Árvore de Livros cria índice de dificuldade para eBooks


A startup brasileira Árvore de Livros vai lançar uma ferramenta que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], o algoritmo vai analisar todos os livros digitais disponíveis no serviço e gerar uma nota que mostra o nível de complexidade da leitura. O programa leva em consideração mais de 250 critérios, como comprimento médio das frases, significado das palavras e velocidade média de leitura das pessoas.

A partir da classificação dos livros, a plataforma vai oferecer sugestões de títulos personalizadas para cada usuário. “A ferramenta vai reduzir o risco de a pessoa se desmotivar caso comece por livros que ele não compreenda bem”, diz o cofundador da startup, João Leal. Para os professores, será possível identificar como está o nível de leitura em uma sala e em cada aluno individualmente.

Presente em mais de 800 escolas, a Árvore de Livros dá acesso a um acervo de mais de 14 mil títulos – o preço, pago pela escola, varia conforme o número de alunos.

O serviço funciona como uma biblioteca virtual, na qual os alunos pedem livros emprestados. Os livros podem ser lidos em smartphones e tablets com iOS e Android e também no navegador. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet. O serviço permite que professores façam atividades relacionadas à leitura com os alunos.

Os índices de leitura no Brasil são baixos. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, divulgada em abril, sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado. O último levantamento do Instituto Pró-Livro, feito em 2012, revelou que o brasileiro lê, em média, apenas 2,1 livros até o fim por ano. Para estimular o hábito de leitura, a Árvore de Livros realiza competições em que os alunos que leem mais ganham pontos. Ao final a escola e os alunos mais bem colocados são premiados.

Modelo de negócio. Para ter acesso ao serviço, a instituição paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários – atualmente, cerca de 53 mil pessoas utilizam a plataforma. A startup paga às editoras por cada livro oferecido e pode emprestá-lo até cem vezes para um aluno de cada vez. A estante virtual do usuário pode ter no máximo três livros emprestados. Caso ele queira um novo livro, é preciso devolver um dos títulos.

Thiago Sawada | O Estado de S. Paulo | 23/11/2015

Projeto Leitura de Bolso envia trechos literários diariamente via WhatsApp


Usuários podem se cadastrar gratuitamente no site. Textos começam a ser enviados nesta quarta e podem ser lidos em até 5 minutos

Já imaginou receber um texto literário em seu celular enquanto espera o ônibus, uma consulta médica ou procura algum conteúdo legal na internet? Essa é a proposta dos sócios Paulo Santos e Julian Vilela com o projeto Leitura de Bolso, que envia via WhatsApp textos que podem ser lidos em até 5 minutos. A ideia é oferecer diariamente trechos literários de qualidade para incentivar o hábito de leitura. Para participar é preciso acessar o site [http://leituradebolso.com] e cadastrar o seu telefone e um e-mail. Feito isso, você também deve salvar no seu celular o número enviado pelo projeto para começar a receber os textos.

Os textos começam a ser enviados nesta quarta,  gratuitamente, para os celulares cadastrados no site. Recursos multimídia como músicas, vídeos e imagens também fazem parte do conteúdo enviado aos usuários. A cada temporada, um autor será convidado a participar do projeto, com trabalhos inéditos ou não. O primeiro colaborador é Roberto Klotz, escritor brasiliense.

Segundo um dos idealizadores do Leitura de Bolso, Paulo Santos, o objetivo é democratizar a leitura e facilitar esse processo para as pessoas. Segundo dados da Fecomércio-RJ, 70% dos brasileiros não leram um único livro em 2014. Por enquanto, 400 pessoas se interessaram pelo projeto. Para o futuro, a meta é ter mais pessoas cadastradas.  “Também queremos mais parceiros para nos ajudar com os custos do Leitura de Bolso e trazer escritores renomados no país para lançarem obras inéditas“, contou Santos.

Por Carolina Mansur | Publicado originalmente em Estado de Minas | Caderno Divirta-se | 23/11/2015