Ação inédita aposta em geolocalização nos livros


FCB cria livro que muda história de acordo com o lugar

Já imaginou ler um livro cuja história se altera e se adapta de acordo com a localização do leitor? Sim, é possível. Em ação desenvolvida pela agência FCB Brasil, o Trip Book Smiles foi criado como parte da campanha de 20 anos do serviço de milhagem.

Com uma história original escrita por Marcelo Rubens Paiva, o Trip Book conta as aventuras de viagem de Theo e Maria Manoela, casal que mora em São Paulo na faixa dos 40 anos e decide dar um tempo nas obrigações cotidianas fazendo uma viagem para a mesma cidade onde passaram a primeira lua de mel, décadas antes, numa tentativa de reviver a paixão.

Por Tiago Bosco | Publicado originalmente em Revista Arte Wide | 18/05/2015

Novo livro de Umberto Eco questiona jornalismo e a internet


“Número zero”, o novo livro do filósofo italiano Umberto Eco, coloca questões sobre jornalismo e as novas plataformas digitais, escolhendo como cenário narrativo a redação de um jornal diário.

Com o jornal, intitulado “Amanhã”, a lançar-se no mercado, há decisões que se têm de tomar, nomeadamente do foro editorial, e é nesta área que Umberto Eco preconiza algumas das suas reflexões.

Esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de manual de decisões em que a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável”, adianta em comunicado a editora Gradiva, que edita o livro em Portugal.

Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa proporciona“, acrescenta a editora portuguesa.

“Número zero” foi traduzido por Jorge Vaz de Carvalho e chega às livrarias portuguesas nesta terça-feira, anunciou a mesma fonte.

Um dos focos da narrativa é a vida política e como esta se torna um meio de suspeitas, rumores e maledicência.

Tal como em outras obras de ficção, Eco optou por um enredo de “suspense”, ao mesmo tempo que coloca questões sobre o papel dos media tradicionais e como estes deviam debater os conteúdos difundidos pelos diversos formatos na rede global.

Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração. Um redactor paranoico que anda pela [cidade de] Milão em que a história se passa, segue atrás de pistas que remontam ao fim da Segunda Guerra Mundial e, somando factos, chega a um complexo resultado que tem tudo para convencer“, adianta a Gradiva que prossegue: “Começa pelo cadáver de um pseudo-Mussolini e segue pelos meandros da política, envolvendo o Vaticano, a máfia, os juízes e os serviços secretos“.

Sapo.pt | 18/05/2015