Editora investe R$ 25 mi em plataforma digital de educação


Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab

Fonte da Foto: SmartLab

A plataforma em nuvem do SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de matemática, português, ciências, inglês, estímulo à leitura, entre outros temas que atingem estudantes dos ensinos fundamental e médio.

O sistema conta com ferramentas como Google Apps for Education, Britannica, Young Digital Planet, Xmile Learning, Elefante Letrado, Avalia Educacional, Guten News, Professores de Plantão, Árvore de Livros, 10monkeys, Tamboro e Aprendizagem Eficaz.

Mesmo com diferentes apps, os alunos e professores contam com uma senha única para o uso de todas as plataformas e conteúdos.

No laboratório, os alunos ainda tem acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira.

Com o projeto de criação do espaço físico na escola, o Grupo Santillana oferece equipamentos como desktops da HP e chromebooks da Samsung.

As crianças, que são nativas digitais, absorvem a evolução tecnológica com mais facilidade, e as famílias estão exigindo das escolas processos mais modernos”, analisa Robson Lisboa, um dos idealizadores do projeto SmartLab.

O SmartLab ainda oferece coach pedagógico e tecnológico durante todo o ano letivo, com uma solução para adaptação de espaços colaborativos para as escolas, desenvolvida pelo renomado designer Kiko Sobrino, que já assinou projetos de marcas como Brastemp e Grupo Accor Hotéis.

Para utilizar a plataforma em nuvem com os diferentes apps, as escolas pagam uma mensalidade de R$ 39,90 por aluno.

Como a ferramenta é em nuvem, a medida em que novos parceiros se integrarem à plataforma, as escolas passam a contar com mais opções de apps sem a necessidade de mudanças no sistema”, explica Rafael Lopes, gerente digital do SmartLab.

O Grupo Santillana afirma que o SmartLab possui soluções para atender diferentes perfis de escolas, em todas as regiões do Brasil. Inicialmente, a empresa possui equipes dedicadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Pernambuco e Ceará.

A empresa não divulgou uma meta relacionada ao número de escolas que pretendem atingir com o SmartLab no próximo ano.

Fundada na Espanha, em 1960, o Santillana é o braço editorial do Grupo Prisa, focado na oferta de conteúdos culturais, educativos, de informação e entretenimento nas línguas espanhola e portuguesa. O grupo é o responsável pelo jornal El País.

Presente em 22 países, a Santillana iniciou suas atividades no Brasil em 2001, ao adquirir as editoras Moderna e Salamandra.

O grupo opera nos segmentos de livros didáticos [Editora Moderna], literatura infantojuvenil [Moderna e Salamandra], materiais para ensino de idiomas [Richmond e Santillana Español], além de avaliação educacional [AVALIA] e sistema de ensino [UNO].

O negócio brasileiro da Santillana é o maior do grupo espanhol em termos de faturamento. O principal motivo é a editora Moderna, que alcançou receita de R$ 760 milhões no ano passado, com lucro líquido de R$ 66,3 milhões.

Por Júlia Merker | Publicado originalmentem em Baguete | 10/12/2015

Árvore de Livros cria índice de dificuldade para eBooks


A startup brasileira Árvore de Livros vai lançar uma ferramenta que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], o algoritmo vai analisar todos os livros digitais disponíveis no serviço e gerar uma nota que mostra o nível de complexidade da leitura. O programa leva em consideração mais de 250 critérios, como comprimento médio das frases, significado das palavras e velocidade média de leitura das pessoas.

A partir da classificação dos livros, a plataforma vai oferecer sugestões de títulos personalizadas para cada usuário. “A ferramenta vai reduzir o risco de a pessoa se desmotivar caso comece por livros que ele não compreenda bem”, diz o cofundador da startup, João Leal. Para os professores, será possível identificar como está o nível de leitura em uma sala e em cada aluno individualmente.

Presente em mais de 800 escolas, a Árvore de Livros dá acesso a um acervo de mais de 14 mil títulos – o preço, pago pela escola, varia conforme o número de alunos.

O serviço funciona como uma biblioteca virtual, na qual os alunos pedem livros emprestados. Os livros podem ser lidos em smartphones e tablets com iOS e Android e também no navegador. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet. O serviço permite que professores façam atividades relacionadas à leitura com os alunos.

Os índices de leitura no Brasil são baixos. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, divulgada em abril, sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado. O último levantamento do Instituto Pró-Livro, feito em 2012, revelou que o brasileiro lê, em média, apenas 2,1 livros até o fim por ano. Para estimular o hábito de leitura, a Árvore de Livros realiza competições em que os alunos que leem mais ganham pontos. Ao final a escola e os alunos mais bem colocados são premiados.

Modelo de negócio. Para ter acesso ao serviço, a instituição paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários – atualmente, cerca de 53 mil pessoas utilizam a plataforma. A startup paga às editoras por cada livro oferecido e pode emprestá-lo até cem vezes para um aluno de cada vez. A estante virtual do usuário pode ter no máximo três livros emprestados. Caso ele queira um novo livro, é preciso devolver um dos títulos.

Thiago Sawada | O Estado de S. Paulo | 23/11/2015

Cidade de MT lança biblioteca digital


A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo e Departamento de Cultura, realizaram na noite de quarta-feira [28], na Biblioteca Pública Municipal Evany Nery Varaschin, o lançamento do livro “Trova, Poesias e Cantigas” de autoria de Éder Jerônimo Fontana, o lançamento do Projeto da Biblioteca Digital “Árvore de Livros”, o lançamento da Gibiteca “Acervo Domingos Sávio” e a entrega dos certificados do curso “As Abordagens do Conto” promovido pelo Ponto de Cultura Ninho do Sol através do Teatro Ogan.

Estiveram presentes o Secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei Cesár Guollo, a Secretária Municipal de Educação, Neusa Bernadete Costa, o Vereador Leandro Martins, o Diretor Geral do IFMT- Campus Campo Novo do Parecis Fábio, instrutor da Secretaria de Cultura e Turismo, Luís Bezerra, professores e diretores das escolas municipais e estaduais e comunidade em geral.

O Prefeito Mauro Valter Berft impossibilitado de estar presente na solenidade destacou a importância da data, e parabenizou a ação realizada pela secretaria, pois, o início das comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca é estabelecido dia 23 com término dia 29 de outubro, data esta, consagrada como Dia Nacional do Livro, pela Lei nº 5.191, de 18 de dezembro de 1966.

Com uma data que é sempre bem atual, o prefeito destacou ainda, que a escolha do Dia Nacional do Livro dá-se em razão da fundação da Real Biblioteca no Brasil, hoje Fundação Biblioteca Nacional, em 29 de outubro de 1810. O Dia do Bibliotecário é comemorado dia 12 de março em homenagem a data de nascimento do bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre.

Para o Secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei César Guolo, o momento é oportuno para lançamento de um livro, e o Éder, que em 2014 teve seu projeto de edição do livro: “Trova, Poesias e Cantigas”, aprovado por unanimidade, junto ao Conselho Municipal de Política Cultural, bem como o lançamento da biblioteca digital “Árvore de Livres”, foi bem oportuno.

O Secretário salienta que a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca é um momento de pensarmos o livro e a leitura no nosso município. A Biblioteca Pública Municipal “Evany Nery Varaschin” tem cumprido com sua função de divulgar, estimular e incentivar a leitura e a preservação da memória escrita em nosso município.

Duas indicações da Câmara Municipal, pelo vereador Leandro Martins, à Secretaria de Cultura e Turismo, uma delas era de montar um biblioteca digital e essa indicação foi entendida e aceita. A Árvore de Livros uma biblioteca digital que oferece inicialmente cerca de mil títulos nas mais diversas áreas, gratuitamente. O leitor pode acessar de qualquer lugar, tablet, celular, notbook. O usuário cadastra uma senha para ter acesso a Árvore de Livros.

“Sabemos que nossa juventude está mais antenada nas tecnologias como celulares, e os livros nesse cenário acabam sendo esquecidos. A biblioteca digital vem com esse intuito de ampliar a possibilidade de leitura do usuário. O livro digital vem para suprir essa demanda. Na fila do mercado pode se fazer a leitura do livro enquanto aguarda ser atendido”, destacou.

Na oportunidade, o vereador Leandro Martins falou sobre a Gibiteca “Acervo Domingo Sávio”, que foi doado, a “gibiteca” por ser um instrumento fantástico para estímulo à leitura, por ser uma leitura fácil, agradável e de fácil acesso. Sabemos que o Gibi já foi um livro que sofreu certa censura e até mesmo proibido nas escolas, mas que hoje é ferramenta de estímulo a leitura” destacou o vereador.

O vereador Leandro cedeu 500 gibis, que recebe o nome do “Acervo Domingos Sávio”, professor que os cedeu.  O acervo já se encontra disponível na Biblioteca Pública Municipal e a Secretaria de Cultura e Turismo, através do Departamento de Cultura e Biblioteca Pública Municipal fez a assinatura de mais gibis [coletâneas] que irão ser disponibilizados também à comunidade em geral.

O Secretário Vanderlei destacou ainda que a Gibiteca será móvel e acompanhará os mais diversos eventos do município, como exemplo o Sarau na Praça, o Exporock, em que o gibi também faz parte dessa cultura , Mutirões da Cidadania, Festival do Folclore. A proposta é que os gibis saiam também das prateleiras da Biblioteca Pública e circule outros espaços da cidade.

– Exemplares do livro “Trova, Poesias e Cantigas”, de Éder Jerônimo, foram entregues a todas as escolas de Campo Novo.

Duas oficinas as abordagens do conto, devolvendo a comunidade os investimentos na área do Teatro. Foram 45 professores, principalmente da área de Educação Infantil, que estão capacitadas para trabalharem a contação de histórias na sala de aula. Uma ferramenta muito importante para que o aluno adquira o hábito da leitura. As oficinas resultaram apresentações de contação de histórias durante a Semana Nacional do Livro Infantil e a segunda oficina resultou em apresentações na Escola Municipal Infantil Armando Jacinto Brólio.

Campo Novo do Parecis e o talentos na Literatura

O Secretário Vanderlei destacou ainda que o município está devedor em relação à literatura, mas que já há alguns livros já lançados, como “Revivendo Campo Novo”, “Cio da Criação” e “Antologia Poética”, lançado na noite de terça-feira [27], na Escola Estadual  Padre Arlindo, fruto do Recital de Poesias realizado pela própria Escola.

Éder Jerônimo Fontana, brasileiro, casado, radialista profissional atuando há 17 anos na área da comunicação. O livro “Trova, Poesias e Cantigas”, começou a ser escrito a cerca de dois anos, 2013, e recebeu o apoio de Manoel França Leal, músico e compositor.

A obra fala da cultura gaucha e do povo do Rio Grande do Sul, suas tradições. “Confesso que escrever livros é como aprender a caminhar, depois do primeiro passo sempre queremos seguir em frente. Meu primeiro livro foi lançado no ano de 2000, na minha adolescência, e se chamava Mulher Essência da Poesia, de poesias românticas e foi lançando no Estado de Santa Catarina”, diz.

O jovem escritor conta que a fonte de inspiração é o pai, que é declamador de poesias e  trovador. Éder diz que cresceu escutando-o declamar nas rodas de amigos, em família e também profissionalmente, e que a vontade de escrever poesias aumentou com o passar do tempo. Hoje, seu sonho é de poder  ver o pai, de 76 anos,  residente no Rio Grande do Sul  declamando uma poesia sua.

Seu próximo projeto já está em andamento. Éder prepara um livro de poemas infantis, e diz que fará uma parceria com as escolas do município para criação das ilustrações. “Em Campo Novo do Parecis há muita gente escrevendo e sugiro que essas pessoas procurem os órgãos competentes, a própria Secretaria de Cultura e Turismo, para receber orientações e auxílios para verificar a possibilidade de viabilizar e concretizar a obra pretendida”, orienta o escritor.

O Livro “Trova, Poesias e Cantigas” tem 80 páginas, texto de Éder Jeronimo Fontana e Manoel França Leal, Foto de Capa de Photographer Luciano L. Steffler, Diagramação de Arte de Capa de Gean Michel Lourenço Costa. Gráfica Diário da Serra, Tangará da Serra, 2015. O livro pode ser adquirido pelo valor de R$20,00 com o próprio escritor.

http://www.camponovodoparecis.mt.gov.br | 10/11/2015

Árvore de Livros cria certificado para leitor voraz


O objetivo é estimular ainda mais o hábito de ler

Para estimular o hábito de ler, a plataforma digital Árvore de Livros criou o certificado Leitor[a] em Destaque. Com as ferramentas existentes na plataforma, é possível não só saber quais livros foram lidos, mas também quanto tempo o leitor se dedicou à leitura, se leu integralmente, ou pulou algumas páginas. O primeiro certificado foi entregue por Galeno Amorim, autor e também diretor da Árvore, à aluna Thuanny Assunção Ferreira, matriculada no Centro de Educação e Formação Integrada [CEFI], escola particular carioca. Thuanny leu oito livros no primeiro bimestre. A premiação incluiu livros impressos, além do certificado.

PublishNews | 05/08/2015

Publicações digitais é tema de curso


Atividade gratuita está programada para o dia 13 de abril

Estão abertas as inscrições para o curso Boas práticas para produção e distribuição de publicações digitais‘. Promovido pela Árvore de Livros juntamente com a Dualpixel/Metabooks e pela Kobo, a atividade, que acontece no dia 13 de abril, das 19h às 22h, contará com a presença de especialistas e profissionais atuantes no mercado de livros digitais. Estão programados debates sobre temas técnicos, comerciais, e as tendências para o setor. A aula será na sede da Árvore de Livros [Rua Sacadura Cabral, 144, Porto Maravilha, Rio de Janeiro/RJ]. A entrada é franca. Mais informações, clique aqui.

PublishNews | 25/03/2015

Centro Cultural São Paulo passa a emprestar eBooks


O Centro Cultural São Paulo, que possui uma das melhores e mais bem avaliadas bibliotecas públicas do País, agora também empresta eBooks virtualmente. A novidade foi anunciada na quinta-feira, 12 de março, durante as comemorações do Dia do Bibliotecário, e já começou a funcionar imediatamente, com o cadastro dos primeiros usuários que poderão ler os livros digitais em tablets, no computador ou no smartphone, mesmo com a internet desligada. A Biblioteca Digital do CCSP opera com a plataforma da Árvore.

Para celebrar a parceria com a Árvore de Livros, que inclui também ações em conjunto com a Associação Brasileira de Municípios, o Observatório do Livro e da Leitura e a Fundação Palavra Mágica, o CCSP promoveu uma palestra para seus funcionários e usuários da biblioteca, com transmissão online, com Galeno Amorim, ex-presidente da Biblioteca Nacional, que abordou o tema “Dos tabletes de argila aos eBooks, uma revolução na palma da mão”.

Palestra

Nada teve impacto tão grande ou deu tanta contribuição à edificação da civilização quanto os livros. Desde a pré-história até os dias atuais, eles armazenam e transmitem legados, o conhecimento acumulado pelas gerações e os valores de cada época. Dos tabletes de argila de seis mil anos atrás ao pergaminho, do papiro ao papel até os eBooks da atualidade, o que evoluiu mesmo, e de forma espetacular, foi o suporte no qual ele é impresso. Afinal, um livro é, essencialmente, o conteúdo que carrega. O digital começa a deflagrar uma profunda, embora silenciosa, revolução, em especial entre os mais jovens. E chega, enfim, ao Brasil. Mas será que nossas escolas e bibliotecas estão preparadas para isso?!

Esses foram assuntos abordados na quinta-feira [12 de março] por Galeno Amorim, professor, autor de 16 livros – entre os quais, Retratos da Leitura no Brasil – e consultor internacional em políticas públicas do livro e leitura, em palestra no Centro Cultural São Paulo.

Saiba mais sobre Galeno Amorim

Presidiu a Fundação Biblioteca Nacional e o Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe [Cerlalc/Unesco], único organismo internacional dedicado à questão da leitura. Foi o responsável pela criação do Plano Nacional do Livro e Leitura [PNLL], dos ministérios da Cultura e da Educação, e seu primeiro coordenador. Criou e dirigiu inúmeros programas e instituições de fomento à leitura no Brasil. Fundador do Blog do Galeno, especializado na questão da leitura, é presidente da Fundação Observatório do Livro e da Leitura e cofundador da Árvore de Livros.

Notícias do Blog do Galeno | Edição 389 | 13 a 19 de março de 2015

Uma biblioteca sem filas e que nunca fecha


Imagine uma biblioteca gigantesca: milhares de livros, entre romances, histórias, e todo tipo de conhecimento para ajudar na sua escola, no trabalho e no crescimento pessoal. Agora imagine que essa biblioteca abre todos os dias, dia e noite, inclusive aos domingos e feriados. Além disso, é sem filas ou burocracias. Imaginou? Bem, esta biblioteca está ao seu alcance em apenas alguns cliques!

Estamos falando da Árvore, uma biblioteca digital personalizada. A plataforma é ideal para escolas, empresas, bibliotecas e instituições públicas e privadas. Uma vez instalada em uma escola, por exemplo, a Árvore permite, para seus alunos e colaboradores, o acesso aos seus mais de 14.000 exemplares disponíveis. Com um amplo acervo de eBooks dos mais variados gêneros e categorias, o usuário pode desfrutar da leitura de obras clássicas à contemporâneas, best-sellers à lançamentos –  são diversos livros para diversos gostos e tipos de leitor.

O empréstimo de eBooks na plataforma funciona de forma muito simples: em poucos segundos já é possível começar a ler, sem correr o risco de ter que esperar outro leitor devolver o livro – na Árvore não há filas de espera. A mobilidade também é uma vantagem devido há opção de realizar a leitura em diversas plataformas como tablet, eReader, computador, notebook e smartphone. Também é possível ler com a internet desligada e começar a leitura em um dispositivo e continuá-la em outro. Um dos principais benefícios da biblioteca digital da Árvore é que ela nunca fecha: aberta 24h,  dispõe ao usuário a possibilidade de ler quando ele quiser e puder, inclusive em finais de semana e feriados.

A plataforma conta com relatórios e dados sobre o desempenho dos leitores, assim como dicas sobre como melhorar a leitura na sala de aula, na biblioteca e na empresa – o que é uma clara vantagem se você é o diretor e/ou contratante. É possível adquirir pacotes especiais de assinaturas coletivas para atender grupos de alunos e funcionários de prefeituras, governos, instituições públicas e privadas, além de escolas e empresas. Confira abaixo o vídeo de apresentação da árvore e saiba mais sobre o projeto em seu site.

Escribo | 02/03/2015

Salto [SP] abre sua biblioteca de eBooks


Em uma parceria inédita firmada pela Prefeitura da Estância Turística de Salto com o site http://www.arvoredelivros.com.br, a Biblioteca Pública Municipal irá disponibilizar, gratuitamente, mais de mil títulos de e-books [livros em formato digital].

Para ter acesso as publicações, os interessados devem se cadastrar diretamente na Biblioteca, que fica na Praça Paula Souza, 30, Centro, de segunda a sexta-feira, das 8 às 20 horas e aos sábados das 8 às 14 horas.

Os documentos necessários para cadastro são RG, CPF, comprovante de residência, uma foto 3×4 e e-mail. Para os que já são cadastrados na Biblioteca são requeridos apenas RG e e-mail. “A partir do e-mail fornecido será criada uma senha que permitirá o acesso ao site. O usuário só vai precisar da internet na hora de baixar o conteúdo, que ficará disponível por duas semanas. Podem ser baixados quantos e-books o usuário desejar em computadores, tablets, notebooks, eReader ou smartphones”, explica o Coordenador da Biblioteca, Carlos Eduardo Chagas.

Entre as edições disponíveis estão biografias, clássicos da literatura brasileira, livros pedagógicos, infanto-juvenis, ficção, negócios, etc.

Para o Secretário Municipal de Cultura, Marcos Pardim, essa parceria é muito importante para o município e será estendida também à Biblioteca Teatral “Lico Valle”, que fica no Centro de Educação e Cultura – Anselmo Duarte [CEC], na Rua Pudente de Moraes, 580, Centro. “Nos tempos atuais, em que boa parte da sociedade interage com as tecnologias digitais, trata-se de um avanço poder disponibilizar esta ferramenta da biblioteca digital”, destaca.

Ficamos felizes com mais esta ferramenta que o município oferece aos frequentadores da Biblioteca Pública proporcionando outra forma de acesso à leitura. Além disso, poderá incentivar também aqueles que ainda não tem o hábito de ler”, ressalta o Prefeito Juvenil Cirelli.

Árvore de Livros

A Árvore de Livros é uma biblioteca digital de empréstimo de e-Books, inicialmente voltada para atender a educação básica das redes de ensino pública e privada. Seu acervo é constituído por obras de interesse geral e, com uma atenção especial, aquelas recomendadas pelas escolas.

De acordo com o site, para prefeituras, governos, instituições públicas e privadas, escolas, empresas e bibliotecas são oferecidos pacotes especiais de assinaturas coletivas para atender grupos de alunos, funcionários, beneficiários de projetos e programas e usuários em geral.

http://www.itu.com.br | 23/01/2015

Streaming para acabar com a cópia ilegal


Uma pesquisa feita pela Opinion Box, e divulgada na quinta-feira, 22/01, aponta o streaming como responsável pela diminuição da pirataria entre os consumidores de música pela internet. Streaming é uma forma de distribuição de dados multimídia, via web, e o conteúdo baixado não fica arquivado no computador do usuário. Diferente do download, que também possibilita a proliferação de cópias ilegais.

Esse é o sistema utilizado pela Árvore. Os eBooks de seu acervo são transmitidos para o computador, smartphone ou tablet do leitor. Os conteúdos ficam disponíveis enquanto os aparelhos estiverem ligados, sem sobrecarregar suas memórias. Os textos não podem ser copiados, nem impressos, o que garante aos autores a proteção de seus direitos autorais. O streaming também é usado pelo Youtube, um dos pioneiros, tanto no uso dessa tecnologia, quanto na disponibilização de vídeos, e pela Netflix, distribuidora de filmes por assinatura.

Olhar Digital | UOL | 23/01/2015

A assinatura de eBooks no Brasil


POR Marina Pastore | Publicado originalmente por  COLOFÃO | 17 de dezembro de 2014

Como qualquer pessoa com acesso à internet e interesse por livros já deve saber a essa altura, na última quinta-feira estreou no Brasil o Kindle Unlimited, serviço de assinatura de e-books da Amazon. A fórmula já é conhecida: por R$19,90 por mês, os assinantes têm acesso ilimitado a milhares de livros digitais. A estreia deste “Netflix dos livros”, à primeira vista bastante atraente para o leitor, dá novo fôlego à discussão sobre preços e modelos de negócio para os e-books no mercado editorial brasileiro.

De cara, a estreia do Unlimited trouxe dois desdobramentos importantes para a loja Kindle brasileira. O primeiro é o impacto do serviço sobre a lista de mais vendidos: tudo indica que, assim como nos EUA, cada leitura de um e-book “emprestado” conta como uma venda. Assim, títulos disponíveis no serviço entram na lista de mais vendidos muito mais facilmente; no dia seguinte ao do lançamento, dos 20 primeiros colocados no ranking, 18 podiam ser lidos no Kindle Unlimited [incluindo todos os dez mais vendidos]. A segunda consequência é uma jogada de marketing bem típica da Amazon [e quero dizer isso no melhor sentido possível]: ao fazer a busca por um título que participe do Unlimited, acima do preço das versões digital e impressa, aparece um belo “R$0,00”, evidenciando a economia que se faz ao assinar o serviço:

Captura de Tela 2014-12-14 a`s 17.37.41

No caso de um e-book que custa mais do que a assinatura mensal, esse zerinho começa a parecer bem atraente.

Mas, marketing à parte, vamos olhar mais de perto para o que o serviço oferece. Em termos de tamanho, o catálogo é bem respeitável: são quase 12 mil títulos em português, ou seja, quase 30% do total de e-books disponíveis neste idioma na loja Kindle brasileira [pouco mais de 42 mil]. Mas a maior parte do catálogo é mesmo formada por e-books em inglês: são cerca de 650 mil, número que se aproxima até do catálogo do Kindle Unlimited americano [pouco mais de 700 mil].

De qualquer maneira, mesmo 12 mil livros já seriam um número mais do que suficiente para manter qualquer leitor satisfeito. O problema é a seleção de títulos disponíveis: como já era esperado, poucas das grandes editoras brasileiras aderiram ao serviço no momento do lançamento. Numa consulta rápida ao catálogo, fiquei com a impressão de que as participantes estão aproveitando este momento inicial para experimentar com alguns títulos: a Vergara y Riba, por exemplo, entrou com os dois primeiros volumes da série Diário de um banana, mas não os demais; a Leya incluiu muitos de seus livros mais conhecidos, como seus Guias Politicamente Incorretos, mas apenas o primeiro volume de A Guerra dos Tronos; a Globo incluiu títulos importantes, como Casagrande e seus demônios e Ágape, mas deixou de fora a maior parte do seu catálogo – inclusive alguns títulos disponíveis na concorrente Árvore de Livros, como as biografias de Andre Agassi e Amy Winehouse. É bom lembrar que mesmo nos EUA, onde o mercado de assinatura de livros já está melhor estabelecido, nenhuma das “Big 5″ ainda arriscou embarcar no Kindle Unlimited – a força do seu catálogo vem, em grande parte, de autores independentes publicados pelo Kindle Direct Publishing [KDP]; então, não é nenhuma surpresa que as editoras brasileiras estejam começando com cautela.

A meu ver, a grande diferença entre o cenário que o Unlimited enfrenta nos EUA e aqui é mesmo a maturidade do mercado. Por lá, a Amazon enfrenta a concorrência não só de serviços similares, como o Oyster e o Scribd, que já conseguiram a adesão de grandes editoras [Simon & Schuster e HarperCollins], mas também de um serviço bem completo e gratuito: as bibliotecas públicas. Nos EUA, cerca de 95% destas instituições oferecem e-books aos leitores, e todas as Big 5 disponibilizam pelo menos parte de seu catálogo para elas. No Brasil, a situação é bem diferente: o único concorrente mais ou menos similar ao Kindle Unlimited é a Nuvem de Livros, que conta com um catálogo pequeno, mas bem variado, incluindo livros de diversas editoras brasileiras, audiolivros e vídeos educacionais. A Árvore de Livros, embora ofereça um serviço parecido, por enquanto disponibiliza assinaturas apenas para instituições como escolas e bibliotecas. Aliás, por aqui, são poucas as bibliotecas que oferecem e-books; algumas, ligadas a faculdades e universidades, até contam com um catálogo de livros digitais, mas com limitações [tanto em termos de catálogo quanto no próprio uso: em algumas só é possível acessar os e-books a partir dos computadores da própria biblioteca, por exemplo]. Por isso, um serviço com preço atraente e catálogo razoável tem mais chances de sucesso.

Para dominar este mercado por aqui, resta à Amazon conseguir convencer o maior número possível de editoras de que este é um modelo de negócios viável para os e-books. Não será uma tarefa fácil: olhando mais uma vez para os EUA, por lá, embora boa parte do próprio mercado editorial acredite que o modelo de assinatura para e-books é inevitável, três das cinco maiores editoras ainda hesitam em disponibilizar seus livros em qualquer serviço deste tipo [sendo que a maior de todas, a Penguin Random House, já se pronunciou veementemente contra eles]. Na música, mercado em que serviços de assinatura são mais antigos [e em que certamente há demanda por eles], artistas já vêm reagindo contra o tipo de remuneração que recebem por participar deles – sendo o caso mais famoso o da Taylor Swift, que recentemente tirou todas as suas músicas do Spotify.

É claro que são mercados diferentes: editoras e autores não são remunerados exatamente da mesma maneira que gravadoras, cantores e compositores. Especula-se que, no Kindle Unlimited, existam basicamente dois tipos de remuneração: para os autores independentes publicados pelo KDP, a Amazon estabelece uma quantia fixa no início de cada mês; este valor é, então, dividido entre os participantes com base no número de empréstimos dos livros de cada um [o que nem sempre é vantajoso, mesmo para autores populares]. Para editoras, a princípio o valor pago é o mesmo de uma venda; assim, a curto prazo, é um bom acordo tanto para elas quanto para seus autores. Caso seja este o modelo aplicado no Brasil, é provável que ele não se sustente por muito tempo: afinal, do ponto de vista do leitor, o serviço vale a pena justamente porque é mais barato do que boa parte dos e-books vendidos por aqui. Assim, me parece razoável supor que, uma vez construído um catálogo atraente, o próximo objetivo da Amazon seja tornar o serviço mais rentável. Depois de atrair uma base de clientes significativa, ela terá um forte argumento para pressionar as editoras a modificar algo nesta relação: ou o modelo de remuneração e/ou o próprio preço dos e-books.

POR Marina Pastore | Publicado originalmente por  COLOFÃO | 17 de dezembro de 2014

Marina Pastore

Marina Pastore

Marina Pastore é jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Descobriu os e-books ainda na faculdade, em 2011, e foi amor ao primeiro download. Vem trabalhando com eles desde então, integrando o departamento de livros digitais da Companhia das Letras. Seu maior orgulhinho profissional foi ver toda a obra de seu autor preferido e muso inspirador, Italo Calvino, disponível em formato digital. Sua vida é basicamente um grande episódio de Seinfeld, mas com menos sucrilhos e mais [muito mais] gifs animados.

Rio Grande do Sul já tem 23 bibliotecas que emprestam eBooks


O estado do Rio Grande do Sul já tem pelo menos vinte e três bibliotecas de acesso público prontas para começar a emprestar eBooks virtualmente, um serviço apontado por especialistas como solução para atrair os leitores mais jovens e estancar o esvaziamento que se verifica nos últimos anos. O estado aparece entre os cinco com maior número de bibliotecas digitais instaladas.

A novidade chegou, este ano, ao Brasil e já está presente em 26 estados brasileiros. No Rio Grande do Sul existem bibliotecas digitais em 19 municípios, sendo cinco na capital Porto Alegre. [veja a lista completa de municípios abaixo]

Os usuários podem pegar emprestados os livros digitais de qualquer lugar com internet e ler no computador, tablet, e-reader e até no celular, inclusive depois de desconectar [desde que o texto seja mantido na tela]. Para se cadastrar, os interessados devem ir pessoalmente a qualquer uma dessas bibliotecas e já sai de lá apto a pegar emprestado até três eBooks simultâneos pelo prazo de 15 dias, podendo renovar uma vez.

Por enquanto, estão à disposição dos leitores 1.000 eBooks de autores nacionais e estrangeiros em domínio público, da Coleção de Clássicos da Árvore de Livros, a plataforma de empréstimo digital que está operando nessas cidades. Futuramente, as bibliotecas poderão ampliar seu catálogo e passar a oferecer outros 14 mil títulos, incluindo lançamentos atuais.

A chegada das bibliotecas digitais ao estado do Rio Grande do Sul é o resultado de uma parceria entre a Associação Brasileira de Municípios [ABM], Observatório do Livro e da Leitura, Fundação Palavra Mágica e a Árvore S/A. “Investimentos em tecnologia costumam ser altos e, mesmo assim, rapidamente ficam defasados”, afirma o diretor do Observatório do Livro e da Leitura, Galeno Amorim, ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

Segundo ele, a iniciativa deve beneficiar principalmente as pequenas e médias cidades que, em geral, costumam ter dificuldades para aderir e implementar inovações tecnológicas justamente por causa dos custos. Para o presidente da ABM, Eduardo Tadeu Pereira, garantir maior acesso das populações aos livros “é um importante caminho para proporcionar avanços na área da educação”.

O acordo prevê também a manutenção da plataforma e o treinamento virtual dos bibliotecários e técnicos das bibliotecas municipais e comunitárias. As prefeituras e bibliotecas interessadas em receber gratuitamente sua biblioteca digital podem entrar em contato pelo e-mail bibliotecas@arvoredelivros.com.br.

Relação dos 19 municípios do Estado do Rio Grande do Sul que já implantaram a biblioteca digital:

Municípios [RS]
Boa Vista do Buricá
Butiá
Cacique Doble
Canguçu
Canoas
Carlos Barbosa
Eldorado do Sul
Floriano Peixoto
Guaíba
Imbé
Lagoão
Lavras do Sul
Porto Alegre [5]
Rio Pardo
Rodeio Bonito
Rondinha
Sobradinho
Triunfo
Vale Verde

Site da Associação Brasileira de Municípios

Mais livros na Árvore


Ibep adere à Árvore de Livros

Galeno Amorim, desde o início do ano, tem se dedicado pessoalmente na conquista de novas editoras para a sua biblioteca digital Árvore de Livros. Recentemente, a plataforma recebeu a adesão da Global e agora Galeno avisa que o Ibep também chegou à plataforma. Pelo que apurou o PublishNews, o Ibep – formado pelas editoras Ibep, Conrad, Base e pela lendária Companhia Editora Nacional, fundada por Monteiro Lobato – colocou à disposição da Árvore de Livros vinte títulos. Entre eles, It´s time, de Bruce Buffer; a trilogia Chamas na escuridão, de Sadie Matthews e o best-seller e clássico da auto-ajuda Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie. Além destes, o Ibep está selecionando alguns títulos de paradidáticos. A meta é alcançar 50 títulos na Árvore até o final desse ano.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 29/10/2014

Encontro trata da literatura digital


Nesta quinta-feira [18], às 19h, o Instituto Estadual do Livro [Rua André Puente, 318, Independência, Porto Alegre/RS] recebe a palestra Leitura digital e empréstimo de e-books: uma revolução na palma da mão. O bate-papo será conduzido por Galeno Amorim, ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional e um dos fundadores da biblioteca digital Árvore de Livros. O encontro vai abordar o atual cenário do mercado editorial em vista das novas tecnologias relacionadas à área da leitura e literatura. O evento é aberto ao público e com entrada franca.

PublishNews | 17/09/2014

Biblioteca digital passa a ter Cecília Meireles, Cora Coralina e Manuel Bandeira no acervo


Biblioteca digital capitaneada por Galeno Amorim passa a ter Cecília Meireles, Cora Coralina e Manuel Bandeira no seu acervo

Em junho passado, quando recebeu o PublishNews na sua casa da rua Pirapitingui, Luiz Alves Jr., proprietário da Global, falou do seu entusiasmo com a leitura digital. Ele contou na ocasião que tudo o que for publicado pela Nova Aguilar [a visita era para falar sobre a aquisição da Nova Aguilar pela Global] sairá também em digital e disse ainda que estava acompanhando o crescimento de bibliotecas digitais no Brasil. No papo disse: “A ideia de bibliotecas digitais como a Árvore de Livros, no Galeno [Amorim] é fantástica”. Agora, a Árvore de Livros anuncia que fechou com a Global e que parte do catálogo da Global passam a fazer parte do acervo da biblioteca digital. Sempre bem bom lembrar que a Global detém a obra completa de grandes figurões da literatura brasileira como Cecília Meireles, Cora Coralina, Manuel Bandeira e, mais recentemente, Bartolomeu Campos de Queirós. A seleção das obras que vão fazer parte da biblioteca ainda não está fechada.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/09/2014

“Os livros eletrônicos hoje são uma realidade”


Conforme a pesquisa Bibliotecas e Leitura Digital no Brasil, encomendada pela Árvore de Livros S.A. [noticiado este ano pela Revista Biblioo], o impacto dos livros eletrônicos [ebooks] nas bibliotecas tem se dado de forma positivo, pelo menos do ponto de vista dos profissionais destas instituições. Nesta pesquisa, estimulados a responder sobre o que acreditam que poderá acontecer com a chegada dos ebooks às bibliotecas, a grande maioria dos bibliotecários e demais gestores [82% dos que respondera] apontaram que os dois tipos de suportes [o livro impresso e o ebook] deverão conviver juntos em harmonia. No caso das bibliotecas universitárias, esse tipo de resposta esteve na boca de 100% dos entrevistados. Apesar da ampla aceitação, ainda existem muitas dúvidas por parte dos profissionais, o que acaba por inibir os avanços deste novo instrumento de leitura. Pensando nisso, o bibliotecário do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro [CT/UFRJ], Moreno Barros, tem se dedicado a ministrar cursos sobre o tema, mostrando como eles podem funcionar nas bibliotecas, explorando questões que vão desde os formatos de arquivo, aparatos de leitura, contratos de assinatura e o seu impacto nas instituições, tanto agora como no futuro.

Como você avalia o avanço dos livros eletrônicos sobre os tradicionais impressos?

Francisco, acho que é um caminho sem volta. Obviamente que o livro impresso não vai acabar, mas o livro eletrônico está aí e veio para ficar. E seu avanço e força se dá muito mais por uma lógica de mercado do que pelo embate do fetiche entre impresso ou eletrônico. Bastou que os varejistas e editoras entrassem de cabeça nesse mercado, que certamente tem menor custo de produção e é mais lucrativo, para ditarem o ritmo. Se você pensar bem, um editor pode determinar que um lançamento seja exclusivamente digital. E o que iremos fazer? Espernear? Como consumidores, nós temos muito a ganhar, pois é uma nova modalidade de serviço e produto, e podemos reivindicar preços mais justos, distribuição mais veloz etc. O momento é esse! Mas ao mesmo tempo precisamos estar muito atento a certas práticas que cerceiam o hábito de leitura e consumo de livros digitais, como o monopólio sobre plataformas de distribuição de livros e controle sobre formatos digitais. Mas bem, no final das contas, não restam dívidas: hoje eu leio muito mais conteúdo digital [seja livros ou não] do que impresso. Eu e muitos outros “nativos digitais” já representam uma fatia significativo de um mercado e de uma cultura de consumo de informação e literatura. Falar de livros eletrônicos poucos anos atrás era um futuro distante. Hoje é realidade. Então o avanço foi enorme.

Quais as principais dúvidas dos bibliotecários quando o tema são os e-books em bibliotecas?

Os bibliotecários normalmente têm dúvidas sobre os dispositivos de leitura [kindle, kobo, ipad, tablets, smartphones], as modalidades de empréstimo de livros eletrônicos e os contratos estabelecidos com as editoras. Esses três elementos englobam quase tudo o que diz respeito a uma estratégia de adoção de ebooks em bibliotecas, de diferentes tipos. Na verdade os bibliotecários já lidam com arquivos digitais há bastante tempo [repositórios digitais e livros em pdf para download, por exemplo], mas agora existe uma demanda específica para livros eletrônicos e isso exige um planejamento. É como se você estivesse criando uma coleção nova, que precisa ser gerenciada e disseminada. Não é muito diferente do que já estamos acostumados a fazer, mas por se tratar de um formato novo, é normal que essas dúvidas apareçam. Claro, à medida que as experiências forem sendo compartilhadas, os ebooks deixarão de gerar dúvidas e passarão a ser rotina padrão das principais bibliotecas.

Que conhecimentos básicos os bibliotecários precisam ter na hora de fazer aquisição deste tipo de material?

Além de conhecer bem a demanda da sua comunidade, uma boa estratégia é o bibliotecário confrontar os benefícios dos ebooks com os impressos, uma vez que o impresso ainda é o formato prevalecente e que utilizamos como parâmetro. E isso implica em uma série de medidas, como verificação de preços, disponibilidade de títulos, possibilidade de empréstimos simultâneos, decidir se a aquisição é perpétua ou leasing, se os títulos podem ser adquiridos individualmente ou em pacote, analisar como os arquivos digitais serão hospedados e distribuídos, se os formatos são compatíveis com os diversos dispositivos de leitura disponíveis no mercado, entre outras. Na maior parte, isso vai exigir uma conversa bastante estreita com as editoras fornecedoras e o bibliotecário assegurar que está fazendo um bom negócio.

Publicado originalmente em Biblioo | 12/09/2014

Projeto levará acervo digital a bibliotecas públicas do país


Um projeto de implantação de acervo digital nas bibliotecas públicas brasileiras será apresentado nesta quarta-feira [13] em Brasília.

O programa foi desenvolvido pelo Observatório do Livro e da Leitura [centro de estudos e pesquisas sobre a questão do livro e da leitura no país], em parceria com a Árvore de Livros [biblioteca digital voltada para atender a educação básica das redes de ensino pública e privada].

Em Brasília, será assinado um acordo de cooperação técnica entre o Observatório e a Associação Brasileira de Municípios, com apoio, nos Estados, dos Sistemas Estaduais de Biblioteca Pública.

As bibliotecas públicas dos 5.570 municípios brasileiros poderão aderir ao programa na própria quarta. Terão acesso gratuito ao acervo, à plataforma de empréstimo e ao serviço de manutenção do sistema.

Num primeiro momento, estarão disponíveis cerca de mil e-books de autores clássicos brasileiros em domínio público. O acesso aos livros será por computadores, tablets, e-readers e smartphones. O projeto não inclui o empréstimo dos equipamentos.

Para evitar a pirataria, o leitor não poderá baixar o livro. O serviço será via streaming [transmissão pela internet], o mesmo utilizado pela empresa Netflix para empréstimo de filmes e séries.

É fundamental preparar nossa bibliotecas para este contexto tecnológico atual“, afirma Galeno Amorim, diretor do Observatório do Livro e da Leitura e ex-presidente presidente da Fundação Biblioteca Nacional.

É uma forma de conseguirmos recuperar o leitor que vinha se distanciando da leitura. O empréstimo poderá ser feito pelo site das bibliotecas, em qualquer hora, em qualquer dia. Também representa uma solução para o problema de ter um espaço físico para alojar os livros.

Amorim destaca ainda os ganhos na difusão da leitura —um mesmo livro poderá ser lido por um número infinito de leitores ao mesmo tempo.

Publicado originalmente em FOLHA DE S. PAULO | 12/08/2014 13h54

Assinatura mensal de eBooks promete mudar relação com livros e elevar tensão com editoras


Amazon inicia serviço que é considerado o ‘Netflix dos livros’

RIO | A Amazon está habituada a lançar serviços destinados a destruir seu próprio negócio, e o Kindle é exemplo disso. Quando apresentou seu leitor de livros digitais, em 2007, a empresa de Jeff Bezos já faturava bilhões vendendo cópias em brochura e capa dura e sabia que os e-books iriam canibalizar parte considerável da receita. Porém, a companhia julgava que era melhor aniquilar seu modelo do que permitir que outra o fizesse. Sete anos após se estabelecer como força hegemônica dos e-books, a Amazon volta a recorrer à destruição criativa nesse mercado, lançando um produto que pode tornar obsoleta a venda avulsa de livros digitais — mas não sem antes aprofundar a já tensa relação com editoras, inclusive no Brasil.

O Kindle Unlimited estreou no fim de semana passado e é uma espécie de Netflix dos livros. O usuário paga US$ 9,99 por mês e pode acessar quantos livros quiser. O preço chamou atenção, já que é comum um único exemplar de e-book custar mais que isso no site. Por enquanto, o serviço só está disponível nos Estados Unidos, mas qualquer cliente que se registre no site como americano pode assiná-lo.

Grandes editoras não aderem

O catálogo tem 600 mil livros, incluindo dois mil em áudio, mas os consumidores sentirão falta de vários best sellers: as cinco maiores editoras dos EUA — que travam uma guerra contra a Amazon e já foram acusadas de formar cartel com a Apple para combater a empresa — não aceitaram participar. Embora não tenham se posicionado oficialmente, elas temem que o modelo dê ainda mais poder à Amazon sobre o preço das obras. A paciência dos investidores pode atrapalhar: as ações caíram 9,6% na sexta-feira, depois de a empresa divulgar prejuízo de US$ 126 milhões por causa do volume de investimentos.

— Será bom para as editoras se serviços de assinatura de e-books vingarem em todo o mundo. Mas será péssimo se a Amazon atingir uma posição quase monopolista, como já tem na venda de e-books nos EUA e no Reino Unido — afirma Dougal Thomson, diretor de comunicação da Associação Internacional dos Editores [IPA, sigla em inglês]. — A relação da Amazon com as editoras é cada vez mais tensa, com algumas disputas públicas sobre remuneração, como com a Hachette nos EUA e a Bonnier na Alemanha. Mas, se as assinaturas derem certo, e eu acho que vão dar, as editoras perceberão que se trata de uma fonte importante de receitas.

Nesta seara, porém, a Amazon não é pioneira. Algumas start-ups já oferecem acesso ilimitado a milhares de e-books. A principal é a americana Oyster, fundada em 2012, que cobra US$ 9,95 por mês e dá acesso a 500 mil obras, inclusive da gigante HarperCollins. A Scribd abrange 400 mil livros por US$ 8,99 ao mês. Mas, com a Amazon entrando na disputa, a coisa ganha outra proporção, avalia Carlo Carrenho, fundador do site PublishNews. A questão é se as editoras verão vantagem financeira em colaborar com a companhia.

A Amazon mantém segredo sobre o modelo de remuneração do Unlimited, mas Thomson diz que ele é semelhante ao do Oyster. Editores receberão valor equivalente à venda de uma cópia no atacado sempre que um leitor ultrapassar certo percentual de páginas de um de seus livros. No Oyster, especula-se que pelo menos 10% da obra devem ser consumidos. Um quarto da receita será repassada aos autores. Títulos independentes devem receber valor fixo, como US$ 2 por livro lido. Para Carrenho, o formato traz mudança importante na economia do setor:

— Hoje, remunera-se o livro comprado, lido ou não. No novo modelo, só gerarão receita aqueles efetivamente lidos. Isso traz grande eficiência ao processo, mas pode provocar perda absurda às editoras.

Indagada sobre quando o Unlimited chegará ao Brasil, a empresa se limita a dizer que o serviço está disponível nos EUA e que não especula sobre planos futuros. No Brasil, as editoras estão cautelosas. Procuradas, várias preferiram não se pronunciar alegando desconhecer detalhes do modelo. Para a presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros [Snel], Sônia Machado Jardim, a Amazon terá que discutir com elas novos contratos para inclusão dos e-books no novo serviço.

— Os contratos assinados em 2012, quando a empresa entrou no Brasil, não contemplam esse formato de assinatura. Não sabemos como será a remuneração. Se o leitor não ler nenhum livro no mês, o valor da assinatura fica todo com a Amazon? A empresa não conversou com o setor sobre isso — observa Sônia, que também é vice-presidente do grupo Record.

Convencer consumidor é desafio

Segundo ela, o maior receio é que a Amazon negocie maiores descontos no valor dos livros para viabilizar o novo modelo. Foram discussões sobre a precificação dos e-books que atrasaram a chegada da loja virtual ao país. Para impedir que a companhia vendesse obras por valor muito inferior ao das cópias em papel, as editoras brigaram e conseguiram ter controle sobre o preço do e-book, com a Amazon recebendo comissão pelas vendas. A Amazon preferia comprar títulos no atacado e vender por quanto quisesse.

Gustavo Stephan

Gustavo Stephan

Sem incentivo. O designer Gustavo Peres usa o leitor digital, mas não está entusiasmado com o novo serviço: “Não terei interesse, não gasto nem US$ 10 por mês com livro eletrônico” – Gustavo Stephan
Embora não tenha conversado com as editoras brasileiras, o Unlimited já possui 8.402 livros em português. Segundo a Amazon, isso acontece porque obras cadastradas no KDP Select — programa de exclusividade da plataforma de autopublicação da empresa — entram automaticamente no serviço. Entre os títulos disponíveis está o best seller “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Junior. Procurada, a editora Topbooks disse que não sabia que o livro estava no Unlimited.

Questões comerciais à parte, especialistas afirmam que o formato de assinatura pode se tornar o futuro dos livros. Conseguindo atrair o catálogo de grandes editoras com um modelo atraente, esses serviços elevam a média de leitura dos usuários, afirma Galeno Amorim, diretor-executivo da Árvore de Livros. Criada em abril, a empresa vende acesso ilimitado de e-books a escolas e bibliotecas de 25 cidades, com catálogo de 14 mil obras.

Como poucas pessoas leem mais de um livro por mês, o desafio de serviços como o Unlimited é convencer o consumidor a comprometer um valor mensal com leitura. Na média, o brasileiro lê quatro livros por ano, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil de 2012. Lorena Piñeiro, de 24 anos, está testando o Unlimited e, mesmo acostumada a devorar três obras por mês, teme não ser capaz de dar conta da oferta:

— É ótimo para conhecer novos autores, já baixei sete livros, mas só continuarei usando se conseguir absorver o que baixo.

Mesmo apaixonado pelo Kindle, o designer Guilherme Peres é menos otimista:

— Não terei interesse nem se chegar ao Brasil porque não gasto US$ 10 por mês com livros eletrônicos.

Para Susanna Florissi, diretora da Câmara Brasileira do Livro [CBL], a evolução para o modelo de assinatura vai tirar o mercado editorial da zona de conforto:

— Mas é apenas um dos modelos que, no futuro, coexistirão. A experiência será cada vez mais fragmentada — avalia.

Por Rennan Setti | Publicado originalmente em O Globo – 27/07/2014, às 9:19

Nova regra de ‘Netflix para livros’ enfurece escritores independentes


O escritor inglês Dave Robinson, 50, é um dos leitores que aderiram a um novo tipo de serviço para consumo de livros digitais que pode revolucionar o mercado.

Ele assinou o Kindle Unlimited, que a varejista on-line Amazon lançou no último dia 18, apenas nos EUA.

O funcionamento é simples: por US$ 9,99 [R$ 22,26] ao mês, o leitor tem acesso a mais de 600 mil títulos. O produto vem sendo chamado de Netflix para livros, em referência ao serviço em que é possível assistir a séries e filmes on-line por um valor mensal.

Para o inglês, a vantagem é a variedade de séries de ficção científica. “Mesmo a quatro dólares por um livro impresso, uma série inteira de oito volumes acaba ficando cara. Por dez dólares eu posso ler tudo e ainda tentar outros“, escreve ele num fórum dedicado a discutir e-books.

A Amazon não revela quantos leitores já fizeram a assinatura nem quando o serviço deverá vir ao Brasil.

A chegada de uma gigante do varejo movimenta um setor ainda pouco explorado. As iniciativas mais antigas na área –a Oyster e a Scribd–, nos EUA, são de 2013.

Editoria de Arte/Folhapress

Para o analista Carlo Carrenho, fundador do Publishnews, os próprios editores ainda não sabem qual será o impacto nas vendas. “Isso altera o modelo de negócio.

A mudança é na remuneração às editoras e aos autores, que deixam de ganhar por livro comprado e passam a receber por livro lido. No caso da Amazon, o leitor tem de atravessar pelo menos 10% do exemplar para que os autores tenham retorno.

A discórdia cresceu especialmente entre independentes, segundo o fundador da Smashwords, empresa que distribui e-books autopublicados para lojas virtuais.

Segundo o americano Mark Coker, 49, a forma de pagamento “imprevisível” da Amazon e o tratamento preferencial dado a grandes editores enfureceu os autopublicados.

A Amazon remunera os pequenos por meio de um fundo global variável. Escritores independentes ganham uma porcentagem a partir do montante total desse fundo.

A varejista também exige exclusividade deles. Já as grandes editores recebem o valor sobre o preço de capa do livro vendido.

No Brasil, por enquanto, o momento das editoras ainda é de observação do modelo, diz a presidente do sindicato da categoria, Sônia Jardim.

Me parece interessante no caso de livros universitários. Quem sabe não iniba a xerox.

Esse gênero de biblioteca tem exemplos aqui. A Nuvem de Livros e a Árvore de Livros são iniciativas com estratégias financeiras mais amigáveis às editoras: a remuneração não está condicionada à leitura.

A Nuvem paga autores e editoras um valor mensal. Já o contrato de remuneração da Árvore conjuga empréstimo e número de exemplares.

Para o presidente da Árvore, Galeno Amorim, a ampliação de bibliotecas digitais aumentará o número de leitores.

POR ALAN SANTIAGO | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 26/07/2014, às 02h32

Empréstimo de eBooks: A Revolução na Palma da Mão


Quem quiser conhecer de perto, ao vivo e em cores, os resultados obtidos até aqui nos projetos pilotos pioneiros de empréstimos de eBooks, realizados pela Árvore e seus parceiros, o Congresso de Leitura do Brasil, o COLE, será uma ótima oportunidade. Galeno Amorim, CEO da Árvore, vai apresentar, na primeira sessão especial Perspectivas da Leitura no Brasil, o painel “Empréstimo de eBooks: A Revolução na Palma da Mão”. Será no dia 22/07 [terça-feira], das 15 às 16h30, no Auditório II do Centro de Convenções da Unicamp, em Campinas [SP]. Leia mais.

COLE | 07/2014 

Hangout discute o papel do escritor na era digital


Qual o impacto da chegada do digital e, particularmente, do empréstimo de eBooks na vida de presumíveis 2 milhões de autores independentes ávidos por serem publicados e lidos? Este é o tema do debate virtual que a Árvore promove no Dia do Escritor [25/07], com nomes conhecidos nesse cenário: a agente literária Lucia Riff, o escritor Sérgio Rodrigues, o editor Tiago Ferro [e-galaxia], o presidente do Clube de Autores, Ricardo Almeida, e o presidente da União Brasileira de Escritores [UBE], Joaquim Botelho. A coordenação será do CEO da Árvore, Galeno Amorim, com participação especial de Carlo Carrenho [PublishNews], Ricardo Soares [TV Brasil] e Maria Fernanda Rodrigues [O Estado de S.Paulo].

Assista

Global e Digital


Luiz Alves Jr, proprietário da Editora Global, está muito entusiasmado com o digital. Em conversa que teve com o PublishNews na semana passada, contou que tudo o que for publicado pela Nova Aguilar de agora em diante sairá também em digital. E não é só isso… O grupo Global terá mais um selo – com nome ainda a definir – que vai reunir textos pequenos de livros que já estão no catálogo da casa. Só da obra completa de Darcy Ribeiro, por exemplo, a editora detectou 106 textos que poderiam compor o catálogo do novo selo. “Esse é um projeto que está em ebulição e deve explodir em 2015”, adianta Luiz. A ideia é vender esses títulos a R$ 1,99. Mas o entusiasmo de Luiz vai além. Ele comentou sobre as iniciativas de bibliotecas digitais que começaram a aparecer com mais força no início desse ano. “A ideia de bibliotecas digitais como a Árvore de Livros, do Galeno [Amorim] é fantástica. O grande problema do Brasil é o acesso à leitura e as bibliotecas digitais podem dar um impulso nisso. O livro, muitas vezes, não chega em bibliotecas no interior do Brasil e o digital seria uma solução para isso”, comentou.

PublishNews | 13/06/2014

Árvore de Livros


Biblioteca digital deve adquirir 200 mil e-books para atender mais de 170 mil alunos brasileiros, numa iniciativa que promete revolucionar a leitura no Brasil. É a Árvore de Livros, uma biblioteca digital que estará a disposição de alunos das redes públicas e privadas do Brasil a partir de março

Encabeçado por Galeno Amorim, ex-presidente da Biblioteca Nacional; João Braga e Roberto Leal, ambos da Florescer Distribuidora de Livros, o projeto vai cobrar uma assinatura anual de governos, prefeituras, escolas e empresas para que os usuários acessem a plataforma que estará disponível para computadores, smartphones e tablets.

Por ele, usuários vão emprestar e ler livros de forma ilimitada. A expectativa é adquirir acervo inicial de 200 mil e-books para atender mais de 170 mil alunos do Ensino Fundamental 2 e Médio.

Revista Lusofonia | 06/2014

Feira Nacional do Livro terá Biblioteca Digital


A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto contará com uma novidade durante a 14ª edição, que acontece de 16 a 25 de maio. Mais de 1.000 diferentes títulos farão parte de uma Biblioteca Digital, que poderá ser acessada pelos interessados durante a Feira, após cadastro no Estande da Fundação Feira do Livro, na Esplanada do Theatro Pedro II.

A Biblioteca Digital, projeto pioneiro da plataforma de bibliotecas digitais Árvore de Livros, disponibiliza a leitura de vários livros a partir de uma conexão com a internet, em qualquer tablet, computador, notebook e na maioria dos smartphones e e-Readers. Depois de carregar o texto na tela, a pessoa pode ler o livro mesmo com a rede desconectada [desde que a tela não seja fechada].

Monitores estarão disponíveis no estande da Fundação, com tablets, para auxiliar os interessados que receberão login e senha para acessar as obras de qualquer local. Cada usuário pode ler quantos eBooks quiser, desde que não leia mais de três obras simultaneamente.

Entre os livros disponíveis na Biblioteca Digital estarão obras de Machado de Assis, Lima Barreto, José de Alencar, Castro Alves, Balzac, Eça de Queirós, Monteiro Lobato, Florestan Fernandes, Ignácio de Loyola Brandão, Arnaldo Jabour, Flávio Gikovate, Ziraldo e outros.

O projeto atenderá alunos do ensino fundamental e do ensino médio na rede pública e privada. Em seguida, os demais níveis de ensino. “A era digital vai promover uma verdadeira revolução na leitura no Brasil, com impactos extraordinários na educação”, afirma o presidente da Árvore de Livros S.A., Galeno Amorim.

A Fundação Educandário Cel. Quito Junqueira, em Ribeirão Preto, abriga a primeira biblioteca comunitária digital do país, que está em operação desde o último 23 de abril, Dia Mundial do Livro. A iniciativa é da Fundação Palavra Mágica e da Árvore de Livros S.A, que tem sede no Rio de Janeiro. O projeto tem o apoio das editoras Globo Livros, Callis e Draco e da Fundação Feira do Livro.

Primeira biblioteca comunitária digital do país é lançada em Ribeirão Preto


A Fundação Educandário Cel. Quito Junqueira abriu na quarta-feira [23], Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, a primeira biblioteca comunitária digital do país a fazer empréstimos de eBooks.

A Biblioteca Digital do Educandário vai atender os jovens e adolescentes do Complexo do Aeroporto, que já são atendidos pela instituição. O projeto-piloto, que é pioneiro no País, terá seis meses de duração e contará com um acervo digital básico de 10 mil eBooks: serão 1.000 diferentes títulos de diversos gêneros da literatura, com destaque para as obras de literatura infantil e juvenil.

A leitura dos livros digitais será feita em tablets a partir de uma conexão com a internet e pode ocorrer também em smartphones, notebooks, computadores e eReaders [dispositivos de leitura digital]. Cada usuário terá login e senha para acessar a biblioteca digital de qualquer aparelho, inclusive de outros lugares.

A biblioteca funciona como uma espécie de “Netflix [a empresa que empresta filmes pela internet] dos livros”. Porém, com uma vantagem adicional: ao carregar o eBook na tela, o usuário pode até desconectar a internet que mesmo assim pode ler o conteúdo offline.

A Fundação Educandário disponibilizou, inicialmente, 13 tablets. Além do uso nos projetos que acontecem no local, também poderão ser emprestados dispositivos para leitura em casa. Os eBooks com até 42 páginas podem ser emprestados por uma semana [com possível prorrogação de mais uma] e os demais por 15 dias, com direito a uma prorrogação. Aqueles eBooks que têm acima de 200 páginas podem ter o empréstimo prorrogado mais de uma vez.

A era digital vai promover uma verdadeira revolução na leitura no Brasil, com impactos extraordinários na educação”, afirma o presidente da Árvore de Livros S.A., Galeno Amorim, que até o ano passado presidiu a Fundação Biblioteca Nacional e também foi secretário municipal de Cultura em Ribeirão. A Árvore desenvolveu um modelo de negócios pioneiro e vai atuar em todo território nacional junto a redes de ensino públicas e escolas privadas, bibliotecas e empresas.

Com esse projeto, vamos ampliar o acesso aos livros aos adolescentes que participam do nosso programa, com uma disponibilidade ampla de títulos”, diz o presidente da Fundação Educandário, Marcos Awad. “Seria muito mais difícil reunir tantos títulos de papel, enquanto os eBooks facilitam muito o acesso, agilizando o aprendizado”, completa Awad.

Ribeirão Preto Online | 23/04/14

Primeira biblioteca comunitária digital do país é lançada hoje em Ribeirão


A princípio, a biblioteca será direcionada aos 300 alunos do Educandário, mas futuramente poderá ser aberta à população

Para os novos leitores

O acervo digital conta com 13 tablets, 10 mil eBooks e 1.000 títulos | Foto: Divulgação

O acervo digital conta com 13 tablets, 10 mil eBooks e 1.000 títulos | Foto: Divulgação

Hoje é o Dia do Livro e a Fundação Educandário tem um bom motivo para comemorar. Às 14h será lançada a primeira biblioteca comunitária digital do País a fazer empréstimos de eBooks. A biblioteca faz parte do projeto Árvore de Livros S.A., presidida por Galeno Amorim, que já implantou espaços parecidos na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e no Parque da Juventude, em São Paulo. A princípio, a biblioteca será direcionada aos 300 alunos do Educandário, mas futuramente poderá ser aberta à população. O acervo digital conta com 13 tablets, 10 mil e-books e 1.000 títulos.

Jornal A Cidade | 23/04/2014, às 09:42

Biblioteca Digital


O principal jornal econômico do País mostra que a Árvore prepara o início de suas operações no mercado nacional indicando Galeno Amorim, ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional, para assumir o comando da companhia. Anuncia investimentos e principais objetivos para 2014.

Valor Econômico | Coluna Avant-première | 17/04/2014, às 05h00

Livros digitais nas escolas brasileiras


Google, iba e Árvore de Livros também poderão distribuir livros digitais

O caso MEC feat. Amazon iniciado no meio de março com o anúncio feito pela varejista como escolhida para distribuição de livros digitais às escolas brasileiras tem novos personagens. Já era sabido que a Saraivatambém tinha disto escolhida para a hercúlea missão de levar os livros digitais a alunos e professores da complexa rede pública de ensino brasileira. Agora, está confirmada a seleção do Google, do iba e da Árvore de Livros no páreo.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/04/2014

O impacto dos livros digitais nas bibliotecas


O Observatório do Livro e da Leitura divulgou nesta segunda-feira [14/04] o resultado da pesquisa Bibliotecas e Leitura Digital no Brasil, encomendada pela Árvore de Livros S.A. Respondida por bibliotecários e responsáveis por bibliotecas brasileiras, o estudo priorizou as bibliotecas públicas municipais que, segundo a pesquisa estão na quase totalidade dos municípios brasileiros, representando 52,5% das entrevistas realizadas. Participaram ainda da pesquisa bibliotecas comunitárias, universitárias e escolares. Foram entrevistados 503 representantes de bibliotecas de todas as unidades da federação em março de 2014.

Segundo Galeno Amorim, coordenador geral do Observatório, “a pesquisa foi feita para avaliar o estado das bibliotecas que atendem o publico, seja ela municipal, estadual, comunitária, rural, escolar, de universidade e até de empresas e órgãos da administração pública e, com isso, aproveitar para chamar a atenção sobre a necessidade de se criar políticas mais robustas e permanentes de financiamento desses equipamentos que podem ter um papel cada vez mais importante no momento em que a educação parece prestes a ganhar um novo destaque no cenário nacional para construir um novo futuro para o país”.

O estudo buscou compreender também como as bibliotecas se posicionam e se preparam para entrar na era do livro digital e passar a prestar esse tipo de serviço aos seus leitores e a muitos outros que poderão tornar-se usuários delas também”, acrescentaou Galeno.

De acordo com a pesquisa, os responsáveis pelas bibliotecas identificaram os diversos dispositivos de leitura, incluindo computadores, como sendo apropriados para serem utilizados pelos usuários em seus espaços de leitura. Os tablets, com 53,3%, um índice que chega a 70,5% no caso das escolares, lideram a preferência, mas os computadores aparecem logo em seguida, em situação de empate técnico, com 56,8%, seguido pelos notbooks [53,3%]. A pesquisa aponta que embora dedicados especificamente à leitura digital, os eReaders só aparecem em penúltima lugar, com 14,9%, só um pouco à frente dos smartphones [12,2%].

Que tipo [s] de aparelho [s] você considera mais apropriado [s] para os usuários lerem um eBook na sua biblioteca?
grafico001

Para a maioria absoluta dos bibliotecários e responsáveis pelas bibliotecas brasileiras [77,9%] que atendem diferentes públicos leitores, o tablet é o aparelho mais adequado para os usuários lerem eBooks quando estiverem fora da biblioteca. O notebook aparece como o segundo melhor colocado com 60,5% do total.

O impacto dos eBooks sobre a leitura e as bibliotecas

A pesquisa estimulou os entrevistados a responderem sobre o que acreditam que poderá acontecer com a chegada dos eBooks às bibliotecas. A grande maioria [82% dos que respondera] apontam que os dois tipos de suportes [o livro impresso e o eBook, sua versão digital] deverão conviver juntos em harmonia. No caso das bibliotecas universitárias esse tipo de resposta esteve na boca de 100% entrevistados.

Galeno acredita que este resultado indica que os bibliotecários e os responsáveis pelas bibliotecas estão percebendo que a tecnologia, em vez de representar mais trabalho e dispêndio de energia para eles, pode servir como uma alavanca para a atuação das bibliotecas. “É extraordinariamente importante esse posicionamento dos dirigentes e profissionais da área, que intuem que colocar o pé no futuro pode significar mais usuários, mais leitura e, com isso, certamente maior reconhecimento e apoio. Este ano será marcado pela chegada da era digital às bibliotecas no Brasil. Isso é altamente positivo para gerar leitura, leitores e, sobretudo, maior inclusão cultural e tecnológica na sociedade brasileira”, diz entusiasmado.

O que você acha que poderá acontecer com a chegada de aparelhos e eBooks na sua biblioteca?

Para Moreno Barros, bibliotecário do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ] e colunista da Revista Biblioo, não há dúvida de que os diferentes suportes continuarão a coexistir uma vez que, segundo sua opinião, “bibliotecário não trabalha com suporte, trabalha com conteúdo, documentos e informação, então essa discussão pra gente não faz sentido”. O assunto foi tema de artigo recente de Moreno: “O que os bibliotecários devem saber sobre os ebooks”.

Por outro lado, temos a responsabilidade da guarda, então é importante que estejamos atentos às mudanças de padrões tecnológicos [a escrita sendo a primeira tecnologia, os ebooks a mais recente]”.

Para Moreno, o que os bibliotecários não podem fazer é argumentar que não estão preparados para a mudança. “Basta entrar em qualquer linha de metrô nas grandes cidades e perceber como as pessoas consomem informação em seus celulares. Basta entrar em qualquer biblioteca universitária e perceber que os alunos estão mais com laptops à tira colo do que livros. Basta visitar qualquer biblioteca pública e perceber que as crianças estão mais interessadas nos computadores do que nos livros, os adultos mais preocupados com o uso de espaço público do que o acervo”.

Na concepção do bibliotecário, quem dita essas transformações é o mercado [tendo os avanços tecnológicos como sustentação] e depois os usuários. Os bibliotecários funcionariam apenas como receptáculo e eventualmente exercendo o papel de intermédio entre criadores e distribuidores de conteúdo.

Em determinado momento, bastará que uma editora decida comercializar seus livros em formato apenas eletrônico, para toda uma cadeia de distribuição logística ser alterada, simplesmente porque para ela é muito mais barato produzir e comercializar seus livros em formato digital, trabalhando em conjunto com outras empresas tecnológicas que mantêm o monopólio sobre a disseminação do conteúdo”.

Biblioo | 14/04/14

Editora lança nova biblioteca digital


Editora colocar a disposição mais de 1.500 títulos nas áreas de direito e de gestão

Desde o início o ano, o PublishNews tem noticiado a criação de bibliotecas digitais. Primeiro veio a Árvore de Livros, depois a Biblioteca Xeriph e, agora, é a Saraiva que lança a sua biblioteca digital proprietária [a editora já faz parte da pioneira Minha Biblioteca]. A Saraiva colocou a disposição de instituições de ensino superior o seu catálogo de mais de 1.500 títulos nos segmentos de Direito e de Gestão. A ideia é oferecer e-books para cursos e disciplinas de direito, administração, economia, contabilidade de marketing.

Para Otello Betolozzi Neto, diretor de Novos Negócios da Saraiva, a biblioteca deles sai na frente por já ter na rua o Saraiva Soluções de Aprendizagem que já oferece uma biblioteca virtual, além de atividades digitais e kits de livros impressos voltados para esse mesmo público. Mas um serviço não concorre com os outros? Otello garante que não. “A Biblioteca Saraiva é uma solução pensada tendo em mente a ementa do curso ou da disciplina. Pode até haver uma sobreposição ou outra dos serviços, mas ela tem seu público”, argumenta.

O modelo de negócios da Biblioteca Digital Saraiva é semelhante ao já praticado pela Minha Biblioteca: as instituições de ensino podem escolher os títulos e pagam pelo preço de capa, com descontos em escala. Com isso a Saraiva garante que todos levam vantagens: a instituição, os professores e os alunos. Com o acervo digital, a universidade ganha diferencial competitivo e reduz gastos com espaço físico e manutenção de acervo; os professores têm mais variedade de títulos e autores e os alunos que têm acesso integral aos livros de todas as disciplinas.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 13/03/2014

Oito questões sobre as bibliotecas digitais


Joana Monteleone, da Alameda Editorial, analisa o fenômeno que tem dado o tom do mercado editorial nesse momento

A mais recente tendência do mercado de livros eletrônicos, tanto no exterior  quanto no Brasil, é a busca de composição de acervos de bibliotecas digitais. A principal diferença em relação ao modelo de livrarias é que passamos da figura do consumidor de livros para a do usuário de bibliotecas.

Essa diferença não é irrelevante. Provavelmente, os dois modelos conviverão. Mas para que ambos deem certo, é preciso pensá-los em suas especificidades.

No Brasil, há pelo menos três projetos privados significativos em andamento. Todos focam, essencialmente, possíveis compras do poder público, mas também estão em busca do usuário individual, em e-readers, tablets e telefones celulares. São eles o da Nuvem de Livros, da Gol Mobile [em operação]; o Biblioteca Xeriph, ligado ao grupo Abril [em lançamento]; e o Árvore de Livros, representado por Galeno Amorim, ex-presidente da Fundação Biblioteca Nacional [em gestação].

Listamos abaixo oito questões que consideramos relevantes para pensar as bibliotecas digitais.

1. Biblioteca digital não substitui biblioteca física. Ambas são experiências importantes, mas complementares. O Ministério da Educação, que tem a missão de conduzir o cumprimento da Lei da Biblioteca Escolar [12.240/10], sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a gestão de Fernando Haddad como ministro da Educação, não pode abusar do artigo 2º, que permite o uso de vários suportes, para ignorar o fato de que escola sem biblioteca física operando é escola ruim. O grande desafio de melhorar a educação nacional passa por não fingir que gadgets eletrônicos são uma espécie de emplastro Brás Cubas, que tudo cura.

2. Quando o consumidor ou o governo compra um livro, ele adquire um conteúdo específico, unitário. Quando o assunto é biblioteca, busca-se um acervo. Uma livraria vive muito dos livros da estação, que todos querem ler; uma biblioteca é útil quando sua coleção é representativa, seja pela especificidade, seja pela variedade. Uma livraria não deve ignorar a bibliodiversidade [muitos autores, editores, públicos e coleções diferentes], se quer manter um público cativo; uma biblioteca simplesmente não pode.

3. Os editores independentes, boa parte deles reunidos na Libre, mas não apenas, representam o maior e mais diversificado acervo de livros comprados pelas melhores bibliotecas públicas e privadas. Qualquer modelo de livraria digital sério tem de reconhecer este valor, dialogar com esses editores e remunerá-los pela qualidade e importância de seus catálogos. Quem privilegiar apenas os grandes grupos se parecerá com um catálogo de best-sellers, não com uma biblioteca.

4. Livraria não é mídia, é ponto de venda. Biblioteca não é ponto de venda, é espaço de consulta e estudo, muito mais do que de lazer. E isso é bom. Biblioteca que seguir a lógica de ponto de venda não vai funcionar, assim como crescem rápido, mas paradoxalmente afundam, sobretudo culturalmente, mas também do ponto de vista de sustentabilidade econômica, livrarias que vendem espaços como se fossem outdoor.

5. Remunerar bem apenas quem é mais acessado é reproduzir na biblioteca a lógica da livraria que vende espaço de mídia. Ou seja, o pior dos mundos.

6. Um dos motivos do fracasso relativo da biblioteca pública como instituição nacional, amplamente difundida no território do país, é que muitos políticos as entendem como depósito de livros, e o usuário é visto primeiro como potencial ladrão de exemplares do que como alguém que acessa o serviço público. O mínimo que se espera do universo eletrônico é que ele proporcione conforto ao usuário, e excesso de restrições não vai ajudar as bibliotecas digitais a se popularizar.

7. Numa biblioteca digital, o usuário não pode ter as mesmas restrições que numa biblioteca física, como pegar fila para acessar um livro ou ter pouco tempo para ler uma obra. Aliás, o ideal é que nesse novo mundo, o tempo não seja uma questão.

8. A prestação de contas aos fornecedores e usuários tem de ser, ao mesmo tempo, a mais simples e detalhada possível. As bibliotecas são, tradicionalmente, um espaço de questionamento e transparência. Criar uma relação de confiança entre todos os envolvidos é fundamental.

Por Joana Monteleone | PublishNews | 21/02/2014 | Joana Monteleone, historiadora, é editora da Alameda.

Bibliotecas digitais: um novo mercado a vista


Iniciativas no âmbito digital prometem dar fôlego extra à venda de e-books no Brasil

O Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais do Brasil, realizado em 2010 pela Fundação Getúlio Vargas [FGV] mostrou que 79% dos municípios brasileiros têm, pelo menos, uma biblioteca municipal. Em média, elas fazem modestos 296 empréstimos por mês. O reflexo disso na indústria editorial, até agora, era muito pequeno: a mesma pesquisa mostra que apenas 17% dos acervos das bibliotecas municipais são resultado de compras, contra 83% de doações. Mas algumas iniciativas no âmbito digital prometem mudar esse cenário. Na manhã de hoje, os editores cariocas conheceram a novíssima Biblioteca Xeriph, criada pela distribuidora de livros digitais de mesmo nome. O foco é exatamente as bibliotecas municipais e corporativas. A favor do projeto, está a cartela de clientes da Xeriph que hoje conta com 280 editoras, com catálogos bastante diversificados.

Carlos Eduardo Ernanny, diretor da Xeriph, aponta que o grande diferencial da nova biblioteca digital é que ela não é focada ou especializada em educação. “Somos a primeira biblioteca de e-books no Brasil não pensada exclusivamente nos estudantes”, explica. Outras iniciativas como Minha BibliotecaPasta do Professor e Árvore de Livros [que deve entrar em operação em março] têm como foco principal escolas ou universidades. Neste aspecto, o negócio daXeriph é mesmo diferente. O Censo da FGV mostrou que apenas 8% das pessoas que frequentam bibliotecas vão para lazer e é essa fatia que a Xeriph quer fazer crescer e, depois abocanhar. “Não é que o brasileiro não lê. Ele quer ler, mas não tem acesso ao livro”, defende Carlos Eduardo. O executivo lembra ainda que a quantidade de bibliotecas que abrem fora do horário comercial é irrisória. O censo da FGV fala de apenas 12% das bibliotecas funcionam aos sábados, por exemplo. “A população economicamente ativa não tem acesso à biblioteca e é isso que queremos mudar.O nosso modelo tem capacidade real de transformar o perfil das bibliotecas no Brasil”, promete o diretor. E já que as bibliotecas digitais nunca fecham, funcionam sete dias por semana, 24 horas por dia, o executivo defende que uma biblioteca que tinha 300 acessos por mês poderá ter 5 mil usuários ativos.

A plataforma da Xeriph foi viabilizada depois da compra da empresa pelo Abril Mídia, em maio passado. No projeto, foram empregados R$ 1,5 milhão e a plataforma já está pronta, de acordo com Carlos Eduardo. “Já estamos em negociação com uma grande empresa que tem operações dentro e fora do Brasil e ainda com o sistema de bibliotecas de uma grande cidade brasileira. Assim que fechar o contrato, colocamos a plataforma em operação”, conta. Por questões contratuais, a Xeriph não pode ainda revelar os nomes dos seus clientes em potencial.

Modelo de negócios

“A nossa grande missão era encontrar uma prática rentável para as editoras”, conta Carlos Eduardo. Para chegar a um modelo de negócio que atendesse esse demanda, foi criado um pool de dez editoras já clientes da Xeriph. Durante oito meses, diversos modelos de negócios foram submetidos a esses parceiros, que escolheram duas formas de vendas. Na primeira delas, a biblioteca compra a plataforma e o acervo, a partir do catálogo das editoras. Cada livro, comprado a preço de capa, poderá ser emprestado para apenas um usuário por vez, por 14 dias. Findado o prazo, o livro é compulsória e automaticamente devolvido. A segunda opção é comprar a plataforma e ter os livros por subscrição, ou seja, a biblioteca paga pelo acesso que seus usuários fazem ao livro. No modelo de subscrição, a editora será remunerada pela audiência. Cada vez que um livro for emprestado, a biblioteca paga uma taxa à Xeriph, 60% desse valor é repassado às editoras. Nos dois casos, o usuário não pode fazer mais de dez downloads ao mês e nem emprestar mais de 5 livros de uma só vez. De acordo com Carlos Eduardo, essa é uma maneira de não atrapalhar o negócio de livreiros.

A plataforma permite que quando o usuário clique no livro que tem interesse, ele não vê apenas a capa, a sinopse e outros metadados, mas também a fila de espera do livro. Se há mais de 25 pessoas na fila e apenas um exemplar adquirido, isso implica que o 26º usuário vai ter que esperar mais de um ano para ter acesso ao título desejado. Assim, o bibliotecário pode tomar a decisão de comprar outros exemplares, isso tudo de forma muito simples, a um clique. “A fila é um termômetro: uma fila cada vez maiorpossibilita que as bibliotecas se tornem grandes clientes para as editoras”, defende o diretor. Para utilização da plataforma, foram criados aplicativos para iOS, Android, PC e Mac.

Árvore de Livros

O PublishNews adiantou, no final de janeiro, a criação da Árvore de Livros, capitaneada por Galeno Amorim [ex Fundação Biblioteca Nacional]. Ao contrário da Biblioteca Xeriph, a Árvore é focada nas escolas das redes públicas e privadas, mais especificamente nos alunos de ensino fundamental 2 e médio. A plataforma, que deve entrar em operação em março, vai cobrar uma assinatura anual de governos, prefeituras, escolas e empresas para que seus usuários acessem de forma ilimitada por meio de computadores, smartphones e tablets.

De acordo com material enviado às editoras e ao qual o PublishNews teve acesso, a expectativa é adquirir acervo inicial de 200 mil e-books para atender mais de 170 mil alunos.O modelo de negócios da Árvore de Livros foi desenvolvido com base em estudos, pesquisas e comparações feitas com modelos existentes no mundo. Foram feitas adaptações à realidade e às peculiaridades do mercado nacional, e levou em conta o perfil e as práticas leitoras vigentes nas bibliotecas e escolas do País. Em resumo, a Árvore adquire pelo preço de mercado pelo menos um e-book escolhido para compor o acervo da biblioteca digital de seus clientes. O livro digital pode ser emprestado de forma simultânea e sua licença de uso expira após 100 empréstimos. Cada vez que um usuário tentar ler um e-book que está emprestado é gerada uma nova compra do produto. Por exemplo, um livro adotado por uma rede de ensino que exija a leitura simultânea de 5 mil alunos. Isso resultará na compra de 5 mil e-book desse título.

Relatórios mensais vão servir de guia para acerto com as editoras participantes do projeto. Além disso, a editora pode monitorar online e em tempo real a quantidade de acesso e a leitura de seus títulos, além de ter acesso a dados estatísticos sobre o desempenho e a preferência dos usuários, formando um perfil de seus consumidores. Na apresentação enviada aos editores, há um e-mail pelo qual editoras podem enviar propostas: editoras@arvoredelivros.com.br.

Contraponto

Para José Castilho Marques Neto, secretário executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura [PNLL], essas iniciativas que começam a aparecer no ambiente digital são muito bem-vindas, mas precisam ser vistas com ressalvas. “Não podemos construir um fetiche em torno dessas questões, nem dizer que são absolutamente importantes e nem dizer que não são importantes”, comenta. Ele defende que, no que tangencia o PNLL, sejam construídos, além de plataformas de acesso a e-books, programas pedagógicos de incentivo à leitura. “Nenhuma biblioteca – seja digital ou física – vai resolver o problema da leitura no Brasil”, comentou.

Castilho comenta ainda que não dá para “fazer marketing em cima dessas iniciativas” e conclui: “No fim, pode ser um bom negócio para quem produz, mas não vai ter o efeito desejado se não estiver dentro de um planejamento mais amplo”.

Evento em SP

Hoje pela manhã, a Xeriph apresentou a plataforma e seu plano de negócios para editores cariocas. No dia 13/02 será a vez de São Paulo. São esperados mais de 100 representantes de editoras paulistas. O encontro será no São Paulo Center [Av. Lineu de Paula Machado, 1088/1100 – Cidade Jardim], a partir das 16h.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 11/02/2014

Árvore de livros


Biblioteca digital deve adquirir 200 mil e-books para atender mais de 170 mil alunos brasileiros

Uma iniciativa promete revolucionar a leitura no Brasil. É a Árvore de Livros, uma biblioteca digital que estará a disposição de alunos das redes públicas e privadas do Brasil a partir de março. Encabeçado por Galeno Amorim, ex-presidente da Biblioteca Nacional; João Braga e Roberto Leal, ambos da Florescer Distribuidora de Livros, o projeto vai cobrar uma assinatura anual de governos, prefeituras, escolas e empresas para que os usuários acessem a plataforma que estará disponível para computadores, smartphones e tablets. Por ele, usuários vão emprestar e ler livros de forma ilimitada. A expectativa é adquirir acervo inicial de 200 mil e-books para atender mais de 170 mil alunos do Ensino Fundamental 2 e Médio.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 31/01/2014