Kindle pode forçar corte de preços em tablets Android


As companhias de tecnologia asiáticas sofreram pressão de corte de preços de seus computadores tablet depois que a Amazon.com lançou o Kindle Fire por US$ 199.

Empresas de Samsung Electronics à Sony, os grandes fabricantes asiáticos de tablets têm planos ambiciosos para enfrentar a Apple, cujo iPad é o aparelho de referência nesse mercado crescente.

Mas com produtos claramente parecidos e preços muito próximos aos US$ 499 dólares do iPad básico, nenhuma delas conseguiu capturar mercado significativo junto aos consumidores da Apple.

Até o momento, a Samsung vem sendo a candidata mais convincente a rival do iPad, e alguns analistas sugeriram que ela poderia perder sua segunda posição no mercado de tablets para o Fire.

A campanha de marketing dos tablets da companhia sul-coreana também vem enfrentando problemas nos últimos meses devido aos esforços judiciais da Apple para impedir a venda de tablets Samsung na Austrália, Estados Unidos e Alemanha, alegando violações de patentes e outras irregularidades.

O Kindle Fire, embora não disponha de muitos dos recursos mais avançados comuns em outros tablets, de câmeras a conexão 3G, pode representar o ponto final para muitos dos aparelhos concebidos em torno do sistema operacional Google Android.

“A escolha de preço é crucial para ganhar força no mercado de tablets. Os fabricantes rivais não conseguiram atrair consumidores porque acompanharam o preço do iPad sem acompanhar sua oferta de conteúdo”, disse Adam Leach, analista do grupo de pesquisa Ovum.

“O modelo de negócios da Amazon, que tem por base o varejo, permite que a companhia subsidie o aparelho sob a premissa de que seus usuários comprarão mais em seus sites, seja conteúdo digital, sejam produtos físicos.”

Galaxy Tab, da Samsung; Xoom, da Motorola Mobility; e muitos outros aparelhos da Acer e Asustek funcionam com o Android, que a Amazon também usa no Kindle Fire, combinado à sua loja on-line.

DA REUTERS, EM SEUL | Publicado por Folha.com | 29/09/2011 – 11h12

Pioneira do netbook entra na era do iPad


Depois de criar o primeiro minilatop, Asustek enfrenta desafio de disputar segmento dos tablets

Computadores minúsculos têm sido benéficos para a Asustek. A companhia taiwanesa lançou em 2007 o primeiro netbook, os minilaptops de baixo preço que têm sido o produto de crescimento mais acelerado no setor de PCs nos dois últimos anos. Os netbooks representam 40% das vendas da marca Asus atualmente e ajudaram a Asustek a empatar com a Lenovo na posição de quinta companhia de computadores portáteis do mundo, de acordo com o instituto de pesquisas International Data Corp. [IDC].

Agora, parece que a locomotiva de crescimento dos netbooks está perdendo vigor. A fatia dos netbooks no mercado global de PCs provavelmente permanecerá inalterada neste ano, em 12%, estima o IDC. Em vez disso, os consumidores estão se aglomerando em torno de tablets como o iPad, da Apple, que oferece grande parte das vantagens dos netbooks. Para a Asustek, isso significa tomar um grande impulso rumo aos tablets, ao mesmo tempo em que tenta convencer empresas e consumidores de que os netbooks ainda apresentam vantagens.

Em 31 de maio, a Asustek revelou suas primeiras armas na batalha contra o iPad. A exemplo do aparelho da Apple, o Eee Pad – que estará disponível no próximo verão – terá tela sensível ao toque, um teclado integrado e recurso de videoconferência. Ao contrário do iPad, a máquina Asus ostentará um processador Intel e usará o sistema operacional Windows 7. O Eee Tablet, que chegará ao mercado no começo de 2011, é um leitor eletrônico de livros com uma tela sensível ao toque e câmera embutida que permite aos usuários escrever anotações em fotografias. As novas engenhocas poderão ser “importantes impulsionadores para a expansão dos lucros e das vendas nos próximos anos“, escreveu a analista Angela Hsiang, do banco de investimentos KGI Securities, em um relatório de 1º de junho.

A Asustek terá farta concorrência, mesmo à parte do iPad. A Dell apresentou um minitablet chamado “The Streak” [raio de luz] e quase todos os demais fabricantes de PC têm um tablet a caminho, embora alguns tenham adiado os lançamentos na esteira do iPad. Não obstante as novas máquinas Asus chegarem às lojas antes da maioria da concorrência, os investidores claramente alimentam dúvidas sobre a estratégia da Asustek. As ações da empresa, listadas na bolsa de Taipé, tiveram queda de 18% no ano até 17 de maio, quando a venda das ações foi suspensa na iminência do desmembramento da divisão fabril da companhia. Uma das preocupações dos investidores é que a Asustek não possa oferecer o mesmo número de aplicativos da Apple.

Eles têm um produto muito bom, mas o ambiente ainda não está pronto; ainda não há suficiente conteúdo“, diz Robert Cheng, analista do banco Credit Suisse em Taipé. Outro problema é que a bateria do Eee Pad terá cerca de seis horas de duração, quatro horas a menos que o iPad.

O executivo-chefe da Asustek, Jerry Shen, acredita que ainda pode explorar um vasto mercado empresarial para netbooks. A companhia está retocando o design e abandonando o visual atual, de “casca” de ostra, para criar modelos de uma só peça – um tipo de tablet, mas com teclado físico. A Asustek “terá muitos tipos diferentes de netbooks que ainda podem fornecer uma experiência melhor para o usuário“, na comparação com os tablets, diz Shen.

Para se proteger de uma grande queda na popularidade do netbook, a Asustek está se dirigindo à faixa mais afluente do mercado. Em maio, a companhia lançou notebooks com sistemas de som Bang & Olufsen e apresentou uma linha de laptops com bambu na tampa, usando 20% menos plástico que as demais máquinas. “Ainda temos uma grande quantidade de inovação acontecendo“, diz o presidente do conselho de administração, Jonney Shih, exibindo o laboratório particular contíguo ao seu escritório, onde ele se recolhe para desanuviar a mente, fazendo pequenas modificações nas engenhocas Asus.

Uma das inovações mais incomuns da Asustek é sua estratégia de teste de produto. Shih, um budista vegetariano, é um apoiador da Fundação Tzu Chi, uma das maiores instituições beneficentes budistas de Taiwan. Ele convocou a Venerável Mestre Dharma Cheng Yen, a fundadora de 73 anos da fundação, para ajudar a testar os leitores eletrônicos. Cheng Yen “representa a melhor garantia de qualidade”, diz Shih. “Ela é tão paciente”. À medida que tenta se equiparar ao iPad, a Asustek precisará também contar com a paciência dos clientes.

Valor Econômico | 21/06/2010 | Publicado originalmente Bloomberg BusinessWeek | Por Bruce Einhorn e Tim Culpan

Fornecedora de telas prevê crescimento na produção de ‘e-paper’


A empresa taiwanesa Prime View International [PVI], maior fornecedora mundial de telas para leitores digitais, anunciou, nesta sexta-feira, que a produção de 2010 deve triplicar em relação ao ano passado.

A companhia fabrica telas eletrônicas flexíveis que não emitem luz, ao contrário do sistema atual de iluminação das telas de cristal líquido [LCD]. Sua produção deve dobrar ou triplicar novamente em 2011. Conhecido como e-paper [papel eletrônico, em inglês], essa é a tecnologia usada em leitores eletrônicos como o Kindle.

Mais marcas estão chegando ao mercado e mais aparelhos com tamanhos diferentes são vendidos por mais distribuidoras, assim o mercado está crescendo bem rápido“, disse o presidente do conselho da empresa, Scott Liu. “Há espaço para o mercado crescer a longo prazo“, acrescentou.

A Amazon, que fabrica o Kindle, e a Sony estão entre os maiores clientes da PVI.

Nesta semana, durante a feira Computex [Show Internacional de Tecnologia de Informação de Taipei, em Taiwan], as empresas Acer, Asustek Computer, Delta Electronics e Hanwang apresentaram aparelhos para ler livros e revistas obtidos na internet.

O e-paper utiliza um substrato plástico, em vez de vidro, que garante flexibilidade. Diferentemente do LCD, quando desligado, o e-paper não tem seu modo de exibição alterado.

Liu disse ainda que o iPad, da Apple, não deve tomar participação de mercado dos e-books.

Eles estão em categorias diferentes. Se você quer mais funções você usa o iPad, mas se quer algo muito simples para ler, você precisa de um e-reader“.

Veja | Com agência Reuters | 05/06/2010 – 11:17

Rival do iPad


A Asustek, companhia que popularizou os netbooks – equipamentos menores e mais simples que os notebooks – tem novos alvos de mercado. Ontem, em Taipei, o chairman da empresa, Jonney Shih, apresentou o Eee Pad, com lançamento previsto para o primeiro trimestre de 2011, e o Eee Tablet Reader, que funcionará como leitor eletrônico de livros. O Eee Pad usa o sistema Windows 7, da Microsoft, e concorre com o iPad, da Apple. A expectativa é de que várias empresas apresentarão dispositivos parecidos na feira Computex, que começa hoje, em Taiwan, terra natal da Asustek. A Apple informou, ontem, ter vendido 2 milhões de iPads desde o lançamento do aparelho, há dois meses.

Valor Econômico | 01/06/2010

Empresa de Taiwan lança concorrente do iPad com Windows e câmera


Aparelho terá ainda suporte ao formato Flash e entrada USB

O Eee Pad foi apresentado em um evento de tecnologia, mas a marca não divulgou a data de lançamento e o preço do produto. Foto por Pichi Chuang/Reuters

A taiwanesa Asustek Computer se tornou nesta segunda-feira [31] a mais recente empresa de tecnologia a entrar no mercado de pranchetas eletrônicas se unindo à concorrente nacional Acer na disputa com a Apple pelo mercado de tablets, que tem o iPad como principal referência.

O aparelho chamado Eee Pad funcionará com chips da Intel ou da ARM e vai rodar o sistema operacional Windows, segundo Jonney Shih, presidente do conselho da empresa, antes do início da Computex, a segunda maior feira mundial de computação, que acontece em Taiwan.

– O Eee Pad pode exibir vídeos em formato Adobe Flash, oferecendo a experiência plena da web, e tem uma porta USB e câmera. Estudamos como melhor poderíamos atender às necessidades de usuários de todo tipo, e acredito que o produto seja esse.

O iPad não oferece câmera ou porta USB. A Apple não tornou seus iPads ou iPhones compatíveis com o popular software multimídia Flash, da Adobe, definindo-o como “pouco confiável”, exclusivo e fechado além de afirmar que a tecnologia é pouco adaptável para aparelhos móveis.

A Asustek não divulgou detalhes de preços e a data de lançamento. A empresa já exibiu em eventos setoriais produtos que nunca foram colocados à venda.

Shih disse que a companhia taiwanesa também está colaborando com a Intel e a Microsoft para criar uma loja online de aplicativos, seguindo o exemplo de outras empresas de tecnologia como a Nokia, que vem tentando reforçar suas ofertas de programas para competir melhor com a Apple.

O executivo não falou sobre o formato ou data de lançamento da nova loja de aplicativos. A Apple oferece mais de 200 mil programas, enquanto o Google tem 38 mil deles disponíveis para seu sistema Android.
Edward Yen, analista da empresa UBS, diz que alguns aspectos são fundamentais para o sucesso do novo produto.

– Se a Asustek deseja realmente se sair bem nesse campo, a plataforma é o mais importante. Tenho certeza de que o equipamento é bom, mas a maior questão agora é se ele atrairá usuários suficientes para criar a massa crítica necessária a uma loja de aplicativos.

Copyright Thomson Reuters 2009 | Publicado no portal R7 em 31/05/2010 às 11h05