Goethe-Institut apresenta sua biblioteca digital


Onleihe pode ser acessada gratuitamente. Estão disponíveis e-books, arquivos de áudio e de vídeo, jornais e revistas eletrônicas.

O Goethe-Institut no Brasil está divulgando sua biblioteca digital, a Onleihe, onde é possível baixar documentos digitais como e-books, arquivos de áudio e de vídeo, jornais e revistas eletrônicas diretamente para um computador ou e-reader pessoal, por um tempo limitado. Passado o prazo de empréstimo, os materiais são devolvidos automaticamente. Todos os interessados com residência fixa no Brasil e que tenham se registrado através da plataforma digital pode utilizar a biblioteca. Para isso, basta preencher o formulário de inscrição. A inscrição é gratuita.

PublishNews, Redação, 16/09/2015

Falta de investimento em digital afasta usuários de bibliotecas


Um relatório encomendado pela Society of Chief Librarians [SCL] da Inglaterra disse que 20 milhões de libras deveriam ser investidas em serviços digitais nos próximos três anos para evitar que as bibliotecas públicas se tornem obsoletas. O dossiê intitulado Infraestrutura Digital Essencial para Bibliotecas Públicas na Inglaterra e conduzida pela Bibliocommons diz que “a falta de investimento em tecnologia afastando os usuários das bibliotecas“. “Não é que nossos usuários estão deixando as bibliotecas quando eles se mudam para o on line. Nós é que estamos empurrando-os para longe ao deixar de atender aqueles que mais precisam de nós e fazendo com que os que têm o poder escolha deixem de nos achar interessantes”, diz o relatório. “Bibliotecas não devem se tornar espaços estigmatizados usados apenas por aqueles que não têm opções. Nossa pesquisa sugere que há uma ampla oportunidade para que bibliotecas públicas continuem sendo bibliotecas enriquecidas com ofertas digitais”, conclui. O relatório será publicado oficialmente em outubro.

Por Natasha Onwuemezi | The Bookseller | 16/09/2015

“Era digital atinge renda de escritores”, aponta pesquisa da Authors Guild


A era digital está afetando as finanças dos autores de livros, tornando mais difícil o sonho de viver de escrever – pelo menos é o que diz uma pesquisa divulgada nesta terça-feira e realizada pelo Authors Guild, o sindicato dos escritores norte-americano.

A pesquisa mostrou que a renda dos autores norte-americanos em tempo integral em 2015 caiu 30% com relação a 2009, totalizando 17.500 dólares. Para os autores a tempo parcial houve uma queda de 38% na renda, somando 4.500 dólares.

A renda dos escritores diminuiu. Isso é resultado de uma confluência de fatores“, disse o estudo.

A onipresença dos e-books significa que a pirataria de livros online é uma ameaça maior hoje do que em 2009. Temos visto uma grande consolidação dentro do mercado editorial, o que representa menos diversidade entre as editoras e um foco exacerbado nos lucros“.

A dominância do mercado pelas editoras tradicionais, entretanto, está sendo corroída pelo aumento das auto-publicações, observou o estudo.

O relatório também citou a Amazon – alvo frequente do setor editorial – e afirmou que a dominância da gigante da internet levou ao fechamento de inúmeras livrarias e tornou “o negócio menos diversificado e menos rentável do que era há seis anos”.

O site Publishers Weekly, que divulgou o estudo em primeira mão, disse que a pesquisa encontrou que a maioria dos autores estaria vivendo abaixo da linha da pobreza dos Estados Unidos caso dependessem apenas dos lucros obtidos com a escrita.

O cenário não é bom, mas há frestas de esperança“, disse o estudo.

O aumento da autoria híbrida é animador: os autores agora têm mais liberdade para escolher um método de publicação e promoção que melhor se adapte às necessidades do livro que querem divulgar“.

E notou que “as oportunidades de relacionamentos entre autores e leitores são inéditas em toda a história da publicação de livros – mesmo que estas relações consumam tempo de trabalho dos autores“.

AFP | 16/09/2015

Guia de revisão de livros digitais


Já falamos sobre a importância de fazer a revisão do livro digital. Mas nem sempre o revisor está apto a fazer o trabalho. Isso pode acontecer por várias razões: o colaborador não ter o hábito de ler e-books ou, se lê, é ocasionalmente, sem explorar as funções que os aplicativos e leitores disponibilizam ou buscar entender por que aquele elemento está meio esquisito. Também pode ser que não tenha recebido as instruções corretamente. Então resolvi juntar uma meia dúzia de dicas que eu já ouvi, outras tantas que acabei usando para não surtar comprometer a qualidade do trabalho.

ATENÇÃO: este guia não substitui o conhecimento que vem com o hábito de ler e-books. As plataformas de leitura estão em constante atualização, e quem se propõe a trabalhar com esse formato de publicação precisa ter experiência com leitura de livros eletrônicos.

Recebendo o arquivo

Ótimo, você recebeu uma proposta de revisão de e-book. A primeira coisa que você deve fazer é: confirme se a empresa que te contratou tem um manual ou padrões específicos. Algumas têm, outras não. Então confira se você tem todas as ferramentas necessárias para cumprir as demandas. No geral, você só precisa do Adobe Digital Editions [ADE] e de um programa que leia PDFs, como o Adobe Reader. Mas às vezes pedem que o e-book seja conferido no formato MOBI, da Amazon, o que torna necessário instalar o programa Kindle para PCKindle Previewer. Também é importante um editor de texto, tanto para fazer o relatório final quanto para algumas anotações. A próxima recomendação é mais besta, mas pode ser de grande ajuda: quando receber o ePub, dê uma passada rápida até o fim, usando o scroll do mouse, mesmo. Em 2012 eu vivia tendo problemas com alguns fornecedores de ePubs, porque em certo ponto do arquivo um erro no código fazia o ADE travar e fechar. Não tenho me deparado com esse problema nos últimos tempos, mas o trauma de estar com o prazo apertado e de repente descobrir que o arquivo que eu tô usando não funciona é mais forte que eu.

A parte invisível

Como tudo no mercado editorial, sempre tem uma parte do trabalho que só vão reparar que você não fez se der problema. Então se garanta fazendo o quanto antes. Verifique se o livro tem sumário interno. Algumas editoras inserem esse sumário no e-book mesmo que não haja um no impresso. Se for esse o seu caso, vá passando pelo PDF e anotando os títulos de capítulo. Usar o TOC pode ser uma referência, mas e se houver algum problema nele? É até melhor usar uma fonte externa ao arquivo, como seria o sumário do livro impresso. Além disso, verifique se o ePub não recebe outros elementos que o impresso não tem, como uma página sobre o autor, obras relacionadas e até encartes de imagem, que nem sempre aparecem no sumário original. Depois confira os links tanto do TOC quanto do sumário interno. Há quem prefira deixar essa parte para o final, mas eu prefiro fazer primeiro porque o prazo sempre acaba ficando apertado é mais garantido.

Cotejo com obstáculos

O cerne da revisão do e-book é quase um cotejo com obstáculos, ainda mais no caso da não ficção. É aqui que o hábito de leitura no formato eletrônico faz a maior diferença. Você precisa entender a aparência do impresso nem sempre pode ser reproduzida no digital e saber apontar possíveis melhorias. Um exemplo simples: sabe quando a primeira linha do capítulo fica toda em versal/versalete? No e-book isso não faz o menor sentido, já que dependendo do tamanho da fonte o efeito pode terminar no meio da linha ou se estender por mais texto que o planejado. Caso você não tenha uma orientação da editora sobre como agir em relação a isso, sinta-se à vontade para fazer uma sugestão, como usar versalete só nas cinco primeiras palavras em todos os capítulos. Outro exemplo: notas de rodapé e final de livro. No geral, as notas de rodapé vão para o fim do capítulo e as de final de livro permanecem lá. Caso o livro tenha as duas hierarquias de nota, confira se elas estão sinalizadas de maneira diferente, para não confundir o leitor. Em livros com muitas notas, evite usar asteriscos, você pode acabar com um imenso ****** no meio do texto. Além disso, confira se todas elas estão indo e voltando. Também é bom ficar atento às imagens. No geral, quando há imagens no meio do texto, elas são deslocadas para o final de um parágrafo. Confira se faz sentido ela estar ali ou se foi mal posicionada. A proporção é outra questão importante, até porque caracteres especiais [desde ideogramas até códigos que podem aparecer em livros de fantasia e aventura] costumam ser transformados em imagem. Será que a imagem tem uma boa legibilidade tanto num tablet quanto num smartphone? Até há um recurso para que a imagem seja proporcional, mas nem sempre ele é lembrado, já que não funciona em todas as plataformas. Ainda assim, é bom sinalizar que pode ser usado. Há várias outras questões, mas hoje vou concentrar o post em facilitar sua rotina na revisão do ePub, ok? Caso você queira entender melhor os problemas que podem acontecer na conversão e suas possíveis soluções, é só falar com a gente

Finalizando e entregando

A essa altura, você já deve ter algumas anotações de problemas no seu editor de texto. Nem todas as editoras encaram bem sugestões editoriais, a menos que sejam erros mesmo, como questões de ortografia, falhas na formatação ou coisas assim. Tente entender qual é o posicionamento de quem te contratou. Depois, revise o relatório para ver se ele está compreensível. Eu costumo deixar algumas observações, como lembrar de verificar se certa formatação é um desvio ou um padrão, o que pode ser muito útil para mim, mas de pouca utilidade para quem vai implementar as mudanças. Se o manual que você recebeu explica como redigir o relatório, siga. Se não, minha sugestão é: número de página no PDF + trecho problemático com uma parte do entorno [ou uma descrição do conteúdo] + correção ou sugestão. Por exemplo:

P.35: em “o cachorro subiu a colina”, a palavra “subiu” deve estar em itálico.

P.114: a legibilidade do texto na imagem com dois dragões está baixa. Sugiro inserir uma legenda.

P.298: o parágrafo que começa com “No final de sua carreira…” parece ser o único com alinhamento à esquerta. Proposital?

Bom, esse não é o único método de trabalho possível, mas tem funcionado para mim há algum tempo. Como você revisa seus livros eletrônicos, ou o que espera de uma boa revisão?

Por Mariana Calil | Publicado originalmente em Colofão | 16/09/2015

Mariana Calil

Mariana Calil é formada em Produção Editorial na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Passeou pela produção gráfica, fez uma breve visita ao comercial e hoje é assistente editorial. Vive a utopia de que dá para trazer para o mercado a teoria da faculdade e levar para a academia a prática do cotidiano.

Novo smartphone da pode ter tela de livro


O próximo smartphone da Samsung pode ter uma tela que se abre como um livro, segundo o site SamMobile, que prevê a data de lançamento do aparelho para janeiro de 2016.

O dispositivo poderá ser introduzido no mercado em dois modelos praticamente iguais, tendo apenas processadores e potências diversas.

Segundo os rumores, o smartphone não será um Galaxy S7, atualização do mais famoso celular da marca, e inicialmente poderá ser disponibilizado apenas na Coreia do Sul, uma estratégia utilizada anteriormente pela empresa.

Terra | 16/09/2015