Textos de Jane Austen viram disfarce para hackers na internet


Hackers do século 21 teriam uma queda por um clássico da literatura do século 19, o romance “Razão e Sensibilidade”, de Jane Austen, escondendo-se cada vez mais atrás de extratos literários.

Trata-se de uma nova maneira de esconder uma série de vírus que permite se infiltrar ilegalmente em computadores e redes informáticas, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira [28] por pesquisadores da Cisco Security.

Adicionar passagens de um texto clássico às páginas na internet [usadas por hackers] é uma técnica de dissimulação muito mais eficaz do que a abordagem tradicional de usar um texto aleatório“, explicam.

A escritora inglesa Jane Austen

A escritora inglesa Jane Austen

O uso de textos de obras contemporâneas, como revistas ou blogs, é outra estratégia eficaz. Os antivírus e outros sistemas de segurança são mais propensos a considerar tal página como segura depois de ‘ler’ esses textos“, acrescentam.

De acordo com a Cisco, encontrar referências aos personagens de Jane Austen em uma página web “pode confundir, mas não é uma razão de preocupação imediata“.

A pessoa por trás da pirataria literária e por que este romance foi escolhido em vez de outro continua a ser um mistério, reconhece Jason Brvenik, um engenheiro da Cisco.

Isto é uma seleção aparentemente aleatória, mas sempre vem deste livro“, disse à AFP.

Os pesquisadores apontam que este é apenas um exemplo da capacidade dos hackers de inovar para contornar a proteção do computador.

DA AFP | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 28/07/2015

Tecnologia mapeia comportamento de consumidores em livrarias


Câmeras e terminais de consulta podem dar muitos insights a livreiros

Vamos imaginar uma cena. Um cliente está em uma livraria. Vê um livro que ele quer muito. Passa o livro no totem de leitura de código de barras, vê o preço e frustrado devolve o livro para a prateleira. Dificilmente um livreiro teria a chance de entender por que aquele livro não foi vendido. Foi nessa lacuna que Luiz Vitor Martinez, CEO da Geeksys, se inspirou para criar o software Price Check. Luiz contou ao PublishNews que teve apoio da Telefônica e do Ministério da Ciência e Tecnologia para desenvolver a plataforma que analisa o comportamento do consumir brasileiro em lojas físicas. O Price Check já está – em diferentes estágios – em operação em cinco grandes varejistas de livros no Brasil: Saraiva, Cultura, Vila, Leitura e Travessa. Na Livraria da Vila, a solução está implantada há mais de 18 meses e já trouxe resultados importantes. Luis conta um exemplo: um livro que era vendido a R$ 600 na Vila tinha seu preço sistematicamente consultado, mas não havia conversão em vendas. Detectado o problema, a Livraria da Vila fez uma promoção, deu desconto de R$ 80 e, em um mês, venderam-se 12 exemplares. Luiz estima que para cada R$ 2,5 milhões vendidos em livrarias brasileiras, R$ 2,6 são perdidos em situações parecidas com esta. Luiz acredita que há uma série de razões para que o produto não “performe” a contento. O Price Check joga luz em algumas delas. “O livreiro já levou o cliente até a sua loja, o cliente já está disposto a comprar. Essas oportunidades devem ser aproveitadas”, defende.

Além de apontar que o preço do livro pode estar errado, o Price Check lista os produtos de com mais potencial de vendas, antecipa tendências e pode até sugerir mudanças no layout das lojas. O layout, aliás, é o forte de uma segunda solução integrada ao Price Check que a Geeksys desenvolveu e já está em operação em algumas livrarias no Brasil. É o Heatmaper, que aproveita as câmeras de segurança já instaladas nas lojas para fazer um mapa dos pontos mais quentes das livrarias e quais os produtos com os quais os consumidores mais interagem. “Quando colocamos uma pilha de livros em uma mesa e as câmeras não detectam nenhuma interação com este produto, ele pode ser substituído na manhã seguinte por outro que chame mais a atenção dos clientes”, ilustra Luiz. O Heatmaper permite ainda medir a taxa de conversão de uma mesa e estabelecer quais os pontos mais vendedores da loja. Além disso, permite contar as pessoas que entram e saem das lojas e qual o tempo médio de permanência de cada cliente no estabelecimento.

A Geeksys trabalha com uma success fee, ou seja, uma taxa em cima do sucesso que as ferramentas trazem para o varejista. As soluções são implantadas gratuitamente nas lojas e no período de três meses mede-se a taxa de sucesso e a partir daí, é estabelecida a remuneração.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 28/07/2015