WhatsApp vira plataforma de leitura nas mãos de empreendedores digitais


Plataforma Leitura de Bolso conta com 9 mil usuários que recebem diariamente ‘pílulas’ de livros

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

Julian Vilela e Paulo Santos criaram o Leitura de Bolso que distribui conteúdos de livros via WhastApp | © Divulgação

A suspensão temporária dos serviços do WhatsApp da meia noite desta quinta-feira [17] até o início da tarde do mesmo dia foi suficiente para que o aplicativo de conversas instantâneas fosse um dos assuntos mais comentados do dia. Coincidência ou não, a agência de publicidade nova/sb publicou, nesta quinta, os resultados de uma pesquisa inédita que aponta que dos 7,5 mil entrevistados, 73% admite que utiliza o aplicativo diariamente e 79% desse universo disse recomendar o uso do WhatsApp para amigos e familiares. De olho nesse potencial e querendo driblar os assustadores índices de leitura no Brasil, os empreendedores brasilienses Paulo Santos e Julian Vilela resolveram criar uma nova forma de distribuição de livros. “Ficamos preocupados com o índice de leitura no Brasil e ficamos com esse problema na cabeça, pensando em o que gente podia fazer para amenizar esse número”, disse Paulo ao PublishNews. A resposta que os empreendedores deram à essa questão foi o Leitura de Bolso, uma plataforma de distribuição de livros via WhatsApp. “Muitas pessoas ainda se assustam com um livro de 300 páginas, mas não se dão conta que se lerem dez páginas por dia, ao final do mês, terão lido as 300 páginas do livro”, disse Paulo.

Funciona assim, o usuário se cadastra gratuitamente no Leitura de Bolso e passa a receber diariamente, pelo aplicativo, um trecho – que pode ser lido em cinco minutos — de um livro. Para início das operações, o Leitura de Bolso começou a distribuir para seus nove mil usuários o livro Quase pisei, do também brasiliense Roberto Klotz. Diariamente, os usuários recebem uma crônica do título.

No modelo atual, não há remuneração do autor, da mesma forma que não é cobrado dos usuários o acesso ao conteúdo, mas a dupla procura meios de monetizar o serviço. “Queremos divulgar o trabalho de novos escritores, que não tiveram ainda a chance de serem publicados. Em troca, nós damos aos escritores o acesso aos leitores”, explicou Paulo que disse que está aberto para parcerias com editoras que possam disponibilizar livros ou trechos de livros para a plataforma.

 

Por Leonardo Neto | PublishNews | 17/12/2015

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