Biblioteca Virtual da Fapesp completa 10 anos


Inaugurada em 2005, a Biblioteca Virtual do Centro de Documentação e Informação da FAPESP, reúne e torna disponível a informação referencial, de caráter público, sobre bolsas e auxílios à pesquisa concedidos pela Fundação, em todas as áreas do conhecimento.

A BV contribui para ampliar o acesso ao conhecimento científico e tecnológico, em nível nacional e internacional, por meio da divulgação das pesquisas financiadas pela Fundação, e para preservar e disseminar a memória institucional da FAPESP.
Para comemorar, um evento gratuito será realizado, com vagas limitadas. Veja no link abaixo.

Registre o seu interesse em participar do evento clicando aqui.

Blog do Galeno | Edição 409 – 31 de julho a 6 de agosto de 2015

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Demonstração de que a Amazon ajuda mais os interesses do autor do que os editores


Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 29/07/2015

A Authors Guild e seus aliados recentemente apelaram ao Departamento de Justiça para investigar o possível controle monopolista da Amazon do negócio do livro. É difícil discutir com o fato de que a Amazon vende mais livros para os consumidores do que qualquer conta única já fez e que a empresa está, inevitavelmente, mudando a economia do mercado como resultado disso.

Embora aqueles que lutam contra a Amazon possam e irão apontar as situações nas quais, eles consideram, a Amazon leva uma vantagem injusta por sua posição no mercado, existem dois aspectos no que aconteceu nos últimos 20 anos que os críticos que defendem a intervenção do governo quase certamente ignoram.

A maior parte do sucesso da Amazon é devido ao seu próprio desempenho estelar: inovando, investindo, executando e tendo uma visão do que poderia acontecer quando eles crescessem.

A maior parte do que a Amazon fez para construir seu negócio – quase tudo o que eles fizeram até os últimos anos de dominação do Kindle – beneficiou a maioria das editoras e ajudou no crescimento de suas vendas e sua rentabilidade. [Na verdade, a indústria editorial foi o único setor no mercado de mídia que não caiu de um penhasco na década ao redor do milênio e um forte argumento poderia ser o de que a Amazon na verdade foi quem os salvou.]

Isso não terminou. O exemplo mais recente foi anunciado recentemente. A Amazon agora permite que os leitores se inscrevam nas páginas de seus autores favoritos para receberem notificação dos próximos livros. Isso demonstra mais uma vez a disposição da Amazon para inovar. E ao fazer isso, também beneficia as editoras – um aumento imediato na venda de novos livros para os membros dessas listas dos autores. Mas existem grandes chances de que os autores ficarão mais interessados do que os editores. Esse aspecto da iniciativa vai alimentar a reclamação de que “a Amazon está querendo dominar tudo!”.

Em nosso negócio de marketing digital, muitas vezes mostramos a editoras e autores que a criação de uma página do autor robusta e completa na Amazon deveria ser um elemento-chave da pegada digital de qualquer autor. É vista por um monte de gente e será indexada pelo Google, reforçando a compreensão do Google de quem é o autor e aumentando a probabilidade de que ele será encontrado através de uma busca, até mesmo buscas que não incluam seu nome ou seus títulos de livros. Olhando para tudo isso da perspectiva da editora como tendemos a fazer neste blog, defendemos que as editoras precisam incentivar – ou criar – sites para o autor bem feitos e com bom SEO ou vão correr o risco de que a página do autor na Amazon, ou até mesmo a página do livro, se torne o resultado principal quando alguém fizer uma busca pelo nome do autor.

Quando falamos de site do autor, enfatizamos a importância de construir a base de fãs em tamanho e intensidade. Entre as grandes agências literárias que investem em ajudar os autores com sua presença digital [e são muitas], ajudamos uma a descobrir as técnicas para ensinar seus autores a reunir nomes em listas de e-mail [ou o que Seth Godin chamou de “permissões” pela primeira vez há cerca de duas décadas, quando foi um dos primeiros a ver o valor da construção de listas de e-mails].

Agora a Amazon fez, da forma como sempre faz [simples e só para ela], com que isso seja incrivelmente fácil. Conhecemos editores que se perguntam por que um autor precisaria de um site próprio, em vez de apenas uma página no site da editora. Há muitos motivos que podem ser verdadeiros, incluindo a aparente relutância de muitos editores de “promover” os livros que um autor publicou com outra editora antes. Mas agora os editores poderiam ouvir autores fazendo essa pergunta mas de uma maneira diferente. Por que eles precisam de outra página na web, além da que possuem na Amazon?

Esta discussão não é nova. Goodreads, que foi comprado pela Amazon, faz tempo que permitiu que os fãs se inscrevessem na página de autores, um recurso que foi atualizado recentemente. Da mesma forma que algumas editoras, mas muito raramente para ser algo eficaz. Elas costumam colocar as páginas dos autores em silos – como um “catálogo” – que não vai ter muito tráfego e pouca participação. As páginas de autor estão incompletas. Não fazem promoção interativa.

Assim, ainda há uma resposta à pergunta do autor: o que mais eles podem precisar? O que a Amazon criou não entrega verdadeira conexão direta entre autores e fãs. Na verdade, os fãs estão se inscrevendo na Amazon – através da página do autor – para receber notificações que virão da Amazon. Há pouca indicação de que haverá algum outro compartilhamento da lista do autor, ou quaisquer outras oportunidades criadas para o autor e a base de fãs de se comunicarem [embora “autores convidados” poderão conseguir criar uma mensagem personalizada junto com o anúncio]. Mas a coisa mais importante que um autor gostaria de dizer aos seus/suas fãs é “eu tenho um novo livro saindo” e a Amazon resolveu isso.

E ao fazer isso, eles aumentaram o controle que têm do mercado editorial e destacaram mais uma vez que parte do terreno que estão tomando é aquele que as editoras simplesmente cedem. Qualquer editora que não esteja ajudando os autores a se relacionarem com seus leitores e criando ativamente suas próprias listas de e-mail para alertar os interessados sobre os novos livros percebeu agora que estão atrasados. Mas uma coisa ainda é verdade: melhor tarde do que nunca.

Ajudar autores com a pegada digital deles precisa subir na lista de prioridades de cada editora.

Por Mike Shatzkin | Publicado originalmente em PublishNews | 29/07/2015

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin

Mike Shatzkin tem mais de 40 anos de experiência no mercado editorial. É fundador e diretor-presidente da consultoria editorial The Idea Logical Co., com sede em Nova York, e acompanha e analisa diariamente os desafios e as oportunidades da indústria editorial nesta nova realidade digital. Organizada anualmente a Digital Book World, uma conferência em Nova York sobre o futuro digital do livro.

Nos Arquivos de Shatzkin, o consultor novaiorquino aborda os desafios e oportunidades apresentados pela nova era digital. O texto de sua coluna é publicado originalmente em seu blog, The Shatzkin Files [www.idealog.com/blog].

 

Plataforma do MEC mapeia bibliotecas públicas do País


Imagine poder localizar, dentro do mapa do Brasil, as 6.021 bibliotecas públicas, municipais e estaduais, e comunitárias, registradas no Cadastro Nacional de Bibliotecas e que integram o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas [SNBP]? Agora isso é possível. O Ministério da Cultura acaba de lançar uma plataforma onde é possível encontrar dados como endereço e acessibilidade das instituições. A ideia é, neste primeiro momento, divulgar os dados das bibliotecas públicas que já estão cadastradas para que, posteriormente, os gestores responsáveis por esses equipamentos possam complementar as informações sobre suas bibliotecas, com dados sobre acervo, serviços, infraestrutura, gestão, relação institucional e público principal do espaço. Acesse a plataforma.

PublishNews | 29/07/2015

Kobo chega ao México


e-Bookstore entra em operação em setembro

KoboNo fim do mês passado, a Amazon começou a comercializar produtos físicos no México. Agora é a vez da Kobo iniciar as suas operações no país. Para isso, a companhia nipo-canadense fechou uma parceria com dois varejistas locais: Libreria Porrúa e Gandhi para disponibilizar aos leitores mexicanos os mais de 70 mil e-books em espanhol que estão no catálogo da Kobo. A Libreria Porrúa tem cerca de 70 lojas no país e a Gandhi conta com 30 unidades. “Nós trabalhamos muito próximos da Porrúa e com a Gandhi para criar a melhor e-bookstore possível”, disse Michael Tamblyn, presidente da Rakuten Kobo, em comunicado. A loja entra em operação em setembro.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 29/07/2015

Textos de Jane Austen viram disfarce para hackers na internet


Hackers do século 21 teriam uma queda por um clássico da literatura do século 19, o romance “Razão e Sensibilidade”, de Jane Austen, escondendo-se cada vez mais atrás de extratos literários.

Trata-se de uma nova maneira de esconder uma série de vírus que permite se infiltrar ilegalmente em computadores e redes informáticas, de acordo com um relatório divulgado nesta terça-feira [28] por pesquisadores da Cisco Security.

Adicionar passagens de um texto clássico às páginas na internet [usadas por hackers] é uma técnica de dissimulação muito mais eficaz do que a abordagem tradicional de usar um texto aleatório“, explicam.

A escritora inglesa Jane Austen

A escritora inglesa Jane Austen

O uso de textos de obras contemporâneas, como revistas ou blogs, é outra estratégia eficaz. Os antivírus e outros sistemas de segurança são mais propensos a considerar tal página como segura depois de ‘ler’ esses textos“, acrescentam.

De acordo com a Cisco, encontrar referências aos personagens de Jane Austen em uma página web “pode confundir, mas não é uma razão de preocupação imediata“.

A pessoa por trás da pirataria literária e por que este romance foi escolhido em vez de outro continua a ser um mistério, reconhece Jason Brvenik, um engenheiro da Cisco.

Isto é uma seleção aparentemente aleatória, mas sempre vem deste livro“, disse à AFP.

Os pesquisadores apontam que este é apenas um exemplo da capacidade dos hackers de inovar para contornar a proteção do computador.

DA AFP | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 28/07/2015

Tecnologia mapeia comportamento de consumidores em livrarias


Câmeras e terminais de consulta podem dar muitos insights a livreiros

Vamos imaginar uma cena. Um cliente está em uma livraria. Vê um livro que ele quer muito. Passa o livro no totem de leitura de código de barras, vê o preço e frustrado devolve o livro para a prateleira. Dificilmente um livreiro teria a chance de entender por que aquele livro não foi vendido. Foi nessa lacuna que Luiz Vitor Martinez, CEO da Geeksys, se inspirou para criar o software Price Check. Luiz contou ao PublishNews que teve apoio da Telefônica e do Ministério da Ciência e Tecnologia para desenvolver a plataforma que analisa o comportamento do consumir brasileiro em lojas físicas. O Price Check já está – em diferentes estágios – em operação em cinco grandes varejistas de livros no Brasil: Saraiva, Cultura, Vila, Leitura e Travessa. Na Livraria da Vila, a solução está implantada há mais de 18 meses e já trouxe resultados importantes. Luis conta um exemplo: um livro que era vendido a R$ 600 na Vila tinha seu preço sistematicamente consultado, mas não havia conversão em vendas. Detectado o problema, a Livraria da Vila fez uma promoção, deu desconto de R$ 80 e, em um mês, venderam-se 12 exemplares. Luiz estima que para cada R$ 2,5 milhões vendidos em livrarias brasileiras, R$ 2,6 são perdidos em situações parecidas com esta. Luiz acredita que há uma série de razões para que o produto não “performe” a contento. O Price Check joga luz em algumas delas. “O livreiro já levou o cliente até a sua loja, o cliente já está disposto a comprar. Essas oportunidades devem ser aproveitadas”, defende.

Além de apontar que o preço do livro pode estar errado, o Price Check lista os produtos de com mais potencial de vendas, antecipa tendências e pode até sugerir mudanças no layout das lojas. O layout, aliás, é o forte de uma segunda solução integrada ao Price Check que a Geeksys desenvolveu e já está em operação em algumas livrarias no Brasil. É o Heatmaper, que aproveita as câmeras de segurança já instaladas nas lojas para fazer um mapa dos pontos mais quentes das livrarias e quais os produtos com os quais os consumidores mais interagem. “Quando colocamos uma pilha de livros em uma mesa e as câmeras não detectam nenhuma interação com este produto, ele pode ser substituído na manhã seguinte por outro que chame mais a atenção dos clientes”, ilustra Luiz. O Heatmaper permite ainda medir a taxa de conversão de uma mesa e estabelecer quais os pontos mais vendedores da loja. Além disso, permite contar as pessoas que entram e saem das lojas e qual o tempo médio de permanência de cada cliente no estabelecimento.

A Geeksys trabalha com uma success fee, ou seja, uma taxa em cima do sucesso que as ferramentas trazem para o varejista. As soluções são implantadas gratuitamente nas lojas e no período de três meses mede-se a taxa de sucesso e a partir daí, é estabelecida a remuneração.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 28/07/2015

Livros por streaming


O audiolivro nunca pegou muito no Brasil, mas a Ubook, criada em outubro, está se esforçando para mudar isso. E agora ela tem a Saraiva, maior rede de livrarias do País, como aliada. A partir de hoje, clientes da rede poderão aderir ao serviço de assinatura de livros por streaming, que custará R$ 18,90 por mês e permitirá o acesso ilimitado ao acervo.

*

Hoje, estão disponíveis cerca de mil audiolivros de diversos gêneros e a cada semana outros 20 títulos serão incluídos. Entre os narradores, atores, atletas e jornalistas. Exemplos: Marília Pêra, Paulo Autran, Paulo Betti, Bruno Mazzeo, Zico e Zuenir Ventura.

Por Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo | 25/07/2015

Mais uma editora adere à plataforma Ubiqui


Em maio passado o PublishNews noticiou a entrada no mercado da ferramenta Ubiqui, plataforma de gerenciamento de metadados de livros. A novidade agora é que a Girassol acaba de fechar contrato e está operando com o painel de controle da ferramenta. Com isso, o Grupo Girassol, que reúne as editoras Girassol e Faro Editorial, terá que fazer um único cadastro na plataforma que cuidará da distribuição dos dados conforme as necessidades e o sistema de cada uma das 200 varejistas com os quais o programa dialoga.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 24/07/2015

Editora lança novo site


Em 2015, a Editora Mundo Cristão comemora 50 anos de história. Para comemorar, está de site novo, adaptado aos dispositivos digitais, como tablets e smartphones. A inovação traz para os internautas um novo espaço de conteúdo cristão com entrevistas, artigos, notícias e informações relacionadas às publicações e autores da casa. Dentre as melhorias, um novo sistema de compras está disponível por meio de livrarias e distribuidores parceiros que comercializarão os livros e e-books da editora. Além disso, a plataforma traz uma experiência de busca que projeta na tela os livros, artigos, notícias e demais materiais relacionados ao item pesquisado. Acesse a página aqui.

PublishNews | 23/07/2015

No Reino Unido, vendas de eBooks nas Big Five se estabilizam


Em 2015, estamos assistindo ao processo de maturação do mercado de livros digitais no Reino Unido. O vertiginoso crescimento, que alcançou a casa dos três dígitos, apresentou queda em 2014, mas ainda havia um robusto crescimento: uma análise feita pelo The Bookseller no fim de 2014 foi revista em janeiro de 2015 e mostrou que o volume de vendas de e-books dos cinco maiores grupos editoriais do mundo tinha crescido 15,3%. O anuário estatístico da Publishers Association de 2014, publicado em maio, mostrou que as vendas de conteúdos digitais subiram 11,2% em 2014, atingindo £ 563 milhões. Dados fornecidos pelos “Big Five” mostram que houve um aumento consolidado de 5,3% nas vendas feitas nos seis primeiros meses de 2015. Um salto de 5% nas vendas aponta um crescimento, mas é o menor desde que The Bookseller começou a coletar dados do volume de vendas dos maiores players do mercado em ciclos de seis ou doze meses.

Por Tom Tivnan e Felicity Wood | The Bookseller | 23/07/2015

Direitos Autorais na era digital


Curso do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro está com inscrições abertas

O Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro [ITS Rio – Praia do Flamengo, 100, Cobertura Flamengo] está com as inscrições abertas para o curso Direitos Autorais no Mundo Conectado. Destinada para quem quer dominar conhecimentos práticos sobre o tema, a iniciativa busca debater as principais tendências e inovações relacionadas à proteção dos direitos autorais no contexto dos avanços tecnológicos.

As aulas acontecem de 25/08 a 24/09, sempre às terças e quintas-feiras, das 19h às 21h, e serão conduzidas por Ronaldo Lemos, doutor pela USP e diretor do projeto Creative Commons no Brasil e co-fundador do projeto Overmundo; Carlos Affonso Souza, doutor pela UERJ e diretor do ITS; Sérgio Branco, doutor em Direito Civil pela UERJ e diretor do ITS, e Bruno Lewicki, doutor pela UERJ que atuou como vice-presidente da Comissão de Direitos Autorais da OAB-RJ [2010-2012]. Para mais informações, clique aqui.

PublishNews | 22/07/2015

Produzindo eBooks pra criançada


Por Suria Scapin e Isabela Parada | Publicado originalmente em Colofão | 22 de julho de 2015

Apesar de ainda ser um mercado muito pequeno, há dois anos começamos a produzir livros digitais voltados ao público infantil. Mas por que apostamos em e-books infantis? Bom, vamos por partes.

Os livros infantis e suas diversas linguagens

O livro infantil sempre favoreceu a incorporação de outras linguagens, e isso desde o primeiro livro para crianças, que já apresentava a união da linguagem escrita com as ilustrações.

Orbis Pictus,1 escrito por Comenius, foi o primeiro livro produzido para crianças, em 1658. O próximo livro infantil foi escrito apenas depois de quase 40 anos, e ambos claramente continham lições de moral para as crianças

Orbis Pictus,1 escrito por Comenius, foi o primeiro livro produzido para crianças, em 1658. O próximo livro infantil foi escrito apenas depois de quase 40 anos, e ambos claramente continham lições de moral para as crianças

A ilustração do livro [infantil] nasceu com ele próprio”, já bem disse Rodrigues2, mas a sua importância cresceu muito no último século, e as ilustrações passaram a oferecer elementos de interpretação da história que dão informações narrativas e se somam às informações escritas. Em paralelo, vimos uma mudança no conceito do objeto livro, que passou a poder apresentar características como cortes especiais e pop-ups, fornecendo ainda mais elementos de interpretação da narrativa.

Todos esses recursos já vinham trabalhando o modo híbrido como o nosso pensamento funciona, mas no formato material, concreto. Santaella enfatizou essa característica do pensamento em sua palestra no lançamento do prêmio Jabuti deste ano: “Nosso pensamento não é só verbal. Ele é um pensamento que se desenvolve através de imagens, relações, às vezes tensões, polaridades, sentimentos, vontades… quer dizer, tudo isso compõe o nosso pensamento”.

A partir do desenvolvimento tecnológico, passamos a ter a possibilidade de fazer livros digitais com animações, interações, sonoplastia ou outros recursos. E já que, como disse Lajolo3, o livro infantil sempre foi pioneiro na inserção de novas linguagens, receber também a digital é um caminho que, historicamente, parece ser o natural dos livros infantis.

Os recursos digitais nos e-books infantis

Os recursos que a linguagem digital oferece têm muito a acrescentar aos livros infantis, mas, se é preciso ser criterioso na produção editorial infantil de livros impressos, no caso de livros digitais existe uma outra grande responsabilidade: a de inserir essa nova linguagem para enriquecer a história, que é o foco do livro, sem transformar a leitura em um jogo.

Primeiro, porque as crianças sabem muito bem quando querem jogar e quando querem ler; a leitura é uma atividade muito mais introspectiva do que o jogo, mais individual e onde o ritmo de cada um é fator importante. Segundo, porque elas já têm acesso a inúmeros jogos no ambiente digital, e, como os dispostitivos digitais vêm sendo usados cada vez mais cedo, é importante que as crianças também tenham acesso, ali, a conteúdos de outras naturezas, como a literária.

A interação, para um livro, no nosso entender, tem de ser opcional, pois, se imposta, a história é transformada em jogo — é como se a criança tivesse que passar por um desafio para poder prosseguir na leitura. É importante reconhecer que as interações oferecem uma possibilidade de enriquecer o livro quando permitem integrar ainda mais as linguagens presentes nele, como, por exemplo, neste livro em que os personagens se tornam alimentos.

Página do livro O que você quer ser quando comer?4 antes e depois da interação. O toque nos personagens faz com que eles se transformem em alimentos, ideia que é o mote central da história.

Página do livro O que você quer ser quando comer?4 antes e depois da interação. O toque nos personagens faz com que eles se transformem em alimentos, ideia que é o mote central da história.

Ou neste, em que é possível ler de modo linear, virando as páginas normalmente, ou de modo interativo, ao escolher aleatoriamente os olhos de um dos personagens que está no guarda-roupa.

Na interação do livro No meu guarda-roupa5, cada um dos olhos no guarda-roupa leva a uma página diferente do livro. Para voltar a esta página inicial, é preciso tocar no ícone do guarda-roupa, ao lado do texto.

Na interação do livro No meu guarda-roupa5, cada um dos olhos no guarda-roupa leva a uma página diferente do livro. Para voltar a esta página inicial, é preciso tocar no ícone do guarda-roupa, ao lado do texto.

Além do recurso interativo, há o sonoro. A contação da história, unida à sonoplastia, envolve escolhas que vão desde o tom da narrativa até sensações que os sons podem passar aos pequenos leitores. Podemos pensar em provocar uma ambientação ou em usar a linguagem sonora para enfatizar os sentimentos dos personagens. Ou, ainda, há a opção de inserir apenas uma trilha sonora ao livro. E, sim, os recursos sonoros também são opcionais.

Desta maneira, com os recursos ativos, as crianças procuram antever o que virá da interação ou conseguem imaginar com maior riqueza de detalhes os ambientes das histórias, por exemplo. Sem os recursos, a imaginação percorre outro caminho e é interessante que elas possam escolher se querem manter os recursos ativados ou não. A animação é o único recurso que, até agora, não pode ser opcional, o que exige que a escolha seja muito cuidadosa para não retirar a atenção que a criança dedicaria à história.

A criançada e os recursos

Com e-books em mãos, a criançada põe em movimento todo um processo imaginativo. De acordo com Vigotski6, elas pegam as memórias que vêm das experiências anteriores para reorganizá-las e, assim, criar algo novo. E esse novo, no caso dos livros, é uma história única7, que une a imaginação das crianças com a imaginação que foi materializada nos livros em forma de escrita, de imagens, de sons, de interações…
Quando as crianças são maiores, já têm mais experiências vividas, por isso temos em mente que produzir para crianças de 3 anos é completamente diferente de produzir para crianças [nem tão crianças mais] de 12 anos. Não dá para pensar da mesma forma na produção, mas quando os recursos são opcionais, fica mais fácil, também, que aquele livro possa ser lido por um público mais amplo: afinal, nada impede que alguém de 12 goste do livro que fizemos pensando na criança de 3, ou vice-versa!
Nós vemos os recursos dos e-books como uma maneira de nos comunicarmos de forma mais direta com os nativos digitais — eles nasceram imersos em uma tecnologia já desenvolvida para funcionar de forma que se assemelhe ao pensamento humano; para eles, o uso das novas tecnologias é absolutamente natural. Mas é preciso que cada projeto seja pensado com cautela, para que exista harmonia entre recursos e história, sem atrapalhar a leitura.

Entendemos que os e-books podem aproximar da leitura algumas crianças que não têm o hábito de ler, mas têm o hábito de usar tablets e smartphones, e é por isso que pensamos ser essencial o desenvolvimento do mercado de e-books infantis. As bibliotecas digitais podem ser um passo importante nesse sentido, mas isso seria assunto para um outro texto.


1. Imagem daqui: http://bit.ly/1UiqbxZ.
2. RODRIGUES, Maria Lúcia Costa. A narrativa visual em livros no Brasil: histórico e leituras analíticas. 2011. 192 f. Dissertação [Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade] – Universidade da Região de Joinville, Joinville, 2011.
3. Marisa Lajolo deu a palestra “O pioneirismo dos livros infantis brasileiros – do livro ao tablet”, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em 2014, onde ela defendeu essa ideia que mencionamos. Nós aprofundamos esta questão em um texto publicado no blog Pipoca Azul: http://bit.ly/1ErDeSN.
4. Livro escrito por Marcelo Jucá com ilustrações do Otacoiza Estúdio.
5. Livro escrito por Carla Chaubet com ilustrações do Estúdio 1+2.
6. Lev Semenovitch Vigotski, psicólogo bielo-russo, produziu uma obra densa sobre a gênese das funções psicológicas superiores, sendo uma referência para estudos sobre desenvolvimento da imaginação infantil.
7. Assim disse Bartolomeu Campos de Queiróz: “O fenômeno literário, talvez, seja a fantasia do escritor dialogando com a fantasia do leitor e construindo uma terceira obra, que nunca vai ser escrita”. Aqui:http://bit.ly/1NCjsd5.

Por Suria Scapin e Isabela Parada | Publicado originalmente em Colofão | 22 de julho de 2015

Suria Scapin
Começou a trabalhar no mercado editorial com 16 anos e passou por editoras como Madras, Atual, Abril, Leya e Sarandi, além de ter atendido muitas mais pela S4 Editorial. Com formação em Desenho Industrial e em Língua Portuguesa e Literatura, ambas pelo Mackenzie, sempre revezou entre texto e arte, até que resolveu unir os dois conhecimentos e tornar-se a responsável editorial da Editora Pipoca.

Isabela Parada
Para buscar compreender como funciona a cabecinha dos pequenos, Isabela foi estudar Pedagogia na UEMG, onde encontrou seus fundamentos teóricos e participou do grupo de pesquisa e estudos Contra-Violência na Infância. Na Escola Pés no Chão [Belo Horizonte], aprofundou os estudos sobre a Pedagogia Freinet. Hoje é pedagoga da Pipoca e contadora de história na creche de Milho Verde [MG], pelo Instituto Milho Verde. Aprendeu que o crescimento das crianças é também o processo de criação delas mesmas e entende que essa criação é individual e única.

eBook não é PDF


Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 21/07/2015

O livro digital é um produto por si só e deve ser pensado para a leitura digital

A gente sempre diz aqui na editora que a leitura digital está na idade da pedra. Tudo é novo, muita coisa ainda é incerta, ainda se testam produtos, arquivos, modelos de negócio, modos de divulgar e levar a leitura digital ao maior número possível de pessoas.

Pelo menos já passamos da fase “leitura em papel x leitura digital”. Acho que a melhor metáfora para isso é o cartão de crédito e a nota de dinheiro em papel. Não é porque você tem um cartão de plástico que não usa mais notas. Uns preferem só andar com o cartão, outros usam os dois e existem aqueles que só “trabalham com dinheiro vivo”; todos coexistem.

Mas uma coisa é certa: e-book não é PDF. Leitura digital não é pegar um arquivo PDF sem marcas de corte, subir para as plataformas e dizer que publica também em digital. O livro digital – seja ele em texto ou em áudio – é um produto por si só e deve ser pensado para a leitura digital. Tem suas vantagens, seu valor e, claro, suas limitações.

Enquanto o e-book for tratado como um subproduto do livro físico, pouca coisa vai mudar e quem perde é o consumidor. Vendê-lo como um apêndice barato, seja em valor agregado ou em preços e descontos, não é trata-lo como produto. A leitura digital pode, sim, ser mais acessível financeiramente e na minha opinião deve sê-lo, mas pautar um produto e, mais do que isso, criar no consumidor a cultura de que é bom só porque é barato ou porque tem descontos altos, não traz valor à leitura digital. Ela deve ser entendida como uma ferramenta de facilidade, conveniência, que torna a aquisição de bons conteúdos algo mais rápido, barato e acessível; ainda mais quando falamos de um país do tamanho do Brasil. Ter sua biblioteca na palma da mão, poder acessar em uma leitura links, vídeos, uma quantidade maior de imagens, compartilhar trechos, ter uma interatividade ainda maior são algumas das grandes vantagens e valores da leitura digital.

Acredito que cada vez mais, a decisão de como consumir conteúdo está na mão do leitor. É ele quem vai decidir se vai ler em papel, em um tablet ou se vai ouvir um conteúdo. E cabe a nós, como editoras, disponibilizar bons conteúdos no maior número de suportes possíveis. A vantagem de um novo mercado é justamente podermos criar uma cadeia mais justa, onde todos saiam ganhando: livreiros, editores, escritores, ilustradores, agentes, editoras e, claro, o leitor.

Há ainda muito a fazer e que bom que há! Mas uma coisa é certa: e-book não é PDF.

Por André Palme | Publicado originalmente em PublishNews | 21/07/2015

André Palme

André Palme

André Palme é apaixonado pela leitura digital e pelas possibilidades deste universo. Iniciou seu contato profissional com e-books em 2013. Foi o responsável pela entrada no mercado digital da Editora DSOP. Foi palestrante na Feira de Frankfurt 2014, além da participação em feiras nacionais e internacionais. Hoje está à frente d’O Fiel Carteiro, uma editora 100% digital que possui mais de 150 e-books e audiolivros publicados e está presente em modelos inovadores de leitura. Foi o responsável pelo projeto que publicou o primeiro e-book de um reality show brasileiro, em parceria com o SBT. Integra a Comissão do Livro Digital da Câmara Brasileira do Livro e torce para a bateria do celular não acabar durante o dia.

Startup oferece soluções digitais para a Educação Superior


Editora Viva já tem soluções para Direito e, em breve, entrará nas áreas de Saúde e Finanças

Durante um ano, três baianos se debruçaram sobre o desafio de criar uma multiplataforma de educação superior que reunisse e-books, audiolivros e videoaulas nas áreas de Direito, Finanças e Saúde. O resultado acaba de ganhar corpo: a agregadora de conteúdos educacionais Editora Viva. O acesso pode ser feito via site ou via aplicativos na App Store e no Google Play. Um dos aplicativos já disponíveis é o Viva Direito ] para Apple e para Android], uma livraria jurídica digital, com conteúdos para estudantes de direito e para quem está se preparando para concursos públicos. Para o consumidor, funciona como uma livraria digital: ao fazer seu login, pode comprar e-books e acessar os livros digitais já comprados. O diferencial está nos conteúdos extras: vídeo aulas, notícias sobre o universo jurídico. Para Rico Néry, um dos sócios, a multiplataforma é voltada para um público ávido por consumo de informações e cada vez mais dependente de seus gadgets. “É preciso oferecer educação de qualidade dentro do universo digital”, defende. “Aplicativos não servem apenas para jogar ou conversar com amigos nas redes sociais. Eles também devem educar”, completa.

Para dar peso ao seu catálogo, os baianos fecharam parceria com provedores de materiais especializados, como a JusPodivm [líder no setor de vendas de material jurídico, com mais de 200 títulos publicados em 2014], a LTr, a Múltipla, o Instituto Baiano de Direito Processual e Penal [IBADPP] e a Freitas Bastos. Estendeu-se ainda para a área das finanças, fechando contrato com a AZ FuturaInvest [Azimut Group] para o desenvolvimento da sua segunda plataforma, a ClickInvest, que em breve será lançada no mercado.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 21/07/2015

Tecnologia de imagem digital revela escrita bíblica milenar em pergaminho


Autoridade do setor de antiguidades israelense exibe um pergaminho com escritas bíblicas, encontrado em 1970, no Museu de Israel, em Jerusalém, nesta segunda-feira.

JERUSALÉM [Reuters] – Arqueólogos israelenses disseram nesta segunda-feira terem discernido escritas bíblicas em um pergaminho de 1.500 anos com a ajuda de tecnologias de imagem digital e descreveram o texto como o mais antigo já encontrado desde os Manuscritos do Mar Morto.

Pesquisadores norte-americanos e israelenses fizeram a descoberta utilizando avançadas tecnologias médicas e digitais para examinar o objeto, descoberto há 45 anos quando técnicos forenses, sem as mesmas capacidades, não conseguiram decifrar qualquer escritura do pergaminho.

Esta é realmente uma grande descoberta“, disse Pnina Shor, curadora da Autoridade de Antiguidades de Israel, em uma entrevista coletiva onde o objeto cilíndrico de cinco centímetros foi exibido.

Após os Manuscritos do Mar Morto, esta foi a mais significativa descoberta de uma Bíblia antiga“, disse Shor, referindo-se a centenas de textos antigos descobertos no fim dos anos 1940.

Cientistas estimam que os Manuscritos do Mar Morto, considerados os mais antigos fragmentos bíblicos já descobertos, datam de entre o século terceiro a.C a até 70 d.C.

O pergaminho apresentado nesta segunda-feira foi descoberto em 1970 em Ein Gedi, a cerca de 40 quilômetros ao sul das cavernas de Qumran, onde os Manuscritos foram achados.

Por Allyn Fisher-Ilan | Publicado originalmente por Reuters | 20/07/2015 | © Thomson Reuters 2015 All rights reserved.

Ferramenta permite a exposição de livros raros em 3D


A tecnologia será apresentada no Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

Volumes raros em bibliotecas são, em geral, muito bem preservados e ficam, em sua maioria, longe dos olhos dos visitantes. Uma nova tecnologia que será apresentado no Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação, que começa na próxima quarta-feira [22], promete por fim a isso. Trata-se do 3D Explorer. Fabricada na Alemanha, a ferramenta permite criar réplicas em três dimensões destes livros e coloca-los para interação com o público. “Com o advento das novas tecnologias, bibliotecas, museus, fundações e outras instituições poderão dar acesso aos visitantes de acervos históricos únicos, sem qualquer receio de danos aos originais”, diz Ricardo Monteiro, diretor de Vendas da Scansystem, representante do fabricante no Brasil. O Sistema estará em funcionamento durante o Congresso para que os Bibliotecários e outros visitantes possam ter um primeiro contato com essa tecnologia. Para entender melhor o 3D Explorer, assista a esse vídeo. O Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação vai acontece de 22 a 24 de julho, no Centro de Convenções Rebouças (Av Rebouças, 600 – São Paulo/SP), com horário de visitação das 9h às 18h. A Scansystem está localizada nos estandes 19 e 20 do evento.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 20/07/2015

Obra completa de ‘Aline’, de Adão Iturrusgarai, ganha versão em eBook


Na primeira tirinha os roomates Aline, a “de minissaia provocante”, e Otto, o “de cabelo espetado”, brigavam sobre quem chamar para rachar o aluguel. Ele queria mulher, ela queria homem. Até cogitaram um hermafrodita.

Mas Aline venceu, e Pedro chegou. Assim a personagem mais famosa [e tarada] do cartunista Adão Iturrusgarai, 50, ganhou seus “dois maridos”.

"Selfie pós-selfie" desenhada por Adão Iturrusgarai, entre os personagens Otto, Aline e Pedro

“Selfie pós-selfie” desenhada por Adão Iturrusgarai, entre os personagens Otto, Aline e Pedro

As estripulias do trio estrearam em 1996 na “Ilustrada” e chegam agora à Amazon. Adão pôs os dez volumes da série “Aline Completinha” na loja virtual, mais cinco títulos, como “Completamente Escroto”. Em breve, os livros, só virtuais, estarão na loja da Apple “e outros quioscos”, diz.

A Folha imaginou como seria se as criaturas Aline, Otto e Pedro sabatinassem o criador Adão. O cartunista não só topou o desafio como desenhou uma “selfie pós-sexo” dele com seus entrevistadores.

Aline – Você disse que me criou com uma ressaca daquelas. E por sugestão do Angeli, para piorar. Que história foi essa?

Adão Iturrusgarai – Não sei o que a ressaca tem a ver. Afinal, você nunca foi chegada a bebidas e drogas. Que eu saiba gosta é de sexo. Não sei como até hoje não teve overdose de sexo. Otto e Pedro, sim, tiveram overdose de chifres. E é melhor tirar o Angeli do meio. Ou preferia que o Angeli estivesse no meio. Afinal, o cara é charmosão, né?

Aline – Quem é a periguete Aline que você pegou para me batizar assim?

Nunca me perguntei por que Deus chamou Adão de Adão e Eva de Eva. O primeiro homem poderia ter se chamado Epaminondas, e a primeira mulher, Pafúncia. A civilização poderia ter dado certo, quem sabe. Talvez tenha te dado esse nome por causa daquela música francesa: “J’avais dessiné sur le sable” [“Aline”, hit de 1965 de Christophe], hmm”¦ “dessiné” [desenhado, em português], tudo a ver. Mas não lembro de dividir uma Aline com nenhum amigo.

Otto – Pô, a Aline é bem mais gostosa que a atriz Maria Flor. Curtiu a nossa versão “família” na série da Globo [2009/11]?

Aí é questão de gosto, Otto. Talvez você tenha ficado com ciúmes de outra mulher estar interpretando a sua Aline, a única. A família brasileira não estava preparada para ver uma menina transando com dois caras.

Pedro – É, cadê a suruba?

É, faltou um pouco de sexo explícito. Casamento sem ele vai para o brejo. Mas melhor assim, ou queimariam todos nós em praça pública.

Aline – Você me recriou com 40 anos e disse que estou mais poliamor do que nunca.

Não sei se “poliamor” é a melhor palavra. Acho que “polisexo” encaixa melhor. E o que sobra para Otto e Pedro? Ora, “policornos”.

Aline – Outro dia a Luna, minha filhota com os meninos, curtiu no Facebook a foto de uma colega comendo torrada de chia com suco detox de couve. Devemos nos preocupar com as más companhias?

Aline, adote a sua filha antes que internet o faça. Drogas pesadas, não! Converse com a sua filha. Ou chame a polícia.

Otto – O que fazer na tensão pré-monstrual da Aline?

Esmaguem alguns comprimidos de Lexotan e misturem no café dela. Ou melhor, tirem férias conjugais. Façam isso todos os meses, o casamento vai melhorar.

Pedro – A Luna mandou indiretas sobre um teste de DNA… Algum dia a gente vai saber quem é o pai dela?

Melhor não. A verdade é uma merda. Imagina se descobrem que o pai não é nenhum de vocês? Desculpa, não faz essa cara de bravo”¦

Aline – É melhor ser careca que nem o Pedro ou pançudo que nem o Otto?

Careca, é sinal de virilidade.

Aline – Quando fizer 60, pensei em ter 60 amantes, um para cada ano, mas tô com medo do mundo estar mais careta.

A Aline 60 vai ser uma senhora gata. Mas também vai estar mais focada em outros prazeres, como: literatura, café, arte, viagens. Sei que você não acredita em outros prazeres além de sexo, mas só estou te preparando”¦

ALINE COMPLETINHA [vols. 1 a 10]
AUTOR Adão Iturrusgarai
QUANTO R$ 11 [cada e-book], na Amazon

POR ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER | DE SÃO PAULO | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 20/07/2015, às 02h15

Supercomputador da IBM aprende a analisar e criticar textos


O supercomputador Watson, da IBM, ganhou agora a capacidade de analisar textos. Batizado de Watson Tone Analyzer, o sistema analisa textos de acordo com três parâmetros: tom emocional, estilo e influência social. A partir da análise, Watson torna-se capaz de sugerir alterações para melhorar o conteúdo do que você escreve.

Watson passa a ser capaz de interpretar textos e analisar o tom das mensagens. Foto: Divulgação/IBM

Watson passa a ser capaz de interpretar textos e analisar o tom das mensagens. Foto: Divulgação/IBM

Segundo um post de Rama Akkiraju, engenheiro responsável pelo desenvolvimento das ferramentas do Watson, no blog de novas tecnologias da IBM, muitas vezes, quando alguém escreve um texto, o tom que a mensagem acaba carregando é involuntário. Sem querer, você pode deixar transparecer num texto que está irritado, ou pode cometer um deslize e acabar e escrevendo numa linguagem informal um documento importante na sua vida profissional.

Para o engenheiro, a imparcialidade da análise de um computador pode garantir um filtro muito eficiente na hora de fazer com que seu texto exponha com clareza a mensagem. Ao redigir um e-mail para o seu chefe, a análise do Watson teria capacidade de identificar o tom emocional da mensagem e indicar sinônimos para evitar que você acabe se constrangendo, por exemplo.

Cada um dos parâmetros gerais [emoção, estilo e ambiente social] que são identificados pelo computador podem ser interpretados em diferentes intensidades. Por exemplo, na hora de tentar identificar o tom emocional do texto, Watson pode percebê-lo como alegre, triste ou furioso. As mesmas gradações valem para os outros aspectos, já que o estilo do texto pode ser muito erudito ou muito vulgar.

Imagem mostra a análise do Watson de um comunicado de um chefe a seus funcionários, sugerindo palavras mais amenas em lugar das mais pesadas. Foto: Divulgação/IBM

Imagem mostra a análise do Watson de um comunicado de um chefe a seus funcionários, sugerindo palavras mais amenas em lugar das mais pesadas. Foto: Divulgação/IBM

Segundo a IBM, a ideia é aplicar esse tipo de tecnologia como um serviço a ser oferecido a empresas. O principal foco deve ser a aplicação na publicidade, na medida em que o Watson torne-se capaz de analisar um texto tendo em vista o público-alvo de alguma campanha. Se identificar que há algum problema na mensagem, o computador seria capaz de sugerir alterações para que a mensagem seja bem recebida pelo público.

Segundo Akkiraju, numa definição mais direta, a ideia é que o recurso tenha a mesma naturalidade que os corretores gramaticais e ortográficos a que estamos acostumados em editores de texto. A única diferença é que o sistema da IBM vai aconselhar alterações para deixar seu texto menos triste, ou menos efusivo, quem sabe mais confiante e etc.

Por Filipe Garrett | Publicado originalmente em TechTudo | 19/07/2015, às 06h00

Programa sobre literatura de SC faz sucesso no Youtube


Ser um programa informativo e que aprofunda o debate sobre a literatura, sem qualquer preconceito literário. Estes são os objetivos do Literatus TV.  Além de ser veiculado, em sinal aberto, pela TV Educativa Nacional NBR, o público pode acompanhar ou rever todos os episódios pelo canal do Youtube, que já possui mais de 1.500 inscritos, com mais de 70 mil visualizações, em menos de cinco meses. O programa, produzido pela FURB TV, é composto por dois blocos de 14 minutos e é apresentado pelo escritor Maicon Tenfen e pelo editor do site Homo Literatus, Vilto Reis. Entre os temas abordados, recentemente, o Literatus TV apresentou episódios sobre os consagrados autores Miguel Sanches Neto e Haruki Murakami, sobre Romance Policial, Jornalismo Literário e Truman Capote e as curiosidades da série [e dos livros] Supernatural, seriado que virou febre entre os jovens brasileiros. Os interessados também podem acessar as notícias e as novidades do programa pelo Facebook.

Notícias do Blog do Galeno | Edição 407 | 17 a 23 de julho de 2015

Site reúne artistas em HQs inéditas


Muzinga.net apresenta séries de quadrinhos exclusivos sobre personagens diversos

O quadrinista André Diniz está lançando o site Muzinga, que reúne uma equipe de desenhistas e roteiristas que garantem a atualização semanal de seis séries em quadrinhos — todas inéditas e publicadas exclusivamente na internet. Entre os temas das histórias, estão a busca por um lugar no mundo, a luta pelo recomeço em uma nova vida e a solidão na cidade de São Paulo. “No digital, a HQ pode ter qualquer formato, número de páginas ou periodicidade. No entanto, eu não acredito em uma oposição entre digital e papel, e sim em uma colaboração”, explica ele. Além de Diniz, também assinam as HQs, autores como Marcela Mannheimer, Antonio Eder, Tainan Rocha, Pri Wi e Jefferson Costa e Laudo Ferreira. As atualizadas acontecem todas as terças-feiras.

PublishNews 17/07/2015