“A Revolução dos eBooks”, por Ednei Procópio


POR EDNEI PROCÓPIO

Hoje, terça-feira, dia 25, às 18h30, estarei lançando [simultaneamente em versão impressa e digital] o meu terceiro livro sobre os eBooks. Será na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista, aqui em São Paulo, e tenho o prazer convidar os colegas que acompanham este blog.

Na ocasião, ministrarei uma palestra sobre assunto onde tratarei dos dois eixos centrais que considero importante para a boa manutenção do mercado editorial brasileiro. O primeiro seria o eixo econômico, aquele que viabiliza e sustenta toda a cadeira produtiva do livro. E o segunda eixo é o político que, inevitavelmente, precede o primeiro quando se trata de políticas públicas voltadas ao livro em especial as bibliotecas públicas digitais, os livros digitais didáticos, etc…

Nos meus primeiros dois livros, eu já havia tratado e, de certo modo, refletido toda uma revolução tecnológica prevista por inúmeros especialistas como Michael Hart, Don Tapscott, Chris Anderson e Tim Berners-Lee, líderes que aprecio e cujas ideias projetaram as mídias digitais ao mainstream.

Costumo sempre reafirmar em minhas palestras, cursos e entrevistas que esta revolução tecnológica não só, finalmente, alcançou o mundo dos livros como também transformou profundamente a realidade de seu mercado criando novos horizontes, possibilidades e, claro, desafios. E a questão central agora são exatamente os desafios. O mercado editorial, mesmo com sua consagrada manufatura de produção cultural, alcançou níveis alarmantes de riscos em seu histórico modelo de negócios.

Modelo de negócios para os livros digitais é, portanto, neste meu novo livro, a preocupação central. Nele, faço uma análise profunda do futuro mercantil dos livros frente a uma iminente revolução causada pelo advento da Internet. Em “A Revolução dos eBooks” busco desmistificar os livros digitais usando conceitos básicos que ajudarão profissionais a desbravarem o que considero como um cenário único de oportunidades.

Nos vemos lá! Eddie

Amazon fornece tecnologia de graça para conversão de livros didáticos no Brasil


Empresa não receberá por serviço de digitalização; intenção da Amazon é ampliar uso de seu aplicativo paradidático. FOTO: Reuters

Empresa não receberá por serviço de digitalização; intenção da Amazon é ampliar uso de seu aplicativo
paradidático. FOTO: Reuters

SÃO PAULO | A varejista online Amazon anunciou nesta terça-feira que uma tecnologia da companhia foi escolhida pelo Ministério da Educação [MEC] para conversão digital e distribuição de mais de 200 livros didáticos em tablets, serviço pelo qual não será paga, conforme proposta do governo que foi aberta a companhias interessadas.

Embora a tecnologia Whispercast utilize o formato Kindle, compatível com o leitor digital de mesmo nome da Amazon, ela também roda em PCs e em tablets com sistema operacional Android, utilizado pela Samsung, e IOS, da Apple. Nos Estados Unidos, ela já é usada em diversas escolas como ponto de acesso para compra e distribuição de livros e documentos para programas educacionais.

Sem precisar o tamanho do investimento da Amazon, o diretor geral da operação brasileira, Alex Szapiro, afirmou que a companhia apostou na investida para popularizar o uso de seu aplicativo, e, principalmente, fomentar o hábito de leitura em dispositivos digitais.

Com o aplicativo gratuito, os professores podem, por exemplo, realizar anotações e usar o dicionário diretamente nos livros didáticos.

Pessoas com maior grau de leitura vão acabar consumindo mais livros. É um projeto de longuíssimo prazo“, afirmou Szapiro à Reuters. Segundo dados da Câmara Brasileira do Livro, os livros didáticos respondem por 35 por cento do faturamento do setor como um todo, considerando tanto títulos físicos quanto digitais.

No âmbito do termo de cooperação com o governo, que tem vigência até fevereiro de 2015, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação [FNDE] já está utilizando a tecnologia da Amazon para gerenciar e distribuir seu catálogo de livros didáticos digitais para professores do ensino médio de escolas públicas. Até o momento, mais de 40 milhões de títulos foram entregues.

Em 2012, o MEC anunciou a compra de cerca de 382 mil tablets voltados para esse público mediante um desembolso de 117 milhões de reais. Na época, as empresas nacionais Positivo e Digibrás venceram pregão eletrônico para fornecer os equipamentos, num processo do qual a Amazon não participou.

Atualmente, o tablet da companhia norte-americana, o Kindle Fire, não é vendido no Brasil – apenas os e-readers da marca são comercializados no país. No Congresso, tramita um projeto de lei para isentar equipamentos do tipo de impostos, para que passem a receber o mesmo tratamento dos livros de papel.

Segundo Szapiro, os e-readers poderiam ser de 40 a 50 por cento mais baratos sem a incidência de IPI, imposto de importação, ICMS e PIS/Cofins, desconto que a Amazon pretende repassar aos consumidores caso a companhia deixe de arcar com os encargos tributários. O Kindle é vendido no Brasil por 299 reais, com o modelo mais caro Paperwhite chegando a 699 reais.

Após pouco mais de um ano vendendo apenas livros digitais no país, a Amazon passou a ofertar o dispositivo eletrônico em seu site brasileiro no início de fevereiro.

Por Marcela Ayres | Reuters | 18/03/2014 | Edição Juliana Schincariol | © Thomson Reuters 2014 All rights reserved.

Bibliotecas virtuais | iniciativas, perspectivas e problemas


Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 18/02/2014

No  última quinta-feira [13/02], fui assistir à apresentação do modelo de biblioteca pública virtual que está sendo lançado pela Xeriph. Há duas semanas, Galeno Amorim anunciou o próximo lançamento de um projeto de bibliotecas virtuais para bibliotecas escolares, e nos últimos dias a joint-venture da Saraiva, GEN, Atlas e Grupo A anunciou nova versão do modelo de seu programa Minha Biblioteca, que já está com três anos de vida.

Por outro lado, pipocam notícias sobre várias alternativas de aluguel e empréstimo de livros eletrônicos. A Amazon tem um serviço que funciona entre proprietários do Kindle e startups como a Oyster e outros almejam se tornar a “Netflix” dos livros. Como se sabe, a Netflix é um sistema de assinatura que permite o streaming de uma seleção já bastante extensa de filmes, séries de TV e congêneres.

Todas essas iniciativas possuem algo em comum, e imensas diferenças entre si.

A Kindle Lending Library está disponível para os que têm conta na Amazon americana e pagam pelo serviço Prime. Nesse caso, podem baixar temporariamente livros da biblioteca de empréstimo e também emprestar seus livros para outro usuário do Kindle. A assinatura anual do Prime custa US$ 79 e oferece algumas vantagens adicionais, como frete grátis [nos EUA]. Como tudo na Amazon, é um serviço destinado aos seus clientes e exclusivamente para estes. Ainda não está disponível no Brasil.

Minha Biblioteca foi imaginada inicialmente como uma grande “pasta do professor” legalizada e editada. As universidades contratam os serviços. Os alunos dessas universidades recebiam um login para acessar o acervo digital da instituição do ensino. Essa montava a biblioteca pagando o preço de capa dos livros escolhidos, que ficavam disponíveis “para sempre” [desde que isso exista na Internet…]. No modelo de aquisição, cada usuário da instituição pode acessar o título adquirido desde que este não esteja sendo lido por outra pessoa. Ou seja, a instituição de ensino deve calcular pelo menos uma média de exemplares adquiridos de modo a não congestionar o acesso ou fazer filas extensas.

O outro modelo é o de assinaturas, pelo qual a instituição de ensino paga pela quantidade de logins usados. Nesse caso, não há fila de espera.

Recentemente a Minha Biblioteca abriu outro modelo de negócio. Agora pessoas físicas, sem intermediação da instituição de ensino, podem adquirir ou alugar livros pelo sistema. O aluguel varia segundo o tempo e o preço de capa do livro. O aluguel de um livro por todo o semestre pode chegar a 60% do valor de sua compra.

Oyster por enquanto só funciona com cartões de crédito dos EUA.  A Nuvem de Livros funciona no Brasil e é exclusivo para assinantes da Vivo. Só funciona com acesso à Internet. Ou seja, além da assinatura [R$ 2,99], há também o custo da conexão e o programa só funciona online.

Nesses vários modelos de bibliotecas com sistema de aluguel, os leitores [pessoas físicas] compram assinaturas que permitem acessar uma certa quantidade de títulos no período, escolhendo entre acervos que crescem continuadamente. Essas iniciativas são todas muito importantes e ampliam o acesso ao livro de forma exponencial. Ainda são embrionárias e, em muitos casos, experimentais.

O modelo das Bibliotecas Digitais Xeriph tem algumas semelhanças com o da Minha Biblioteca, menos na possibilidade de aluguel direto por pessoas físicas.

Xeriph  foi a primeira distribuidora e agregadora de livros digitais no Brasil. Segundo Carlos Eduardo Ernanny, seu diretor [que continua no cargo depois que a empresa foi adquirida pelo Grupo Abril], a Xeriph surgiu como uma necessidade depois da fundação da livraria Gato Sabido, que se viu com pouquíssimo conteúdo disponível para vender depois de inaugurada. A criação da distribuidora foi o caminho encontrado para solucionar isso. Hoje, a Xeriph distribui mais de 200 editoras e dispõe de um acervo de cerca de 16.000 títulos para distribuição e comercialização.

O projeto de bibliotecas da Xeriph está destinado a bibliotecas públicas [de qualquer tipo] e bibliotecas empresariais. Em ambos casos, a autoridade responsável [órgão governamental ou o departamento encarregado da administração da biblioteca] adquire o acervo e o programa e recebe o pacote inteiro, que inclui as informações de cada usuário e de cada livro, ferramentas de administração [incorporação de acervo, de usuários, consultas de métricas, etc.] e o link para a app desenvolvida pela Xeriph que é de uso obrigatório para leitura. A Xeriph já desenvolveu apps para iOS e Android [o Windows Phone não foi mencionado] e para computadores pessoais.

Os livros disponíveis podem ser os agregados pela Xeriph ou, no caso de outros agregadores, os que as editoras autorizem participar no programa.

Os livros são vendidos pelo “preço de capa” do e-book [ePUB 2 ou PDF]. Nesse sentido, a Xeriph atua como uma loja e se remunera com o desconto que lhe foi concedido pela editora. Isso no modelo de compra dos livros.

Mas a biblioteca pode ser usada também pelo modelo de subscrição. Nesse caso, a empresa [ou o órgão governamental], adquire uma quantidade de logins, o sistema registra quantos livros foram retirados e cobra o preço pactuado por esses acessos [não foi revelado o preço, é claro, segredo de negócio e certamente sujeito a múltiplas negociações]. Sessenta por cento do recebido é transferido para as editoras, de modo proporcional aos acessos de seus livros.

No caso de venda dos livros, Carlos Eduardo Ernanny declarou ser favorável a uma venda definitiva, perpétua. Mas os editores podem estabelecer também um limite para downloads de empréstimo [modelo que vem sendo adotado por algumas editoras dos EUA]. Ou seja, depois de “x” empréstimos o livro não fica mais no acervo e a biblioteca terá que adquiri-lo novamente.
Quando o acervo é vendido, cada exemplar digital só pode ser emprestado a um usuário por vez. Se o livro estiver emprestado, forma-se uma fila. Se esta cresce muito, pode induzir o bibliotecário a adquirir mais exemplares do livro. No caso de subscrição, tal como na Minha Biblioteca, não existem filas.  Em todos os casos os usuários ficam com os livros nas suas estantes por duas semanas, e podem emprestar até cinco títulos por vez. No modelo de subscrição, para evitar que o usuário permaneça indefinidamente com o livro, a renovação do empréstimo só pode acontecer 45 dias após o final do empréstimo anterior. Em todos os casos, depois de terminado o período de empréstimo, o sistema automaticamente retira o livro da estante do usuário e o devolve para o acervo digital da biblioteca, abrindo espaço para outro usuário emprestar o volume.

Ernanny informou que, no caso de já existir um sistema de bibliotecas, a “biblioteca mãe” pode centralizar o empréstimo para todos os ramais, sempre dentro dos mesmos princípios: fila para os usuários, acesso imediato para subscrições, dentro da quantidade de logins adquiridos.

A Xeriph apresentou um modelo das páginas de uma biblioteca. O modelo é fixo, podendo mudar apenas no cabeçalho e na cor da barra superior, que podem incluir o logotipo da biblioteca, empresa, etc.

Logo abaixo dessa barra inicial aparece uma fila de livros [existentes no acervo] recomendados pelo sistema. Perguntado, Ernanny informou que essas recomendações são feitas exclusivamente através de algoritmos do sistema, não havendo possibilidade de cobrança para mudança de posição. Ora, sabemos que as livrarias cobram adicionais das editoras para colocação de livros na entrada, em vitrines, em pilhas, e que a Amazon levou esse processo a extremos, com as promoções ditas “cooperadas”.  Diante disso, sugiro às editoras, principalmente as pequenas, que vejam se essas condições estão ou não incluídas nos contratos.

A fila seguinte é a de “Recomendações do Bibliotecário”. Nesse caso, é o administrador da biblioteca que seleciona os títulos que recomenda. Pode haver também uma barra com os títulos “mais emprestados” e haverá também espaço para sugestões de aquisição. Alguns sistemas de administração de bibliotecas, como o Alexandria,  por exemplo, permitem que o programa localize de imediato o título sugerido, já que geralmente o leitor informa somente o título, às vezes o autor e quase nunca a editora.

Segundo Ernanny, as editoras terão condições de colocar metadados com informações adicionais sobre seus livros, Mas não foi informado como o sistema irá processar as buscas.

A leitura dos livros será feita exclusivamente através do app desenvolvido pela Xeriph, que já tem incorporado modo noturno e a possibilidade do fundo da página ser sépia, assim como mudar a fonte.

Ao entrar no sistema, o usuário pode verificar a lista de todas as bibliotecas que estão na Xeriph, mas deverá escolher aquela para a qual tem acesso. Poderá, se for o caso, ter acesso a duas ou mais bibliotecas, se estiver inscrito em várias.

Ernanny informou que deve entrar no ar a curto prazo um piloto do sistema, para o comprador que está na etapa final das negociações. O sucesso da empreitada, entretanto, depende certamente da quantidade e qualidade do acervo oferecido. Pela reação dos representantes das editoras presentes, percebi que isso não será problema. É mais um negócio que pode ser viável para os livros já digitalizados.

No caso da biblioteca da Xeriph, acredito que ela possa ter sucesso junto a empresas que ofereçam esse benefício a seus funcionários ou clientes. Pode bem ser um benefício de programas de milhagem ou similares.

Tenho minhas dúvidas quanto à sua implantação em bibliotecas públicas por uma razão bem simples: os impedimentos orçamentários e burocráticos que dificultam o crescimento de acervos nas bibliotecas públicas continuam sendo os mesmos na biblioteca digital. As prefeituras, em sua imensa maioria, não destinam recursos para as bibliotecas, que vivem de doações do público ou recebendo acervos proporcionados pelo governo. Nesses casos, o uso de mecanismos das leis de incentivo fiscal para patrocinar bibliotecas pode ser uma saída.

De qualquer maneira, o simples fato de tirar a necessidade de ir à biblioteca [ou a uma livraria] e facilitar o acesso, já é um grande ponto a favor. Programas de incentivo à leitura são fundamentais, mas sem o acesso a acervos atualizados, de pouco adiantam.

Por Felipe Lindoso | Publicado originalmente em PublishNews | 18/02/2014

Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.br

A coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

Sony joga a toalha


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 13/02/2014

Sony jogou a toalha no negócio de e-book e entregou seus clientes para a Kobo. Isso iniciou muitas especulações de que a Nook vai fazer o mesmo. Se a B&N fosse realmente forçada a escolher entre os investimentos que precisam ser feitos em suas lojas e os investimentos exigidos para competir na entrega digital, seria difícil que não preferissem salvar as lojas. A ideia de que outro varejista, talvez o Walmart, comprasse toda a empresa parece bastante lógica, mas não dá para descartar que existe uma ligação sentimental do principal dono da B&N, Len Riggio, com as lojas.

Apesar das esperanças e expectativas de empresas iniciantes como a Zola Books [que fez uma aquisição recente, tirando a Bookish das mãos das três editoras que a abriram], o Blio da Baker & Taylor, o Copia ou o projeto txtr, que antes se baseava em telefone, parece que estamos vendo o começo da consolidação do negócio do e-book. A verticalização pode funcionar, como parece acontecer com Allromanceebooks, mas só ser “administrado de forma independente” não foi suficiente para a Books on Board, uma empresa que terminou no ano passado, depois de muito tempo funcionando. [Até o momento, a Diesel, uma independente comparável, está se aguentando.]

A Sony é uma grande empresa com um negócio de e-books muito pequeno. Eles também foram realmente “os primeiros” na era moderna dos aparelhos de e-book. O Sony Reader e-ink é mais parecido com o Kindle e o Nook do que qualquer outra coisa que apareceu antes. Mas se o e-book já se encaixou em algum momento como objetivo maior para a Sony, não é claro qual foi.

A Apple abriu sua e-book store porque acharam que tinham um aparelho perfeito para o consumo de livros [o iPad], mas também tinham experiência com venda de conteúdo [iTunes]. Eles também veem potencial para iPads nos mercado escolar e universitário, então desenvolveram tecnologia para permitir que livros mais complexos – o tipo que ainda não conseguiu ter sucesso comercial – fossem desenvolvidos para a plataforma deles. Estabelecer seus aparelhos e o ecossistema do iOS no mercado educacional seria uma grande vitória.

O Google reconheceu há uma década que livros, sendo repositórios de informação que continham a melhor resposta para muitas buscas, eram um mundo no qual eles queriam estar. Com sua crescente posição em aparelhos – o celular Nexus 7 e os computadores Chromebook — e como os desenvolvedores do Android que compete com o iOS no mercado de apps, há muitas formas através das quais estar no negócio de e-books complementa outros esforços, incluindo talvez, concorrer com a Apple e o iOS nas escolas.

Eu já afirmei [entre outras coisas] que a venda de e-books não funcionaria como uma operação exclusiva; precisa ser um complemento a outros objetivos e atividades para fazer sentido comercial. A Sony descobriu que não servia para ela, quase certamente porque não acrescenta valor a nenhum dos seus outros negócios.

Claro, e-books certamente complementam o negócio central da Barnes & Noble. Você tem uma deficiência bastante óbvia se dirige uma livraria e não vende e-books, então todo mundo faz isso de uma forma ou outra. Entre os erros que a Borders é acusada de ter cometido antes de desaparecerem foi entregar seu negócio de e-books para a Kobo. Dúvidas sobre o futuro da Waterstones no Reino Unido incluem se foi inteligente entregar seu negócio de e-books para a Amazon. Se a Barnes & Noble não tivesse o Nook, eles teriam que fazer um acordo com quem tivesse o Nook ou com algum outro.

Tenho certeza que a Apple, a Kobo ou a Google ficariam encantadas em ter seus livros integrados nas ofertas da Barnes & Noble, e provavelmente a Amazon também, apesar de que o mais provável é que eles nunca seriam convidados. Todos eles mostraram interesse em se afiliar a lojas independentes, com o Google começando e desistindo, a Kobo agora tentando fechar algo, e, até a Amazon, que não conseguiu penetrar bem nas independentes com seus livros próprios agora oferece a elas um programa de filiação para vender e-books Kindle chamado Amazon Source. Mas certamente todos eles aproveitariam a chance de expandir sua distribuição aos clientes da Barnes & Noble.

É provável que a B&N acredite que o negócio do Nook só pode ser realmente bem-sucedido se continuarem investindo em aparelhos melhores e criarem uma presença global. Isso pode ser verdade, mas também poderia ser que a Nook seja útil para seu negócio de livrarias sem acrescentar continuamente aparelhos ou criar uma presença fora dos EUA onde não existem lojas da B&N. Cada vez mais pessoas estão se sentindo confortáveis lendo em aparelhos multi-funcionais através de apps. Talvez a B&N pudesse manter um negócio lucrativo com sua audiência usuária de Nook enfatizando mais as sinergias com as lojas [unindo impressos e e-books, como a Amazon faz com sua iniciativa Matchbook e como já foi tentado em escala menor por algumas editoras, seria uma forma] e não se preocupar tanto com tornar o Nook competitivo com as outras livrarias de e-books como um negócio independente.

O imprevisível aqui é se alguma empresa grande – sendo o Walmart uma das mais mencionadas — visse benefícios em participar do negócio de e-books [ou até todo o negócio de livros] em seu portfólio. Isso acontece no Reino Unido, onde uma rede de supermercados, a Sainsbury’s, comprou a maioria das ações da Anobii [uma startup iniciada por editoras inglesas, análoga à Bookish nos EUA] e a Tesco comprou a Mobcastporque o negócio do livro aparentemente combinava bem com suas ofertas e a base de seus clientes. [Tanto a Sainsbury’s quanto a Tesco fizeram declarações sobre fortalecer seu “entretenimento digital” e as propostas de varejo online. A Tesco está investindo em aparelhos também.] A Kobo tem como pilar de sua estratégia encontrar parceiros em livrarias físicas ao redor do mundo.

Em base global, fora do mundo da língua inglesa, o negócio do e-books ainda está na infância. Mas é difícil ver como qualquer empresa sem uma presença em inglês poderia desenvolver a escala para competir com aqueles que têm. Toda nação e linguagem terá livrarias locais que seriam as “primeiras” para os leitores daquela localidade. Algumas poderiam até ter a ambição de também dominar o negócio local de e-books, especialmente quando fica cada vez mais claro que os e-books canibalizam o espaço em prateleira das livrarias. Mas o custo de tempo e dinheiro, combinado com a vantagem competitiva de ter livros em língua inglesa em oferta não importa qual idioma seu mercado alvo lê, vai fazer com que uma estratégia “crie tudo sozinho” seja muito pouco atraente. Então pareceria que a Amazon, Apple, Google e Kobo estão posicionadas para crescer organicamente e fazer parcerias em todos os lugares. E isso vai exigir algum evento sério, como o Walmart comprando a Barnes & Noble, para quebrar o poder que este quarteto tem sobre o mercado global de e-books na próxima década.

Um acontecimento potencialmente perturbador que este artigo ignora é a possibilidade de que os e-books se tornem um negócio de assinaturas na próxima década. Tenho dois pensamentos abrangentes sobre isso.

Um é que o hábito de compra de livro a livro está bastante arraigado e não será mudado drasticamente com os e-books nos próximos dez anos. Não tenho ideia de qual porcentagem do mercado de e-books agora funciona por meio de assinaturas, mas acho que é seguro dizer que “bem menos do que 1%”. Então meu instinto é que seria necessário um sucesso incrível para chegar aos 10% nos próximos dez anos.

A outra coisa que devemos lembrar é que qualquer livraria de e-books sempre pode desenvolver uma oferta de assinaturas. A Amazon realmente começou isso com o Kindle Owners Lending Library. Você pode ter certeza que se Oyster ou 24Symbols começarem a juntar uma quantidade importante de mercado, todos os Quatro Grandes, que vimos aqui, encontrarão uma forma de competir por este segmento. [É bastante mais difícil acontecer o contrário; é muito menos provável que a Oyster ou a 24Symbols abram lojas normais.]

Então se a assinatura crescer ou não, as gigantes de vendas de e-books vão continuar as mesmas.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 13/02/2014

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Amazon dribla IOF, cobra em real e tenta ganhar mercado no Brasil


Instalada no país desde novembro, loja de aplicativos também oferece aos clientes o ‘app grátis do dia’

SÃO PAULO. No Brasil, desde novembro passado, a Amazon Appstore tenta driblar a concorrência no mercado de aplicativos para smartphones e tablets com vendas feitas em moeda local e a oferta de um aplicativo gratuito por dia. O mercado de distribuição de aplicativos é hoje dominado pela Apple, que controla as transações em Iphone e Ipad, e pela Google Play, voltada para a plataforma Android. Para Robert Williams, diretor mundial da Amazon Appstore, as transações em reais evitam “surpresas” no preço final pago pelo consumidor e são um dos maiores diferenciais da empresa em relação às concorrentes.

— O preço que os consumidores vêem é o preço que eles pagam pelos aplicativos. Sem surpresas. Eles não têm de arcar com os 6,38% de Imposto sobre Operações Financeiras [IOF] e nenhum outro acréscimo no cartão de crédito de quando se compra em dólar— disse Williams nesta segunda-feira em São Paulo.

A Amazon Appstore é voltada para smartphones com plataforma Android, disputando o mercado com o Google Play. O executivo não divulga dados dos negócios feitos no Brasil, mas se diz otimista com o resultado obtido nos últimos dois meses.

— Nosso objetivo inicial era criar uma empresa local de aplicativos e operar como uma empresa local no Brasil. Era entender os consumidores e os desenvolvedores brasileiros. Não é uma tarefa simples. Nós tivemos muito o que aprender sobre o Brasil e as leis fiscais.

O executivo da Amazon confirmou que tem buscado parceria com as empresas de “startup” brasileiras.

— Sim. Definitivamente. Nós vemos nisso uma oportunidade para que desenvolvedores brasileiros fiquem conhecidos— disse ele, afirmando que, com a inserção inteernacional da Amazon, fica mais fácil para que o conteúdo das empresas brasileiras seja replicado ao redor do mundo.

Willians destacou ainda que muitos dos desenvolvedores brasileiros têm ganhado espaço internacional trabalhando com a Amazon. Um exemplo citado pelo executivo é o da Tapps, empresa de aplicativos funcionais e jogos. Outro exemplo citado pela empresa é a Mobjoy.

— Estamos satisfeitos com a reação dos consumidores e também com a dos desenvolvedores, com quem temos nos relacionado há mais tempo, cerca de nove meses. Nós levamos muitos deles para nosso catálogo internacional (de aplicativos)— disse Williams, destacando ainda que o conteúdo e explicações sobre os aplicativos são apresentados em português para os clientes do país.

Em encontro com jornalistas na Amazon em São Paulo, Williams destacou ainda a oferta de aplicativos gratuitamente na loja.

— Nós temos uma característica única, que é o aplicativo grátis do dia. Desde que começamos, em novembro de 2011, oferecemos mais de 1580 aplicativos gratuitamente; e o valor desses aplicativos somados é de aproximadamente US$ 3,6 mil.

Um outro ponto defendido pelo diretor da Appstore é que todos os aplicativos _ cerca de 100 mil disponíveis na Amazon_ são testados previamente, sendo “livres de vírus ou de malware”.

Questionado sobre como os desenvolvedores veêm os brasileiros que não têm o hábito de pagar por aplicativos, que preferem os gratuitos, Williams afirmou:

—Nós entendemos que brasileiros são brasileiros, que fazem coisas como todos os demais e que fazem coisas de modo diferente. Esse é outro aspecto que temos de olhar sob uma perspectiva de longo prazo. É um processo.

Sobre a vantagem da Google Play, de ter a loja já instalada na maioria dos aparelhos Android, Williams disse que a estratégia da empresa é fazer com que os clientes vejam que têm uma escolha, com características e benefícios diferentes.

— Nosso grande desafio foi criar para o cliente um meio que facilitasse a instalação da appstore e dos aplicativos. Na Amazon, os clientes podem usar moeda local, cartão de crédito, e o preço que eles pagam é exatamente o que está na loja, sem surpresas, sem cobrança extra.

Por Tatiana Farah | Publicado em Globo.com | 28/01/14, 17h28 | Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A.

Amazon estreia loja brasileira de aplicativos para Android


A americana Amazon, maior varejista do mundo, anuncia hoje versão brasileira de sua loja virtual de aplicativos para celulares e tablets com o sistema Android. A principal vantagem para o usuário é o pagamento em reais e com cartão de crédito nacional. Tanto o site, que foi ao ar ontem, quanto o aplicativo são traduzidos para o português.

A Amazon Appstore [amazon.com.br/appstore] tem cerca de 5.000 mil aplicativos locais. A empresa não revela seu número de usuários.

Queríamos trazer essa experiência local“, diz Alex Szapiro, diretor de operações da Amazon no Brasil. “Com a loja brasileira, o consumidor deixa de pagar IOF [Imposto sobre Operação Financeira] e compra o aplicativo exatamente pelo preço que vê.

Na loja oficial de apps para Android, a Google Play, o preço em reais é apenas uma estimativa do quanto deve ser faturado do cartão de crédito – internacional – do cliente. Em rápido teste, um app que aparecia como custando R$ 15,99 sairia por R$ 16,89 com a cotação do dólar de ontem.

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Amazon Appstore brasileira, loja com aplicativos para Android

A Google Play atingiu a marca de 1 milhão de aplicativos em julho, segundo a empresa. O menor número de apps na Amazon Appstore tem a ver com a seleção que é feita, com base em testes de segurança e na relevância para seus consumidores, diz a Amazon.

Outras alternativas à Play são a Samsung Apps, a AppBrain, a SlideME e a PocketGear.

O preço dos aplicativos estrangeiros, contudo, variará conforme a cotação das moedas. O uso de cartão de crédito segue sendo obrigatório. Usuários brasileiros da Amazon Appstore estrangeira serão convidados a transferir sua conta para a versão local.

Nem todos os cerca de 100 mil apps que a Amazon diz disponibilizar na loja internacional poderão ser baixados pela versão brasileira. “O Brasil terá acesso à grande maioria deles. Não dizemos 100%, mas que todos os que são relevantes estarão.

Entre os apps mais baixados na Amazon Appstore brasileira figuram o Deezer e o Soundcloud, de música, os games Angry Birds e Candy Crush e o Netflix, de vídeos.

A loja também conta com uma promoção diária, em que oferece gratuitamente um app que é normalmente pago. Os primeiros serão os games Angry Birds Seasons e Age of Zombies e o TuneIn Radio Pro.

NEGÓCIOS DIVERSIFICADOS

Os tablets da Amazon, chamados Kindle Fire, também usam o sistema operacional do Google. O Kindle é originalmente a marca dos aparelhos de leitura de livros digitais da empresa, que usam software proprietário.

Diversas informações supostamente vazadas na imprensa internacional disseram que a gigante do varejo lançaria um smartphone. O mais recente, divulgado pelo site “Apple Insider”, diz que o celular da Amazon sairia no segundo trimestre do ano que vem.

YURI GONZAGA, DE SÃO PAULO | 21/11/2013, às 03h30

Nintendo pode estar trabalhando em tablet com características educacionais


Engenheiro de software da empresa afirmou que já estão sendo feitos testes com o ambiente de comunicação do aparelho que terá o Android como sistema-bas

Photo: VentureBeat

Photo: VentureBeat

Bastante criticada por alguns analistas de mercado pela maneira restritiva como trata suas propriedades intelectuais, a Nintendo pode estar prestes a entrar no mercado de tablets, seguindo termos bastante próprios. Segundo Nando Monterazo, engenheiro de software, a companhia está trabalhando em um dispositivo próprio baseado em Android que terá objetivos educacionais.

A revelação foi feita através do Twitter de Monterazo, no qual ele afirmou estar testando o ambiente de comunicação de games que crianças vão jogar no novo produto da empresa japonesa. Ou seja, em vez de apostar no lançamento de aplicativos para produtos já estabelecidos, a organização pretende lucrar tanto no hardware quanto através da venda de softwares proprietários — estratégia já utilizada com o Wii U e com o Nintendo 3DS.

Embora seja certo que a empresa está trabalhando nesse tablet, não há qualquer indício de sua data de lançamento, e tampouco há a confirmação de que ele realmente deve ser lançado algum dia. No entanto, caso isso aconteça, a Nintendo terá uma dura competição pela frente, especialmente quando se leva em consideração o fato de ela não estar acostumada com as regras que regem os games voltados para o mercado mobile.

Por Felipe Gugelmin | Publicado originalmente em Techmundo | em 20 de Novembro de 2013

Amazon traz loja de aplicativos ao Brasil


Um ano depois de colocar no ar sua livraria virtual, a Amazon traz para o Brasil sua loja de aplicativos para smartphones. Com 100 mil programas – dentre eles vários nacionais -, a Appstore entrou no ar hoje de madrugada para concorrer diretamente com a Google Play, loja para smartphones e tablets com o sistema operacional Android do Google. Isso porque a Appstore da Amazon pode ser usada nos dispositivos que usam Android. Basta instalá-la, da mesma forma como é feito com outros aplicativos. A ideia é aproveitar a crescente popularidade do Android para dar mais visibilidade à marca da varejista virtual no Brasil. Segundo a empresa de pesquisa Nielsen, de cada dez smartphones e tablets vendidos no país, nove têm o Android instalado. Assim como o Google, a Amazon recebe um percentual sobre os aplicativos comprados e também sobre os itens que são vendidos dentro desses programas, como assinaturas de serviços e acessórios em jogos.

Por Gustavo Brigatto | Valor Econômico | 20/11/2013

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

A Fliporto 2013 promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em módulos, a oficina contará com aulas intensas para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
  • A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio tem 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou “Construindo uma biblioteca digital“, e em 2010 lançou “O livro na era digital“. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

Clube do livro e bibliotecas são revisitados no formato digital


O streaming de livros não é a única novidade surgida no mercado editorial digital nos últimos tempos. Em parceria com a Claro e a Oi, a distribuidora de livros digitais Xeriph lançou seu próprio serviço de biblioteca digital, no qual é possível ter acesso simultâneo a três livros por semana, com o pagamento de R$ 3,99. Para ter acesso a um quarto livro, é preciso devolver um volume que já esteja emprestado.

Com essa operação, numa base de 120 milhões de clientes, podemos levar o livro a lugares que não têm uma livraria num raio de 30 quilômetros, como é o caso de algumas cidades no interior do Rio de Janeiro, por exemplo“, explica Duda Ernanny, fundador da empresa. “Queremos crescer ainda mais, com anuência das editoras, que estão sendo corajosas e tentando se reinventar.

Segundo Ernanny, “as editoras ainda são as donas da matéria-prima do nosso serviço, e ouvi-las é muito importante, bem como aos consumidores“. Procuradas pela reportagem, Oi e Claro não revelam os números de usuários nem de livros lidos pelos programas, por considerarem os dados estratégicos.

eReatahOutro modelo recém-chegado ao mercado, mas bastante conhecido dos brasileiros, é o dos clubes dos livros, retomado pelo eReatah. Disponível para iOS e Android, o serviço tem um leitor digital próprio, com formato específico, e deixa os usuários baixarem entre dois e quatro livros por mês em seus planos de assinatura. O acervo do eReatah tem 85 mil títulos, e funciona de modo similar ao do Círculo do Livro, editora brasileira bastante popular nas décadas de 1970 e 1980, que oferecia edições a preços acessíveis, mas obrigava seus afiliados a comprar no mínimo um livro por mês.

Talvez seja cedo para saber como estará o cenário da leitura nos próximos tempos. O mercado local é incipiente. Em 2012, foram vendidos 228 mil livros, gerando receita de R$ 3,6 milhões. Entretanto, os novos modelos de leitura, quando somados às bibliotecas livres de direito autoral e à venda de e-books de maneira tradicional, ajudam a incrementar o potencial dos livros eletrônicos no País.

O Estado de S. Paulo | 04/11/13, às 6h30

Oficina de eBooks com Ednei Procópio na Fliporto 2013


Ednei Procópio

Uma boa notícia para os amantes dos livros eletrônicos. A Fliporto promove em novembro a oficina gratuita sobre eBooks, livros digitais que podem ser lidos em equipamentos eletrônicos. A oficina será ministrada pelo especialista em eBooks, Ednei Procópio, que volta ao evento a pedidos do público. As inscrições poderão ser feitas no site http://www.fliporto.net.

As aulas acontecerão entre os dias 15 e 17 de novembro, das 10h às 12h, dentro da programação da E-Porto Party. Dividido em nove módulos, a oficina contará com aulas intensas e laboratórios para que os participantes fiquem prontos para contar suas próprias histórias. A programação inclui os temas, o que é um livro digital? A história dos livros digitais no Brasil e no mundo, cadeia produtiva antes e depois dos eBooks, hardwares, softwares, formatos, conversão, digitalização, produção, catálogo, conteúdo e gestão dos direitos autorais.

CONTEÚDO DA OFICINA

  • O que é um Livro Digital
  • A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
  • A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
  • A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
  • A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
  • A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
  • A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
  • A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
  • A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeia produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE EDNEI PROCÓPIO

Ednei Procópio, 37 anos, é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais no Brasil, atuando na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais ajudou na publicação, comercialização e divulgação de mais de mil títulos em versão impressa sob demanda, ebook e audiobook. Em 2005, Procópio publicou Construindo uma biblioteca digital, e em 2010 lançou O livro na era digital. Ednei Procópio fundou a startup LIVRUS (www.livrus.com.br), cujo escritório está sediado em São Paulo. A Livrus Negócios Editoriais é uma empresa de comunicação especializada, que tem como objetivo levar autores e suas obras à era digital.

15 truques para você usar [de verdade] seu Kindle


Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

O mercado brasileiro de livros eletrônicos ainda está engatinhando e em breve [torçamos] será expressivo a ponto de a compra de e-books se tornar financeiramente vantajosa para o consumidor. Mas a praticidade dos leitores digitais é um fato: você pode dispensá-la, mas negá-la é complicado.

A discussão sobre o futuro do livro físico e sua pretensa obliteração pelo formato digital já está desgastada, mas é bom não esquecer que boa parte dos leitores está [e permanecerá] em cima do muro: mesmo tendo adquirido leitores digitais, eles não deixaram de comprar livros físcos. De modo que o apocalipse do livro de papel pode ser adiado em alguns anos.

Se você não é o tipo de pessoa que vai perder essa mão na roda só pra levantar a bandeirinha do tradicionalismo sem limites, é possível que já tenha optado ou esteja pensando em optar por um Kindle. Embora os dois modelos disponíveis hoje no Brasil sejam simples e não sigam a regra do device-que-faz-absolutamente-tudo-que-você-precisa-na-sua-vida, os leitores digitais da Amazon guardam alguns segredinhos nem tão secretos assim e descobri-los vai facilitar a sua vida. Ainda mais.

1. Hora de criar a sua biblioteca digital

A maioria das pessoas compra o leitor digital com um só objetivo: ler livros. Se você [secretamente, claro], já parou para pensar no seu consumo de literatura como uma dependência grave e passível de tratamento, prepare-se para alcançar um pouquinho de redenção ao adquirir um Kindle: os livros digitais são um pouco mais baratos, você poderá ler no transporte público sem precisar fazer malabarismo para equilibrar um calhamaço numa mão só, vai carregar menos peso e se o livro acabar no meio do caminho, não tem problema: tem mais alguns bem ali. Embora a oferta brasileira de e-books ainda não seja uma maravilha e o preço das versões eletrônicas não apresente grandes vantagens sobre as edições físicas, o leitor digital ainda representa economia. Sabe aquele monte de arquivos de livros que você acumulou a vida inteira no seu HD, jurando que um dia iria ler mesmo com toda a canseira causada pela tela do computador? Então, amigo, chegou a hora de colocar toda essa biblioteca alternativa no Kindle. Se você é essa pessoa equilibrada que não passou anos acumulando arquivos, parabéns. E meus pêsames, porque isso vai mudar agora mesmo.

Calibre é a ferramenta mais utilizada para converter arquivos para .mobi, o formato nativo do Kindle. Basta fazer o download do programa e ta-dam, é possível converter todos aqueles livros não lidos ou mezzo lidos e passá-los para o seu leitor via USB. Só que além de exigir que você faça as conversões e coloque os arquivos dentro do device no muque, o Calibre não é a ferramenta mais bonita e amigável que você verá na sua vida. Pra ser bem realista, ele é o tipo de software que sua tia [sim, a que te envia aqueles PPTs com mensagens de amor e esperança ilustradas com fotos de gatinhos e desenhos de artistas especialmente inaptos] criaria se ela fosse desenvolvedora.

Se você usa várias máquinas e não está na vibe de baixar um programa de conversão, nada tema: existem as opções que não precisam de instalação. O Cloud Convert e o Online Convert podem ser usados direto no site e transformam seus livros e documentos em arquivos .mobi, prontinhos para serem lidos no Kindle.

Mas tem um jeito ainda mais fácil: a própria Amazon oferece um software para desktop que envia seus arquivos para o Kindle e você pode baixar as versões para PC e Mac aqui. Depois de instalar, é só clicar com o botão direito do mouse sobre um arquivo e aparecerá a opção “Send to Kindle”. O programa faz a conversão do documento para .mobi, mas pode demorar para que ele chegue ao seu leitor.

2. Organize sua biblioteca digital como você quiser

Você pode organizar seus livros digitais de duas maneiras: deixando uma lista de livros na sua tela inicial [as opções de exibição são por mais recentes, por título ou por autor] ou criando coleções. Se você tem mais de 20 livros no seu Kindle, a melhor opção para fugir da insanidade organizacional são as coleções.

O mesmo livro pode estar dentro de diferentes coleções, de modo que se seu nível de TOC for alto, é possível criar múltiplos grupos com diferentes divisões: por autor, por gênero, por língua, por tema e o que mais der pra inventar. Se optar pelas coleções, o Kindle sempre vai manter no alto da tela a última coleção na qual você entrou. Assim, uma ideia é criar três coleções funcionais: a de livros lidos, a de livros que você está lendo e a de livros a serem lidos, e manter as duas últimas no topo da lista. Dois lembretes importantes: excluir as coleções não exclui os arquivos de livros ou documentos contidos nelas; se acontecer alguma coisa com seu Kindle e você tiver que adquirir outro, a conta da Amazon continuará sendo a mesma e seus livros estarão lá. Mas as coleções vão sumir e [sim, é uma tristeza] será preciso organizar tudo de novo.

3. Envie textos do seu navegador direto para o Kindle

Você está aproveitando seus cinco minutos de internet e de repente encontra um artigo legal. Você poderia lê-lo, mas coisas incômodas como trabalho, obrigações ou responsabilidades são impedimentos. Suas opções são deixar o link aberto no navegador [e depois fechar todas as abas sem querer], favoritá-lo [e esquecer pra sempre], mandar pra você mesmo por e-mail [e nunca ler] ou usar uma ferramenta de curadoria de links [e acumular mais artigos do que poderia ler numa vida inteira, mesmo se passasse 24 horas por dia fazendo isso]. É possível acreditar em pequenos milagres quando o staff das principais ferramentas de armazenamento de favoritos tem a epifania de se integrar com o Kindle.

Instapaper, um dos mais conhecidos sites de favoritos, disponibiliza o envio dos textos salvos para o seu Kindle. Eles vêm num só arquivo e dá para escolher a periodicidade e quantidade de artigos enviados, mas não espere um grande primor da arte da diagramação. Ele também não permite a visualização de imagens e não dá pra adicionar o arquivo de artigos a uma das suas coleções.

Readability é um complemento para navegador que também guarda seus links para leitura posterior. A opção de envio de artigos para o Kindle cria documentos minimalistas e oferece aquela que provavelmente é a melhor experiência de leitura de artigos no Kindle, embora o envio de imagens também seja um problema.

A Amazon não perdeu tempo e criou seu próprio complemento para enviar artigos do browser, o Send to Kindle. Ele tem até um botão que você coloca no seu site ou blog para que os leitores possam enviar os artigos diretamente para seus dispositivos. Acontece que o Send to Kindle é temperamental, trava muito e às vezes simplesmente não simpatiza com um artigo e não o envia a não ser após várias tentativas.

Algumas aplicações para navegador foram criadas especialmente para o device, como o Push to Kindle, e reza a lenda que ele é o mais funcional de todos. Lembre-se de que para utilizar esses complementos é necessário colocar os e-mails deles na lista autorizada a enviar material para o seu Kindle. Para fazer isso, entre na sua conta da Amazon e acesse as “Configurações de Documentos Pessoais”.

4. Envie arquivos para o seu Kindle por e-mail

Você também pode enviar arquivos para o seu Kindle por e-mail. Para isso, entre na sua conta da Amazon e clique na opção “Gerencie seu Kindle”. Depois, à esquerda da tela, entre em “Configurações de Documentos Pessoais” e adicione os endereços de e-mail que poderão mandar conteúdo para o seu aparelho. Os arquivos que forem enviados de outros e-mails serão descartados. Depois de fazer a configuração, é só anexar um arquivo [no formato .mobi] e mandar ver. Um truque: se o arquivo for um PDF, você pode enviá-lo no formato original, mas alguns PDFs ficam ilegíveis no Kindle. Então coloque a palavra “convert” no título do e-mail e ele será convertido automaticamente. Só que pode demorar e nem sempre dá certo.

5. Leia seus feeds favoritos no Kindle

Do vício em livros para o vício em blogs é um pulo. Dá para ler alguns dos seus feeds preferidos no leitor digital usando o Kindle4rss, que monta uma revistinha com o conteúdo que você acompanha. A versão gratuita permite a assinatura de até 12 feeds com 25 artigos por edição, mas é preciso que você coloque o conteúdo manualmente no seu Kindle. A versão paga custa $1,90 por mês, oferece até 300 assinaturas com número ilimitado de artigos por edição e ainda envia os arquivos automaticamente para o aparelho.

6. Acesse o conteúdo do seu Kindle em outros aparelhos

Aí a bateria do Kindle acabou numa situação em que não dá pra recarregar bem quando você pretendia continuar uma leitura. Não precisa chorar: é possível acessar o conteúdo do seu Kindle em outros devices através de aplicativos disponibilizados pela Amazon. Tem pra iPhone, iPod Touch, iPad, Android, tablet Android e tablet com Windows 8.

7. Seus arquivos e a nuvem da Amazon

Nem todos os arquivos que você coloca no Kindle ficam guardados nos servidores da Amazon. Tudo aquilo que você compra ou envia para o Kindle via e-mail ou complementos de navegador fica armazenado tanto no aparelho como na nuvem da Amazon. No entanto, os arquivos que são colocados no Kindle via cabo USB ficam somente no aparelho. Se acontecer alguma coisa com seu device, eles se perdem.

8. Use o Kindle para ler quadrinhos

O Kindle e o Kindle Paperwhite não são os devices ideais para a leitura de quadrinhos, tanto pelo tamanho da tela como pela ausência de cores. Mas se a vontade for maior que o juízo, sempre há um jeitinho.

Pelo site da Amazon é possível baixar gratuitamente o Kindle Comic Creator, um software que permite que os quadrinistas criem HQs em .mobi para vendê-las no site. Você pode baixá-lo e converter as HQs que estão no seu computador, só que como o foco da ferramenta não está nos usuários, mas nos criadores, utilizá-la não é fácil nem rápido.

Já o Mangle foi criado com o objetivo de tornar a leitura de mangás possível no Kindle. Como os mangás costumam ter um formato menor que o dos comics americanos e geralmente são em preto e branco, a experiência não fica muito prejudicada.

9. Coloque uma senha no seu Kindle

Digamos que você seja Professor Doutor em Literatura Russa, resolva ler Crepúsculo [só para entender o fenômeno, lógico] e não queira que ninguém descubra para evitar situações academicamente embaraçosas. Simples: coloque uma senha no seu Kindle. Tanto o modelo simples quanto o Paperwhite oferecem em seus menus de configurações a opção de criar uma senha numérica para o dispositivo.

10. Quanto mais línguas, mais dicionários

O Kindle já vem com dicionários, mas quem é poliglota ou está estudando outras línguas pode adicionar mais alguns. Aqui você encontra dicionários já no formato nativo do leitor da Amazon.

11. Faça backup do seu arquivo de anotações

O Kindle permite que você faça marcações e notas nos seus livros. Essas anotações ficam armazenadas num documento que seu Kindle chamará de “Meus Recortes”. É sempre bom fazer o backup periódico desse arquivo, que fica na pasta raiz do aparelho, para que as suas informações estejam sempre atualizadas. Outra dica é: você pode sincronizar os dados para que o documento esteja disponível em todos os devices nos quais você utiliza a plataforma Kindle. Para fazer isso, vá até as configurações e se certifique de a opção “Backup de anotações” está ligada. Você também pode ver os trechos que as pessoas mais destacam nos livros e permitir que suas notas sejam vistas pelas pessoas que você segue na Amazon: basta entrar nas suas configurações e ligar as opções “Destaques Populares” e “Notas públicas”.

12. Use seu Kindle para revisar textos

Muita gente acha melhor imprimir documentos para revisá-los. Você pode repassar seus textos no Kindle, economizar papel e contribuir para a vida das arvorezinhas. Envie o documento a ser revisto para o seu Kindle e faça as correções usando as ferramentas de notas e marcações.

13. Um sistema operacional alternativo para o Kindle

Uma pequena empresa chinesa decidiu que não tem medo do Jeff Bezos e desenvolveu o Duokan, nada menos que um sistema operacional alternativo para o Kindle. Ele permite que o Kindle leia ePub, o formato padrão de e-books, que é mais compacto que o .mobi. O Duokan também conta com um auto-ajuste para arquivos PDF. Agora a dura verdade: a instalação do sistema é por sua conta e risco: se tudo der certo, seu Kindle fica tunado. Se der errado, ele vai virar um belíssimo peso de papéis. Além disso, com a instalação do Duokan, o Kindle deixa de receber as atualizações de software da Amazon.

14. Screenshots no Kindle Paperwhite

No Kindle Paperwhite é possível tirar screenshots tocando as extremidades opostas da tela, como mostra este vídeo. O arquivo vai para a pasta raiz do aparelho.

O Paperwhite também permite que você faça uma pesquisa na Wikipedia Inline a partir de uma palavra do texto. Quando a palavra for pesquisada, abaixo da definição vai aparecer um botão “Mais”: clicando nele, você será encaminhando para a definição do termo no site.

15. Pequenas funcionalidades, grande ajuda

O Kindle permite que você personalize algumas configurações do arquivo que você está lendo: é possível mudar o tamanho da fonte e o espaçamento entre as linhas, além de rotacionar a tela e, em alguns arquivos, usar o zoom.

Apesar de o Kindle manter os livros digitais na página em que você os deixou, se quiser ficar fuçando pra lá e pra cá no arquivo [o Kindle não tem numeração de página: ele usa um sistema de porcentagem de leitura], é possível criar um marcador. É só ativar o menu, clicar na opção “Marcador de Página” e vai aparecer uma dobrinha digital no canto da página em que você estiver.

Você também pode compartilhar suas notas e destaques via Twitter ou Facebook ativando as redes sociais na parte de configurações do aparelho. Essa funcionalidade só está disponível para os livros comprados na Amazon.

O Kindle é feito para ser carregado via USB através do computador, mas você também pode carregá-lo direto na tomada, desde que compre um adaptador para USB ou use um carregador compatível [dica: o do iPhone 5 funciona perfeitamente].

No menu do Kindle há a opção “Experimental”, que oferece um navegador beta. Você pode experimentá-lo e enviar a sua opinião para que a Amazon o aperfeiçoe.

Recentemente a Amazon liberou o serviço de atualização automática de livro. Se você ativá-la na sua conta, os livros recebem atualizações caso a editora opte por substituir a edição que você comprou por uma versão aperfeiçoada.

Agora você não tem mais desculpa para não dar um jeito no seu Kindle. Se você conhece outros truques, compartilhe nos comentários!

Por: Nadiajda Ferreira | Publicado originalmente em GIZMODO Brasil | 20 de outubro de 2013, às 14:15

Como ler livros em tablet android: Mantano Reader


Qual o melhor aplicativo para ler eBooks em um tablet Android? Não sei se vou conseguir responder a pergunta sobre o melhor mas posso contar aqui a minha experiência pessoal.

Apresento aqui o Mantano Reader, um software pouco conhecido mas que me surpreendeu positivamente.

Existem muitos softwares para tablets, seja Andoid seja iOS, que permitem ler arquivos ePub e PDF e fazer uma escolha é sempre complicado. Propor um que seja o melhor é impossível, porque cada um possui as suas exigências!

Lendo comodamente um livro no formato ePub ou PDF

Em primeiro lugar Mantano Reader é um software independente ou seja não está vinculado a nenhuma loja específica e isto permite ler livros digitais comprados em quase todas as lojas brasileiras, pois é compatível com o DRM da Adobe, usado por boa parte destas lojas.

Abre comodamente tanto ePub quanto PDF permitindo fazer anotações de maneira simples, dando a possibilidade de enviar estas anotações para sua conta no Facebook, Twitter ou por e-mail para seus contatos. É possível evidenciar o texto em várias cores e possui um índice onde você pode encontrar facilmente todas as anotações que feitas no seu eBook.

O sumário do livro é muito prático. Basta clicar na seta no canto inferior direito da tela e você terá acesso a um menu lateral com o sumário do livro, os marca páginas usados durante a leitura, os textos evidenciados e as anotações.

Com um toque na tela você tem acesso a um menu inferior que dá acesso à várias funções práticas e úteis

Anotar: você pode fazer suas anotações escrevendo um texto ou desenhando o que você quiser na tela!

Destacar: permite destacar o texto de maneira simples enquanto você lê. Obviamente você vai poder depois encontrar facilmente tudo o que destacou em um sumário.

Tema: se quiser pode modificar o tema de leitura entre normal e sepia, ou então você pode criar um tema todo seu definindo margens tamanho de fonte, cor de fundo, entrelinhas alinhamento de texto etc…

Exibir: permite modificar o tamanho da fonte ou a orientação do texto.
TTS: faz com que o software lei para você em alta voz!

Dicionário: dá acesso aos dicionários presente no programa ou acesso direto ao google para fazer pesquisas online sem sair do softwarer de leitura!

Procurar: permite fazer buscas por palavras ou frases dentro do eBook.
Info: apresenta as informações sobre o eBook que você está lendo.

Dois detalhes que podem fazer a diferença

O que me convenceu a usar este software para as minhas leituras pessoais foram duas características quase banais mas que deixam a leitura muito confortável.

a] O controle de luminosidade com o deslizar do dedo no lado esquerdo da página. É um modo muito simples de controlar a luz emitida pelo aparelho e para quem gosta de ler antes de dormir é muito prático porque permite controlar a luminosidade sem ter que clicar em menus com opções várias.

b] Aumento do tamanho das fontes com o deslizar do dedo no meio da página. Se você quer aumentar o tamanho da fonte basta deslizar o dedo no meio da tela de baixo para cima. Se quiser diminuir o texto deslize de cima para baixo. Simples não?

Catalogação da biblioteca pessoal

Obviamente o software possui um ótimo controle e organização da biblioteca, permitindo classificar os eBooks por tags, coleções, livros lidos, não lidos, com anotações, etc…

Além disto dá acesso logo na abertura do programa a todas as anotações que você fez em todos os teus livros o que faz destes programa uma ajuda perfeita para livros de estudos!

Grátis, mas compensa pagar!
O Mantano reader vem em uma versão gratuita, o Mantano Reader Lite, ou em versão premium a pagamento, o Mantano Reader Premium.

Meu conselho é de baixar a versão gratuita lite e usar por um período de teste, mas posso desde já recomendar sem medo a versão a pagamento. Vale a pena.

Revolução eBook | 10/10/13

Biblioteca móvel


O acervo de livros digitais do Scribd foi para o celular

ScribdEm 2007, o americano Trip Adler, 29 anos, teve a ideia de criar o Scribd, depois de observar a dificuldade que seu pai, um professor de medicina, tinha para publicar trabalhos em revistas científicas. Hoje, o site para compartilhar documentos em PDF tem 40 milhões de publicações em 90 línguas e 100 milhões de usuários. “O bacana é que qualquer um pode adicionar conteúdo“, disse Adler a INFO. Agora, com um aplicativo para iOS e Android, ele e o cofundador, Jared Friedman, querem transformar o Scribd em uma biblioteca móvel mundial.

Publicado originalmente em Revista INFO Exame | Outubro de 2013

Kindle Fire HDX: um campeão entre os tablets pequenos


Novo aparelho da Amazon tem preço acessível e vem com o que há de mais moderno da categoria

Foto: Gizmodo

Foto: Gizmodo

O Kindle Fire HDX é um grande avanço em comparação aos seus antecessores. Ele recebeu um redesign bacana, hardware mais rápido e alguns truques novos. Acima de tudo, ele é um dos melhores tablets pequenos que existem agora.

O que é?

Um tablet de 7 polegadas de US$ 230 feito pela Amazon. É a terceira geração da linha Kindle Fire, com hardware mais poderoso, uma nova tela maravilhosa e um corpo completamente novo. Assim como o Kindle Fire original, ele é uma vitrine para comprar coisas na Amazon, porém de forma bem mais fantástica que seus antecessores.

Para quem ele foi feito?

Para quem quer ver filmes e ler livros em um tablet, e para quem está mergulhado no mundo da Amazon. Sim, a versão brasileira da loja online vende apenas e-books, mas você pode assim mesmo aproveitar o tablet por aqui. Afinal, ele também tem uma tela fantástica e alto-falantes excelentes por um bom preço. Funciona como qualquer tablet, mas funciona melhor integrado à Amazon.

Design

Uma beleza angular. Enquanto o Kindle Fire original era basicamente um retângulo, e o Kindle Fire HD era levemente curvado, o HDX mistura o que há de melhor em ambos. Ele tem um corpo de magnésio sólido, coberto por um plástico suave que oferece uma boa pegada; no entanto, ele ficará coberto de marcas dos seus dedos.

Os cantos traseiros do HDX são levemente angulados: isso não só é atraente, como faz bastante sentido ergonômico – seus dedos ficam relaxados ao segurar as bordas.

O HDX tem acabamento um pouco melhor do que seu antecessor. Ele é menos volumoso em torno das bordas, graças a uma moldura ligeiramente reduzida, mas você ainda terá dificuldade para colocá-lo no seu bolso. Com 311 gramas, o HDX é bem mais leve do que o Kindle Fire HD de 395 g, e levemente mais pesado do que o iPad Mini [303 g]. O campeão em portabilidade ainda é o novo Nexus 7, com seus 289 gramas e o bônus de ser fino o suficiente para caber no bolso. Mas o HDX aparece logo em segundo.

Os botões são melhores do que eram na versão anterior, mas ainda assim são um pouco estranhos. Como eles são côncavos, em vez de saltarem da superfície do tablet, você precisa da ponta dos dedos para encontrá-los e usá-los. Além disso, quando o tablet está em modo paisagem com a câmera frontal na parte superior, os botões de volume ficam no lado direito da parte traseira. Ao segurá-lo com a mão direita, de repente você ouve aquela explosão altíssima de som – você aumentou o volume sem querer… [Canhotos, vocês se deram bem desta vez!] Parece algo pequeno, mas neste ponto o Nexus 7 é superior.

A posição do speaker é perfeita. O Kindle Fire HD tinha problemas nessa área, mas o HDX recebeu grandes melhorias ao mover os speakers para o canto angulado traseiro, bem distante de onde seus dedos costumam ficar – assim, eles não atrapalham a emissão de som.

Outros tablets costumam ter problemas de som quando você passa o dedo por um speaker, e isso prejudica toda a experiência de ver um filme, algo que não ocorre com o HDX.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Usando

À primeira vista, pode parecer estranho que um tablet projetado especialmente para ver filmes e ler livros e revistas tenha tanta potência: processador Snapdragon 800 quad-core de 2,2 GHz, e 2 GB de RAM. Mas quando você coloca o HDX nas suas mãos, tudo começa a fazer sentido.

Fazer qualquer coisa no HDX é prazeroso e fluido. Com uma tela 1920×1200 com 323 pixels por polegada – empatada com a tela do Nexus 7 e superada apenas pela tela do HDX 8,9 com 399 PPI – o HDX tem mais pixels do que nunca, e eles são belíssimos. Dá para passar minutos inteiros brincando no carrossel da tela inicial do HDX, apenas apreciando sua nitidez.

A enorme quantidade de pixels traz ótimos benefícios para o aparelho. A resolução permite que vídeos brilhem, e o contraste estelar e os pretos profundos da tela superam a qualidade do Nexus 7 2013 quando você os compara lado a lado.

Livros também ficam ótimos na tela, nítida o suficiente para você quase esquecer que está olhando para uma tela LCD em algumas circunstâncias. O sensor de luz ambiente do HDX- que ajuda a ajustar o contraste debaixo de luz solar – facilita a leitura em ambientes abertos e ensolarados, mas ainda assim é uma experiência ruim; você provavelmente vai preferir evitar isso.

O melhor de tudo, porém, é que o HDX economiza bateria quando está no modo leitura: conseguimos 17 horas seguidas de tela sempre ligada com apenas uma carga.

E então chegamos à qualidade do áudio, que é mesmo impressionante. É possível ouvir bem as frequências baixas de som, o que dá mais profundidade ao áudio – ele parece flutuar ao seu redor. Não parece que ele está vindo de um tablet; ele está simplesmente lá.

Software

O Kindle Fire HDX tem diversos truques diferentes de software, mas um se destaca em relação aos outros. Historicamente, a interface do Kindle Fire estava centralizada ao redor de um carrossel. Um fluxo com álbuns, livros, filmes, apps e qualquer outra coisa disponível no aparelho. Ainda é assim, mas a Fire UI 3.0 enfim adicionou uma gaveta de apps.

Isso faz do HDX um tablet completamente diferente.

Antes, a interface do Kindle Fire era carregada de apps. Não do ponto de vista de processamento [embora por vezes também isso], mas do ponto de vista organizacional. Era como uma mochila: quanto mais coisas você colocava, mais difícil ficava de encontrar algo. Mas com a nova opção de uma app drawer, os aplicativos estão muito mais acessíveis. Antes, a grade de apps ficava meio escondida – você precisava tocar a aba “Apps” no meio das categorias, e eles tinham o mesmo destaque de coisas como “Audiobooks” e “Banca de revistas”. Agora, os apps ganharam um espaço dedicado para brilharem na sua tela inicial.

E, como um sistema operacional crescido, o Fire OS 3.0 conta com multitarefa que permite que você alterne não apenas entre apps, mas também entre livros! Ou seja, como você pode alternar entre conteúdos, o tablet não vai reunir seus e-books em uma só opção “Livros” na barra de multitarefa. Não é uma mudança tão grande quando a nova gaveta de apps, mas ainda assim é um passo à frente.

Nós testamos o Mayday, o novo suporte técnico por videochamada do Kindle Fire, e ele funciona exatamente como prometido. Toquei no botão e, cerca de cinco segundos depois, estava falando com Jace, que – após confirmar meu endereço de email por motivos de segurança – começou a desenhar na minha tela e a mover seu avatar. Foi mágico. Mas mesmo que o Mayday não ative a sua câmera, ainda há algo perturbador nele. Eles não podem te ver, mas você ainda se sente vigiado.


A seta foi desenhada por ele. E o rosto pixelizado foi ideia minha, achei educado.

Vale ressaltar que o Mayday ainda não está sob muita pressão. O volume das chamadas era bem baixo, e aposto que a Amazon considerou o fato de que os primeiros suportes seriam feitos a pessoas como eu, que testam o aparelho. Ainda assim, minha experiência foi bem prazerosa, e a sua também deve ser [se você um dia precisar da ajuda dele].

O Mayday não é necessário para amantes de gadgets, ou qualquer um que entenda como funciona uma interface moderna. Mas é bom saber que aqueles com menos familiaridade têm a quem recorrer em caso de ajuda. Por enquanto não há como desabilitar o botão Mayday, que fica na área de notificações, mas nos disseram que uma configuração para isso será liberada antes do lançamento oficial do tablet.

O X-ray para músicas é mais uma ótima adição de software, apesar de não ser nada crucial. Ele permite acessar a letra de uma música e, ao tocar nas palavras, você é levado ao ponto da música onde essa palavra é cantada – algo bem divertido. E, diferentemente do X-ray para filmes, que é mais valioso como fonte de trívias, ou o X-ray para livros, que traz informações durante a leitura, o X-ray para músicas é mais como um brinquedo.

Gostei

Assistir filmes e programas de TV no HDX é demais. Entre a belíssima tela [quando está exibindo conteúdo HD], o som excelente e a ergonomia confortável do tablet, você vai se perguntar por que se preocupar em ter uma TV. O HDX não é apenas um rosto bonito, ou algo poderoso – ele é tudo isso e ainda é muito portátil.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

A navegação geral do HDX é igualmente fantástica. Em partes por causa do processador de 2,2 GHz, mas o Jelly Bean 4.2.2 [no qual a Fire UI é baseada] também ajuda. Afinal, ele inclui o Project Butter, iniciativa do Google para tornar o Android mais rápido e fluido, e consequentemente isso acontece com o Fire UI 3.0.

Também vemos a ausência de engasgos no mundo dos apps: o Kindle Fire HDX pode rodar [e bem!] praticamente qualquer app que você quiser. Testamos Dead Trigger, um pouco de Angry Birds e alguns outros jogos, e todos pareciam um sonho. Mesmo com tantos pixels para processar, é complicado imaginar algo que dê trabalho para o HDX.

Não gostei

Os botões do Kindle Fire HDX são melhores do que os virtualmente invisíveis do Fire HD, mas, como ressaltamos, eles ainda são estranhos. E há alguns outros problemas também. A entrada microUSB, onde você encaixa o carregador, é angulada de forma estranha. Isso significa que o cabo fica em um ângulo nem um pouco natural, e plugá-lo é sempre estranho e forçado – parece que algo vai quebrar.

Não são grandes problemas, mas contribui para uma sensação geral de estranhamento. Ou talvez seja algo que diminui a sensação de solidez e normalidade. De qualquer forma, é uma desvantagem.

Existem algumas questões maiores também. A linha Kindle Fire nunca teve a intenção de ser uma máquina para e-mail e calendário. Ele foi feito para ver filmes, ler quadrinhos e livros. Tecnicamente, é um Kindle. Desta vez, o HDX tentou expandir os horizontes com hardware mais poderoso e acesso melhorado aos apps. Mas poderia ser melhor.

Existem alguns problemas como a ausência dos apps do Google, mas não é exatamente uma falha, e sim uma escolha que pode não agradá-lo. Ainda assim, esta escolha traz muitas consequências. A Amazon App Store tem uma seleção melhor do que antes – muitos dos apps famosos já estão aqui – mas ainda está distante do mundo maravilhoso do Google Play em alguns pontos importantes. Apps que você já comprou pela Play Store não podem ser transferidos para o Kindle Fire HDX. Atualizações de apps precisam ser aprovadas pela Amazon antes de chegar ao Kindle. O melhor é não pensar no Kindle Fire como um tablet com Android; o Fire OS é tão distante do Android que é uma experiência completamente diferente, com as próprias regras e próprios apps. O fato dele compartilhar algumas coisas com o Android é um bônus, não uma parte integral do que ele pretende ser.

Além disso, você não conta com acesso a serviços cada vez melhores do Google, como o Google Now, ou o Voice Search, e não há sincronização de contas entre dispositivos como no Google. É o preço a se pagar por escolher a Amazon [e seu hardware excelente e barato].

A Fire UI também tem as suas próprias deficiências. As notificações dos apps são acumuladas como meros números no topo de barra de notificações, sem nenhuma maneira mais informativa como um pop-up. Você verá apenas um “1″ ou “2″, por exemplo, e não vai ter ideia do que se trata antes de verificar a central de notificações. É algo pequeno, mas irritante.

Notas de teste

A Amazon diz que a bateria dura 17 horas no modo leitura. Parece loucura, mas é verdade: nós conseguimos mais ou menos esse tempo com ele ligado em brilho automático.

Nos testes de vídeo [10 horas de Nyan Cat, também com brilho automático] também conseguimos as 11 horas divulgadas pela Amazon.

Seria negligência da minha parte não fazer ao menos uma comparação com o iPad Mini, mas, ao mesmo tempo, isso é um tanto cruel. Não é uma briga justa. O iPad Mini já tem um ano de vida, e também está em um universo diferente de preço; o HDX custa a partir de US$ 230, enquanto o iPad Mini custa US$ 330. Mas um novo iPad Mini vem aí, e ele deve ser um grande avanço em relação ao antecessor. O HDX é melhor que o iPad Mini do ano passado, é claro. Mas com o iPad Mini 2 a história deve ser diferente.

O Kindle Fire HDX de 7 polegadas chega em diferentes opções de armazenamento e conexão. Ele custa US$ 230, US$ 270 e US$ 310 por 16GB/32GB/64GB. E então você pode adicionar US$ 100 por 4G LTE. E também pode pagar US$ 14 para eliminar os anúncios na tela de bloqueio.

Há ainda uma capa exclusiva para o HDX, que serve de suporte. Ela se chama Origami Case, se prende ao HDX através de ímãs, e pode ser colocada em modo paisagem ou retrato. Mas, por US$ 65, é um pouco caro, ainda mais para um tablet que não precisa de um case para ser bom.

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Kindle Fire HDX | Photo: Gizmodo

Eu deveria comprar um?

Com o preço inicial de US$ 230, o HDX concorre diretamente com o novo Nexus 7, e em praticamente todas as categorias ele vence. Então mesmo que o Android padrão e a Play Store sejam importantes para você, é melhor pensar bem.

Você gosta de assistir vídeos no tablet? O Kindle Fire HDX tem uma excelente tela – a melhor de todas. No Brasil, você não pode ver conteúdo da Amazon, mas pode acessar o Netflix e vídeos nativos, por exemplo. Ele tem suporte a arquivos MP4 e MKV, entre outros.

Você gosta de ouvir coisas no seu tablet sem fone de ouvido? O Kindle Fire HDX tem alto-falantes excelentes, e muito bem posicionados, o que é muito mais raro do que deveria ser.

Você gosta de uma interface de usuário fluida, capaz de rodar de tudo? O Kindle Fire HDX tem um baita processador. É um Snapdragon 800 de 2,2 GHz que continuará sendo excelente por um bom tempo. Ele roda muito bem qualquer app disponível na Amazon App Store. O Nexus 7, com seu Snapdragon 600, não tem a mesma potência.

Você gosta de checar seu email e redes sociais, além de navegar na web direto no seu tablet? O Kindle Fire HDX faz isso muito bem. O app pré-instalado de email e o navegador Silk não são os melhores da categoria, mas funcionam legal. Há também apps para Twitter, Facebook e outras redes sociais.

Você gosta de ler livros? O Kindle HDX não tem uma tela e-ink, mas possui sensor de luz que ajusta o contraste, e uma bateria que dura 17 horas no modo leitura. É a melhor experiência que você conseguirá fora de um e-reader.

Se o Android padrão e a Play Store são mais importantes do que tudo isso, compre um Nexus 7. Mas se um gadget pode fazer você reconsiderar suas prioridades, é este aqui. A linha Kindle Fire recebe críticas por não ter um tablet com Android de verdade, só que ele faz o mesmo que os outros – e até melhor, na maioria das vezes.

Mas eis algo a se levar em conta: a nova versão do iPad Mini está chegando. Não sabemos ao certo como ela é, mas pode concorrer a “melhor tablet pequeno”. O próximo grande evento da Apple para o iPad deve ser agora em outubro.

Por enquanto, o Kindle Fire HDX é vitorioso, superando o já surpreendente Nexus 7 2013. Será que a Apple supera? Talvez sim, talvez não. Mas, agora, o HDX é o grande líder da categoria.

Especificações técnicas do Kindle Fire HDX

Processador: Snapdragon 800 2.2 GHz quad-core
Tela: IPS LCD de 7 polegadas
Resolução: 1920×1200 pixels [323 ppi]
Memória: 2 GB
Armazenamento: 16GB/32GB/64GB
OS: Android 4.2.2 [Modificado]
Câmera: frontal
Gravação de vídeo: “HD”
Rede: WiFi [5GHz MIMO]
Peso: 303 gramas [Wi-Fi]; 311 g [4G]
Dimensões: 186 mm x 128 mm x 9 mm

Por Eric Limer | Publicado originalmente em Gizmodo | MSN Tecnologia | 03/10/2013

Spongiam: o app que facilita a leitura e a memória do aprendizado


Para auxiliar o processo de leitura, um novo aplicativo – gratuito – para Android foi lançado: Spongiam. Focar e absorver o conteúdo de um texto nunca foi tão simples. Como num banco de textos, é possível copiar artigos da internet ou de outros documentos, basta selecionar o texto inteiro, compartilhá-lo no Spongiam, dar um título e salvar para ler depois.

São 4 ferramentas que auxiliam o processo: “The Binoculo”, que divide os parágrafos do texto em páginas e agiliza a leitura. “The Sofa”, que divide o texto de acordo com os pontos. “The Filter”, que filtra as frases irrelevantes priorizando a informação principal e “The Karaoke”, que funciona como um videokê e incentiva a memorização de um texto pela fala.

Catraca Livre | 01/09/13

Oi lança biblioteca virtual, a Oi Bookstore


A Oi anunciou o lançamento do serviço de biblioteca virtual Oi Bookstore, que permite a leitura de livros no tablet, celular ou computador aos clientes da operadora. Com uma assinatura de R$ 3,90 por semana, o usuário pode baixar livros por meio de um aplicativo para Android e iOS.

A biblioteca tem cerca de 2.500 títulos, divididos em 11 categorias, como arte, literatura brasileira, medicina, filosofia e ciências sociais. O app oferece a opção de adicionar marcadores nas páginas, aumentar ou reduzir o brilho e a fonte do texto e compartilhar o que está lendo pelo Twitter ou Facebook.

A iniciativa está dentro da nossa plataforma de conteúdo de educação, que está sendo construída há algum tempo, e oferece cursos online para as pessoas, como de idiomas. Na Oi Bookstore, o cliente escolhe três livros para baixar simultaneamente e pode ler sem estar conectado à Internet. O assinante pode ficar com os livros o tempo que quiser, e quando acabar, pode trocar, como em uma biblioteca real”, diz Roberto Guenzburger, diretor de produtos e mobilidade da Oi.

O serviço é uma parceria em regime white label com a Verisoft. “Estamos com uma perspectiva bem positiva em relação ao serviço, que será aderido primeiro pelo público jovem, cujo interesse por novos serviços é maior. Mas o público mais velho pode se interessar mais para frente, porque o serviço traz uma conveniência muito grande: não é preciso carregar livros pesados e o celular está sempre conosco”, completa Guenzburger.

Para ser assinante da Oi Bookstore, o cliente pode enviar um SMS com a palavra ‘livros’ para o número 644 ou se cadastrar pelo site. Caso o dispositivo do usuário não seja compatível com o app, ele pode acessar os livros pelo site.

Por Marina Tsutsumi | MobileTime

Garanta sua leitura digital com o Calibre


CalibreHá quem prefira ler livros no tablet, com cores e mais opções de aplicativos. Outros preferem as vantagens dos leitores com tinta eletrônica [e-ink], que cansam menos os olhos e podem ser usados sob o sol. Para fãs de livros em qualquer plataforma, o aplicativo Calibre é a melhor opção para gerenciar, converter e fazer quaisquer tarefas com arquivos dos tablets e e-readers. O programa é compatível com praticamente qualquer plataforma [Windows 32 e 64, Mac OS e Linux, além de ter uma versão portátil] e permite o controle total do conteúdo a ser lido ou guardado. Por trazer todos esses recursos, o Calibre é um pouco complexo. Por isso, selecionamos algumas das melhores dicas para explorá-lo ao máximo.

Primeiros passos

Baixe o Calibre. Depois da instalação, rode o aplicativo e escolha o idioma [Português Brasileiro] da interface e selecione o tipo de aparelho que é usado para leitura de livros. Pode ser um tablet ou um e-reader, e há várias marcas para escolher, incluindo opções genéricas, caso seu fabricante não esteja na lista. Se você tem um Kindle, é possível indicar o e-mail para envio de conteúdo diretamente ao aparelho. Depois das configurações, surge a tela principal do Calibre.

Enviar para o dispositivo

Para incluir um item, é só clicar em Adicionar Livro, localizar o arquivo e clicar em Abrir. O Calibre reconhece praticamente quaisquer formatos, desde TXT e DOC até PDF, ePub e Mobi. Ao conectar o tablet ou e-reader ao micro, o Calibre deve achá-lo de forma automática. Daí, é só clicar no item correspondente a um livro com o botão direito do mouse e escolher um dos subitens do menu Enviar Para Dispositivo, conforme o local onde se deseja gravar o conteúdo [na memória principal ou num cartão conectado ao tablet ou e-reader].

Mais recursos com plug-ins

Além de ter montes de opções na instalação básica, o Calibre também conta com suporte a plug-ins para receber mais recursos. O melhor local para achar os plug-ins é na seção dedicada ao Calibre do fórum MobileRead. Depois de baixar o arquivo ZIP correspondente ao plug-in, pressione o botão Preferências e clique em Extensões. Pressione Load Plugin From File, localize o arquivo ZIP baixado e clique em Abrir. Reinicie o Calibre e pronto. O plug-in está instalado.

Livros com mais informações

Há três formas de preencher as informações de um livro adicionado ao Calibre. A maneira mais simples é clicar no item duas vezes [não é um duplo clique, espere um segundo entre cada clicada]. Depois, é só preencher os campos básicos, como Título e Autor. Para adicionar mais detalhes, clique no item do livro e, depois, em Editar Metadados. A janela que surge permite indicar editora e língua, entre outras informações. Mas o recurso mais interessante é a possibilidade de baixar esses dados de forma automática. Para isso, na janela de edição de metadados, forneça título e autor e, depois, clique em Baixar Metadados. Na configuração de fábrica, o Calibre busca metadados no Google e na Amazon, o que pode ser um problema para publicações nacionais. Para melhorar isso, adicione o plugin do site brasileiro Skoob ao Calibre.

Capas improvisadas

Depois de adicionar um arquivo ao Calibre, ele pode não ter uma capa, especialmente se a origem foi um documento nos formatos DOC ou TXT. Nesse caso, é possível criar automaticamente uma capa simples, mas que ajuda a reconhecer o conteúdo nos tablets ou e-readers. Para isso, clique no item relativo ao livro e, depois, no botão Editar Metadados. Na janela que surge, pressione o botão Gerar Capa. Clique em Certo. Feito! Note que a capa será gerada com base no título e autor já preenchidos. Por isso, tecle essas informações antes de criar a capa automática.

De um formato para outro

Um dos recursos mais úteis do Calibre é a possibilidade de conversão entre formatos de livros eletrônicos e documentos. Se você já enviou algum item para seu e-reader ou tablet em formatos não suportados por ele, certamente notou que o Calibre fez a conversão de forma automática. É possível fazer também a conversão manualmente. Para isso, clique no item e, depois, no botão Converter Livros. Na janela que surge, é possível fazer montes de ajustes, que vão desde o tipo de fonte e justificação de parágrafos até opções específicas do formato de saída. Como padrão, o Calibre converte para o formato mais compatível com seu e-reader ou tablet [por exemplo, Mobi para Kindle ou ePub para iPad]. Mas é possível escolher outro padrão no campo Formato de Saída. Depois de ajustar tudo, clique em Certo e espere o final da conversão. Para vários livros, selecione-os, segurando a tecla Ctrl e marcando cada um com o mouse. Depois, clique com o botão direito na seleção e escolha Converter Livros > Conversão em Massa.

Conversão proibida

O Calibre não faz diretamente a conversão de um formato com proteção ou criptografia, como arquivos ePub comprados em lojas online ou AZW adquiridos na Amazon. Ainda é possível copiar o arquivo para o HD do micro, para fins de backup, no entanto.

Direto para o HD externo

É possível levar sua coleção de livros para qualquer lugar com a versão portátil do Calibre, que pode ser instalada num pen drive ou HD externo. Basta rodar o arquivo de instalação e indicar a pasta na qual o Calibre será gravado. Se você já tem uma coleção em outra instalação do programa, basta copiar a pasta Calibre Library no local escolhido para a versão portátil. Uma ideia interessante também é manter sempre os mesmos arquivos em cada instalação do Calibre, portátil ou não. Nesse caso, você pode usar um aplicativo de sincronia de arquivos, como o Toucan, fazendo com que as pastas Calibre Library de cada instalação fiquem idênticas entre si.

Acesso pela rede

Em vez de plugar cada e-Reader ou tablet ao micro com o Calibre, é possível compartilhar o acesso à biblioteca do Calibre pela rede local. Para isso, é só clicar no botão Conectar/Compartilhar e escolher Iniciar Servidor de Conteúdo. O acesso é feito pelo navegador, acessando o endereço http://ip_do_micro:8080, substituindo ip_do_micro pelo endereço IP do computador que está rodando o Calibre. A interface web permite fazer buscas e baixar os livros diretamente. Há alguns aplicativos que detectam de forma automática quando o Calibre compartilha livros na rede local. No iOS, o Stanza é um deles.

Dedicado ao Android

Se você usa um tablet Android para ler livros e gostou do Calibre, vale a pena usar um aplicativo feito especificamente para ele. Trata-se do Calibre Companion. Abra o Calibre no micro, pressione Conectar/Compartilhar e escolha Start Wireless Device Connection. Pressione Certo para confirmar. O Windows deve pedir a confirmação do acesso pelo firewall do sistema, então pressione Permitir Acesso. Aí é só rodar o Calibre Companion no tablet com Android e tocar em Connect para acessar toda a coleção de livros. Ao contrário do acesso pelo navegador, é possível inclusive mandar livros do tablet para a coleção do Calibre usando o Companion.

Baixe os artigos

Existem vários serviços que guardam artigos da web para leitura posterior, como o Pocket e o Instapaper. Para quem usa um tablet, é só usar o próprio aplicativo de cada serviço para baixar e ler os artigos guardados. Mas, para quem tem um e-reader, o Calibre resolve o problema. Clique no botão Obter Notícias. Na janela que surge, abra as opções do item Desconhecido[a]. Clique em Pocket ou Instapaper, conforme o serviço usado. Depois, preencha seus dados de login e senha e clique em Baixar Agora. Os artigos serão trazidos e reunidos no formato de livro. Note que também há opções para baixar notícias de diversos países e fontes, incluindo jornais e sites do Brasil [no item Português Brasileiro]. Você também pode agendar o download de artigos ou notícias, marcando o item Agendar Para Baixar. Nesse caso, o Calibre fará o download de forma automática, se estiver rodando, ou em sua próxima execução, caso contrário.

Publicado originalmente e clipado à partir de Info | 16/07/13

CURSO | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem estudado sobre a atuação de empresas como Google, Kobo, Apple e Amazon no Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem estar mais próximas do alcance das editoras, e do autor, do que possa imaginar. Mas ainda é preciso preparar-se para um novo cenário no mercado editorial.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores e profissionais que desejam compreender mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O CONTEÚDO

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

QUEM PODE SE BENEFICIAR DO CURSO

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

SOBRE O PROFESSOR

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

ANOTE NA SUA AGENDA

Dia: 13 de Julho de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: Das 9h00 às 15h00
20 vagas | Valor único: R$ 170,00

INSCRIÇÕES

Escola do Escritor
Rua Deputado Lacerda Franco, 253 | Pinheiros
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Curso | A Revolução dos Livros Digitais


Escola do Escritor

Muito se tem falado sobre a chegada de empresas como Google, Kobo, Copia e Amazon ao Brasil. As plataformas que esses players oferecem podem no entanto estar mais próximas do alcance do autor do que ele possa imaginar. Mas é preciso preparar-se.

Pensando em desmistificar um tema aparentemente complicado, a Escola do Escritor desenvolveu um curso especialmente para autores que desejam saber mais sobre esse novo meio de edição e publicação dos livros.

Ednei Procópio, um dos maiores especialista em livros digitais do País, junta arte e tecnologia em um curso inspirador, voltado para quem gosta das histórias por trás da História; mas também para quem pretende entrar na Era Digital através dos livros.

Venha aprender como a sua obra pode estar ao mesmo tempo em diversas mídias e porque o livro se tornou alvo das maiores empresas de tecnologia do mundo e, portanto, o artefato cultural mais influente da História.

O Conteúdo

• O que é um Livro Digital
• A História dos Livros Digitais no Brasil e no Mundo
• A Cadeia Produtiva do Livro Antes e Depois dos eBooks
• A Questão dos Hardwares [smartphones, tablets, e-readers, etc.]
• A Questão dos Softwares [Android, iOS, Windows Phone, etc.]
• A Questão dos Formatos [PDF, ePub, HTML5 e o livro-aplicativo ou enhanced books]
• A Questão da Conversão, Digitalização e Produção dos eBooks
• A Gestão de Catálogo e Conteúdo [Publicação, comercialização e distribuição dos livros digitais.]
• A Gestão dos Direitos Autorais

Quem Pode se Beneficiar do Curso

O curso se destina a todos os interessados em livros eletrônicos; profissionais da cadeira produtiva da indústria editorial brasileira, desde os que atuam na produção e na área editorial quanto os profissionais que atuam nas vendas, comercialização e marketing dos livros. Incluindo profissionais que atuam dentro das editoras, das livrarias, distribuidoras, bibliotecas etc.

Anote na agenda

A Revolução dos Livros Digitais
Quando: 23 de fevereiro de 2013, sábado
Carga horária: 6 horas
Horário: 9h00 às 15h00
Valor único: R$ 170,00
Lotação: 20 vagas

Sala de aula

Rua Deputado Lacerda Franco, nº 253
CEP 05418-000 – Pinheiros, São Paulo, SP
Metrô Faria Lima – Saída Teodoro Sampaio

Escola do Escritor
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
http://www.escoladoescritor.com.br
Telefone: [11] 3032-8300

Os autores e os ambientes digitais | Como publicar no formato digital


Os Autores e os Ambientes Digitais: Como publicar no formato digital

Muito se tem falado sobre  tablets, e-readers, smartphones, aplicativos e plataformas de livros digitais, mas esses termos parecem estar distantes do alcance do autor. Pensando em desmistificar esse assunto aparentemente complicado, será ministrado, durante o “13º Encontro de Férias HUB/SBS | Tecnologia e Educação: desconstruindo mitos e receios“, o workshop OS AUTORES e OS AMBIENTES DIGITAIS: Como publicar no formato digital. O workshop especialmente criado para escritores que desejam saber mais desse novo meio de edição abordará a produção, a comercialização, os direitos autorais e outros temas ligados ao universo digital.

O workshop OS AUTORES e OS AMBIENTES DIGITAIS: Como publicar no formato digital será ministrado pelo editor Ednei Procópio, que é especialista em eBooks e autor de livros sobre o tema. Mantém o Blog eBook Reader [www.ebookreader.com.br]. É membro da Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro [CBL] e CEO da startup Livrus Negócios Editorais, uma empresa especializada e com o objetivo levar autores e obras para a Era Digital.

ANOTE NA SUA AGENDA

Workshop: Os Autores e os ambientes Digitais: Como publicar no formato digital
Quando: 17 de janeiro, quinta-feira, às 14h
Onde: Instituto Cervantes
Avenida Paulista, 2.439 | Metrô Consolação
Inscrições gratuitas

Amazon e Google em rota de colisão em 2013


Publicidade online, varejo para dispositivos móveis e computação em nuvem estão entre suas áreas rivais

Google vs. AmazonSÃO FRANCISCO | Quando o CEO Jeff Bezos, da Amazon, recebeu a notícia de um projeto do Google de digitalizar e escanear catálogos de produtos, uma década atrás, as sementes de uma crescente rivalidade estavam sendo plantadas.

A notícia foi uma “chamada de despertar” para Bezos, um dos primeiros investidores no Google. Ele a viu como um alerta de que o serviço de busca na web poderia avançar sobre seu império de varejo online, de acordo com um ex-executivo da Amazon.

Ele percebeu que o escaneamento de catálogos era interessante para o Google, mas a verdadeira vitória para o Google seria a de conseguir que todos os livros fossem escaneados e digitalizados” para depois vender edições eletrônicas, disse o ex-executivo.

Assim começou uma rivalidade que vai ganhar força em 2013, à medida que as áreas rivais das duas empresas crescem, abrangendo a publicidade online e de varejo para dispositivos móveis e computação em nuvem.

Isso poderia pôr fim às últimas áreas remanescentes de cooperação entre as duas empresas. Um exemplo: a decisão da Amazon de usar uma versão simplificada do sistema Android, do Google, em seu novo tablet Kindle Fire, conjugada aos ambiciosos planos do Google para sua unidade de dispositivos móveis da Motorola, só vão provocar mais tensão.

O confronto marca a mais recente frente em uma guerra da indústria de tecnologia em que muitos combatentes estão se espalhando por territórios uns dos outros. À espreita nas sombras do Google e Amazon está o Facebook, com o seu próprio serviço de busca e ambições de publicidade.

A Amazon quer ser o lugar único onde você compra tudo. O Google quer ser o lugar único onde você encontra tudo, e onde a compra de coisas é uma consequência”, disse Chi-Chien Hua, sócio da empresa de capital de risco Kleiner Perkins Caufield & Byers. “Assim, quando se juntam esses fatos, acho que vamos ver uma colisão natural.

Ambas as empresas têm muito em jogo.

A capitalização de mercado do Google, de 235 bilhões de dólares, é aproximadamente o dobro da da Amazon, em grande parte porque o Google obtém enormes lucros líquidos. Segundo a projeção dos analistas, esse lucro será de 13,2 bilhões dólares este ano, com base em uma enorme margem de lucro de 32 por cento, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S. Quanto à Amazon, a previsão é que vá reportar uma pequena perda este ano.

Acionistas da Amazon têm sido pacientes, já que a empresa tem investido visando ao crescimento, mas ela vai ter que começar a produzir fortes lucros em algum momento — algo mais provável se crescer em áreas de maior margem, como a publicidade. O preço da ação da Google, por sua vez, é vulnerável aos sinais de desaceleração da margem de crescimento.

Não muito tempo depois de Bezos ter se inteirado dos planos do Google para os livros, a Amazon começou a digitalizar obras e a oferecer trechos para pesquisa. Seu e-reader Kindle, lançado alguns anos depois, deve muito de sua inspiração à notícia do catálogo, disse o executivo.

Agora, a Amazon está impulsionando seus esforços de publicidade online, ameaçando atrair usuários e receita do principal site de buscas do Google.

O negócio incipiente de anúncios da Amazon ainda é uma fração do administrado pelo Google. A Robert W. Baird & Co. estima que a Amazon está no caminho certo para gerar cerca de 500 milhões de dólares em receitas de publicidade anual – um valor pequeno, dado que registrou 48 bilhões de dólares de receita total em 2011. Já no Google, 96 por cento dos 38 bilhões em vendas em 2011 vieram de publicidade.

Reuters | Publicado originalmente do LINK | 25 de dezembro de 2012, às 15h51

Qual será a maior eBookstore brasileira no fim de 2013?


Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 18/12/2012

You cant beat being in a good bookshop. And Kindle would agreeCom um excelente e responsável trabalho de apuração, a jornalista petropolitana Raquel Cozer informou em sua coluna Painel das Letras, publicada na Folha de S.Paulo no último sábado, 15/12, que a Apple está na frente da concorrência na venda de livros digitais: “É a Apple, e não a Amazon, a loja que mais está vendendo e-books no país. E muito mais. O dado surpreendeu o mercado, especialmente porque a Apple chegou na surdina e vendendo livros em dólares, com cobrança de IOF”, informou Cozer. Realmente, com todo o alarde em cima dos lançamentos da Amazon, Google e Kobo, não era de se esperar que a supremacia da Apple durasse mais que alguns dias, mas o fato é que a empresa de Cupertino continua em primeiro lugar.

Mas antes de analisarmos a situação no Brasil, vale a pena olharmos para os EUA, onde a brincadeira digital começou para valer em 2007, e vermos como anda a briga pela venda de e-books por lá. O problema, ou desafio, é que ninguém divulga as vendas e fazer um ranking das empresas e determinar seus market shares é um trabalho de chute. Ou, como dizem os americanos, de forma discreta ou mais elegante, trata-se de “guesstimates”. Eu enfrentei o problema na prática alguns meses atrás quando fui buscar estes dados e escrevi aos maiores especialistas em livros digitais do mundo e ninguém tinha números ou relatórios precisos. Ainda assim, consegui elaborar a seguinte estimativa para os EUA que me parece bem próxima da verdade:

Ranking nos EUA

Amazon – 60%
Barnes & Noble – 25%
Apple – 7 %
Google – 7 %
Kobo e outros – 1%

Vale lembrar que a Kobo tem um participação bem fraca nos EUA, uma vez que perdeu seu distribuidor no país dois anos atrás, no caso a Borders. Mas agora que fecharam um acordo para serem distribuídos pelas livrarias independentes, começando já em 2013, a empresa canadense deve ganhar terreno. Já a Apple não vende tanto porque possui um catálogo bem menor que a concorrência, enquanto a Google nunca focou os e-books como os concorrentes. A Amazon segue suprema porque foi quem começou a brincadeira de verdade, e a Barnes & Noble – que a imprensa brasileira adora declarar como falida – conseguiu abocanhar um quarto do mercado americano e ainda fechar uma parceria com a Microsoft que não apenas trouxe capital para a empresa como vai permitir que o aplicativo do Nook esteja presente em todos os computadores com Windows 8.

Mas, voltando para terras tupiniquins e ainda baseado na pesquisa da Raquel Cozer, temos a seguinte situação a grosso modo:

Ranking nacional

Apple
Google
Saraiva
Amazon
Kobo / Cultura

A grande pergunta é se este ranking vai continuar assim. E eu opino que não. Acho que em seis meses já teremos mudanças grandes e, para 2014, este ranking estará bastante alterado.

A Apple está em primeiro lugar basicamente por três fatores:

Foi a primeira loja a oferecer um catálogo brasileiro de tamanho considerável, conquistando leitores em português que não leem em inglês.
É uma marca conhecida que oferece um processo de compra simples e já conhecido dos consumidores que compravam música e aplicativos.
Os livros aparecem automaticamente em buscas feitas no iTunes e em seus aplicativos para iPhone e iPad [ainda que a compra em si ocorra no IBooks]
O primeiro fator explica porque, com tanta gente já utilizando o Kindle e seus apps no Brasil, a Apple se mantem no alto. Na verdade, a briga agora é pelo mercado local, por leitores brasileiros que não querem ou não podem ler em inglês. E este público nunca usou o Kindle porque praticamente não havia conteúdo nacional. De repente, uma loja começa a vender livros digitais brasileiros e esta forte demanda reprimida de um público adepto à tecnologia – possuem iPads e iPhones – é suficiente para catapultar a Apple às alturas. Isto, aliado à confiança no processo de compra, já experimentado por estes consumidores, e ao fato de que nem foi preciso investir em publicidade, uma vez que as buscas por música e apps apresentavam livros nos resultados, fortaleceu ainda mais a empresa da maçã mordida.

E por que a Amazon ainda não decolou? Esta é fácil. Por mais que a empresa tenha ótimos apps de leitura para iOS, Android etc., é o leitor dedicado, o Kindle, que não apenas oferece a melhor experiência de leitura, como é o grande garoto-propaganda da plataforma. E onde estão os kindles? Tudo indica que em algum depósito alfandegário aguardando liberação, pois a amazon.com.br continua prometendo o mesmo para as “próximas semanas”. Outra coisa, a filial amazônica brasileira ainda não começou nenhuma campanha de marketing por aqui. Nos outros países onde o Kindle foi lançado, houve fortes campanhas de publicidade bastante presentes na mídia [veja anúncio veiculado na Inglaterra acima].

Agora algumas conjecturas… A Google também é uma supresa em segundo lugar, e isto provavelmente se deve à promoção de sua loja e dos livros nos próprios resultados de pesquisa. A Saraiva está em um interessante terceiro lugar provavelmente porque o fuzuê da mídia em torno do livro digital acabou beneficiando a iniciativa nacional neste primeiro momento. Sem falar que é possível comprar um livro na Saraiva e lê-lo no leitor da Kobo/Cultura. Esta última, por sua vez, ainda precisa de um tempo para promover a marca. E também vale lembrar que, para o consumidor final, a e-bookstore da Livraria Cultura não mudou muito. A novidade foi o aumento do catálogo em formato ePub e a chegada do e-reader Kobo Touch, mas não o lançamento de uma loja.

Mas vamos às profecias. Como estará o ranking de e-bookstores brasileiras em seis meses no meu melhor guesstimate? Veja abaixo:

Ranking no Brasil em 6 meses:

Amazon
Apple
Google
Kobo / Cultura
Saraiva

E justifico de forma breve. Os leitores Kindles vão chegar e a Amazon vai investir muito em publicidade e promoção, chegando rapidamente à posição número 1. A Apple deve abrir sua loja em reais e a facilidade de se comprar na moeda local e sem IOF, aliada às vantagens já citadas, deve segurar a empresa na segunda posição. A parceria paulistano-canadense Cultura / Kobo com certeza passa a Saraiva por oferecer um bom e-reader e o melhor aplicativo de leitura para iOS do mercado. E a Google fica onde está.

E na virada para 2014? Como estará o raniking em um ano? Aqui vai minha previsão:

Ranking no Brasil em 1 ano

Amazon
Kobo / Cultura
Apple
Saraiva
Google

E vamos às justificativas, começando pela Amazon. Acredito que em um ano, a empresa vai se consolidar. Suas campanhas de marketing, a chegada do Kindle, o boca-a-boca, a excelente plataforma e o bom gerenciamento da loja com algoritimos vão começar a mostrar resultados de peso. Além disso, ao longo dos próximos 12 meses, a empresa poderá começar a vender livros físicos e oferecer os Kindles de ponta, com touchscreen e 3G, no Brasil, o que ajudaria a consolidar sua posição. A parceria Kobo / Cultura terá conseguido estabelecer sua marca e seu e-reader e, ajudada pelas livrarias físicas da Cultura, provavelmente alcançará um honroso segundo lugar. A Apple deve começar a perder terreno porque não deve tratar o e-book como prioridade. Pelo menos tem sido assim em outros mercados. Um exemplo que já ocorre hoje: enquanto Amazon, Kobo e Google já possuem executivos brasileiros no Brasil atrás de conteúdo, a Apple segue expandindo seu catálogo à distância, lá de Cupertino. A Google, por sua vez, carece da mesma falta de foco em e-books que a Apple, e deve ficar para trás também. Se a Apple quer vender coisas que brilham, como já disse o editor Julio Silveira, a Google quer vender publicidade. E os livros digitais são apenas meios que levam a fins para as duas empresas.

Mantidas todas as premissas, a todo-poderosa Saraiva deve amargar a quarta posição daqui um ano. Mas é difícil acreditar que o grande grupo livreiro e editorial, que tem capital aberto e ações na bolsa, vá ficar quieto diante de tanto rebuliço. A Saraiva hoje é como um animal ferido, e deve reagir à altura, o que seria muito bem-vindo para a manutenção da concorrência.

E também não podemos esquecer a Barnes & Noble, que tem estado quieta, mas nunca deixou de ter o Brasil sob seu radar. Se a maior livraria americana resolver aportar por aqui, estes rankings vão mudar.

O momento, portanto, é de aguardar e ver como a maior livraria americana e maior livraria brasileira vão se comportar e reagir em relação à chegada dos grandes players internacionais no Brasil. E dependendo do que fizerem, juntas ou separadas, tudo pode mudar.

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Tipos Digitais | 18/12/2012

Escolas e recursos digitais: sim ou não?


Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 06/12/2012

O ano vai chegando ao fim, e com isso a agitação nas editoras escolares atinge seu ponto máximo [ou quase]. Como serão as vendas e adoções em 2013? E que impacto os novos produtos digitais vão ter no mercado?

Ainda não dá para ter clareza dos números, mas o fato é que a oferta eletrônica para as escolas particulares cresceu bastante – seja em decorrência do PNLD 2014, seja como parte de outras estratégias.

Ainda o “efeito PNLD”

Como já adiantado nesta coluna, a entrada do MEC nessa seara parece ter sido um fator decisivo para os lançamentos digitais, já que boa parte é voltada para o segmento do último PNLD [6º a 9º anos]. Os exemplos incluem produtos de editoras como SaraivaSM e Leya.

Há também estratégias mais amplas, como no caso da Moderna e >Ática, que estão lançando recursos digitais tanto para coleções dos anos finais do Ensino Fundamental quanto para o Ensino Médio.

Correndo por fora, há os sistemas de ensino, que vêm oferecendo esse tipo de recurso até há mais tempo do que as editoras. Nesse front, a grande novidade veio do UNO – agora com um modelo internacionalamplamente baseado na introdução do iPad em sala de aula.

Oferta x demanda

Em meio a tanto lançamento, a pergunta que se faz necessária é: será que existe demanda nas escolas brasileiras para tudo isso?

A julgar pela 2ª Feira do Livro Digital, ocorrida em 14 de novembro no colégio Santa Cruz [São Paulo], a resposta é sim. E não!

Nesse evento “dirigido a escolas, editoras, autores e desenvolvedores de conteúdo digital”, professores de escolas da elite paulistana encararam temas como “Experiências com o Kindle em sala de aula”, “Impactos da mudança na produção e no consumo de conteúdo digital” e “Uso de apps abertos para produção didática”. Em paralelo, editoras e fabricantes de soluções tecnológicas deram palestras e apresentaram seus produtos.

Muitas vezes, o tom era de decepção com as editoras. “Começamos a usar o iPad na escola há um ano e meio, mas elas não estavam preparadas”, disse o coordenador de tecnologia educacional da Escola Internacional de Alphaville, Francisco Mendes. Hoje, a escola usa cerca de 200 aplicativos recomendados pelos professores, a maioria em inglês – não só por ser bilíngue, mas por “quase não haver opção no mercado nacional”.

A mesma reclamação foi feita pelo professor Paulo Fontes, da Albert Sabin. Segundo ele, “ainda há carência de apps nacionais adequados para os conteúdos com os quais se trabalha na escola”.

Tais declarações soam como demanda editorial reprimida. O negócio é que as ofertas das editoras estão indo por outro caminho, centrado basicamente nas premissas do MEC [livros interativos e objetos digitais] – além de alguns adendos ocasionais, como recursos de Sistema de Gestão de Aprendizagem, conhecido como LMS [do inglês Learning Management System].

Enquanto isso, na sala dos professores…

Parte das escolas relatou experiências avançadas com recursos digitais – sejam eles livros ou não. Para a professora Cleide Diniz, do Colégio Marista Arquidiocesano, a inserção do tablet em sala de aula “atrapalha um pouco a lógica do livro, altera o currículo, muda a didática”.

Já os colégios Dante e Bandeirantes enfatizaram atividades de protagonismo e autoria com o uso de tablets – em que professores e alunos produzem o próprio conteúdo em plataformas como iBooks [Mac/iPad] ou Moglue [PCs e Macs/Android e iPad]. Para Maria Isabel Roux, professora do Santa Cruz, a “autoria do professor faz com que ele se sinta incluído”.

O negócio [de novo] é que as editoras estão oferecendo produtos digitais em que alunos e professores, em geral, só podem comentar o conteúdo.

Sim e não

Portanto, SIM, há demanda – mas nem sempre ela é apenas por livros fantasiados de “digitais”.

É claro que as escolas top lá no Santa Cruz não refletem a maioria do universo educacional brasileiro – bem longe disso. Mas elas representam uma parcela do mercado particular que, no mínimo, é formadora de opinião – pelo sim, pelo não, é melhor ficar atento ao que elas dizem.

Afinal, os paradigmas estão mudando rápido, e quem não se comunicar pode se trumbicar, como já dizia o velho e bom Chacrinha.

Por Gabriela Dias | Publicado originalmente em PublishNews | 06/12/2012

Gabriela Dias

Gabriela Dias

Gabriela Dias [@gabidias] é formada em Editoração pela ECA-USP e transita desde 1996 entre o papel e o virtual. Atualmente, presta consultoria e realiza projetos nas áreas de educação e edição digital.

A coluna Cartas do Front é um relato de quem observa o mercado educacional no Brasil e no mundo. Periodicamente, ela traz novidades e indagações sobre o setor editorial didático – e sobre o impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula.

Apple já vende mais ebooks que Saraiva e Cultura, combinadas – conheça o segredo


Essa é a notícia da semana, publicada pela Folha de SP – Apple vende mais ebooks que as grandes livrarias brasileiras, juntas. E posso corroborar pessoalmente essa informação. As vendas de eBooks da Simplíssimo, na Apple, também superaram a soma das vendas nas Livrarias Saraiva e Cultura. Mesmo com preços em dólar e acrescendo com isso 6,38% de imposto sobre as compras, no cartão de crédito.

Qual o segredo? O usuário. Mais especificamente, a experiência do usuário, ao comprar e ler ebooks diretamente nos iPads, iPhones, e tablets e smartphones Android. E quem afirma isso? Os próprios usuários.

Do ponto de vista do usuário, comprar um ebook no aplicativo iBooks, da Apple, é muito mais fácil e acessível – com poucos toques na tela, é possível comprar e começar a ler, imediatamente, o livro adquirido. O download e o acesso ao ebook é rápido, praticamente sem problemas ou falhas no processo, sem necessidade de instalar programas em computadores, ou fazer cadastro em sistemas de segurança. A experiência de leitura é agradável, e ajustes básicos estão disponíveis – ajuste de fonte e modo noturno, por exemplo. A média de avaliação do programa é 3.5 [também em escala de 1 a 5].

Comparativamente, o app da Saraiva para iOS tem nota 2 na avaliação dos usuários, que reclamam da usabilidade do aplicativo. A Livraria Cultura também possui um app para iOS, no momento indisponível para download, segundo a página do iTunes. Uma busca no Google esclarece que o app da Cultura tinha nota 3, embora com apenas 145 avaliações – o app da Saraiva tem mais de 1.300 avaliações, e o da Apple, mais de 3 mil. Mesmo com uma média melhor, uma das últimas avaliações do app da Cultura reclamava que o aplicativo não permitia alterar o tamanho da fonte do ebook. Quando nem os recursos básicos funcionam, fica complicado querer que os consumidores se animem a comprar algum ebook.

A situação dos aplicativos no sistema Android impressiona, tanto positiva, quanto negativamente. O aplicativo da Livraria Saraiva, o Saraiva Digital Reader, tem nota média de 3.9 em 5, na avaliação de 2.180 usuários de tablets e smartphones Android. Esta é uma avaliação muito boa, que mostra a qualidade da Saraiva nesta plataforma e a satisfação dos usuários com a tecnologia da Livraria, o que é significativo. Mesmo assim, não escapa de críticas. O usuário GVerta, que possui um Galaxy S3 e deu nota 4 para o app da Saraiva, avalia:

Muito bom – Muito bom o leitor!! Apenas gostaria que mantivesse salvas as configuracoes de leitura, como cor de fundo e tudo mais

A Saraiva ainda recebe críticas, mas cumpre o dever de casa. Não é à toa que as vendas de ebooks da Saraiva aumentaram nos últimos meses.

A situação da Livraria Cultura, na plataforma Android, já é bem diferente – e constrangedora. Mais de 1.800 usuários deram nota 1, a nota mínima, para os dois aplicativos da Livraria Cultura, que apresentam notas médias de 1,3 e 1,4, na escala de 1 a 5. A maioria das queixas parte de usuários que não conseguem remover o aplicativo da Cultura, pré-instalado em aparelhos Android, e reclamam furiosamente contra a imposição do aplicativo. Um número considerável de avaliações também reclama da usabilidade dos aplicativos, problemas para baixar livros comprados ou simplesmente usar o aplicativo com sucesso. Com a palavra, o usuário Rodrigo, dono de um Galaxy Tab 10.1, que deu nota 1 para a Livraria Cultura:

Péssimo aplicativo – Não funciona adequadamente e não tem suporte. Por Email me indicaram usar o bluefire reader e fazer o download do livro pelo site da própria livraria cultura. Vou desinstalá-lo agora.

Vai ficando mais fácil entender como a Apple vende mais que as livrarias brasileiras, combinadas, com apenas três semanas de operação. O suporte da Livraria Cultura não recomenda o seu próprio aplicativo… precisa acrescentar algo mais? É caso encerrado. Para a sorte dos clientes da Cultura, a Cultura firmou acordo com a Kobo. Se os aplicativos da Livraria Cultura forem descontinuados, em prol do aplicativo da Kobo, certamente os usuários ficarão bem mais felizes. O app da Kobo tem uma ótima avaliação e oferece recursos superiores, até mesmo na comparação com o iBooks da Apple. Mas será que a Livraria Cultura será integrada aos aplicativos da Kobo, ou somente aos aparelhos? Resta aguardar as próximas semanas, para conferir até que ponto irá a integração das duas empresas.

Quem perde a corrida da tecnologia e dos aplicativos, oferecendo tosquices aos leitores, fica para trás nas vendas e perde o jogo. Quem pensa no usuário final e na satisfação do usuário, vende mais. Na verdade, não tem segredo… é só fazer o que todo bom comerciante deve fazer: atender bem o cliente.

Por Eduardo Melo | Revolução eBook | 15/11/2012

Google e Amazon iniciam venda de livro digital no país até o Natal


A Amazon e o Google se preparam para iniciar a venda de livros digitais no Brasil nas próximas semanas. As duas empresas estão em fase de finalização de contratos com editoras brasileiras.

A Folha apurou que a intenção tanto de Amazon quanto de Google, por meio de sua loja Google Play, é iniciar as vendas antes do Natal e, possivelmente, antes do fim de novembro.

As empresas tentam manter o máximo de sigilo sobre a data exata da estreia e não revelam a informação nem aos principais fornecedores.

Após um ano e meio de negociações, a Amazon chegou nesta semana a um acordo com a Distribuidora de Livros Digitais, que reúne as editoras Sextante, Rocco, Objetiva, Record, Novo Conceito, LP&M e Planeta. O contrato será assinado nos próximos dias.

A DLD já firmou, recentemente, contratos com Apple, Google e Livraria Cultura.

KOBO

O fim deste mês coincide com a previsão de início das vendas do leitor digital Kobo pela Livraria Cultura, e a Amazon não quer ficar para trás na estreia da venda do Kindle como opção de presente de Natal.

O Google também corre para lançar seu tablet Nexus 7 no Brasil simultaneamente ao lançamento da sua livraria digital. O aparelho foi apresentado mundialmente em junho.

O Kobo, marca canadense adquirida pela japonesa Rakuten, é a principal arma da Cultura para tentar sobreviver à concorrência das gigantes americanas.

Procurados pela reportagem, Google e Amazon disseram que não comentam rumores ou especulações.

Neste momento, além da finalização de contratos, as editoras brasileiras estão testando a compatibilidade dos formatos dos livros digitais com os sistemas do Kindle e do Google Play [Android].

PREÇO

Os livros digitais deverão custar em média 70% do preço de capa do livro físico.

Google: o objetivo do Google Library Project é, segundo o site oficial da empresa tecnológica, "facilitar a busca de livros relevantes"

Google: o objetivo do Google Library Project é, segundo o site oficial da empresa tecnológica, “facilitar a busca de livros relevantes”

Enquanto o Google Play vende apenas conteúdo digital, a Amazon está investindo também em uma operação de comércio eletrônico no Brasil, com a venda de livros físicos e outros produtos. Mas essa operação não deve começar antes do primeiro trimestre de 2013.

A pressa da Amazon e do Google também está relacionada à concorrência com a Apple, que iniciou a venda de livros digitais brasileiros em outubro.

Neste primeiro momento, a iBookstore vende a partir de sua operação dos Estados Unidos, em dólar -o que implica cobrança de IOF [Imposto sobre Opeações Financeiras].

Mesmo em dólar e com imposto [livro no Brasil é isento], a Folha apurou que a iBookstore já vende mais livros digitais que os sites de Saraiva e Livraria Cultura somados.

POR MARIANA BARBOSA e MARIANNA ARAGÃO | Publicado originalmente e clipado à partir de Folha de S.Paulo | 15/11/2012 – 06h41

PublishNews entrevista CEO da Kobo


Acreditamos que será uma transformação para os próximos 25 anos”, conta Michael Serbinis

Michael Serbinis | Foto Divulgação

Michael Serbinis | Foto Divulgação

Na Feira de Frankfurt, o CEO da Kobo, Michael Serbinis, deu uma entrevista exclusiva ao PublishNews Brazil. Ele falou sobre como é ser uma start-up global, sobre a parceria com a Livraria Cultura, os aparelhos da Kobo e os planos futuros da empresa para plataformas de autopublicação. A Kobo quer, por exemplo, integrar no futuro o Writing Life, sua plataforma de autopublicação, a serviços de impressão sob demanda, permitindo que os autores tenham versões impressas de seu trabalho. Michael também falou sobre a importância de investir em boas parcerias quando a empresa não tem recursos inesgotáveis.

PublishNews Brazil | Como está sendo o processo de lançamento no Brasil?

Michael Serbinis | É muito mais fácil hoje do que era há 3 anos, quando éramos uma empresa nova, porque agora já fizemos isso algumas vezes. Realmente, criamos um modelo com a WH Smith, a FNAC, a Mondadori na Itália, indo de Portugal ao Japão. Mas ainda é uma decisão importante. As livrarias estão em processo de transição e isso é uma longa transformação. Depois da falência da Borders nos EUA, muitas pessoas pensaram: “A transformação digital vai nos destruir”. Não é o caso. Trabalhamos duro na formulação dos nossos acordos de parcerias e na maneira como nos organizamos, para ter certeza de que será uma situação onde as duas partes ganham.

PNB | Vocês tiveram que se adaptar em cada país?

MS | O que sempre acontece é que nós falamos como fizemos as coisas em outros 15 países, e as livrarias dizem que querem fazer de forma diferente. Então, discutimos um pouco no começo, mas no final quase sempre terminamos com o mesmo padrão usado nos outros países. Não é complicado, nós só comparamos nossas forças. Veja, eu acredito, como cliente de livrarias, que uma das melhores coisas que elas podem fazer é criar uma experiência que as pessoas queiram ter. Não vou a livrarias só porque quero comprar um livro. Vou lá porque gosto da experiência, e levo meus filhos também. Então comparar a força delas à nossa é algo muito importante.

PNB | Por que o Brasil é uma prioridade para a Kobo?

MS | Começamos esta empresa querendo ser a número um no mundo. É uma longa transformação, e se eu não fizer mais nada na minha vida, isso terá sido suficiente. Então, para ser o número um no mundo, é preciso ser o número um em alguns países importantes. Quando a empresa começou, tínhamos uma parceira nos EUA, mas infelizmente a Borders, por muitas outras razões, faliu.

Então quais são os países onde podemos construir uma massa crítica? Japão, Reino Unido, alguns países europeus. E acreditamos que o Brasil está na lista dos top dez. A Rakuten também acredita que o Brasil é central – eles compraram a Ikeda. Então o Brasil é importante, e é importante começar agora. Porque também sabemos que ser uma empresa pequena tem suas vantagens – não temos a maior conta bancária, mas somos os mais rápidos.

PNB | Qual é a vantagem de ser a primeira a chegar ao Brasil?

MS | Ser o primeiro em um mercado é importante se você tiver conteúdo, se tiver um ecossistema completo. Sem isso, é irrelevante. Ser o primeiro com a experiência completa é algo que estamos tentando fazer sempre. Certamente, vamos fazer isso no Brasil. Acertar os métodos de pagamento é quase tão importante quanto ter o conteúdo correto. Isso é difícil porque bancos e seus sistemas de pagamentos não são tão ágeis.

PNB | Por que escolheram a Livraria Cultura como parceira no Brasil?

MS | Essa decisão tem a ver com quais livrarias achamos que estão comprometidas e conseguem criar uma excelente experiência. O que concluímos é que, no período que queríamos inaugurar, a Livraria Cultura tinha todo o compromisso e pode criar uma boa experiência; não só no Brasil, ela também pode ser um exemplo para outros países. Estamos muito animados com eles.

PNB | Como veem o futuro desta parceria com a Cultura?

MS | Você sabe como funciona nosso modelo no Reino Unido, com a WH Smith, mas também com a British Booksellers Association. Estamos juntos nessa para ganhar no mercado, é como pensamos. No Reino Unido, certamente ter 1.100 lojas da WH Smith é algo muito valioso. Mas ter outras mil lojas de diferentes redes, com a exceção das duzentas lojas da Waterstones, é algo valioso não só para nós, como também para a própria WH Smith. Achamos que podemos fazer, provavelmente, a mesma coisa no Brasil com o tempo.

PNB | Como você acha que os brasileiros vão reagir aos aparelhos Kobo, especialmente os e-readers dedicados?

MS | Os e-readers dedicados que foram lançados no mercado brasileiro ou são muito caros, ou não são muito bons. Ouvi isso no Japão antes. As pessoas diziam: “Bom, você sabe, o mercado japonês, com toda sua tecnologia, vai ser da Sony e da Panasonic, tem mais a ver com tablets coloridos, aparelhos multiuso.” Mas não estamos vendo isso. Estamos vendo, essencialmente, que entre os leitores no mundo inteiro, há os que leem muito, e estes preferem e-ink. E é duro ganhar do o e-ink em termos de vida de bateria, portabilidade, durabilidade e como ele é leve quando se está lendo na cama.

No entanto, acredito que cor é imprescindível no longo prazo. As livrarias não vendem mais livros em preto e branco. Na maioria das livrarias, cerca de 20% das vendas são de livros infantis, às vezes até 25% ou 30%. E qual a porcentagem de HQs, livros de gastronomia e revistas? Então, para criar uma grande experiência para o conteúdo colorido, sentimos que precisávamos ter nosso próprio aparelho colorido. Então desenvolvemos o Kobo Arc, que estará chegando nas lojas em novembro. E, ao contrário de alguns dos nossos concorrentes, não paramos de desenvolver apps para outros aparelhos. Escolha uma empresa e veja quando foi a última vez que lançaram algo. Nós atualizamos todo mês, construímos a experiência HTML5 para tablets, continuamos a desenvolver apps para android, diversos idiomas, temos suporte para conteúdo de layout fixo. E em relação aos aparelhos, achamos que há espaço para os dois.

PNB | Toda a família Kobo estará disponível no Brasil?

MS | Essa é a nossa intenção. Trabalhamos com todos os parceiros para criar a estratégia mais adequada para eles. Por exemplo, acabamos de entrar na Itália com a Mondadori, e eles estão levando toda a linha. Lançamos no Japão somente com o Touch, estamos trabalhando para introduzir outros aparelhos ali.

É realmente caro ser uma jovem start-up global, mas descobrimos uma forma de fazer a coisa funcionar e ser global desde o começo. Portanto, quando anunciamos novos aparelhos, geralmente estamos prontos para enviá-los em até 4 semanas a todos os lugares onde fazemos negócios. Estamos prontos, então é questão de decidir, junto com nossos parceiros, quando é o momento certo de introduzi-los no mercado.

PNB | O governo brasileiro acabou de comprar 600 mil tablets. O que você pensa das compras governamentais de aparelhos, especialmente para crianças e estudantes?

MS | Honestamente, achamos que isso é muito importante. Uma coisa que realmente tem sido uma mudança é que, até agora, a maioria do mercado foi de consumidores através do varejo. E isso está mudando. Uma coisa que tem nos animado muito é a possibilidade de alcançar crianças e escolas, e isso é algo totalmente diferente. Por exemplo, o governo turco está estudando comprar 18 milhões de tablets. Uau! Isso muda completamente qualquer empresa que conseguir uma relação dessa, pode até quebrá-la.

Nosso novo lançamento de aparelhos inclui o Kobo Mini, por algumas razões. Uma delas é o preço, que é importante para o consumidor, para pessoas que são mais preocupadas com o custo e para pessoas mais ativas – elas precisam de algo que caiba no bolso. Mas a outra razão são as crianças. Tenho 3 filhas: estão agora começando a ler livros. Elas têm acesso a iPads em nossa casa, mas não leem neles, só assistem a filmes e ao Youtube. O Kobo Mini cabe nas mãos da minha filha, ela pode segurar com facilidade. E quando você vê a experiência de uma jovem menina segurando seu Kobo Mini e virando as páginas, lendo alguns capítulos antes de dormir, parece a coisa mais natural do mundo.

PNB | Então se os e-readers forem isentos de impostos no Brasil, será ótimo para a Kobo.

MS | Uma das coisas que precisamos enfrentar em todo o mundo são as diferentes regras de alfândega e impostos. Acreditamos que tratar um e-reader como um tablet de 500 dólares não faz sentido, enquanto que tratá-lo mais como um livro, acreditamos, é uma boa solução.

PNB | E o Writing Life, a plataforma de autopublicação da Kobo? Há planos para levá-la ao Brasil?

MS | Acabamos de anunciar o Writing Life em outras línguas. Do jeito que está agora, autores de 80 países, de 20 ou 30 idiomas diferentes, colocam seus livros na Kobo. Então, vamos tornar a plataforma disponível em novos idiomas como francês, espanhol, alemão, português e holandês, e vamos continuar a desenvolvê-lo. Mas, pensando na evolução de uma parceria em um país, tudo começa com o lançamento. É algo difícil, mas na verdade é a parte mais fácil. A prioridade é aprender juntos como construir o mercado – porque é o que estamos realmente fazendo; estamos descobrindo como construir o mercado. Então, quando passamos esse primeiro ano, começamos a falar sobre autopublicação. Agora, todos nossos parceiros europeus estão esperando pelo Writing Life e pelo seu papel em nossa parceria na autopublicação. Por exemplo, eles poderiam oferecer versões impressas destes livros, podendo o escritor ter ou não uma editora, ou podemos fazê-lo através de parcerias de impressão sob demanda.

PNB | Estão pensando em imprimir também?

MS | Certamente. Acabamos de anunciar a aquisição da empresa francesa Aquafadas, que possui uma plataforma de publicação digital para revistas em quadrinhos, livros infantis, etc. Então eles possuem as ferramentas para montar um arquivo ePub, um formato especial ou uma app. A editora pode então começar a distribuir, seja pela Kobo ou alguma outra empresa. Deixaremos as ferramentas da Aquafadas disponíveis para as editoras, mas vamos conectá-las também ao Writing Life. As ferramentas que estarão disponíveis para o Writing Life serão então “superturbinadas”. Também estamos estudando soluções de impressão sob demanda e outros tipos de serviços de publicação.

Acho que o mais interessante é ver como isso vai funcionar com, digamos, a Cultura, apresentando autores independentes ou autopublicados em uma parte especial da loja, criando eventos com estes autores, etc. Não é uma coisa puramente digital, ela se liga à experiência da livraria.

PNB | Mas existe uma data de início do Writing Life no Brasil?

MS | Sei que a Livraria Cultura está muito animada, mas por agora o foco é no lançamento, então só podemos pensar nisso em 2013, não antes.

PNB | Você mencionou o trabalho com conversão, vocês vão oferecer conversão às editoras brasileiras também?

MS | Vamos. No geral, gostamos de entrar em um mercado e ver que os arquivos ePub já estão saindo das editoras, mas nem sempre é o caso. E alguns mercados são muito complicados – o Japão seria o exemplo mais complicado. Lideramos o mercado de conversão ao ePub lá, pois mais ninguém no mercado estava passando para o ePub. Então financiamos, ou co-financiamos com editoras, a conversão de conteúdo. É caro – já está mais barato, com certeza, mas é custoso se você se preocupa com a qualidade. Muitas empresas vão dizer que possuem serviços de conversão de baixo custo, principalmente de mercados emergentes, mas somos nós que recebemos as ligações de clientes dizendo: “Comprei este livro de vocês e está tudo de cabeça para baixo.” As editoras não ouvem as reclamações. Nós nos preocupamos com a qualidade e por isso não é um processo barato.

PNB | Mas vocês vão cobrar por esta conversão? Quanto?

MS | Vamos. E o preço vai depender. Vamos trabalhar com editoras e livrarias para encontrar um bom preço. Como disse, não somos uma empresa com orçamentos ilimitados e olhamos para todo país pensando “como podemos vencer neste país”? Não temos um modelo único para todos os lugares.

PNB | Este é o diferencial da Kobo?

MS | O que muitas pessoas não sabem sobre nós é que estamos aperfeiçoando este modelo local há 3 anos. A parceria não é um contrato, são 500 pessoas na Kobo que sabem como trabalhar com estes parceiros, não só com livrarias. Eles sabem como fazer merchandise, preço, como treinar, como vender aparelhos, etc. Algumas empresas falam em “acrescentar um novo país” quando estão na verdade somente acrescentando um novo idioma. Se fosse só isso, estaríamos em uns cem países agora. Acreditamos que é uma transformação de uns 25 anos, e que o prêmio é grande o suficiente para justificar o investimento.

Por Carlo Carrenho e Iona Stevens | PublishNews | 25/10/2012

Apple compra empresa especializada em HTML5


Aquisição sugere que a fabricante está interessada em ampliar a exibição de conteúdos em diversos dispositivos

A Apple comprou a Particle, uma consultoria especializada em aplicações web e projetos de marketing que usam HTML5. A compra foi finalizada em setembro deste ano por um valor não divulgado e começa a dar pistas sobre os planos da empresa da maçã.

Segundo o site GigaOm, a nova aquisição sugere que a dona do iPad e iPhone está buscando novas maneiras – dentro da linguagem HTML5 – de exibir conteúdos em uma variedade de dispositivos, uma vez que a Particle é especialista no assunto.

No site da consultoria, eles afirmam que têm trabalhado para levar aplicações leves, baseadas em HTML5, para set top boxes, consoles de videogames e até sistemas operacionais como Chrome OS e Android.

É importante lembrar que mesmo uma pequena aquisição para a Apple pode significar um grande lançamento. A compra da SoundJam, por exemplo, deu origem ao iTunes, a Chomp virou a App Store, a Fingerworks ajudou a criar o iOS, e o Siri se tornou o sistema de inteligência artificial do iPhone.

Será que vem uma nova Apple TV por aí?

Sobre a Particle

A consultoria foi criada em 2008 e um de seus financiadores foi o cantor e ator Justin Timberlake. Além de interpretar Sean Parker no filme “A Rede Social”, Timberlake se envolveu de verdade em investimentos no setor de tecnologia, incluindo uma participação na Specific Media, empresa que comprou a rede social MySpace em junho do ano passado. Entre os clientes da Particle estão Google, Sony e Motorola, além de Cisco, Barnes & Noble e Zynga.

Publicado originalmente e clipado à partir de OLHAR DIGITAL | 17 de Outubro de 2012, às 18:30h

Ao encontro do que leitores preferem, ‘NYT’ adota HTML5


O “New York Times” lançou ontem um aplicativo para tablets baseado na web, no padrão HTML5. Descrito como “experimental” e com serviços restritos, o app vai na contramão da estratégia do jornal até então, de desenvolver versões específicas para iPhone e iPad, da Apple, Android, do Google, e Windows Phone, da Microsoft.

O aplicativo está disponível diretamente no endereço app.nytimes.com, desde ontem, só para assinantes.

O jornal nega, mas a decisão foi recebida como primeiro passo para seu afastamento das grandes empresas de tecnologia, que cobram até 30% para vender os apps em suas lojas on-line.

Mais precisamente, poderia levar ao rompimento com a Apple. “O ‘NYT’ não tem planos de remover” seu aplicativo da App Store, prometeu o jornal, em nota.

No ano passado, o “Financial Times” também lançou um web app e, logo em seguida, retirou da App Store seu aplicativo em iOS, o sistema da Apple. O jornal financeiro britânico vem servindo de modelo para o “NYT” em ações no ambiente on-line, como a adoção de um “paywall” [muro de pagamento] poroso, para as assinaturas on-line.

Além do “FT”, o “Boston Globe”, que é do próprio “NYT”, apostou num web app no ano passado. Também a Folha desenvolveu seu aplicativo no padrão HTML5, lançado no final de 2011.

De início limitado ao browser para tablets da própria Apple, o Safari, o web app do “NYT” vai ganhar uma versão para o Chrome, do Google, “brevemente”, segundo a editora de plataformas emergentes, Fiona Spruill.

PREFERÊNCIA PELA WEB

O analista de mídia Joshua Benton, diretor do Nieman Journalism Lab, da Universidade Harvard, anota que o anúncio vem no rastro de um distanciamento entre a Apple e o jornal -devido a uma série de reportagens sobre as más condições de trabalho nas fábricas dos aparelhos da empresa na China.

Benton também relaciona o lançamento do aplicativo baseado na web, que o próprio “NYT” admite ter corrido para lançar, com um estudo do instituto Pew que mostrou anteontem que os consumidores de notícias em aparelhos móveis usam mais o acesso direto pela internet do que os aplicativos, na proporção de dois para um.

E o movimento é crescente, segundo o levantamento, realizado junto com a revista “The Economist”. No caso de tablets, 60% dos 9.500 adultos americanos ouvidos pela pesquisa disseram usar browser para acessar notícias, ante 40% no ano passado.

O estudo também identificou uma mudança no perfil dos tablets no país. O iPad, da Apple, que respondia por 81% dos aparelhos um ano atrás, caiu para 52%. Os tablets no sistema Android atingem agora 48%, sendo que o Kindle Fire, da Amazon, responde por quase metade – e 21% do total.

POR NELSON DE SÁ, DE SÃO PAULO | Clipado de Folha de S.Paulo | 03/10/2012, às 05h30

O Livro Eletrônico no Brasil


Em entrevista exclusiva para o PodLer, Ednei Procópio fala dos atuais desafios da indústria de livros eletrônicos, explica como será o tablet do futuro, faz um alerta sobre o perigo do monopólio e mais. A entrevista foi concedida no Fantasticon 2012 – VI Simpósio de Literatura Fantástica, em São Paulo.

TV PodLer | 20 Setembro 2012

Cultura terá e-reader próprio


A Livraria Cultura lançará um e-reader com sua própria marca, mediante acordo com a Kobo, fabricante com sede no Canadá e pertencente à japonesa Rakuten. A parceria foi anunciada hoje e o equipamento estará disponível em outubro ou novembro. Não foram divulgados detalhes do aparelho.

Além do equipamento, que só será comercializado no Brasil com a assinatura da Livraria Cultura, a parceria prevê o incremento do nosso acervo de e-books. Juntos, Livraria Cultura e Kobo disponibilizarão cerca de 3 milhões de títulos, dos quais mais de 15 mil estarão em português”, declarou Sérgio Herz, CEO da Livraria Cultura.

O e-reader será comercializado nas lojas físicas e também pelo site da Livraria Cultura. Já os e-books poderão ser adquiridos via download no próprio e-reader, no site ou numa das 14 lojas da livraria no Brasil.

De acordo com Herz, a parceria é complementar. “Manteremos nossos valores corporativos e nosso DNA de disseminadores culturais nesse projeto”, diz. Um dos grandes diferenciais do Kobo Livraria Cultura é o fato de a plataforma utilizada não ser amarrada.” Isso quer dizer que os e-books são distribuídos em padrões abertos, ou seja, não estão presos aos dispositivos e apps (há para iOS, Android e BlackBerry) da Kobo.

Publicado originalmente no site de Ethevaldo Siqueira | 14/09/2012