ser transferidos para o leitor da Kobo e vários outros, como o Nook da Barnes & Noble, por exemplo. E livros comprados em outras e-bookstores no exterior, como na excelente Bajalibros da Argentina também podem ser lidos nos aparelhos e apps de empresas que optaram por um modelo de negócios não proprietário.

A vantagem de uma plataforma aberta é óbvia: você não fica dependente de um livraria apenas. A desvantagem é que estes processos de comprar e-book aqui e ler ali consomem tempo e paciência, e nem sempre funcionam 100%. Já as plataformas proprietárias, por terem sido desenvolvidas com apenas um formato e um leitor e seus aplicativos em mente, costumam ser mais robustas e confiáveis. Além disso, no caso da Amazon, é importante lembrar que a conexão em 3G oferecida nos melhores modelos, que ainda não estão à venda no Brasil, funciona perfeitamente no mundo todo. Sem pagar roaming, você abaixa amostras ou compra livros em 60 segundos do Panamá à Alemanha [já testei nos dois países].

Mais uma vez, cabe aqui ao leitor decidir entre uma plataforma proprietária e uma aberta. Ou, caso já pretenda ter um tablet e um leitor dedicado, poderá optar por um e-reader proprietário e usar aplicativos de plataformas abertas com DRM da Adobe no seu iPad ou Samsung.

3. A decisão entre o Kobo Touch e o Kindle de 4ª geração

Ao se decidir pela compra de um dos dois leitores dedicados à venda no Brasil, a primeira coisa a se considerar, como já vimos, é que o Kindle possui uma plataforma proprietária e o Kobo não. Em seguida, deve se considerar o preço. A Livraria Cultura vende o Kobo Touch por R$ 399 e a Livraria da Vila e o site da Ponto Frio vendem o Kindle de 4ª geração por R$ 299. Por que a diferença de preço? Simples: o aparelho da Kobo possui tela touch screen, enquanto o Kindle oferecido no Brasil exige que o leitor pressione botões no melhor estilo BlackBerry para ler seus livros. Na minha opinião, portanto, considerando-se apenas as diferenças técnicas entre os dois aparelhos, vale a pena colocar a mão no bolso e, por R$ 100 a mais, levar um leitor com tela sensível ao toque.

No que se refere às telas, ambos os aparelhos são praticamente iguais, ambos usando tecnologia e-Ink. Em termos de processamento, o Kindle pode ser um pouco mais rápido, mas nada que faça diferença, a não ser que alguém queira usar o e-reader para treinar leitura dinâmica.

Mas a Amazon não se gaba de sua tecnologia? Como a Kobo poderia ser melhor? Mais uma resposta no estilo “Elementar, meu caro Watson”. Na verdade, a empresa de Bezos optou por oferecer o leitor mais barato que pudesse no mercado brasileiro e, para isso, trouxe seu leitor mais simples. Da mesma 4ª geração de leitores, a Amazon oferece aparelhos mais caros com 3G e touch screen nos EUA, mas preferiu não colocá-los à venda no Brasil ainda. Em entrevista ao PublishNews, no entanto, o executivo amazônico David Naggar garantiu que todos os aparelhos chegarão ao Brasil. Quando? “A Amazon não discute planos futuros”, seria a resposta padrão.

Hoje, o melhor modelo do Kindle é o Paperwhite, um aparelho com 25% a mais de contraste que os Kindles de 4ª geração, 3G gratuito e luz embutida para leitura no escuro. Este brinquedo sai por US$ 199 nos EUA [sem publicidade], enquanto o modelo igual ao Kindle da Vila custa US$ 89 [sem publicidade] ou US$ 69 [com publicidade]. Aplicando-se uma simples regra de três, o modelo top da Amazon custaria R$ 669 no Brasil, bem acima do preço do Kobo Touch. Mais uma vez, o consumidor e leitor deve fazer sua opção aqui.

Mas para quem optar pela plataforma da Amazon e for comprar um Kindle, eu tenho um conselho: espere seu cunhado viajar para os EUA, compre o Paperwhite de última geração na Amazon com entrega no hotel, e peça para o dito cujo trazer o mesmo com a discrição que a alfândega brasileira exige. O conselho também se aplica no caso de tios, primos, irmãos, mães e avôs.

Por Carlo Carrenho | Tipos Digitais | 20/12/2012

Cultura terá e-reader próprio


A Livraria Cultura lançará um e-reader com sua própria marca, mediante acordo com a Kobo, fabricante com sede no Canadá e pertencente à japonesa Rakuten. A parceria foi anunciada hoje e o equipamento estará disponível em outubro ou novembro. Não foram divulgados detalhes do aparelho.

Além do equipamento, que só será comercializado no Brasil com a assinatura da Livraria Cultura, a parceria prevê o incremento do nosso acervo de e-books. Juntos, Livraria Cultura e Kobo disponibilizarão cerca de 3 milhões de títulos, dos quais mais de 15 mil estarão em português”, declarou Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura.

O e-reader será comercializado nas lojas físicas e também pelo site da Livraria Cultura. Já os e-books poderão ser adquiridos via download no próprio e-reader, no site ou numa das 14 lojas da livraria no Brasil.

De acordo com Herz, a parceria é complementar. “Manteremos nossos valores corporativos e nosso DNA de disseminadores culturais nesse projeto”, diz. Um dos grandes diferenciais do Kobo Livraria Cultura é o fato de a plataforma utilizada não ser amarrada.” Isso quer dizer que os e-books são distribuídos em padrões abertos, ou seja, não estão presos aos dispositivos e apps (há para iOS, Android e BlackBerry) da Kobo.

Publicado originalmente no site de Ethevaldo Siqueira | 14/09/2012

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

Ler livros em um tablet


Testamos o Kobo, o aplicativo de leitura para o PlayBook. As diferenças entre um tablet e um eReader.

Uma das grandes perguntas do momento: Um tablet é a mesma coisa que um eReader? A resposta é: Não.

Os livros digitais, como o Amazon Kindle ou o Papyre da Grammata, foram pensados para o conceito de leitura aplicada aos livros de papel e não para serem reprodutores multimídia ou navegadores web e de redes sociais. A tecnologia por trás dos eReaders – dispositivos que usam tinta digital – está composta por um polímero em formato de pequenas bolinhas que, por condução elétrica, forma as palavras e as ilustrações de um livro digital. Isto possibilita que o aparelho gaste muito pouca energia, e por não ser retroiluminado, não cansa tanto a vista durante a leitura e sua autonomia é de semanas e não horas como em um tablet.

A Amazon já lançou também o seu próprio tablet, o Kindle Fire de 7 polegadas, e porque ele não usa tinta eletrônica na tela, ele não cumpre com as normas de um eReader.

Mas como é a experiência de ler em um tablet? Usemos o PlayBook de exemplo.

A BlackBerry achou que o fato do seu tablet possuir uma tela de 7 polegadas era uma boa oportunidade para oferecer uma loja com um aplicativo para comprar livros e, assim, levar um e-book para dentro do PlayBook. Para isso escolheu a Kobo, uma livraria virtual que tem mais de 2 milhões de títulos em vários idiomas [a Kobo também vende um e-Book de baixo custo].

O aplicativo da Kobo não vem pré-instalado no PlayBook, portanto é preciso fazer o download – gratuito – dele na loja AppWord. Quando estiver em funcionamento no nosso tablet, teremos que abrir uma conta na Kobo para gerar nosso usuário e, assim, podermos ir às compras. Ainda não há grande variedade de títulos em português na área de novidades, mas é possível conseguir clássicos. Se, por exemplo, você estiver buscando a saga da famosa série de televisão “Game of Thrones”, de George R. R. Martin, só encontrará no idioma de Shakespeare.

De qualquer forma o Kobo não é muito viável se estamos famintos por best sellers recentes traduzidos ao português. Pelo PlayBook também é possível ter acesso a 184 livros [em inglês] gratuitamente. Entre eles há bons títulos como ‘Alice no País das Maravilhas’, ‘A Arte da Guerra’, ‘A lenda do Cavaleiro Sem-Cabeça’, ‘Drácula’, entre tantos outros.

O aplicativo de leitura inclui o e-shop para a compra de títulos [rondam os US$ 9,59] e nossa biblioteca, onde se você vai organizando os livros baixados. Quando estivermos na biblioteca, podemos escolher os títulos simplesmente tocando a tela com o dedo, e o livro se abrirá. Nos momentos de leitura, o mais cômodo será colocar o tablet na posição vertical e, em seguida, baixar o brilho da tela [dentro do próprio aplicativo] para que se ajuste melhor aos olhos. 25% menos que o brilho máximo é o tom mais similar ao do papel e consome menos bateria.

Quando quisermos marcar uma página como favorita, podemos fazer uma “DogEar” [dobrar a orelha superior do livro] de forma virtual, e teremos uma lista de páginas destacadas que poderemos consultar a partir do menu de “DogEars”.

Cada vez que interrompermos a leitura, o livro ganhará automaticamente um marcador virtual, para mostrar onde paramos. Quando retomarmos, o e-Book abrirá diretamente nessa última página marcada.

O PlayBook oferece uma boa sensação durante a leitura, porque o dispositivo não é pesado e não cansa as mãos nem a vista [com o brilho reduzido], embora se sinta a ausência de uma maior quantidade de livros em português.

Se você é fluente em inglês ou bilíngue e tem um PlayBook, o aplicativo da Kobo é superindicado, já que de cara temos quase 200 livros grátis e de ótima qualidade para baixar. E também podemos dar uma volta pelo e-shop para ver se encontramos algum lançamento que ainda não foi publicado no nosso idioma.

Se você quer saber mais sobre este tablet, visite-nos em http://br.blackberry.com/playbook-tablet.

Publicado originalmente em MSN TECNOLOGIA | 30/10/2011 16:31

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Mais uma forma de ler livro digital


Nos últimos dois anos, a Amazon criou e aprimorou seus aplicativos de leitura e os consumidores puderam escolher entre ler seus livros digitais no Kindle, iPad, iPhone, iPod Touch, PC, Mac, telefone com sistema operacional Android, tablets ou no BlackBerry. Hoje, a empresa apresenta mais uma opção de leitura. Trata-se do Kindle Cloud Reader, um aplicativo desenvolvido em HTML5 que permite que se leia usando apenas o browser. A leitura pode ser on-line ou off-line, e não é necessário fazer downloads ou instalações de aplicativos.

Independentemente do meio escolhido pelo usuário para ler seu livro, essa obra estará disponível em todos os seus aplicativos e sincronizada com a biblioteca de livros digitais dele. A última página lida, os grifos e as anotações também aparecerão sempre o que o livro for aberto. A nova ferramenta está disponível para Safari [iPad e desktop] e Chrome no site www.amazon.com/cloudreader.

Dorothy Nicholls, diretor da Amazon Kindle, disse em comunicado que a empresa integrou sua Kindle Store ao Cloud Reader. Com apenas um clique o cliente pode fazer sua compra e já começar a ler. A Amazon disse que em breve o Kindle Cloud Reader também estará rodando no Internet Explorer, Firefox, browser do BlackBerry PlayBook e outros.

Por MariaFernanda Rodrigues | PublishNews | 10/08/2011

Aluguel de eBooks didáticos na Amazon


A Amazon anunciou nesta segunda-feira, dia 18, um novo negócio na sua Kindle Store: o aluguel de livros didáticos – o Kindle Textbooks. A partir de agora estudantes podem alugar e-books didáticos para Kindle por períodos de 30 a 360 dias, pagando até 80% menos do que custaria o livro impresso. Eles ainda podem estender o aluguel – até por apenas um dia – ou decidir pela compra do livro que estão lendo. Uma das vantagens é que o aluno guardará suas anotações. “Quando eles vendem um livro impresso usado no final do semestre perdem todas as suas anotações que fizeram no texto ou nas margens. Com o Kindle Textbooks isso não vai acontecer. As anotações ficarão guardadas na Amazon Cloud e o sistema de sincronização do Kindle e estarão disponíveis a qualquer momento, em qualquer lugar, mesmo depois do fim do aluguel. E se adquirir o livro no futuro, as anotações serão sincronizadas com o e-book comprado”, comentou Dave Limp, vice-presidente da Amazon Kindle. O serviço foi lançado com obras da John Wiley & Sons, Elsevier e Taylor & Francis, e estará disponível também em todas os aplicativos Kindle para PC, Mac, iPad, iPod touch, iPhone, BlackBerry, Windows Phone e equipamentos que rodam Android.

Por Ricardo Costa | PublishNews | 19/07/2011

Kobo lança eBookstore na Alemanha


A Kobo [eBookstore de origem canadense] chegou à Alemanha com um catálogo de 2,4 milhões de e-books, dos quais 80 mil títulos são em alemão.

A empresa está prometendo também que os seus e-readers estarão à venda em uma grande rede de lojas físicas de produtos eletrônicos a partir de agosto. A Kobo ainda desenvolveu Apps gratuitas em alemão para iPhone, iPad, iPod Touch e Android – e em breve chega também o app para PlayBook [o tablet Blackberry]. Ela também anunciou para breve o lançamento de suas lojas on-line na Espanha, França, Itália e Holanda. Essa ação coloca a Kobo à frente da Amazon no desenvolvimento do mercado digital na Europa.

A Kindle Store da Amazon.de foi lançada este ano, mas com apenas 25 mil títulos em alemão. “A comunidade leitora europeia está faminta por e-books”, comentou Michael Serbinis, CEO da Kobo.

Por Philip Jones | The Bookseller | 13/07/2011

O editor da era digital


Pesquisa aponta carência de habilidades técnicas no Reino Unido

Com as recentes mudanças no mercado de livros, entender o mundo digital parece ser essencial tanto para os experientes como para os novos editores. Segundo recente pesquisa da Skillset, empresa especializada em treinamento de profissionais para indústrias criativas, a carência de habilidades técnicas foi apontada em segundo lugar entre as os “skills gaps” para o profissional que trabalha no mercado editorial. Na pesquisa, que contou com a participação de mais de 11 mil empresas em todo o Reino Unido, incluindo editoras de livros, revistas e jornais, 53% dos entrevistados afirmaram sentir falta de habilidades técnicas entre seus colaboradores, atrás apenas de habilidades em vendas e marketing, com 69%. Mais dados podem ser vistos neste link.

É compreensível que marketing seja apontado como a principal carência entre os profissionais, já que as estratégias de venda mudam a todo momento com a Internet”, diz Suzanne Kavanagh, gerente editorial da Skillset, durante o seminário “Digital Skills in Publishing”, organizado pela Society of Young Publishers, na London School of Economics. “No entanto, o fato de a falta de habilidades técnicas estar em segundo lugar só reforça o quadro atual de que um mercado cada vez mais digital precisa de profissionais com capacidades ‘digitais’”.

Já para Alastair Horne, gerente de inovações na Cambridge University Press, a publicação eletrônica é um caminho inevitável para os novos editores. “O digital não será menos importante nos próximos anos do que já é agora”, diz. “Se hoje os e-books são responsáveis por 10% das vendas em sua empresa, certamente amanhã serão 12%, ou seja, a tendência é só aumentar.

Editores versus T.I.

Atualmente, é muito comum entre as editoras britânicas a contratação talentos da área de T.I., principalmente para o desenvolvimento de aplicativos para iPad, iPhone e BlackBerry. “Geralmente os editores chegam com as ideias para os profissionais de T.I. que só trabalham em como aquela ideia será posta em prática”, explica Horne. “No futuro, o profissional que tiver a idea deverá ter a capacidade de executá-la”, acredita.

Mas diante das expressões da plateia, composta por estudantes de literatura e comunicação, Horne se retrata: “Calma, ninguém espera que editor seja um expert em códigos de aplicativos, mas que seja pelo menos bom o suficiente para apontar soluções e sugerir novas ideais. Entender como um aplicativo funciona já é um grande passo.

O desenvolvimento de livros a partir do modelo de aplicativos foi apontado por todos os participantes do seminário como o futuro da publicação eletrônica, pelo menos no Reino Unido. Será esse o caminho para o mercado brasileiro?

Por Taynée Mendes, de Londres | Especial para o PublishNews | 29/06/2011

Apple põe iPad e iPhone na nuvem, e cria ‘banca de revistas’ virtuais


Publicado originalmente em G1 | 06/06/2011 20h59

Aparelhos portáteis terão sincronização sem fio e integração com Twitter.
OS X Lion, iOS 5 e novo iCloud são destaque de evento da Apple nos EUA.

Steve Jobs, da Apple, durante apresentação em San Francisco na WWDC. Foto: Paul Sakuma/AP

Com a presença de Steve Jobs, afastado da presidência da companhia por motivos de saúde, a Apple apresentou nesta segunda-feira [6] o iCloud, sistema que permite sincronizar fotos, vídeos, músicas e informações entre diversos aparelhos pela internet, e seus novos sistemas operacionais, o OS X 10.7 Lion [para computadores Mac] e o iOS 5, para iPad e iPhone.

Com o iCloud, a Apple finalmente entra em um jogo que já tem em campo as rivais e gigantes Google e Microsoft, a chamada computação na nuvem. O sistema, gratuito, permite o armazenamento de arquivos como músicas compradas no iTunes, livros e documentos de texto diretamente em servidores da Apple. O usuário poderá, então, sincronizar estas informações com qualquer aparelho.

O iCloud será liberado com a chegada do iOS 5, e os usuários vão receber, gratuitamente, 5 GB para armazenamento de dados. Será possível ainda comprar mais espaço caso seja necessário.

Para os produtos da chamada “era pós-PC”, como iPhones, iPads e iPod Touches, a Apple vai disponibilizar novas funções no outono do hemisfério norte, entre setembro e dezembro. Destaque para a integração com o Twitter e o novo sistema de notificações, avisos instantânos que aparecem na tela do aparelho quando o usuário recebe mensagens de texto, e-mails ou contatos em redes sociais, por exemplo.

O iOS 5 traz ainda o iMessage, programa para troca de mensagens pela internet para usuários da plataforma. Trata-se da resposta da Apple ao BBM, o BlackBerry Messenger, que oferece funcionalidade semelhante para donos de telefones da fabricante canadense.

Também não será mais necessário ligar o aparelho a um computador para fazer upgrades no programa. Agora, eles serão feitos diretamente no iPhone ou iPad, basta estar conectado à internet. Já a sincronização com o PC ou Mac passará a ser feita sem fios, via wi-fi. O upgrade para o iOS 5 é gratuito.

Já o upgrade para Mac OS X Lion, compatível com Macbooks e iMacs, vai custar US$ 30 e será feito on-line, pela loja virtual de aplicativos da Apple. O novo sistema operacional estará disponível a partir de julho.

Scott Forstall, vice-presidente da Apple, mostra as novidades do iOS. Foto: Beck Diefenbach/Reuters

Nuvem carregada

Com o iCloud, aguardado sistema de armazenamento de informações na chamada “nuvem” da internet, a Apple permitirá salvar arquivos como fotos, vídeos e músicas do iTunes em seus servidores centrais. Estas informações poderão ser compartilhadas com os diversos aparelhos do usuário que rodem o sistema operacional iOS, como iPad e iPhone. Desenvolvedores poderão testar o sistema a partir desta segunda-feira [6]. Já os usuários comuns receberão o iCloud na atualização para o iOS 5, marcada para o outono do hemisfério norte, entre setembro de dezembro de 2011.

Steve Jobs e o iCloud: 10 anos de trabalho para chegar à 'nuvem'. Foto: Paul Sakuma/AP

Músicas compradas na loja iTunes estarão sempre disponíveis para download, armazenadas nos servidores da Apple. Por US$ 25 por ano, também será possível acessar na nuvem músicas que você tenha copiado diretamente de um CD ou baixado de outros serviços na rede. Pelo sistema “iTunes Match”, será possível relacionar os arquivos MP3 de seu computador com as músicas disponíveis nos servidores da Apple. Caso um disco ou uma música não sejam encontrados, o usuário poderá, então, fazer o upload do arquivo para o sistema na nuvem.

Será possível ainda manter sua biblioteca de livros do iBook sincronizada com a nuvem.

Documentos criados no iWork, suíte de aplicativos da Apple que concorre com o Microsoft Office, poderão também ser armazenados na rede. Desta forma, estarão sempre atualizados, não importa qual aparelho o usuário utilize para acessá-los. “Há dez anos trabalhamos neste sistema”, afirmou Steve Jobs durante a apresentação.

A companhia anunciou também o fim do MobileMe. A rede, que custava US$ 100 ao ano e permitia a sincronização virtual de contatos e calendários, passa a ter suas funções distribuídas gratuitamente e integradas ao novo iCloud.

O sistema servirá ainda como plataforma de armazenamento de dados para computadores, e será compatível com PCs e Macs. Nas máquinas da Apple, por exemplo, ele será integrado diretamente ao aplicativo iPhoto, permitindo que o usuário tenha acesso a todas as fotos tiradas nos últimos 30 dias. De novo, a função iguala a Apple a um serviço já oferecido pelo Google, dono do Picasa.

Tablets e portáteis

O sistema operacional para aparelhos portáteis chega à quinta versão com mais de 200 milhões de aparelhos compatíveis já vendidos. Em 3 anos, a Apple já repassou mais de US$ 2,5 bilhões aos desenvolvedores responsáveis pelos mais de 450 mil aplicativos disponíveis para download na loja virtual App Store. No total, usuários já baixaram mais de 14 bilhões de programas.

A maior novidade é que agora iPads, iPhones e iPod Touches poderão funcionar independentes de um computador tradicional. Até hoje, é necessário sincronizar o aparelho a um PC ou Mac para fazer atualizações do sistema operacional e de programas baixados pelo usuário. Agora, os aparelhos poderão fazer esse upgrade sozinhos.

Novo sistema de notificações para iPhone: Apple admitiu falhas no atual.Foto: Paul Sakuma/AP

O iOS 5 terá 200 novas funções para usuários e mais de 1.500 para programadores. O vice-presidente Scott Forstall, responsável pelo desenvolvimento do iOS, mostrou o novo sistema de notificações, que passa a ficar “empilhado” na tela até que o usuário as dispense. “O sistema atual era falho”, admitiu Forstall. O executivo mostrou um novo segmento da loja de aplicativos e conteúdo voltado apenas para publicações como jornais e revistas.

O “News Stand” servirá para reunir aplicativos de notícias que até agora estavam espalhados pela App Store. O programa funcionará como o iBooks, para livros eletrônicos, reunindo em uma “prateleira eletrônica” revistas e jornais comprados pelo usuário.

O novo sistema operacional também será integrado diretamente ao Twitter. Isso significa que agora é possível, por exemplo, tirar uma foto com o aplicativo básico da Apple e enviá-la para a rede social sem precisar trocar de programa. Até agora, era necessário baixar um software especial para integrar a câmera ao Twitter, ou tirar a foto e depois postá-la manualmente pelo programa da rede social.

Outra mudança na câmera é a possibilidade de usar botões físicos do aparelho para tirar fotos, sem a necessidade de tocar na tela. Usuários de iPhone, por exemplo, poderão usar o botão de aumentar o volume para acionar o “obturador” e fazer a foto. Cortar e girar imagens já feitas também será possível sem a necessidade de usar aplicativos especiais.

Usuários de iPads, iPhones e IPod Touches ganharão também um novo sistema de mensagens instantâneas, o iMessage. Com ele, é possível conversar com contatos que possuam aparelhos compatíveis com iOS pela internet. As conversas serão ligadas ao cadastro do usuário na rede da Apple, ou seja: é possível começar uma discussão no iPhone e passar depois para o iPad, e vice-versa.

Leão

O vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, foi o responsável pela apresentação das novas funções do OS X Lion. De acordo com Schiller, as vendas de Macbooks e iMacs, computadores da Apple, tiveram crescimento maior que a dos PCs – movidos a Windows e Linux – consistentemente nos últimos 5 anos. “A indústria do PC quer copiar a Apple”, brincou.

Phil Schiller mostra as novas funções do OS X Lion. Foto: Beck Diefenbach/Reuters

O Lion traz, segundo a Apple, 250 novas funcionalidades em relação à versão 10.6, batizada de Snow Leopard. Destaque para os novos comandos por gestos, a capacidade de mostrar aplicativos em tela cheia – uma das principais deficiências do Mac na comparação com o Windows – e uma nova interface para acessar programas que “empresta” elementos do sistema do iPhone e do iPad.

O Lion também muda a forma de lidar com o ato de salvar documentos. Agora, todo arquivo será salvo automaticamente a cada alteração, e será possível reverter a um estado anterior caso o usuário prefira cancelar as mudanças feitas no documento. O Mail, software para troca de mensagens, também foi refeito, e passará a exibir sequências de mensagens em forma de “conversas”, semelhante ao padrão já utilizado pelo Gmail.

O novo sistema trará ainda uma versão avançada da loja virtual de aplicativos Mac App Store, introduzida há 6 meses pela Apple. Ela funciona nos mesmos moldes da App Store para iPhone e iPad, permitindo baixar e instalar aplicativos mais facilmente, sem a necessidade de seguir processos de instalação. Agora, será possível comprar novas funcionalidades para os programas já instalados, modalidade que a Apple chama de “in-app purchases”.

Steve Jobs fala sobre o Mac OS X Lion durante encontro em San Francisco. Foto: Paul Sakuma/AP

Publicado originalmente em G1 | 06/06/2011 20h59

Estação das Letras lança curso sobre livro digital


Curso pretende preparar profissional do livro para o já real cenário digital; curadoria é do PublishNews

Até bem pouco tempo, os livros digitais eram uma realidade distante. Mas nos últimos dois anos, os e-books saltaram da quase ficção científica para a realidade. Nos Estados Unidos, responderam, só no ano passado, por cerca de 9% do faturamento, crescimento de 200% em relação a 2009 e de 800% em relação a 2008. No Brasil, as grandes livrarias já lançaram, ou estão lançando, suas lojas de e-books; há duas distribuidoras digitais em operação e nenhuma editora pode mais se dar ao luxo de ignorar o que antes era chamado futuro digital.

Com este cenário em mente, a Estação das Letras, no Rio, coloca na rua o curso “Editando livros digitais”, inédito no país. Com uma carga horária de 22h, o curso será realizado em junho e julho e terá aulas ministradas por profissionais do mercado de livros digitais e aborda desde a produção e a criação literária de e-books até o marketing, a distribuição e a comercialização de conteúdo digital. A curadoria do curso é do PublishNews.

“Ainda não havia no mercado brasileiro um curso pragmático e rápido que oferecesse uma visão ampla não apenas do futuro do livro digital, mas também do seu presente e das práticas que o mercado já vem adotando”, explica Carlo Carrenho, fundador do PublishNews e coordenador do curso na Estação.

O objetivo, segundo Carrenho, é que cada aluno, ao fim do curso, esteja preparado para o futuro digital e consciente desta realidade, que já existe tanto no mercado brasileiro quanto no internacional.

Para José Henrique Grossi, consultor comercial da distribuidora digital Xeriph, o curso é de fato bem-vindo. “Depois de anos no mercado editorial de livros de papel, eu migrei recentemente para o mercado de e-books. Este é o curso que eu gostaria de ter feito no momento da minha transição”, afirma Grossi, que ministrará a aula “O mercado nacional de livros digitais”.

Os outros professores são Cristiane Costa [UFRJ], Roberto Cassano [Agência Frog], Bruno Valente [Punch], Camila Cabete [Gato Sabido], Newton Neto [Singular Digital] e Carlo Carrenho [PublishNews].

Serviço
“Editando livros digitais”
Dias 18 e 25 de junho / 2 e 9 de julho, das 10h às 17h [total 22h/aula]
Local: a definir
Preço: R$ 900
Inscrições: 21 3237-3947
Organização: Estação das Letras
Apoio e curadoria: PublishNews

Estação das Letras
Rua Marquês de Abrantes, 177 – Loja 107 Flamengo/RJ
Telefone: [21] 3237-3947

Programa do curso Editando livros digitais

18 de junho

Aspectos gerais do mercado digital – Uma introdução | 2 horas | Carlo Carrenho

Apresentação do curso
Apresentação dos alunos
Um panorama geral do cenário digital
Os últimos acontecimentos do mercado digital
Conceitos básicos

O mercado internacional de livros digitais | 3 horas | Carlo Carrenho

Os números do mercado dos EUA
Um panorama do resto do mundo
Os três mosqueteiros: Amazon, Apple, Google e Kobo
A Barnes&Noble
Self-publishing & outros modelos
Os livros texto digitais

Carlo Carrenho é formado em Economia pela FEA-USP e especializou-se em Editoração no Radcliffe College, da Universidade de Harvard. Já possui 15 anos de experiência no mercado editorial, tendo passado por editoras acadêmicas, religiosas e de mercado geral, como a Thomas Nelson Brasil. Em 2001, criou o PublishNews, um informativo diário com todas as notícias do mercado editorial brasileiro que hoje já possui mais de 10 mil assinantes. Atualmente acompanha de perto a revolução digital do mercado editorial e atua como consultor para empresas do setor. Apesar de paulista, é flamenguista.

25 de junho

Novas estratégias narrativas para a mídia digital |3 horas | Cristiane Costa

As tecnologias do livro: do manuscrito ao iPad
Leitor passivo x leitor ativo
Novas estratégias de storytelling

Cristiane Costa é pesquisadora do pós-doutorado do Programa Avançado de Cultura Contemporânea da UFRJ, onde desenvolve estudo sobre novas estratégias narrativas em mídias digitais, com o apoio da Faperj. Coordenadora do curso de Jornalismo da ECO-UFRJ, é uma das curadoras do ciclo Oi Cabeça, dedicado à literatura eletrônica.

O mercado nacional de livros digitais | 2 horas | José Henrique Grossi

Os principais players
Os distribuidores digitais brasileiros
As e-bookstores brasileiras
Os desafios do mercado digital nacional
Estratégias sadias para o sucesso digital

José Henrique Grossi é consultor comercial da distribuidora digital Xeriph. Economista, entrou no mercado editorial em 1973 como divulgador da editora Saraiva, empresa de onde saiu nove anos depois como gerente de promoção. Trabalhou na Abril Educação e na Nova Cultural e, em 1997, criou a Grossi Representações. Foi vice-presidente da Câmara Brasileira do Livro em 1999. É santista roxo.

2 de julho

Livros Digitais, pequenas editoras e processo de produção | 3 horas | Camila Cabete

Os desafios de se montar uma editora digital
Definindo uma estratégia
Negociação com os grandes players
O processo de produção

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis.

As vantagens da impressão por demanda e como aproveitá-las | 3 horas | Newton Neto

Como funciona a impressão por demanda
O status atual da impressão por demanda nos EUA
O status atual da impressão por demanda no Brasil
Os benefícios da impressão por demanda para editoras
Os benefícios da impressão por demanda para autores
Self-publishing no Brasil

Newton Neto é diretor-executivo da Singular, braço do grupo Ediouro [do qual fazem parte as editoras Agir, Nova Fronteira, Plugme, entre outras] dedicado às novas tecnologias. Possui uma experiência de oito anos na área de conteúdo e tecnologia, abrangendo desde conteúdo para celulares a livros digitais. Recifense, é fanático pela Santa Cruz.

9 de julho

Marketing Digital para Livros Digitais | Roberto Cassano [Agência Frog] | 3 horas

O que é marketing digital
As mídias sociais: Facebook, Orkut, Twitter e FourSquare
Estratégias de sucesso para o marketing online de livros
Os erros e acertos dos sites de editoras, livros e autores
Métrica de resultados

Roberto Cassano é formado em Jornalismo, com MBA em Marketing. Atua em Publicidade desde 2001 e em Mídia On-line desde 1996. Participou dos movimentos iniciais do primeiro jornal brasileiro na internet, o JB On-Line, e das pioneiras revistas “internet.br” e “Internet Business”. Foi executivo do portal de tecnologia Canal Web e diretor de Mídias Digitais na Seluloid. É diretor de Criação e Estratégia da Agência Frog, com ênfase em mídias sociais e palestrante em instituições como Fundação Getulio Vargas, Facha e Casa do Saber

E-books e apps | 3 horas | Bruno Valente

Uma breve história dos e-books
Uma breve história das Apps
ePubs: o caminho para chegar até eles
Erros e acertos na produção de ePubs
Apps: o caminho para chegar a elas
Uma questão de equilibro: até onde uma app pode chegar antes de virar filme ou vídeo-game?
Aspectos financeiros de apps e e-books

Bruno Valente é formado em Comunicação Social [Rádio e TV] pela UFRJ, onde produziu uma das pesquisas sobre HDTV no Brasil. Pós-graduado no MBA Film & Television Business pela Fundação Getúlio Vargas. Atua no Mercado Audiovisual há 15 anos. É sócio diretor da Punch! Comunicação & Tecnologia, que desenvolve aplicativos móveis de produtos, marcas e educacionais para Apple[ iPhone, iPads, iPod Touch], Research in Motion [Blackberry] e Android, além de trabalhar com produção audiovisual transmídia e captação de recursos para projetos variados através de leis de incentivo. No Mercado Editorial, realiza aplicativos de editoras, livros e publicações e conversão de livros para o formato ePUB, sempre tendo como objetivo divulgar o conteúdo, gerar público e receita para seus clientes.

PublishNews | 13/05/2011

Usuários do Kindle mais perto do acervo de 11 mil bibliotecas


Amazon vai permitir que usuários do Kindle ou de seus aplicativos emprestem livros de bibliotecas americanas

Usuários do Kindle vão poder pegar livros digitais emprestados de mais de 11 mil bibliotecas americanas ainda neste ano e ler no Kindle ou em seus aplicativos gratuitos para Android, iPad, iPod touch, iPhone, PC, Mac, BlackBerry ou Windows Phone. Se o usuário resolver pegar este mesmo livro emprestado uma segunda vez ou mesmo comprá-lo na Amazon, encontrará todas as anotações que fez na primeira vez. O projeto está sendo desenvolvido com a empresa OverDrive e não tem data certa para começar a funcionar.

PublishNews | 22/04/2011

Android supera iPhone em número de usuários nos EUA


Um estudo divulgado pela empresa Comscore – líder em medições sobre o mercado digital – publicada no dia 1º de abril, revelou que o sistema operacional para smartphones da Google, o Android, ultrapassou o sistema operacional da Apple, vigente no iPhone e iPod Touch.

Entre novembro de 2010 e fevereiro de 2011, o Android registrou aumento de 7% no índice de usuários, de 26% para 33%; enquanto que o sistema Apple permaneceu estável, com índices de 25% e 25,2%.

O sistema Blackberry, da RIM, perdeu mercado, com queda de 4,6% no período; assim como a Microsoft, que caiu 1,3% e Palm, que perdeu 0,8% do mercado. Se a tendência continuar, em pouco tempo, apenas Apple e Google devem dividir o mercado de sistemas para smartphone.

A pesquisa também apontou que o acesso às redes sociais via smartphones também cresceu, de 23,5% para 26,8%, assim como o download de aplicativos, que subiu 3,2% nos três meses avaliados. Mesmo assim, a atividade preferida dos usuários ainda é o envio de mensagens de texto (torpedos SMS), que subiu que 67,1% para 68,8%.

Redação Portal IMPRENSA | 06/04/2011 13:44

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Cátalogo e Conteúdo para Livros Digitais

O incompreensível mercado dos e-books


Por Vicente Escudero, de Campinas | Publicado originalmente em Digestivo Cultural | 3/3/2011

Então você comprou seu Kindle acreditando que a revolução dos livros digitais economizaria seu dinheiro, permitindo que no final do mês o número de livros na sua conta fosse muito maior do que aqueles restos de árvores mortas guardados na estante. Hmm… parece que sua ideia não deu muito certo, não é mesmo? A entrega dos e-books pela rede 3G em breve vai ganhar apenas da FedEx no quesito tempo de entrega, porque os preços dos livros nos dois formatos parecem estar caminhando para um estranho empate, com os bits se igualando ao custo do livro impresso com capista, ilustrador e papel. O minimalismo dos e-books equivale ao custo de produção de um livro?

Não se trata de ser aquele cara chato que sai por aí pechinchando o preço das meias. Esta discussão é importante, pois havia uma expectativa de redução dos preços dos livros e do aumento dos royalties dos autores com o crescimento das vendas de e-books. Difícil de acreditar que o custo do livro de papel, dividido entre a matéria-prima de seu suporte e os detalhes de uma edição caprichada, se equipara aos valores de uma edição digital preto e branco editada num software que cria dezenas de milhares de cópias armazenáveis em um único pen drive. Defensoras desta tese, as editoras alegam que apenas 15% do custo de produção dos livros em papel refere-se ao gasto com seu suporte físico. O restante seria dividido entre o editor, autor, revendedoras, distribuidoras e publicidade. Até o livro chegar à prateleira, muitas mãos trabalharam para produzir seu resultado.

Entre os argumentos para essa equivalência de valores existe o da necessidade de adaptação das versões digitais para os diferentes formatos de sistemas operacionais, como o Android, iOS, Blackberry e o próprio Kindle. Embora já esteja disponível um formato compatível com a maioria dos leitores, exceto o Kindle, chamado EPUB, a distribuição desses arquivos pelas livrarias virtuais é realizada com a utilização da proteção chamada DRM [Digital Rights Management], que é incorporada no e-book e impede sua cópia e utilização em dispositivo diverso daquele em que foi adquirido. Este sistema já é utilizado em arquivos MP3 e AAC e parece que terá vida longa nos e-books enquanto não houver um consenso entre as grandes livrarias, os produtores de readers e o bolso do público.

Existem outros custos específicos das versões digitais que ainda não alcançaram um patamar razoável para estabilizar seu preço final: programação de softwares antipirataria, armazenamento digital e suporte jurídico. Todos esses custos, somados às parcelas do editor e do autor equivaleriam aos gastos de produção do livro de papel, fazendo com que você olhe de cara feia para o preço estampado na internet. Alguns desses valores já estão claros para o leitor. A Amazon divulgou na última ocasião em que aumentou os royalties dos autores independentes que o custo de envio dos livros pela rede 3G, em todo o mundo, não passa de 6 cents por livro, o equivalente a 10 centavos no Brasil. Essas moedas que você deixou cair no carro pagariam um ano do frete virtual do Kindle.

Ainda não dá para morrer de paixão pelo esforço das editoras em distribuir os livros digitais entre tantas dificuldades. Corre por aí o boato sobre o temor do mercado editorial ser forçado a reduzir o preço das edições em papel, sua maior fonte de renda, em caso de queda dos preços das edições digitais. A piada, segundo o escritor Larry Doyle, é que os preços dos e-books não são menores porque as editoras temem desvalorizar a ideia que as pessoas têm sobre os livros. Melhor que isso seja mentira. Enquanto a relação entre autores e editoras vive um momento de transição, envolvendo até processos judiciais sobre os direitos de publicação de edições antigas no formato eletrônico, outros arranjos para a publicação começam a surgir para competir e preocupar o mercado editorial tradicional.

Os maiores competidores das editoras neste novo mercado são a Apple, Amazon e Barnes & Noble. Não surpreende o fato de que cada um deles tenha desenvolvido seu próprio suporte para leitura de e-books com sistemas fechados, já pensando na possibilidade de controlar o mercado utilizado pelo usuário. As editoras também não esperavam que a Amazon e a Apple começariam ocupando o espaço de produção de e-books. Hoje, a margem de lucro que o autor independente encontra para vender seu livro diretamente através da Amazon ou da iBooks está próxima dos 70%, percentual muito acima do oferecido pelas editoras tradicionais que começa a atrair autores de peso.

Talvez a única vantagem das editoras tradicionais sobre este novo sistema de autopublicação seja a presença do editor intermediando a relação entre o leitor e o autor. Entretanto, para aterrorizar ainda mais as editoras, já surgem notícias de agentes literários trabalhando um novo sistema de publicação e divulgação que utiliza as ferramentas oferecidas pela Apple e a Amazon e conta com editores independentes ou vinculados a agentes. No meio dessa tempestade, parece difícil enxergar como será o mercado daqui a cinco anos. Só não dá para ter dúvida de uma coisa: um milhão de livros iguais em papel não custam o mesmo que um milhão de e-books. Dos e-books, só o Kindle e o iPad vêm na caixa, pelo correio…

Por Vicente Escudero, de Campinas | Publicado originalmente em Digestivo Cultural | 3/3/2011

Livros de ouvir e clicar


Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Audiolivros e e-books são formatos alternativos para leitura de clássicos da literatura e têm conquistado um público crescente

Muitos daqueles que folheiam com gosto as páginas de um clássico da literatura ou que sentem prazer em acomodar-se em uma poltrona para desfrutar de um bom livro ainda podem sentir certa resistência quando se deparam com tecnologias alternativas de leitura, como os audiolivros ou os e-books [abreviação de electronic books]. No entanto, estes formatos têm ganhado mais espaço no mercado editorial na última década e conquistado um público específico.

Segundo estimativas da Distribuidora de Livros Digitais [DLD], grupo que reúne sete editoras brasileiras, nos próximos anos cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro.

No mercado de audiolivros, o cenário é semelhante. Claudio Wulkan, fundador e diretor da Editora Universidade Falada – empresa que publica conteúdos literários em áudio – afirma que nos últimos quatro anos o crescimento do mercado têm sido significativo.

Claudio Wulkan, da Editora Universidade Falada: "Começamos com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis"

Nossas vendas têm aumentado a cada mês e acredito que isso tenha ocorrido porque as pessoas começaram a entender pouco a pouco o que é exatamente este formato“, analisa Wulkan.

Alternativo, não substituto

Gino Murta, diretor de Planejamento da Editora Autêntica – empresa que também publica obras literárias para iPod, iPad e iTouch –, considera que estes formatos de livros são complementares aos livros impressos. “Estas tecnologias estão sendo mais difundidas ultimamente, principalmente os e-books, mas acredito que sejam apenas diferentes formas de disseminar o mesmo conhecimento, ou seja, apenas outros canais pelo qual estes produtos também podem ser consumidos“, opina Murta.

Cerca de 6,3 milhões de livros deverão estar disponíveis em formato digital no mercado brasileiro nos próximos anos

Para o diretor de Planejamento, o avanço destas tecnologias pode ser comparado ao processo pelo qual a indústria do cinema passou quando os videocassetes, e posteriormente os DVDs, colaboraram para a disseminação dos filmes. “Mesmo com estes novos suportes as pessoas não deixaram de ir ao cinema, já que a experiência é diferente entre assistir os filmes em casa e no cinema“, compara Murta.

Livro falado

Para as pessoas que têm uma rotina intensa de atividades, muitas vezes fica difícil encontrar tempo para apreciar uma boa leitura impressa. Nos anos 1990, Wulkan, fundador da Editora Universidade Falada, enfrentava esta mesma dificuldade. Trabalhava como médico dermatologista e ainda buscava tempo para se dedicar à família, e o resultado era que restava pouco tempo para estudar assuntos que lhe interessavam como astronomia, filosofia e mitologia. Para possibilitar este estudo, Wulkan recorreu aos audiolivros durante os intervalos das consultas.

Mas foi só em 2006 que o médico decidiu transformar seu hobby em profissão. Montou um estúdio profissional e trouxe locutores e professores para gravar livros em formato de áudio. “Começamos este projeto com o objetivo de difundir a cultura por preços simbólicos e hoje já temos aproximadamente 350 produtos disponíveis no Portal da Universidade Falada“, comemora. Para disponibilizar as obras, Wulkan reuniu diversas empresas que produziam audiolivros e disponibilizou as obras, em formato de CD e em MP3, para serem comercializadas.

O diretor da editora ressalta que os audiolivros são uma boa solução para pessoas que não encontram tempo para ler o livro impresso e assim podem ouvir as histórias enquanto realizam outras atividades. “Os usuários podem usufruir desta tecnologia enquanto praticam esportes ou no caminho para o trabalho e principalmente no carro, tempo que pode ser bem aproveitado com um audiolivro“, sugere.

Mas não é apenas como atividade paralela que os audiolivros podem ser utilizados. Para aqueles que não têm a possibilidade de ler um livro impresso, este formato pode ser uma solução. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, entidade que se dedica à inclusão social das pessoas com deficiência visual, disponibiliza gratuitamente ao público obras de sua Biblioteca Circulante do Livro Falado, que conta com mais de 860 títulos. O acervo dispõe de opções variadas como as revistas Veja e Cláudia, clássicos da literatura brasileira e até best-sellers internacionais.

Milton Assumpção, da M. Books: "No caso dos livros digitais, é preciso conseguir licença dos autores e arcar com custos relacionados aos direitos autorais".

Digitalizando a cultura

Para Murta, da Editora Autêntica, os e-books não são apenas formatos práticos, mas apresentam em termos de tecnologia possibilidades inovadoras de leitura. “Principalmente para publicações técnicas, como para engenheiros, médicos ou advogados, os livros digitalizados tornam a busca de um determinado termo mais ágil, pois possuem mecanismos que facilitam este processo“, justifica o diretor.

Além de sua propriedade enciclopédica, os e-books possibilitam uma leitura mais dinâmica também nas publicações destinadas ao público infantil. “Estamos preparando histórias em quadrinhos para o ePub, que oferece a possibilidade de aumentar o tamanho dos quadros e movimentálos de acordo com a leitura”, adianta o diretor de Planejamento da Editora Autêntica.

O formato ePub é um arquivo digital utilizado para leituras de livros e periódicos em dispositivos móveis como smartphones, PDAs, tablets, computadores ultraportáteis e leitores digitais como Kindle, Nook, Sony Reader, entre outros.

Milton Assumpção, fundador e diretor executivo da M.Books, indica que os formatos digitais não exigem investimentos muito altos, por isso são mais viáveis em termos de produção. “Para este suporte, é preciso conseguir licença dos autores, caso necessário, e arcar com custos relacionados aos direitos autorais“, explica Assumpção.

Obras seguras na Internet

Uma das questões essenciais ao se tratar de livros digitais são os direitos autorais. Todos os livros que são comercializados em sites de venda de ebooks devem ser protegidos pelas leis dos direitos autorais, que dão o devido crédito ao autor da obra e à editora responsável por sua publicação impressa. Essa proteção evita que os livros sejam alterados, plagiados ou comercializados sem a autorização necessária.

No entanto, a pirataria deste tipo de produto é muito comum e pode acabar dificultando o desenvolvimento do mercado. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, afirma que esta é uma questão que ainda deve ser resolvida no mercado editorial. “Acredito que a tendência para os livros digitais no futuro é uma solução mista: enquanto algumas obras serão disponibilizadas sem custo e sem segurança, outras podem apresentar restrições e serem disponibilizadas a partir de um pagamento”, prevê o coordenador.

Outros leitores

Estes meios alternativos para leitura apresentam algumas particularidades quanto ao público que atingem. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livros e autor do livro O Livro na Era Digital, aponta que o maior número de leitores de livros impressos e de livros digitais estão localizados nas regiões Sul e Sudeste do País, entre as classes A e B; mas que, mesmo assim, têm perfis diferentes.

“Geralmente, os leitores de e-books são internautas e têm um perfil específico; são pessoas que preferem o meio digital ao formato impresso”, observa Procópio, que também é leitor assíduo de e-books.

Ednei Procópio, autor do livro "O Livro na Era Digital": "Base instalada de suportes para os livros digitais ainda não é favorável no Brasil"

O editor enfatiza que, apesar de a tecnologia ter apresentado crescimento, a base instalada de suportes para os livros digitais ainda não apresenta uma situação favorável. “Hoje, no Brasil, a maior base instalada é a de celulares, e depois a de computadores“, relata. “No entanto, a tela do celular é muito pequena para a leitura de livros e os computadores são muito pesados. Os smartphones, que têm a tela um pouco maior e facilitam a leitura, representam atualmente apenas 3% do total de celulares no Brasil“, informa Procópio.

Segundo o editor, outra opção seriam os tablets, suporte que no momento tem base instalada muito pequena no País. “Temos ainda um longo caminho pela frente para que esta tecnologia possa ser difundida“, opina Procópio.


Para “ler” ouvindo ou clicando

Confira os sites que disponibilizam versões digitais e de audiolivros para que você também possa aproveitar as tecnologias alternativas de leitura, seja no carro, enquanto pratica esportes ou espera na fila do banco.

* www.universidadefalada.com.br – O portal disponibiliza atualmente cerca de 350 audiolivros entre CDs e livros em formato MP3. Os produtos mais vendidos são livros de mitologia, fi losofi a e a série de Sherlock Holmes

* www.meuebook.com.br – Portal lançado em parceria com a Universidade Falada que tem como objetivo difundir a cultura pelo Brasil, na forma de e-books. As obras neste portal podem ser gratuitas [de domínio público ou não] ou pagas [pertencentes a editoras nacionais]

* www.autenticaeditora.com.br/livros_digitais – Editora disponibiliza livros que estão esgotados em formato impresso e que podem ser acessados na versão digital gratuitamente. Além disso, também oferece livros infantis neste formato

* www.brasiliana.usp.br – Portal mantém cerca de 3.000 volumes, incluindo obras raras. Digitaliza algumas das obras cedidas pela família Mindlin à Universidade de São Paulo [USP]

* www.dominiopublico.gov.br – Biblioteca digital do Ministério da Educação que dispõe obras de domínio público da língua portuguesa nos formatos de texto digitalizado, som, vídeo e imagem

IDEIAS E PENSAMENTOS – Conteúdo Online Exclusivo

Os primórdios dos livros digitais

Apesar do crescimento recente do mercado de e-books, os formatos que deram a base para esta tecnologia já tem uma história bem mais antiga. Ednei Procópio, Coordenador Geral do Cadastro Nacional de Livro e editor especialista em livros digitais, indica que a primeira experiência com e-books foi o Projeto Gutemberg, em 1971. Já o primeiro formato adaptado para a web foi disponibilizado pela Sony em 1993, o Discdata. No Brasil, uma das primeiras bibliotecas com acervo digital foi a Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro, que hoje já está fora do ar.

Para ler as publicações digitais disponibilizadas nesta época, eram utilizados os e-readers de primeira geração, como os palms, que hoje já foram substituídos por aparelhos como iPhone e Blackberry.

Segundo informações da GfK, empresa que realiza pesquisas de mercado, atualmente 67% dos brasileiros não conhece os e-books, aparelhos destinados a leitura de publicações digitais. Hoje, os aparelhos destinados especificamente a esta função que já estão disponíveis no Brasil são o Kindle, o iRiver, o Cool-er, o Alfa e o iPad, lançado no Brasil no início de dezembro do ano passado.

Por Thaís Tüchumantel | O Mundo da Usinagem Digital

Operadora de celular vai vender o Kindle nos EUA


Dispositivo chega às lojas americanas em março | Foto: Reprodução/Geek

A operadora norte-americana AT&T anunciou nesta segunda-feira que vai começar a vender o leitor de livros eletrônicos Kindle 3G, da Amazon, em suas lojas no varejo a partir de março. É a primeira vez que uma operadora de celular vai vender o e-book.

A Amazon já utiliza a rede 3G da AT&T para dar acesso à internet ao Kindle, permitindo o download direto de livros, revistas, jornais, blogs e outros documentos ao equipamento com tela de 6 polegadas. O Kindle oferece ainda conectividade Wi-Fi.

O leitor de e-books é vendido na cor grafite e, segundo a Amazon, sua tela de e-ink tem 50% melhor contraste que outros dispositivos similares, com páginas que viram mais rápido, seu armazenamento permite guardar até 3.500 títulos e sua bateria dura até um mês.

O acesso 3G no Kindle não é cobrado à parte pela operadora. A loja online do Kindle oferece mais de 810 mil livros para venda, além de 1,8 milhão de títulos gratuitos que podem ser lidos no próprio dispositivo da empresa, assim como em outras plataformas, como iPads, iPhones, BlackBerry, Android, Mac e PC. O Kindle 3G será vendido na AT&T pelo preço oficial de US$ 189.

Portal Terra | 28 de fevereiro de 2011 • 14h19

Jornais e revistas, papel e digital


Portugal: Recentemente, o Jornal de Notícias, Diário de Notícias e O Jogo juntaram-se ao grupo de jornais que disponibilizam versões integrais da edição diária em formato digital, pronto a ser lido em iPad, iPhone ou em qualquer computador, smartphone ou tablet com acesso à internet. A tendência não é nova, mas esta é uma área em clara expansão. Será que financeiramente também é mais vantajoso? A era digital abre novas possibilidades de leitura diária de títulos estrangeiros de referência que até agora era mais difícil: demorava tempo e custava dinheiro.

Mas comecemos pelos jornais portugueses. No caso do JN, DN e O Jogo, é possível consultar a edição e-paper gratuitamente até ao dia 15 de Março. Após essa data, será preciso assinar para ter acesso ao jornal digital. O preço cifra-se nos 19 euros por mês, ou 99 euros por ano. Ou seja, cada edição fica entre 63 cêntimos [se assinar mensalmente] e 28 cêntimos [se assinar anualmente]. Um preço bastante abaixo da versão em papel. O Público também disponibiliza gratuitamente durante dois meses uma aplicação para iPad, com vários conteúdos. Além disso, o jornal disponibiliza a versão diária em formato PDF, mas é preciso ser assinante para ter acesso. O semanário Sol também tem uma aplicação para iPhone e iPad que permite aceder às últimas notícias e é totalmente gratuita.

No mercado internacional o cenário é muito mais atractivo, até porque passa a ser possível ler, diariamente e a preços reduzidos, importantes publicações estrangeiras. Um bom local para o fazer é o Zinio [www.zinio.com], um verdadeiro quiosque online onde pode encontrar e subscrever revistas e jornais de todo o mundo. Geralmente a preços bastante mais convidativos do que uma assinatura da edição em papel. Se é fã incondicional de música, por exemplo, a Rolling Stone ou o New Musical Express são certamente do seu interesse. No caso da revista americana, uma subscrição digital de 26 edições fica-se pelos 20 dólares [cerca de 15 euros], ao contrário dos 130 dólares [cerca de 96 euros] do preço de capa.

Depois do pagamento, pode ler a revista integralmente em PC, Mac, iPad e iPhone. Já 51 edições do NME ficam por cerca de 80 dólares [60 euros]. Ou seja, bastante mais barato do que os 143 dólares que pagaria se quisesse receber a revista em casa.

As ofertas não ficam por aqui: se o seu desporto favorito é mesmo o futebol, pode subscrever mensalmente o jornal espanhol Marca por 28 dólares [20 euros] e lê-lo no seu computador ou tablet. Se o seu interesse passa mais pelo design e pelas últimas tendências, pode querer assinar a versão digital da Wallpaper, que custa apenas 55 dólares [40 euros] e tem acesso a 12 edições. A versão impressa ficaria por 120 dólares [88 euros]. E até pode optar por aceder às versões digitais de revistas de celebridades, como 52 edições da Hola! por cerca de 100 dólares [73 euros].

Além das vantagens de preço, as edições digitais das publicações trazem ainda outras: o acesso ao arquivo é mais facilitado e pode até comprar edições anteriores com facilidade. Há, no entanto, algumas desvantagens: para aceder às versões digitais tem de ter um computador, um tablet ou um smartphone, gadgets que geralmente são caros. Além disso, a leitura pode não ser tão fácil e intuitiva, caso ainda não esteja habituado aos novos suportes.

franciscoferreira@faroldeideias.com

Preços dos tablets ainda é elevado

Ler num iPad pode até ser uma experiência interessante, mas a verdade é que o preço destes aparelhos ainda não é para todas as bolsas. No site Pixmania, o tablet da Apple cifra-se nos 509 euros. Já um iPhone custa, pelo menos, 561 euros. Um BlackBerry deverá custar à volta de 300 euros, mas a leitura nestes dois últimos aparelhos não será tão fácil.

SITES

Os jornais portugueses estão a render-se aos formatos digitais

www.zinio.com

cimdn.newspaperdirect.com/epaper/

cimojogo.newspaperdirect.com/epaper/

pdf.publico.pt/

tunes.apple.com/pt/app/sol-online/

Por Francisco David Ferreira | Para o Diário de Notícias | 23/02/2011

Programas facilitam leitura em tablets


Eles omitem distrações, como anúncios, barras laterais e links, e exibem somente o texto com um visual limpo

Empresa criou serviço de assinatura que repassa 70% do valor para produtores de conteúdo na internet

POR RAFAEL CAPANEMA
DE SÃO PAULO

Ler os textos que você quiser, na hora que bem entender, no dispositivo que você tiver à mão e sem distrações.

É essa a proposta de serviços como o Instapaper, o Readability e o Read It Later, que se popularizam na carona de smartphones e de tablets como o iPad.

A situação é comum: você se depara com um longo texto que parece ser interessante. Nos arredores do conteúdo, todo tipo de ruído: barras laterais, anúncios, comentários, links.

Com serviços de legibilidade, basta um comando para fazer sumir o que há de supérfluo e destacar apenas o essencial: texto e, eventualmente, fotos.

Artigos interessantes também costumam surgir quando se está ocupado no trabalho, por exemplo.

Nesse caso, basta usar o Instapaper ou o Read It Later para guardar os textos e lê-los mais tarde, despidos dos excessos -com o iPad, na cama, ou na fila do banco, por meio do smartphone.

EFEITO COLATERAL

Apesar de convenientes, esses serviços podem ser prejudiciais ao omitir aquilo que é uma fonte de renda primordial dos produtores de conteúdo: os anúncios.

Pensando nisso, o Readability [readability.com] anunciou na semana passada um serviço pago de assinatura [US$ 5 ao mês] cujos dividendos serão repassados, em sua maioria [70%], para quem produz os textos lidos por meio do serviço.

No ano passado, o “New York Times” impediu que seu conteúdo fosse oferecido sem autorização no Pulse, agregador de notícias que funciona no iPad, no iPhone, em celulares com Android e nos tablets equipados com o sistema do Google.

Criado por estudantes da Universidade de Stanford, o Pulse é um dos principais representantes do promissor mercado de revistas digitais personalizadas, como o Flipboard, que foi laureado pela própria Apple como aplicativo do ano de 2010 para iPad.

Com múltiplas fontes, o conteúdo do Flipboard e do Pulse -ambos gratuitos- é formado por links publicados pelos contatos do usuário em redes sociais e por pacotes temáticos [moda, tecnologia etc.].

Segundo uma pesquisa da iModerate Research Technologies e da Brock Associates, 66% dos proprietários de dispositivos multifuncionais, como o iPad e smartphones [Android, BlackBerry e iPhone] passaram a ler mais desde que se apossaram dos brinquedinhos.

Curiosamente, 46% dos donos desse tipo de aparelho começaram até a ler mais livros de papel, de acordo com o estudo.

Vale lembrar que a pesquisa não ouviu donos de dispositivos de leitura dedicados, como o Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes & Noble.

Veremos um crescimento no consumo de e-books neste ano porque os consumidores sugerem que ler livros em um dispositivo multifuncional é muito conveniente para eles“, disse Laurie Brock, presidente da Brock.

Por Rafael Capanema | Folha de S. Paulo | Tec | 09/02/2011

eBooks no Windows Phone 7


Kindle for Windows Phone 7Os e-books Kindle já podem ser lidos em aparelhos como o próprio Kindle, Kindle 3G e Kindle DX e também no iPad, iPod touch, iPhone, PC, Mac, BlackBerry e aparelhos Androide. Na quarta-feira [5], a Amazon expandiu seu aplicativo gratuito “Buy Once, Read Everywhere”, que pode ser agora usado também no Windows Phone 7.

PublishNews | 06/01/2011

Kindle passa a permitir empréstimo de livros


A terceira geração do Kindle foi o produto mais vendido em toda a história da Amazon.com

A Amazon lançou na última quinta [30] o recurso que permite aos usuários do Kindle emprestar livros que tenham adquirido. No entanto, apenas títulos permitidos pelas editoras e detentores dos direitos autorais poderão ser compartilhados e por um período restrito a 14 dias.

O sistema de empréstimo do Kindle é muito similar ao LendMe, recurso do seu concorrente, o e-reader Nook, da Barnes & Noble. Quem pegar um livro eletrônico emprestado não precisa necessariamente ter um e-reader da Amazon. A pessoa poderá acessá-lo de um aplicativo Kindle para Mac, PC, iOS, Android, BlackBerry, Windows Phone 7, além do próprio Kindle, informa o site “Mashable”.

Por enquanto, é possível realizar os empréstimos dos livros eletrônicos acessando a conta de usuário na Amazon.com em um navegador de internet. É possível que a empresa libere em breve atualizações do software dos leitores digitais para que o empréstimo seja feito direto do dispositivo.

Sucesso de vendas

A varejista online Amazon.com havia informado nesta semana que a terceira geração de seu aparelho de leitura digital Kindle foi o produto mais vendido em toda a história da empresa.

O Kindle ultrapassou a marca de vendas do último livro da série do bruxo Harry Potter, até então o item mais vendido na Amazon.com. A companhia não revelou números de vendas do Kindle.

A Amazon.com também informou que em 29 de novembro registrou recorde de encomendas em um único dia, com 13,7 milhões de pedidos em todo o mundo, ou o equivalente a 158 itens por segundo.

UOL Tecnologia | 31/12/2010 – 11h13 | Com informações da Reuters

Jovens trocam livros por ‘leitura digital’


Gerações anteriores só liam as obras cobradas pela escola; agora, a prática é diferente: são sites, redes sociais, SMS e e-mails

No bolso do jeans, um BlackBerry. Na escrivaninha do quarto, um laptop. Dentro da mochila da escola, um iPod Touch com conexão wireless. Tudo ao redor dos jovens de hoje oferece conexão 24 horas por dia nas mais diversas redes sociais. Como deixar de lado todas as infinitas possibilidades que o mundo digital oferece e se dedicar à leitura de um livro, com suas centenas de páginas, cheias de palavras e letras inertes, exigindo concentração para serem decifradas?

Família conectada. Na casa de Hermina Ejzenmesser, além do computador de uso comum, o marido e os três filhos têm cada um o seu notebook; Renato (à esq.) é o mais antenado

Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes [Pisa] divulgados nesta semana afirmam que a leitura não está entre as prioridades dos jovens de 15 anos. Nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico [OCDE], 46% dos estudantes afirmam que leem apenas para obter as informações que precisam; 41% só leem se forem obrigados; e 24% acham que ler é um desperdício de tempo. Apenas um terço disse que a leitura é um dos hobbies favoritos.

 

Apesar dos dados do Pisa, especialistas em educação e tecnologia discordam da ideia de que o jovem de hoje lê menos. Muito pelo contrário: afirmam que os adolescentes nunca leram tanto. A diferença é que, agora, não são só os livros que são “lidos”, mas vídeos, sites, SMS, e-mails e uma gama imensa de informações.

O adolescente lê e escreve muito, comunica-se muito mais por escrito. As gerações anteriores liam só os livros da escola. Os jovens de hoje não: estão sempre se informando dentro dessa vida social digitalizada“, diz Rosa Maria Farah, coordenadora do Núcleo de Pesquisas da Psicologia em Informática da PUC-SP.

O que perdeu espaço na vida dos jovens não é o hábito de ler, mas a leitura formal que os livros, por exemplo, oferecem. “O texto existe, só que de outras formas, e agora oferece acesso amplo e irrestrito. A leitura digital é mais lúdica e interessante porque não é linear e permite uma liberdade multimidiática“, explica Claudemir Viana, pesquisador do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária [Cenpec].

Segundo Viana, trocar SMS com os amigos, postar no Twitter e ver recados no Facebook são atividades mais prazerosas que ler um clássico literário porque dão mais autonomia. “Se cansar do site em que está navegando, é só abrir um outro link. Não precisa mais ler página por página, na ordem. Por isso, o que o jovem está perdendo é a paciência, não a concentração.

O maior desafio do jovem é lidar com a diversidade de estímulos que recebe de todos os lados – o que não significa que ele esteja mais distraído, afirmam especialistas. “O adolescente tem de prestar atenção em várias coisas ao mesmo tempo. Ele é multifocal e deve se dividir por vários canais“, diz a psicóloga Ivete Palange, da Associação Brasileira de Educação a Distância [Abed].

Dar atenção a várias mídias sem perder o interesse no conteúdo de cada uma delas é o que acontece na casa da empresária Hermina Ejzenmesser, de 44 anos. Além do computador da família, de uso comum, seu marido e cada um de seus três filhos têm um notebook. Renato, de 16 anos, é o mais antenado: tem iPhone e usa diversos programas em seu laptop. “Antes, eu até gostava mais de ler livros, mas fui perdendo o estímulo. Gosto de jornal, mas se você for pegar para ler no fim da manhã, já está tudo velho“, diz Gustavo.

Para Hermina, o gosto de Renato por tecnologia é positivo. “Ele faz trabalhos em vídeo, edita e coloca áudio. E estuda muito com os amigos via Skype.

Aptidões perdidas. Para os educadores, a falta de interesse pela leitura formal pode levar à perda da habilidade de se concentrar quando necessário. “O jovem não consegue mais ler um texto inteiro. Ele não cria essa habilidade porque não precisa mais dela“, explica Teresa Ferreira, psicopedagoga da Unifesp.

Ainda é cedo para afirmar o quanto isso pode ser prejudicial no futuro. Mas os especialistas alertam: ler apenas o essencial e aquilo que interessa pode levar à perda da aptidão para analisar situações com mais profundidade. “O jovem sabe de tudo o que acontece, mas não aprofunda o conhecimento dos fatos”, destaca a psicóloga Dora Sampaio Góes, do Programa de Dependência da Internet do Ambulatório Integrado dos Transtornos do Impulso [Amiti], da USP. “A dúvida é: até que ponto essa abordagem generalista é benéfica?

VANTAGENS E DESVANTAGENS

Leitura formal

Para os educadores, ler os livros clássicos faz com que as crianças e os jovens consigam formar referências culturais e, portanto, sejam capazes de aprofundar o conhecimento sobre o mundo e analisar os fatos de modo mais profundo. No entanto, a leitura dos materiais impressos, como também são os jornais e as revistas, são arbitrárias e não permitem a interação do leitor com a informação, que é sempre linear.

Leitura digital

Para os educadores, a possibilidade de ter contato com várias mídias ao mesmo tempo [como vídeo, áudio, imagem e texto] é o grande trunfo das novas tecnologias. O jovem consegue se comunicar de diversas formas e, por essa razão, nunca leu e escreveu tanto. Porém, ao dividir a atenção entre tantas mídias, o adolescente pode perder a capacidade de focar seu interesse em uma só coisa, prejudicando a concentração.

PRESTE ATENÇÃO…

1. Jornais. Assinar jornais é uma opção para motivar a leitura. Educadores sugerem que os pais comentem reportagens interessantes com as crianças.

2. Revistas. Comprar revistas para adolescentes, com temas do interesse dos jovens, pode ser um bom começo para exercitar a concentração.

3. Revistas em quadrinhos. Gibis são uma boa ideia para incentivar crianças muito pequenas a ler, porque contêm imagens e mensagens curtas.

4. Livros clássicos. Os pais devem dar o exemplo aos filhos, lendo bons livros e sempre deixando à vista, em casa, os clássicos da literatura.

5. Livros para adolescentes. Obras de ficção e de ação – inclusive best sellers – são de fácil leitura e costumam agradar crianças de todas as idades.

6. Sites. É ideal que os pais acompanhem o conteúdo das páginas em que os filhos navegam, para evitar a exposição a crimes virtuais.

Por Mariana Mandelli | O Estado de S. Paulo | 12 de dezembro de 2010 | 0h 00

Sony lançará aplicativo de e-reader para outras plataformas


A Reader Store venderá livros direto nos dispositivos com Android e iOS, além do PC, que podem ser lidos na tela dos aparelhos

A Sony promete para dezembro o lançamento de um aplicativo para leitura de livros nas plataformas Android e iOS, de acordo com informações publicadas pela empresa em seu site. Desse modo, a Sony segue os passos da Amazon e Barnes and Noble ao oferecer um app complementar ao seu leitor de livros eletrônicos.

A Reader Store, da Sony, vai vender livros direto nos dispositivos com Android e iOS, além do PC, que podem ser lidos na tela dos aparelhos. Assim como os concorrentes, o Reader vai permitir fazer marcações, ajustar o tamanho da fonte e tomar notas nas páginas dos títulos.

O Amazon Kindle, principal concorrente da Reader Store, já está presente em outras plataformas, como Windows, Mac, iPhone/iPod touch, Android e BlackBerry, além dos leitores de e-books Kindle e Kindle DX. A loja de livros da Sony para as plataformas móveis deve estrear ainda em dezembro.

Por Zumo Notícias | Publicado por Portal Terra | 26 de novembro de 2010 • 12h39

Dono de livro eletrônico Kindle vai poder emprestar exemplar por 14 dias


A Amazon disse que os donos de Kindle vão poder emprestar seus livros para outros proprietários do leitor de livros eletrônicos ou quem tenha seus aplicativos grátis [disponíveis para PCs, iPads BlackBerries, entre outros].

A novidade, porém, vem com uma série de restrições: um livro pode ser emprestado uma única vez e esse empréstimo dura somente 14 dias. Além disso, enquanto a publicação estiver com outra pessoa, o dono original não poderá acessá-la.

Para terminar, não são todos os livros que poderão ser emprestados. “Isso cabe exclusivamente à editora ou aos proprietários dos direitos autorais, que vão determinar quais títulos poderão ser emprestados“, disse a Amazon em nota em seu blog oficial.

A decisão de restringir o empréstimo visa proteger os direitos autorais. Isso porque, se um livro pudesse ser emprestado sem limites [de prazo ou usuário], a venda das versões eletrônicas — uma das grandes apostas das editoras- provavelmente despencaria.

A Amazon não é, no entanto, a primeira empresa a liberar o empréstimo dos livros eletrônicos. O Nook, da americana Barnes & Noble, também permite a transferência entre donos do mesmo aparelho ou que tenham instalado seu aplicativo gratuito.

Porém, o impacto da decisão da Amazon é maior porque o Kindle é mais bem-sucedido. A empresa não divulga números, mas analistas acreditam que 5 milhões de unidades serão vendidas neste ano — e mais de 8 milhões no ano que vem.

No seu mais recente balanço trimestral, divulgado na semana passada, a Amazon disse que a nova geração do Kindle, lançada no fim de julho, é a que vendeu mais rápido entre todas as versões do aparelho (a primeira é de 2007) e que é o produto mais vendido do seu site.

O novo aparelho, que é vendido no mercado norte-americano por US$ 139 [R$ 237], chega ao Brasil por mais que o dobro do preço: US$ 312 [R$ 533], um dos mais caros do mundo.

Graças em grande parte ao Kindle, as ações da Amazon se valorizaram em 26% neste ano e estão no seu maior patamar histórico. Para ter uma ideia da alta, a Nasdaq (Bolsa de Valores onde os papéis são negociados) subiu 9% de janeiro para cá.

CAPA DURA

Em julho, a Amazon afirmou que a venda de livros para o Kindle já supera a comercialização de obras no formato tradicional.

De acordo com a empresa, foram comercializados no segundo trimestre 143 livros eletrônicos para cada 100 exemplares de capa dura no mercado norte-americano.

Publicado originalmente em Folha.com | TEC | 24/10/2010 – 08h15

Amazon permite ler livros do Kindle no navegador


A Amazon lançou nesta terça-feira [28] a versão beta do Kindle for the Web, um serviço que permite a leitura de amostras de livros da plataforma Kindle diretamente a partir de um navegador, sem a necessidade de download ou instalação. Como ainda está em fase de testes, o serviço só permite visualizar algumas poucas obras.

Na página de determinados produtos no site da Amazon já aparece um botão com a inscrição “Read first chapter FREE” [“Leia o primeiro capítulo gratuitamente”], que leva ao Kindle for the Web. Na ferramenta é possível alterar o tamanho da fonte, o espaçamento das linhas, a largura da página e a cor do fundo. O usuário ainda tem a opção de compartilhar o livro via Facebook, Twitter ou e-mail e de incorporar o serviço em outros sites ou blogs.

Segundo a Amazon, blogueiros e administradores de sites que inserirem amostras de livros em suas páginas receberão comissões sobre as vendas de obras indicadas por eles. Para ter acesso ao sistema de remuneração, é preciso ser participante do Amazon Associates Program.

Além do serviço de amostra para a web, a plataforma de livros digitais Kindle conta com aplicativos de leitura para os aparelhos Kindle, iPad, iPod touch, iPhone, Mac, PC, BlackBerry e Android – e a empresa já anunciou a criação de um aplicativo para o BlackBerry Playbook. Atualmente, a Kindle Store conta com mais de 700 mil obras à venda, além de outros 1,8 milhões gratuitos.

A empresa promete futuramente otimizar o Kindle for the Web para navegadores móveis e para outros recursos. Mais informações sobre como acessar e incorporar o serviço em sites externos podem ser encontradas no site oficial.

Por Célio Yano | Exame.com | 28/09/2010

Para conquistar os usuários, dispositivos têm de ser “tocáveis”


Aqueles que disseram que a tecnologia vinha se desumanizando estavam errados.

Em todas as telas -de telefones celulares, e-readers e caixas eletrônicos- nós queremos pegar e tocar, como cantou Diana Ross.

Cientistas e acadêmicos que estudam o modo como interagimos com a tecnologia dizem que tentamos frequentemente importar esses comportamentos para as nossas vidas, como sabem bem disso as pessoas que tenham em algum momento desejado ser capazes de baixar o volume de uma conversa barulhenta ou fazer uma busca em seu cérebro.

Porém as telas sensíveis ao toque [touchscreens] têm se infiltrado em nossa rotina diária mais rápida e completamente do que outros comportamentos tecnológicos por causa de seu modo natural, familiar e intuitivo de ser, afirmam os especialistas.

Por isso, fabricantes de dispositivos em um mundo pós-iPhone têm direcionado suas atenções para os dedos dos usuários, de modo que a tecnologia touchscreen se encontra no centro da mais nova onda de design de computadores, algo conhecido como interface natural -que, diferentemente das interfaces antigas, centradas no teclado e no mouse, emprega movimentos humanos inerentes que não precisam ser aprendidos.

Pela primeira vez, todos os e-readers da Sony têm tela sensível ao toque; a Sony optou pela tecnologia depois de observar que usuários de grupos de amostra pressionavam automaticamente a tela de seus antigos e-readers sem touchscreen.

No momento, a RIM fabrica BlackBerrys com touchscreen, e a Amazon deve fabricar um Kindle com tela sensível ao toque. As câmeras da New Canon e da Panasonic vêm com touchscreen.
“Todas as tecnologias existiam, mas, por reuni-las de forma eficaz, o iPhone acabou dando uma grande contribuição”, disse Harsha Prahlad, engenheiro que trabalha com robôs e sensores no instituto de pesquisa SRI International.

FUTURO

A próxima geração de telas talvez nem precise ser tocada. Em vez disso, elas entenderão os gestos das pessoas paradas na frente delas e perceberão os movimentos dos olhos e os comandos de fala.
“O futuro estará na fusão de vários comportamentos humanos -como as pessoas sinalizam, gesticulam e se orientam entre si”, disse Eric Horvitz, cientista da Microsoft Research. “Tela sensível ao toque é uma bela ponta do iceberg quando se quer falar sobre a direção a que o setor está se encaminhando.

Por Claire Cain Miller | New York Times | Folha de S. Paulo | 08/09/2010 | Tradução de FABIANO FLEURY DE SOUZA CAMPOS

O que falta para um verdadeiro “Kindle Brasileiro”?


Esse artigo é uma “carta aberta” aos desenvolvedores nacionais de leitores eletrônicos e eBooks, junto com uma breve análise de mercado e sugestões de como melhorar seus produtos.

Mercado Global

No final de 2007, a Amazon lançou o Kindle original, um leitor eletrônico de livros, que se integrava à sua loja virtual, oferecendo eBooks diretamente para o aparelho. O Kindle não foi o primeiro produto do mercado, a tecnologia de tela por e-Ink já existia comercialmente há pelo menos 3 anos na época, inclusive com leitores funcionais, como o Sony LIBRIé, no Japão em Abril de 2004 e sua evolução para o mercado global na forma do Sony Reader em Setembro de 2006.

Mesmo com o Kindle não sendo o primeiro aparelho, ele foi maior sucesso comercial em sua categoria pelo simples motivo de ter toda uma estrutura por trás para melhorar a experiência do usuário: os livros podiam ser comprados de forma transparente via rede 3G, o acervo de eBooks era razoável e o preço era justo; essas vantagens estruturais eram tão convidativas, que os usuários até ignoravam as limitações do aparelho propriamente dito comparado com outros já existentes, como a falta de toque na tela, backlight e suporte ao formato ePub.

Apenas recentemente, outras livrarias americanas conseguiram criar uma estrutura similar à da Amazon, como a Barnes & Noble, com seu leitor Nook e a Borders com o Kobo e outros leitores eletrônicos.

Mercado Brasileiro

Aqui no Brasil, apenas nos últimos meses vimos projetos de leitores eletrônicos aparecendo, com todos eles sendo lançados praticamente juntos, a tempo da Bienal do Livro de São Paulo. Até onde eu pude catalogar, temos disponível: o Positivo Alfa, o Coolreaders COOL-ER, o Mix Leitor D e o Braview BR-100-TX; todos com tela e-Ink de 6 polegadas e outras similaridades de hardware.

Apesar de todo o esforço nacional, esses projetos estão fadados ao fracasso se não evoluírem para alcançar o Amazon Kindle, que já está disponível no Brasil desde Outubro de 2009, e com as sucessivas quedas de preço chega mais acessível que os preços sugeridos dos concorrentes nacionais. Isso tudo sem levar em conta a maturidade o aparelho e o serviço oferecido pela Amazon. O único ponto onde os nacionais realmente têm alguma chance é no acervo em português, o que também é apenas uma questão de tempo para a Amazon, tempo que esse que é o limite máximo para os nacionais evoluírem, se perderem essa janela não há mais volta.

Replicando o Kindle

Essa não é uma tarefa fácil, o Kindle já está em sua terceira edição, teve sucessivos updates de software, possui um orçamento desproporcional em R&D [Pesquisa e Desenvolvimento], ou seja, é um produto bastante maduro e estabelecido. Em contrapartida, os leitores nacionais são licenças OEM de leitores genéricos, apenas com localização para o mercado local; em termos de hardware eles mal chegam ao nível da primeira edição do Kindle, já com 3 anos de idade.

Eu sei que é injusto comparar o hardware, todas as telas de e-Ink, de todos os leitores que usam essa tecnologia vêem de um único fornecedor, e a Amazon tem recursos suficiente para trabalhar em conjunto com essa empresa e conseguir prioridade na disponibilidade das inovações, como por exemplo, a última versão da tecnologia, chamada de e-Ink Pearl, hoje apenas disponível no recém-lançado Kindle 3.

Para os leitores nacionais se destacarem, a maneira mais efetiva atualmente é via software e serviços:

Software: o leitor não pode ser apenas uma versão traduzida de um leitor chinês básico, ele precisa oferecer vantagens reais para o usuário, como:

  • Integração melhor com as livrarias online.
  • Text-to-Speech [leitor de tela] em português.
  • Sistemas de bookmark, destaque e anotações.
  • Dicionário integrado em português [o Positivo Alfa já vem com o Aurélio].
  • Interface intuitiva.
  • Tipografia otimizada para e-Ink, com “hinting” de fontes.
  • SDK aberta para desenvolvimento de Apps.

Serviços: o leitor sozinho não é muito atrativo para o consumidor atual de livros, segue alguns exemplos de serviços que agregam valor ao aparelho:

  • Sincronismo de bibliotera pessoal “na nuvem”.
  • DRM Opcional.
  • Softwares leitores alternativos para PC, celulares e tablets.
  • Sincronismo de última página entre softwares e o leitor.
  • Sincronismo de outros serviços, como anotações, bookmark, etc.
  • Sistema se assinatura de periódicos em parceria com jornais e revistas.
  • Loja de Apps e incentivo aos desenvolvedores.
  • Recomendações, “clube do livro”, conteúdo editorial.
  • Integração com redes sociais.
  • Primeiros capítulos de graça.
  • Sistema fácil de publicação direta para os autores.
  • Programa de afiliados.
  • Ofertas periódicas, “livro da semana”, etc.
  • Sistema de empréstimo digital de livros.

Se algum leitor nacional conseguir completar a maioria dos itens dessa lista e conseguir oferecer um preço justo, eu garanto que a próxima Bienal do Livro vai ser predominantemente digital!

A Receita do Bolo

Hardware

  • A tecnologia de tela é padronizada, a única diferença que alguém pode ter nesse aspecto é ter suporte touchscreen, mas mesmo assim isso é apenas uma camada extra sobre a tela de e-Ink padrão, que todos têm o mesmo acesso, ou seja, a tela é commodity! A função de hardware que realmente impacta a experiência do usuário é a conectividade, seja ela via 3G ou Wi-Fi. Os hardwares projetados no Brasil precisam ter isso em mente, e os que licenciam hardware chinês pronto precisam colocar isso no topo da lista de novas funcionalidades para cobrar do fornecedor.

Software / Serviços

  • Interface: Não é segredo que os leitores possuem a mesma base de software: Linux como Sistema Operacional e alguma variante de FBReader como leitor de eBooks; daí pra frente é pura questão de interface gráfica. Os projetos nacionais precisam investir mais em usabilidade, fazer testes com usuários, encontrar e corrigir as partes de software que geram confusão, etc. Para isso é necessário integrar as esquieps de Design, User Experience [“UX”] e Quality Assurance [“QA”].
  • Performance: Os leitores nacionais fazem feio na hora da ação mais simples possível do leitor: virar páginas! e não estou falando do tempo de refresh do e-Ink, eles passam a maior parte do tempo renderizando a página seguinte em memória para finalmente aplicar na tela de uma vez. Uma equipe de engenheiros é fundamental para otimizar o código. Soluções simples, como renderizar previamente algumas páginas em memória, por exemplo, podem melhorar bastante a reputação do produto, e uma boa equipe de engenheiros de programação conhece todas essas técnicas.
  • Text-to-Speech: Esse recurso não é útil apenas para deficientes visuais, qualquer usuário pode passar por uma situação onde precise de um acesso alternativo ao conteúdo, como por exemplo: descoforto ao ler em meios de transporte, receio de tirar o leitor da bolsa/mochila por segurança, etc. Existem vários projetos Open-Source de leitura de texto, alguns até com vozes em português do Brasil, pronta para serem usadas, só precisa ser “colada” pela equipe de desenvolvimento. Segue um exemplo de um fragmento narrado pelo eSpeak com a voz em português, é meio robótica, mas não é muito diferente do que o Kindle oferece em inglês:
    Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver, dedico, com saudosa lembrança, estas memórias póstumas, Machado de Assis.
  • Softwares de Leitura: Atualmente a Amazon, Barnes & Noble e Borders oferecem seus eBooks tanto em leitores dedicados, como via software para Windows, Mac OS X, iOS [iPhone, iPod touch, iPad], Android e Blackberry. Para se equiparar com esses serviços é necessário pelo menos suportar a plataforma Windows e iOS, e pensando no futuro suportar também Android. O software nào precisa ter todas as funcionalidades do leitor dedicado, mas precisa pelo menos suportar os fortados de eBooks com e sem DRM, e sincronizar as últimas páginas entre eles. Antes de sair programando é necessário estabelecer uma API comum a todos, a partir daí delegar uma plataforma para cada equipe, podendo ser inclusive terceirizadas.
  • Dicionário Integrado: A Positivo saiu na frente com esse recurso, oferecendo o Dicionário Aurélio no Alfa. Mas além disso, existem outros bons dicionários que podem ser licenciados, tudo que precisa é uma boa negociação e uma breve adaptação técnica do banco de dados do dicionário para o formato do leitor.
  • Tipografia Avançada: Quando o assunto são fontes não tem muito pra onde correr, é melhor entrar em contato direto com uma Font-Foundry [empresa que desenha e distribui fontes] que tentar otimizar fontes abertas por conta própria. Poucos fabricantes se dão conta, mas as fontes são fundamentais para a legibilidade do leitor eletrônico, especialmente com as limitações de cores e resolução das telas de e-Ink. O processo e otimizar uma fonte para uma determinada resolução é chamado de “hinting”, onde os designers ajustam os traços dos caracteres para se enquadrarem melhor nos pixels. O recomendável é fechar parcerias com empresas grandes, como Bitstream, Monotype ou Adobe; e não confiar apenas nas fontes simples oferecidas pelos OEMs.
  • SDK para Apps: Esse provavelmente é o passo mais complexo de todos! requer uma grande equipe multi-disciplinar, suporte à uma comunidade de desenvolvedores e todas as burocracias envolvidas na distribuição. Apesar da complexidade, os resultados são bastante promissores se forem bem implementados; e se conseguir usar uma linguagem ou framework já populares é melhor ainda, especialmente usando linguagens de script, como Python ou Lua.
  • Integração com Livrarias: Essa é, de longe, a maior barreira de usabilidade dos leitores eletrônicos atuais: é muito difícil para um usuário leigo comprar os primeiros livros e copiar para o aparelho! A integração com as lojas é simplesmente obrigatória para um produto bem-sucedido. O ideal é o próprio dispositivo possibilitar a compra, mas caso o hardware não ofereça meios de conexão, o uso de softwares gerenciadores integrados às lojas já ajuda nessa tarefa.
  • Cloud Computing: Uma estrutura centralizada de servidores, que guardam dados dos livros, bookmarks, anotações, etc. Esse recurso depende mais da loja de eBooks que do fabricante, mas uma parceria com o fabricante do leitor é fundamental para integrar esses serviços. Isso requer uma equipe de programação especializada em Web e e-Commerce, atém de “SysAdmins”, DBAs e outros profissionais necessários para manter os serviços no ar.
  • Assinatura de Periódicos: Para oferecer um serviço como esse é preciso padronizar modelos de assinatura e cobrança, além de fechar parcerias com jornais e revistas de grande circulação, mas isso é basicamente negociação, o maior desafio técnico é entregar esse conteúdo, o que pode ser resolvido da mesma forma que integração com a loja: preferencialmente via wireless, com opção via software gerenciador.
  • Redes Sociais: Aqui podem ser agrupados uma série de recursos simples, mas que podem impactar bastante a experiência do usuário, como por exemplo: notificações tipo “estou lendo…” no Facebook, trechos de destaque de texto via Twitter, etc. Não precisa de uma equipe muito técnica para isso, apenas bastante criativa, e que entenda as dinâmicas sociais dos amantes de livros.

Conclusão

Executar todas essas idéias é uma missão monumental, e como eu já dei a entender, é muito pouco provável que algum fabricante, livraria ou editora consiga implementar tudo, afinal o custo é bem proibitivo, a mão-de-obra é escassa e a concorrência do Kindle é quase desleal. Mas mesmo assim é algo que eu investiria se tivesse os recursos para isso! o mercado de eBooks tende a crescer bastante. Eu sei que os eBooks nunca vão matar os livros de papel, mas com certeza vão fazer parte da vida de todos em breve!

Este Artigo está licenciado sob Licença Creative Commons Atribuição 3.0 | Por Ronaldo Ferreira | Publicado originalmente em Racum Tecnologia

Stieg Larsson é o primeiro a entrar no “Kindle Million Club”


A Amazon anunciou ontem [27] que sua Kindle Store vendeu mais de 1 milhão de livros de Stieg Larsson, autor da trilogia Millennium. Para homenageá-lo – e a todos os que depois conseguirem a proeza, criou o “Kindle Million Club”. Seus três livros já estão entre os 10 mais vendidos de toda a história da Amazon. Essa conta da loja inclui livros vendidos para Kindle, Kindle DX, iPhone, iPod touch, BlackBerry, PC, Mac, iPad e devices Android.

PublishNews | 28/07/2010

Kindle chegará aos sistemas Android no próximo trimestre


Em um release para a imprensa, a Amazon anunciou a produção do software Kindle para os portáteis usando o sistema operacional Android. Atualmente, o aplicativo Kindle está disponível para iPhone, iPod Touch, iPad, Mac, PC e BlackBerry.

Assim como nas outras versões do programa de leitura de livros em formato digital, será possível buscar e comprar os mais de 540 mil livros do acervo da Amazon sem precisar sair do aplicativo; além disto, também será levado em conta o sistema de sincronia de marcadores de livro, última página lida, anotações e destaques feitos pelo usuário em aparelhos diferentes.

O Kindle para Android ainda não tem data de lançamento confirmada; no entanto, o Google I/O – evento direcionado a programadores de aplicativos web – será realizado nos dias 19 e 20 de maio em São Francisco, EUA, portanto é possível que mais detalhes sejam revelados por lá.

O Globo | 18/05/2010

Acervo vasto dá vantagem ao Kindle no mercado de e-readers


Lançado em 2007 nos EUA, o Kindle virou sinônimo de aparelho leitor de livros eletrônicos. Apesar de não ter sido o pioneiro, ele se destaca pelo acervo de mais de 450 mil publicações na loja on-line Amazon [www.amazon.com], responsável pelo produto, e pela capacidade de se conectar à internet para baixar livros e receber novas edições de periódicos, como o “New York Times”.

Antes restrito aos EUA, o Kindle passou a ser vendido internacionalmente, inclusive para o Brasil. Há duas versões: o Kindle, com tela de seis polegadas [US$ 259], e o Kindle DX, com tela de 9,7 polegadas [US$ 489].

A tela com tecnologia E Ink é, ao mesmo tempo, um trunfo e uma deficiência do Kindle: desenvolvida para emular papel de verdade, ela promete cansar menos a vista, mas só reproduz tons de cinza e não é legível no escuro.

A plataforma do Kindle não se resume ao aparelho leitor. Ela se estende aos softwares que permitem ler livros eletrônicos no computador [Windows e Mac], no celular [iPhone e BlackBerry] e no iPad.

Concorrência

Na cola do Kindle surgiram aparelhos como o Nook, da livraria Barnes & Noble, lançado em 2009 nos EUA. Além da tela de E Ink, conta com um segundo display menor, colorido.

Ele está à venda somente nos EUA, por US$ 259 [www.barnesandnoble.com/nook].

O Nook não foi tão bem recebido quanto o Kindle: houve críticas sobre a lentidão do aparelho e sobre a qualidade do software.

Folha Online | RAFAEL CAPANEMA | 10/04/2010 | 08h09

Livros Kindle poderão ser lidos em tablets como o iPad


A Amazon.com já está anunciando no site seu aplicativo que permite que livros digitais compatíveis com seu leitor eletrônico Kindle possam ser lidos em tablets, incluindo o iPad, da Apple.

Segundo as informações publicadas na página, o aplicativo permite sincronizar a última página lida, favoritos, notas e marcações com o Kindle e com plataformas compatíveis com os livros digitais, como PC, Mac, iPhone e BlackBerry.

Na semana passada, a Amazon anunciou um aplicativo para computadores Mac, da Apple.

A empresa está tentando cimentar sua liderança como maior fabricante de leitores de livros digitais e distribuidora de e-books, disponibilizando o conteúdo para outros meios eletrônicos.

O iPad estará à venda nos Estados Unidos a partir do dia 3 de abril, apenas na versão com Wi-Fi, com preços de US$ 499 [16 GB], US$ 599 [32 GB] e US$ 699 [64 GB].

Os modelos 3G chegam às lojas americanas no fim de abril, custando US$ 629 [16 GB], US$ 729 [32 GB] e US$ 829 [64 GB].

Em pré-venda desde o dia 12, o tablet da Apple já teve milhares de unidades encomendadas.

Anunciado no fim de janeiro pela Apple, o lançamento mundial do iPad estava prometido para o fim de março, mas o tablet chega a países como Austrália, Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Espanha, Suíça e Reino Unido no final de abril. Ainda não há previsão para a data de lançamento do produto no Brasil.

G1 – 22/03/2010

Kindle para BlackBerry


Como tudo o que acontece nos mundo da tecnologia, os EUA sempre serão os principais atores, ou seja, sempre serão beneficiados pelo grande mercado que possuem. E isso não é uma reclamação, mas sim uma afirmação.

Não seria diferente com a primeira versão do Kindle, da Amazon, para BlackBerry. Como sempre, a Amazon disponibilizou para download, mas somente para usuários dos Estados Unidos.

Mas se você tem uma conta na Amazon.com e está acostumado a comprar por lá, pode fazer o download do Kindle para BlackBerry e comprar sem problemas.

Eu já fiz um teste e comprei um livro que aqui no Brasil não sairia por menos de R$ 50,00 [nem sei se temos traduzido]. Veja telas abaixo:

Infelizmente, não consegui tirar uma foto da tela de como fica o livro, estou testando em um BlackBerry Storm, que tem a tela melhor para leitura.

É uma ótima dica, para aqueles momentos em que você fica sem fazer nada no saguão do aeroporto, aguardando seu dentista, ou na recepção aguardando para alguma reunião.

Até agora, o ponto falho que observei, e que seria o principal motivo da minha total adesão ao Kindle, é a ausência da possibilidade de ler jornais e revistas. Fora isso, vale a pena.

Se você, assim como eu tem uma conta na Amazon, baixe agora seu aplicativo Kindle para BlackBerry: www.amazon.com/kindlebb.

Sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010 às 09h00
Por Luciano Alves de Oliveira, criador do Blog BlackBerry World Brasil e Carrier Relationship Manager para América Latina da Navita Tecnologia. Lukemobile@uol.com.br. http://www.portalbbw.uol.com.br

Amazon lança aplicativo gratuito do Kindle para Blackberry


A Amazon.com anunciou nesta quinta-feira lançamento de um aplicativo gratuito que permitirá aos usuários de vários modelos do celular Blackberry acesso a mais de 420 mil livros disponíveis na plataforma de livros digitais Kindle.

Chamado de “Kindle for Blackberry”, o aplicativo está disponível para usuários do celular nos Estados Unidos. A maioria dos livros para o leitor digital da Amazon custam US$ 9,99 ou menos.

Desde o lançamento do Kindle for iPhone no ano passado, os clientes têm pedido uma experiência similar para Blackberry“, afirmou Ian Freed, vice-presidente das operações Kindle da Amazon.

A Amazon vem enfrentando pressão de muitas editoras pelos preços baixos que cobra dos ebooks para incentivar a demanda do Kindle e dificultar a chegada de novos rivais como a Apple, que estão preparados para entrar no segmento de livros digitais com seus próprios aparelhos.

Reuters, em Bangalore – 18/02/2010 – 16h04