O gato subiu no telhado!


Por Ednei Procópio

Poderia escrever aqui diversas coisas que penso à respeito do case Gato Sabido. Que não era verdade que a Gato Sabido foi pioneira na venda de eBooks no Brasil. Que matérias hypes na imprensa, ou notinhas em uma newsletter duvidosa, não são suficientes para salvar uma empresa. Que a Gato Sabido importou o melhor e-reader da segunda geração, o Cool-er, abrindo o caminho para o que veio depois dela. Que a Gato Sabido, antes e depois de tentar avançar com a ideia da distribuidora digital, a Xeriph, enfrentou um mundo editorial retrógrado, marcado por uma histórica concentração de mercado. Mas que a verdadeira distribuidora sempre foi a Adobe. E, apesar de às vezes não compreender bem seu modelo de negócios, que, me parece, dançou conforme a música, sempre considerei o pessoal da Gato Sabido verdadeiros heróis por empreender em meio a tanta adversidade. Vou resumir o que penso parafraseando outro ditado: “Em terra de cego, quem tem um olho é Herz“.