Programa Livrus Ao Vivo # 08


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

Livrus ao Vivo é um programa semanal, com 30 minutos inteiramente dedicados à literatura. Produzido por profissionais do mercado editorial, que visam enriquecer o setor com programação de qualidade, o programa Livrus ao Vivo mantém uma equipe sempre atenta às novidades, levando ao ar a notícia sempre atualizada.

No programa Livrus ao Vivo, o ouvinte encontra originalidade e inovação, entrevistas com os autores em destaque, agenda cultural, resenhas e dicas de livros, obras que viraram filmes, lançamentos, além de músicas inspiradas em livros.

A primeira temporada do Livrus ao Vivo foi apresentada às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio, editor especialista em livros digitais e Chris Donizete, publisher e jornalista literária; com comentários de Sandra Schamas, escritora e tradutora.

Para ouvir a próxima temporada ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial AM 660 ou FM 95,7, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu as edições passadas, basta clicar em um dos links abaixo:

O poder do autor digital é tema de intensivo de verão


Encontros serão ministrados pelo editor e colunista do PN Julio Silveira

A Estação das Letras está com as inscrições abertas para o curso intensivo de férias O poder do autor digital – Escreva, edite, publique, venda e promova seu livro. As aulas estão agendadas para os dias 13 e 14 de janeiro, das 18h às 21h. Nesta oficina, o editor Julio Silveira, que também é colunista do PublishNews, vai apresentar o mercado e o ambiente da literatura digital e mostrar as ferramentas e estratégias para o autor produzir, publicar, vender e divulgar seus livros digitais – sem custos, sem editoras. O investimento é de 2x de R$ 200, mais taxa de matrícula de R$ 50.

Redação PublishNews | 09/12/2015

Um livro-câmera


Livro criado por designer se transforma em uma câmera fotográfica

A designer Kelli Anderson acaba de lançar um projeto no mínimo inovador. Trata-se do livro This book is a camera, que, como sugere o nome, é um pop-up book que se transforma em uma câmera. O “leitor” pode montar uma câmera fotográfica, do tipo pinhole. Além de se transformar em uma máquina fotográfica, o livro vem com papel para fotografia e instruções de como utilizar os processos químicos de revelação das imagens. Em seu blog, Kelli explica que a pinhole há limitações. Como não possui lentes, as imagens mais próximas e as mais distantes da câmera possuem a mesma nitidez.

Por Monique Sampaio | PublishNews | 09/12/2015

Vendendo livro pela capa


Existem diversas maneiras de se vender um livro, uma delas é pela capa.

Por Ednei Procópio *

É verdade que os leitores não leem um livro somente pela capa, mas é certo afirmar também que muitos livros deixaram de ser comprados exatamente por culpa do seu acabamento. Para melhorar o nível de comunicação da obra com o leitor, no entanto, itens como o impacto, a essência e a criatividade na imagem utilizada podem ajudar a traduzir para o leitor o conteúdo do livro e ajuda a fisgar o consumidor para a sua aquisição.

A imagem da capa de um livro, somada ao título, será o primeiro contato que o leitor terá com o produto e pode ser decisivo na tomada de decisão do leitor. É necessário bom senso na hora de compor a capa de um livro. É de suma importância a criação de uma boa capa para a vida útil de uma obra. A embalagem ajuda na comercialização. Faz-se preciso, portanto, desenvolver a melhor arte para uma capa, que traduza fielmente o conteúdo da obra.

A TIPOGRAFIA

A TIPOGRAFIA

Um item importante é com relação à tipografia empregada que deve, além de ser esteticamente bonita, ser também legível, para que possa ser visualizada quando reduzida para ser divulgada em livrarias virtuais, blogs, etc. O profissional gráfico geralmente sabe disso, porém o próprio autor pode ajudar e também ficar atento se a equipe editorial está realmente tomando esses cuidados.

O AUTOR E A CAPA DO SEU LIVRO

O AUTOR E A CAPA DO SEU LIVRO

Uma determinada imagem que esteja apenas dentro da cabeça do autor pode não servir para chamar a atenção dos leitores. Muitas vezes, a ideia que um autor faz da capa de seu livro não reflete nem o livro em si, algumas vezes tão pouco o conteúdo ali contido. E muito menos ajuda o mercado editorial na circulação do produto.

Ainda assim, é importante que o autor, na medida do possível, também tenha o direito de opinar e até aprovar a arte capa do seu próprio livro e, eventualmente, propor a sugestões de melhoria que achar necessárias. Mas é mais necessário ainda que o autor não torne a sua ideia de capa algo imperativo, se a opção não ajudar na venda da obra.

OS TEXTOS NA CAPA DE UM LIVRO
OS TEXTOS NA CAPA DE UM LIVRO

Quantas vezes, porém, nos deparamos com obras cujos títulos nos chamaram a atenção, mas os textos da sinopse dispersam imediatamente a nossa atenção e o livro perde, com isso, aquele ato da compra por impulso? Textos curtos e diretos são sempre a melhor opção tanto para a minibiografia do autor quanto para a sinopse da obra.

Uma boa foto do autor também ajuda. Fotos tiradas de celular com aqueles fundos caseiros estão terminantemente proibidos. Se o desejo é optar por uma imagem mais jovial do autor, o ideal é que a foto seja tirada e preparada por um bom fotógrafo. Afinal, a imagem do autor também ajuda na composição da arte de uma boa capa.

O PROJETO DE UMA BOA CAPA DEVE INCLUIR

O PROJETO DE UMA BOA CAPA DEVE INCLUIR

O que não pode faltar na publicação de um livro é o investimento na redação de um eficiente texto de marketing, que venda a obra e o autor. Uma boa capa é a soma de um bom título, de uma boa imagem frontal e de bons textos de contracapa e orelhas, sinopses, sobre a obra e o sobre autor.

Entre os itens principais, nós temos:

    • Composição da arte e desenvolvimento do projeto gráfico da CAPA.
    • No caso principalmente dos livros em versão impressa, uma boa capa inclui um texto de marketing sobre o tema do livro e também sobre o autor [com foto opcional].
    • Inclusão do CÓDIGO DE BARRAS no livro para a facilitar a comercialização da obra em diversos pontos de venda [supermercados, livrarias, bancas de jornal, revistarias, etc.].
    • REDAÇÃO de texto promocional para o livro [título, subtítulo, texto da capa, texto da contracapa, texto da orelha, etc.].
    • Projeto e DESIGN gráfico. Conceituação do projeto gráfico e editorial do livro [capa, quarta capa, sobrecapa, guardas, acabamento, seleção de papéis etc.].

UMA CAPA PARA TODAS AS MÍDIASUMA CAPA PARA TODAS AS MÍDIAS

A capa de um livro digital, por exemplo, apresenta desafios diferentes se comparadas às suas versões para a impressão. A maioria das capas para eBooks são geralmente menores, pequenas, em formato miniatura para adequar-se às telas dos aplicativos de leitura. Os tamanhos reduzidos dessas miniaturas trazem novos desafios para o design da capa de um livro.

O título do livro, tanto quanto o próprio nome do autor, dentro da arte da capa, também têm de ter legibilidade, independente das informações e dados que geralmente acompanham o cadastro de um livro. O título do livro deve ser, nesse sentido, pensado para ser visível não somente para a versão impressa, que guarda mais espaço no campo de visão de um leitor, mas também no caso em que a capa do livro é disponibilizada para Blogs, redes sociais, livrarias online, etc.

 

Ednei ProcópioEdnei Procópio é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais do país, pioneiro na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais, atua na publicação, comercialização e divulgação de centenas de títulos em versões impressas sob demanda e digitais através da LIVRUS Editorial. Publicou Construindo uma biblioteca digital [2005], O livro na era digital [2010] e em 2013, Procópio lançou seu terceiro livro A Revolução dos eBooks [pela editora do Senai] indicado ao Prêmio Jabuti 2014.

Solucionando problemas de fontes em 3 passos


Como já falamos em alguns momentos por aqui [em especial aqui, aqui e aqui], muitas vezes as fontes tipográficas que chegam ao departamento de livros digitais para serem utilizadas na produção dos e-books apresentam erros que são aparentes exclusivamente na versão digital do livro. Caracteres faltando, acentos incorretos ou até mesmo letras trocadas são alguns desses erros que, como vocês podem imaginar, atrapalham bastante a experiência do leitor.

No texto de hoje vou dar o passo a passo de como eu soluciono o problema com as fontes na maioria dos casos que encontro na minha rotina de produção. O programa utilizado para editar a tal fonte problemática é o FontForge, um software de código livre que pode ser baixado gratuitamente aqui.

1º passo: Abra a fonte a ser editada no FontForge e selecione, no menu “Element” da barra de ferramentas, a opção “Font Info”.

2º passo: Selecione o menu “General” e veja qual é o valor indicado na opção “Em size”. Caso o valor indicado seja 1024, 2048 ou 4096, altere-o para 1000. Caso o valor indicado seja 1000, troque para 2048.

3º passo: Ao clicar no botão “OK”, todos os caracteres serão redimensionados para o tamanho escolhido. Agora basta finalizar salvando em formato .ttf as fontes com “Em Size” igual a 2048. Ou em formato .otf as fontes com “Em Size” igual a 1000.

O “Em” é uma unidade de medida aplicada a tipos digitais. As fontes TrueType [.ttf] têm um tamanho médio de 2048 em, enquanto as fontes OpenType [.otf] têm 1000 em. Ou seja, o que o nosso passo a passo ensina é a transformar, utilizando o FontForge, uma fonte TrueType em uma fonte OpenType e vice-versa. Grande parte dos erros nos arquivos de fonte acontece por uma declaração de formato inadequada e, mesmo quando esse não for o caso, redimensionar o tamanho da fonte pode ajudar a solucionar o problema.

O universo das fontes tipográficas é vasto e maravilhoso. Para quem quiser mais detalhes sobre o assunto deste texto, recomendo começar por essa breve introdução e seguir adiante com a ajuda da internet e dos bons livros sobre design já escritos, muitos deles traduzidos para o português.

Por Joana De Conti | Publicado originalmente em COLOFÃO | 9 de dezembro de 2015

Joana De Conti

Joana De Conti

Joana é formada em Ciências Sociais e mestre em Antropologia, mas abandonou a academia quando descobriu os livros digitais. Neófita no meio editorial, vai escrever aqui tanto sobre suas descobertas e aprendizados técnicos quanto sobre suas impressões acerca da relação entre o digital e o impresso dentro e fora das editoras. Joana trabalha atualmente no departamento de livros digitais da editora Rocco.