Guia explica modelo de negócios de eBooks para bibliotecas


O pessoal da Publishing Perspectives se juntou com à agregadora digital Bookwire e à consultoria Dosdoce.com para produzir um guia de licenciamento de e-books para bibliotecas e editoras. O documento, que pode ser baixado gratuitamente clicando aqui, apresenta aos editores as diversas possibilidades de modelos de negócios envolvendo e-books [clube do livro, serviços de streaming, pagamento por consumo, etc…] que podem ser utilizadas por bibliotecas. O principal objetivo é promover as diversas oportunidades de utilização de e-books em bibliotecas. Além de apresentar essas possibilidades, o guia esclarece dúvidas sobre os diversos modelos.

PublishNews | 30/11/2015

Pirataria na mira: editoras descobrem novo site com livros


Marcio Fernandes/Estadão

Marcio Fernandes/Estadão

Às vésperas do segundo aniversário [pelo que dizem na apresentação], só agora o site Le Livros começa a ser descoberto por editoras brasileiras. Ali, podem ser lidos ou baixados [epub, mobi e pdf] mais de 3 mil livros em português, incluindo os lançamentos O Irmão Alemão, de Chico Buarque; Eternidade Por Um Fio, de Ken Follett; e O Capital no Século 21, de Thomas Piketty. Sem pagar nada. É o site mais profissional já criado em português para esse fim polêmico – a discussão pirataria X acesso à cultura é antiga. Há dois meses, a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos recebeu a primeira denúncia de um autor. Uma ou outra editora também reclamou. A Record, por exemplo, só tomou conhecimento na quinta, pelo Estado. O passo agora é descobrir os responsáveis e tomar providencias jurídicas – para a tristeza dos mais de 400 mil seguidores no Facebook [muitos dos quais profissionais do mercado editorial e escritores].

Por Maria Fernanda Rodrigues | Publicado originalmente em O Estado de S. Paulo | 28 novembro 2014 | 21:18

Trechos literários enviados por WhatsApp no DF


Paulo Santos | Criador do ‘Leitura de Bolso’

Um projeto criado no Distrito Federal busca incentivar o consumo de literatura nos minutos livres do dia a dia por meio da tela do celular. O “Leitura de Bolso” envia todos os dias, via WhatsApp, textos curtos que podem ser lidos no transporte público, no sinal vermelho ou na fila do banco. O serviço é gratuito, e o cadastro pode ser feito pela internet.

A ideia surgiu após uma pesquisa da Fecomércio que revelou que, no ano passado, 7 em cada 10 brasileiros não leram um livro sequer. “Vimos essa notícia e ficamos espantados, nos perguntando qual era o motivo disso. Tentamos achar algum jeito de trazer a literatura para mais perto das pessoas“, diz o publicitário Paulo Santos, de 28 anos.

Depois de algumas semanas quebrando a cabeça, ele e o amigo Julian Vilela acharam a solução: textos curtos e de fácil acesso. “São textos rápidos, para ler em até cinco minutos. É um tempinho que a gente sempre tem disponível. Acho que os livros ‘assustam’ muita gente pelo tamanho“, diz o publicitário.

Temporadas

O conteúdo da “primeira temporada” do Leitura de Bolso fica a cargo do engenheiro e cronista brasiliense Roberto Klotz. O autor ofereceu, sem custos, as 46 crônicas do livro “Quase pisei”, suficientes para dois meses de projeto – os textos serão enviados apenas em dias úteis.

A cada manhã, os inscritos vão receber uma das crônicas e algumas imagens relacionadas ao tema. No início, pensamos em narrar os textos, mas o consumo ficaria condicionado ao fone de ouvido. Por enquanto, vamos com texto e imagem“, diz Santos.

Para as próximas temporadas, a dupla estuda parcerias com ilustradores, fotógrafos e outros artistas.
Vimos essa notícia e ficamos espantados, nos perguntando qual era o motivo disso. Tentamos achar algum jeito de trazer a literatura para mais perto das pessoas”

Com a promessa de manter o serviço gratuito e sem propagandas, a dupla reduziu ao máximo os custos do projeto, que entra no ar com “investimento zero”. O site foi produzido pelos próprios publicitários, e as primeiras mensagens serão enviadas de um aparelho celular que estava “encostado”.

Até agora, gastamos mais tempo que dinheiro. Patrocínio, propaganda, spam estão fora de cogitação“, diz Santos.

Sem barreiras

Antes mesmo do lançamento, o projeto dá sinais de sucesso. “A gente escolheu o WhatsApp porque é um dos meios mais democráticos, e parece que deu certo. Esperávamos entrar no ar com 200, 300 pessoas, mas até esta terça [24] já temos 1,3 mil inscritos.

O envio pelo aplicativo de mensagens também evitou a barreira geográfica. O cadastro pode ser feito de qualquer lugar do mundo, desde que o número de telefone esteja vinculado a uma conta do WhatsApp. O texto é enviado pelo número oficial do projeto, que pode ser armazenado nos contatos do celular: [61] 9619-6842.

G1 | 27/11/2015

Educação e Tecnologia em foco no Simpósio Hipertexto


O Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação chega a sua 6ª edição trazendo o tema “Aprendizagem Aberta e Invertida”. O evento, que também agrega o 2º Colóquio Internacional de Educação com Tecnologias, vai acontecer no Centro de Artes e Comunicação [CAC] da Universidade Federal de Pernambuco [UFPE], entre os dias 7 e 8 de dezembro.

simposio27.11.15

Nestes dois dias, uma programação intensa reúne professores, pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento. Atividades como conferências, mesas-redondas, oficinas, sessões de comunicação coordenada, sessões de comunicação individual, cine hipertexto, apresentação de pôsteres digitais, exposição, feira de livros e o prêmio Hipertexto marcam o evento.

O simpósio será uma oportunidade imperdível de debater novas tecnologias digitais aplicadas às ações pedagógicas. Especialistas brasileiros e do exterior participam do evento já consolidado no calendário nacional. Entre os professores confirmados estão John Keller [Universidade da Flórida – EUA], Bruno Campagnolo [PUC-PR], Nelson Pretto [UFBA] e Marco Silva [UERJ].

O evento é organizado conjuntamente entre o Núcleo de Estudos de Hipertexto e Tecnologia Educacional [Nehte] e o Profletras, Mestrado Profissional em Letras da UFPE, ambos vinculados à Universidade Federal de Pernambuco [UFPE].

SESSÃO – Durante o Simpósio serão apresentados trabalhos em áreas de pesquisas como linguagem, tecnologia e aprendizagem. Entre os eixos temáticos estão: 1. Ensino e aprendizagem mediados por tecnologia: sala de aula invertida, ensino híbrido, gamificação, aprendizagem móvel e afins; 2. Educação Aberta: teoria e prática; 3. E-Learning e Educação a Distância; 4. Inclusão Digital e Práticas de Letramento; 5. Arte, Literatura e Comunicação em Ambiente Digital; 6. Hipertexto, Gêneros e outros Recursos Digitais Educativos: objetos de aprendizagem, redes sociais, blog e afins; 7. Tendências de tecnologias inovadoras para a construção de conhecimento da próxima geração; 8. Ensino de línguas com tecnologia; 9. Thinking outside the box: docência, formação e novas tecnologias;10. Linguagem de programação, Webdesign e Usabilidade de tecnologias aplicadas à educação.

Da assessoria do evento | 27/11/2015

Por que livro digital vende menos que livro impresso?


Em sua coluna, Cindy Leopoldo busca respostas para essa questão que perturba muita gente que trabalha com livros digitais não só no Brasil, mas no mundo inteiro

Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 26/11/2015

Eu fiz a pergunta que dá título a esse texto em um bar, num sábado à noite, para amigos que trabalham com livros digitais daqui do Rio de Janeiro e recebi, poucos dias depois, uma resposta pública [que pode ser lida aqui]. De primeira, achei assustador ver que o que você faz em um sábado à noite pode estar, na semana seguinte, em um site que trata de assuntos relacionados à indústria em que você trabalha, mas depois achei divertido e agora quero estender a discussão.

A resposta que recebi da Mariana Calil, a única da mesa que não trabalha direta e exclusivamente com livro digital, fala sobre a leitura de e-books no Brasil [como ela diz no texto, realmente havia uma banda tocando no tal bar e a gente às vezes não conseguia se comunicar muito bem], mas a pergunta era mais abrangente. De toda forma, achei a resposta pertinente, só ficou faltando o restante do mundo nela, afinal e-books parecem vender menos que impressos em todos os lugares.

Acho isso muito curioso porque a impressão que eu tenho é que, por exemplo, a música e o filme digital se impuseram como realidade antes que as pessoas desejassem ou soubessem usar mp3, mp4 ou qualquer coisa do tipo. Não parecia haver uma escolha, essa era a nova forma de ouvir músicas e ver filmes e só restava aceitar. Mas não era apenas aceitação, era também muito legal ver as coisas mudando! Lembro de discussões sobre a qualidade do áudio, mas era algo que incomodava quase exclusivamente aos profissionais que trabalhavam com música; com e-books, entretanto, é o consumidor comum que, quando não curte, não só não aceita como faz questão de comunicar que prefere “livro de verdade”. Acho que isso mostra que há algo incrivelmente passional na relação dos consumidores com a leitura e acho que isso deve ser mais aprofundado, porque nunca vi, por exemplo, distinção de “música de verdade” e “música digital” ou “filme de verdade” e “filme digital”. Brincando de Murakami, acho que a gente tem que tentar mais arduamente entender “do que estão falando quando falam de livro de verdade”. Ainda mais em um país que, teoricamente, não lê, o que sugere que, ainda que seja para não ler, o povo prefere o impresso…

Sei que não vou chegar a uma conclusão sobre isso neste texto, mas posso enumerar possibilidades: a primeira é que talvez eu não tenha acompanhado tão de perto o que ocorreu nas indústrias da música e do filme quando estava iniciando a virada do analógico para o digital; outra possibilidade que vejo é que acrescentar um aparelho entre o leitor e a leitura [coisa que sempre existiu nas indústrias da música e do filme] faça as pessoas acharem que o livro digital cria problemas em vez de resolvê-los ou até mesmo que cria uma distância que os leitores supunham não existir ao segurar o papel; talvez o valor em dinheiro para acessar um livro digital seja muito mais alto do que o valor que as pessoas de fato dão a esse produto [afinal, é mais fácil saber os custos da produção de um filme ou de um show do que os de um livro, e isso pode fazer com que as pessoas imaginem que os preços dos produtos editoriais sejam totalmente arbitrários]; talvez a pirataria desenfreada tenha feito os consumidores se acostumarem com as versões digitais das outras artes e seja apenas uma questão de tempo até as pessoas se sentirem à vontade também ao ler um livro por meio de um aparelho eletrônico [ainda que essas mesmas pessoas já leiam laudas e laudas no Whatsapp ou no Facebook diariamente]; talvez, como entendi do texto da Mariana, pessoas precisem expor capas de livro em casa para aliviarem inseguranças intelectuais ou apenas por gostarem de ver e ter livros, e e-books estão mais relacionados a acesso do que a posse de um bem; ou talvez simplesmente haja algo que cause dependência nesse bando de substâncias químicas que produzem o tal “cheiro de livro”…

Para finalizar essa enxurrada de possibilidades, a que mais mexeu comigo foi apresentada por Craig Mod no curso de Yale voltado para o mercado editorial deste ano [e com certeza não fui a única que sentiu isso, porque saiu até mesmo uma matéria sobre a questão no The Bookseller]. Logo na primeira palestra ele disse algo como “voltei a comprar impressos porque demos mais de sete anos à Amazon e o livro no Kindle continua feio” [perdão, eu esqueci as palavras exatas, mas a ideia era essa]. Isso me deixou surpresa por duas coisas: [1] e-books e Amazon parecem sinônimos e [2] percebi que, inconscientemente, parece que eu acreditava que havia um acordo tácito mundial para relevar as limitações do ePub. As duas coisas me incomodaram bastante, mas, em relação à primeira, talvez haja motivo para os americanos pensarem assim. Porém, a segunda doeu. Sei que ele nem estava falando do trabalho das editoras e, sim, dos aplicativos e dos e-readers, mas infelizmente ele tem razão, e cabe a nós, quem produz e lê e-books, exigir mais qualidade da produção, da distribuição, da comercialização, da visualização.

Desde a primeira vez que ouvi falar sobre e-books, fiquei encantada. Não deixar a bolsa pesada, poder fazer busca no texto, não ocupar espaço em casa, começar a ler imediatamente após a compra online e, no geral, ser mais barato me fizeram pensar “era isso que eu queria!”, e confesso que acreditei que todos sentiriam o mesmo. Mas, não: pelas reportagens que leio, os e-books não representam nem 5% do total de vendas das editoras brasileiras e nos EUA o crescimento que antes era a passos largos parece ter desacelerado bruscamente. De acordo com outra palestra do curso, não deveríamos entender que a venda de e-books parou de crescer por lá, mas que está crescendo em segmentos específicos porque os leitores já têm um discernimento maior do que preferem ler em cada mídia. Aqui pode ser que esteja acontecendo o mesmo e que essa pequena porcentagem de interessados não deva ser encarada como rejeição, mas como uma espécie de amor condicional. Ainda assim, acho que essa reação tão passional merece atenção, e acredito que é preciso avaliar com carinho todos esses “talvez” que eu enumerei e outros que outras pessoas enumerarem para falarmos a mesma língua do leitor e oferecer algo que não apenas 5% ou mesmo 30% das pessoas achem interessante, mas que todo mundo ache legal e queira ter até mesmo [e por que não?] o mesmo livro em e-book e impresso.

Por Cindy Leopoldo | Publicado originalmente em PublishNews | 26/11/2015

Cindy Leopoldo

Cindy Leopoldo

é graduada em Letras pela Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ] e pós-graduada em Gerenciamento de Projetos pela Universidade Federal Fluminense [UFF]. Cursou o Yale Publishing Course em 2015. Trabalha em departamentos editoriais há mais de uma década. Atualmente é gerente de edições digitais da Intrínseca no Rio de Janeiro, sendo responsável pelos e-books da editora carioca. Escreve quinzenalmente, só que não, para o PublishNews. Sua coluna trata do mundo que existe do lado de dentro das editoras. Mais especificamente, dentro de seus departamentos editoriais. Acesse aqui o LinkedIn da Cindy.

Amazon inaugura quiosque na Paulista


Depois de inaugurar a sua primeira loja física de livros em Seatle, a Amazon anuncia a abertura de um quiosque interativo na Avenida Paulista para promover o Kindle, o seu e-reader. A lojinha, que abriu hoje, fica no Top Center, no número 854 da avenida-símbolo da capital paulista e, nela, clientes podem, além de conhecer os produtos da gigante de Jeff Bezos, baixar gratuitamente o app de leitura do Kindle e ganhar cupons de descontos exclusivos. No Brasil, a Loja Kindle tem disponível mais de 3,5 milhões – 60 mil deles em português – de e-books e a Amazon.com.br tem em seu catálogo mais de 10 milhões de livros físicos, 170 mil deles em português

Por Leonardo Neto | PublishNews | 26/11/2015

SmartLab oferece apoio pedagógico a alunos e professores


Imagine um ambiente escolar supermoderno e inspirador em que alunos, por meio de um tablet, computador ou smartphone, consigam acessar conteúdos interessantes de diversas áreas do conhecimento, gerando para escolas e docentes relatórios de acompanhamento do desenvolvimento deles em tempo real. Esse é o espaço de aprendizado do futuro projetado pelo SmartLab, plataforma inteligente e integrada desenvolvida pelo Grupo Santillana lançada no Brasil no início dessa semana. Com investimento de R$ 25 milhões, o SmartLab reúne diversos parceiros que oferecem conteúdos interativos e plataformas de Matemática, Língua Portuguesa, Ciências, Inglês, estímulo à leitura, dentre outros. Os alunos ainda terão acesso a simulados, conceitos de empreendedorismo e inovação, cidadania digital, robótica, espaço maker, programação e educação financeira. Também faz uma curadoria constante de parceiros que busca incluir os mais eficientes recursos educacionais para atender alunos desde o Fundamental I até o Ensino Médio.

Curso ensina a catologar eBooks


Seguem abertas as inscrições para o curso de Catalogação de e-books. O objetivo é apresentar as orientações da Library of Congress para descrição de livros digitais, a partir da criação de registros neutros. Durante a aula, marcada para o dia 5 de dezembro, sábado, o livro digital será brevemente apresentado, buscando identificar as características principais do objeto empírico, com foco nos elementos necessários à sua descrição. O encontro acontece na Ação Educativa [Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, São Paulo/SP], das 9h às 18h, com condução de Liliana Giusti Serra. O investimento é de R$ 150. Mais informações e inscrições, clique aqui.

PublishNews | 26/11/2015

Versão 9 do SophiA Biblioteca pode ser atualizada


Já está disponível para atualização a versão 9 do SophiA Biblioteca. Além de adicionar novos recursos ao sistema, a mudança é necessária em caso de manutenção do software junto ao Suporte da Prima, já que a partir de janeiro clientes que ainda utilizam a versão 8 não contarão com este serviço. Entre as novidades do sistema estão a possibilidade de execução de operações em lote, como exclusão de títulos, transferência entre acervos, retenção de exemplares, entre outras; novos campos no cadastro de legislação e integração com LexML; e busca unificada de autoridades, cadastro de outros vocabulários e integração com DeCS, entre outras novidades. Para saber mais sobre estas e outras novidades, clique aqui.

PublishNews | 26/11/2015

Carrascosa participa de bate-papo com blogueiros


João Anzanello Carrascoza

João Anzanello Carrascoza

A e-galaxia convidou João Anzanello Carrascoza para um bate-papo com blogueiros literários. A conversa, mediada pelo editor Tiago Ferro, acontece na próxima terça-feira [1º], a partir das 19h, na Livraria da Vila da Fradique [Rua Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo/SP]. No papo, Carrascoza vai apresentar O primeiro dia do último invern, seu título lançado pelo selo Formas Breves da e-galaxia, e falar sobre literatura contemporânea. O evento é gratuito, exclusivo para blogueiros e requer inscrição prévia pelo e-mail imprensa@e-galaxia.com.br.

PublishNews | 25/11/2015

Programa Livrus Ao Vivo # 06


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

Livrus ao Vivo é um programa semanal, com 30 minutos inteiramente dedicados à literatura. Produzido por profissionais do mercado editorial, que visam enriquecer o setor com programação de qualidade, mantém uma equipe sempre atenta às últimas novidades, levando a notícia sempre atualizada.

No programa Livrus ao Vivo, o ouvinte encontra originalidade e inovação, entrevistas com os autores em destaque, agenda cultural, resenhas e dicas de livros, obras que viraram filmes, lançamentos, além de músicas inspiradas em livros.

A primeira temporada do Livrus ao Vivo é apresentada sempre às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio, editor especialista em livros digitais e Chris Donizete, publisher e jornalista literária; com comentários de Sandra Schamas, escritora e tradutora.

Para ouvir ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial AM 660 ou FM 95,7, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu as edições passadas, basta clicar em um dos links abaixo:

BISAC | O que é, para que serve e como usar?


Por Lúcia Reis | Publicado originalmente em COLOFÃO | 25//11/2015

Já falamos anteriormente sobre metadados, por aqui e ali. Dessa vez, no entanto, gostaria de dar uma dica bem prática sobre como melhor preencher o metadados de seu livros. O exemplo escolhido é um que vejo que muitas editoras brasileiras não andam prestando tanta atenção: o cadastro de categorias.

Nas players estrangeiras como Amazon, Apple, Kobo e Google, esse cadastro é feito através do código BISAC, desenvolvido pelo Book Industry Study Group [BISG]. A lista de códigos BISAC é atualizada com certa frequência, o que pode causar diferenças da lista de uma loja para a outra, dependendo do ano base que elas estão usando como referência.

Book Industry Study GroupO que vejo nas lojas, quando estudo os livros das editoras brasileiras, é que muitas não estão preocupadas com o cadastro preciso da categoria de seus livros, colocando todos dentro do genérico Fiction [FIC000000] ou não compreendendo direito que o código BISAC é um código de assuntos, portanto, quando você categoriza um livro como Romance [FIC027000] você não está dizendo que seu livro é uma composição em prosa, e sim que o assunto principal do livro é de caráter amoroso. Esse é um erro muito comum. Já imaginou Sylvia Day e Bernard Cornwell na mesma categoria? Bom, é isso que acontece.

E como a Marina já disse por aqui, cadastrar corretamente e precisamente as categorias de seus livros ajuda em muito a visibilidade dos mesmos nas lojas, pois os algoritmos levam este código em consideração para fazer a sugestão de novas leituras. Ou seja, o leitor do Cornwell vai receber vários romances como recomendação. <3

As editoras que preferem cadastrar um BISAC genérico, por outro lado, não têm esse problema. No entanto, estes títulos precisam ser extremamente fortes para não serem prejudicados pela falta de precisão da recomendação dos mesmos para novos usuários. Por exemplo, o John Green estar com um BISAC Fiction > General [FIC000000] não é tão grave, porque suas vendas são tão relevantes que mesmo assim ele vai ser recomendado para MUITA gente. Mas um livro menos conhecido, de um autor menos conhecido, poderia se beneficiar de um BISAC mais preciso.

Outra coisa importante também é não confundir categorias como Family & Relationships ou Music como assuntos que fazem parte de um livro de ficção. Se o livro for ficção sobre relacionamentos familiares, você precisa procurar uma classificação dentro de Fiction, senão seu livro vai ficar relacionado muito provavelmente a livros de psicologia, educação e maternidade. E você não quer isso, certo?

Algumas dicas que deixo para quem vai preencher os metadados de assunto de livros:

  1. Se o título é estrangeiro, veja como a editora do original classificou o livro.
  2. Veja como livros similares estão classificados. Afinal, se você acha que seu livro é para os mesmos leitores de A garota no trem, você tem que torná-lo mais visível para aqueles que o consumiram.
  3. Não classifique os livros com base no CDD. São códigos com funções diferentes, e por mais que o CDD possa te ajudar a ter uma noção de que categoria utilizar, você dificilmente achará um correlato idêntico no BISAC.
  4. Use o bom senso. Nem sempre as referências dos outros estarão corretas, e isso pode realmente prejudicar seu livro.

Por Lúcia Reis | Publicado originalmente em COLOFÃO | 25//11/2015

Lúcia Reis

Lúcia Reis

Lúcia Reis é formada em Letras: Português/Literaturas, pela Universidade Federal Fluminense e é pós-graduanda em Marketing e Design Digital pela ESPM. Trabalha com conteúdo digital desde 2009 e hoje atua como Coordenadora de Livros Digitais na editora Rocco. Como todo bom leitor compulsivo, tem mais livros do que a prateleira comporta, e possui muitos mais em sua biblioteca virtual! Lê e-books todo dia no trajeto para casa, ao som de sua banda favorita, Thin Lizzy.

Abong cria biblioteca digital para apoiar terceiro setor


A Biblioteca Digital Brasileira de Organizações da Sociedade Civil é uma iniciativa da Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais [ABONG], e compõe o Projeto Compartilhar Conhecimento: uma estratégia de fortalecimento das Organizações da Sociedade Civil [OSC]. Patrocinado pela Petrobras, o projeto visa contribuir com o campo das OSC de defesa de direitos e bens comuns com o objetivo de fortalecer sua atuação.

A Biblioteca Digital Brasileira de Organizações da Sociedade Civil é um espaço digital de armazenamento, preservação, divulgação, acesso e compartilhamento da produção do conhecimento das OSC.

Caracteriza-se como uma Biblioteca Digital Temática de acesso livre ao permitir que qualquer pessoa faça download, imprima, pesquise ou referencie o texto integral dos documentos. Cobre as principais temáticas de atuação das OSC do campo da defesa de direitos.

Inicialmente, a Biblioteca Digital Brasileira de Organizações da Sociedade Civil torna disponíveis os conteúdos que compõem o acervo da ABONG e conteúdos que foram coletados nos websites das organizações associadas. A partir desta iniciativa pretende-se ampliar, articular e fortalecer uma rede de coleta, armazenamento e compartilhamento de conhecimentos com vistas à fortalecer a atuação das Organizações em Defesa dos Direitos e Bens Comuns por meio do compartilhamento de conhecimentos.

A Biblioteca Digital de OSCs está organizada em coleções que correspondem aos principais temas de atuação das organizações do campo da defesa de direitos. Cada coleção temática pode reunir sua produção em diferentes tipos de documentos – incialmente os conteúdos disponíveis são: livros, relatórios de projetos, relatórios institucionais, artigos e materiais didáticos. Abaixo seguem as coleções temáticas:

Agricultura;
Arte e cultura;
Assistência social;
Comunicação;
Comércio;
Crianças e adolescentes;
DST/AIDS;
Discriminação racial;
Discriminação sexual;
Economia Solidária;
Educação;
Esporte;
Fortalecimento de outras ONGs/ Movimentos populares;
Justiça e promoção de direitos;
Meio Ambiente;
Organização popular/ Participação popular;
Orçamento público;
Questão indígena;
Questões agrárias;
Questões urbanas;
Relações de consumo;
Relações de gênero;
Saúde;
Segurança alimentar;
Segurança pública;
Trabalho e renda.

Objetivos

Reunir num único local virtual a Produção de conhecimentos das OSCs;
Disseminar as experiências inovadoras no âmbito das Organizações da Sociedade Civil brasileiras;
Publicar conteúdos que contribuam para a expansão do conhecimento da atuação das OSCs;
Aumentar o impacto dos trabalhos desenvolvidos pelas OSCs;
Preservar a memória de conhecimentos das OSCs; e
Maximizar a visibilidade das OSCs e de seus pesquisadores, bem como o impacto da ações e investigações no cenário nacional e internacional.

A Biblioteca Digital Brasileira de Organizações da Sociedade Civil está alinhada aos preceitos do Manifesto Brasileiro de Apoio ao Acesso Livre à Informação Científica promovido pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia [Ibict], órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, visando promover a constituição de uma nova ética no acesso à produção do conhecimento com vista à democratização do acesso à informação pública.

A plataforma digital foi construída segundo recomendações internacionais para disseminação da informação, visando aumentar a visibilidade e o acesso da pesquisa e a interoperabilidade de toda a produção das OSCs associadas ABONG em Rede. O sistema faz a recuperação dos documentos pelo texto completo ou por meio de buscas simples e avançada e não há limite em relação ao tamanho e formato dos arquivos. Este modelo de gestão para documentos eletrônicos proporciona maior visibilidade à produção de conhecimentos das OSCs, disponibilizando para a sociedade o resultado de suas atividades de atuação, pesquisa, criação e inovação.

Foi implementada em conformidade com os padrões tecnológicos criados pelo Open Archive Iniciative [OAI], e utiliza a plataforma DSpace, software livre produzido pela fundação Duraspace e com assessoria da Digital Libraries, especializada em consultoria para Repostórios e Bibliotecas Digitais. Os metadados utilizados para descrição dos documentos digitais seguem o padrão Dublin Core e o sistema CNRI Handle é usado para designar identificadores permanentes para cada documento disponível no Repositório. Adota as licenças Creative Commons para proteger os direitos autorais e ao mesmo tempo garantir a democratização do acesso ao conhecimento. Permite o auto-arquivamento de conteúdos, isto é, um processo que possibilita a submissão de conteúdos na plataforma digital pelos próprios produtores, assim a partir desta iniciativa pretende-se ampliar e fortalecer uma rede difusora de informação temática junto às organizações associadas à ABONG.

A adoção desta iniciativa resulta nos seguintes benefícios para as Organizações da Sociedade Civil:

Promove o acesso público e gratuito para toda a sociedade ao conhecimento produzido no âmbito das OSCs associadas à ABONG;
Oferece um único ponto de referência para as pesquisas, acessíveis sem barreira de tempo e espaço;
Aumenta a capacidade de pesquisa, descoberta, recuperação e inovação de conhecimento em ambientes digitais;
Aumenta a visibilidade da atuação das OSCs e de autoria de diversos atores da sociedade civil brasileira;
Preserva a longo prazo a memória de conhecimentos das OSCs;
Inclui a produção de conhecimentos das OSCs no sistema formal de comunicação brasileira nacional e internacional; e
Facilita a pesquisa interdisciplinar da produção de conhecimento produzidas e acumulas no contexto de atuação das OSCs.

A biblioteca virtual ‘Nuvem de Livros’ e a contemporaneidade


Por Roberto Bahiense, CEO da Biblioteca Digital Nuvem de Livros | Publicado originalmente em São Paulo Review | 24 novembro 2015

A biblioteca virtual ‘Nuvem de Livros’ e a contemporaneidade

A biblioteca virtual ‘Nuvem de Livros’ e a contemporaneidade

Estive em Paris durante o Salão do Livro deste ano, a convite do Bief – Bureau International de l’Édition Française, juntamente com respeitados editores e players da cadeia produtiva do livro no Brasil.

Antes, portanto, do horror que se abateu sobre a cidade nos últimos dias.

Lembrei-me, lá, de um livro que havia lido há alguns anos, de autoria do norte-americano Edmund White, publicado pela Companhia das Letras. O livro chama-se O flâneur – um passeio pelos paradoxos de Paris.

Tratei, na ocasião, durante a palestra que proferi no Centre National du Livre, dos paradoxos do meu País, de modo a contextualizar, justificar e legitimar a Biblioteca Virtual Nuvem de Livros.

Ao longo da minha exposição, após apresentar o que fizemos no Brasil e estamos, agora, desenvolvendo em outros países – com início na Espanha, em parceria com uma destacada corporação francesa, a Orange, e em vários países da América Latina, a partir de janeiro de 2016 -, esbocei, como Edmund, a mesma visão estrangeira sobre a realidade francesa, no tocante ao mercado do livro digital, sobretudo a partir da decisão do governo francês, notadamente da ministra Fleur Pellerin, sustentada por análise do “Le médiateur du Livre”, que identifica a ilegalidade dos serviços de leitura via streaming e de outras soluções análogas na França.

Antes que eu provocasse possíveis reações por parte das áreas de decisão governamental daquele país, Edmund, novamente ele, com a sua narrativa envolvente, em O flâneur…, auxiliou-me ao afirmar, no seu livro, que “os franceses têm uma civilização tão atraente, plena de plácidos prazeres e de tolerância genérica, e seus gostos em todos os domínios são tão marcantes, tão firmes, que um estrangeiro – eu, no caso – é logo levado a acreditar que, caso se tornasse um parisiense, dominaria, finalmente, a arte de viver.”

Esta singela menção protegeu-me, creio, em relação aos comentários que fiz e das minhas tímidas reflexões sobre o tema.

Voltemos, contudo, aos acontecimentos protagonizados, pela ministra da cultura, Fleur Pellerin.

Voltemos, também, ao Edmund.

Diz ele que a França só poderá continuar a exercer a sua função de farol da civilização, e não apenas de guardiã de sua herança, se abraçar a cultura híbrida e internacional que floresce mundo afora, sobretudo nos países emergentes como o Brasil.

No documento produzido por “Le médiateur du Livre”, há menção explícita a “…um risco de transferência, com a possibilidade de os atuais compradores de livros impressos ou digitais migrarem maciçamente para as ofertas de assinatura com condições financeiras menos favoráveis para os detentores dos direitos…”.

Ao pressupor tal comportamento, limita-se o crescimento do mercado leitor.

Conter a inexorável mudança de comportamento dos indivíduos, diante da velocidade dos novos modelos de intercomunicação pessoal com o apps e as redes sociais, é como tentar reter água com as mãos.

O documento faz referência, ainda, “à queda das receitas dos autores que participaram da experimentação de modelos deste tipo nos Estados Unidos e que, recentemente, falaram sobre sua decepção na imprensa”.

Não é factual e não se aplica a uma plataforma com a Nuvem de Livros, única no mundo a remunerar os editores e autores pelo aluguel de leitura dos conteúdos em suporte digital.

Diz o documento: “O nível de tarifação aplicado gera críticas. Esse nível se alinha às tabelas praticadas na música e no audiovisual, ao passo que as tarifas de venda unitária são, no entanto, distintas em cada setor. Por outro lado, o montante da assinatura é equivalente ao preço médio de um livro digital. Consequentemente, o serviço somente se torna financeiramente interessante para o usuário desde que se leia pelo menos dois livros por mês, o que o coloca, de fato, entre os leitores regulares (mais de vinte livros por ano). O simples fato de procurar livros no catálogo, em vez de lê-los na sua totalidade, não pode justificar o custo do serviço para um leitor médio, até porque os sistemas de disponibilização de trechos se multiplicam nas plataformas de difusão de livros digitais.”

Ao contrário, pois a ideia envolve sobretudo portabilidade, em tempos de caos e cólera em relação à mobilidade urbana, o que envolve outros ativos da Nuvem de livros, como os audiobooks, por exemplo.

O parecer do “Le médiateur du Livre” reúne, ainda, dois outros ângulos de visão sobre o tema.

Uma primeira abordagem faz da assinatura um vetor de desenvolvimento de novos mercados, autorizando modos, até então inéditos, de exploração dos catálogos, mas também de editoração da oferta (uma resposta totalmente integrada à necessidade de prescrição que reforça a profusão e a dispersão dos bens culturais no universo digital).

Assim, a possibilidade de acessar um catálogo mais amplo por um custo controlado, em um contexto que favorece as descobertas fortuitas, teria por natureza a intensificação das práticas de leitura de um público já amplamente familiarizado com o livro.

Estudo da Nielsen Book argumenta que os assinantes de serviços de leitura digital continuam a gastar mais do que a média em compras de livros digitais e que eles estariam dispostos a investir uma quantia mensal em assinatura superior a fim de aumentar a oferta de livros.

Uma segunda concepção, não exclusiva da primeira, argumenta que esse modo de comercialização está em sintonia com os usos digitais: ele se dirige a gerações ou segmentos da população mais familiarizados com as telas que com o papel, que estão acostumados com ofertas que se curvam às suas exigências de mobilidade e busca de livros, tendo desenvolvido uma concepção de bens culturais que é oriunda mais do fluxo que da obra como unidade fechada. Além disso, a assinatura é totalmente integrada a seus hábitos e atende às suas exigências de acesso, o mais amplo e o mais fácil possível para a cultura.

Mesmo assim, o legislador cultural definiu, surpreendentemente, a meu ver, que tais serviços são ilegais na França porque o preço dos livros deve ser fixado pelos editores e não pelos vendedores.

Mas é assim que ocorre na Nuvem de Livros, com os editores sabendo, prévia e rigorosamente, por quanto estará sendo oferecido o acesso ilimitado ao acervo da plataforma.

Se vamos caminhar pelo mundo – e essa é a nossa intenção determinada -, oferecendo uma solução respeitável que traz um dinheiro novo e forma novos leitores para a cadeia produtiva do livro, interessa-nos discutir protocolos legais como este onde quer que sejam definidos e estabelecidos.

De forma ampla, sem preconceitos quaisquer.

Árvore de Livros cria índice de dificuldade para eBooks


A startup brasileira Árvore de Livros vai lançar uma ferramenta que define o índice de dificuldade de leitura para cada livro. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], o algoritmo vai analisar todos os livros digitais disponíveis no serviço e gerar uma nota que mostra o nível de complexidade da leitura. O programa leva em consideração mais de 250 critérios, como comprimento médio das frases, significado das palavras e velocidade média de leitura das pessoas.

A partir da classificação dos livros, a plataforma vai oferecer sugestões de títulos personalizadas para cada usuário. “A ferramenta vai reduzir o risco de a pessoa se desmotivar caso comece por livros que ele não compreenda bem”, diz o cofundador da startup, João Leal. Para os professores, será possível identificar como está o nível de leitura em uma sala e em cada aluno individualmente.

Presente em mais de 800 escolas, a Árvore de Livros dá acesso a um acervo de mais de 14 mil títulos – o preço, pago pela escola, varia conforme o número de alunos.

O serviço funciona como uma biblioteca virtual, na qual os alunos pedem livros emprestados. Os livros podem ser lidos em smartphones e tablets com iOS e Android e também no navegador. Os alunos podem salvar livros para ler quando estiverem sem conexão com a internet. O serviço permite que professores façam atividades relacionadas à leitura com os alunos.

Os índices de leitura no Brasil são baixos. De acordo com pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro, divulgada em abril, sete em cada dez brasileiros não leram um livro sequer no ano passado. O último levantamento do Instituto Pró-Livro, feito em 2012, revelou que o brasileiro lê, em média, apenas 2,1 livros até o fim por ano. Para estimular o hábito de leitura, a Árvore de Livros realiza competições em que os alunos que leem mais ganham pontos. Ao final a escola e os alunos mais bem colocados são premiados.

Modelo de negócio. Para ter acesso ao serviço, a instituição paga uma mensalidade com base na quantidade de usuários – atualmente, cerca de 53 mil pessoas utilizam a plataforma. A startup paga às editoras por cada livro oferecido e pode emprestá-lo até cem vezes para um aluno de cada vez. A estante virtual do usuário pode ter no máximo três livros emprestados. Caso ele queira um novo livro, é preciso devolver um dos títulos.

Thiago Sawada | O Estado de S. Paulo | 23/11/2015

Projeto Leitura de Bolso envia trechos literários diariamente via WhatsApp


Usuários podem se cadastrar gratuitamente no site. Textos começam a ser enviados nesta quarta e podem ser lidos em até 5 minutos

Já imaginou receber um texto literário em seu celular enquanto espera o ônibus, uma consulta médica ou procura algum conteúdo legal na internet? Essa é a proposta dos sócios Paulo Santos e Julian Vilela com o projeto Leitura de Bolso, que envia via WhatsApp textos que podem ser lidos em até 5 minutos. A ideia é oferecer diariamente trechos literários de qualidade para incentivar o hábito de leitura. Para participar é preciso acessar o site [http://leituradebolso.com] e cadastrar o seu telefone e um e-mail. Feito isso, você também deve salvar no seu celular o número enviado pelo projeto para começar a receber os textos.

Os textos começam a ser enviados nesta quarta,  gratuitamente, para os celulares cadastrados no site. Recursos multimídia como músicas, vídeos e imagens também fazem parte do conteúdo enviado aos usuários. A cada temporada, um autor será convidado a participar do projeto, com trabalhos inéditos ou não. O primeiro colaborador é Roberto Klotz, escritor brasiliense.

Segundo um dos idealizadores do Leitura de Bolso, Paulo Santos, o objetivo é democratizar a leitura e facilitar esse processo para as pessoas. Segundo dados da Fecomércio-RJ, 70% dos brasileiros não leram um único livro em 2014. Por enquanto, 400 pessoas se interessaram pelo projeto. Para o futuro, a meta é ter mais pessoas cadastradas.  “Também queremos mais parceiros para nos ajudar com os custos do Leitura de Bolso e trazer escritores renomados no país para lançarem obras inéditas“, contou Santos.

Por Carolina Mansur | Publicado originalmente em Estado de Minas | Caderno Divirta-se | 23/11/2015

Mais de 3 mil já acessaram biblioteca virtual da Fundação Dorina


No ar desde julho, a Dorinateca já computou mais de 1.200 downloads de conteúdos acessíveis a cegos e pessoas de baixa visão

Fundação Dorina NowillA Fundação Dorina Nowill para Cegos comemora o resultado alcançado pela sua biblioteca virtual, a Dorinateca. Desde que a plataforma foi lançada, em julho passado, mais de 3.400 pessoas conheceram a proposta e mais de 1.200 downloads foram feitos. No site, as pessoas com deficiência visual podem baixar mais de 4 mil títulos do acervo da instituição e as pessoas sem deficiência podem fazer downloads de títulos de domínio público. Os formatos acessíveis e que estão à disposição, gratuitamente, estão em arquivo para impressão em braille, digital acessível Daisy e em áudio.

PublishNews | 18/11/2015

Brasileiro não lê eBook?


Já ouvi essa pergunta um milhão de vezes. Dentro da faculdade, dentro das empresas e vinda de amigos que investem no digital. E já ouvi meia dúzia de respostas, umas muito boas, outras nem tanto, mas com certeza me ajudaram a formar minha perspectiva. Esses são meus dois trocados para a discussão:

Acho que, mais que consumir o conteúdo, nós consumimos o objeto livro [ou mensagem e meio, se você estiver com saudade de McLuhan]. Para o leitor brasileiro, tão importante quanto ler um livro é ter um livro. Gostamos de exibir nossos volumes e de orelhar os dos outros no transporte público, mostrar como marcamos as páginas [ou como somos capazes de manter o livro como novo], acumular dezenas de não lidos, pensar em como eles ficarão na casa. Esse último ponto é especialmente sensível para mim: sempre tenho calafrios quando reparo que estou numa casa que não tem qualquer livro visível. Mas precisamos convir que isso é uma bobagem imensa e que não faz qualquer sentido.

É possível que esse fetiche pelo livro em exibição seja um reflexo do período imenso em que letramento foi um luxo em nosso país, e o gosto pelas letras considerado um inegável traço de inteligência e sensibilidade superiores. Não é de se admirar que em novelas de época os poderosos cultos sempre tenham uma biblioteca particular em casa, cheia de volumes encadernados em capa dura. O que me faz pensar que talvez em nosso país seja tão difícil dissociar o conteúdo do livro de sua forma pelo fato de que dois meios de consumo mais comuns [mesmo que não estejam em destaque agora] em outros países nunca tenham se popularizado muito por aqui: as bibliotecas públicas e os paperbacks, aqueles livros super econômicos feitos com papel jornal.

Geralmente o hábito de usar bibliotecas para encontrar leituras fica restrito ao período escolar e acadêmico. Não lembro qual foi a última vez que ouvi um adulto comentar que pegou um livro por livre e espontânea vontade na biblioteca pública e precisa devolvê-lo. Confesso que não sei o que é: será que as bibliotecas são ambientes tão inóspitos que criamos resistência a elas? Será que suas localizações são tão ruins que é mais fácil encomendar pela internet? Ou será que não gostamos de ler um livro e devolvê-lo depois? Não duvido que seja uma soma esquisita dos três, mas manter o volume em casa é uma forma de deixar evidente que aquele conteúdo faz parte de você. Que você não só é letrado, mas se distingue porque aquelas obras expostas na prateleira foram consumidas por você [nem sempre, mas dá um desconto porque você entendeu o argumento]. Para o leitor brasileiro, manter uma biblioteca particular é muito interessante porque agrega status.

E os paperbacks? Não dá para comparar nada que temos no nosso mercado com eles, porque até nossos livros de bolso são lindos e buscam certo padrão de qualidade. Isso retorna a questão do armazenamento: no Brasil, não se produz/adquire um livro impresso pensando que as folhas podem amarelar rápido e que a capa não precisa ser lá tão resistente. Livros são feitos para serem guardados. Se possível, herdados. Não é incomum ouvir um “morro de ciúmes dos meus livros!”, ou ver caretas de reprovação ao se sugerir um livro impresso em papel jornal [tanto no lado dos editores quanto no dos leitores]. Na verdade, nem é preciso procurar muito para ver leitores revoltados com o uso de papel off-set, como se apenas o off-white fosse um sinal de qualidade gráfica. Na cultura letrada brasileira, não parece fazer sentido um livro que não vá durar na estante.

Assim, como podemos esperar que esse mesmo leitor abra mão da materialidade do seu livro e adquira um e-book? É claro, isso é uma generalização em muitos sentidos: há leitores vorazes que compram tanto impressos quanto eletrônicos, há cidades inteiras que só têm acesso a livros em bibliotecas, há leitores abnegados que leem e passam adiante, e há pessoas que não dão a mínima para a leitura, independente da plataforma. Mas sou levada a acreditar pela observação que é mais ou menos assim que se comporta o leitor médio [aquele que fica na média de leitura anual do brasileiro, uns 3 ou 4 livros por ano].

Mas há um bom exemplo de quando a dissociação do conteúdo e do objeto acontece: com o gênero erótico. Há quem teorize que o e-book vende mais porque as mulheres têm vergonha de serem vistas com esse tipo de livro. Honestamente, com a quantidade de Cinquenta tons e similares que andei vendo no transporte público nos últimos anos, acho essa teoria meio furada. Parece que a questão está mais próxima do fato dessa ser uma obra na qual se busca apenas o conteúdo, o objeto é irrelevante. Ninguém compra um livro desses esperando que uma visita, batendo o olho na estante da sua casa, declare: “Nossa, também amo esse livro! Me identifiquei tanto com a cena do absorvente…” Além de um comentário muito esquisito, fica claro que o livro erótico é consumido, por vezes discutido, e no geral “deixado de lado”, afinal, já cumpriu seu papel por ter sido lido. Ironicamente, não há muito fetiche pelo objeto/livro erótico.

[Fugindo um pouco do assunto: SIM, querido leitor de “literatura de verdade”, você tem o que aprender com o leitor de livros eróticos! Aquele monte de livros pegando poeira na sua prateleira e que nunca mais serão lidos são um imenso desperdício de dinheiro e espaço. Bote os benditos para circular e procure uma biblioteca ou um e-book da próxima vez que você quiser ler algo “só de curiosidade”.]

Uma ressalva: estou excluindo o clássico argumento “porque e-book é caro!” pelo simples fato de que esse é o mesmo motivo apresentado por muitas pessoas que não leem nem o impresso. No entanto, sabemos que “caro” é uma questão de perspectiva. Eu, por exemplo, acho que qualquer R$50 é muito caro para um salto alto de bico fino que vai destruir meu pé, embora entenda que essa quantia dificilmente cobre os custos de um produto de qualidade. É muito mais vinculado ao valor que agregamos ao produto.

Enfim, acredito que falta consciência sobre a questão da leitura. Não só precisamos aumentar o volume de leitura no nosso país, mas principalmente precisamos mudar a forma como essa atividade é encarada. Comprar um exemplar impresso não é a única forma de ler, nem uma biblioteca particular é um sinal de ilustração. O letramento é percebido e validado pela postura que o leitor adquire após ser impactado por um texto, e não por um conjunto de objetos.

* Explico: rolou uma social do pessoal que trabalha com livros eletrônicos em Niterói. A única foto da noite, cortesia da Camila Cabete, ilustra o post.

Mariana Calil

Mariana Calil

Por Mariana Calil | Publicado originalmente em Colofão | 18/11/2015

Mariana Calil é formada em Produção Editorial na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Passeou pela produção gráfica, fez uma breve visita ao comercial e hoje é assistente editorial. Vive a utopia de que dá para trazer para o mercado a teoria da faculdade e levar para a academia a prática do cotidiano.

Amazon e Twitter promovem workshop gratuito para autores independentes


TwitterA Amazon e o Twitter promovem, na próxima quarta-feira [25], um workshop gratuito para autores independentes interessados em aprender as melhores práticas para a divulgação de seus livros no Twitter. O curso também terá dicas de como melhor utilizar a plataforma de autopublicação da Amazon, o Kindle Direct Publishing [KDP]. O curso terá participação de Gabriela Comazzetto, diretora de vendas do Twitter Brasil; Eduardo Di Pietro, executivo de contas do Twitter Brasil; Ana Souza, gerente de contas do Twitter Brasil, e Luciana Syuffi, Gerente do KDP Brasil. As vagas são limitadas e as inscrições acontecem até o dia 23 de novembro através do e-mail kdp-eventos@amazon.com. Os interessados devem enviar nome completo e RG. A aula acontece no Escritório do Twitter em São Paulo [Rua Atílio Innocenti, 642, Itaim Bibi].

PublishNews | 18/11/2015

Maior biblioteca digital da AL


O Brasil é uma das 15 nações que mais produzem ciência no mundo. Exemplo disso é o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia [Ibict], unidade de pesquisa ligada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação [MCTI] que possui atualmente a maior biblioteca digital da América Latina com mais de 300 mil teses e dissertações.

Para o Ibict, um dos maiores desafios é preservar o grande volume de dados gerados e promover o compartilhamento de conteúdos entre a comunidade científica e a sociedade. “Enquanto instituto de pesquisa nós estamos cumprindo o nosso papel de integrar tudo isso para que a gente possa disponibilizar de forma organizada todo esse conhecimento que está sendo gerado“, explicou a diretora do instituto, Cecília Leite.

A expectativa é que todo esse material possa ser armazenado e sirva de consulta, contribuindo para uma nova ciência baseada em dados de pesquisa. “A ciência da informação é uma área que está se adaptando para a área de dados. O desafio agora é evoluir, sair da área de documentação e ir para a área de armazenamento e acesso à base de dados“, afirmou a coordenadora-geral de Ecossistemas do MCTI, Andrea Portela.

O instituto lidera há 15 anos um movimento pelo acesso aberto à informação. “Já tem uma década a visão do instituto quanto a necessidade de abrir os dados e as informações e, também, da necessidade de ter uma cultura de compartilhamento e armazenamento“, avaliou Portela.

Por Agência Gestão CT&I | Com informações do MCTI | 18/11/2015

Decisão nega imunidade de Pis/Cofins para leitores de livros digitais


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Decisão do desembargador federal Marcelo Saraiva, da Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região [TRF3], negou pedido da Saraiva e Siciliano S/A de extensão aos leitores de livros eletrônicos digitais [e-readers] da inexigibilidade de PIS/CONFINS concedida para o papel destinado à impressão de livros, jornais e revistas. A empresa buscava a aplicação dessa imunidade tributária, prevista na Constituição Federal, aos modelos Bookeen Lev e Bookeen Lev com luz.

O relator do caso explicou que uma interpretação teleológica e extensiva do artigo da Constituição poderia levar à conclusão da possibilidade jurídica da tese sustentada pela empresa. Isso porque, explica o magistrado, “a imunidade tributária conferida ao papel destinado à impressão de livros, jornais e periódicos, tem o escopo de impedir a oneração de tributos sobre o acesso do cidadão à informação e a cultura e, equiparando-se à finalidade do leitor eletrônico e-readers ao do papel”.

Contudo, o desembargador federal concluiu que, como a empresa não informou as especificações dos equipamentos, não foi possível verificar se as potenciais aplicações disponibilizadas ao usuário substituem, de fato, o papel ou, ao contrário, se equiparam-se aos demais equipamentos multimídias disponíveis no mercado.

Além disso, embora possam aparentemente conter finalidade educativa, o relator entende que os e-readers não podem ser equiparados ao papel destinado à impressão de livros para fins de extensão da imunidade tributária, pois a Constituição prevê que são contemplados pela imunidade, exclusivamente, “livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão“.

Apelação Cível nº 0007994-45.2014.4.03.6119/SP

Redação Justiça em Foco | Com Tribunal Regional Federal da 3ª Região | 17/11/2015

Editora investe em aplicativo para interagir com os leitores


Com cliques, usuário terá acesso a todos os projetos da editora

Com o objetivo de oferecer acesso rápido ao conteúdo do portal Paulus, com maior praticidade, agilidade e conforto, a Paulus Editora acaba de lançar um aplicativo. Agora, o usuário terá acesso a todos os projetos da editora, valores, história e missão, além de informações sobre cursos, lançamentos, eventos, novidades editoriais e as principais notícias do momento. Também é possível encontrar a livraria mais próxima, por meio de um mapa de localização. O aplicativo também é um espaço de oração: nele é possível acompanhar todas as mensagens do dia, textos bíblicos presentes na liturgia dominical, solenidades e festas, além dos roteiros homiléticos e reflexões diárias do Santo Padre, o Papa Francisco. Clique aqui para baixar o aplicativo, disponível apenas para o sistema operacional Android.

PublishNews | 13/11/2015

Programa Livrus Ao Vivo # 05


MELHOR DO JORNALISMO LITERÁRIO

Livrus ao Vivo é um programa semanal, com 30 minutos inteiramente dedicados à literatura. Produzido por profissionais do mercado editorial, que visam enriquecer o setor com programação de qualidade, mantém uma equipe sempre atenta às últimas novidades, levando a notícia sempre atualizada.

No programa Livrus ao Vivo, o ouvinte encontra originalidade e inovação, entrevistas com os autores em destaque, agenda cultural, resenhas de livros, obras que viraram filmes, além de músicas inspiradas em livros.

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentada sempre às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio, editor especialista em livros digitais, por Chris Donizete, publisher e jornalista literária; com comentários de Sandra Schamas, escritora e tradutora.

Para ouvir ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa.

Para quem não ouviu as edições passadas, basta clicar nos links abaixo:

Da elaboração de um eBook e do relacionamento com freelancers


Com alguma frequência falamos¹ da importância do diálogo entre os envolvidos na produção de um e-book e, pessoalmente, acredito que ainda tenhamos que bater nessa tecla por algum tempo.

No geral, falamos da realidade dentro das editoras e da necessidade de fluidez desse diálogo entre os departamentos envolvidos. Hoje, todavia, vou falar de uma ponta mais ou menos isolada: vou falar do ponto de vista de um freelancer.

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Algumas coisas podem ser muito úteis para que o profissional entregue mais ou menos o que você imagina. Entre elas, um manual de estilo para os digitais que inclua informações comuns a todos os títulos, tais como valores para as proporções de página, corpo, parágrafo básico; alinhamento; cores e decoração de links e chamadas de notas; ordem dos elementos [página de créditos vai pro final?]; o que entra e o que sai dos índices etc.

Esse tipo de informação cria uma melhor experiência para ambos os envolvidos, além de agilizar os processos.

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Primeira parte do manual de estilo da Cosac Naify

Outra coisa que é preciso ter em mente é o que você espera do produto e, para isso, é preciso conhecer o produto, manusear e-books, comprá-los, resumindo, consumi-los, em todos os tamanhos e formas. E isso vale tanto para o editor responsável quanto para o freelancer.

“É pra ontem”

Se “é pra ontem”, já está atrasado. Prazos devem ser realistas e, mesmo nesses casos, as coisas podem não sair como o esperado. Para exemplificar, compartilharei aqui uma experiência profissional recente. Mês passado, combinei com a Companhia das Letras a conversão e adaptação do livro Dia de Beauté [lançamento do e-book previsto para o dia 15/11].

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Como se vê nessas páginas do PDF, a composição dos elementos não se sustentaria num e-book fluido sem muita adaptação e, bem, sendo um livro sobre maquiagem com seções de dicas, é bem provável que seu público o queira à mão, e à mão, hoje, está o celular.

Eu não tinha noção de que daria tanto trabalho, e já na véspera de estourar o prazo, chamei a Marina Pastore e fui sincero: “Dentro do prazo eu consigo entregar um trabalho médio para fraco, avaliei mal os arquivos-base e preciso de mais duas semanas”, ao que ela entendeu e estendeu o prazo.

Posso cortar isso?

Se você, bounty hunter, já tem experiência com adaptação de design para tudo que é tela, aplicativo de loja, e sabe que certas coisas não vão ficar boas, faça sua parte, explique. Você ajuda a editora e entrega um trabalho diferenciado. Eu, por exemplo, uso screenshots rabiscadas e explicações.

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Pode parecer enfadonho, mas essas explicações sobre as alterações são fundamentais, especialmente no início de uma relação profissional. Com seriedade e profissionalismo, se consegue confiança e maleabilidade e, eventualmente — mas não de um dia para outro –, carta branca para propor e definir soluções.

Captura de tela de 2015-11-10 23-32-54 Pastore, Marina – sobre responsa e carta branca

“Ah, Hermida, tô curtindo suas dicas e tudo mais, mas e o e-book, como ficou, funcionou no celular?”
Pô, obrigado por perguntar, cara. Ó, funcionou, sim, saca só:

celularTelas de Dia de Beauté num smartphone

Esse e-book, por si só, dava um ou dois posts ao estilo do Moby Dick [História de pescador, no blog da Cosac Naify], e talvez eu os escreva… mas o ponto aqui é outro: estou falando sobre troca e comprometimento entre profissionais de um mercado que, em muitos aspectos, carece demais de profissionalização e seriedade, fatores que determinam se o produto entregue aos leitores está entre ruim e médio ou um produto [e um processo] do qual você se orgulha de ter participado.

Vocês se orgulham dos e-books que estão entregando?

Antonio Hermida

Por Antonio Hermida | Publicado originalmente em Colofão | 11/10/2015

Antonio Hermida cursou Análise de Sistemas [UNESA], Letras – Português-Latim [UFF] e Letras – Português-Literaturas [UFF]. Começou a trabalhar com e-books em 2009, na editora Zahar e, em 2011, passou a atuar como Gerente de Produção para Livros Digitais na Simplíssimo Livros, onde também ministrava cursos [Produzindo E-Books com Software Livre] e prestava consultorias para criação de departamentos digitais em editoras e agências.
Coordenou o departamento de Mídias Digitais da editora Cosac Naify sendo também colunista do blog da editora.
Atualmente presta serviços e consultoria para diversas editoras.

Entre outras coisas, é entusiasta da cultura Open Source e tem Kurt Vonnegut como guru.

Leituras no papel e também na tela


Como a tecnologia digital afeta o mundo literário

Por Mayara Zago e Vitória Hirata | Publicado originalmente em ACONTECE | Página 5

 Os e-books têm ganhado grande atenção na mídia por se tratarem de uma maneira mais prática de ler. Entretanto, segundo Ednei Procópio, criador do site “eBook Reader” e especialista em e-books, o mercado nacional de e-books não chegou a 3% se comparado ao mercado estagnado dos impressos. Apesar disso, os digitais continuam em ritmo de alta com um faturamento de cerca de 17 milhões só em 2014.

Observando a grande oferta no mercado nacional livreiro, percebe-se que o consumo está aquecido. Acredito que existe espaço para ambos os segmentos” comenta Milsa Maria Tassi Marques, assessora pedagógica em literatura da Editora Moderna.

A aparente aceitação do público se dá por diversos fatores, como a facilidade de acesso aos conteúdos digitais, que ultrapassa fronteiras e gera proximidade entre o leitor e o autor; a liberdade de modificar a formatação a gosto de quem o utiliza [margem, espaçamento e tamanho da fonte]; ajustes de brilho; caixa de atalho para pesquisa [find/search]; oportunidade de fazer anotações; possibilidade da reedição do livro pelo autor e a leveza do produto. “Você pode levar uma biblioteca para ler em qualquer lugar sem ter o excesso de peso em malas” diz César Rocha Lima, sociólogo, teólogo e autor de e-books.

Outro beneficio é a rapidez do envio sem qualquer taxa nas entregas. “Por causa da viabilidade e facilidade de compra, quando você quer um livro já faz o download para o seu aparelho. Esta acessibilidade é maravilhosa.” Diz Solange Lima, pedagoga e leitora de livros digitais. Com isso, as plataformas preferidas pelo público são IOS [iBooksStore], Android [Google Play], Kindle [Amazon] e Kobo [oferecido pela Livraria Cultura].

Há vantagens também para quem escreve. A tecnologia oferece um meio alternativo para escritores independentes ao dispensar o custo da taxa de entrega e distribuição. É o caso da renomada escritora independente australiana Jaymin Eve, autora da série Walker Saga, que por meio de seus livros publicados na plataforma digital conquista leitores de todos os lugares. “Autores independentes estão quebrando barreiras todos os dias” diz ela.

Jaymin acredita ainda que as grandes editoras monopolizam o mercado ao escolherem qual será a próxima “febre”. A publicação independente abriu um novo mundo de possibilidades ao atender todos os tipos de público, e por meio do contato com os leitores e a divulgação pelas redes sociais é estabelecido uma proximidade maior entre quem escreve e quem lê. “E daí que o livro é horrível? Se há pelo menos uma pessoa que goste da história, não há razão para o livro não estar disponível ao público.” completa Jaymin.

Cidade de MT lança biblioteca digital


A Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Cultura e Turismo e Departamento de Cultura, realizaram na noite de quarta-feira [28], na Biblioteca Pública Municipal Evany Nery Varaschin, o lançamento do livro “Trova, Poesias e Cantigas” de autoria de Éder Jerônimo Fontana, o lançamento do Projeto da Biblioteca Digital “Árvore de Livros”, o lançamento da Gibiteca “Acervo Domingos Sávio” e a entrega dos certificados do curso “As Abordagens do Conto” promovido pelo Ponto de Cultura Ninho do Sol através do Teatro Ogan.

Estiveram presentes o Secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei Cesár Guollo, a Secretária Municipal de Educação, Neusa Bernadete Costa, o Vereador Leandro Martins, o Diretor Geral do IFMT- Campus Campo Novo do Parecis Fábio, instrutor da Secretaria de Cultura e Turismo, Luís Bezerra, professores e diretores das escolas municipais e estaduais e comunidade em geral.

O Prefeito Mauro Valter Berft impossibilitado de estar presente na solenidade destacou a importância da data, e parabenizou a ação realizada pela secretaria, pois, o início das comemorações da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca é estabelecido dia 23 com término dia 29 de outubro, data esta, consagrada como Dia Nacional do Livro, pela Lei nº 5.191, de 18 de dezembro de 1966.

Com uma data que é sempre bem atual, o prefeito destacou ainda, que a escolha do Dia Nacional do Livro dá-se em razão da fundação da Real Biblioteca no Brasil, hoje Fundação Biblioteca Nacional, em 29 de outubro de 1810. O Dia do Bibliotecário é comemorado dia 12 de março em homenagem a data de nascimento do bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre.

Para o Secretário de Cultura e Turismo, Vanderlei César Guolo, o momento é oportuno para lançamento de um livro, e o Éder, que em 2014 teve seu projeto de edição do livro: “Trova, Poesias e Cantigas”, aprovado por unanimidade, junto ao Conselho Municipal de Política Cultural, bem como o lançamento da biblioteca digital “Árvore de Livres”, foi bem oportuno.

O Secretário salienta que a Semana Nacional do Livro e da Biblioteca é um momento de pensarmos o livro e a leitura no nosso município. A Biblioteca Pública Municipal “Evany Nery Varaschin” tem cumprido com sua função de divulgar, estimular e incentivar a leitura e a preservação da memória escrita em nosso município.

Duas indicações da Câmara Municipal, pelo vereador Leandro Martins, à Secretaria de Cultura e Turismo, uma delas era de montar um biblioteca digital e essa indicação foi entendida e aceita. A Árvore de Livros uma biblioteca digital que oferece inicialmente cerca de mil títulos nas mais diversas áreas, gratuitamente. O leitor pode acessar de qualquer lugar, tablet, celular, notbook. O usuário cadastra uma senha para ter acesso a Árvore de Livros.

“Sabemos que nossa juventude está mais antenada nas tecnologias como celulares, e os livros nesse cenário acabam sendo esquecidos. A biblioteca digital vem com esse intuito de ampliar a possibilidade de leitura do usuário. O livro digital vem para suprir essa demanda. Na fila do mercado pode se fazer a leitura do livro enquanto aguarda ser atendido”, destacou.

Na oportunidade, o vereador Leandro Martins falou sobre a Gibiteca “Acervo Domingo Sávio”, que foi doado, a “gibiteca” por ser um instrumento fantástico para estímulo à leitura, por ser uma leitura fácil, agradável e de fácil acesso. Sabemos que o Gibi já foi um livro que sofreu certa censura e até mesmo proibido nas escolas, mas que hoje é ferramenta de estímulo a leitura” destacou o vereador.

O vereador Leandro cedeu 500 gibis, que recebe o nome do “Acervo Domingos Sávio”, professor que os cedeu.  O acervo já se encontra disponível na Biblioteca Pública Municipal e a Secretaria de Cultura e Turismo, através do Departamento de Cultura e Biblioteca Pública Municipal fez a assinatura de mais gibis [coletâneas] que irão ser disponibilizados também à comunidade em geral.

O Secretário Vanderlei destacou ainda que a Gibiteca será móvel e acompanhará os mais diversos eventos do município, como exemplo o Sarau na Praça, o Exporock, em que o gibi também faz parte dessa cultura , Mutirões da Cidadania, Festival do Folclore. A proposta é que os gibis saiam também das prateleiras da Biblioteca Pública e circule outros espaços da cidade.

– Exemplares do livro “Trova, Poesias e Cantigas”, de Éder Jerônimo, foram entregues a todas as escolas de Campo Novo.

Duas oficinas as abordagens do conto, devolvendo a comunidade os investimentos na área do Teatro. Foram 45 professores, principalmente da área de Educação Infantil, que estão capacitadas para trabalharem a contação de histórias na sala de aula. Uma ferramenta muito importante para que o aluno adquira o hábito da leitura. As oficinas resultaram apresentações de contação de histórias durante a Semana Nacional do Livro Infantil e a segunda oficina resultou em apresentações na Escola Municipal Infantil Armando Jacinto Brólio.

Campo Novo do Parecis e o talentos na Literatura

O Secretário Vanderlei destacou ainda que o município está devedor em relação à literatura, mas que já há alguns livros já lançados, como “Revivendo Campo Novo”, “Cio da Criação” e “Antologia Poética”, lançado na noite de terça-feira [27], na Escola Estadual  Padre Arlindo, fruto do Recital de Poesias realizado pela própria Escola.

Éder Jerônimo Fontana, brasileiro, casado, radialista profissional atuando há 17 anos na área da comunicação. O livro “Trova, Poesias e Cantigas”, começou a ser escrito a cerca de dois anos, 2013, e recebeu o apoio de Manoel França Leal, músico e compositor.

A obra fala da cultura gaucha e do povo do Rio Grande do Sul, suas tradições. “Confesso que escrever livros é como aprender a caminhar, depois do primeiro passo sempre queremos seguir em frente. Meu primeiro livro foi lançado no ano de 2000, na minha adolescência, e se chamava Mulher Essência da Poesia, de poesias românticas e foi lançando no Estado de Santa Catarina”, diz.

O jovem escritor conta que a fonte de inspiração é o pai, que é declamador de poesias e  trovador. Éder diz que cresceu escutando-o declamar nas rodas de amigos, em família e também profissionalmente, e que a vontade de escrever poesias aumentou com o passar do tempo. Hoje, seu sonho é de poder  ver o pai, de 76 anos,  residente no Rio Grande do Sul  declamando uma poesia sua.

Seu próximo projeto já está em andamento. Éder prepara um livro de poemas infantis, e diz que fará uma parceria com as escolas do município para criação das ilustrações. “Em Campo Novo do Parecis há muita gente escrevendo e sugiro que essas pessoas procurem os órgãos competentes, a própria Secretaria de Cultura e Turismo, para receber orientações e auxílios para verificar a possibilidade de viabilizar e concretizar a obra pretendida”, orienta o escritor.

O Livro “Trova, Poesias e Cantigas” tem 80 páginas, texto de Éder Jeronimo Fontana e Manoel França Leal, Foto de Capa de Photographer Luciano L. Steffler, Diagramação de Arte de Capa de Gean Michel Lourenço Costa. Gráfica Diário da Serra, Tangará da Serra, 2015. O livro pode ser adquirido pelo valor de R$20,00 com o próprio escritor.

http://www.camponovodoparecis.mt.gov.br | 10/11/2015

Tecnologia, mobilidade e direito


Em sua coluna de hoje, Gustavo Martins faz uma reflexão sobre os reflexos da mobilidade no mercado editorial

Por Gustavo Martins de Almeida | PublishNews | 10/11/2015

A crescente onda de evolução tecnológica tem causado inúmeras mudanças sociais, em grande parte caracterizadas pelo encurtamento da duração dos ciclos de hábitos, mesmo os ciclos históricos, que se tornam cada vez mais intensos e breves. Um modismo mundial – que no passado durava décadas – hoje pode perdurar por meses, sendo logo substituído por outro, todos alimentados por fatores [nem sempre] aleatórios. Estreias mundiais de filmes, aparelhos celulares, novas tendências de moda, livros publicados quase que simultaneamente em todo o mundo, são exemplos dessas ondas de consumo e evidência, que varrem periodicamente a sociedade.

Tomemos como exemplo o aparelho celular, que se integrou às funções humanas hoje. Em tempos de hiperconexão [ou iDisorder] e fusão de mídias, o aparelho não apenas faz e recebe chamadas, acessa jornais, efetua operações bancárias, compra ingressos, grava envia e recebe vídeos e fotos, num infinito de possibilidades. Junto com essas utilidades ocorre um fenômeno para o qual não se dá muita atenção; a consequente mobilidade dos consumidores de mídia. Explico.

O lançamento agora, em outubro de 2015, do aplicativo Globo Play, que permite assistir à programação da TV GLOBO em tempo real por meio de aparelhos de telefonia celular constitui estágio relevante de um ciclo social caracterizado pela mobilidade dos consumidores de conteúdo.

Um dos fatores da esmagadora hegemonia de audiência da TV Globo – além de seu propalado “padrão de qualidade” – era a falta de acesso ao controle remoto pelas classes menos abastadas; o aparelho televisor ficava ligado por inércia, no mesmo canal. O controle remoto alterou essa situação, dando ao espectador preguiçoso a possibilidade de mudança de canal, sem grande esforço, o que causou reflexos na audiência, pela possibilidade mudança de canais. Somou-se a esse fator o acesso a TV por assinatura, com variada oferta de conteúdo, e em seguida a disponibilidade da programação fora dos horários da grade padrão de programação, na própria TV, depois em sites e agora no celular.

Toda essa explicação para dizer que o aparelho de TV, de DVD, a arqueológica locação de DVDs, o aparelho de som, não mais agregam tradicionais “espectadores” inertes em casa, aguardando a hora da “novela das 8”. A população – principalmente a mais jovem – vê o que quer, quando quer, onde quer, na telinha do smartphone; não há compromisso com horário, nem local, muito menos fixo.

Esse fator mobilidade vai se aplicando também ao mundo da leitura. O jovem de hoje não precisa do gabinete silencioso, da biblioteca, do quarto bem iluminado para absorver [ler, ver ou ouvir] conteúdo. Seu mundo é um aparelho, fone de ouvido e conexão com banda larga, com o que, absorto, assiste a filmes, séries de TV, antes ou depois de exibidas na programação normal; tem ao seu dispor milhões de músicas que ouve em streaming, pagando pouco ou nada, consulta todas as enciclopédias virtuais e ainda pode ler quase todos os livros que quiser em qualquer lugar.

Ocorre que todo o direito até o século XX se baseava no comportamento estável, no suporte físico, na dificuldade de reprodução de conteúdo. Já a mobilidade se caracteriza – em completa subversão da ordem até então existente – pela instabilidade, pelos suportes virtuais e pela facilidade de reprodução de conteúdo.

Essa mobilidade de consumidores e suportes, gera verdadeiro terremoto no direito, na medida em que – como já disse aqui – o modelo de compra de suportes físicos [dvds, cds, livros] se transmuta em obtenção de licenças provisórias [não há necessidade de uso prolongado de programas] de uso.

Eis aqui a grande mudança no direito; mudança da compra e venda de bens móveis [livro, cd, dvd] para licença de uso de e-book, escuta de músicas em streaming, ou acesso a filmes na telinha de mão. E toda essa introdução sobre a mobilidade para chegar aos reflexos no mercado editorial.

A geração milênio, nascida a partir de 2000, é móvel por adaptação a essas formas de consumo de mídia. Não precisa de sala de exibição de filmes, lê em qualquer lugar, depende do smartphone e tem cultura, geralmente fracionada, caracterizada por consultas esporádicas a Google e Wikipédia, ou programas específicos. Para acompanhar esse ritmo, as editoras de livros didáticos se vem obrigadas a comercializar, também, capítulos isolados de livros, mais baratos e acessíveis e que substituem as xerox das universidades. Para que tal aconteça, no âmbito dos direitos, o autor dos livros autoriza a editora a comercializar seu livro em capítulos isolados ou inserir os capítulos em compilações. Essa fragmentação de conteúdo geralmente se dá por meio digital, com o download dos capítulos, ou, a licença de leitura por determinado tempo dos textos, ou, ainda, pela nova “coqueluche” [vejam no Google o que é isso!] que é o pagamento de quantia fixa mensal pelo leitor, para acessar todo o conteúdo de determinada[s] editora[s] ou provedora[s] de conteúdo para leitura. E o que acontece no plano dos direitos, para que o autor seja remunerado por essa utilização?

Há um cálculo algorítmico em que são levados em conta, simultaneamente, o tempo de consulta dos trechos de livros do autor, a quantidade de páginas lidas, quantidade de consulentes, relação das consultas daquele autor com a totalidade dos livros consultados pelos consulentes naquela plataforma, e dessa equação sai a remuneração do autor.

Vemos, então, que a mobilidade se reflete diretamente nos direitos do autor – e dos leitores. Essas licenças provisórias, que os leitores celebram quando “compram” livros por meio de contratos eletrônicos celebrados por um clique de mouse ou um toque na tela, podem ser revogadas, tem limitações, direitos e deveres para ambas as partes.

Vejo como aspecto positivo esse hábito de leitura, ainda que em momentos fugazes, se transferir para os aparelhos móveis. As novas gerações leem em e-readers, ou smartphones, sem a necessidade de local fixo, concentração, ou silêncio apara a apreensão de conteúdo.se mundo está na telinha, nos olhos e ouvidos, comandados pelo polegar e indicador. Em parte, essa leitura nômade é uma consequência da necessidade cada vez maior de apreensão de conteúdo para estudos, cursos, concursos, ou mesmo o simples prazer da leitura. A mobilidade acompanha a tendência de um modus vivendi, em geral, cada vez mais informal e acessível.

Na verdade, essa leitura, sem hora nem lugar, representa a busca de acesso ao ativo que caracteriza a sociedade contemporânea; o conhecimento.

Por Gustavo Martins de Almeida | PublishNews | 10/11/2015

Gustavo Martins de Almeida é carioca, advogado e professor. Tem mestrado em Direito pela UGF. Atua na área cível e de direito autoral. É também advogado do Sindicato Nacional dos Editores de Livros [SNEL] e conselheiro do MAM-RIO. Em sua coluna, Gustavo Martins de Almeida aborda os reflexos jurídicos das novas formas e hábitos de transmissão de informações e de conhecimento. De forma coloquial, pretende esclarecer o mercado editorial acerca dos direitos que o afetam e expor a repercussão decorrente das sucessivas e relevantes inovações tecnológicas e de comportamento. Seu e-mail é gmapublish@gmail.com.

Aplicativo para celular e laptops indica pontos da cidade citados em obras literárias


Mapa parte de livros clássicos para mostrar um Rio de histórias

A cena é conhecida: com um mapa nas mãos, o visitante procura ruas e pontos turísticos. Mas, agora, com um novo aplicativo para celular ou laptops, será possível conhecer o Rio de um jeito diferente: um mapa virtual mostrará curiosidades sobre clássicos da literatura ambientados na cidade. O diretor-executivo da editora Obliq, Claudio Soares, que teve a ideia de fazer a cartografia literária, explica que os usuários do Rio Cidade Livro vão ver na tela de seus aparelhos indicativos coloridos, com diferentes significados. O vermelho mostrará a localização de quem acessou o aplicativo. O verde indicará onde ocorreu alguma cena marcante de um livro. O azul mostrará alguma curiosidade das obras. E o laranja abordará personagens. Para acessar o aplicativo, basta entrar no site Rio de Livros.

POR RENAN FRANÇA | O Globo | 09/11/2015

Aplicativo de eBooks infantis aproxima pais e filhos


Motivar pais e filhos a passar mais tempo juntos, brincando e aprendendo enquanto viajam pela literatura infantil em e-books interativos, divertidos e educativos. Esta é a proposta do Kidint [www.kidint.com], um clube de assinaturas de livros infantis para crianças até 7 anos que pode ser acessado em smartphones e tablets.

O Kidint é um aplicativo da família que aproxima pais e filhos incentivando a leitura na primeira infância. As crianças estão acostumadas a usar tecnologia e a acessar a Internet desde muito pequenos e acabam se afastando do convívio familiar ao passar horas em jogos e conteúdos que não trazem nenhum aprendizado. Com o Kidint elas não só irão cultivar o hábito da leitura, como também estarão mais próximas dos pais”, diz Bruno Sanovicz, co-fundador do Kidint.

Já disponível para Android e iOS, a biblioteca da primeira versão do Kidint inclui mais de 100 livros interativos, ilustrados e sonorizados com trilhas, em português, inglês e espanhol, incluindo contos e fábulas como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho e A Formiga e a Cigarra. No lançamento, a empresa oferece aos assinantes um mês gratuito para que possam conhecer e testar o aplicativo. A assinatura mensal custará R$9,90 e a anual R$89,90.

Além dos clássicos, o acervo do Kidint já oferece e irá publicar e-books infantis de novos e também de consagrados autores. Os livros podem ser lidos ou ouvidos, já que todas as obras estão disponíveis em áudio, ajudando no desenvolvimento das habilidades de leitura, escrita e pronúncia.

Os pais também podem ser narradores gravando o texto com as próprias vozes, o que cria um vínculo mais afetivo da criança com o livro. O aplicativo também permite criar um perfil para cada filho para monitorar individualmente, através de gráficos, diversas estatísticas sobre o progresso das crianças, como tempo de leitura, número de livros lidos e quantidade de perguntas respondidas corretamente e erradas. Além disso, o Kidint envia diariamente aos pais dicas e sugestões de atividades para realizarem com seus filhos com base nos interesses que demonstram quando estão navegando no app.

A maioria das soluções voltadas para educação não leva em conta que, durante a primeira parte da infância, os mais capacitados para educar as crianças são os próprios pais. Nosso objetivo é incentivá-los a participar de maneira ativa no desenvolvimento de seus filhos e, quando chegarem em casa, perguntem como foi o dia na escola, coloquem os pequenos no colo e contem uma história antes de dormir. Crianças que têm maior vínculo afetivo com os pais se sentem mais seguras para enfrentar as dificuldades do dia a dia”, observa Bruno Sanovicz.

Queremos ser uma das empresas mais inovadoras no mundo que usam tecnologia para associar educação e diversão para crianças e pais. Os pais também podem participar, criando uma maior aproximação com os filhos através do despertar, desde os primeiros passos na alfabetização, do prazer da leitura e do aprendizado de línguas, já que os livros interativos estão disponíveis em três idiomas”, acrescenta.

Para motivar as crianças, o aplicativo oferece medalhas na medida em que avançam na leitura e na realização das atividades. A criança também é premiada ao trocar um fundo do perfil ou avatar e ao baixar, avaliar ou marcar o primeiro livro favorito.

Nunca comparamos uma criança com outra. Se ela errar, nada acontece, mas se acertar é parabenizada e recebe uma medalha. Os pais podem conhecer a evolução individual de cada criança, em quais inteligências têm mais ou menos facilidade, mas sem nunca estabelecer qualquer comparação, mesmo entre irmãos. Nosso objetivo é ajudá-los a conhecer melhor seus filhos”, diz o empreendedor Luis Loyola, sócio-fundador e CEO do Kidint.

O aplicativo segue o conceito do edutainment e foi desenvolvido a partir da teoria das inteligências múltiplas, do Doutor Howard Gardner, professor de Harvard, incluindo perguntas feitas no meio das obras e sugestões de atividades depois do término da leitura para o aprimoramento de diversas habilidades cognitivas – matemática, musical, visual-espacial e linguística, que podem ser aplicadas diretamente na leitura e intepretação de textos, além de interpessoal, intrapessoal, cinestésica e naturalista.

Os recursos multimídia, as atividades e as perguntas interativas para testar o conhecimento dos pequenos leitores sobre as obras tornam o aprendizado mais divertido e natural para esta geração de nativos digitais. São crianças que não conhecem e imaginam um mundo sem Internet e já mexem em celulares e tablets praticamente desde os primeiros dias de vida. Queremos ajudar a reduzir a dificuldade dos pais em acompanhar e participar da primeira fase da educação da criança, a da alfabetização, que é a mais importante”, assinala Luis Loyola.

Impacto Social – Recentemente, a aceleradora de negócios sociais Artemisia selecionou nove startups para integrar seu próximo programa de aceleração e a Kidint está entre as escolhidas. O critério da aceleradora foi identificar empresas que podem tornar o mundo um lugar melhor. O projeto da Kidint chamou a atenção por ter forte impacto social.

O reconhecimento da Artemisia nos deixa ainda mais motivados para disseminar o Kidint pelo Brasil e novos mercados que anunciaremos em breve”, diz Bruno Sanovicz.

História do Kidint – Luis Loyola teve a ideia de criar o Kidint há 3 anos. Ele trabalhou no Japão e na Alemanha durante mais de uma década em diversas empresas na área de pesquisa e desenvolvimento.

Com uma visão global e sempre muito interessado pelas grandes mudanças trazidas pelas novas tecnologias na educação, especialmente em países emergentes, convidou Bruno Sanovicz para ser co-fundador da empresa e comandar a área de marketing no Brasil, um dos primeiros países em que o Kidint inicia suas operações.

Para viabilizar o projeto, Luis Loyola buscou investidores e conseguiu o apoio financeiro da ALLM Japan, empresa pioneira em tecnologia para as áreas de saúde e educação, onde foi executivo durante seis anos.

Luis Loyola é formado em engenharia civil elétrica pela Universidade do Chile e realizou mestrado e doutorado no Japão na área de infocomunicação. Reúne numerosas publicações em revistas científicas e já expôs em importantes conferências internacionais na área das telecomunicações e informática. Trabalhou como pesquisador sênior do Research Laboratories NTT Docomo e NTT no Japão e na Alemanha e atuou por seis anos como diretor de pesquisa e desenvolvimento da ALLM Japan.

Bruno Sanovicz é um jovem empresário e entusiasta da tecnologia que sempre teve o desejo de dedicar-se a um projeto com grande potencial de gerar impacto social. Tem experiência na área de produtos e marketing, tendo trabalhado em grandes corporações, como a LG. Antes de trabalhar na Kidint, Bruno liderou a área de produtos de outra startup, chamada Broou.

Curso ensina a planejar bibliotecas digitais


Encontro acontece no dia 28 de novembro, em São Paulo

Estão abertas as inscrições para o curso Planejamento de bibliotecas digitais, com a profissional da informação Liliana Giusti Serra. O foco é apresentar as etapas necessárias para planejamento de projetos de bibliotecas digitais enfocando os aspectos práticos gerenciais e não as questões estritamente tecnológicas. O encontro fornecerá subsídios aos bibliotecários para planejamento, acompanhamento e tomada de decisão em projetos de bibliotecas digitais. A aula ocorre no dia 28 de novembro, das 9h às 18h, na Ação Educativa [Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, São Paulo/SP]. O investimento é de R$ 140. Para mais informações, clique aqui.

PublishNews | 05/11/2015

Quadrinhos no Amazon Kindle Comic Creator


Hoje gostaria de tocar num tema muito específico: a produção de histórias em quadrinhos no formato digital para a Amazon a partir do programa Kindle Comic Creator.

Voltado exclusivamente para esse tipo de narrativa, a ferramenta da varejista norte-americana pode ser muito útil para editoras que queiram lançar seus quadrinhos em versões adaptadas para as plataformas Kindle. Quadrinistas independentes podem se beneficiar da mesma maneira.

A primeira coisa a ser dita é que o programa é muito simples de usar, e seus recursos mais interessantes se apresentam ao usuário de modo intuitivo. Os resultados valem a pena, pois a plataforma Kindle promove um tipo de leitura muito próprio e confortável.

Vamos ao programa:

etapa-1

Para começar [após baixar o programa, naturalmente], clicamos em “Criar um novo livro”. O que surge em seguida é a tela abaixo, onde definimos o idioma da HQ.

etapa-2

A segunda pergunta – “Gostaria de criar painéis Kindle?” – é essencial. Não à toa, o “Sim” vem marcado automaticamente. Numa HQ tradicional, as opções padrão são as mais indicadas. Veremos o que são os painéis mais à frente.

Em seguida, entram os metadados, onde devemos informar o nome da publicação e autor1. Editora é opcional. Um arquivo para a capa é requerido, assim como o endereço onde o projeto será salvo. Se você quiser salvar numa pasta diferente do padrão dado pelo programa, certifique-se de que ela está vazia. Após isso, clicamos em “Começar a adicionar páginas”.

etapa-3 [metadados]

Chegou o momento de adicionar as páginas de nossa HQ. O Comic Creator aceita diversos formatos, como informa seu manual. Em nosso exemplo, usaremos arquivos .jpg como base. Uma caixa de diálogo permite selecionar o documento e abri-lo. Após isso, o programa demora algum tempo processando tudo e importando o conteúdo. A imagem abaixo mostra as páginas já adicionadas.

etapa-4-2 [páginas escolhidas]

Muito bem, temos ás páginas de nossa HQ separadas, então o que é que falta? Aí é que entra o recurso dos Painéis Kindle. Na prática, funciona da seguinte forma: o leitor pode ampliar cada quadrinho individualmente e, efetuando o movimento de passagem de página sobre a tela, poderá lê-los em sequência mantendo essa visualização. Essa é a particularidade da plataforma.

Só que, para isso, é necessário que os quadrinhos sejam devidamente identificados. Clicando com o botão direito dentro de uma das páginas abertas, surge a opção “Novo Painel do Kindle”, que permite identificar manualmente os quadrinhos de uma página, de modo que os aplicativos Kindle possam ampliá-los quando abrirem o arquivo.

etapa-5 [painéis criados manuamente]

Repare no número que aparece no canto superior esquerdo dos quadrinhos já identificados, marcando a sequência com que se abrirão, ampliados, para o leitor.

O processo de identificar os quadrinhos é simples, mas tende a ser demorado. Um outro recurso pode reduzir sensivelmente o tempo gasto nessa atividade: a detecção automática de painés. O Comic Creator analisa as imagens e, em HQs simples, onde os quadrinhos são quadrados ou retangulares, consegue demarcá-los automaticamente. Para ativar a detecção automática, você deve clicar com o botão direito dentro da página e escolher a opção “Detectar Painéis”, podendo escolher se deseja que o programa os detecte apenas numa página ou em todo o livro.

etapa-7 [painéis automaticamente detectados]Painéis detectados automaticamente.

Importante: permitir que o programa detecte automaticamente os quadrinhos apagará as suas próprias marcações manuais.

Em se tratando de histórias em quadrinhos de estrutura simples, sem grandes complexidades visuais e pouca ligação entre os quadrinhos, a detecção automática será de grande ajuda. Mas atenção: ainda é necessário analisar página a página para conferir que os quadrinhos estão corretamente identificados. Por vezes as bordas não estão explicitamente desenhadas, ou há quadrinhos muito pequenos, e o programa comete erros e os deixa passar. Esse olhar posterior à detecção automática serve para ajustar o que ainda precisar de ajustes.

Isso feito, o trabalho está quase pronto. É necessário observar também o nome dado às páginas da HQ. O mais indicado para evitar erros é seguir a ordem numérica das mesmas: Página 1, Página 2, Página 3 etc.

Isso resolvido, basta exportar o arquivo em Criar > Construir e pré-visualizar. Se você já tem o programa Kindle Previewer instalado, a HQ será aberta nele. O arquivo pode ser testado aí e também nos demais aplicativos da loja, bem como nos eReaders Kindle.

pronto

Uma observação. Há HQs mais experimentais, em que os limites dos quadrinhos não são nítidos. Em casos assim, o próprio programa não recomenda o uso dos painéis Kindle, pois estes só funcionam a partir de duas formas geométricas básicas: quadrado e retângulo. Outro caso possível é o de narrativas em que os desenhos ocupam duas páginas. Em histórias assim, pode ser o caso de criar um projeto no Kindle Comic Creator com visualização em páginas duplas, onde sempre se verão duas páginas juntas. Assim, desenhos particularmente grandes serão corretamente visualizados.

Mas tudo na vida tem seu revés: esse tipo de visualização só é permitido num modo de produção que não aceita os Painéis Kindle. O leitor consegue ampliar a imagem como um todo, e assim não deixa de ler o que se diz nos balões de diálogo, mas não os quadrinhos individualmente.

Na tela dos metadados, você deve desmarcar a opção dos painéis e, mais abaixo, marcar “Desbloqueado”.

Após juntar as páginas, você aciona Configurações de página > Configurar todas as ilustrações em página dupla.

páginas duplas

Espero que esse breve descrição do Kindle Comic Creator seja útil para quem deseja se aventurar nesse formato.

Por Josué de Oliveira | Pubicado originalmentem em COLOFÃO | 4 de novembro de 2015

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Do Instagram para as livrarias


Lançamento do selo Fábrica 231, selo de entretenimento da Rocco, nasceu a partir de um perfil do Instagram

Com apenas 25 anos, o carioca Pedro Henrique começou a rascunhar pequenas mensagens em cartões enquanto estudava. Assim nasceu a página Um Cartão, que reúne sentimentos do cotidiano em artes simples e diretas no Instagram. O passatempo conquistou mais de 650 mil seguidores na rede e cerca de 20 milhões de curtidas. Cresceu tanto, que começou a ganhar vida para além dela e virou livro. Um cartão [Fábrica231/Rocco; 192 pp; R$ 24,50] chega às livrarias em formato de cartões serrilhados que podem ser lidos como uma grande coleção de tiradas ou destacados para serem compartilhados de forma avulsa. Neste mês, o autor tem uma agenda de lançamentos pelo Brasil. Inicia nesta quinta-feira [5], na FNAC do BH Shopping [Rodovia BR-356, 3049, Belvedere, Belo Horizonte/MG], às 20h. De lá, o autor segue para Porto Alegre, Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

PublishNews | 04/11/2015

Programa Livrus Ao Vivo # 04


Programa Livrus ao Vivo 4

A primeira temporada do LIVRUS AO VIVO é apresentado às quartas, às 21h30, por Ednei Procopio e Chris Donizete. Para ouvir o programa ao vivo, basta sintonizar a Rádio Mundial FM 95,7 ou AM 660, ou acessar o link www.radiomundial.com.br/radio-ao-vivo no momento do programa. Para quem não ouviu os programas anteriores, clique aqui para ouvir o podcast.

Amigos dos Editores Digitais se reúnem em SP


Evento acontece hoje, às 19h, na Blooks do Shopping Frei Caneca, com entrada franca

Acontece hoje [4], a partir das 19h, um encontro do grupo Amigos dos Editores Digitais [AED]. O evento, que acontece dentro da programação do São Paulo Tech Week contará com a participação de André Palme, Eduardo Melo, Gabriela Aguerre e da colunista do PublishNews Gabriela Erbetta. No encontro, marcado para acontecer na Blooks [Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569 – Consolação – São Paulo/SP], os participantes vão debater as tendências do mercado digital, além de conhecerem algumas novidades apresentadas dentro da programação da Feira do Livro de Frankfurt desse ano. A participação é gratuita e as vagas são limitadas. Para quem não puder ir até a Blooks, o evento será transmitido ao vivo via Periscope.

PublishNews | 04/11/2015

Biblioteca Britânica disponibiliza 1 milhão de imagens para download


Está precisando de uma referência vintage para algum trabalho ou pegar algum elemento para sua ilustração? Então é só checar o Flickr da Biblioteca Britânica, que disponibilizou mais de um milhão de imagens para download. As imagens que foram divulgadas são de livros do acervo próprio da biblioteca e conta com ilustrações dos últimos três séculos, que estão divididas em seções como: capa de livro, quadrinho, ilustração, tipografia, livro infantil etc. Para conferir o acervo completo, clique aqui!

Glamurama | 03/11/2015