A Amazon é amiga ou inimiga?


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 10/04/2015 | Tradução Marcelo Barbão

Fui convidado para me unir a uma discussão chamada “Amazon: Amiga ou Inimiga” [no caso “para as editoras”] bancada pelo Digital Media Group da Honorável Companhia de Impressores [só na Inglaterra!] e que vai acontecer em Londres no próximo dia 13. Acho que a resposta deve ser “as duas coisas”, e tenho a suspeita de que meus companheiros de discussão — Fionnuala Duggan, que já foi da Random House e da CourseSmart; Michael Ross, da Enciclopédia Britânica, e Philip Walters, o moderador da conversa, vão concordar. É uma questão simples com muitas respostas complicadas. Tenho certeza de que Fionnuala, Michael e Philip vão apresentar algumas perspectivas que não tratarei aqui.

Os primeiros pensamentos que a pergunta traz para mim são as três formas pela qual a Amazon mudou profundamente a indústria.

Apesar de que quase toda editora tem dores de cabeça ao negociar com a Amazon, poucas poderiam negar que ela é a conta mais lucrativa, se levarem em consideração volume de vendas, retornos e o custo dos serviços. Este fato quase nunca é reconhecido e, portanto, pode ser classificado como um dos pequenos segredos da indústria. Como está consolidada entre a audiência que compra livros online e entrega com extraordinária eficiência, a Amazon deve achar que está totalmente justificada em ser dura nos descontos; afinal são a conta mais lucrativa de todas as editoras! Mas como estão realmente substituindo muitas outras contas robustas, a lucratividade que acrescentam coloca um preço alto na estabilidade e confiabilidade do negócio editorial, que se sente muito mais confortável com uma quantidade maior de contas. As editoras resistem bravamente às exigências da Amazon para mais margem, parcialmente porque não sabem até onde irão estas exigências.

Também é verdade que a Amazon criou quase sozinha o negócio do e-book. Sim, ele existia antes da criação do Kindle, em novembro de 2007, mas era insignificante. Foi preciso a combinação que somente a Amazon poderia juntar para fazer com que o mercado realmente surgisse. Eles criaram um aparelho de leitura com conectividade interna para download direto [o que, naquele tempo pré-wifi, exigia correr o risco real de que os preços de conexão pudessem matar a margem]. Eles tinham o poder para persuadir as editoras a colocar mais livros, especialmente novos títulos, disponíveis como e-books. E tiveram a atenção e a lealdade de uma porcentagem significativa de leitores de livros para defender os e-books. Com tudo isso e a disposição de investir em um mercado que não existia, a Amazon criou algo do zero. Tudo que aconteceu desde então – Nook, Apple, Google e Kobo – não teria funcionado se a Amazon não tivesse aberto o caminho. Na verdade, eles poderiam nem ter tentado! Steve Jobs desdenhou completamente os e-books como negócio antes de a Amazon ter demonstrado que eram downloads pelos quais muita gente estava disposta a pagar.

A outra grande mudança na indústria que é significativa, mas poderia não ter acontecido sem a Amazon é a autopublicação. O sucesso do Kindle gerou facilidades e barateou a forma para chegar a uma porção significativa da audiência que compra livros com preços baixos e margens altas. A Amazon também contribuiu com a criação de uma interface fácil de usar e um autosserviço eficiente. Novamente, outras empresas seguiram o caminho, incluindo a Smashwords. Mas quase todas as editoras de autopublicação que conseguiram sucesso comercial devem agradecer à Amazon. Parece que, pelo menos no espaço do e-book, as autopublicações vendem tantas unidades quanto algumas editoras das Cinco Grandes e, em ficção, até ultrapassam. Sem a Amazon, isso não poderia ter acontecido.

Então, destas três maneiras a Amazon realmente mudou a indústria – consolidando o grosso dos compradores de livros online, criando o negócio do e-book e permitindo que a autopublicação se tornasse viável comercialmente – as editoras teriam que falar que as duas primeiras foram benéficas [amiga] e a última seria melhor não ter acontecido [inimiga].

A segunda grande questão para esta discussão da Amazon tem a ver com a assimetria entre o que a Amazon conhece da indústria e o que a indústria conhece da Amazon. Dados sobre a indústria editorial são notórios por serem pouco conhecidos e por causa do grande número de audiência e modelos comerciais no “negócio do livro”, que são difíceis de interpretar de forma inteligente. A Amazon, por outro lado, tem sua própria forma de tornar as coisas opacas ao não compartilhar informações.

A primeira indicação disso é que a Amazon não usa o número ISBN que é padrão da indústria; eles têm seu próprio número chamado ASIN. Então enquanto a indústria tem uma contagem total de títulos através das agências de ISBN que exige um grau próprio de interpretação, os títulos publicados exclusivamente pela Amazon, que só possuem ASINs e não ISBNs, são um “buraco negro” total. Ninguém, exceto a Amazon, sabe quantos existem e em que categorias podem ser colocados.

Outra parte do negócio da Amazon que possui uma relevância crítica para o resto da indústria, mas está totalmente escondida é seu negócio de livros usados. Há uma discussão a ser feita de que o mercado de livros usados que a Amazon alimenta na verdade ajuda as editoras a vender seus livros novos com preços mais altos dando aos consumidores uma forma de recuperar seu dinheiro. Mas também é verdade que as pessoas estão comprando cópias usadas de livros que, em outra situação, teriam comprado novos, com a escolha usada mais barata sendo oferecida para eles já quando o livro é publicado. Poderíamos assumir intuitivamente que o efeito se torna cada vez mais corrosivo com títulos mais antigos e o suprimento de cópias usadas continua aumentando com a queda na demanda do livro, fazendo com que o preço dos livros usados caia. Mas ninguém fora da Amazon sabe algo sobre isso, incluindo o tamanho do mercado.

E da mesma forma, não temos ideia de qual é o tamanho do negócio de livros proprietários da Amazon: os títulos que somente eles publicam. Além de não saber quantos há ou em que categorias estão, nós não podemos interpretar como as vendas dos títulos publicados pela Amazon poderiam afetar as perspectivas para títulos que uma editora poderia ter contratado. Só a Amazon possui essa perspectiva para informar sobre seus títulos, seu merchandising, e medir a extensão de sua capacidade de alavancar vendas nas negociações com editoras.

Voltando à pergunta original, exceto pela possibilidade de que as vendas de algum novo livro ocorram porque o comprador confia na possibilidade de revender, isso é tudo parte do inimigo!

Em retrospectiva, é claro que a grande vantagem da Amazon foi que eles sempre tiveram a intenção de usar o negócio do livro como um trampolim para uma jogada maior; nunca viram os livros como um fim em si mesmo. Isso foi uma antecipação do futuro que ninguém dentro do negócio do livro entendeu quando estava acontecendo, nem foi imitado por outros participantes que somente estão dentro do negócio dos livros. Mas foi a chave da economia da Amazon. Eles não precisavam ganhar muita margem nos livros; estavam concentrados no “valor do cliente eterno” e viram muitas formas de conquistá-lo. Google e Apple têm a mesma realidade: livros para eles estão a serviços de propósitos maiores. Mas começaram com propósitos maiores e, por esta e outras razões, nunca conseguiram ser tão bons quanto a Amazon com livros. [Uma grande deficiência das ofertas da Google e da Apple é que são apenas digitais; eles não imprimem livros.] E a B&N e a Waterstone’s nunca pensaram além de livros; parece que a Waterstone’s nunca pensou muito além das lojas físicas!

Mas pode ser que a Amazon esteja se aproximando dos limites de sua parte do mercado de livros. O que eles trabalharam no mundo de língua inglesa – para livros impressos há duas décadas e e-books há quase uma década – porque foram os primeiros e foram capazes de agregar um enorme case de clientes antes da existência de qualquer desafio sério. Não vai ser tão fácil dominar novos mercados hoje, especialmente aqueles que têm regras que dificultam a competição de preços. Diferenças de linguagem significam que mercados de livros vão permanecer “locais” por um bom tempo e será difícil para a Amazon deslocar os fortes atores locais.

A Amazon tem poderosas ferramentas para manter seus clientes. Prime é a mais eficiente: quando os clientes pagam uma taxa substancial para envios gratuitos, é pouco provável que comprem em outro lugar. O Kindle é outro. Os aparelhos e os apps possuem ampla distribuição e, por causa da autopublicação, Kindle continua a livraria com a maior seleção.

O mercado está mudando, claro. A grande vantagem da Amazon é ter a maior seleção de livros impressos e digitais em um único lugar. Todos sabem há décadas que este é o melhor ímã para atrair compradores de livros. Mas agora muitos livros estão sendo lidos sem a compra nas livrarias como antes. Estamos no começo de uma era de “distribuição distribuída”. Muitas ofertas tecnológicas diferentes — Aerbook, Bluefire, De Marque, Page Foundry e Tizra entre elas — podem facilitar a vida das editoras para a venda direta de e-books [e a Aerbook permite também a promoção nas redes sociais]. Os serviços de assinatura Scribd, Oyster, 24Symbols e Bookmate [assim como o próprio Kindle Unlimited da Amazon] estão afastando os clientes da compra de e-books à la carte, e Finitiv e Impelsys facilitam que qualquer entidade ofereça leitura digital por assinatura. Todas essas vendas, exceto Kindle Unlimited, diminuem a participação da Amazon, já que é a principal livraria hoje em dia. As editoras no geral veem esta dispersão de mercado como uma coisa boa, apesar de que alguns dos problemas de falta de transparência começam a surgir e, na verdade, os grandes serviços de assinatura geral são um novo grupo de intermediários potencialmente perturbadores que agora estão ganhando poder.

Para o futuro próximo – nos próximos anos – a Amazon vai continuar dominante na maior parte do mundo como o local central onde podemos comprar livros online à la carte porque eles têm os melhores serviços, a maior seleção e vendem tanto impressos quanto digitais. Mas eles agora têm um novo desafio com a próxima rodada das mudanças do mercado, pois o que eles dominam vai se tornar uma porção menor do negócio geral de livros nos próximos anos. As editoras encaram o mesmo desafio, mas de uma forma diferente.

O evento que serviu de inspiração para este post acontece na noite anterior à abertura da Feira do Livro de Londres. A entrada é paga. Se você vai à Feira e quiser participar,eu recomendo! Não vou ter, como sempre, uma base de operações verdadeira na Feira, mas vou ficar nos três dias com algum tempo disponível para encontrar novos e velhos amigos. Mande um e-mail para info@idealog.com se quiser organizar algo.

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Nova versão do Kobo vem com tela de alta definição e preço lá embaixo


Novo modelo concorre com o Kindle Voyage, mas custando 70 dólares a menos

A Kobo se prepara para lançar a nova geração do seu e-reader. O Kobo Glo HD deve ser lançado no dia 1º de maio e vem com tela de alta resolução, para concorrer com o Kindle Voyage, mas com o precinho muito mais camarada. O produto deve sair por US$ 129,99, 70 dólares a menos do que seu concorrente. Com tela de seis polegadas, a nova versão do Kobo tem resolução de 1440 x 1072 pixels e o modelo já vem com iluminação embutida. As demais especificações técnicas não mudam: o novo Kobo tem processador de 1 GHz e possui bateria de longa duração e capacidade de armazenamento de 4GB. O novo produto será lançado inicialmente nos EUA, Austrália, Nova Zelândia e no Canadá. Ainda não há data e nem informações de preços no Brasil.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 09/04/2015

Anel eletrônico permite a leitura de livros a cegos sem o braile


Um aparelho eletrónico que permite a leitura de um livro comum a deficientes visuais, sem recorrer ao uso braille, através de um sistema que faz a leitura em voz alta e em tempo real dos textos. O utilizador pode ainda optar por um sistema de tradução.

Este é um produto desenvolvido por pesquisadores do MIT [Massachusetts Institute of Technology], que pretende revolucionar a forma como as pessoas que não conseguem ver, ou que têm visão reduzida, leem textos.

Basta seguir o texto com o dedo indicador [aconselhado para colocar o ‘fingereader’], para que o aparelho reproduza em voz alta cada palavra seguida. Sempre que inicia uma nova frase ou um novo parágrafo, o aparelho emite sinais de vibração, que alertam o utilizador. Caso este se afaste da linha de texto, é emitido um sinal para que o leitor volte atrás e se coloque novamente em linha com o que está a ler.

O aparelho tem uma pequena câmara que faz a análise dos elementos escritos do texto, fazendo a sua leitura em tempo real, sejam impressos ou em e-book, como o Kindle.

Uma das ferramentas adicionais do anel de leitura é a possibilidade de tradução de textos.

Dinheiro Vivo | 26/03/2015

Um eReader totalmente à prova de água, areia e poeira


O novo Kobo Aura H2O, primeiro eReader E Ink premium totalmente à prova d’água, poeira e areia do mundo, acaba de chegar ao Brasil. Especialmente criado para aqueles que adoram ler em qualquer lugar – na praia, na banheira ou piscina -, sem preocupação de danificar seu eReader, o modelo foi lançado na América do Norte, Europa e Oceania no fim do ano passado e agora está disponível também no site da Livraria Cultura e em todas as suas lojas.

Kobo Aura H2O e Aqualillies – Foto Stan Behal [1]A tela ampla, de 6,8 polegadas e alta definição, tem iluminação frontal, aquela que não agride os olhos e é perfeita para a leitura em qualquer situação, trazendo a melhor experiência para quem gosta de ler em diversos ambientes e em qualquer condição de luminosidade. Por meio dele é possível acessar mais de 4 milhões de livros, disponíveis em versão digital. Disponível na cor preta, o Kobo Aura H2O está sendo vendido por R$ 799.

Os brasileiros se preparam para levar suas histórias para todos os lugares.

A Kobo atendeu ao pedido dos leitores do mundo todo, que queriam ler em todos os lugares, sem preocupação. Desde que lançamos o Kobo Aura H2O em outros países, os elogios têm surpreendido”, diz Samuel Vissotto, Diretor Geral da Kobo no Brasil. “E com este lançamento, continuamos derrubando as barreiras da leitura digital aqui no Brasil, e nossos leitores poderão ler, verdadeiramente, onde quer que estejam.

O Kobo Aura H2O eleva a experiência de leitura a outro nível, dando mais liberdade aos leitores e estendendo as possibilidades de uso de seueReader para atividades relaxantes, como ler à beira da piscina ou do mar”, afirma Sergio Herz, CEO da Livraria Cultura.

À prova d’água, de poeira e areia, e tela antirreflexo

Agora a praia já pode ser recomendada como um ótimo lugar para ler com todo conforto e sem preocupação de danificar o eRedear: além de ser à prova d’água, o Kobo Aura H2O é à prova de objetos sólidos, como areia, e sua tela é antirreflexo. O dispositivo recebeu a certificação IP67, que quer dizer que seu nível de resistência à água ocupa a posição 7, em uma escala de 1 a 8, e que seu nível de proteção contra poeira está na posição 6, em uma escala de 1 a 6, segundo o sistema de classificação Ingress Protection [IP]. O eReader pode permanecer por até 30 minutos submerso na água, a 1m de profundidade, com as tampinhas de proteção fechadas.

Alta performance – tela responsiva, de alta definição e amplo armazenamento

O Kobo Aura H2O possui uma tela HD com tecnologia Carta E Ink, além de ter um tamanho privilegiado: 6,8 polegadas. Entre os eReaders disponíveis no Brasil, é a primeira tela touchscreen, com essas características e dimensões, permitindo que o texto seja lido como se fosse impresso no papel. Além disso, a alta resolução permite visualizar as imagens com incrível nitidez. Seu processador de 1GHz possibilita resposta rápida ao se virar as páginas e, graças a uma memoria interna de 4GB [expansível até 32GB por meio de um cartão de memória micro SD], é possível armazenar mais de 3 mil livros. A bateria dura até 2 meses, fazendo do Kobo Aura H2O o eReader perfeito para quem é apaixonado por leitura.

Reading life – fontes ajustáveis, recomendações de livros e estatísticas de leitura

O Kobo Aura H2O conta com funcionalidades e diferenciais que garantem a melhor experiência de leitura. Cada um dos 10 tipos de letra foi produzido para aparecer de forma perfeita, com a opção de 24 tamanhos, e outros ajustes como a espessura das letras. Os leitores podem personalizar a aparência do texto da maneira que desejar. O Kobo Aura H2O também torna fácil a descoberta de livros novos, por meio das recomendações online que são baseadas nas preferências pessoais dos próprios leitores. Desde romances, suspenses e biografias, a livros técnicos e acadêmicos, de ficção a não-ficção, a Kobo e a Livraria Cultura têm sempre um livro para satisfazer a cada leitor. Reading Life também possibilita aos leitores tomarem notas, fazer marcações no texto, salvarem páginas e acompanharem suas próprias estatísticas de leitura, descobrindo mais sobre seus hábitos. Os mais entusiasmados podem até compartilhar passagens, trechos e seus livros preferidos no Facebook.

Sobre a RakutenKobo Inc.

A RakutenKobo Inc. [Kobo] é uma das empresas de eReading que mais cresce no mundo, com mais de 4 milhões de eBooks e revistas disponíveis em seu serviço, oferecido a leitores de 190 países. A Kobo acredita que as pessoas que leem devem ser livres para ler o livro que quiserem, em qualquer dispositivo, portanto oferece opções. A Koboconta com eReaders E Ink e tabletsAndroid certificados pelo Google, atendendo aos diversos estilos de leitura de seus clientes, incluindo os aclamados KoboTouch™, Kobo Mini, KoboGlo, Kobo Aura, Kobo Aura HD, KoboArc, KoboArc 7, KoboArc 7HD, KoboArc 10HD e o mais recente lançamento, Kobo Aura H2O. A Kobo oferece, ainda, os melhores aplicativos para Apple®, BlackBerry®, Android® e Windows®, garantindo que a próxima leitura esteja apenas a uma “virada de página” de distância para os leitores. Sediada em Toronto, parte do Grupo Rakuten, a Kobo oferece seus dispositivos de leitura através dos maiores varejistas do mundo. Para obter mais informações, visite http://www.kobo.com

Sobre a Livraria Cultura

A Livraria Cultura foi fundada em 1947, por Eva Herz, que deixou Berlim por conta da perseguição nazista e, no Brasil, começou a alugar livros em sua própria casa. O serviço evoluiu para a venda, com um diferencial que permanece até hoje: o atendimento consultivo, com aconselhamento de leituras. Orientadas pelo conceito de diversidade e hub cultural, as lojas da Livraria dão vida à cultura por meio de seu extenso acervo e de seus teatros, auditórios, cafés e eventos, em sua maioria, gratuitos, incluindo inúmeras atividades infantis. Pioneira na venda de livros pela Internet no Brasil, possui um catálogo com aproximadamente 9 milhões de títulos em livros; 600 mil em música, filmes, games e revistas; 1,7 milhão de títulos de eBooks em inglês; e 30 mil eBooks em português. Presente em seis unidades da rede, o Teatro Eva Herz, com capacidade para até 200 pessoas, cada um, dedica-se a oferecer uma programação cultural de qualidade, com produções teatrais, debates e shows. Mensalmente, a Livraria Cultura publica a Revista da Cultura, distribuída gratuitamente em todas as suas 17 unidades, localizadas em São Paulo, Brasília, Recife, Rio de Janeiro, Campinas, Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Ribeirão Preto, além de uma loja Geek.Etc.Br – voltadas ao universo geek e nerd – em São Paulo. A organização conta com cerca de 2,2 mil colaboradores dedicados a oferecer uma experiência para além da venda de livros. Para mais informações, visite http://www.livrariacultura.com.br

Notícias do Blog do Galeno | Edição 390 – 20 a 26 de março de 2015

Leitor digital à prova d’água pode só valer a pena se você lê na piscina


Um dos benefícios de um leitor de livros digitais é poder levar as suas leituras em um só dispositivo para todo lugar. Mas usar um aparelho assim na beira da piscina causa um certo receio por causa da água.

Lançado por R$ 799, o Aura H2O, da Kobo, tenta resolver isso e livra o usuário de preocupações com respingos ou mergulhos acidentais rasos. É o primeiro à prova d’água dessa categoria.

O aparelho pode ficar submerso por até 30 minutos numa profundidade de 1 m, desde que a tampa de vedação, na parte debaixo do aparelho, esteja fechada. Ela protege a entrada micro USB e o espaço para um cartão de memória microSD de até 32 Gbytes.

Aura H2O, que tem tela de 6,8 polegadas e boa resolução | Foto: Anderson Leonardo/Folhapress

Aura H2O, que tem tela de 6,8 polegadas e boa resolução | Foto: Anderson Leonardo/Folhapress

Ao detectar líquidos em sua tela, o aparelho exibe uma mensagem recomendando secá-la rapidamente. Isso porque a resposta do e-reader aos comandos por toque pode ficar comprometida, o que é normal enquanto ele está molhado

Mas a compra do e-reader, um dos mais caros vendidos no país, só se justifica se essa característica realmente influenciar forma como você lê seus livros.

O novo leitor eletrônico da canadense Kobo herda do modelo Aura HD a tela de 6,8 polegadas, que tem boa resolução. Mas o Aura H2O é ainda mais largo que a média e segurá-lo com uma só mão pode não ser confortável.

Apesar de não possuir ajuste automático de luz, presente no rival Kindle Voyage [e-reader “premium” da Amazon vendido nos EUA por US$ 199, ou cerca de R$650], o Aura H2O permite aumentar ou diminuir o brilho da tela deslizando o dedo pelo seu canto esquerdo, o que é prático.

Como usuário de Kindle, prefiro a interface mais informativa e elegante dos e-readers da Kobo. Opções mais avançadas de personalização tipográfica [como peso e nitidez] também são um atrativo dos modelos, que têm até uma fonte específica para disléxicos.

Não há versão com 3G: o Aura H2O só se conecta à internet por wi-fi. Em compensação, ele suporta uma gama de arquivos bem maior que os Kindles [veja na ficha técnica abaixo], e sua bateria pode durar até dois meses, segundo a Kobo.

Seu baixo poder de processamento, no entanto, pode dificultar a execução de alguns formatos de arquivos. Foi dificílimo, por exemplo, ler um arquivo em PDF durante os testes. Mas, se você usar o e-reader majoritariamente com os livros comprados na loja on-line, não terá problemas.

KOBO AURA H2O
TELA 6,8 polegadas, carta e-ink HD [1430 pixels x 1080 pixels]
PROCESSADOR 1 GHz
ARMAZENAMENTO 4 Gbytes [expansível com cartão microSD de até 32 Gbytes]
FORMATOS SUPORTADOS EPUB, EPUB3, PDF, MOBI, JPEG, GIF, PNG, TIFF, TXT, HTML, XHTML, RTF, CBZ e CRM
CONEXÕES Wi-fi e micro USB
DIMENSÕES 17,9 cm x 12,9 cm x 0,97 cm
PESO 233 g
ONDE ptbr.kobo.com/koboaurah2o
QUANTO R$ 799

POR ANDERSON LEONARDO | COLABORAÇÃO PARA A FOLHA | 17/03/2015, às 02h00

Kobo a prova d´água chega ao Brasil


O device já está em pré-venda na Livraria Cultura

Um e-reader que você pode ler até debaixo d´água. Essa é a promessa da Kobo ao lançar o Kobo Aura H2O, o primeiro leitor digital a prova d´água a ser comercializado no Brasil. O device já está em pré-venda na Livraria Cultura ao preço de R$ 799. O produto estará disponível a partir de 12 de março. Para conhecer mais o Kobo Aura H2O, releia matéria publicada pelo PublishNews quando o produto foi lançado em outros mercados, em agosto de 2014.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 05/03/2015

ONG distribui placas solares para carregar e-readers no Quênia


Worldreader distribui gratuitamente e-readers a comunidades desfavorecidas ao redor do mundo

Foto Divulgação: Wolrdreader

Foto Divulgação: Wolrdreader

Em pleno 2015 e ainda há países no mundo em que fontes de energia são escassas ou pouco confiáveis. Pensando nisso, a ONG Wolrdreader, que distribui e-readers e licenças de e-books a comunidades muito desfavorecidas ao redor do globo, buscou uma solução inovadora: colocar nessas localidades painéis de células fotovoltaicas que permitem recarregar os e-readers distribuídos pela organização. O projeto já foi testado e está em operação no Quênia. Além de permitir a recarga dos dispositivos, as placas permitem a iluminação para que crianças estudem a noite ou nos horários de sua conveniência. As placas são instaladas em escolas e bibliotecas a um custo de US$ 500 [incluindo o frete e a instalação]. Pessoas e empresas interessadas em apoiar o projeto e bancar a instalação de uma dessas placas podem escrever para iprograms@worldreader.org.

Por Leonardo Neto |PublishNews | 04/03/2015

e-Reader a energia solar? Em 2016 será realidade


Bookeen, mesmo fabricante do LEV, anunciou a novidade na última segunda-feira

Na última segunda-feira [2], a Bookeen, empresa francesa que fabrica e-readers, anunciou o lançamento de um leitor digital que poderá ser carregado com energia solar. Previsto para ser lançado em 2016, o novo device usa células fotovoltaicas que prometem deixar no passado as questões de recarga de bateria. e-Readers consomem muito menos energia do que outros dispositivos móveis. A tecnologia usada em suas telas permite consumo menor do que telas de LCD ou plasma, geralmente usadas em tablets ou smartphones. Com os componentes prometidos pela Bookeen [em parceria com a empresa de tecnologia Sunpartner], o disposto carregará suas próprias baterias através da luz [do sol ou artificial]. Sempre bom lembrar que o LEV, o e-reader da Saraiva, é fabricado pela Bookeeen, mas ainda é muito cedo para dizer quando o dispositivo chegará ao mercado brasileiro.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 04/03/2015

40 mil freeboks estão disponíveis na plataforma Kobo/Livraria Cultura


São tantas as novidades e inovações no campo tecnológico que cada vez mais nos encontramos ao alcance de apenas um clique de distância de nossas necessidades, desejos e curiosidades.

Sabendo disso, o aplicativo Kobo nos dá a oportunidade de ter fácil acesso ao conhecimento, cultura e diversão. Por que? O Kobo disponibilizou agora mais de 40 mil livros digitais totalmente grátis, além de todos os outros ebooks pagos. Incluindo na sua biblioteca digital best-sellers, histórias infantis, clássicos, lançamentos e muitas outras variedades.

Para os interessados em uma boa leitura, o app pode ser baixado para as plataformas iOS, Windows, Android, em dispositivos Blackberry, no Google Play para aparelhos móveis e também no seu Mac ou PC. E pode ser baixado gratuitamente.

Para completar toda a dedicação que o aplicativo tem com o cliente, pensando no seu conforto há recursos que te ajudam a ler onde estiver. Está indo dormir? Diminua o brilho da tela e acione o modo de leitura. A iluminação do ambiente está fraca? Basta aumentar o brilho. Você ainda pode optar por diferentes estilos de fontes para evitar que a vista fique cansada.

Saiba mais sobre o aplicativo Kobo.

Diário da Manhã – 27/02/2015

Sete motivos para ligar o celular na sala de aula


“Liguem os telefones celulares.” Quando esta for a primeira frase que o professor disser a seus alunos ao entrar na classe, em vez de mandar que os desliguem, a mudança será real. No mundo atual, plenamente digitalizado, a entrada da tecnologia na educação não tem retorno.

Muitos lembraram que o mesmo aconteceu há décadas com as calculadoras. Antes proibidas em classe, passaram a ser usadas para aprender. Depois que a criança já sabe somar, sua utilidade para resolver problemas mais complexos é evidente.

O mesmo acontece com a tecnologia existente hoje. Todos os suportes [celulares, tablets, notebooks…] são úteis para aprender, e não só na classe. O aprendizado tornou-se onipresente, e a classe perdeu seu protagonismo. Esta é uma das teses de especialistas internacionais que estarão sobre a mesa durante a 29ª Semana Monográfica da Educação da Fundação Santillana, que começa nesta terça-feira [24] em Madri, com o título `Melhorar a educação: como a tecnologia pode contribuir?`.

Para esquentar os motores, expomos aqui as principais razões que estão levando todo o mundo a usar todo tipo de suporte em aula:

O celular é o prolongamento do braço

O aluno leva toda a informação consigo, a movimenta, intercambia, compartilha em rede, fora e dentro da classe. Desta forma, aprende de maneira intuitiva, mesmo sem estar consciente disso. O celular é a chave para os estudantes. `Chegará um dia em que o professor dirá aos alunos no início da aula: `Liguem os celulares`, em vez de mandar desligá-los`, explica o diretor de educação da Fundação Santillana, Mariano Jabonero. Há tempo já se dizia que o mouse do computador tinha se transformado no prolongamento do braço das novas gerações de crianças e jovens. Mas hoje seu celular o é ainda mais.

Aplicativos contribuem na educação

A classe não é mais o único lugar onde se aprende. O uso de aplicativos educacionais como complemento das disciplinas começa a ser uma realidade. E as iniciativas de empreendedores para criá-los são cada vez mais numerosas. O setor calcula que atualmente existam mais de 80 mil apps educativos. São gratuitos e ajudam a aumentar a motivação do aluno. Muitos professores e especialistas insistem em sua utilidade durante a aula. Os conteúdos vêm de fora da classe, na qual entram pela tecnologia através dos celulares e outros suportes.

Professores também estão familiarizados

O professor sabe usar a tecnologia como o aluno. `O tópico de que os alunos usam mais a tecnologia e estão mais familiarizados com ela do que os professores se rompeu`, lembra Jabonero. Essa premissa, que era repetida incansavelmente há anos, não é mais verdadeira. Todo mundo usa a tecnologia em sua vida cotidiana e profissional, seja para enviar mensagens, navegar, jogar, ouvir música ou alguns, inclusive, para ensinar. Sem mencionar que muitos professores que hoje atuam na educação não universitária já pertencem a gerações que nasceram na era tecnológica.

Recursos digitais já estão disponíveis

A transformação da educação pela tecnologia tem três pés: os recursos digitais com os quais se dotam a classe e os alunos [desde as lousas digitais aos computadores], o acompanhamento do professorado e um currículo digitalizado. E os recursos já não são a matéria pendente, ressaltam os especialistas. De fato, 85% dos centros secundários nos pa íses da OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômicos] já em 2012 estavam dotados de computadores de mesa; 41% de portáteis e 11% de tablets, segundo dados da organização. Os passos seguintes são ampliar o currículo digital, assim como o acompanhamento e o apoio do professorado no ensino com esses materiais.

Professores aprendem diretamente com especialistas

Os professores não vão mais a cursinhos para aprender a usar a tecnologia. Não é esta a solução, está mais que comprovado. Hoje em dia o acompanhamento do docente é feito por especialistas em tecnologia nas próprias escolas, explica Jabonero. Eles recebem apoio em campo no uso de todas as ferramentas que integram o currículo digitalizado [que tem diversos recursos, como ilustrações animadas, vídeos, visitas virtuais, fóruns…]. Muitos especialistas citam o caso do Uruguai como exemplo da importância desse apoio. O país informatizou todas as escolas, mas não dotou os professores de ferramentas para usar esses novos recursos. A conclusão foi que diminuíram os resultados dos alunos, segundo se viu nas notas que obtiveram na avaliação internacional do programa Pisa, da OCDE.

`Coordenador tec` supervisiona os sistemas nas escolas

Nos últimos anos foi criada a figura do `coordenador tec` nos colégios, exatamente pela razão anterior: para facilitar sua boa utilização com o fim de que se traduza em um sistema melhor e mais eficaz de aprendizado para os alunos. Diversos colégios espanhóis já contam com eles. O coordenador tec é o responsável e supervisor do uso da tecnologia nas aulas. Faz o acompanhamento do professorado e de sua adaptação ao currículo do colégio.

Investimento geral em tecnologia é cada vez maior

O gasto público em tecnologia cresce nos países mais avançados, apesar de diminuir o gasto em educação. Países como EUA ou Inglaterra seguiram essa linha em plena crise. Mas nem sempre o investimento em tecnologia para a educação se traduziu em uma melhora dos resultados dos alunos. De fato, alguns países que menos investem nela [como Finlândia, Japão ou Coreia do Sul] saem nos primeiros lugares das provas Pisa, assim como outros que, pelo contrário, investem muito nela [como Cingapura, Países Baixos ou Estônia].

Por Susana Pérez de Pablos | UOL Educação | 24/02/2015 | Fonte: El País

Livro digital também foi destaque na última gestão da CBL


Karine Pansa está à frente da Câmara Brasileira do Livro [CBL] desde 2011. Às vésperas de deixar a presidência da entidade — o pleito que deve eleger seu sucessor acontece na próxima quinta-feira [26] –, Pansa assina o Relatório de Gestão 2011-2014. A publicação sintetiza as principais ações dos últimos quatro anos.

A evolução do livro digital no Brasil foi acompanhado pelo Congresso CBL do Livro Digital, que, em 2014, chegou à sua quinta edição. Na primeira edição do congresso, o mercado engatinhava nesse assunto. A única empresa a comercializar conteúdos nesse formato tinha surgido no ano anterior. Já na segunda edição, em 2011, o cenário já era outro. Prova disso, foram os 500 participantes que se inscreveram para ver e ouvir palestrantes nacionais e internacionais discutirem o futuro [e o presente] das publicações digitais. Em 2012, o mercado brasileiro presenciou a chegada da Amazon e da Kobo, mas antes disso, o congresso discutia a nova cadeia produtiva do conteúdo – do autor ao leitor e abordou as perspectivas para o mercado, seus modelos de negócios, aspectos tecnológicos, direitos autorais e o comportamento do leitor. Foi em 2013, na quarta edição do congresso, que a CBL realizou a pesquisa Mercado do Livro Digital no Brasil, que revelou que 68% dos editores e livreiros já tinham comercializado livros em formato digital. No entanto, 58% dos entrevistados disseram que a insegurança em relação ao formato técnico foi uma das razões que impediram a entrada no segmento. Na última edição do congresso, realizada ano passado, os participantes puderam comparar os dados de 2012 com 2013 apurados pela pesquisa Fipe/CBL/SNEL e perceberam que o número de títulos lançados em formato digital saltou de 7.470 em 2012 para 26.054 no ano posterior. O aumento nas vendas também foi relevante, saltando de 227.292 unidades em 2012 para 873.973 no ano seguinte.

Fonte: PublishNews | 23/02/2015

E-reader tem a mesma imunidade tributária de livros, diz TJ-DF


Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Seguindo esse entendimento a Justiça do Distrito Federal concedeu liminar autorizando a entrada de e-readers no DF, sem a cobrança do ICMS.

A decisão atender a um pedido da Editora Saraiva e Siciliano. Para a 3ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do DF, que manteve a liminar, os aparelhos se encaixam na previsão constitucional que concede imunidade tributária a livros, jornais e periódicos.

A autora narrou que pretende comercializar no Distrito Federal dois modelos de aparelhos destinados à leitura de livros digitais, conhecidos como e-readers. Esclareceu que, embora o aparelho permita o acesso à internet, não pode ser confundido com tablet ou smartphone, pois seu acesso é restrito ao site da editora. Por meio do e-reader, o usuário pode comprar e fazer download de livros digitais para armazenamento e leitura. Em vista disso, pediu, liminarmente, que a mercadoria tenha o mesmo tratamento tributário aplicado aos livros, cuja imunidade é assegurada pela Constituição Federal.

Ao decidir sobre a liminar na primeira instância, a juíza Caroline Santos Lima, da 3ª Vara da Fazenda Pública do DF, considerou que o e-reader se encaixa na previsão constitucional que dispõe sobre o assunto [artigo 100, inciso VI, alínea ‘D’]. De acordo com o dispositivo legal, é vedado à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios instituir impostos sobre livros, jornais, periódicos e ao papel destinado a sua impressão.

Na atualidade, entende-se como livro não apenas os impressos em papel, mas também aqueles disponibilizados em meio digital. Não há dúvidas de que quando da elaboração do texto constitucional ainda não se cogitava da leitura de obras literárias e livros em meio digital. No entanto, a evolução social autoriza e exige que se amplie o alcance de certas normas, sob pena de distanciar a constituição do corpo social a que se destina. No caso em apreço, a imunidade tributária tem por escopo proteger a liberdade de expressão, universalizar o acesso à cultura, incentivar a leitura etc”, concluiu a juíza.

O DF recorreu da liminar ao TJ-DF, mas a Turma Cível que apreciou o recurso manteve o mesmo entendimento. “Não está escrito no texto constitucional que os livros, os jornais e os periódicos só serão imunes quando forem confeccionados de papel. Admitir que qualquer outra manifestação cultural, educacional ou de imprensa seja passível de manipulação governamental, por tributos, é reduzir a intenção do constituinte. Tal interpretação equivaleria a considerar que a liberdade de expressão só pode manifesta-se através de veículos de papel!”, enfatizou o relator do recurso, desembargador Jansen Fialho de Almeida. A decisão colegiada foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-DF.

Conjur | 21/02/2015

E-reader LEV, da Saraiva, fica livre de impostos em Goiás


O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás [TJ/GO] expediu mandado de segurança, concedendo à Saraiva o direito de comercializar o seu e-reader – o LEV – com isenção do ICMS. No entendimento da 5ª Câmara Cível do TJ/GO, a restrição à imunidade já garantida ao formato em papel seria como “fechar os olhos aos inegáveis avanços que a tecnologia proporciona e vem proporcionando dia a dia, tributando-se ainda mais a liberdade ao conhecimento, à cultura e à manifestação do pensamento deste país”.

A decisão é contrária ao entendimento do Governo do Estado que argumenta que a decisão de equiparação dos e-readers ao livro em papel é restrita ao Legislativo. Na Câmara dos Deputados, tramita um Projeto de Lei que atualiza a Lei do Livro e prevê, entre outras coisas, esta equiparação. No dia 29 de janeiro passado, foi apresentado o relatório feito pela Comissão de Constituição e de Justiça e de Cidadania [CCJC] apontando a inconstitucionalidade do pedido de equiparação. Para o desembargador goiano, a norma constitucional deve ser considerada em perspectiva temporal, já que, na época de sua promulgação, não existiam os meios que existem hoje. “Não se previa que um dia a internet se transformaria em um dos mais importantes veículos de comunicação, com capacidade para unir o mundo e as pessoas, disseminando informação, cultura, conhecimento, notícias, entretenimento, num universo de mais de 800 milhões de usuários em todo o mundo”, disse o desembargador. À decisão do Tribunal de Justiça, cabe recurso e, ao que tudo indica, o Governo do Estado deve recorrer, levando a decisão ao Superior Tribunal de Justiça.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 02/02/2015

Um novo mercado editorial está nascendo


Ednei Procópio

Por Ednei Procópio

Desde seu advento, a internet está causando uma revolução no modo como os consumidores modernos lêem os livros, com reflexos em toda a cadeia produtiva que este produto envolve. E o eBook, o livro digital, já não é o único entre os efeitos desta mudança na cadeia de valor do mercado editorial.

Se delimitarmos, como parâmetro, somente a última década, todos os profissionais da cadeia produtiva do livro [dentre eles, os escritores, revisores, tradutores, pesquisadores, preparadores de textos, editores, publishers, gráficos, distribuidores, livreiros, bibliotecários e até jornalistas] foram, de certo modo, pegos de surpresa por uma disruptura imposta pela era digital.

Uma visão, digamos, negativa, com relação a esta mudança brusca no modo como produzimos, comercializamos e vendemos os livros é, dentre todos os efeitos, aquela que causa maior ansiedade: a mudança profissional. O ponto central de que trato neste artigo. Mas um lado positivo desta disruptura cultural, social e econômica, tão difícil de visualizar de modo amplo, por estarmos nela inseridos, seria exatamente a oportunidade de inovação profissional.

Enquanto a indústria editorial tradicional se esforça por compreender melhor o incipiente mercado digital, o profissional atualmente avesso a este cenário vai buscando entender de que modo pode mover-se de um lugar a outro. E uma hora ele inevitavelmente percebe que, em vez de reduzir sua atuação, até mesmo o livro inserido em um contexto digital pode expandir, maximizar e exponencializar seu campo de visão.

Nenhum profissional do mercado tradicional que já tenha trabalhado com linotipo, por exemplo, além de todos os demais métodos tradicionais, pode ser considerado um profissional ultrapassado. Pelo contrário, os profissionais que tiveram a oportunidade de publicar, comercializar e divulgar os livros impressos, podem apresentar atrativos e dispor de um diferencial frente aos que atualmente só enxergam o mundo digital e aos que aos seus efeitos estão mais negativamente expostos, por não compreenderem o funcionamento do tradicional mas, principalmente por não aceitarem que o velho e o novo mundo sejam na verdade o mesmo mercado que se renova.

Aos que agora estão saindo das universidades, o cenário que se apresenta é o de transição. Estamos no limiar, no nascedouro de novos postos, estamos testemunhando o nascimento de um novo profissional. Polivalente, antenado, conectado ao mundo. Trabalho é o que não falta em um mundo híbrido de produtos físicos [feito de átomos] e de produtos digitais [feitos de bits]. Do ponto de vista de uma editora, por exemplo, as oportunidades para o profissional do livro na era digital, e seus ganhos, vão desde a preparação de textos para narrativas hipertextuais até a produção, conversão ou digitalização de obras.

Talvez nem seja o caso de apenas digitalizar um currículo. O livro digital em si não tende a eliminar postos de trabalho formal, para quem já tem experiência com o mercado editorial tradicional, o importante agora é oxigenar as ideias para expandir as oportunidades.

E não importa em que lugar da cadeia produtiva do livro este profissional de mudança queira inserir-se; com o advento da internet [a causa maior] e do livro digital [não o único de seus efeitos], um novo mercado editorial está nascendo.

POR EDNEI PROCÓPIO

Óculos de leitura superfinos acoplados ao smartphone…


Óculos de leitura superfinos acoplados ao smartphone...

Óculos de leitura superfinos acoplados ao smartphone…

Você tem 45 anos de idade. Você não consegue mais ler cardápios em restaurantes. Você não consegue ler mais as pequenas letras sem o seu óculos de leitura – e os pares que você possui não estão a sua vista. Este é um problema bem comum que a ThinOptics defende resolver com uma solução prática e sagaz.

Os óculos são tão leves e finos, que eles escorregam diretamente do estojo especial feito para anexar ao case do seu smartphone, para depois se posicionarem sobre o seu nariz com confiança na hora que você realmente precisar ler alguma coisa.

Esse tipo de invenção faz a gente se perguntar “por que ninguém pensou nesta ideia antes?“. Bem, na verdade, o óculos da ThinOptics tem sido desenvolvido e testado por alguns anos e passou por numerosos protótipos.

O segredo do design elegante é a composição de seus materiais. O modelo sem armação utiliza uma liga especial de titânio para a ponte do óculos, o que permite firmeza e conforto. É exatamente a ponte dos óculos que garante sua segurança, evitando que o óculos escorregue pelo seu rosto.

O fabricante garante que as lentes são resistentes e à prova de estilhaçamento. Atualmente, o ThinOptics está disponível em duas cores, preto e transparente e em três graus: +1.5, +2.0 e +2.5.

Os estojos especiais são vendidos por US$ 39 e com os óculos já inclusos. Por enquanto, estão disponíveis para iPhone 4 ao iPhone 6 Plus, Samsung Galaxy S4 e S5.

Se você tiver outro modelo de smartphone, você poderá comprar por US$25 um acessório universal, que funciona como uma espécie de adesivo entre o acessório e o seu já existente case de telefone.

Fonte: PC World / EUA | Publicado originalmente em IDGNOW | 07/01/2015

Brasil é o 6º país com o maior número de smartphones


No mercado mundial de smartphones, o Brasil encerrou 2014 com o sexto maior volume de vendas, registrando 38,8 milhões de unidades ativas. A China, que lidera o ranking, mantém 436,1 milhões de unidades, seguido de longe pelos EUA [com 143,9 milhões], Índia [76 milhões], Japão [40,5 milhões] e Rússia [35,8 milhões].

A pesquisa encabeçada pela eMarketer, empresa especializada em pesquisas envolvendo o mercado digital, também aponta 2 bilhões de usuários de smartphones em 2016 para, em 2018, chegar a 2,56 bilhões e constituir mais de 50% dos produtos vendidos no nicho da telefonia móvel.

Em 2018, segundo a projeção da empresa norte-americana, o Brasil continuará em sexto lugar nesse mercado, com uma fatia de 71,9 milhões de aparelhos.

Fonte: Meio e Mensagem | Redação Olhar Digital | em 06/01/2015

A nova da Amazon


Nos EUA, os professores já podem criar seus próprios livros didáticos digitais para alunos acessarem pelo Kindle, indica a coluna Babel. É que a Amazon acaba de anunciar a criação do Kindle Textbook Creator, uma plataforma ligada à KDP Edu – por suas vez vinculada à plataforma de autopublicação da empresa, a KDP.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 4/01/2014

LEV atualizado


Saraiva fez a primeira atualização do seu e-reader. Entre as novidades, um dicionário em inglês.

Usuários do LEV, o e-reader proprietário da Saraiva, já podem baixar gratuitamente a atualização do seu sistema operacional. Para fazer o download, é só ligar o aparelho, entrar na loja e seguir as instruções para baixar a atualização. Entre as melhorias, está o Dicionário Cambridge inglês-inglês e inglês-português. Além disso, a atualização permite a otimização do uso da bateria e a reconfiguração da tela sensível ao toque para uma resposta mais ágil.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 22/12/2014

Kobo Arc 7HD chega ao Brasil


Kobo Arc 7HD chega ao Brasil

Kobo Arc 7HD chega ao Brasil

Acaba de chegar ao Brasil o Android Kobo Arc 7HD. Disponível nas lojas e também no site da Livraria Cultura, o tablet possibilita acesso a um grande catálogo de e-books das lojas da Kobo e da Cultura. O dispositivo vem com uma tela de altíssima definição e com rápida resposta, ideal para a leitura de conteúdo em cores. Ele traz, ainda, o “modo de leitura”, funcionalidade que interrompe momentaneamente todas as notificações de e-mail, aplicativos e redes sociais, ajustando a luz da tela e estendendo a duração da bateria. Ainda é possível assistir vídeos, baixar jogos, interagir nas redes sociais e acessar o Google Play™, que oferece mais de 1 milhão de aplicativos e jogos. De acordo com o diretor geral da Kobo no Brasil, Samuel Vissotto, a prioridade é fazer com que mais pessoas leiam mais livros. “O Kobo Arc 7HD traz para os leitores uma experiência fascinante de leitura, numa tela colorida de altíssima definição“, reforça. Para obter mais informações, acesse www.kobo.com.

PublishNews | 18/12/2014

Nook e Microsoft encerram parceria


Nook e Microsoft entraram em acordo e colocaram um ponto final nos seus acordos comerciais na tarde de ontem [4]. A empresa global de tecnologia tinha investido US 300 milhões na Barnes & Noble, detentora da marca Nook, em abril de 2012, o que levou à criação de uma nova subsidiária da companhia livreira, que incluía o e-reader, vendas digitais e lojas escolares da B&N. Mas ontem, as duas empresas revelaram que o acordo tinha acabado, com a B&N devolvendo US$ 125 milhões pelas ações preferenciais da Microsoft. O acordo prevê ainda que a Microsoft terá o direito de receber 22,7% dos recursos provenientes das vendas da Nook Digital, levando a crer que o braço Nook da B&N será vendido em breve. Em junho desse ano, a B&N anunciou que estaria desmembrando o Nook das suas unidades de varejo, com vistas a aumentar o valor das suas ações. A conclusão da separação está prevista para agosto de 2015.

Por Lisa Campbell | The Bookseller | 05/12/2014

iPad melhora vocabulário e leitura de crianças


Uma pesquisa publicada pelo jornal Daily Mail concluiu que dar um iPads para meninos pode incentivá-los a ler e a desenvolver um vocabulário mais avançado precocemente.

A tecnologia touch-screen pode ser usada como uma forma de envolver os meninos e as crianças de famílias mais pobres, que tradicionalmente tem desempenho em leitura nos primeiros anos de vida.

A pesquisa concluiu que todas as crianças com idade entre 3 e 5 que leram histórias em computadores e tablet tiveram uma compreensão melhor do vocabulário quando comparadas àquelas que leram as histórias nos livros impressos.

Mais de 91% das crianças do Reino Unido têm acesso a algum tipo de tecnologia touch screen em casa.
O relatório, publicado inicialmente pelo National Literacy Trust, também descobriu que os meninos são mais propensos do que as meninas a usar essa tecnologia para aprender.

A pesquisa avaliou o acesso aos livros e à tecnologia, bem como o impacto que isso tem sobre vocabulário. Entre 2012 e 2013, a proporção de crianças que possuíam um tablet, como um iPad, no Reino Unido saltou de 38% para 65%.

Cerca de 28% das crianças olham ou leem histórias em uma tela sensível ao toque pelo menos uma vez por semana.

Outro resultado importante do estudo indica que as crianças que leem diariamente são mais propensas a ter um vocabulário média.

Olhar Direto | R7 | 02/12/2014

Amazon implementa robôs em sua logística


A Amazon.com instalou mais de 15 mil robôs em 10 depósitos nos Estados Unidos, uma medida que promete cortar os custos operacionais em um quinto e entregar produtos mais rapidamente na reta final para o Natal.

Os robôs laranjas de 145 quilos, que se movimentam sobre rodas, demonstram como a Amazon adotou a tecnologia desenvolvida pela Kiva Systems, uma companhia de robótica que comprou por 775 milhões de dólares em 2012. A Amazon fez uma demonstração para a mídia no domingo antes da Cyber Monday, o maior dia de compras online do ano.

A Amazon implementou o uso dos robôs durante o verão nos EUA, antes do importante trimestre de compras de fim de ano, quando a companhia normalmente registra cerca de um terço de sua receita anual. Os depósitos estão em cinco Estados norte-americanos: Califórnia, Texas, Flórida, Nova Jersey e Washington.

Os robôs Kiva permitem que a Amazon otimize os processos com relação aos produtos e reduza o tempo que a empresa leva para oferecer entregas no mesmo dia em diversas regiões, disse o vice-presidente sênior de operações mundiais e serviços para consumidor, Dave Clark.

No armazém da Amazon em Tracy, na Califórnia, os funcionários empilham produtos em prateleiras carregadas por mais de 1.500 robôs Kiva, que usam marcações no chão para navegar e formar um “grande bloco de estoque”, disse Clark.

Agora, um funcionário faz o pedido por itens específicos e o robô se dirige à sua estação de trabalho particular.

Em alguns casos, os robôs permitiram que a Amazon enviasse os pacotes em 13 minutos a partir das estações de seleção, em comparação a cerca de uma hora e meia em média nos centros mais antigos.

Por Deepa Seetharaman | Reuters Brasil | 1/12/2014, às 11:39 | © Thomson Reuters 2014 All rights reserved.

Desonerar ou não, eis a questão


Fátima Bezerra

Fátima Bezerra [PT-RN]

Dois anos depois da aprovação no Senado, o projeto de lei que propõe equiparar e-books e e-readers aos livros impressos, de forma que os aparelhos também tenham isenção fiscal, vive reviravoltas no Congresso.

Em junho, na Comissão de Cultura da Câmara, a relatora Fátima Bezerra [PT-RN] deu parecer contrário ao projeto do senador Acir Gurgacz [PDT-RO], argumentando que abre margem à desoneração até de celulares, que podem ser usados para ler textos.

A deputada propôs desonerar só e-readers produzidos no Brasil. A ideia teve apoio de entidades editoriais, mas não da Amazon e da Livraria Cultura, cujos e-readers importados ficariam 50% mais baratos com o projeto original.

Dias atrás, com o lobby da Amazon, o projeto passou à Comissão de Constituição e Justiça sem a mudança do parecer, voltando ao formato inicial. Agora, pode ir a plenário –onde a Amazon terá mais força para emplacar a aprovação.

Por Raquel Cozer | Folha de S. Paulo | 15/11/2014

Amazon lança novo Kindle básico no Brasil por R$ 299


A Amazon lança nesta quinta-feira [13] o modelo mais barato do seu leitor de livros eletrônicos, o Kindle, por R$ 299, que foi atualizado com tela sensível ao toque. O preço é o mesmo do dispositivo da geração anterior.

A gigante do comércio eletrônico americana também vende o modelo Paperwhite, que tem tela iluminada, por R$ 479 no Brasil.

O modelo de topo de linha, chamado Voyage [que tem tela com tela coberta por vidro, com resolução mais alta], não é comercializado por aqui. Nos EUA, custa aproximadamente o dobro do que o Paperwhite.

O novo Kindle mais básico, que chegou ao Brasil em novembro de 2014 por R$ 299

O novo Kindle mais básico, que chegou ao Brasil em novembro de 2014 por R$ 299

Segundo a companhia, o novo modelo mais barato do Kindle ganhou um processador 20% mais rápido, o que, em teoria, melhora a navegação por menus, pela loja e torna mais fluidos os avanços de página.

A capacidade de armazenamento foi dobrada, de 2 Gbytes para 4 Gbytes, suficiente para “milhares de livros”, diz a empresa.

O aparelho chegou ao mercado americano no dia 1º de outubro.

Há cerca de 40 mil livros em português na loja brasileira da Amazon, entre os quais 2.500 são gratuitos e 20 mil custam R$ 10, segundo a empresa.

A Amazon lançou uma versão brasileira de seu site há cerca de dois anos, em 6 de dezembro de 2012.

Publicado originalmente por Folha de S.Paulo | 13/11/2014, às 08h01

As implicações da passagem do computador de sua mesa para seu bolso


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 12/11/2014 | Tradução Marcelo Barbão

Benedict Evans da Andreessen/Horowitz [um indispensável observador da mudança digital na mídia, e analista que explica a Amazon melhor do que qualquer outro que eu conheço] fez uma apresentação chamada “O Celular está Comendo o Mundo”. Ele esclarece o fato de que todo mundo vai ter smartphones com conectividade em pouco tempo. Um slide [o slide número 6] na apresentação dizia que no final de 2017 — daqui a pouco mais de três anos — pouco menos de 30% das pessoas no planeta não vão ter um smartphone. Isso significa que 95% dos conhecidos de pelo menos 95% das pessoas que estão lendo este post vão ter um. Outro slide [o de número 28] diz que já estamos no momento em que, durante a vasta maioria das horas que uma pessoa está acordada, elas dedicarão entre 40% e 70% deste tempo a atividades de mídia ou comunicação.

Evans e outros analistas estão sugerindo que estas mudanças vão refazer o uso de websites e apps e nos tornar mais confiantes em “cards”, objetos digitais agnósticos em relação a sistemas e aparelhos que podem fornecer tanto informações quanto a capacidade de agir sobre ela. Vemos o começo disso agora nos negócios de livros com o Aerbook de Ron Martinez, que coloca “conteúdo no fluxo social” e Citia de Linda Holliday, que se afastou dos aplicativos estilo card voltado à indústria do livro para servir a indústria da publicidade.

Acho que seria interessante que as editoras de livros focassem nas oportunidades de marketing e consumo que estas mudanças permitem [ou exigem] em vez de permitir que esta mudança tecnológica faça com que se afastem de novo, como fizeram com os enhanced e-books. O uso do celular substituindo o PC na verdade favorece a velha leitura de livros, já que o espaço limitado das telas não é um problema. Mas os processos de descoberta e os meios de compra poderiam mudar radicalmente.

Um texto muito inspirador que li [mas não consigo encontrar mais] sugeria que tudo isso significa uma forte redução do uso do e-mail, algo que Evans confirma em uma tabela mostrando que crianças entre 12-15 anos [no Reino Unido], não usam muito. Elas mudaram para redes sociais como Facebook e Twitter como canais de comunicação. Elas nem mesmo falam no celular. Há uma nova categoria de “mídia efêmera”; ela faz o que tem que fazer e depois a comunicação desaparece. Claro, não sabemos realmente como será o comportamento comunicativo daqui a 20 ou 30 anos de alguém que hoje está com 12-15, e o e-mail ainda é muito importante para o marketing. Enquanto isso, continuam as tentativas de melhorar o e-mail, incluindo a mais recente do Google.

Há duas grandes mudanças que são realmente obrigatórias para a migração ao celular. A grande mudança óbvia é uma redução no espaço de tela em um celular, em comparação com um PC. A menos óbvia, mas que ameaça o uso do e-mail, é a perda dos teclados com muitas funções e grande tamanho. Estas duas grandes mudanças não foram citadas especificamente nas apresentações que vi sobre isso, incluindo a de Evans.

A mudança na tela poderia terminar sendo a de menor problema. Como o crescimento nos celulares é real, também é a ubiquidade de telas de muitos tamanhos em muitos lugares. A tecnologia para permitir que algo enviado de um celular seja “jogado” em outra tela é bastante trivial – o bluetooth já existe e outras coisas novas, como Chromecast, que permite a reprodução da tela de um aparelho com Internet em uma TV, estão sempre chegando. Não é difícil imaginar que telas maiores estarão disponíveis para celulares que poderão informar sobre quase tudo. E apesar de que sempre haverá uma tendência natural a preferir ver no aparelho que você segura na mão e com o qual controla toda sua navegação [uma grande vantagem para livros], se uma tela maior for necessária, sempre haverá uma disponível quando você precisar.

Mas o problema do teclado pode ser mais complicado. Teclados portáteis e dobráveis já foram desenvolvidos, e já são usados para transformar tablets em laptops. Se serão tão populares ou tão facilmente compatíveis quanto as telas é algo duvidoso. Eles não funcionaram para Palm Pilots e ainda estamos esperando para ver se seu uso vai ficar popular no Microsoft Surface.

O que atenua a perda dos teclados é o aumento do uso de ditado por voz para substituir a digitação. Sempre que clico no meu app Google no iPhone, ele me convida a simplesmente falar o que eu quero. Claro, transcrever textos ditados introduz novas possibilidades de erro. Mesmo assim, teclados ineficientes poderiam não ser tão ruins para escrever e-mails para uma parte substancial da população que não tem entre 12-15 anos, e que ainda estará usando este meio de comunicação por décadas, como os atuais hábitos dos usuários do século XXI parecem sugerir.

Você pode, claro, simplesmente falar com Siri [ou Google] em voz alta qual é o best-seller do NY Times que quer e pedir para navegar até um site onde pode baixar uma amostra ou comprar, e chegará lá.

Existe ainda mais motivos para acreditar que websites vão continuar mesmo se os cards se tornarem mais populares. Com a atomização da criação de conteúdo [cada vez mais criadores de conteúdo, alguns deles podem ser bem pequenos], entender a “autoridade” deles será cada vez mais importante. Por enquanto, Google é a empresa que mais dependemos para abordar este desafio [outras que tentaram incluem Bong, Wolphram, Alpha, Duck Duck Go] e sites são uma ferramenta fabulosa para o Google entender quem é alguém e se eles sabem de onde falam ou escrevem.

Este exame de autoridade provavelmente será cada vez mais importante e percebido desta forma pelos consumidores de conteúdo. [Na verdade, isto está acontecendo agora, apesar de que a maioria dos consumidores não perceba que está acontecendo.] Se isso for verdade, websites oficiais e úteis [ou meios equivalentes, que são proprietários ou editáveis, para consolidar informação ao redor de uma pessoa que procura uma audiência – como Wikipedia, Google+, Amazon Author Central, e outras páginas autênticas] podem continuar a ser importantes para o Google e, portanto, para todos nós.

O que é certo é que no mundo desenvolvido quase todo mundo vai ter um computador em suas mãos o tempo todo que poderá acessar quase tudo na web ou em qualquer app. [Isso já é, em grande parte, verdadeiro, mesmo que seja pouco usado ou subestimado.] Estamos nos sentindo cada vez mais confortáveis usando o celular livremente, sem estarmos presos a horários e lugares. Também podemos estar livres da ignorância a maior parte do tempo, se quisermos.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 12/11/2014 | Tradução Marcelo Barbão

[Mike Shatzkin é presidente da conferência DBW – Digital Book World, marcada para acontecer entre os dias 13 e 15 de janeiro, em Nova York [EUA]. O PublishNews é media sponsor do evento e os seus assinantes têm desconto especial na inscrição. Para garantir o direito ao desconto, basta informar o código PNDBW15 no ato da inscrição].

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Oraganiza anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

Michel Levy deixa Saraiva


Executivo deixa o grupo depois de um ano. Jorge Saraiva Neto passa a liderar o grupo executivo da companhia

Michel Levy, que ocupava o cargo de diretor superintendente da companhia

Michel Levy, que ocupava o cargo de diretor superintendente da companhia

Um comunicado enviado na última sexta-feira [7] aos acionistas do grupo Saraiva anunciou a saída de Michel Levy, que ocupava o cargo de diretor superintendente da companhia. O comunicado diz que a saída foi consensual e partiu do executivo o pedido de desligamento. Jorge Saraiva Neto, vice-presidente do Conselho de Administração e diretor presidente da Saraiva, passa a liderar o grupo executivo da companhia. Michel, que teve passagem pela Microsoft e que estava na Saraiva havia um ano, colocou a tecnologia no centro dos negócios do grupo – foi na sua gestão o lançamento do LEV, por exemplo – e é apontado como um dos responsáveis pela aproximação dos braços editorial e de varejo do grupo. Recentemente, ao ser provocado pelo editor do Publishing Perspectives, Ed Nawotka, sobre a luta interna dos dois braços da companhia que impedia até a presença de livros da editora Saraiva em lojas do próprio grupo, Levy respondeu: “em abril, nós integramos os depósitos que distribuem para livrarias e a editora, e hoje você até consegue encontrar alguns livros da nossa editora em livrarias Saraiva”. Embora não seja possível afirmar que a saída de Levy seja a responsável, mas, até o fechamento desta edição, às 11h, as ações da Saraiva estavam em queda. Na abertura do pregão, o papel [SLED 4] valia R$ 13,04 e caiu para R$ 12,59,apresentando queda de 3,45% nessa manhã. As ações da Saraiva apresentam hoje o menor preço dos últimos 12 meses.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 08/11/2014

Mudanças na Saraiva aproximam físico e digital


Diretor de Produtos Digitais agora também é o diretor de Compras do grupo

Deric Guilhen, diretor de Produtos Digitais da saraiva

Deric Guilhen, diretor de Produtos Digitais da saraiva

O homem por trás do LEV, Deric Guilhen, diretor de Produtos Digitais, agora está acumulando também o cargo de diretor de Compras. A mudança, de acordo com comunicado enviado pela companhia, “está alinhada ao novo posicionamento da Saraiva de criar e distribuir conteúdo, tecnologia e serviços disponíveis em qualquer dispositivo e formato, e acessíveis a qualquer hora e em qualquer lugar”. Na prática, a Saraiva está estreitando a distância entre o físico e o digital e Deric, além de responder pelo braço digital do grupo, cuidará também da interface com as editoras, já que estará na linha de frente das compras de livros de interesse geral, CTPs, revistas, música, filmes, papelaria e brinquedos.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 06/11/2014

Deputado sai em defesa dos e-readers


Em voto em separado, deputado catarinense defende a equiparação dos devices aos livros

ONOFRE SANTO AGUSTINI

ONOFRE SANTO AGUSTINI

As discussões em torno da atualização da Lei do Livro alavancadas pelo Projeto de Lei nº 4.354 ganharam reforços ontem, com o voto em separado do deputado Onofre Santo Agostini [PSD/SC] na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, onde o projeto está estacionado desde agosto, quando foi apresentado o relatório da deputada Fátima Bezerra (PT/RN). Em seu voto  de ontem, o deputado catarinense defende a equiparação dos e-readers – e não só dos e-books – aos livros, contrariando o relatório da deputada potiguar. “O relatório apresentado não julgou oportuna a proposta de inclusão da matéria específica do Projeto de Lei, qual seja a inclusão do parágrafo 2º, do artigo 2º onde equiparava livros físicos a equipamentos específicos cuja a função exclusiva ou primordial seja a leitura de textos em formato digital. Contudo, deve-se considerar os avanços tecnológicos existentes. A equiparação apenas dos arquivos digitais aos livros físicos não faz sentido” contra-argumentou o deputado em seu voto.

O deputado elenca ainda os benefícios dos leitores digitais. Lembrando que os e-readers têm preço menor do que tablets, celulares ou notebooks, podendo ser, portanto, um facilitador no incentivo à leitura, além da possibilidade de armazenamento em um único equipamento de grande quantidade de livros, facilitando o transporte e o acesso em qualquer lugar do mundo. “Deve-se somar e este ponto a quantidade restrita de livrarias existentes no Brasil. Dados da Associação Nacional das Livrarias apontam que há pouco mais de três mil livrarias existentes no Brasil as quais são concentradas apenas nos grandes centros urbanos, o que dificulta o acesso aos livros”, diz o voto.

O deputado refuta ainda a proposta da deputada Bezerra de incluir os e-readers na chamada Lei do Bem [Lei 11.196/05], já que, nas palavras do deputado, “esta alternativa não trará o mesmo nível de benefícios fiscais à população caso estes equipamentos sejam equiparados aos livros físicos”. Para basear os seus argumentos, o deputado retoma a pesquisa Retratos da Leitura de 2011 que apontou 68% dos brasileiros leitores estão nas classes C, D e E. “Qualquer outra sugestão de desoneração que não seja a imunidade tributária para os aparelhos de leitura digital tornaria ainda inacessível a aquisição desta nova tecnologia para a grande maioria dos leitores brasileiros”, diz o voto. “A redução do preço final do leitor digital, caso haja equiparação aos livros físicos será em torno de 40 a 50%. A imunidade pleiteada pelos leitores digitais é insignificante em face aos objetivos gerados na educação do povo brasileiro e no benefício a autores/escritores, editoras e estudantes”, conclui o deputado.

O projeto, quando aprovado na Comissão de Cultura, deve ser encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça, onde os deputados poderão apresentar novamente emendas e o relator poderá aceitá-las ou rejeitá-las. Depois disso, o projeto volta ao Senado, que irá apreciar as emendas feitas na Câmara dos Deputados, e só depois será apresentado para a sanção presidencial.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente por PublishNews | 29/10/2014