Crise hídrica é tema de palestra e livro digital


Na palestra de lançamento do livro, na Livraria Martins Fontes, o engenheiro ambiental Celso Giampá expõe suas conclusões sobre as guerras que, segundo ele, não serão apenas por razões políticas ou pela posse de jazidas de petróleo, mas sim pela água.

Foto: Folhapress | Pedro Ladeira

Mesmo com o acesso à informação cada vez mais acessível, ainda hoje encontramos cidadãos que pensam que sempre teremos água limpa. Que ela nunca vai acabar. Muitos também não sabem que corremos o sério risco de ficarmos à míngua, com uma seca indefinida, tornando os seres vivos sem condições adequadas de vida.

Nossa sociedade em geral e principalmente nossos governantes não estão preparados para tratar do assunto. A ameaça de escassez da água pode se transformar em uma tragédia. Muitos serão vítimas ou adoecerão por falta ou má qualidade desse precioso líquido que mantém a vida na Terra.

Apesar de o Brasil ser beneficiado com a maior quantidade de água potável líquida do mundo, estamos descobrindo que sua distribuição no território nacional não está bem acertada. E é mal utilizada.

Em “Água, a próxima guerra” o engenheiro químico Celso Giampá nos mostra que a água que precisamos para viver é um bem cada vez mais escasso e está se tornando cada vez mais caro. O autor concluiu que as guerras não ocorrem apenas por razões políticas ou pela posse de jazidas de petróleo mas principalmente pela posse da água. Segundo Giampá, é fundamental que encaremos como bem preciso e indispensável: “que a poupemos, que a respeitemos, que a protejamos”.

Faetec abre biblioteca virtual para os alunos do técnico


A Faetec [Fundação de Apoio à Escola Técnica] passou a oferecer aos seus alunos uma biblioteca virtual que permite acessar conteúdos acadêmicos e literários da instituição por meio de aparelhos celulares ou tablets. Para utilizar a plataforma – que necessita da instalação prévia de um aplicativo de leitor de QR Code [código de barras bidimensional] no equipamento eletrônico – basta aproximar o celular do conteúdo desejado que, em poucos segundos, o teor do material é transferido para o aparelho.

Todo o acervo da biblioteca virtual é exposto em um painel de QR Codes – localizado no espaço de convivência da unidade de Ensino Superior da Faetec, em Quintino –, que reúne as opções literárias de acordo com as áreas de conhecimento. São disponibilizadas obras de domínio público de diversos tipos, como artigos, best-sellers, revistas, documentários, material de Artes, Tecnologia da Informação e Computação Gráfica. “A biblioteca virtual é um meio facilitador de levar informação até a nova geração de alunos e também vai ganhando espaço na rotina de quem era acostumado ao modelo tradicional de pegar livro emprestado”, disse o presidente da Faetec, Wagner Victer.

O aluno João Marcus de Lemos Fernandes, de 18 anos, elogiou a acessibilidade na busca por conteúdos promovida pela plataforma. “A biblioteca virtual tem a vantagem de ser usada de qualquer lugar. E, diferente da física, não tem prazo para entrega de livro”.

Já o estudante Rômulo Tavares, de 21 anos, que colaborou na instalação do serviço, afirmou que, além de ajudar na complementação dos estudos, a iniciativa contribui para a preservação do ambiente. “É uma ideia pioneira, que deveria ser implantada em todas as unidades de ensino. A biblioteca virtual não impede o aluno de utilizar a biblioteca física. É um ganho a mais, servindo de complemento, e ainda com a função de reduzir o uso de papel”, disse Rômulo.

NetDiário | 29/06/2015