Nossa Cultura está no iTunes Store


A paranaense Nossa Cultura acaba de disponibilizar os primeiros 31 audiolivros para download, em faixas de MP3, na iTunes Store. Mas isso é só o começo. Em breve, todo o catálogo da editora poderá ser encontrado lá.

O processo de download é exatamente igual ao de compra de músicas. O consumidor precisa ter um endereço e um cartão de crédito internacional. Entre os títulos estão A vida é um milagre, de Eduardo Shinyashiki, os quatro volumes da coleção de Celso Antunes e os audioguias de Nova York, Barcelona e Rio de Janeiro. Cada título custa US$ 4,95.

Levamos mais de um ano negociando a inserção do nosso conteúdo no iTunes Store. É muito importante estar presente nesta que é a maior loja de vendas de áudio por download. Isso irá facilitar o acessoa obras em português, sejam clássicos da literatura, best-sellers ou guias de turismo, entre outros estilos”, afirma o editor Paulo Lago.

PublishNews | 19/01/2011

Rocco aposta no Twitter para divulgar novo selo


Para divulgar seu novo selo digital voltado ao lançamento de audiolivros, a Rocco fará, durante toda a semana, uma promoção no Twitter. Ontem [11], sorteou os dois primeiros livros da série Harry Potter [para cada um deles são necessários oito cd’s]. Hoje, está valendo o Fala sério, mãe, narrado pela própria Thalita Rebouças. Amanhã será a vez do Eu que te amo tanto, escrito e narrado por Marília Gabriela. Encerrando a semana, na sexta a Rocco vai sortear os primeiros dois volumes de Clarice Lispector já disponíveis nas livrarias: A via crucis do corpo, com narração de Antonio Fagundes, e Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres, lido por Beth Goulart.

PublishNews | 12/01/2011

E-books da Elsevier: para ler ou ouvir


Quem comprar um e-book da holandesa Elsevier vai poder escolher entre ler o livro ou ouvi-lo. Isso, nos títulos no formato ePub. A iniciativa facilita o acesso de pessoas com deficiência visual, dislexia ou dificuldade motora aos conteúdos.

A Elsevier e a indústria do livro estão trabalhando duro para tornar suas publicações mais acessíveis. Ainda há muito o que fazer em parceria com pesquisadores, desenvolvedores de software e produtores de devices. Por exemplo, há muitos desafios relacionados à acessibilidade de livros didáticos ilustrados, fórmulas matemáticas e banco de dados especializado e interativo”, disse Alicia Wise, diretora da Elsevier, em comunicado da empresa.

PublishNews | 09/12/2010

O Livro Na Era Digtal na USP


A palestra “O Livro na Era Digital” ministrada por Ednei Procópio no dia 26/10/10, às 9h, no evento “XIII Semana do Livro e da Biblioteca”, realizado na USP/ESALQ/DIBD em Piracicaba.

Vídeos do VodPod não estão mais disponíveis.

Rede deve ampliar a produção de livros acessíveis


A última pesquisa sobre o mercado editorial brasileiro, divulgada em julho deste ano pela FIPE – FIPE – Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo [Relatório_Anual_2009 ], revela que, em 2009, foram produzidos no país cerca de 386.367.136 livros, com um faturamento equivalente a R$ 1.030.792.120,38. Uma cifra que, se comparada com a do mercado europeu pode parecer irrisória – a pesquisa do Datamonitor de 2008 aponta um volume de vendas de 110,3 bilhões de dólares. No entanto, quando comparamos essa mesma produção brasileira com a de livros publicados para deficientes visuais, estatística que não integra o estudo da FIPE, verificamos uma diferença abissal, que revela a restrição que esta parcela da população sofre com relação ao acesso à informação e à literatura no país.

Segundo o Censo Demográfico 2000, realizado pelo IBGE, o Brasil possui 148 mil cegos. Mas, para suprir a necessidade de informação destas pessoas, existem apenas duas instituições editando livros em Braille, hoje, com destaque para os didáticos, a Fundação Dorina Nowill para Cegos [SP] e o Instituto Benjamin Constant [RJ]. A Fundação Dorina, por exemplo, edita 1200 livros por ano, o que representa cerca de 0,12 livros por deficiente visual.

Para reverter esse panorama, ampliar o acesso da população à leitura e descentralizar a produção e distribuição de livros, a Organização Nacional dos Cegos do Brasil – ONCB concebeu a Rede Nacional do Livro Acessível, que pretende editar livros acessíveis em todas as regiões do Brasil. “Começamos a conversar com o Ministério da Cultura –MinC, no ano passado, sobre a possibilidade de investimento em novas estruturas de produção editorial para ampliar o acesso à leitura e fomentar a distribuição fora do eixo Rio-São Paulo. Como resultado dessa conversa, no início deste ano, o MinC financiou um projeto piloto, em Porto Alegre, para a edição de livros acessíveis. A experiência deu certo e o Ministério lançou um edital para selecionar instituições interessadas em publicar este tipo de livro”, conta Moisés Bauer Luiz, presidente da ONCB.

Rede Nacional do Livro Acessível

No último dia 19, em Brasília, enquanto o Encontro Nacional do Livro, Leitura e Literatura definia diretrizes para políticas públicas na área, a serem entregues aos ministérios da Cultura e da Educação do próximo governo, acontecia um evento paralelo que firmaria um compromisso importante para o avanço da democratização da leitura no Brasil: a implantação da primeira Rede Nacional do Livro Acessível. A ideia da Rede é, justamente, possibilitar a produção, difusão e distribuição de livros em formatos acessíveis, que beneficiem portadores de deficiências visuais.

Para compor a Rede, o Ministério da Cultura selecionou, por meio de um edital público realizado em junho deste ano, 6 instituições que atuam junto a portadores de deficiência visual: Instituto de Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha, Instituto Sul Mato-Grossense para Cegos Florivaldo Vargas, Instituto dos Cegos do Brasil Central, Associação de e para Cegos do Pará, Fundação Dorina Nowill para Cegos, Associação de Cegos do Rio Grande do Sul – ACERGS.

A Rede, coordenada pela ONCB, conta com o apoio do MinC para fortalecer a cadeia produtiva do livro acessível. O Ministério destinou ao projeto um montante superior a R$1 milhão, que será utilizado para estruturar a produção dos livros e para qualificar o capital humano que desenvolverá e implementará as tecnologias necessárias ao acesso dos deficientes à cultura. Segundo Moisés Bauer Luiz, a Rede deve dobrar a produção atual de livros acessíveis. “Com os novos centros de edição estruturados, teremos potencial para ampliar a capacidade de produção atual, de 1200 livros/ano para cerca de 2500 livros/ano”, elocubra.

O primeiro encontro da Rede reuniu representantes das seis instituições e das diretorias de Direitos Intelectuais e do Livro, Leitura e Literatura do MinC que deliberaram, entre outras questões, sobre os formatos dos livros acessíveis: escritos em Braille; audiolivros; e versão digital, construído por meio do formato Dayse, específico para auxiliar o acesso de portadores de deficiências ao texto e áudio do livro.

Segundo o presidente da ONCB, Moisés Bauer Luiz, a Rede deverá entrar em funcionamento em meados de 2011. Também para este período está previsto o lançamento do portal da Rede, que deve disponibilizar os livros já existentes nos formatos definidos, além daqueles que virão a ser produzidos.

Por Priscila Fernandes | Publicado originalmente em Blog Acesso | 23/11/2010

Audioteca no Rio precisa da ajuda de voluntários


A maior audioteca do estado do Rio está precisando da ajuda de voluntários para que deficientes visuais continuem tendo acesso aos mais de 3 mil livros gravados do acervo.

Localizada na Rua 1º de Março, no Centro do Rio, a maior parte dos livros da Audioteca Sal e Luz, que é uma instituição sem fins lucrativos, ainda está gravada em fitas cassete, mídia obsoleta e pouco usada nos dias atuais.

De acordo com a administração da Audioteca, faltam recursos para passar todas as fitas para CDs, mídia mais moderna.

Temos uma parceria com a Secretaria estadual de Assistência Social que acaba em novembro. E a partir de novembro vamos ficar sem recursos. Por isso a Audioteca pede recursos, ajuda da sociedade para quem puder, quem gosta da ideia da Audioteca”, disse a voluntária Cristhiane Blume.

O espaço, que funciona desde 1986, conta com quatro estúdios onde as gravações são feitas por voluntários. As obras variam de livros de literatura clássica a infanto-juvenil. Os livros são emprestados gratuitamente para deficientes visuais de todo o Brasil. O envio das obras pelo Correio também é gratuito.

Voluntários podem fazer contribuições em dinheiro. Mas, quem preferir, também pode ajudar lendo e gravando livros. A aposentada Nilza Lopes, de 81 anos, diz que ajuda há 17 anos. Ela conta que já leu livros de massoterapia, telemarketing, câmara escura, culinária e até tricô.

A magia dos livros gravados também chega ao ouvido de crianças com deficiência visual. Juliana, de 10 anos, conta que o lugar a deixa muito feliz.

Aqui é o maior lugar que eu já encontrei na minha vida. Cheio de gente legal. Cheio de livros”, diz a menina.

Serviço

Os interessados em contribuir com a Audioteca Sal e Luz podem obter mais informações pelo telefone: 2233-8007. A instituição fica na Rua 1º de Março, 125, 7º andar, no Centro.

RJTV | 19/11/2010

Estreia digital com Harry Potter


"Harry Potter e a Pedra Filosofal" e "Harry Potter e a Câmara Secreta" saem em audiolivro no fim de novembro, pela ed. Rocco. Foto: Divulgação

Em comemoração aos 10 anos da série Harry Potter, a editora Rocco lança até o fim de novembro os dois primeiros volumes da criação da britânica J. K. Rowling, em formato audiolivro. Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta marcam a estreia do selo Rocco Digital no mercado e chegam às prateleiras em duas caixas contendo 8 CD’s cada. Até 2012 toda a série do bruxinho estará disponível em audiolivro. Lançada em 2000, a série Harry Potter vendeu mais de 400 milhões de exemplares em todo o mundo, com traduções em 65 idiomas. No Brasil, a série alcançou o patamar de 3 milhões de exemplares.

PublishNews | 11/11/2010

MinC divulga selecionados para edital de livros em formatos acessíveis


O Ministério da Cultura publicou hoje [25 de outubro], no Diário Oficial da União  [Seção1, páginas 24/25] portaria com o resultado final do Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível. Com a disponibilização de verba adicional e avaliação de recursos dos não-classificados, o número de selecionados passou de sete para 10, totalizando R$ 1,23 milhão.

As 10 instituições selecionadas deverão cadastrar o projeto contemplado no  Portal dos Convênios SICONV [www.convenios.gov.br], no período de 25 de outubro a 24 de novembro de 2010. Aqueles que não cadastrem suas propostas serão automaticamente desclassificados.

Na primeira categoria, voltada para a criação de centros de produção de livros acessíveis, foram contemplados quatro propostas.  O Instituto de Cegos da Paraíba Adalgisa Cunha apresentou o projeto que visa implantar um Centro de Produção de Livros em Formato Acessível para pessoas com deficiência visual no Nordeste, com capacidade para publicação de 10 títulos por mês em Braille e outros 10 títulos por mês em formato Daisy ou Voz Sintetizada. O Instituto Sul Matogrossense para Cegos “Florivaldo Vargas” também irá implantar um centro, com mesma capacidade de produção, voltado para atender o Centro-Oeste. Já o Instituto dos Cegos do Brasil Central vai ampliar o serviço de adaptação e transição de títulos para o Sistema Braille, diversificando a produção acessível para os formatos DAISY e Voz, com capacidade para, no mínimo, 12 matrizes de títulos ao mês. Por sua vez, a Associação de e para Cegos do Pará irá implantar um Centro de Produção de Livros em Formato Acessível para pessoas com deficiência visual para atender a região Norte.

Na segunda categoria, destinada a fomentar a produção e a distribuição dos livros, foram selecionados três projetos. A Fundação Dorina Nowill para Cegos, com o projeto Ler sem Ver, pretende publicar, reproduzir e distribuir gratuitamente 90 kits literários contendo 68 títulos em formato acessível.  Com o recurso do edital, o Centro SUVAG de Pernambuco  pretende publicar, reproduzir e distribuir 700 exemplares do livro O Olhar Tátil: 12 Gravuras de Gilvan Samico. Já a Associação de Cegos do Rio Grande do Sul [ACERGS] vai produzir 40 novos títulos literários, falados em voz sintetizada, 40 novos títulos literários em formato Daisy e 10 novos títulos literários em formato Braille. Além disso, vai replicar e distribuir 2.000 exemplares em voz sintetizada, 2.000 exemplares em Daisy e 100 exemplares em Braille.

A terceira categoria do edital é destinada à capacitação e difusão. Nesta categoria foram selecionados três projetos. A Fundação Dorina Nowill para Cegos irá capacitar profissionais de três organizações indicadas pela ONCB [Organização Nacional de Cegos do Brasil] e pelo Ministério da Cultura para produção e reprodução de livros acessíveis em dois formatos: livros digitais DAISY e livros falados com voz sintetizada [VS].  A Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual [LARAMARA] irá capacitar 25 profissionais de diferentes segmentos para fazerem uso da Audiodescrição no desenvolvimento de suas funções. Por sua vez, a ACERGS irá desenvolver e implantar o portal da Rede Nacional de Produção do Livro Acessível e capacitar dois administradores da rede por centro de produção.

A previsão do MinC é que todos os projetos selecionados sejam iniciados em dezembro deste ano. A lista completa dos selecionados está no link Editais do site do ministério.

Ascom MinC | 25/10/2010

Audioteca Sal e Luz, fonte de cidadania


Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados [audiolivros]. Mas o que seria isto? São livros que alcançam cegos e deficientes visuais, [inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada] de forma totalmente gratuita. Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral. São emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3.

Para ter acesso ao acervo, basta se associar à sede, que fica situada à Rua Primeiro de Março, 125- Centro. Rio de Janeiro/RJ. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro.

Eles podem solicitar o livro pelo telefone, escolhendo o título pelo site e recebem gratuitamente pelos Correios.

Mais informações: http://audioteca.org.br

Blog Pró-Leitura | 23/08/2010

Giz Editorial lança obra em três formatos


A trajetória de um empreendedor é marcada por uma série de erros e acertos, mas também certamente por histórias curiosas e casos que fazem parte de seu caminho até o sucesso. Contar de forma leve e bem humorada algumas passagens que fazem parte da vida de um empreendedor nato e, com isso, transmitir uma série de ensinamentos para aqueles que querem ter um negócio próprio, é o objetivo do livro Causos de uma vida empreendedora [Giz Editorial, 112 pp., R$ 19,90]. O livro, que sai também em eBook [à venda na Gato Sabido] e audio-livro, reúne casos da trajetória de Jefferson Penteado, que hoje é presidente da BluePex Security Solutions – uma das principais empresas nacionais especializadas em equipamentos para internet e segurança de redes de computadores – e investidor do ramo imobiliário. Obra chega ao mercado na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

PublishNews | 12/08/2010

Produção de livros em formato acessível: inscrição até 9/8


O Ministério da Cultura publicou, em 7 de junho, no Diário Oficial da União [Seção 3, páginas 9, 10 e 11], o Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível voltado para apoiar entidades privadas sem fins lucrativos. As inscrições encerram-se no dia 09 de agosto.

Será investido R$ 1 milhão em projetos que fomentem a produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual, ou seja, livros convertidos por meio de técnicas especializadas de adaptação, que proporcionem descrição ou narração das possíveis representações gráficas presentes na obra, nos formato Daisy, Braille, livro falado [voz humana ou sintetizada] ou outro formato que permita o acesso de todas as pessoas, prioritariamente aquelas com deficiência visual, ao seu conteúdo, excetuados os livros didáticos.

O edital tem três categorias: infraestrutura de produção de livros em formato acessível; produção e distribuição de livros em formato acessível e capacitação e difusão em livros em formato acessível.Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas [FGV], encomendada pelo Ministério da Cultura, revelou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem seção Braille. Aliado a isso, durante o ano passado, a Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais [SPC/MinC], juntamente com a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, da Secretaria de Articulação Institucional [SAI/MinC], realizou uma série de reuniões com associações que representam pessoas com deficiência visual e entidades que trabalham com a produção de livros acessíveis e constatou a carência de obras literárias em formatos acessíveis disponíveis para pessoas cegas ou com baixa visão.

“A democratização do acesso ao livro passa também pela necessidade de oferta de formatos acessíveis. Por isso que os editais do Ministério da Cultura, na área de livro e leitura, têm contemplado a exigência de livros nestes formatos”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura da SAI/MinC, Fabiano dos Santos Piúba. O diretor de Direitos Intelectuais da SPC/MinC, Marcos Alves de Souza, acrescenta que “não é possível aumentar a demanda sem que se invista também em estruturas de produção e distribuição destes livros, garantindo uma rede descentralizada e que considera as particularidades regionais”.

Categorias do edital


Na categoria I – Infraestrutura de produção de livros em formato acessível serão selecionadas, no mínimo, três propostas, de até R$ 160 mil cada uma. Os recursos poderão ser usados para a criação de um centro de produção de livros em formato acessível ou sua ampliação. Os livros deverão ser distribuídos exclusivamente a pessoas com deficiência visual ou entidades que lhes atendam [associações, bibliotecas, entre outras].

A segunda categoria, voltada à Produção e distribuição destes livros, contemplará projetos de adaptação e reprodução de livros que deverão ser distribuídos gratuitamente para o público atendido pela instituição. Serão selecionadas, no mínimo, duas propostas, no valor máximo de R$ 200 mil cada.

A terceira categoria do edital é destinada à Capacitação e difusão, sendo selecionadas, no mínimo, duas iniciativas, no valor máximo de R$ 60 mil cada. Os projetos poderão ser de capacitação [por meio de cursos, treinamentos e outras atividades visando a transcrição, adaptação operação de programas e equipamentos que envolvam a produção e reprodução de livros em formato acessível] e difusão [de informações sobre livros acessíveis, entidades produtoras, acervos existentes ou práticas bem sucedidas nessa esfera].

As inscrições deverão ser feitas por correio eletrônico e  toda a documentação deve ser enviada por correio postal. A seleção dos projetos será feita por uma comissão.  Após a divulgação dos resultados de cada etapa de seleção, o proponente terá prazo de cinco dias úteis para interpor recurso. O resultado será publicado no Diário Oficial da União e no site www.cultura.gov.br, sendo de total responsabilidade do proponente acompanhar a atualização de informações em ambos.

Confira aqui o edital.

MinC – 02/08/2010

Edital de fomento à produção de livros em formato acessível


O Ministério da Cultura publicou nesta segunda-feira, 7 de junho, no Diário Oficial da União [Seção 3, páginas 9, 10 e 11], o Edital de Fomento à Produção, Difusão e Distribuição de Livros em Formato Acessível voltado para apoiar entidades privadas sem fins lucrativos. As inscrições encerram-se no dia 22 de julho.Será investido R$ 1 milhão em projetos que fomentem a produção, difusão e distribuição de livros em formato acessível para pessoas com deficiência visual, ou seja, livros convertidos por meio de técnicas especializadas de adaptação, que proporcionem descrição ou narração das possíveis representações gráficas presentes na obra, nos formato Daisy, Braille, livro falado [voz humana ou sintetizada] ou outro formato que permita o acesso de todas as pessoas, prioritariamente aquelas com deficiência visual, ao seu conteúdo, excetuados os livros didáticos.

O edital tem três categorias: infraestrutura de produção de livros em formato acessível; produção e distribuição de livros em formato acessível e capacitação e difusão em livros em formato acessível.Pesquisa recente da Fundação Getúlio Vargas [FGV], encomendada pelo Ministério da Cultura, revelou que apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem seção Braille. Aliado a isso, durante o ano passado, a Diretoria de Direitos Intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais [SPC/MinC], juntamente com a Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, da Secretaria de Articulação Institucional [SAI/MinC], realizou uma série de reuniões com associações que representam pessoas com deficiência visual e entidades que trabalham com a produção de livros acessíveis e constatou a carência de obras literárias em formatos acessíveis disponíveis para pessoas cegas ou com baixa visão.

A democratização do acesso ao livro passa também pela necessidade de oferta de formatos acessíveis. Por isso que os editais do Ministério da Cultura, na área de livro e leitura, têm contemplado a exigência de livros nestes formatos”, afirma o diretor de Livro, Leitura e Literatura da SAI/MinC, Fabiano dos Santos Piúba. O diretor de Direitos Intelectuais da SPC/MinC, Marcos Alves de Souza, acrescenta que “não é possível aumentar a demanda sem que se invista também em estruturas de produção e distribuição destes livros, garantindo uma rede descentralizada e que considera as particularidades regionais”.

Categorias do edital
Na categoria I – Infraestrutura de produção de livros em formato acessível serão selecionadas, no mínimo, três propostas, de até R$ 160 mil cada uma. Os recursos poderão ser usados para a criação de um centro de produção de livros em formato acessível ou sua ampliação. Os livros deverão ser distribuídos exclusivamente a pessoas com deficiência visual ou entidades que lhes atendam [associações, bibliotecas, entre outras].

A segunda categoria, voltada à Produção e distribuição destes livros, contemplará projetos de adaptação e reprodução de livros que deverão ser distribuídos gratuitamente para o público atendido pela instituição. Serão selecionadas, no mínimo, duas propostas, no valor máximo de R$ 200 mil cada.

A terceira categoria do edital é destinada à Capacitação e difusão, sendo selecionadas, no mínimo, duas iniciativas, no valor máximo de R$ 60 mil cada. Os projetos poderão ser de capacitação [por meio de cursos, treinamentos e outras atividades visando a transcrição, adaptação operação de programas e equipamentos que envolvam a produção e reprodução de livros em formato acessível] e difusão [de informações sobre livros acessíveis, entidades produtoras, acervos existentes ou práticas bem sucedidas nessa esfera].

As inscrições deverão ser feitas por correio eletrônico e  toda a documentação deve ser enviada por correio postal. A seleção dos projetos será feita por uma comissão.  Após a divulgação dos resultados de cada etapa de seleção, o proponente terá prazo de cinco dias úteis para interpor recurso. O resultado será publicado no Diário Oficial da União e no site www.cultura.gov.br, sendo de total responsabilidade do proponente acompanhar a atualização de informações em ambos.

Outras iniciativas de apoio à acessibilidade
Até o próximo dia 15 de junho, o Ministério da Cultura está com o Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas aberto. Neste edital, além da exigência em todas as categorias  de um percentual mínimo de livro acessíveis, há uma categoria específica para o segmento, voltada para o apoio a bibliotecas acessíveis. Serão investidos R$ 85 mil para cada projeto, totalizando 30.  O valor poderá ser aplicado para a compra de acervo e de equipamentos e mobiliário destinados a pessoas com deficiência; capacitação de funcionários voltados para aperfeiçoar a gestão e o atendimento e serviços oferecidos aos usuários com deficiência; ampliação ou reforma física do espaço, adequando-o aos portadores de necessidades especiais, e a criação de programação sócio-cultural.

Junto com a Associação Nacional de Cegos do Rio Grande do Sul [Acergs], o MinC desenvolve o projeto piloto para uma Rede Nacional de Produção de Livros Acessíveis para pessoas com deficiência visual. O projeto prevê a estruturação do centro de produção de livros em formatos acessíveis e a qualificação de recursos humanos para trabalhar nesta produção. Junto com a Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual [Lamara], desenvolve o Projeto inclusão no mundo da cultura através do acesso à escrita e à leitura Braille, que prevê a compra e adaptação de máquinas de escrever Braille e a produção de material explicativo para possibilitar que 15 mil estudantes cegos tenham acesso ao mundo da leitura por meio do Braille.

Além disso, na regulamentação da Lei do Livro, a acessibilidade também está contemplada ao exigir que toda obra publicada em território nacional deva estar disponível pelas editoras para venda ao consumidor interessado, por meio de versões em formato acessível ou em arquivo em formato digital, bem como ao prever a expansão de bibliotecas acessíveis.

Confira o edital.

MinC – 05/07/2010

Pesquisa mostra que 71% das bibliotecas municipais do país não têm internet


Fabiano Piúba, diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, durante lançamento do Censo das Bibliotecas Municipais

Uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério da Cultura aponta que 71% das bibliotecas públicas municipais não disponibilizam acesso à internet aos usuários. Os dados foram coletados durante o primeiro censo nacional das bibliotecas municipais feito no país.

A falta de acessibilidade foi classificada como “gravíssima” por Fabiano Piúba, diretor de livro, leitura e literatura do ministério. Segundo ele, a responsabilidade por essas bibliotecas é principalmente dos municípios. O governo federal, diz ele, tem o papel de definir políticas públicas e instigar as prefeituras a disponibilizarem esses equipamentos culturais.

Para tentar alterar a situação, o ministério pretende investir R$ 30,6 milhões na modernização e construção de bibliotecas públicas brasileiras. Prefeituras e Estados podem se inscrever até o dia 15 de junho no edital de convocação.

A pesquisa também mostra que 91% das bibliotecas não têm ferramentas que permitam a utilização por deficientes visuais [como livros em braile e audiolivros].

Os dados apontam que 8% dos municípios brasileiros não possuem bibliotecas públicas mantidas pela prefeitura. Existem bibliotecas ainda em fase de implantação ou de reabertura em 13% dos municípios. Ou seja, funcionando de fato, há bibliotecas públicas municipais em 79% das cidades.

Também há disparidades regionais em relação às estruturas existentes e ao comportamento dos usuários. O Sul, por exemplo, é a região que oferece o maior número de bibliotecas por 100 mil habitantes [1.127 bibliotecas para cerca de 28 milhões de pessoas]; já o Norte contabiliza o pior índice [310 bibliotecas para pouco mais de 15 milhões de habitantes].

Por outro lado, os nordestinos são os que mais frequentam as bibliotecas [2,6 vezes por semana], segundo o censo. Sudeste e Sul têm a menor média de visitações [1,6 vezes por semana].

O censo mapeou as bibliotecas públicas municipais em todas as cidades brasileiras. Foi feito pela FGV [Fundação Getúlio Vargas], ao custo de R$ 3,7 milhões, pagos pelo Ministério da Cultura.

Folha Online | JOHANNA NUBLAT, da Sucursal de Brasília | 30/04/2010 – 13h57

Alice no País das Maravilhas é lançado em versão áudio


Alice no País das Maravilhas é a obra mais conhecida de Charles Lutwidge Dodgson, sob o pseudônimo de Lewis Carroll, que foi professor de matemática. A obra foi publicada em 4 de julho de 1865. É uma das mais célebres do gênero literário nonsense ou do surrealismo, sendo considerada obra clássica da literatura inglesa.
O audiolivro conta a história de uma menina chamada Alice. Ela cai numa toca de coelho que a transporta para um lugar fantástico, povoado por criaturas peculiares e antropomórficas, revelando uma lógica do absurdo característico dos sonhos. Este está repleto de alusões satíricas dirigidas tanto aos amigos como aos inimigos de Carrol, de paródias a poemas populares infantis ingleses ensinados no século XIX e também de referências linguísticas e matemáticas, frequentemente por meio de enigmas que contribuíram para a sua popularidade. É, assim, uma obra de difícil interpretação, pois contém duas obras num só texto: um para crianças e outro para adultos.

Sobre o autor: Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll, nasceu em Cheshire, em 27 de janeiro de 1832, e faleceu em Guildford, em 14 de janeiro de 1898.
Foi um escritor e um matemático britânico. Lecionava matemática no Christ College, em Oxford, e é mundialmente famoso por ser o autor deste clássico que agora ganha sua versão inédita em audiolivro na língua portuguesa. Criou a história quando fazia um passeio de barco no rio Tâmisa com sua amiga Alice Pleasance Liddell (com 10 anos na época) e suas duas irmãs, sendo as três filhas do reitor da Christ Church. Lá ele começou a contar uma história que deu origem à atual, sobre uma garota chamada Alice que ia parar em um mundo fantástico, após cair em uma toca de um coelho. A Alice da vida real gostou tanto da estória que pediu que Carroll a escrevesse.

Ficha Técnica

Título: Alice no País das Maravilhas
Autor: Lewis Carroll
Editora: AUDIOLIVRO Editora
Formato: CD-MP3
Duração: 3h10min
Narração: Annete Moreira e Cassia Akemi
ISBN: 978-85-8008-010-0
Preço: R$24,90

Livro Falado ganha site com 350 títulos


O projeto criado por Analu Palma pretende ser referência para deficientes visuais de todos os países de língua portuguesa

O projeto Livro Falado lançou o site www.livrofalado.pro.br onde deficientes visuais podem ter acesso a mais de 350 livros gravados, de cerca de 280 autores brasileiros. “O objetivo também é atender pessoas com cegueira dos outros países de língua portuguesa: Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau”, disse à Agência Brasil a criadora do projeto, a mestre em teatro da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], Analu Palma. Para isso, o projeto, que existe há dez anos, conta com patrocínio da BR Distribuidora e a parceria da Academia Brasileira de Letras [ABL]. “Com a ABL, fiz uma parte desses livros que estão sendo colocados no ar”. A gravação da Coleção Voz da Academia contou com a adesão de artistas e locutores, como Lea Garcia e Iris Lettieri. Para acessar os livros gravados, as pessoas cegas devem entrar no site. Para obter a gravação de um livro específico, é preciso enviar e-mail para livrofalado@livrofalado.pro.br. A remessa é gratuita.

Agência Brasil – 06/04/2010 – Alana Gandra

Projeto Livro Falado para deficientes visuais lança site


O projeto Livro Falado lançou esta semana o site www.livrofalado.pro.br pelo qual deficientes visuais podem ter acesso a mais de 350 livros gravados, de cerca de 280 autores brasileiros. “O objetivo também é atender pessoas com cegueira dos outros países de língua portuguesa: Portugal, Angola, Moçambique, Timor Leste, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau”, disse à Agência Brasil a criadora do projeto, a mestre em teatro da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], Analu Palma.

Para isso, o projeto, que existe há dez anos, conta com patrocínio da BR Distribuidora e a parceria da Academia Brasileira de Letras [ABL]. “Com a ABL, fiz uma parte desses livros que estão sendo colocados no ar”. A gravação da Coleção Voz da Academia contou com a adesão de artistas e locutores, como Lea Garcia e Iris Lettieri.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, no Brasil, a prevalência de cegueira na população é de 0,3% e de baixa visão, 1,7%. A pessoa com baixa visão é aquela que mesmo após tratamentos ou correção óptica apresenta diminuição considerável de sua função visual. O projeto Livro Falado pretende incluir os deficientes visuais em duas instâncias: na questão da literatura, de acesso ao livro; e no tocante à qualificação para o ator cego.

Analu Palma é autora do livro falado Uma História para Ler, Gravar e Ouvir, em que apresenta para as pessoas as habilidades e dificuldades de uma criança que não enxerga, além de ensinar como se grava livros para deficientes visuais. Com base nesses ensinamentos, ela começou a ministrar oficinas do livro falado. Já foram capacitados, até agora, mais de 400 ledores em todo o país. “É por meio dessas oficinas que a gente está com esse acervo construído.

Os ledores voluntários são qualificados e aprendem como transformar um livro impresso em uma obra acessível em áudio para uma pessoa que não enxerga. “Outro procedimento é aprender a gravar em um programa de computador para que o livro já fique em CD”. A terceira fase da oficina se refere à voz do voluntário, ou seja, ensina como ter uma boa dicção, além de boa leitura. “A gente transforma o livro numa coisa atraente para aquele que está ouvindo o material que a gente produz.

Analu vem ainda pesquisando métodos para que o ator com deficiência visual possa se qualificar, produzindo também livros de teatro falado para ele. Ela o ensina ainda a tornar o corpo expressivo para as artes cênicas. “O objetivo é abrir a comunicação por meio de canais artísticos tanto do teatro quanto da literatura.

Para acessar os livros gravados, as pessoas cegas devem acessar o site www.livrofalado.pro.br. Para obter a gravação de um livro específico, é preciso enviar e-mail para livrofalado@livrofalado.pro.br. A remessa é gratuita.

Alana Gandra – Agência Brasil – 02/04/2010

Livros podem ser encomendados em áudio


Títulos não disponíveis em áudio nas sete bibliotecas públicas de São Paulo que oferecem material para deficientes visuais ou no acervo da Fundação Dorina Nowill podem ser encomendados gratuitamente. No Programa Crer para Ver, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, o usuário contribui com os CDs para a gravação dos audiolivros e tem prioridade na leitura. Devolvido, o novo título volta às prateleiras da biblioteca.

A maior delas, a Louis Braille, que funciona no Centro Cultural São Paulo e tem mais de 6 mil títulos, em braile e áudio, tem estúdio próprio.

Na Fundação Dorina Nowill, oito ledores e cinco editores contratados gravam os audiolivros em dois estúdios, na sede, e outros 30 voluntários leem de casa. O serviço é gratuito, financiado por patrocinadores.

Com R$ 10 por mês, é possível patrocinar o envio de uma revista semanal, em áudio, para uma pessoa com deficiência.

Na quinta-feira, Rosa de Carvalho Costa e Silva, de 74 anos, entoava a voz como numa dublagem ao ler A Décima Profecia. “É preciso transmitir emoção porque eles [ deficientes visuais ] vão “ler” o livro não por meio dos nossos olhos, mas da nossa fala.”

Já os didáticos, como não demandam entonação, são digitalizados em voz por um programa de computador. O trabalho, no entanto, envolve detalhes, como a substituição de palavras abreviadas ou em outros idiomas, que o computador não entende.

No arquivo, um editor reescreve, por exemplo, o nome do psicanalista Freud como “fróide” para que o programa transcreva em voz a palavra na fonética correta.

Estadão.com – 24/01/2010