Venda direta


A Somos Educação, que recentemente demitiu o departamento de literatura da Ática e Scipione, porque se concentraria em didáticos, lança, nesta segunda [07], um novo e-commerce, unificando as vendas das duas casas. São 1,7 milhão de itens, entre livros didáticos, paradidáticos e digitais. As informações são da coluna Babel.

MARIA FERNANDA RODRIGUES | O ESTADO DE S. PAULO | 05/12/2015

Conteúdo digital estimula as editoras


Os celulares e os tablets estão sempre à mão, principalmente dos jovens. O “vício” é tão intenso que, muitas vezes, até durante as refeições, a atenção é dividida com os assuntos que estão nos aparelhos.

Esse movimento tecnológico está chegando aos poucos ao mundo acadêmico. Alunos e professores de escolas públicas e particulares utilizam os tablets na aula e as editoras têm que se adaptar a essa mudança. São elas as responsáveis pelo conteúdo virtual.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] investiu, só no ano passado, R$ 71 milhões em conteúdos digitais. Dados da Federação Nacional das Escolas Particulares indicam que 30% das escolas no Brasil utilizam tablets em sala de aula. Estes números dão uma dimensão do mercado e as editoras de livros didáticos não querem perder as oportunidades de negócios.

Desde 2010, a Abril Educação, que desenvolve diversos tipos de materiais para as editoras Ática e Scipione, oferece novas estratégias que apoiam os processos de aprendizagem e engajam os alunos de maneira mais efetiva por meio das mídias digitais.

A empresa desenvolve livros digitais analíticos, jogos educativos, simuladores, vídeos, infográficos animados, plataforma de avaliação adaptativa e aplicativos para tablets. “Fazemos um planejamento digital para todas as obras. Contamos com um departamento de Tecnologia de Educação formado por especialistas em multimídia, pedagogos e editores de conteúdos digitais, que são responsáveis pelo desenvolvimento dos livros digitais e seus conteúdos multimídia, além da utilização da linguagem adequada para o ambiente digital“, afirma o gerente executivo de desenvolvimento digital da Abril Educação, Mário Matsukura.

As escolas públicas e privadas são consumidoras do material digital da empresa. Nos estabelecimentos da rede pública, os livros didáticos são oferecidos em formato impresso e digital, além de um DVD com objetos educacionais digitais. Já nas escolas privadas, o número de instituições que adota a versão digital e usa o tablet em sala de aula é cada vez maior.

Os materiais didáticos podem ser usados desde a educação infantil até o ensino médio. Os alunos acessam os livros digitais interativos, fazem anotações, entram em conteúdos digitais integrados ao seu livro, tais como vídeos, galeria de imagens e infográficos para aprofundamento das explicações dadas em sala de aula e complementar seus estudos“, detalha o executivo da Abril Educação. Para o ensino médio o foco é estimular o autoestudo, além do aprofundamento das explicações.

O livro digital possui questões interativas ao longo do conteúdo programático, além de gerar relatórios analíticos para o acompanhamento da turma pelo professor. A ideia é ajudar o aluno a verificar se entendeu o conteúdo. Para o professor, a vantagem é saber se a classe está acompanhando suas explicações. Os gráficos dão uma visão clara de cada aluno, turma e disciplina na utilização do livro didático digital em sala de aula. O tablet está integrado aos Portais da Abril Educação para o complemento de pesquisas no acervo de biblioteca de conteúdos, ferramentas de autoria e banco de questões.

O governo começou a pedir o conteúdo digital por meio dos editais e as escolas privadas tiveram que acompanhar o movimento. O interessante é que os estabelecimentos nem precisam mais ter um laboratório com computadores. As aulas podem acontecer nas salas, com alunos e professores seguindo os tablets“, indica o gerente de inovação e novas mídias da Editora FTD, Fernando Fonseca.

A FTD tem uma equipe de 50 pessoas envolvida diretamente na gerência de inovação e novas mídias. Mas mais de cem profissionais participam do processo. Já foram produzidos pela editora quatro mil conteúdos digitais, quatro plataformas, aproximadamente 100 livros paradidáticos em formato digital e cerca de 600 livros no formato PDF.

O modelo de negócios do livro didático ainda é baseado no livro impresso. É rara a adoção exclusiva de um livro digital. O que existe hoje é o livro impresso mais o complemento digital, ou mais o conteúdo digital”, ressalta Fonseca. “O universo digital ainda não está descolado, como negócio, do livro impresso.

De qualquer forma, segundo ele, a produção digital alavanca a venda do livro impresso. “Temos que levar soluções para o mercado. No futuro não muito distante o conteúdo digital poderá permitir que a lição de casa seja distribuída virtualmente e também facilitar o contato com os pais dos alunos. Estamos falando de uma revolução“, destaca o executivo da FTD.

Mas muitas editoras pensam com muito cuidado na adaptação ao “mundo digital”. É que a mudança significa um alto investimento. A Editora Dimensão, por exemplo, fornece livros impressos para os alunos dos ensinos fundamental e médio das escolas públicas. “O livro impresso ainda é a tendência. Por enquanto o conteúdo virtual não é nossa prioridade“, afirma o assessor de comunicação da Dimensão, Guilherme Amorim. Ele detalha que, para produzir o conteúdo digital para uma coleção com cinco livros de português destinados ao ensino fundamental, por exemplo, é necessário desembolsar pelo menos R$ 80 mil. “Os editais do governo, dos quais participamos, não exigem a produção de conteúdo digital.

Mas a agilidade que a tecnologia nos oferece já está arraigada no dia a dia das pessoas. E as escolas precisarão acompanhar as mudanças. “Os professores e as escolas precisam estar preparados para os alunos que se acostumam, cada vez mais cedo, com a tecnologia. O efeito que vemos hoje está se ampliando: a convivência dos conteúdos digital e impresso“, diz o presidente da Abrelivros, Antonio Luiz Rios da Silva. O desafio atual é usar a tecnologia para melhorar o que é aprendido na sala de aula.

Por Neide Martingo | Publicado em Valor Econômico | 27/02/2015

Festival Literatura em Vídeo continua com inscrições abertas


Vídeos-aula e oficinas virtuais com grandes nomes do cinema nacional já estão online graças à inicitaiva da Ática e Scipione

O Festival Literatura em Vídeo 2012, realizado pelas editoras Ática e Scipione, segue com as inscrições abertas até dia 30 de setembro. Voltado para educadores e alunos do Ensino Fundamental II e Ensino Médio das redes pública e privada de todo o país, o concurso tem como objetivo incentivar o hábito pela leitura e estimular a criatividade. Para edição de 2012, foram criadas novas categoria de premiação. Além das tradicionais Júri Técnico, Júri Popular e Destaques Regionais, o Festival conta agora com Melhor direção de arteMelhor RoteiroMelhor Fotografia e Melhor Som. Osite oficial do evento apresenta uma série de vídeos-aula e oficinas, que tem como objetivo dar apoio técnico para professores e alunos produzirem suas adaptações de até 5 minutos baseados em uma das obras dos catálogos de literatura juvenil das Editoras. O prêmio tem apoio da MTV, da produtora Buriti Filmes e do portal Tela Brasil.

PublishNews | 08/08/2012

Pearson amplia Biblioteca Virtual


Serviço que disponibiliza livros digitais a universitários ganha novas editoras e ferramentas

Pearson lançou em abril a terceira versão da Biblioteca Virtual Universitária, expandindo os recursos e o número de editoras incluídos no serviço que dá aos alunos de ensino superior brasileiro acesso a livros digitais por meio de uma plataforma virtual.

Passam a compor o catálogo da biblioteca títulos das editoras Martins Fontes, Educs [da Universidade Caxias do Sul], Jaypee Brothers [multinacional especializada em livros médicos], Rideel e Companhia das Letras, que no ano passado vendeu 45% das ações para a Penguin, do grupo Pearson. Ao todo, são 13 editoras, incluindo a própria Pearson e outras como Manole, Contexto, IBPEX e Ática e Scipione [ambas da Abril Educação].

Lançada em 2005 com pouco mais de cem títulos, a Biblioteca Virtual agora soma 1,5 mil obras em 40 áreas do conhecimento. É o maior serviço desse tipo no Brasil, usado por pouco mais de cem instituições brasileiras de ensino superior que abarcam 2,2 milhões de alunos, segundo a Pearson. Para ter acesso à plataforma, as instituições pagam uma assinatura mensal por usuário, e estes têm acesso à leitura ilimitada dos textos digitalizados.

O concorrente mais conhecido da Biblioteca Virtual é a Minha Biblioteca, consórcio que foi formado em 2011 por Saraiva, Grupo A, Gen e Atlas, algumas das principais editoras acadêmicas nacionais, mas cujas operações ainda são tímidas perto do serviço da Pearson.

De acordo com Laércio Dona, diretor de negócios de ensino superior, idiomas e serviços educacionais da multinacional, a meta é ampliar o catálogo de títulos da em 30% até o fim de 2012. “Mas nosso objetivo não é aumentar tanto o número de editoras, porque com as que temos já conseguimos uma boa cobertura das várias áreas de conhecimento contempladas pelos cursos das instituições de ensino”, afirma.

A Biblioteca Virtual foi desenvolvida em parceria com a Digital Pages e, na sua versão 3.0, permite que os alunos façam comentários nos textos e compartilhem as anotações em redes sociais. O conteúdo também passa a estar disponível para acesso em tablets que operam no sistema Android [do Google] e iOS [da Apple]. Outra diferença é que os usuários agora podem imprimir parte das obras por meio do pagamento de uma licença, que remunera editora e autor.

A expectativa é que a demanda pelo serviço de biblioteca de livros digitais cresça significativamente graças a mudanças nas regras do Ministério da Educação. A Pearson também desenvolverá um serviço de biblioteca virtual para a educação básica, mas ainda sem data para estrear.

Por Roberta Campassi | PublishNews | 07/05/2012

Livro digital ainda ‘patina’ em catálogo de editoras


Um mês após o governo anunciar que comprará até 900 mil tablets para docentes e alunos da rede pública, as principais editoras de livros didáticos se preparam para entrar em um novo mercado milionário: o digital.

A compra de tablets pela União tem um custo previsto de R$ 330 milhões.

Algumas editoras até já possuem versões do material para a plataforma tablet. Porém, organização e conteúdo são bem similares aos dos livros “tradicionais”, em papel.

Das seis grandes editoras ouvidas pela reportagem, duas ainda não têm versões digitais do material didático e, das que possuem, apenas três trazem recursos digitais complementares, como áudios, vídeos e animações.

As editoras afirmam, porém, que até 2013 vão acelerar as mudanças digitais.

NOVIDADES

Para o ano que vem, a Edições SM pretende trazer ferramentas que personalizem o conteúdo didático conforme a necessidade do aluno.

A FTD disse que desenvolve versões digitais do material para “inovar e criar novas perspectivas educacionais”.

Ática e a Scipione afirmam que em 2013, em todas as versões digitais, o estudante poderá responder os exercícios no próprio livro.

Desde 1985, essa característica foi desaparecendo das obras em papel porque o Programa Nacional do Livro Didático instituiu o término da compra pelo governo de livros que não poderiam ser reutilizados.

Editoras como a Moderna e Edições SM só disponibilizam, gratuitamente, a versão digital para quem compra o livro em papel. A utilização do recurso vale durante o período do ano letivo.

O mesmo não acontece com a Ática e a Scipione, que permitem a compra da edição eletrônica por 80% do valor de capa do livro “tradicional”. Nesse caso, o acesso à versão digital não caduca.

O recurso de leitores de tela, utilizados por deficientes visuais, ainda não foi adotado por nenhuma das editoras. Por enquanto, existe apenas a possibilidade de aumento da letra e das imagens exibidas no aparelho.

ENSINO NOVO?

Pelo que vemos hoje, o aluno continua lendo o material no tablet como se estivesse lendo no papel“, diz Sérgio Amaral, coordenador do Laboratório de Novas Tecnologias Educacionais da Unicamp.

Para ele, falta às editoras usar “toda a potencialidade do aparelho, como a convergência com as lousas digitais”.

No mês passado, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu o papel da escola como agente de inclusão digital.

Por Luisa Pessoa | Folha de S. Paulo | 04/03/2012

Abril Educação entra no mundo dos tablets


Dois livros infantis da coleção Todos Juntos, de Walcyr Carrasco, ganharam versão para iPad: A ararinha do bico torto e Meus dois pais. Com isso, a Abril Educação, por meio da Editora Ática, entra no mundo do livro digital. O aplicativo conta com recursos multimídia que incluem narração, desenhos para colorir e informações sobre as personagens. A Abril Educação é a primeira editora escolar do Brasil a entrar nesse mercado. Na versão para iPad do primeiro título, o leitor encontra informações sobre o habitat e os costumes dos pássaros que participam do enredo. Meus dois pais é totalmente interativo, com ilustrações animadas, sugestão de atividades e a possibilidade de montar imagens com as personagens. Os aplicativos estão disponíveis na Apple Store e são vendidos a US$ 9,99.

PublishNews | 11/01/2011