Congresso CBL do Livro Digital discute convergências


Evento leva público ao Anhembi para explorar oportunidades

O grande potencial de crescimento do mercado digital no Brasil deve dar a tônica dos debates do 5.º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, que começa nesta quinta-feira no Auditório Elis Regina, localizado ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi [Avenida Olavo Fontoura, 1.209]. Até sexta-feira, especialistas brasileiros e estrangeiros vão debater a revolução dos livros digitais, modelos de negócio e também os aspectos jurídicos – lacuna importante – dos e-books no Brasil.

A Pesquisa Fipe de Produção e Vendas do Setor Editorial, divulgada em julho, mostrava que, apesar do crescimento expressivo de 225% de 2012 para 2013, o digital ainda ocupa uma fatia muito pequena do mercado editorial brasileiro [menos de 1% do faturamento total]. Dois fatores – pequena participação nos anos iniciais de operação e imenso potencial de crescimento – que são destacados por José Luis Verdes e Rosa Sala, empresários do mercado editorial espanhol que participam do Congresso sexta-feira, às 17 h, na mesa Compartilhando experiências sobre o universo do livro digital.

José Luis Verdes é CEO do Manuscritics, empresa que produz uma plataforma de avaliação online de textos literários, pensada para editores e scouts. Funciona assim: o agente literário submete um texto de um autor para a plataforma, e com ela leitores especializados de qualquer parte do mundo podem dar opiniões, sugerir edições, correções, etc. Com essa recepção, o editor pode ter melhores condições de decidir o que fazer com aquele material. A fase beta da plataforma está no ar desde 18 de julho.

Muitos livros passam pelas mesas dos editores sem que eles tenham a oportunidade de editá-los”, diz Verdes ao Estado, “então a ideia é não perder as chances“.

Rosa Sala. Congresso vai debater potencial do mercado

Rosa Sala. Congresso vai debater potencial do mercado

Ele concorda que o início da operação digital é sempre lento, em qualquer parte do mundo. “Mas em poucos anos o desenvolvimento é muito rápido. Foi assim nos Estados Unidos, no Reino Unido, etc. As editoras brasileiras conhecem esse fenômeno e devem se preparar para a fase de crescimento”, afirma, salientando que, se o processo de atualização do negócio não ocorrer, outras empresas de fora, como a Amazon, chegarão ao mercado para ocupar este espaço.

Creio também que há um terreno com muitas possibilidades de negócio, que vai crescer de maneira exponencial no futuro próximo: startups que colaboram com grandes grupos editoriais“, prevê, otimista.

Já a Digital Tangible, criada por Rosa Sala em julho de 2013, está levando ao mercado espanhol outra iniciativa: o Seebook pretende aproximar a experiência do físico ao digital ao desenvolver cartões com conteúdo digital [que podem ser dados como presentes, ser autografados, vendidos nas livrarias ou em conferências, palestras, etc]. O cartão possui um código QR [que pode ser lido por smartphones] ou alfanumérico que dá acesso ao arquivo, enviado por e-mail ao portador do Seebook, que pode então lê-lo em qualquer plataforma [no próprio computador, smartphone, tablet ou em e-readers].

O grande problema dos livros digitais segue sendo a dificuldade de descobrir novos títulos“, lembra Rosa – o que ela chama de “discoverability”. Para ela, as plataformas online estão pensadas para encontrar algo rapidamente, mas não tanto para descobrir coisas novas. “As mestras nisso continuam sendo as livrarias”, afirma. A ideia então é juntar o útil ao agradável.

Sobre o crescimento do mercado digital, ela concorda que o potencial é grande. “Sobretudo para países de uma extensão tão vasta como o Brasil, em que a chegada de livros de papel pode ser um problema logístico considerável, a leitura digital tem um futuro extraordinário“, diz. “É um mercado que causa muita desconfiança, mas, gostemos ou não, o futuro da leitura vai nessa direção”, conclui.

O Congresso tem como tema Conteúdo e Convergência, e começa nesta quinta-feira às 9 h, com abertura de Karine Pansa, da CBL. Em seguida, Jason Merkoski, ex-evangelista de tecnologia da Amazon fala sobre seu livro mais recente [Burning the Page] e sobre a revolução digital. Em uma entrevista ao Link, doEstado, Merkoski afirmou, categórico, que “uma vez que as pessoas consigam encontrar 80% dos títulos que buscam no digital, a chance de elas migrarem para e-books é de 100%“.

Ainda é possível se inscrever no Congresso: há uma recepção para credenciamento e inscrição hoje no local – a inscrição custa R$ 1.120 para associados de entidades do livro, professores, estudantes e bibliotecários. A programação segue até sexta-feira, às 18 h, quando o encerramento será feito pela Comissão do Livro Digital.

Produção científica e acadêmica vai ser avaliada

O Congresso também abre espaço para trabalhos acadêmicos produzidos nas universidades brasileiras sobre o mercado digital dos livros – em aspectos tecnológicos e econômicos. Dos trabalhos enviados, seis foram selecionados por uma comissão liderada pelo professor da FEA-USP Cesar Alexandre de Souza e serão apresentados hoje no Hotel Holiday Inn, no complexo do Anhembi. Três deles recebem uma ajuda de custo [de até R$ 1.500] e o “vencedor” também apresentará o trabalho nesta sexta-feira, para todo o Congresso. “Esse modelo fomenta a pesquisa e o desenvolvimento na academia brasileira relacionados ao livro e à leitura, sempre relacionados ao mercado digital“, comenta a gerente executivo da CBL, Cristina Lima.

Por Guilherme Sobota | Publicado originalmente em O Estado de S.Paulo | 21 Agosto 2014, às 03h00

eBooks e convergência são temas da Bienal do Livro de SP


Evento começa nesta quinta-feira com a realização do 5º Congresso Internacional do Livro Digital com o tema “Cultura em Convergência”

Em 2007, a Amazon lançou a primeira edição do e-reader Kindle. Agora, sete anos depois, a empresa anuncia um serviço de assinatura para e-book e audiobook. Tanto no Brasil como internacionalmente, observou-se uma resposta positiva ao modelo. Segundo pesquisa realizada pela BookStats, a venda de livros digitais superou os impressos, gerando US$ 7,54 bilhões às editoras norte-americanas em 2013. Assim, diante da incerteza sobre o futuro dos livros tradicionais, um dos maiores eventos brasileiros do segmento decidiu apostar no tema.

Na sexta-feira, 22, inicia-se a 23ª Bienal Internacional do Livro, que, neste ano, está trabalhando diretamente com o público por meio das redes sociais e peloblog do evento. A aproximação resultou em mais de 10 mil ingressos vendidos até o momento, em comparação aos 2,6 mil da edição anterior, o que corresponde ao recorde de vendas antecipadas. Para evidenciar ainda mais o tema, a Câmara Brasileira do Livro, responsável pela Bienal, promove um dia antes, na quinta-feira, 21, o 5º Congresso Internacional do Livro Digital.

O tema deste ano é “Cultura em Convergência”, e será abordado nos dias 21 e 22 de agosto, no Auditório Elis Regina. A quinta edição do evento conta com a participação de Jason Merkoski, o primeiro evangelista de tecnologia da Amazon; Oren Teicher, presidente da American Booksellers Association [ABA]; Jose Borghino, diretor de política da International Publishers Association [IPA]; Stephen King, presidente do grupo Daisy de Londres; Olaf Eigenbrodt, diretor da Biblioteca Universitária de Hamburgo, na Alemanha; Pedro Luis Puntoni, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Núcleo de Cultura Digital do Cebrap; Danilo Venticinque, editor de cultura da Revista Época; entre outros.

Tradicionalmente, o Congresso acontece no primeiro semestre, mas desta vez vai anteceder a Bienal e se extender durante o evento. Além do espaço para discussão e apresentação de cases de sucesso, também serão premiados trabalhos científicos sobre o livro digital. Os três vencedores receberão um valor em dinheiro e, dependendo do tema do trabalho, serão avaliados em fast track para publicação na Revista de Gestão da USP. O primeiro colocado vai apresentar seu projeto no dia 22, às 16h30, na plenária do Congresso.

O Congresso do Livro Digital surgiu há cinco anos como parte das metas de trabalho da Câmara, com a missão de discutir o futuro do impresso e do mundo digital. Susanna Florisse, diretora da Câmara Brasileira do Livro, afirma que a ideia é debater os novos formatos, modelos de negócios e novas formas de bibliotecas. Serão abordadas as diversas possibilidades do autor, ilustrador e editor ao trabalhar com o conteúdo no impresso, aplicativo, nuvem, etc. Ou seja, toda a cadeia de produção, desde o autor até o leitor.

Apesar da presença cada vez mais forte do livro digital, Susanna acredita que o impresso não vai morrer, embora alguns realmente desapareçam do mercado ou diminuam a tiragem. Para ela, haverá um mix, em que o digital vai complementar o impresso. Os livros didáticos, por exemplo, devem manter o formato tradicional, mas com conteúdo reduzido. “Bibliotecas digitais é um modelo de negócio que faz todo o sentido. As editoras precisam sair da zona de conforto, acompanhar tendências. Em um País com tamanha dimensão geográfica, o mais óbvio seria diminuir custos com papel e com frete. Além disso, estamos vivendo a realidade de uma geração totalmente digital. As pessoas não tem mais tempo, os costumes mudaram, os hábitos mudaram”, afirma a diretora da Câmara.

Em contrapartida, a Bienal atrai um grande número de visitantes em todas as edições. Neste ano, já foram vendidos mais de 10 mil ingressos antecipados. Porém, Susanna explica que o motivo não são os livros impressos em si. Afinal, eles podem ser adquiridos pelas internet e, muitas vezes, a um preço mais acessível. “Cada vez mais as editoras vão se tornar prestadoras de serviço. A Bienal chama muita atenção, não necessariamente para venda de livros, mas para uma questão cultural.Os visitantes querem ir pelo aspecto cultural, para assistir a palestras, debates, premiação, etc”.

Com o processo da digitalização, o conteúdo também se torna mais acessível, aumentando o risco de cair na rede. Entretanto, a diretora não enxerga o problema como o maior desafio do livro impresso. Para ela, as tradições é que podem representar a principal barreira para a consolidação da leitura. “O livro sempre teve que concorrer com a pirataria. Mas, talvez o seu maior concorrente seja ter uma sociedade que prefira ter dois celulares, dois carros ou roupas de marca, em vez de um livro”.

A abertura do 5º Congresso Internacional do Livro Digital acontece na quinta-feira, 21, às 9h. As inscrições podem ser feitas pelo próprio site oficial do evento. Já a Bienal, vai até o dia 31 de agosto e também está com venda de ingressos abertas nos pontos de venda físicos e pela internet.

POR POR ERIKA NISHIDA | enishida@grupomm.com.br | Publicado originalmente em wwwproXXIma.com.br | 20/08/2014, às 19:06

Entrevista: ‘Lojas de livros não conseguirão sobreviver’


Jason Merkoski, ex-evangelista da Amazon, diz que livros de papel se tornarão raros como discos de vinil

Jason Merkoski trabalhou no desenvolvimento do primeiro Kindle e é autor do livro “Burning the page: The eBook Revolution and the Future of Reading”. FOTO: Divulgação

Jason Merkoski trabalhou no desenvolvimento do primeiro Kindle e é autor do livro “Burning the page: The eBook Revolution and the Future of Reading”. FOTO: Divulgação

SÃO PAULO – “As pessoas da Amazon não se importam realmente com o que você quer como consumidor.” A frase soa surpreendente ao sair da boca de Jason Merkoski, primeiro evangelista [responsável por disseminar novas tendências] da Amazon e um dos membros da equipe que desenvolveu o primeiro leitor de livros digitais Kindle, lançado em 2007.

Fundador da startup Bookgenie451, criadora de um software que identifica interesses de leitura de estudantes para recomendar livros didáticos, Merkoski mistura otimismo com alguma cautela quando o assunto são livros digitais.

Na quinta-feira, 21, ele vem ao Brasil participar do 5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, em São Paulo, no qual vai falar sobre a sua obra Burning the page: The eBook Revolution and the Future of Reading [ainda sem título em português], na qual decreta o fim do livro impresso.

Ao Link, ele deu mais detalhes sobre as mudanças e problemas que prevê para o mercado editorial. Confira os principais trechos.

Você decreta o fim dos livros impressos em sua obra, mas as vendas de tablets e leitores digitais começam a se estabilizar sem que isso tenha acontecido. O que falta para o livro digital se popularizar?

O que mais influencia a popularidade é a seleção de títulos. O que vimos acontecer nos EUA e Japão é que, uma vez que as pessoas consigam encontrar 80% dos títulos que buscam no digital, a chance delas migrem para e-books é de 100%.

Quanto tempo demora para essa mudança acontecer?

Cerca de três anos depois que os livros digitais estão disponíveis em um país.

Serviços de streaming podem ajudar nessa popularização?

O problema de serviços de streaming como o da Amazon é que eles têm vários livros no catálogo que as pessoas não querem ler. Um dos desafios é definir um modelo de preços para e-books, que hoje não existe. Até isso ser feito será difícil tornar o streaming uma experiência satisfatória e o seu custo sustentável.

Você esperava esses impactos quando ajudou a criar o Kindle?

Como indústria, acho que revolucionamos o mercado editorial, o que é assustador e maravilhoso ao mesmo tempo. Como dono de uma empresa de livros digitais, digo que é muito difícil trabalhar com editoras hoje, porque o mundo delas está em colapso. É como se elas estivessem no Titanic após bater no iceberg, sem coletes salva vidas, com o barco pegando fogo e naves alienígenas atirando contra o barco. As editoras estão confusas e com medo.

Teremos problemas com a coleta e uso de dados sobre nossos hábitos de leitura?

Certamente. Não vai demorar para começarmos a ver propagandas dentro dos e-books. Mas não estou realmente preocupado com o que a Amazon e o Google vão saber sobre mim porque acho que já aceitei que, inevitavelmente, eles saberão das coisas de algum jeito.

Esses dados também geram recomendações de leitura. Essa facilidade pode ter um lado ruim, como afastar o leitor de clássicos em prol de best-sellers?

Algum conteúdo poderá ser negligenciado com toda certeza. O problema de livros clássicos é que eles não são sexy e não são promovidos na página de entrada da Amazon porque a empresa não vai ganhar dinheiro com eles. O que menos gosto da virada do livro para o digital é a cultura do momento. Recomendamos apenas coisas atuais. Ferramentas de recomendação precisam melhorar.

Você já declarou em entrevistas que é difícil amar a Amazon…

Acho que o papel das empresas maiores não é estar na minha cara enquanto eu estou lendo. Elas podem ser mais sutis e acredito que esse é um papel que a Amazon faz mal. Hoje os varejistas conseguem aprender quem você é. Seria interessante se essas informações fossem repassadas para as editoras criarem conteúdo. Mas os varejistas retêm todos os dados. É por isso que o sistema está quebrado.

O que acontecerá com a palavra escrita?

Eu realmente acho que o futuro da palavra escrita é ser falada, porque a escrita é devagar. Os livros do futuro serão falados porque tudo gira em torno da fala hoje em dia. Aparelhos como o iPhone, com a Siri, permitem que você fale ao telefone o que você quer fazer.

Acredita que bibliotecas e livrarias vão mesmo acabar?

Não acho que o futuro será bom. Meus estudos mostram que nos últimos três anos os alunos gastaram 70% menos tempo nas bibliotecas das universidades. Onde eles estão pegando informação? Na Wikipédia ou em sites. As lojas de livros não conseguirão sobreviver e vão desaparecer. Sobrarão apenas algumas, especializadas em livros impressos, como as que vendem discos de vinil. Vão permanecer no mercado Google e Amazon, infelizmente. Conheço as pessoas da Amazon. E elas não se importam com o que você quer como consumidor. Elas se importam em como conseguir mais lucro. Uma maneira de fazer isso é empurrando livros populares, negligenciando outros. E infelizmente as pessoas vão aceitar. A curadoria de títulos está na mão dos varejistas.

Por Ligia Aguilhar | Publicado em LINK | 17 de agosto de 2014 21h38

5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital traz o tema Conteúdo em Convergência


Com o tema Conteúdo em Convergência, o 5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital, acontece dias 21 e 22 de agosto, no Auditório Elis Regina, antecedendo a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo [22 a 31 de agosto]. Este ano, o evento coloca em pauta a convergência dos meios de comunicação que influencia diretamente o setor literário, do livro físico ao e-book.

Entre os principais destaques do evento, estão confirmados nomes como o de Jason Merkoski, o primeiro evangelista de tecnologia da Amazon, que na palestra de abertura, falará sobre seu livro Burning the page – a revolução dos livros digitais e o conteúdo em convergência. Oren Teicher, presidente da American Booksellers Association [ABA], participará de um painel sobre modelo de negócios para livrarias independentes no universo digital, com Jean-Marie Ozanne, diretor da Livraria Folies D´Encre, França, tendo como moderador o livreiro e editor José Luiz Tahan, da Realejo Livros.

Jose Borghino, diretor de política da International Publishers Association [IPA] e Stephen King, presidente do grupo Daisy de Londres colocarão em pauta o ePUB3, a nova versão de publicações digitais que traz mais recursos para o e-book – na mesa “ePub 3 e a revolução no mercado”. Como mediador, Pedro Milliet da Fundação Dorina Nowill.

Convergência entre mídias digitais e físicas nas bibliotecas será abordado por Olaf Eigenbrodt, diretor da Biblioteca Universitária de Hamburgo, na Alemanha, Julia Bergmann, consultora e especialista em bibliotecas digitais, também da Alemanha, tendo como moderador Pedro Luis Puntoni, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Núcleo de Cultura Digital do Cebrap.

Para falar sobre novos modelos de negócios no universo do livro digital da Espanha, José Luiz Verdes, CEO da Manuscritics, Carme Fenoll, responsável pelo Serviço de Bibliotecas da Calaluña e Rosa Sala Rose, CEO da Digital Tangible. O moderador deste painel será Danilo Venticinque, editor de cultura da Revista Época.

Prêmios para Trabalhos Científicos

Com o objetivo de promover e premiar trabalhos conceituais, o Congresso seguiu a tradição de avaliar trabalhos científicos e acadêmicos relativos ao livro digital. Este ano, as inscrições vieram de várias cidades do país, como Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, São Paulo, entre outras. Foram selecionados cinco trabalhos, que serão apresentados dia 21 de agosto, na Sala Jacarandá Paulista, Hotel Holiday Inn, das 14h às 18h. Serão premiados três vencedores que, além de valor em dinheiro, poderão receber, dependendo do tema do trabalho, avaliação em fast track para publicação na REGE – Revista de Gestão da USP. O 1º colocado apresentará seu trabalho dia 22/8, às 16h30, na plenária do Congresso.

Cases de sucesso

Empresas e profissionais do mercado do livro digital apresentarão seus cases de sucesso, dentro de temas que envolvem o livro digital: bibliotecas, perfil do novo profissional, como emprestar e-books, acessibilidade da leitura, educação no mundo digital.

Conheça abaixo a programação completa do evento.

21 de agosto, 5ª feira

9h – Abertura Oficial

9h30 – Palestra: “Burning the page” A revolução dos livros digitais e o conteúdo em convergência – Jason Merkoski – autor do Livro “Burning the Page”, gerente de desenvolvimento e de produto, foi o primeiro evangelista de tecnologia da Amazon – Estados Unidos.

11h – Painel: Em busca de um modelo de negócios para as livrarias independentes no universo digital – Oren Teicher – Presidente da ABA [American Booksellers Association] – Estados Unidos e Jean Marie Ozanne, diretor da Livraria Folies D’encre – França. Moderador: José Luiz Tahan – Livreiro e editor – Realejo Livros.

12h30 – Palestra: O BNDES e o novo Procult: incentivo à inovação no setor editorial – Luciane Gorgulho – chefe do departamento de Economia da Cultura do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Social] – Brasil.

14h às 18h – apresentação dos Trabalhos Científicos – local: Sala Jacarandá Paulista – mezanino do Hotel Holiday Inn.

14h30 – Painel: ePub3 e a revolução da acessibilidade no mercado – José Borghino,- diretor de política da IPA [International Publishers Association] e Stephen King, Presidente do grupo DAISY – Inglaterra. Moderador: Pedro Milliet – Fundação Dorina Nowill – Brasil.

16h30 – Painel: Convergência entre mídias digitais e físicas nas bibliotecas – Olaf Eigenbrodt, diretor da Biblioteca Estadual e Universitária de Hamburgo, Alemanha e Julia Bergman, consultora e especialista em bibliotecas digitais, também da Alemanha. Moderador: Prof. Pedro Luis Puntoni, professor da Universidade de São Paulo e coordenador do Núcleo de Cultura Digital do Cebrap.

22 de agosto, 6ª feira

14h – Palestra: O Livro Digital na Educação e Cultura

15h – Palestra: O livro digital e suas consequências jurídicas – Dr. Carlos Fernando Mathias, ex-Ministro do STJ e Dr. Manoel J. Pereira dos Santos, professor da FGV. Moderador: Gilberto Mariot

16h30 – Apresentação do Trabalho Científico vencedor – 1º colocado

17h – Painel: Compartilhando experiências sobre o universo do livro digital – José Luiz Verdes, CEO da Manuscritics, Espanha; Carme Fenoll, Bibliotecária-chefe do Serviço de Bibliotecas da Calaluña, Espanha e Rosa Sala Rose, CEO da Digital Tangible, também da Espanha. Moderador: Danilo Venticinque [Revista Época]

18h –Considerações finais e encerramento

* Programação sujeita a alterações

Serviço

5º Congresso Internacional CBL do Livro Digital
21 e 22 de agosto de 2014
Auditório Elis Regina
Av. Olavo Fontoura, 1209 – ao lado do Pavilhão do Parque Anhembi
São Paulo
Informações: digital@cbl.org.br / 55 11 3069 1300

Apresentação dos Trabalhos Científicos
21 de agosto, das 14h às 17h
Local: Hotel Holiday Inn – Sala Jacarandá Paulista
Professor Milton Rodrigues, 100

Apresentação dos Cases
24, 26, 27 e 28 de agosto, das 16h30 às 20h30
Local: Auditório da Escola do Livro / 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Inscrições abertas
As inscrições podem ser feitas no site oficial do evento: http://www.congressodolivrodigital.com.br

CBL Panorama Editorial – 12 de agosto de 2014

Presidente da American Booksellers Association estará no congresso do livro digital da CBL


Evento ocorrerá nos dias 21 e 22 de agosto

Congresso CBL Internacional do Livro Digital

Está marcado para os dias 21 e 22 de agosto a quinta edição do Congresso Internacional CBL do Livro Digital. E a entidade acaba de confirmar mais uma presença internacional. Trata-se de Oren Teicher, presidente da American Booksellers Association [ABA]. Ele vai falar sobre o tema Em busca de um modelo de negócios para as livrarias independentes no universo digital. As inscrições para o Congresso já estão abertas. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

PublishNews | 30/04/2014