Amigos dos Editores Digitais se reúnem em SP


Evento acontece hoje, às 19h, na Blooks do Shopping Frei Caneca, com entrada franca

Acontece hoje [4], a partir das 19h, um encontro do grupo Amigos dos Editores Digitais [AED]. O evento, que acontece dentro da programação do São Paulo Tech Week contará com a participação de André Palme, Eduardo Melo, Gabriela Aguerre e da colunista do PublishNews Gabriela Erbetta. No encontro, marcado para acontecer na Blooks [Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo/SP], os participantes vão debater as tendências do mercado digital, além de conhecerem algumas novidades apresentadas dentro da programação da Feira do Livro de Frankfurt desse ano. A participação é gratuita e as vagas são limitadas. Para quem não puder ir até a Blooks, o evento será transmitido ao vivo via Periscope.

PublishNews | 04/11/2015

Com palestra sobre livro digital, CBL lança Jabuti


Prêmio JabutiA Câmara Brasileira do Livro [CBL] promove nesta segunda-feira [1º] o lançamento da 57º edição do Prêmio Jabuti. O evento inicia às 19h, no auditório do Centro de Integração Empresa Escola [CIEE – Rua Tapabuã, 540, 2º andar, Itaim Bibi, São Paulo/SP]. Na ocasião, a professora Lúcia Santaella fará uma palestra com o tema Contribuições do livro digital para o universo infantil. O assunto chama a atenção, já que até a última edição do prêmio, não havia a inclusão de livros digitais em suas categorias. A CBL não nega e nem confirma a nova categoria, mas, especialistas do setor já veem o indício com otimismo. No grupo Amigos dos Editores Digitais [AED], a possível novidade foi vista com bons olhos. Ao PublishNews, Gabriela Dias, coordenadora do grupo de discussões e nossa colunista, comentou: “vínhamos conversando no grupo há tempos sobre a necessidade desse prêmio. A questão é como serão os critérios da premiação”. No grupo, ela completou: “a gente do AED fica à disposição pra ajudar no que for preciso“. A presença no evento de lançamento do prêmio pode ser confirmada através do e-mail jabuti@cbl.org.br.

PublishNews | 29/05/2015

Grupo Amigos dos Editores Digitais no Facebook lança desafio em busca de projetos inovadores


Amigos dos Editores Digitais [AED] – grupo de discussões no Facebook que se propõe a discutir temas relacionados ao universo do livro digital – colocou na rede um desafio. Os membros do grupo foram convidados a elaborar três projetos editoriais inovadores. Para a missão, os participantes podem se engajar em grupos ou mesmo propor soluções individuais. “A gente sempre reclama que as editoras fazem mais do mesmo, que não há preocupação com inovação, que os produtos são ditados pelos editais, que lá fora tem um monte de coisas legais, pena que aqui não… O Desafio AED é uma resposta a tudo isso”, comenta Lorena Vicini, uma das organizadoras do grupo. “A ideia é funcionar como um coletivo, estimulando a produção de projetos inovadores”, explica Gabriela Dias, moderadora do grupo e colunista do PublishNews

Foram selecionados três cases: Antologia VivaSP, criado por Juliano Spyer para comemorar os 450 de São Paulo; Caindo no Brasil, com conteúdo de Caio Dib sobre práticas escolares inovadoras pelo Brasil e Cartilha digital Safernet, dedicada à segurança digital para crianças. Os participantes do desafio terão que propor soluções digitais para esses projetos que serão avaliados e receberão votos, até o dia 26 de março, de outros integrantes do AED.  Mais informações, clique aqui.

PublishNews | 21/03/2014

Mercado editorial vai conciliar livros digitais e em papel


Kobo

Kobo

Não é mais uma questão de vida ou morte do livro. Ou se o livro digital irá substituir o impresso. Para editores, os dois formatos podem – e devem – ter uma convivência pacífica.

A discussão do fim do livro está ultrapassada. Os dois mercados – de impressos e ebooks – estão crescendo no Brasil. O mais importante é que o editor ofereça o conteúdo onde quer que o leitor queira ter, comprar e ler. Uma coisa complementa a outra”, afirma Camila Cabete, da Kobo Brasil. “A coexistência é uma realidade. Acho besteira criarmos esta rivalidade”, acrescenta. Comprada em 2012 pelo terceiro maior comercio eletrônico do mundo, a Rakuten, os e-readers [leitores de livros digitais] Kobo chegaram ao Brasil em novembro do ano passado. “Temos um acervo, no mundo, de mais de 3,5 milhões de ebooks e mais de 10 milhões de usuários ativos em nossa plataforma”, conta Camila.

Para Gabriela Dias, editora, consultora digital e curadora da Alt+Tab, iniciativa dos Amigos dos Editores Digitais [AED], grupo que promove cursos e palestras sobre mercado editorial digital, a proporção dessa convivência entre os dois formatos é que deve variar, dependendo do tipo do livro [didático, ficção, não-ficção, profissional ou técnico]. “Não existe uma fórmula única. Cada livro tem uma função diferente e pode ser menos ou mais propício a ser lido ou consumido em um ambiente digital”, pondera. “Quando as pessoas falam de livro digital, geralmente pensam em gêneros como ficção e literatura. Mas existem vários tipos de livros que já migraram para o formato digital e deixaram de fazer sentido no papel”, observa Gabriela.

Para ela, a tendência é que nos próximos anos a transição do livro impresso para digital no Brasil seja mais intensa, com uma maior presença do formato digital na educação. “Esse ano, o edital do Programa Nacional do Livro Didático [PNLD] referente ao ano letivo de 2015 solicitou que as editoras entregassem os livros em formato de ebook. Com isso, se essa tendência continuar, entre 2015 e 2017 toda a educação básica estaria com o livro digital”, diz. “Essa é uma informação relevante, principalmente no Brasil, o segmento [de livros didáticos] é, de longe, o maior do mercado, respondendo por 51% do faturamento e por 56% dos exemplares vendidos no país”, observa.”Talvez até, o livro digital seja um caminho para superar nosso déficit de leitura”, vislumbra.

O digital não é um substituto, é outra mídia. Para algumas aplicações, vai roubar do papel, porque é muito mais eficiente – livros jurídicos, de medicina, guias de viagem e qualquer outro produto grosso, custoso e rapidamente desatualizável”, afirma Julio Silveira, editor e diretor da Ímã Editorial. “Já existe uma cadeia produtiva e um mercado do livro eletrônico, mas eles ainda estão calcados no papel. Ainda se acha que livro é coisa de editora, então são as editoras tradicionais que estão se adaptando para o digital”, explica.

Silveira lembra que a derrocada das gravadoras virou um alerta para as editoras. “Assim como as gravadoras insistiam em vender discos [e não música], as editoras sabem que não podem oferecer só livros, quando o público quer o texto”, afirma.

Publicado originalmente e clipado à partir de IG | 03/07/13