Curso explora relação entre eBooks e bibliotecas


Atividade acontece no dia 26 de setembro, em São Paulo

A Irene Butti Consultoria coordena em São Paulo, no dia 26 de setembro, o curso e-Books e bibliotecas. A atividade visa apresentar o universo dos e-books, analisando seu conceito, evolução tecnológica e introdução nas unidades de informação. O encontro acontece das 8h30 às 17h30, na Av. Paulista, 1159, Bela Vista, São Paulo/SP, próximo à estação Trianon Masp. A condução será de Liliana Giusti Serra, profissional da informação da Prima, desenvolvedora dos sistemas SophiA Biblioteca e SophiA Acervo e consultora em Ciência da Informação. O investimento é de R$ 400. Os interessados em participar podem solicitar a ficha de inscrição pelo e-mail irene_btt@yahoo.com.br.

PublishNews | 10/09/2015

Kindle Scout para brasileiros


Plataforma de “apostas literárias” da Amazon passa a aceitar originais de autores brasileiros

Nesta quarta-feira [09], a Amazon anunciou oficialmente que passará a aceitar originais de brasileiros dentro da Kindle Scout, a plataforma de apostas literárias da Amazon. No entanto, a plataforma só aceita, por enquanto pelo menos, originais inéditos escritos em inglês. Autores podem colocar suas obras na plataforma que, depois de pré-selecionadas pela Amazon, serão julgadas pelo público durante 45 dias. Os autores dos livros mais votados terão suas obras publicadas pelo selo Amazon Press [em formato digital] e ganham um adiantamento no valor de US$ 1,5 mil e royalties de 50% sobre o valor de venda do livro.

A plataforma, lançada em 2014, estava restrita aos EUA. Agora, além do Brasil, podem participar autores da Austrália, Canadá, Índia , Japão, México, Nova Zelândia, e países da Europa. “Expandir nossa plataforma para autores e leitores de fora dos EUA era um dos pedidos mais frequentes que nós recebemos desde que a lançamos. Com o esse anúncio, nós estamos aguardando ansiosos por grandes histórias que estão por vir”, disse Diana Hial, gerente geral do Kindle Scout via comunicado.

Para ajudar a explicar como funciona o Kindle Scout, a Amazon preparou um vídeo que pode ser acessado clicando aqui.

Por Leonardo Neto | Publicado originalmente em PublishNews | 10/09/2015

Livros em papel ainda encantam crianças da era digital


O sentimento de que a invasão de tablets, smartphones e aplicativos sociais pode estar tomando o lugar dos tradicionais livros em papel entre crianças e adolescentes se desfaz imediatamente quando se chega à 17ª Bienal do Livro do Rio. Nos três pavilhões do Riocentro, milhares de crianças, quase todas integrantes de excursões promovidas pelos colégios, tomam o espaço e enchem o ambiente de alegria. Os pequenos lotam as livrarias, principalmente aquelas com temáticas infantojuvenis.

A explicação para essa preferência pelos livros em papel em tempo de redes sociais pode estar tanto no tipo de narrativa que a obra oferece, sem distrações e mais aprofundada, quanto na capacidade das novas gerações de segmentar a atenção para várias mídias ao mesmo tempo, algo que é difícil para os mais velhos.

A opinião é da diretora da Bienal, Tatiana Zaccaro, que vê grande espaço para o crescimento dos livros na atualidade, em todo o mundo, apesar das tecnologias que cada vez mais fazem parte da vida de todos.

A cada ano, temos mais visitantes, e o número de livros comprados aumenta. E temos algo, que está ocorrendo no Brasil e no mundo, que são os adolescentes lendo bastante. A média de livros vendidos tem aumentado exatamente nessa faixa etária. Isso leva a acreditar que, mesmo competindo com toda a tecnologia que faz parte de sua vida, os adolescentes, que nasceram na era das telas de toque e da internet, não abandonam os livros. Eles querem o autógrafo, querem conhecer o autor. Isso mostra que o livro está mais vivo do que nunca”, disse Tatiana.

Uma das formas de garantir essa simbiose entre mídias de papel e digital é oferecer livros desde muito cedo às crianças, que assim crescem com amor às páginas impressas. A dica é da empresária Vanessa Mazzoni, que visitava a bienal em companhia das filhas Ana Clara, de 11 anos, e Larissa, de 5 anos. “A Ana Clara devora livros, a pequenina ainda não lê, mas está indo pelo mesmo caminho. A gente incentiva. Presentes de aniversário são sempre livros, pois ela já está na adolescência. Elas têm tablet, mas não têm o hábito de ler nele, tem que ser livro de papel mesmo”, afirmou Vanessa.

A filha Ana Clara, que está no sexto ano, explicou como consegue se dividir entre as mídias digitais e as páginas impressas. “Eu fico dividindo o meu tempo. Fico um pouco lendo, um pouco usando o celular e dá para fazer tudo. Se eu gosto da história e do autor, eu procuro na internet sobre os outros livros dele e aí compro para ler. Eu gosto de ver o livro, a capa, acho legal”, contou.

O amor pela leitura às vezes independe de classe social e condições de adquirir livros que, muitas vezes, podem ser difíceis de se encaixar no orçamento familiar. Isabele Vitória da Silva Santos Faria, de 10 anos, integrante do projeto social Circo Crescer e Viver, aproveita o tempo extra na escola para se dedicar à leitura. O hábito, segundo ela, veio dos pais. A mãe é cozinheira e o pai, segurança, mas sempre tiveram livros em casa. “Eu gosto mais de ler contos de fadas e ficção. O tablet compete com os livros às vezes, mas minha mãe diz que é preciso uma hora para cada coisa”, disse Isabele.

Colega no circo, Pablo Richard, de 11 anos, gostaria de ter mais livros em casa. Ele mora com a mãe, que vende salgados, e não dispõe de tablet nem celular. Diz que prefere ler em papel mesmo, mas reclama do preço. “Às vezes, vou à biblioteca da escola e pego o maior livro que tem. Gosto de contos de fadas e histórias de terror. Pena que os preços aqui na Bienal são o dobro do que eu trouxe em dinheiro”, lamentou.

Mesmo para quem trabalha nas livrarias, passando o dia entre prateleiras e pilhas de livros, a questão financeira acaba sendo um limitador. Para Ivisson Laurent dos Santos Silva, o acesso a determinadas obras, principalmente aos livros técnicos, está distante da realidade. “Os livros ainda são inacessíveis para a maioria dos brasileiros. Aqui pagamos muitos impostos e tributos. Apesar de eu trabalhar em uma livraria, tenho que optar em fazer as coisas pessoais ou comprar um livro. Entre o pão e o livro, ganha o pão”.

Por Vladimir Platonow | Agência Brasil | 10/09/2015