Startup oferece soluções digitais para a Educação Superior


Editora Viva já tem soluções para Direito e, em breve, entrará nas áreas de Saúde e Finanças

Durante um ano, três baianos se debruçaram sobre o desafio de criar uma multiplataforma de educação superior que reunisse e-books, audiolivros e videoaulas nas áreas de Direito, Finanças e Saúde. O resultado acaba de ganhar corpo: a agregadora de conteúdos educacionais Editora Viva. O acesso pode ser feito via site ou via aplicativos na App Store e no Google Play. Um dos aplicativos já disponíveis é o Viva Direito ] para Apple e para Android], uma livraria jurídica digital, com conteúdos para estudantes de direito e para quem está se preparando para concursos públicos. Para o consumidor, funciona como uma livraria digital: ao fazer seu login, pode comprar e-books e acessar os livros digitais já comprados. O diferencial está nos conteúdos extras: vídeo aulas, notícias sobre o universo jurídico. Para Rico Néry, um dos sócios, a multiplataforma é voltada para um público ávido por consumo de informações e cada vez mais dependente de seus gadgets. “É preciso oferecer educação de qualidade dentro do universo digital”, defende. “Aplicativos não servem apenas para jogar ou conversar com amigos nas redes sociais. Eles também devem educar”, completa.

Para dar peso ao seu catálogo, os baianos fecharam parceria com provedores de materiais especializados, como a JusPodivm [líder no setor de vendas de material jurídico, com mais de 200 títulos publicados em 2014], a LTr, a Múltipla, o Instituto Baiano de Direito Processual e Penal [IBADPP] e a Freitas Bastos. Estendeu-se ainda para a área das finanças, fechando contrato com a AZ FuturaInvest [Azimut Group] para o desenvolvimento da sua segunda plataforma, a ClickInvest, que em breve será lançada no mercado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 21/07/2015

Nuvem de Livros chega à Espanha


A biblioteca digital tem como objetivo repetir o sucesso alcançado no Brasil, onde conta com mais de 2,5 milhões de assinantes e mais de 14.000 títulos disponíveis.

Madri | Nube de Libros, a versão em língua espanhola da biblioteca digital Nuvem de Livros lançada há dois anos no Brasil com mais de 14.000 títulos disponíveis e que inclui todo tipo de conteúdo on-line, chega hoje à Espanha. Esta plataforma é uma iniciativa empresarial do Grupo Gol, líder em inovação e em tecnologia móvel no Brasil, onde conta com o incrível número de dois milhões e meio de assinantes.

A biblioteca digital que desde hoje está disponível na Espanha reúne livros de todos os gêneros literários, audiolivros, games educativos e notícias, em tempo real, sobre arte, cultura e economia produzidas em mais de 160 países pelas agências de notícias EFE e AFP [France Press].

Diferentemente das livrarias digitais já existentes, Nube de Libros se destaca por ser uma biblioteca de referência ao oferecer um catálogo rigoroso, amplo e plural. Portanto, inclui os clássicos da literatura, obras das mais relevantes editoras espanholas e do resto do mundo e importantes conteúdos da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Além de poder acessar a Nube de Libros através da sua web e do seu App –disponível em Android e iOS–, na Espanha o seu serviço está disponível para os clientes da Orange, uma das mais importantes operadoras de telefonia móvel da Europa, que poderão disfrutar da vantagem de pagar o serviço através da sua conta.

Títulos relevantes e pertinentes

A Nube de Libros nasce com a filosofia clara de oferecer aos usuários conteúdos pertinentes e de valor comprovado. Para tanto, o processo de seleção da plataforma, exigente e rigoroso, é liderado por uma equipe de prestigiados curadores que identificam e escolhem, com rigor, os melhores e mais relevantes conteúdos. Entre eles está Antônio Torres, ilustre escritor brasileiro, e Arnaldo Niskier, reconhecido educador; ambos são membros da Academia Brasileira de Letras. Para a versão em espanhol da Nube de Libros, o Grupo Gol conta com o apoio e colaboração da Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes.

Depois do sucesso alcançado no Brasil, a Nube de Libros chega à Espanha com 3.000 referências bibliográficas iniciais como primeiro passo da sua internacionalização e lançamento nos demais países de língua espanhola. A intenção, segundo Jonas Suassuna, presidente do Grupo Gol, é romper fronteiras e materializar, de maneira determinada, o compromisso de socializar o acesso ao conhecimento de forma responsável: “Nube de Libros chega à Espanha com o firme compromisso de romper fronteiras, universalizar o conhecimento e disponibilizar a todas as pessoas conteúdo ilimitado de qualidade selecionado com rigor e critério”.

Grande oportunidade para os editores espanhóis

Essa biblioteca digital oferece uma grande oportunidade para os editores, visto que desenvolve um novo modelo de negócio que se baseia na concessão de licenças de acesso através da cobrança mensal e que contempla a divisão da receita em regime pro-rata. O Grupo Gol constituiu há 3 anos a sua unidade de negócio na Espanha.

Alguns renomados editores espanhóis já fazem parte da versão brasileira da plataforma, como Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras. Segundo Santos Rodríguez, fundador da Ediciones Nowtilus, “nossa empresa foi, com muito orgulho, a editora espanhola pioneira na Nuvem de Livros. Desde o começo, a Nuvem de Livros nos surpreendeu pela excepcional divulgação e o alto nível de aceitação dos livros da nossa editora. Sem dúvida, trata-se de um modelo de negócio muito bem-sucedido, que impressiona pelos resultados.”

Por sua vez, Manuel Bravo, diretor geral da Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, quis salientar: “Nube de Libros é uma biblioteca virtual fantástica que reúne o mundo do conhecimento em uma plataforma moderna e versátil”.

A nova biblioteca digital, Nube de Libros, pode ser acessada através da Orange, da sua página web www.nubedelibros.com e do seu App disponível no Google Play e App Store, e tem um custo de assinatura de 3,99 euros, IVA incluído, por mês.

Sobre o Grupo Gol e a Nube de Libros

O Grupo Gol é o editor da Nube de Libros, empresa brasileira fundada por Jonas Suassuna especializada em serviços e conteúdos móveis. A Nube de Libros no Brasil foi lançada em outubro de 2011 como Serviço de Valor Agregado da VIVO [Telefônica] e desde então conseguiu se situar como a biblioteca online líder da América Latina com 2,5 milhões de assinantes hoje.

A Nube de Libros oferece títulos para todas as idades, obras literárias clássicas, ensaios, atlas, enciclopédias, dicionários, materiais didáticos, livros em áudio, vídeos, cursos, notícias sobre arte e cultura e meio-ambiente, teleaulas e muito mais.

Alguns dos editores espanhóis que fazem parte da Nube de Libros são Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Fundación Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras.

“Nuvem de Livros” abre biblioteca virtual e “democrática” na Espanha


Democrática, plural e muito responsável. Assim define a “Nuvem de Livros” o criador do projeto, Jonas Suassuna, que após conseguir 2,5 milhões de assinantes para 14 mil títulos no Brasil, desembarca nesta quarta-feira na Espanha com uma biblioteca virtual “rigorosa e ampla” a 3,99 euros por assinatura, metade do valor habitual.

Suassuna, presidente de Grupo Gol, apresentou hoje em Madri junto com o executivo-chefe da plataforma, Roberto Bahiense, e o diretor-geral da Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, Manuel Bravo, um projeto que, afirmou, terá versões em francês e inglês, além de português e espanhol.

A ideia de Suassuna, segundo o próprio, é de que a plataforma, que oferece títulos de todos os gêneros, de romance a atlas, jogos educativos e notícias em tempo real, produzidas em mais de 160 países pelas agências Efe e France Press, seja neste mesmo ano uma realidade também em Portugal, México, Chile, Peru, Argentina “e a parte espanhola” dos Estados Unidos.

Ao contrário de outras bibliotecas digitais, a “Nuvem de livros” oferece um catálogo “rigoroso e amplo”, que inclui clássicos da literatura e conteúdos da Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes, que por enquanto abriga 420.000 títulos.

Na Espanha, onde começará funcionando com suporte da operadora de telefonia móvel Orange, já oferece 3.000 referências bibliográficas, selecionadas “com rigor e critério” por editores e “curadores”, sem “aceitar conteúdos publicitários”, explicou o presidente do Grupo Gol.

Quando comecei com esta ideia, nem meu cachorro acreditava nela. É preciso dizer que o Brasil tem o mesmo número de livrarias que Buenos Aires, ou seja, um país com muito baixa capacidade de leitura. Me diziam que estava louco, e quando há três anos nos estabelecemos na Espanha, me perguntaram ‘como você vai para um país em crise?’. ‘Porque os brasileiros amamos as crises’, respondia“.

Suassuna optou pela Espanha – “onde estão os melhores editores do mundo” – como segunda nação de desenvolvimento de seu projeto porque o país “é encantador” e queria que fosse “a central de operações para a Europa”. Além disso, afirmou estar “muito satisfeito” com o trabalho desenvolvido até agora, com o “grande” apoio de empresas como a Agência Efe, ressaltou.

O criador do projeto reiterou que apesar de os internautas terem que pagar para acessar a Nuvem de Livros, o valor “é muito pequeno, a metade do que a concorrência cobra e em relação ao muito que oferece”, uma biblioteca “pertinente e próxima”.

Os conteúdos podem ser acessados por meio da Orange – com a possibilidade de pagar o serviço pela conta de telefone – pelo site “www.nubedelibros.com” ou um aplicativo próprio [disponível para Android e iOS no Google Play e na App Store], e durante os primeiros 30 dias poderão ser testados gratuitamente.

O Grupo Gol também tem o plano de expandir sua “Nuvem do Jornaleiro”, que no Brasil já oferece 300 publicações e as notícias de EFE, AP, AFP e BBC, que fazem de tablets e celulares o “suporte frenético da leitura de notícias”, uma ferramenta que começará a funcionar em seis meses na Espanha.

Já Roberto Bahiense lembrou que, como diz Umberto Eco, a internet é “perigosa para o ignorante e útil para o sábio”, “um mundo selvagem” que pode “fazer mal” se não for hierarquizado e organizado.

A Nuvem de Livros, disse, se insere na tradição que goza “do silêncio absoluto dos templos”, nos quais reinam “os deuses das palavras”, ou seja, as bibliotecas, “mas sem sua segunda parte”, “tecas”.

“É preciso deconstruir respeitosamente esse sufixo e deixar de considerar ‘teké’, em seu significado de depósito, de caixa. As bibliotecas físicas se transformarão em espaços simbólicos”, previu Bahiense, seguro de que o futuro passará por “uma assembleia de usuários do conhecimento estejam onde estiverem”.

Após sua experiência no Brasil, acrescentou, o desafio da Nuvem é “oferecer a uma sociedade culturalmente rica e exigente como a Espanha uma biblioteca responsável, contemporânea e atrativa que atenda as exigências de uma sociedade mais madura”.

Manuel Bravo, por sua vez, lembrou que a Fundação Biblioteca Virtual Miguel de Cervantes começou a colaborar com o Grupo Gol em 2013 e que, desde então, as duas entidades desenvolveram “um projeto muito complementar” que terá, segundo ele, “um grande sucesso na Espanha e na região ibero-americana” por seu “excelente catálogo”.

Da Nuvem de Livros fazem parte índices das editoras Nowtilus, Siruela, Susaeta, DK, Nórdica, Roca Editorial, Internet Academi, UNED, Geointeractiva e Elesapiens, entre outras.

Por Agência EFE | Publicado originalmente por Info Online | 21/01/2015

Pequenos editores e autores aprendem a desbravar terreno do livro digital


O paulistano Ricardo Lísias recentemente protagonizou um feito que ganhou grande repercussão no mundo dos livros. Sua ficção “Delegado Tobias”, publicada em quatro volumes, no formato e-book, conseguiu estar entre os mais vendidos em lojas virtuais como a Apple Store, Amazon, Livraria Cultura, figurando num ranking até então dominado pelos best-sellers internacionais.

Primeiro da série inaugurada dentro do selo Formas Breves, editado pelo escritor Carlos Henrique Schroeder, o caso se soma a outros que conquistaram projeção semelhante, como os contos “A Otária”, de Marcia Tiburi, e “Um Mistério nos Electric Lady Studios”, de Cadão Volpato, também localizados entre os dez mais adquiridos nas listas da Amazon.

Lançadas ao preço de R$ 1,99, as narrativas chamam atenção para as possibilidades de alcance de um formato que no Brasil ainda engatinha, mas vem sendo explorado de maneira criativa por autores e pequenas editoras.

Embora ainda represente algo entre 5% e 7% do mercado editorial brasileiro, o nicho tem mostrado o seu potencial de revelar o trabalho de novos autores, de facilitar o acesso aos escritos de nomes mais conhecidos, além de recolocar em circulação obras que se encontram fora de catálogo. Schroeder nota nesse aspecto uma contribuição para o fortalecimento da diversidade literária.

O e-book abre grande vantagem na democratização do acesso e da construção de uma cultura que luta pela defesa da bibliodiversidade. Com o Formas Breves, por exemplo, nós nos baseamos na dinâmica de apresentar contos de autores jovens e consagrados. Estamos buscando um caminho nessa mistura”, observa o editor.

Entusiasmado com o impacto de “Delegado Tobias”, Lísias ressalta a versatilidade do e-book, capaz de inaugurar formas contemporâneas de escrita. Na confecção dessa trama policial, ele incorporou o uso das redes socais não apenas como espaço de divulgação do que estava fazendo, mas como estratégia para criar uma espécie de narrativa expandida.

Esse projeto, especialmente, se tornou algo além de um título dividido em fascículos. Ele teve uma dimensão externa que se acoplou ao texto, mantendo interação constante com os leitores. Antes de fazer o primeiro volume, eu estudei um pouco sobre as vendas de e-books, sobre alguns defeitos comuns nesse produto e brinquei com isso, colocando, inclusive, algumas páginas que paravam na metade”, diz Lísias.

Para ele, essa foi uma forma de lidar com a própria linguagem do meio. “Eu joguei com algumas características, mas certamente ainda há muito o que experimentar, principalmente em relação aos aspectos formais do gênero”, acrescenta.

Schneider Carpeggiani, editor do “Suplemento Literário” de Pernambuco, também acredita no desenvolvimento dos e-books. Fundador da editora digital Cesárea, ao lado da designer Jaíne Cintra, desde o ano passado ele vem publicando textos difíceis de serem encontrados atualmente.

São exemplos o livro “Essa Angústia Louca de Partir”, o primeiro do chileno Pedro Lemebel a sair no país; “Aspades ETS etc”, de Fernando Monteiro”, e “Maçã Agreste”, de Raimundo Carrero. A versão impressa dos dois últimos, inclusive, não se acha nas livrarias. “Isso faz parte de um projeto de experimentação que nós estamos fazendo. Neste ano lançamos cinco livros e estamos já pensando nos que vamos produzir no próximo ano”, observa Schneider Carpeggiani, que frisa ser necessário entender melhor o papel do e-book.

Ele me parece um balão de ensaio, com vários resultados possíveis, mas alguns setores não parecem ainda saber lidar muito bem com esse formato. Um ponto que ainda merece ser analisado é a questão do preço que se pratica hoje aqui. Muitos acham que a diferença de cerca de 20% no valor do título impresso e do mesmo à venda em e-book é muito pouca pela economia com custos de impressão e distribuição que se consegue ao trabalhar com o digital”, comenta Carpeggiani.

Publicado originalmente em O Tempo | 16/11/2014

iOS 8 vai permitir o compartilhamento de eBooks 


iBookstoreA Apple apresentou na última segunda-feira [2] a sua maior novidade desde o lançamento da App Store. O iOS8 oferece uma interface mais simples, rápida e intuitiva, com mais facilidades por meio de seus dispositivos, novos recursos de compartilhamento de mensagens de voz, vídeo ou fotografia e até um novo aplicativo de saúde que dá uma visão clara sobre o estado de saúde do usuário. O iOS 8 apresenta ainda o Compartilhamento Familiar. Até seis membros da mesma família vão poder compartilhar compras e downloads feitos no iTunes, iBooks ou App Store.

Digital Book World | 02/06/2014

Dois hambúrgueres e um eBook, por favor


McDonald´s dá acesso gratuito a e-books a seus clientes

Depois de distribuir livros físicos aos seus clientes, o McDonalds inicia nova campanha, agora com e-books. Clientes – ou não – da rede podem acessar gratuitamente livros digitais interativos pelowww.happystudio.com, a plataforma de jogos e interação digital com os pequenos. Os livros – por enquanto três títulos – foram produzidos pela Dorling Kindersley, da Penguin Random House e trazem temas como as estrelas e os planetas, as maravilhas da natureza e as mais espetaculares cidades do mundo. Os pequenos podem ainda criar seus próprios livros com opções de selecionar, arrastar e inserir elementos como palavras e imagens. Os livros podem ser lidos direto no computador ou baixando os aplicativos para as versões mobile disponíveis na AppleStore e no Google Play.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 06/05/2014 |

Aplicativo de leitura Medium é lançado para iOS


O site de leitura Medium acabou de lançar um aplicativo na App Store onde reúne e facilita a integração do usuário com a proposta da empresa, que é exatamente fazer com que as pessoas se “escutem”. Basicamente, o que site faz é amplificar a visibilidade das suas histórias, aquelas que são publicadas no Tumblr ou no Wordpress?, as vezes.

O site reúne e concentra-se em histórias escritas por usuários comuns, a maioria delas como sendo apenas rascunhos ou histórias prontas, todas elas divididas por tópicos, para facilitar na busca e identidade do leitor. Você sabe que se passar a publicar algumas coisas no Tumblr ou no WordPress, por exemplo, possivelmente ninguém verá se você não souber administrar direito ou divulgar, já no Medium não, ele possui muitos usuários que leem e seguem outros.

O aplicativo, para quem gosta de ler textos caseiros e bem escritos – a grande maioria em inglês -, serve para aqueles que costumam sair da rotina e procurar algo mais relaxante, para ler, nada que o faça se sentir na obrigação. São apenas textos escritos por usuários que também leem outros textos dentro da rede social. Ponto.

Você pode escolher quais seções irá seguir e pode acompanhar os textos dela diariamente, mas o grande problema é que o aplicativo não tem um recurso de pesquisa e tampouco divisão por listas, para, por exemplo, eliminar alguns itens que você não quer ler. Mas isto eles podem adicionar nas próximas atualizações.

Você pode baixar o aplicativo Medium? gratuitamente na App Store.

Tudo Celular | 21/03/14

Aplicativo para iPhone oferece leitura de 100 mil livros com assinatura mensal


O aplicativo Oyster

O aplicativo Oyster

Um aplicativo chamado Oyster chegou nesta semana à App Store. Com uma assinatura de US$ 9,95 ao mês, o serviço oferece 100 mil livros para leitura. O programa funciona como uma biblioteca virtual nos moldes da Netflix, que faz isso com filme e série.

Criado em apenas um ano, o serviço oferece títulos das editoras HarperCollins, Houghton Mifflin Harcout, Workman e da gigante Smashwords. O uso é simples: basta pesquisar o livro que você busca, selecioná-lo e abri-lo. O Oyster pode ser configurado para compartilhar o que você está lendo e há sugestões de leituras baseadas no seu interesse, como acontece também com o Netflix.

Atualmente, as pessoas compram livros da mesma forma que compram lâmpadas, liquidificadores e facas de cozinha”, afirma a equipe da empresa em seu blog oficial. “O processo de encontrar o seu próximo livro é muito diferente do de comprar uma faca, e deve ser tratado dessa forma.

Nos testes do CanalTech, foi possível baixar o aplicativo usando uma conta Apple americana, no entanto, os livros estão disponíveis apenas em inglês. O Oyster ainda não tem uma versão para iPad, mas ela deve ser lançada em breve.

Os fundadores do Oyster. Eric Stromberg, Andrew Brown e Willem Van Lancker não quiseram revelar como a empresa paga as editoras pela disponibilização dos conteúdos. Por exemplo, o Netflix paga uma licença de uso, enquanto o serviço de música por streaming Spotify, que ainda não funciona no Brasil, paga os autores cada vez que uma faixa é tocada.

O lançamento do serviço é um reflexo do crescimento mundial do mercado de eBooks, devido ao lançamento de plataformas como Kindle e iPad. Segundo o jornal Washintong Post, o total de vendas de livros digitais chegou a US$ 3 bilhões em 2012. Com disso, no ano passado, esse setor teve um crescimento recorde de 134%.

A Forbes acredita que em breve as lojas que vendem livros digitais, como Amazon, iTunes Store e Google Play, irão adotar o modelo de assinatura mensal, em vez de vender produtos individualmente. Stromberg diz que isso está “fora de suas mãos”, mas enquanto as gigantes comercializam diversos conteúdos, Van Lancker indica o que parece ser sua vantagem nesse mercado: “Nosso foco é nos livros, nos dedicamos exclusivamente a eles“, afirma.

Stromberg diz ainda que optou pela plataforma móvel por que o smartphone está sempre com você. “Adoraríamos ver um mundo que quando você está 20 minutos adiantado para um café ou quando você está no metrô você encontra um ótimo livro e começa a lê-lo”, declarou.

Para abrir o negócio, a startup de Nova York arrecadou um investimento total de US$ 3 milhões no Founders Fund.

Canal Tech | 06/09/13

CURSO | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem estudado sobre a atuação de empresas como Google, Kobo, Apple e Amazon no Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem estar mais próximas do alcance das editoras, e do autor, do que possa imaginar. Mas ainda é preciso preparar-se para um novo cenário no mercado editorial.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores e profissionais que desejam compreender mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O CONTEÚDO

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE O PROFESSOR

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 13 de Julho de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: Das 9h00 às 15h00
20 vagas | Valor único: R$ 170,00

INSCRIÇÕES

Escola do Escritor
Rua Deputado Lacerda Franco, 253 | Pinheiros
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Apple é multada na China por vender livros pirateados na App Store


XANGAI | Um tribunal chinês multou a Apple em 1 milhão de iuanes [160,4 mil dólares] por aplicativos na App Store venderem livros digitais [ebooks] pirateados, afirmou nesta sexta-feira a agência de notícias oficial Xinhua.

A Apple terá que indenizar oito escritores chineses e duas companhias por violar direitos autorais, segundo a Xinhua.

Um grupo de escritores chineses entrou com uma ação contra a Apple neste ano alegando que aplicativos na App Store vendiam ebooks sem autorização. Os oito autores exigiam 10 milhões de iuanes em indenização.

Estamos desapontados com a decisão. Alguns dos autores que mais vendem na China vão receber somente 7 mil iuanes. A decisão estimula a pirataria“, disse à Reuters o representante do grupo, Bei Zhicheng.

A Apple afirmou em comunicado que “leva muito a sério” a questão de infração de direitos autorais.

Estamos sempre refinando nosso serviço para ajudar os autores a proteger seus direitos“, afirmou a porta-voz da empresa norte-americana Carolyn Wu.

Por Melanie Lee | Reuters | 28/12/2012, às 08h00

Leitora não consegue ler eBook com aplicativo oferecido pela Saraiva


A advogada Renata Fanuchi Bastos afirma que não consegue ler um livro digital comprado na Saraiva utilizando o leitor que a empresa disponibiliza na sua App Store.

Ela conta que comprou o livro no dia 2 de março e que, a partir do dia 22 de setembro, não conseguiu mais acessá-lo.

Contatada por mensagem eletrônica, a empresa não se manifestou no prazo determinado. Passados alguns dias, pediu para que a cliente alterasse a sua senha no sistema.

Resultado: não consigo acessar nenhum dos meus livros arquivados. O que já estava ruim, piorou“, reclama.

RESPOSTA

A Saraiva informa que, para solucionar o problema, a cliente precisa excluir o e-book, atualizar a lista de títulos disponíveis para download e baixar novamente o livro.

Folha de S.Paulo | 08/10/2012 – 07h00

Ao encontro do que leitores preferem, ‘NYT’ adota HTML5


O “New York Times” lançou ontem um aplicativo para tablets baseado na web, no padrão HTML5. Descrito como “experimental” e com serviços restritos, o app vai na contramão da estratégia do jornal até então, de desenvolver versões específicas para iPhone e iPad, da Apple, Android, do Google, e Windows Phone, da Microsoft.

O aplicativo está disponível diretamente no endereço app.nytimes.com, desde ontem, só para assinantes.

O jornal nega, mas a decisão foi recebida como primeiro passo para seu afastamento das grandes empresas de tecnologia, que cobram até 30% para vender os apps em suas lojas on-line.

Mais precisamente, poderia levar ao rompimento com a Apple. “O ‘NYT’ não tem planos de remover” seu aplicativo da App Store, prometeu o jornal, em nota.

No ano passado, o “Financial Times” também lançou um web app e, logo em seguida, retirou da App Store seu aplicativo em iOS, o sistema da Apple. O jornal financeiro britânico vem servindo de modelo para o “NYT” em ações no ambiente on-line, como a adoção de um “paywall” [muro de pagamento] poroso, para as assinaturas on-line.

Além do “FT”, o “Boston Globe”, que é do próprio “NYT”, apostou num web app no ano passado. Também a Folha desenvolveu seu aplicativo no padrão HTML5, lançado no final de 2011.

De início limitado ao browser para tablets da própria Apple, o Safari, o web app do “NYT” vai ganhar uma versão para o Chrome, do Google, “brevemente”, segundo a editora de plataformas emergentes, Fiona Spruill.

PREFERÊNCIA PELA WEB

O analista de mídia Joshua Benton, diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade Harvard, anota que o anúncio vem no rastro de um distanciamento entre a Apple e o jornal -devido a uma série de reportagens sobre as más condições de trabalho nas fábricas dos aparelhos da empresa na China.

Benton também relaciona o lançamento do aplicativo baseado na web, que o próprio “NYT” admite ter corrido para lançar, com um estudo do instituto Pew que mostrou anteontem que os consumidores de notícias em aparelhos móveis usam mais o acesso direto pela internet do que os aplicativos, na proporção de dois para um.

E o movimento é crescente, segundo o levantamento, realizado junto com a revista “The Economist”. No caso de tablets, 60% dos 9.500 adultos americanos ouvidos pela pesquisa disseram usar browser para acessar notícias, ante 40% no ano passado.

O estudo também identificou uma mudança no perfil dos tablets no país. O iPad, da Apple, que respondia por 81% dos aparelhos um ano atrás, caiu para 52%. Os tablets no sistema Android atingem agora 48%, sendo que o Kindle Fire, da Amazon, responde por quase metade – e 21% do total.

POR NELSON DE SÁ, DE SÃO PAULO | Clipado de Folha de S.Paulo | 03/10/2012, às 05h30

Pai e filho lançam aplicativo para editoras


Ferramenta concentra promoções, informações sobre o catálogo e todo o conteúdo divulgado em redes sociais

Pai e filho uniram experiências profissionais para lançar uma nova ferramenta de marketing voltada a editoras. O consultor Gerson Ramos, da VivodeLivro, ex-diretor comercial da distribuidora Superpedido, e seu filho Vinicius Prado Ramos, diretor comercial da agência Stock Interativo, desenvolveram o iLeitor, aplicativo que cada editora pode customizar com seu conteúdo.

A ideia é que o “app” seja baixado pelos leitores e ofereça promoções, apresente informações sobre o catálogo e concentre todo o conteúdo produzido pelas editoras em redes sociais, blogs e sites. O primeiro aplicativo criado na parceria entre a Stock Interativo e a VivodeLivro é da Rai Editora, já disponível para donwload na Google Play e, em cerca de duas semanas, também na Apple Store.

Um dos pontos altos da ferramenta, segundo Gerson, é a possibilidade de a editora listar as livrarias parceiras e criar promoções específicas para os leitores que baixaram o aplicativo – o próprio iLeitor gera um cupom que garante um desconto nas lojas especificadas pela editora. Outra possibilidade é notificar os leitores sobre eventos, novidades e ofertas por meio de “pushs” enviados pelo aplicativo.

O lançamento da ferramenta visa a Bienal do Livro de São Paulo, que começa no dia 9. Até lá, Gerson e Vinicius projetam ter cerca de dez editoras usando o aplicativo. Segundo eles, livrarias e mesmo autores também podem adquirir a ferramenta, como forma de ter um canal centralizado de comunicação com o leitor.

Desenvolver um app próprio não sai por menos de R$ 20 mil. Nós conseguimos criar uma solução que custa uma fração desse valor”, afirma Gerson. Para cada cliente, a Stock Interativo customiza a ferramenta, e a VivodeLivro entra com uma espécie de consultoria sobre como potencializar o uso do app.

Há inúmeras possibilidades de uso do aplicativo, com o objetivo de criar uma interação com o leitor e também com os parceiros de varejo, estimulando o boca a boca e a visibilidade nas redes sociais”, afirma Vinicius. Os detalhes sobre as vantagens de ter um aplicativo estão em uma apresentação criada pela Stock Interativo – clique aqui para ver. Mais informações podem ser conseguidas pelo e-mail contato@stockinterativo.com.br.

PublishNews | 04/07/2012

Autêntica investe em tecnologia digital


Editoras do grupo estudam novos modelos de negócio para o mercado do livro

Próximo de completar 15 anos de atividades, o Grupo Editorial Autêntica decidiu investir em e-book. Integrado pelas editoras Autêntica, Gutenberg e Nemo, o grupo atua em diferentes áreas, como Ciências Humanas e de literatura infantil e juvenil, títulos diversificados e plurais, além de quadrinhos. Os primeiros passos foram ainda experimentais, ao disponibilizar títulos esgotados no formato e-book para download gratuito em seu site. Foram 13 títulos, que contabilizaram mais de 15 mil downloads em pouco mais de 24 meses. Também em caráter experimental, o grupo lançou livros infantis como aplicativo para iPhone, iTouch e iPad na AppStore, nos idiomas inglês, francês e espanhol, além do português.

Nessa busca por novos modelos de negócios, já está programada para este ano a conversão de pelo menos 50% do catálogo no formato PDF e EPUB, mais apropriado para leitores como celulares, tablets e outros. A expectativa é que o preço seja por volta de 20% menor que a versão impressa. Também está sendo estudado o desmembramento de livros para venda por capítulos, o que torna o livro mais acessível a estudantes e pesquisadores.

Mas a prioridade do grupo mesmo é a internacionalização do catálogo de autores nacionais, para comercialização em outros idiomas. Para tanto, estão sendo negociados e fechados contratos com os principais players que operam no Brasil, incluindo outros que ainda devem iniciar suas operações no país. Outros projetos incluem o enriquecimento do conteúdo de livros com vídeos e games, ou crossmedia, como é designado o processo de distribuição de serviços, produtos e experiências por meio das diversas mídias e plataformas de comunicação existentes no mundo digital e offline.

PublishNews | 18/04/2012

Apple rejeita acusação de fixação de preço em eBooks


A Apple rejeitou acusações do Departamento de Justiça dos EUA de que a empresa agiu com editoras na fixação de preços de e-books (livros eletrônicos). A companhia afirmou que as acusações “simplesmente não são verdadeiras“.

O governo americano processou a Apple e cinco editoras, afirmando que as empresas conspiraram para fixar preços dos e-books. O governo acertou acordos com três das editoras que podem levar a edições mais baratas para os consumidores.

Em email enviado à Reuters, o porta-voz da Apple Tom Neumayr confirmou a posição da companhia, publicada inicialmente pelo “Wall Street Journal”.

O lançamento da iBookstore em 2010 incentivou a inovação e a competição, quebrando o monopólio da Amazon sobre a indústria editorial“, disse Natalie Kerris, porta-voz da Apple, ao jornal.

Kerris defendeu a atual estrutura de definição de preços como um paralelo à lojas de software da Apple.

Assim como permitimos que os desenvolvedores definam preços na App Store, as editoras definiram seus preços na iBookstore“, afirmou.

DA REUTERS | 13/04/2012 – 10h48

CURSO | O Livro como Mídia Digital


Ednei Procópio

As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O livro não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso “O Livro como Mídia Digital” é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO DO CURSO

  • O que é um livro digital
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA A DATA DO CURSO

Dia: 3 de março de 2012, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Escola do Escritor
Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
www.escoladoescritor.com.br

Grandes empresas lançam aplicativos em HTML5


Na semana passada, a loja on-line Amazon, o serviço de música Grooveshark e a revista “The Economist” lançaram aplicativos para tablets e smartphones em HTML5, a nova versão da linguagem usada na construção de páginas da web.

Por esse caminho, mesmo com motivações diferentes, as três empresas almejam que seus programas funcionem da mesma forma em sistemas diferentes, tenham atualizações mais rápidas e evitem o processo de aprovação e as taxas cobradas pelas lojas virtuais de aplicativos.

Diferentemente dos programas nativos para Android e iOS, por exemplo, que precisam ser baixados e atualizados por meio das lojas virtuais do Google e da Apple, os web apps em HTML5 são acessados por meio do navegador, sem intermediários.

Para evitar a taxa de 30% cobrada pela Apple sobre conteúdo vendido na App Store, a Amazon inaugurou uma versão em HTML5 para iPad de sua loja de livros eletrônicos Kindle Store.

A “Economist”, que lançou o Electionism, app em HTML5 sobre as eleições presidenciais dos EUA, diz que a iniciativa não é um levante contra as lojas de aplicativos.

Não deixamos os apps nativos“, disse ao “Guardian” Ron Diorio, vice-presidente de desenvolvimento de negócios e inovação da “Economist” on-line. “O Electionism é só mais uma chance para explorarmos o que temos observado: que o uso de browsers em tablets é muito alto.

EM FINALIZAÇÃO

Embora uma das promessas do HTML5 seja a flexibilidade – com aplicativos funcionando da mesma forma em todos os navegadores, tanto de computadores tradicionais quanto de tablets ou celulares-, ainda há problemas de compatibilidade.

O novo app do Grooveshark, por exemplo, funciona no iOS e no Android, mas não no Windows Phone 7.

Isso ocorre porque a definição dos padrões do HTML5 está em fase de finalização – por isso, nem todos os navegadores implementaram a tecnologia de forma completa, explica Carlos Cecconi, analista de projetos do W3C [World Wide Web Consortium], consórcio que discute e desenvolve os padrões para as linguagens da web.

Ainda que neste momento haja esses problemas, há de fato um grande consenso da indústria em torno da definição da versão 5 do padrão HTML“, afirma o analista.

Isso significa que desenvolvedores de HTML não terão de fazer versões diferentes de uma aplicação para o browser A, B ou C. O mesmo código funcionará em todos.

FORA DA APP STORE

Um dos pioneiros na adoção da tecnologia foi o “Financial Times”, que em junho de 2011 tirou seu aplicativo da App Store em prol de uma versão em HTML5, que já chegou a 1 milhão de usuários.

Em dezembro, a Folha foi o primeiro grande jornal brasileiro a lançar um aplicativo para tablets e celulares em HTML5, que unifica a experiência do leitor em aparelhos diferentes.

POR RAFAEL CAPANEMA, DE SÃO PAULO | Publicado originalmente em Folha.com | TEC | 25/01/2012 – 07h51

‘The Guardian’ começa a cobrar por conteúdo no iPad


Jornal britânico tem 280 mil leitores do ‘News & Media’ que terão que 10 libras por mês

 

'The Guardian' começa a cobrar por conteúdo no iPad

RIO – Começa nesta sexta-feira a cobrança pela leitura de conteúdo do “The Guardian” no iPad. Um dos defensores do conteúdo gratuito na internet irá pôr à prova sua audiência e tentar sustentar seus mais de 280 mil leitores que usam o tablet da Apple, agora na sua versão paga.

O aplicativo, que roda em tablets com iOS 5, indica cobrança de 9,99 libras mensais [cerca de R$ 28] pela leitura da versão digital para iPad a partir de 13 janeiro. Quem quiser experimentar a leitura digital do jornal britânico no tablet da Maçã, poderá ter acesso a todas as reportagens gratuitamente, por uma semana.

Lançado em outubro de 2011, o ‘Guardian News & Media’ alcançou 500 mil downlods na App Store, mas o número real de usuários é a metade, 280 mil usuários ativos, revelou em dezembro a PaidContent.

Segundo o site, o aplicativo para iPad foi criado para veicular reportagens do jornal impresso diário, explorando recursos digitais como conectar artigos relacionados, galerias de fotos e vídeos, além de outras funções multimídia do aparelho que exploram a tecnologia de tela sensível ao toque.

O desafio é descobrir se seus leitores voltarão a usar o site Guardian.co.uk que é gratuito ou se irão continuar a acessar o conteúdo pago no iPad.

O “The Guardian” tem ainda um aplicativo para iPhone que dá aos usuários a leitura gratuita de três matérias todos os dias. Para ler mais do que isso, é preciso pagar uma assinatura de 2,99 libras para seis meses ou 4,99 libras para um ano.

Caso o jornal converta 17% do total de leitores gratuitos – que foi o total percentual de assinatura pagas por iPhone em situação semelhante – poderia alcançar 47.600 leitores pagantes no iPad. A fatia renderia cerca de 475 mil libras mensais [cerca de US$ 728 mil]. A Apple, dona da App Store, fica com 30% do que é arrecadado.

Publicado originalmente em O Globo Online | 13/01/12 | 14h51

Dez lições dos editores de livros infantis digitais


Assunto foi debatido na conferência PublishersLaunch Children’s Publishing Goes Digital

O debate sobre a criação de e-books, aplicativos e conteúdo multimídia para o público infantojuvenil levantou muitas perguntas e poucas respostas definitivas durante a conferência PublishersLaunch Children’s Publishing Goes Digital Children’s Publishing Goes Digital, que ocorreu na Feira de Frankfurt. Mas há pelo menos um consenso entre os editores e executivos que já mergulharam nesse universo: os produtos digitais para crianças são, ao mesmo tempo, os mais desafiadores e os que oferecem algumas das melhores oportunidades para inovar. Veja algumas das ideias e lições que diversos profissionais especializados no mercado infantojuvenil compartilharam no evento.

1] É hora de experimentar: Para Russell Hampton, presidente da Disney Publishing Worldwide, o braço editorial da Disney, ninguém encontrou ainda uma “estratégia vencedora” no mercado de livros infantojuvenis digitais, portanto este é o momento para as editoras fazerem experiências com relação aos conteúdos, preços, interatividade, distribuição e marketing de seus produtos.

2] Não-ficção também tem vez: ao invés de se concentrar exclusivamente em e-books de ficção, como boa parte das editoras, a Gallimard Jeunesse decidiu investir também em livros digitais de não-ficção, a partir de títulos que já fazem parte do catálogo impresso da editora francesa. A ideia é lançar separadamente vários títulos interativos que depois, juntos, podem funcionar como uma enciclopédia.

3] Menos é mais: e-books e aplicativos para crianças devem ser muito fáceis de navegar e intuitivos, com ícones óbvios e orientação visual, muito mais do que auditiva. Além disso, a boa história nunca pode faltar. Esses são os principais conselhos de Jennifer Perry, vice-presidente da Sesame Workshop, organização americana sem fins lucrativos que gerencia os produtos da Vila Sésamo e uma das empresas que vem emplacando e-books e aplicativos best-sellers no mercado infantil americano.

4] Produtos multimídia exigem novos contratos: muitos autores ainda têm receio de ver seu trabalho transformado em vídeo ou em aplicativos, segundo Paula Allen, vice-presidente da Nickelodeon Global Publishing. Por causa disso, alguns contratos estão incluindo uma cláusula que determina a revisão das condições envolvendo a venda de produtos eletrônicos a cada 18 meses, para que a negociação reflita as práticas de mercado e as tecnologias que estão sendo desenvolvidas.

5] Games como modelo: licenciar e-books e aplicativos para parceiros internacionais ou adaptar diretamente o conteúdo para outros idiomas? Essa é uma questão central para quem produz conteúdo digital. Para Michael Bower, da empresa espanhola Touchy Books, a segunda opção é mais interessante. “Das nossas vendas diretas, 70% são em inglês e 30% já são em outros idiomas“, afirma. Por que eu abriria mão desses 30% de receita?”. A indústria de games pode ser usada como modelo, já que os produtores criam seus conteúdos já em seis diferentes línguas e depois os distribuem para parceiros que cuidam principalmente das vendas em mercados locais.

6] Amostra grátis não faz mal a ninguém: oferecer trechos de livros ou alguns e-books gratuitamente faz parte da estratégia para ganhar consumidores no mundo digital. A Sesame Workshop se prepara para oferecer até o fim do mês os primeiros e-books gratuitos em seu site. Permitir que os livros digitais sejam visualizados nos sites das varejistas também é importante, especialmente porque os pais das crianças podem checar o conteúdo antes da compra.

7] Cuidado com a propaganda: a Touchy Books descobriu que lançando seus títulos individualmente na Apple Store eles ficavam perdidos, mas criando um aplicativo onde ela pode expor todos os seus produtos ela conseguia concentrar a atenção dos leitores e aparecia muito mais vezes entre os aplicativos mais baixados da Apple. Também descobriu que pode mandar informações sobre novos lançamentos a um milhão de pessoas que já baixaram a ferramenta. “Mas só enviamos uma vez a cada duas semanas, pois mais do que isso poderia irritar os leitores e aí…’game over’ para nós“.

8] Adolescentes são um mundo à parte: uma pesquisa extensa sobre o mercado de livros digitais infantojuvenis feita pela empresa americana Bowker revela que a maioria dos adolescentes gosta muito de livros digitais. Mas uma parte significativa dos jovens americanos prefere o exemplar físico. E por quê? Um: eles não podem emprestar livros digitais aos amigos. Dois: há coisas digitais demais e eles estão fatigados. Três: eles não querem carregar nada além do celular.

9] Nunca se esqueça dos pais: os pais ainda controlam a leitura dos filhos e fazem questão de olhar o livro todo antes de comprar. Segundo Gallagher, da Bowker, “eles têm medo de serem substituídos por máquinas e querem produtos que permitam interagir com os filhos”. Uma pesquisa feita pela companhia também mostra que pais, professores e amigos influenciam mais os filhos do que qualquer propaganda ou mídia.

10] E nunca se esqueça do público final: segundo Deborah Forte, presidente da Scholastic Media e vice-presidente executiva da Scholastic, uma pesquisa encomendada pela empresa mostra que as crianças lêem mais quando elas mesmas escolhem seus livros. Já segundo Gallagher, da Bowker, o público juvenil é mais influenciado pelas opiniões de pessoas da sua idade do que por anúncios no Facebook.

Por Roberta Campassi | Publicada originalmente em PublishNews | 13/10/2011

Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Gerenciamento de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais

Livros aplicativos ampliam experiência dos leitores e exigem inovação das editoras


Por Giulliana Bianconi | Publicado originalmente no site Instituto Claro Em Pauta | 30 SETEMBRO 2011

Os personagens consagrados de títulos infantis precisaram sair dos livros para ganharem vida décadas atrás, na TV e nos cinemas. Agora, nas próprias páginas dos livros, eles não somente se tornaram personagens animados, com voz e movimento, como convidam os leitores a interagirem de maneiras diversas enquanto a narrativa avança. É a era dos livros digitais, cujo impacto para leitores – e também escritores e editoras- vai bem além da mudança do suporte de papel para digital.

Se os primeiros e-books eram arquivos em PDF e a diferença em relação ao livro de papel estava, basicamente, em serem acessados digitalmente, hoje a distância entre os dois formatos, forjada pela engenharia dos softwares, já é imensa. “Agora o céu é o limite, e o que a gente pensa a área de tecnologia faz”, conta a escritora carioca Bia Hetzel, também sócia da editora Manati.

Neste ano, a editora fez parceria com uma agência de tecnologia digital e publicou o clássico “Os Três Porquinhos” para tablets, um livro de imagens que oferece duas narrações em áudio – a do lobo e a da mãe dos porcos – e permite ainda que o leitor grave a sua própria narração. Com cara de aplicativo, o livro, que oferece atividades extras como pinturas digitais, é um dos mais baixados na Apple Store Brasil.

Ao logo das 25 telas, com desenhos caprichados da ilustradora Mariana Massarani, elementos e sons surpresas saltam à tela à medida que o usuário explora o ambiente. “Tudo é encantador”, diz Hetzel, que afirma não sentir falta de qualquer processo de criação que adotou para os mais de 15 livros impressos que escreveu anteriormente. “Você não imagina como é sensacional pensar um livro neste formato! Eu posso dizer que renasci, pois todo o processo é inovador.

Usuário e conteúdo ao centro

Ednei Procópio, 35, editor, especialista em livros digitais

Pesquisador de e-books desde 1998, autor de “O Livro na Era Digital” e editor na Livrus, Ednei Procópio observa que o mercado vive a euforia dos livros digitais, mas nem sempre leva em conta o usuário e o conteúdo. “Estes elementos devem estar no centro”, diz, antes de explicar: “Livros infantis ganham muito com as possibilidades dos softwares, que enriquecem a narrativa, assim como acontece com as narrativas policiais, afinal imagine poder acessar um mapa do local onde o crime da história aconteceu? Mas para outros gêneros pode não funcionar, e aí que sentido faz ter algo saltando ou algum barulho acompanhando a narrativa?”.

Softwares e hardwares fazem parte da discussão diária de quem trabalha no mercado editorial, mas Procópio diz que atrelada a isso está a reflexão sobre distribuição, pois na cultura digital os usuários são muito menos induzidos pelas editoras e livrarias. “Antes o leitor chegava à livraria, e a ‘conversa’ estava estabelecida nas vitrines e nas prateleiras. Se o mercado quisesse induzir os leitores a comprarem livros sobre anjos, por exemplo, eles estariam em destaque por toda a parte no ambiente.Agora não funciona mais assim.

Para acompanhar esse novo consumidor, Procópio trabalha em um projeto de distribuição que contará com uma biblioteca virtual com mais de 80 mil títulos, onde o usuário poderá encontrar o que lhe interessa por palavras-chave e escolher se quer ler na versão digital ou impressa. Os que optarem pelo digital poderão ainda selecionar em qual tipo de tela querem visualizar – smartphones, tablets, netbooks etc. Os que clicarem em impresso poderão imprimir o seu próprio livro. “As editoras precisam se adaptar. Não adianta ficar apenas tentando entender o rumo do mercado, é preciso fazer parte dele. Os recursos para isso já estão à disposição até mesmo para as pequenas editoras”, diz.

Por Giulliana Bianconi | Publicado originalmente no site Instituto Claro Em Pauta | 30 SETEMBRO 2011

Escola do Livro: Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa | 27 de Setembro de 2011

Boas novas do mercado digital e meu novo gadgetlove


Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 22/09/2011

Uso hoje como ilustração desta coluna o desktop do meu iPad. Meu novo romance com essas coisas que não possuem cérebro nem corrente sanguínea. Embora adore a convivência humana e ache que a graça da nossa vida é conviver e conhecer esses estranhos seres bípedes, estou realmente apaixonada pelo meu Ipad 2.

Começo falando disso porque, analisando os dados da Gato Sabido, verificamos que 40% de nossos clientes compram livros por meio de um tablet. Parece mentira, mas contra essas análises de meus amigos andróides, não há controvérsias… E isso reflete exatamente o que venho vivendo.

Há algumas colunas cheguei até a comentar que o e-reader era meu preferido para leituras longas. Pois é, mudei meu hábito. Do nada me peguei lendo no iPad. E o pior, gostando! Comecei a comprar minhas revistas da Abril na Appstore, e olha que são muito melhores que as impressas. Não estou mais assinando as revistas impressas, quero assinaturas digitais, afinal, não quero continuar empilhando revistas em casa, revistas estas que, mais cedo ou mais tarde, serão jogadas no lixo. Cheguei ao cúmulo de trocar as minhas revistas preferidas por outras similares, pois algumas delas não estão ainda disponíveis neste formato. Minha primeira revista assinada no Ipad foi a Vegetarianos, que não tem um aplicativo tão rico quanto os da Abril, mas já me atende perfeitamente. Imagina estar sempre a um clique de todas as suas revistas… Sem falar em livros… ahhhh meus livros…

O iPad tem me acompanhado por todos os lugares. Com um adaptador fiz minha primeira apresentação em datashow no congresso da ANL, estou escrevendo esta coluna, anoto minhas reuniões, leio quando estou no taxi ou na sala de espera de algum lugar, faço calls via skype, vejo meus e-mails e respondo, trabalho de verdade e mergulho num mundo sem fim de leituras. Tenho lido três vezes mais do que há um ano.

O mercado mudando e eu refletindo isso no meu dia a dia… Óbvio!

Vocês sabiam que as universidades estão adotando o sistema de e-books para ementas inteiras? E que o aplicativo que o aluno usa para ler o material didático também serve para ler e-books? E que isso será um pulo para um maior consumo de livros em geral e que este caminho não tem volta?

A parte ruim é quando tento comprar um livro digital via tablet e não o acho em língua portuguesa brasileira e sou obrigada a comprar a obra em Inglês na Amazon… Isso me dói!

camila.cabete@gmail.com vulgo @camilacabete também conhecida como @ensaiosdigitais pela queridíssima @publishnews

* Quando falo em iPad, por favor, entenda Tablet, só cito a marca do meu, por conveniência e nenhum compromisso jornalístico ou de merchandising.

Por Camila Cabete | Texto publicado originalmente em PublishNews | 22/09/2011

Camila Cabete [@camilacabete] tem formação clássica em História, mas foi responsável pelo setor editorial de uma tradicional editora técnica por alguns anos [Ciência Moderna]. Hoje, é responsável pelo setor editorial da primeira livraria digital do Brasil, a Gato Sabido [@gatosabido]. É ainda consultora comercial da Xeriph, a primeira distribuidora de conteúdo digital do Brasil e sócia fundadora da Caki Books [@cakibooks], uma editora cross-mídia que publica livros em todos os formatos possíveis e imagináveis. Vive em Copacabana e tem uma gata preta chamada Lilica.

A coluna Ensaios digitais é um diário de bordo de quem vive 100% do digital no mercado editorial brasileiro. Quinzenalmente, às quintas-feiras, serão publicadas novidades, explicações e informações sobre tecnologias ligadas a área literária.

O menino da Terra foi parar no iPad


No aplicativo criado pela Punch! para a Melhoramentos é possível até autografar a obra

No final de semana passado na Bienal do Rio, mais especificamente no dia 3/8, no estande da editora Melhoramentos, o Menino da Terra chegou aos iPads. O projeto foi da editora Melhoramentos em parceria com a Punch! Comunicação e Tecnologia, e não foi uma simples “conversão” de físico para digital. O menino da terra é um aplicativo desenvolvido para aproveitar os recursos do tablet da maçã. Com ilustrações divertidas, interação, jogos, vídeos e até entrevista do Ziraldo, o App procura integrar recursos para cativar cada vez mais o pequeno leitor. “Faço livros sobre meninos há mais de 30 anos e agora há novas plataformas para contar as nossas histórias. Para mim o livro continuará a ser o objeto mais bonito e importante que o ser humano criou”, explica Ziraldo no vídeo exclusivo produzido pela Punch! para o app.

Outro destaque do aplicativo é a possibilidade do autógrafo digital. O autógrafo é feito direto no aplicativo no iPad e uma vez gravado não pode mais ser apagado. A grande preocupação da editora era que a criança não corresse o risco de perder o autógrafo, a menos que perdesse o próprio iPad – o que seria como perder também um livro – mas segundo Bruno Valente, diretor da Punch!, “a única maneira de apagar o autógrafo é apagando o aplicativo ou perdendo o tablet.

Veja aqui o trailer do App e baixe o aplicativo na App Store, onde custa US$ 5,99.

Para Breno Lerner, superintendente da editora Melhoramentos, o mundo do livro digital é inevitável mas ainda estamos engatinhando. “A única certeza que eu tenho é de que as coisas não vão acontecer tão rápido quanto dizem os profetas do apocalipse. Não vamos dormir hoje e acordar amanhã com tudo digital. Há muitas questões ainda a serem resolvidas, aqui no Brasil. Onde estão os Nooks, os Kindles, os iPads?”, comenta. Para Breno, se no dia do lançamento do app de O menino da terra para iPad houvesse uma fila no estande da editora, de pessoas querendo baixar o aplicativo, o grande problema seria o hardware. “Não tem iPad pra todo mundo que quer.

Questionado sobre a decisão de desenvolver o produto, já que na sua visão ainda falta um certo tempo para o digital deslanchar no Brasil, Breno respondeu que é preciso experimentar; testar; descobrir caminhos. “Estou engatinhando para depois poder andar.” O diretor vê o futuro e garante que está se preparando para ele. O próprio O menino da terra já foi lançado em 2010 em formatos impresso e digital [PDF]. A editora já tem todos os seus livros em formato digital PDF e trabalha atualmente na conversão desses digitais para ePub. “E vai chegar um momento de testar também o lançamento primeiro em digital e depois no impresso”, comentou Breno.

O superintendente da editora acredita ainda que digital e impresso irão conviver para sempre. “O digital vai tirar um pedacinho do mercado do impresso, com certeza. Pode chegar a uma fatia grande? Especificamente no caso da Melhoramentos acho que não. Falo isso com a tranquilidade de quem tem o dicionário Michaelis na App Store há muito tempo com mil a dois mil downloads mês, mas que nem por isso a venda papel caiu. Ainda.

O próximo passo da editora é a experimentação de desenvolvimento de executáveis. Hoje o seu catálogo de arquivos digitais conta com cerca de 150 títulos, o que deve dobrar até o final de 2012; mas na visão de Breno Lerner, ainda é preciso decidir o melhor formato para cada produto. “Preciso entender como vai funcionar isso para depois poder lhe responder se vou fazer mais executáveis ou arquivos.” E o diretor planeja para dentro de 60 a 90 dias o lançamento do primeiro aplicativo de culinária, que segundo ele, é uma das grandes receitas da empresa atualmente. “A maior receita que tenho hoje na mídia eletrônica ainda não é de produtos, mas de licenciamento do meu banco de dados de dicionários e de receitas. E o grosso disso, inclusive, vem de fora do Brasil.

A Babylon, de Israel, compra a base de dados do dicionário Michaelis e depois vem concorrer com a própria Melhoramentos, por exemplo, no portal do UOL – onde fica lado a lado com a janela do Michaelis. E isso levanta uma nova questão. “Até hoje as negociações de direitos eram pensadas em termos de território. Agora vamos ter que repensar isso. Quem sabe agora a gente passe a falar em formatos.

A  Melhoramentos já tem uma pequena equipe com a função exclusiva de pensar o tempo todo nos projetos digitais da empresa. Nas palavras de Breno, são “uns meninos que falam uma língua que a gente não entende mas que juram que estão falando português.” E o executivo diz ter grande prazer em trabalhar com algo novo e desconhecido: “A gente vai ter que repensar muita coisa, e pra ser honesto, para um cara um pouco mais velho como eu, isso é muito gostoso.

E ele chama a atenção para outro detalhe ainda: a mídia social. “Muito antes dos livros eletrônicos, as mídias sociais poderão fazer muito pela leitura, seja pelo livro papel, seja pelo livro eletrônico.” E essa é outra tarefa desse departamento digital dentro da Melhoramentos.

Por Ricardo Costa | PublishNews | 08/09/2011

Revistas personalizadas atraem leitores e dinheiro


Há cerca de três semanas, o arquiteto da informação Fabian Umpierre assina uma nova revista. A cada manhã, ele recebe a publicação, que sempre trata de temas que lhe interessam. Parece até que ela o conhece. E, de certa forma, conhece mesmo.

Umpierre usa o Editions, app para iPad da AOL que cria uma revista digital personalizada. O gaúcho é parte de uma nova base de leitores que fez dessas publicações mutantes – que se adaptam ao gosto de leitura do freguês- foco de investimentos de provedores de conteúdo.

Na semana passada, a rede de TV CNN anunciou a compra do emergente Zite, um dos aplicativos mais populares da categoria. O valor do negócio não foi revelado oficialmente, mas gira em torno de US$ 25 milhões, segundo o site AllThingsD, do “Wall Street Journal”. Um dia após o anúncio, o Zite tornou-se o aplicativo de notícias mais baixado na App Store.

A compra pela CNN ocorre cerca de um mês após o bem-sucedido lançamento do Editions da AOL. O programa ficou entre os mais procurados na App Store, o que rendeu um agradecimento da empresa aos usuários.

A atração pelo formato tem raízes no mesmo modelo que popularizou agregadores de conteúdo como Google Reader -o de poder moldar a internet a interesses pessoais.

“Prefiro o Zite a revistas tradicionais por causa da possibilidade de organizar a minha revista, com temáticas que me interessam“, diz a educadora Sônia Bertocchi.

Com as revistas personalizadas, o usuário indica assuntos favoritos, e o aplicativo reúne artigos e posts de diversos blogs e sites numa interface de design similar ao de uma publicação física.

O formato ganhou vida pelo Flipboard, que fez um ano em julho. O aplicativo, que recebeu prêmios de melhor de 2010, também dá cara de revista a posts em redes sociais, como Facebook e Twitter. Segundo a Reuters, foi baixado 3 milhões de vezes. Sua empresa já atraiu US$ 60,5 milhões em investimentos.

DIREITOS AUTORAIS

O principal obstáculo para companhias independentes como a do Flipboard é o uso do conteúdo de terceiros.

Para evitar disputas por direitos autorais, os aplicativos passaram a direcionar os leitores às reportagens nos sites originais, revertendo a audiência ao produtor da notícia.

O próprio Zite enfrentou esse problema em março. Logo após ser lançado, veículos como o “Washington Post” e a Associated Press ameaçaram processar a empresa.

Embora reúna conteúdo de terceiros, a AOL deverá ter menos problema com o Editions, pois ela é dona de uma rede de blogs e sites. O mesmo deve ocorrer com a CNN, em relação ao Zite.

O Zite pode ajudar a CNN“, disse K.C. Estenson, diretor da CNN Digital.

POR BRUNO ROMANI | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 07/09/2011 – 11h13

Leitura de livros na nuvem é a proposta do 24symbols


Os livros do Project Gutenberg, que tem mais de 30 mil obras cujos direitos autorais já expiraram, estão disponíveis para qualquer pessoa baixá-los, transferi-los e lê-los no iPad.

O 24symbols é um sistema de leitura na nuvem desenvolvido na Espanha que disponibiliza algumas dessas obras e poupa o usuário da necessidade de transferi-las -permite lê-las imediatamente.

Ao baixar o aplicativo, gratuito na App Store, pode-se acessar diretamente todo o crescente acervo do 24symbols, composto até agora por mais de mil livros. Duas línguas predominam: inglês e espanhol. A obra quase completa de William Shakespeare, clássicos como “Dom Quixote” e “A Odisseia” e diversos livros de Charles Dickens já foram incluídos.

O 24symbols também tem uma interface baseada na web, que pode ser acessada em computadores pessoais, por meio de um navegador.

Livros marcados como favoritos no 24symbols, serviço de leitura na nuvem

Tanto no iPad quanto no computador, você pode acessar os livros que está lendo, marcar obras como favoritas, ver lançamentos e procurar títulos por categorias. Há também um sistema de busca, por enquanto disponível só na interface para computadores.

Além de obras absorvidas do Project Gutenberg, o 24symbols tem uns poucos livros recentes, quase todos obscuros, como “A Violação das Mulas”, de Maria O., única obra em português disponível até agora.

Para usar o 24symbols, é preciso se cadastrar. O serviço se sustenta de propagandas discretas exibidas na navegação e das contas premium [€ 9,99 por mês], que permitem leitura off-line e sem publicidade.

Quando um livro é aberto no aplicativo para iPad, demora um pouco a carregar. Depois disso, as páginas fluem como em qualquer leitor eletrônico convencional. Nas configurações, é possível alterar a letra pelo tipo [entre três opções] e pelo tamanho [entre seis opções].

POR LEONARDO LUÍS | Folha.com | 29/08/2011 – 17h22

CBL oferece curso de Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais


Ednei Procópio

O curso “Gestão de Catálogo e Conteúdo para Livros Digitais”, oferecido pela Escola do Livro, da CBL [Câmara Brasileira do Livro], acontece no dia 6 de outubro de 2011, das 9h30 às 13h30.

A iniciativa tem como objetivo evidenciar o processo de criação de catálogos de livros digitais, bem como uma visão global sobre o assunto. Plataformas, formatos e DRM [Digital Rights Management] fazem parte do conteúdo do curso, que conta ainda com a apresentação de cases na área. Também serão apresentados aspectos do gerenciamento de conteúdo.

O curso será ministrado por Ednei Procópio, que é editor e sócio-fundador da Livrus Negócios Editoriais. Procópio atua há 10 anos no mercado de livros digitais. É ainda autor da obra “O Livro na Era Digital” e coordenador Geral do Cadastro Nacional do Livro, desenvolvido pela CBL.

Mais informações sobre o curso podem ser obtidas pelo e-mail escoladolivro@cbl.org.br ou pelo telefone [11] 3069-1300.

CBL Informa – 25 de Agosto de 2011

Curso “O Livro na Era Digital | Edição e Suportes”


As emergentes mídias digitais estão influenciando diretamente no concorrido tempo dos consumidores modernos e transformando o hábito de leitura em todo o mundo. O texto não é mais lido apenas no papel. Ele está também onipresente em uma miríade de suportes suspensos e em uma diversidade de aparelhos tecnológicos, móveis e de comunicação.

E uma série de meios é o que está transformando definitivamente a realidade dos livros, jornais e revistas através de uma convergência digital e cultural sem precedentes.

O objetivo do curso é fazer um review de todo o mercado editorial convencional presente, frente às transformações das mídias digitais, do ponto de vista exclusivamente dos negócios ou da atualização enquanto profissional.

CONTEÚDO

  • O que é um eBook?
  • A questão os dos hardwares | Smartphones, netbooks, tablets [iPad, Xoom, Galaxy, etc.] e e-reader devices [Sony Reader, Kindle, Nook, etc.].
  • A questão os dos softwares | Sistemas Android, iOS, etc. | Digital Rights Management | Aplicativos
  • A questão do conteúdo | Formatos: PDF, ePub e HTML5 | Conversão, digitalização e produção
  • Plataformas e eBookStores | Modelos de negócios
  • Números do mercado e entraves
  • A cadeia produtiva do livro antes e depois dos eBooks

A QUEM SE DESTINA O CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros digitais; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Isto inclui os profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 20 de agosto de 2011, sábado.
Horário: 9h00 às 13h00
Valor único: R$ 130,00
Docente: Ednei Procópio, especialista em livros digitais.

ONDE

Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1 |esquina com Rua Teodoro Sampaio
CEP 05417-010 – Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP.
Telefone: [11] 3034.2981
http://www.escoladoescritor.com.br

200 mil downloads gratuitos, 2.500 livros vendidos


Formada por três profissionais de menos de 30 anos, equipe do Grupo A brinca com diferentes tecnologias para livro digital e comemora acertos

Bruno Weiblen tem 27 anos e é gerente de Novos Negócios do Grupo A, que congrega as editoras Artmed, Bookman, Artes Médicas, McGrawHill, Penso e Tekne. Em sua equipe estão dois Felipes – o Couto, de 28 anos [e há 13 na empresa!], e o Flesch, de 22 [que trocou a área de vendas da Colgate pelos e-books]. Juntos, os três são responsáveis pelos projetos digitais do grupo gaúcho.

Já experimentaram PDF, ePub e aplicativo para os diferentes sistemas operacionais. Vendem na AppStore, na Saraiva e no site da própria editora. Fazem parte do projeto Minha Biblioteca, de fornecimento de acervo digital para bibliotecas universitárias. Devem lançar em agosto o primeiro aplicativo para Android e em breve outro para o Windows Phone 7. E ainda querem fazer livros para serem lidos em desktop, em Mac e onde mais o leitor pedir.

A primeira brincadeira da equipe com aplicativos, apresentada em agosto de 2010, quando a empresa também anunciou o investimento de R$ 100 mil na digitalização de seu catálogo, custou caro [criar um aplicativo é quase como criar um software], mas deixou todos felizes. De cara, fizeram dois para um mesmo livro: um gratuito e outro pago. “A AppStore tem um volume alto de acessos, e para conteúdo gratuito esse número é ainda muito maior. Criamos o aplicativo grátis para fortalecer a marca e para levar as pessoas para a loja dos aplicativos pagos”, contou Felipe Flesch.

O resultado: 200 mil downloads gratuitos e 2.500 vendidos [a US$ 24,99] do Medicamentos de A a Z, e não só para o Brasil, mas também para os Estados Unidos, Argentina, China e Índia, entre outros. Lembrando que 2.500 é a tiragem média de um livro impresso, e ela nem sempre se esgota. A divulgação por aqui foi quase zero – mandaram apenas para o mailing. Foi a movimentação na própria AppStore que cuidou de manter o produto em destaque.

Mas este não é o único aplicativo do Grupo A. Há também o A psicanálise na terra do nunca, lançado em dezembro de 2010, e o Psicofármacos – Consulta rápida, de março deste ano. Outros devem ser criados sempre que um livro “pedir”, já que alguns funcionam melhor em PDF, outros em ePub. Na livraria digital de seu site, já são quase 250 títulos que custam 20% menos do que as versões impressas.

É uma iniciativa empreendedora do Grupo A e estamos dando a cara para bater”, comentou Felipe, que participou do 2º Congresso Internacional do Livro Digital nesta semana ao lado do colega Felipe Couto, convidado a integrar a equipe porque com sua experiência de 13 anos na empresa – começou como estagiário e passou por diversas áreas, inclusive a de diagramação, conhece de trás para a frente o catálogo das editoras do grupo e ajuda a pensar em quais formatos eles podem ser relançados.

Por Maria Fernanda Rodrigues | PublishNews | 29/07/2011

Monteiro Lobato no iPad


Começou com "A Menina do Narizinho Arrebitado", que saiu em versão interativa para iPad no ano passado. A editora Globo coloca agora no formato outros seis livros de Monteiro Lobato, além de cinco adaptações em quadrinhos. É a primeira grande coleção de um autor nacional transposta exclusivamente para o tablet, como lembra a editora. O leitor pode baixar o aplicativo na App Store, da Apple. Os livros são vendidos separadamente e custam entre US$ 9,90 e US$ 26,90.

Por Josélia Aguiar | Folha de S. Paulo | 16/07/2011

Disney lança quadrinhos digitais para iPad, iPhone e iPod


Para quem quiser reler aquelas antigas revistas em quadrinhos do Mickey, Pateta, Pato Donald e cia. e também conferir as histórias criadas para os personagens da Pixar como Carros, Toy Story, entre outros, a Disney Publishing Worldwide acaba de colocar na AppStore da Apple o aplicativo Disney Comics.

Por enquanto, estão disponíveis mais de 50 publicações, que incluiu alguns dos personagens clássicos da Disney e material desenvolvido para a série High School Musical, Tron: Legacy e Enrolados [Tangled], animação inspirada no conto da Rapunzel. A empresa ainda garantiu que serão lançados 2 novas títulos por semana.

O aplicativo, compatível para iPhone, iPad e iPod touch, fez sua estreia nos EUA mas estará nas AppStores da Apple de mais de 80 países localizados nas Américas, Europa, Ásia, África e Austrália.

“Nós criamos mais de 25 mil páginas a cada ano e é imprescindível que entreguemos esse conteúdo para todos os leitores ao redor do mundo. Temos mais de 1 bilhão de leitores hoje e o aplicativo irá fazer nossa audiência crescer”, declarou o presidente da Disney Publishing Worldwide, Russell Hampton.

Entre os recursos oferecidos para o Disney Comics estão a inclusão de efeitos sonoros para as histórias em quadrinhos, a personalização do modo de leitura e compartilhamento dos títulos preferidos via Facebook e e-mail. Na página dedicada a “estante de revistas em quadrinhos”, existe uma divisão para títulos, personagens e categorias.

O aplicativo e os títulos da seção DigiFree podem ser baixados gratuitamente. Quanto ao conteúdo catalogado e apresentado na DigiStore, o preço varia entre $.99 a $4.99.

Por Bárbara Gaia | TechTudo | 24/06/2011 | Via Enhanced Online News

Apple ameniza regras para venda de conteúdo no iPad


A Apple deu uma grande vitória às empresas que vendem conteúdo para o iPad ao reverter a exigência de que elas comercializem assinaturas por sua loja de aplicativos, uma rara reversão para a fabricante da iPad.

Agora a Apple permite que as produtoras de conteúdo estabeleçam preços para assinaturas e não exige mais que elas as vendam dentro da App Store.

A partir deste momento, usuários do iPad e do iPhone podem ler revistas e livros ou ouvir músicas e ver vídeos adquiridos fora da loja da Apple, desde que não haja um botão ou link externo para a compra do conteúdo, disse a empresa nesta quinta-feira.

A Apple não receberá nenhuma parte da receita do conteúdo aprovado que for adquirido fora de aplicativos.

A decisão é uma grande vitória para conglomerados de mídia que criticavam a empresa pelo que consideram padrões rígidos demais.

A Apple deu início a seu serviço de assinaturas para revistas, jornais, vídeos e músicas em fevereiro, com pouco apoio de grandes editoras, como Time, da Time Warner, Conde Nast e Hearts.

Inicialmente, elas ficaram irritadas com as condições da Apple de tomar cerca de 30% da receita de aplicativos adquiridos em sua loja e com seu controle dos dados do assinantes.

Foi permitido que as produtoras de conteúdo estabeleçam o preço e a duração das assinaturas. Elas também podem oferecer assinaturas por meio de seus próprios sites, mas precisam seguir os mesmos termos para quem os acessa com uma conta da Apple. As empresas têm até 30 de junho para concordar com a estratégia.

DA REUTERS | 09/06/2011 – 19h44

Apple põe iPad e iPhone na nuvem, e cria ‘banca de revistas’ virtuais


Publicado originalmente em G1 | 06/06/2011 20h59

Aparelhos portáteis terão sincronização sem fio e integração com Twitter.
OS X Lion, iOS 5 e novo iCloud são destaque de evento da Apple nos EUA.

Steve Jobs, da Apple, durante apresentação em San Francisco na WWDC. Foto: Paul Sakuma/AP

Com a presença de Steve Jobs, afastado da presidência da companhia por motivos de saúde, a Apple apresentou nesta segunda-feira [6] o iCloud, sistema que permite sincronizar fotos, vídeos, músicas e informações entre diversos aparelhos pela internet, e seus novos sistemas operacionais, o OS X 10.7 Lion [para computadores Mac] e o iOS 5, para iPad e iPhone.

Com o iCloud, a Apple finalmente entra em um jogo que já tem em campo as rivais e gigantes Google e Microsoft, a chamada computação na nuvem. O sistema, gratuito, permite o armazenamento de arquivos como músicas compradas no iTunes, livros e documentos de texto diretamente em servidores da Apple. O usuário poderá, então, sincronizar estas informações com qualquer aparelho.

O iCloud será liberado com a chegada do iOS 5, e os usuários vão receber, gratuitamente, 5 GB para armazenamento de dados. Será possível ainda comprar mais espaço caso seja necessário.

Para os produtos da chamada “era pós-PC”, como iPhones, iPads e iPod Touches, a Apple vai disponibilizar novas funções no outono do hemisfério norte, entre setembro e dezembro. Destaque para a integração com o Twitter e o novo sistema de notificações, avisos instantânos que aparecem na tela do aparelho quando o usuário recebe mensagens de texto, e-mails ou contatos em redes sociais, por exemplo.

O iOS 5 traz ainda o iMessage, programa para troca de mensagens pela internet para usuários da plataforma. Trata-se da resposta da Apple ao BBM, o BlackBerry Messenger, que oferece funcionalidade semelhante para donos de telefones da fabricante canadense.

Também não será mais necessário ligar o aparelho a um computador para fazer upgrades no programa. Agora, eles serão feitos diretamente no iPhone ou iPad, basta estar conectado à internet. Já a sincronização com o PC ou Mac passará a ser feita sem fios, via wi-fi. O upgrade para o iOS 5 é gratuito.

Já o upgrade para Mac OS X Lion, compatível com Macbooks e iMacs, vai custar US$ 30 e será feito on-line, pela loja virtual de aplicativos da Apple. O novo sistema operacional estará disponível a partir de julho.

Scott Forstall, vice-presidente da Apple, mostra as novidades do iOS. Foto: Beck Diefenbach/Reuters

Nuvem carregada

Com o iCloud, aguardado sistema de armazenamento de informações na chamada “nuvem” da internet, a Apple permitirá salvar arquivos como fotos, vídeos e músicas do iTunes em seus servidores centrais. Estas informações poderão ser compartilhadas com os diversos aparelhos do usuário que rodem o sistema operacional iOS, como iPad e iPhone. Desenvolvedores poderão testar o sistema a partir desta segunda-feira [6]. Já os usuários comuns receberão o iCloud na atualização para o iOS 5, marcada para o outono do hemisfério norte, entre setembro de dezembro de 2011.

Steve Jobs e o iCloud: 10 anos de trabalho para chegar à 'nuvem'. Foto: Paul Sakuma/AP

Músicas compradas na loja iTunes estarão sempre disponíveis para download, armazenadas nos servidores da Apple. Por US$ 25 por ano, também será possível acessar na nuvem músicas que você tenha copiado diretamente de um CD ou baixado de outros serviços na rede. Pelo sistema “iTunes Match”, será possível relacionar os arquivos MP3 de seu computador com as músicas disponíveis nos servidores da Apple. Caso um disco ou uma música não sejam encontrados, o usuário poderá, então, fazer o upload do arquivo para o sistema na nuvem.

Será possível ainda manter sua biblioteca de livros do iBook sincronizada com a nuvem.

Documentos criados no iWork, suíte de aplicativos da Apple que concorre com o Microsoft Office, poderão também ser armazenados na rede. Desta forma, estarão sempre atualizados, não importa qual aparelho o usuário utilize para acessá-los. “Há dez anos trabalhamos neste sistema”, afirmou Steve Jobs durante a apresentação.

A companhia anunciou também o fim do MobileMe. A rede, que custava US$ 100 ao ano e permitia a sincronização virtual de contatos e calendários, passa a ter suas funções distribuídas gratuitamente e integradas ao novo iCloud.

O sistema servirá ainda como plataforma de armazenamento de dados para computadores, e será compatível com PCs e Macs. Nas máquinas da Apple, por exemplo, ele será integrado diretamente ao aplicativo iPhoto, permitindo que o usuário tenha acesso a todas as fotos tiradas nos últimos 30 dias. De novo, a função iguala a Apple a um serviço já oferecido pelo Google, dono do Picasa.

Tablets e portáteis

O sistema operacional para aparelhos portáteis chega à quinta versão com mais de 200 milhões de aparelhos compatíveis já vendidos. Em 3 anos, a Apple já repassou mais de US$ 2,5 bilhões aos desenvolvedores responsáveis pelos mais de 450 mil aplicativos disponíveis para download na loja virtual App Store. No total, usuários já baixaram mais de 14 bilhões de programas.

A maior novidade é que agora iPads, iPhones e iPod Touches poderão funcionar independentes de um computador tradicional. Até hoje, é necessário sincronizar o aparelho a um PC ou Mac para fazer atualizações do sistema operacional e de programas baixados pelo usuário. Agora, os aparelhos poderão fazer esse upgrade sozinhos.

Novo sistema de notificações para iPhone: Apple admitiu falhas no atual.Foto: Paul Sakuma/AP

O iOS 5 terá 200 novas funções para usuários e mais de 1.500 para programadores. O vice-presidente Scott Forstall, responsável pelo desenvolvimento do iOS, mostrou o novo sistema de notificações, que passa a ficar “empilhado” na tela até que o usuário as dispense. “O sistema atual era falho”, admitiu Forstall. O executivo mostrou um novo segmento da loja de aplicativos e conteúdo voltado apenas para publicações como jornais e revistas.

O “News Stand” servirá para reunir aplicativos de notícias que até agora estavam espalhados pela App Store. O programa funcionará como o iBooks, para livros eletrônicos, reunindo em uma “prateleira eletrônica” revistas e jornais comprados pelo usuário.

O novo sistema operacional também será integrado diretamente ao Twitter. Isso significa que agora é possível, por exemplo, tirar uma foto com o aplicativo básico da Apple e enviá-la para a rede social sem precisar trocar de programa. Até agora, era necessário baixar um software especial para integrar a câmera ao Twitter, ou tirar a foto e depois postá-la manualmente pelo programa da rede social.

Outra mudança na câmera é a possibilidade de usar botões físicos do aparelho para tirar fotos, sem a necessidade de tocar na tela. Usuários de iPhone, por exemplo, poderão usar o botão de aumentar o volume para acionar o “obturador” e fazer a foto. Cortar e girar imagens já feitas também será possível sem a necessidade de usar aplicativos especiais.

Usuários de iPads, iPhones e IPod Touches ganharão também um novo sistema de mensagens instantâneas, o iMessage. Com ele, é possível conversar com contatos que possuam aparelhos compatíveis com iOS pela internet. As conversas serão ligadas ao cadastro do usuário na rede da Apple, ou seja: é possível começar uma discussão no iPhone e passar depois para o iPad, e vice-versa.

Leão

O vice-presidente de marketing da Apple, Phil Schiller, foi o responsável pela apresentação das novas funções do OS X Lion. De acordo com Schiller, as vendas de Macbooks e iMacs, computadores da Apple, tiveram crescimento maior que a dos PCs – movidos a Windows e Linux – consistentemente nos últimos 5 anos. “A indústria do PC quer copiar a Apple”, brincou.

Phil Schiller mostra as novas funções do OS X Lion. Foto: Beck Diefenbach/Reuters

O Lion traz, segundo a Apple, 250 novas funcionalidades em relação à versão 10.6, batizada de Snow Leopard. Destaque para os novos comandos por gestos, a capacidade de mostrar aplicativos em tela cheia – uma das principais deficiências do Mac na comparação com o Windows – e uma nova interface para acessar programas que “empresta” elementos do sistema do iPhone e do iPad.

O Lion também muda a forma de lidar com o ato de salvar documentos. Agora, todo arquivo será salvo automaticamente a cada alteração, e será possível reverter a um estado anterior caso o usuário prefira cancelar as mudanças feitas no documento. O Mail, software para troca de mensagens, também foi refeito, e passará a exibir sequências de mensagens em forma de “conversas”, semelhante ao padrão já utilizado pelo Gmail.

O novo sistema trará ainda uma versão avançada da loja virtual de aplicativos Mac App Store, introduzida há 6 meses pela Apple. Ela funciona nos mesmos moldes da App Store para iPhone e iPad, permitindo baixar e instalar aplicativos mais facilmente, sem a necessidade de seguir processos de instalação. Agora, será possível comprar novas funcionalidades para os programas já instalados, modalidade que a Apple chama de “in-app purchases”.

Steve Jobs fala sobre o Mac OS X Lion durante encontro em San Francisco. Foto: Paul Sakuma/AP

Publicado originalmente em G1 | 06/06/2011 20h59

Editoras e livrarias se preparam para chegada da Amazon


Por Renata Honorato | Com reportagem de Paula Reverbe l Publicado originalmente em VEJA – Vida Digital | 20/05/2011 – 19:24

A cadeia de produção e distribuição do livro deverá ser afetada pela entrada da empresa americana no mercado. E promete reagir

O Kindle: plataforma de leitura e negócios da Amazon

O primeiro passo da Amazon no Brasil será oferecer ao mercado local 5.000 livros em formato eletrônico em língua portuguesa. Será um importante incremento, uma vez que a Saraiva, maior rede de livrarias do país, e a Cultura, a mais bem equipada do ponto de vista de acervo, oferecem cerca de 3.000 títulos em português cada – além de aproximadamente 230.000 em outras línguas. Mas a Amazon poderá dar escala ao processo. Em sua loja virtual, estão à disposição de consumidores nada menos do que 950.000 e-books. A velocidade em que essa evolução se processará aqui dependerá em boa medida da decisão dos editores, detentores dos direitos de publicação das obras já editadas no país.

No Brasil, a empresa americana negocia com diversas editoras. É o caso de empresas de peso como Record, Objetiva e Ediouro. O objetivo das conversas é convencer as brasileiras a entrar de cabeça em seu sistema: em outras palavras, vender seus livros a partir de sua loja virtual, no formato compatível com o leitor Kindle. Alguns frutos desse trabalho já estão pendurados na árvore da Amazon. Segundo Newton Neto, diretor da Singular Digital, braço da Ediouro para operações eletrônicas, cerca de 120 e-books da editora já estão disponíveis na livraria americana.

Os editores brasileiros garantem que o negócio interessa. Mas, na prática, são cautelosos e evitam tratá-lo como tábua de salvação do segmento editorial local. “Levamos muito a sério as novas tecnologias”, diz Roberto Feith, presidente da Objetiva. “Mas a internet, e suas variantes, se configura apenas como mais um canal de vendas”, completa o executivo. Sérgio Machado, presidente da Record, sintetiza o impasse entre as partes. “Estamos conversando, mas ainda não encontramos um modelo de parceria que nos pareça satisfatório.

Nos bastidores, comenta-se que as editoras preparam um acordo: não liberar para venda na Amazon seus bestsellers [ou candidatos a], principal fonte de receita do setor. Além disso, Objetiva, Record, Sextante, Intrínseca, Rocco e Planeta articularam, em uma espécie de joint venture, a criação de uma empresa responsável pela digitalização de obras e sua distribuição a livrarias: a DLD. É uma tentativa de dominar parte do processo digital.

O modelo de parceria é de fato um dos pontos-chave do trabalhoso processo de migração do papel para o meio eletrônico. Nos Estados Unidos, onde o negócio, é claro, está mais avançado, a Amazon iniciou a operação fixando o preço de “capa” do produto final, pagando um percentual aos editores a cada venda. A intenção da gigante era forçar preços baixos e insuflar o incipiente segmento de livros eletrônicos. O modelo vigorou entre 2007 e 2010, quando a Apple lançou o iPad e a venda de e-books em sua loja virtual. Na proposta de Steve Jobs, os editores determinavam os preços, ficando a loja com a comissão de 30%. A novidade caiu como uma bomba entre as editoras americanas, que pediram a revisão de seus contratos.

A Amazon teve de ceder. E agora adota uma política similar à da Apple. O contrato, contudo, não exige exclusividade. Assim, quando as obras em português caírem definitivamente na loja da Amazon, poderão eventualmente ser encontradas em concorrentes.

Se a vida dos editores está sendo sacudida pela brisa da Amazon, a dos livreiros deve enfrentar um furacão. Ao inaugurar um escritório e uma operação dedicados ao Brasil, a Amazon, um titã que fatura 34 bilhões de dólares ao ano, passará a concorrer diretamente com as empresas estabelecidas aqui. “Acredito que as grandes livrarias estão preparadas para essa nova realidade. Mas as pequenas certamente sofrerão com isso“, diz Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro [CBL].

Saraiva e Cultura já dão como certa a entrada da empresa americana na disputa pelo leitor local. Para contra-atacar, miram no formato de livro digital vendido pela Amazon, só compatível com o leitor de e-books da marca, o Kindle. As livrarias brasileiras apostam em um formato eletrônico chamado ePUB, reconhecido por um grande número de plataformas, como tablets, celulares e computadores que rodam, entre outros, com sistemas da Apple e do Google [Android].

Estamos criando novos modelos para a distruição digital de conteúdo. Um deles é o livro-aplicativo, que pode ser baixado na Apps Store, da Apple, e, em breve, na versão Android“, diz Sergio Herz, presidente-executivo da Cultura. A Saraiva vai no mesmo caminho. E aposta no aumento da oferta de obras. “Estamos trabalhando duro para aumentar nosso acervo em língua portuguesa“, afirma o presidente da companhia, Marcílio Pousada.

Atualmente, em consequencia de um acordo firmado entre editoras e livrarias, um e-book custa, no Brasil, 20% a menos do que um livro impresso. Espera-se que a chegada de um protagonista do setor, a Amazon, ajude a derrubar ainda mais esses preços.

Por Renata Honorato | Com reportagem de Paula Reverbe l Publicado originalmente em VEJA – Vida Digital | 20/05/2011 – 19:24

Empresa de eBooks vai à falência após Apple mudar as regras “no meio do jogo”


Cobrança de 30% do valor por todo conteúdo vendido em aplicativos fez com que criadora do iFlowReader fechasse as portas.

A partir de 31/5, o aplicativo iFlow Reader e sua desenvolvedora BeamItDown Software deixarão de existir. A precoce extinção dessa pequena empresa e seu software é a história de uma companhia que agiu de acordo com as regras do jogo e alcançou sucesso – até que a Apple resolveu mudar as regras e acabou com ela.

Uma carta aberta no site da empresa explica a situação. “Nós absolutamente não queremos fazer isso, mas a Apple tornou completamente impossível para qualquer um além deles conseguir ter lucro vendendo e-books contemporâneos em qualquer aparelho iOS. Nós não podemos sobreviver vendendo livros tendo prejuízo e por isso fomos forçados a fechar. Nós apostamos tudo na Apple e no iOS e então a Apple nos matou ao mudar as regras no meio do jogo.”

Mas o que é o iFlowReader? É um inovador aplicativo para a leitura de livros eletrônicos no formato padrão ePub. O aplicativo do iFlowReader está [ou estava] disponível na App Store para uso no iPhone, iPad e iPod Touch.

O iFlowReader é apenas uma gota no mar em comparação aos grandes do negócio – a Apple com o iBooks, a Amazon com o Kindle e a Barnes and Noble com o Nook, entre outros. A companhia por trás dele foi forçada a fechar porque foi atingida no fogo cruzado, já que a Apple mudou as regras para tentar ganhar vantagem competitiva para o iBooks frente ao Amazon Kindle, em aparelhos iOS.

Por PC World / EUA | Publicado em IDG Now! | Atualizada em 12 de maio de 2011 às 16h22