Acaiaca compra Xeriph?


Contatadas pelo PublishNews, Acaiaca e Xeriph não confirmaram ainda a transação

O mercado de distribuição digital no Brasil tem ganhado força em 2015. Depois da chegada da alemã BookWire, a Digitaliza resolveu mexer no seu modelo de negócios e agora, a notícia é a compra da Xeriph pela Acaiaca. Criada em 2010, a partir do know how adquirido com a Gato Sabido, uma dos primeiros e-commerce de livros no Brasil, a Xeriph foi vendida ao Grupo Abril em 2013. O negócio com a Abril foi desfeito em setembro de 2014. A Acaiaca, que há quase 50 anos faz a distribuição de livros no Brasil, passou a apostar no digital no final de 2011, quando criou o agregador Acaiaca Digital. Contatadas pelo PublishNews, Acaiaca e Xeriph não confirmaram ainda a transação.

PublishNews | 31/03/2015

Empresa faz conversão de eBooks sem custos iniciais para editoras


Digitaliza Brasil aposta na parceria com editoras para fazer o mercado do livro digital crescer no Brasil

Em atividade desde 2013, a Digitaliza Brasil acaba de colocar na rua um novo modelo de negócio. A empresa, especializada em conversão e distribuição digital de livros, está abrindo às editoras a possibilidade de converter seus livros para o digital sem nenhum custo inicial. A proposta é fazer a conversão, organizar os metadados e começar a distribuição sem que as editoras coloquem a mão no bolso. A remuneração pela conversão é descontada quando o livro for vendido. Uma vez que os custos da conversão tenham sido cobertos, a empresa passa a fazer a ser remunerada apenas pela distribuição. Para Igdal Parnes, sócio-fundador da empresa, é uma forma de aumentar o número de editoras brasileiras no mundo digital. “Se a gente não for parceiro das editoras, o mercado de e-books não vai decolar no Brasil. Nesse modelo, as editoras entram no mundo digital sem colocar um tostão no negócio”, comentou Igdal que deixou a direção geral da Campus em 2012 e montou a Digitaliza. A empresa, que segundo Igdal tem pouco mais de 30 editoras na cartela de clientes, faz a distribuição digital para as maiores plataformas de vendas de e-books: Amazon, Apple, Google, Saraiva, Cultura e Barnes & Noble. “A nossa filosofia é passar a maior porcentagem de receitas para as editoras. É uma maneira de mostrar para o mercado que a gente está junto com as editoras”, disse. Nesse modelo recém lançado, a Digitaliza diz que já está convertendo cerca de 500 livros e a expectativa é que esse número chegue a seis mil até o fim do ano. “Temos capacidade para isso”, bate no peito. Sobre a chegada da BookWire ao mercado brasileiro [leia matéria sobre isso clicando aqui], Igdal diz estar confiante no potencial da Digitaliza. “Acredito que o mercado brasileiro é ainda muito pequeno, mas torço para que tenha espaço para todos”, disse ao PublishNews. Atualmente, no Brasil, há, além da Digitaliza e da BookWire, outros três players: Xeriph, DLD e Acaiaca. Contatos com a Digitaliza podem ser feitos pelo e-mail igdal@digitalizabrasil.com.br.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/02/2015

Empresa alemã de distribuição digital chega ao Brasil


BookWire quer, a partir do Brasil, conquistar a América Latina

ens Klingelhöfer, CEO da BookWire

ens Klingelhöfer, CEO da BookWire

A BookWire, a agregadora digital que abocanhou boa parte do portentoso mercado alemão, chegou ao Brasil há pouco mais de um ano. O objetivo é fincar bandeira por aqui para conquistar a América Latina e alcançar a liderança do serviço de distribuição digital no Brasil, hoje ocupado pela Xeriph e pela DLD. De Frankfurt, Jens Klingelhöfer, CEO da BookWire, disse ao PublishNews que a “América Latina é um grande mercado a ser explorado, em especial para o negócio do livro digital. Esse mercado no Brasil apresenta grande dinamismo e nós vemos um grande potencial para as editoras”, comentou. A estrutura brasileira, por enquanto, é enxuta. A subsidiária brasileira é capitaneada por Marcelo Gioia e tem representações em São Paulo e no Rio de Janeiro. De acordo com Jens, a estrutura é ainda enxuta, mas a equipe conta com o apoio do escritório na Alemanha. “Nesse primeiro momento, faremos investimentos significantes na nossa equipe local e na infraestrutura. Além disso, as operações brasileiras se beneficiam em muito das nossas realizações em outros mercados. Somos uma equipe muito ágil e inovadora e, claro, nós tentamos criar sinergias entre as nossas equipes sempre que isso é possível”, disse ao PublishNews.

A BookWire hoje opera fortemente na Alemanha, Áustria, Espanha e Suíça; já marca presença no México e na Rússia e tem parceiros em alguns países da América Latina. Só na Europa, a empresa é responsável pela distribuição de mais de 800 editoras. A presença no Brasil ainda é tímida, mas, a expectativa é crescer muito nos próximos 18 meses, como explica Marcelo Gioia: “estamos bastante conscientes das dificuldades do mercado brasileiro, mas a nossa expectativa é alcançar, nos próximos 18 meses, se não a liderança do mercado, pelo menos, ficar entre as grandes”. Indo pelo mesmo caminho, Jens disse que o foco agora está na aquisição de conteúdos e na conquista de novas editoras para “relações duradouras e de confiança”. “A equipe local vai crescer ao longo dos anos para estabelecer a BookWire como um player relevante no mercado brasileiro”, disse esperançoso Jens.

Além da DLD e da Xeriph, a BookWire tem como concorrentes a Acaiaca e a Digitaliza. “Eu acredito que essas companhias que já atuam no Brasil têm feito um excelente trabalho para desenvolver o mercado. Ao mesmo tempo, estou certo de que nós podemos ser mais competitivos ao oferecer a nossa abordagem de serviços de 360 graus, que permitirá aos editores brasileiros desenvolver seu negócio rapidamente e com êxito”, disse Jens. “A tecnologia da BookWire já é consolidada, parruda, segura e, ao mesmo tempo, simples do ponto de vista da interface com as editoras. Esses pontos aliados à inteligência de marketing e de metadados já desenvolvida pela BookWire são diferenciais importantes da empresa”, comentou Gioia. “Nossa filosofia é baseada na combinação de alta tecnologia e serviços locais que vêm de mãos dadas com uma abordagem global de distribuição. Com isso esperamos atingir a nossa finalidade de alcançar mercados relevantes para os nossos clientes”, completou Jens.

Metadados, como se sabe, é um dos maiores percalços da distribuição digital no Brasil. A insuficiência de dados muitas vezes, se não impede, atrapalha, a “descobertabilidade” e a distribuição. Sabendo dessas questões, Jens não se desanima e se diz otimista com o desafio. “Nós temos larga experiência em desenvolver todos os processos que gravitam em torno da distribuição de e-books e de audiobooks. Os metadados é uma das expertises da BookWire. Nossa plataforma ‘BookWire MACS’ faz um excelente trabalho para facilitar a administração de metadados e de e-books, o que nós consideramos fundamental para o sucesso de distribuição. Além disso, nossa equipe tem um grande know-how para criar ‘produtos perfeitos’ do ponto de vista de metadados. Acreditamos que, em breve, os editores brasileiros caminharão para o entendimento do protagonismo dos metadados no crescimento do mercado digital”, disse.

Os editores que quiserem utilizar os serviços da BookWire não têm que desembolsar nada. Não há custos iniciais e nem riscos. A BookWire recebe uma comissão de distribuição sobre o preço do livro. “A nossa comissão é cobrada a partir do preço efetivo do livro, ou seja, aquele praticado na venda, além disso, não há upload fee ou outras taxas iniciais. A nossa participação depende do sucesso da editora”, enaltece Gioia.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 10/02/2015