Supercomputador da IBM aprende a analisar e criticar textos


O supercomputador Watson, da IBM, ganhou agora a capacidade de analisar textos. Batizado de Watson Tone Analyzer, o sistema analisa textos de acordo com três parâmetros: tom emocional, estilo e influência social. A partir da análise, Watson torna-se capaz de sugerir alterações para melhorar o conteúdo do que você escreve.

Watson passa a ser capaz de interpretar textos e analisar o tom das mensagens. Foto: Divulgação/IBM

Watson passa a ser capaz de interpretar textos e analisar o tom das mensagens. Foto: Divulgação/IBM

Segundo um post de Rama Akkiraju, engenheiro responsável pelo desenvolvimento das ferramentas do Watson, no blog de novas tecnologias da IBM, muitas vezes, quando alguém escreve um texto, o tom que a mensagem acaba carregando é involuntário. Sem querer, você pode deixar transparecer num texto que está irritado, ou pode cometer um deslize e acabar e escrevendo numa linguagem informal um documento importante na sua vida profissional.

Para o engenheiro, a imparcialidade da análise de um computador pode garantir um filtro muito eficiente na hora de fazer com que seu texto exponha com clareza a mensagem. Ao redigir um e-mail para o seu chefe, a análise do Watson teria capacidade de identificar o tom emocional da mensagem e indicar sinônimos para evitar que você acabe se constrangendo, por exemplo.

Cada um dos parâmetros gerais [emoção, estilo e ambiente social] que são identificados pelo computador podem ser interpretados em diferentes intensidades. Por exemplo, na hora de tentar identificar o tom emocional do texto, Watson pode percebê-lo como alegre, triste ou furioso. As mesmas gradações valem para os outros aspectos, já que o estilo do texto pode ser muito erudito ou muito vulgar.

Imagem mostra a análise do Watson de um comunicado de um chefe a seus funcionários, sugerindo palavras mais amenas em lugar das mais pesadas. Foto: Divulgação/IBM

Imagem mostra a análise do Watson de um comunicado de um chefe a seus funcionários, sugerindo palavras mais amenas em lugar das mais pesadas. Foto: Divulgação/IBM

Segundo a IBM, a ideia é aplicar esse tipo de tecnologia como um serviço a ser oferecido a empresas. O principal foco deve ser a aplicação na publicidade, na medida em que o Watson torne-se capaz de analisar um texto tendo em vista o público-alvo de alguma campanha. Se identificar que há algum problema na mensagem, o computador seria capaz de sugerir alterações para que a mensagem seja bem recebida pelo público.

Segundo Akkiraju, numa definição mais direta, a ideia é que o recurso tenha a mesma naturalidade que os corretores gramaticais e ortográficos a que estamos acostumados em editores de texto. A única diferença é que o sistema da IBM vai aconselhar alterações para deixar seu texto menos triste, ou menos efusivo, quem sabe mais confiante e etc.

Por Filipe Garrett | Publicado originalmente em TechTudo | 19/07/2015, às 06h00