Google fecha Play Books Publisher


Medida vem em resposta à ‘pirataria desenfreada’

Quem acessa a Central de Parceiros do Google Livros, plataforma por onde era possível publicar e-books no ecossistema Google, recebe a seguinte mensagem: “não estamos aceitando novos usuários neste momento. Lamentamos pelo inconveniente. Voltaremos em breve”. De acordo com o Publishing Perspectives, a medida foi adotada pelo Google como resposta à “pirataria desenfreada”. De acordo com relatos de pessoas envolvidas com o mercado, há relatos de usuários postando livros de autores best-sellers por uma fração do preço de mercado. “Isso tem tirado dinheiro do  real autor e da sua editora”, disse Michael Kozlowski, editor chefe do Good e-Readers. “Em outros casos, pessoas têm feito o upload de apps piratas travestidos de livros digitais. Quando você compra o livro, você recebe um link para baixá-lo e alguns deles são arquivos maliciosos”, completou. No fórum de suporte da plataforma, um representante do Google postou: “estamos temporariamente fechados para novos cadastros para que possamos melhorar as nossas capacidades de gerenciamento de conteúdo. Estamos trabalhando para reabrir para novos editores em breve. Obrigado pela sua paciência”.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 29/05/2015

Anúncios

Com palestra sobre livro digital, CBL lança Jabuti


Prêmio JabutiA Câmara Brasileira do Livro [CBL] promove nesta segunda-feira [1º] o lançamento da 57º edição do Prêmio Jabuti. O evento inicia às 19h, no auditório do Centro de Integração Empresa Escola [CIEE – Rua Tapabuã, 540, 2º andar, Itaim Bibi, São Paulo/SP]. Na ocasião, a professora Lúcia Santaella fará uma palestra com o tema Contribuições do livro digital para o universo infantil. O assunto chama a atenção, já que até a última edição do prêmio, não havia a inclusão de livros digitais em suas categorias. A CBL não nega e nem confirma a nova categoria, mas, especialistas do setor já veem o indício com otimismo. No grupo Amigos dos Editores Digitais [AED], a possível novidade foi vista com bons olhos. Ao PublishNews, Gabriela Dias, coordenadora do grupo de discussões e nossa colunista, comentou: “vínhamos conversando no grupo há tempos sobre a necessidade desse prêmio. A questão é como serão os critérios da premiação”. No grupo, ela completou: “a gente do AED fica à disposição pra ajudar no que for preciso“. A presença no evento de lançamento do prêmio pode ser confirmada através do e-mail jabuti@cbl.org.br.

PublishNews | 29/05/2015

Turma da Mônica ganha app


Usuário terá acesso a conteúdo exclusivo com histórias, tirinhas, músicas, vídeos e jogos

A Mauricio de Sousa Produções lança, em parceria com a Telefônica Vivo, o aplicativo Turma da Mônica Vivo, serviço que conecta os usuários da operadora com os personagens da Turminha. A novidade está disponível para os 80 milhões de clientes pré e pós-pagos da Vivo. O usuário encontra 100 histórias dos quatro principais personagens e mais de 2,5 mil tirinhas clássicas exclusivas. A área “Cinema” traz mais de vinte vídeos, enquanto a “Rádio Limoeiro” oferece mais de 170 músicas e audiobooks. Para adquirir, basta enviar SMS para 4848 com a mensagem MONICA ou acessar www.vivo.com.br. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente na App Store e, nos próximos meses, na Google Play. A assinatura para acesso aos conteúdos custa R$ 3,99 por semana.

PublishNews | 28/05/2015

Livros para ouvir, discos para ler


O programa O som do vinil, exibido pelo Canal Brasil, será desdobrado em uma coleção de livros e em um site homônimo. O lançamento do projeto transmídia acontece nesta quinta-feira [28], no Instituto Oi Futuro Ipanema [Rua Visconde de Pirajá, 54 – Rio de Janeiro/RJ], a partir das 20h. O projeto é encabeçado pelo ex-Titãs Charles Gavin, apresentador do programa, pela Ímã Editorial, Tecnopop e a Oi. No site, estarão disponíveis as entrevistas exibidas pelo programa que serão transcritas na íntegra nos 16 livros da coleção. O evento de logo mais marcará o lançamento dos quatro primeiros títulos que enfocam um período muito fértil na música brasileira, os primeiros anos da década de 1970: Nervos de aço [100 pp], com Paulinho da Viola; Clube da esquina [92 pp], com Milton Nascimento e Lô Borges; Academia de danças [112 pp], por Egberto Gismonti, e Quem é quem [118 pp], com João Donato. Cada livro custa R$ 25 e o e-book R$ 9.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 28/05/2015

Hondana e Bookwire anunciam parceria


Empresas se unem para a produção e distribuição de e-books

A Hondana, empresa brasileira que trabalha com produção de livros digitais, e a Bookwire, multinacional de distribuição de livros digitais, firmaram parceria recentemente para oferecer uma solução de serviços para e-books em âmbito nacional. A Hondana vai oferecer um pacote de conversão de conteúdo digital, serviço que atualmente é entregue para mais de 100 editoras em todo Brasil. A Bookwire, por sua vez, contribui com sua tecnologia de plataforma de distribuição.

PublishNews | 28/05/2015

Biblioteca Virtual da Fapesp tem 4 milhões de acessos por ano


A equipe de coordenação da Biblioteca Virtual [BV] da FAPESP desenvolveu um tutorial para auxiliar os usuários do sistema de informação referencial de acesso aberto, em português e inglês, sobre pesquisas em andamento ou concluídas realizadas com apoio da Fundação, a fazerem buscas na base de dados. Lançada em 2005, a BV tem mais de 4 milhões de acessos anuais e incorporou uma série de recursos nesses últimos dez anos a fim de agregar valor aos resultados das buscas feitas pelos usuários e facilitar a visualização dos dados. “Em razão das modificações e inclusões de novos recursos de busca e visualização de dados na BV nos últimos anos, sentimos a necessidade de desenvolver um guia para auxiliar pesquisadores, jornalistas e o público em geral a obter informações referenciais de bolsas e auxílios à pesquisa concedidos pela Fundação que constam na base de dados”, disse Rosaly Favero Krzyzanowski, coordenadora da BV, à Agência FAPESP.

De acordo com Favero, a BV é uma das bases de dados referenciais de projetos apoiados por agências de fomento à pesquisa pioneiras no Brasil e no mundo e também uma das mais completas.

A maioria dos sistemas de informações referenciais de instituições internacionais congêneres à FAPESP é mais simples e indica apenas o título da pesquisa e o nome do pesquisador responsável.

A BV, em contrapartida, fornece uma série de outras informações dos projetos apoiados, como a lista de instituições-sedes das pesquisas financiadas e os resultados em termos de publicações científicas, entre outros dados, comparou Favero.

A Biblioteca Virtual da FAPESP é considerada um modelo de base referencial de acesso aberto”, disse.

Recursos agregados

Nos últimos anos, estão sendo implementadas páginas de valor agregado às informações indexadas na BV com o objetivo de contribuir para reforçar a visibilidade dos conteúdos.

A de maior destaque é a página do pesquisador, que é construída na BV para todos os pesquisadores que tiveram ou têm projetos de pesquisa FAPESP.

A página reúne links para o currículo Lattes, My Citation e ResearchID do pesquisador, quando disponível, além de palavras-chaves representando suas linhas de pesquisa e suas publicações científicas apoiadas pela Fundação, desde que citado o agradecimento à FAPESP e o número do processo no artigo científico publicado”, explicou Favero.

Outro recurso oferecido pela BV é uma lista de instituições-sede das pesquisas apoiadas.

A página possibilita ao usuário visualizar a distribuição de bolsas e auxílios concedidos pela FAPESP a cada universidade e instituição de pesquisa no Estado de São Paulo.

Já recursos gráficos, como mapas e gráficos, permitem a visualização da distribuição geográfica dos apoios no Brasil e no exterior, o histórico do fomento por ano de início ou ainda as pesquisas vigentes por ano.

A Biblioteca Virtual da FAPESP contribui não só para facilitar o acesso e compartilhamento dos resultados das pesquisas realizadas com apoio da Fundação e incentivar a geração de novos conhecimentos pela comunidade científica, como também fornece subsídios para o acompanhamento dos projetos apoiados e a tomada de decisões internas na instituição”, avaliou Favero.

Além disso, por ser um sistema de acesso aberto, contribui para manter a sociedade informada sobre onde os recursos públicos geridos pela FAPESP estão sendo investidos”, afirmou.

Intercâmbio de dados

Nos últimos anos, as informações sobre bolsas e auxílios à pesquisa concedidos pela FAPESP e que integram a BV começaram a ser intercambiadas com outros sistemas de informação acadêmica e de pesquisa.

A Universidade Estadual de Campinas [Unicamp], por exemplo, assinou termo de cooperação com a FAPESP com o intuito de a BV fornecer informações referenciais de bolsas e auxílios à pesquisa concedidos pela Fundação aos pesquisadores da universidade campineira para que possam ser incluídas em sua base de dados.

Desde o fim de 2014, a BV também passou a fornecer informações de projetos de pesquisa com auxílio ou bolsa da FAPESP relacionados a Alzheimer para o International Alzheimer’s Disease Research Portfolio [IADRP], desenvolvido pelos National Institutes of Health [NIH], dos Estados Unidos, em parceria com a organização não governamental norte-americana Alzheimer’s Association.

O objetivo do banco de dados internacional é obter um panorama global das pesquisas sobre Alzheimer financiadas atualmente por agências de fomento à pesquisa dos Estados Unidos e de outros países a fim de coordenar as estratégias de financiamento, aumentar o impacto dos resultados na saúde pública e evitar a duplicação e ineficiência dos esforços de pesquisa.

A FAPESP é a primeira instituição brasileira a participar do projeto, integrando o Brasil ao grupo de países com pesquisas indexadas na base internacional – composta por Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Austrália, Polônia, República Tcheca, Itália e Holanda.

A participação da FAPESP no projeto foi por iniciativa do NIH e possibilita à biblioteca virtual ampliar sua visibilidade internacional”, avaliou Favero.

Em 2014, a BV recebeu visitas de usuários de 214 países. Os países estrangeiros com maior número de visitas ao sistema foram os Estados Unidos, seguido de Portugal e Índia.

No Brasil, a equipe de coordenação da BV vem se reunindo com representantes de outras Fundações de Amparo à Pesquisa [FAPs] no país com o intituito de tornar o sistema de informações referenciais um modelo para a criação de uma rede interativa de fontes de informação sobre projetos apoiados por essas instituições.

A formação de um sistema nacional de informações referenciais possibilitaria ter um panorama geral de todos os projetos de pesquisa apoiados pelas FAPs no país”, disse Favero.

Seria um grande recurso para tornar pública a contribuição das FAPs para o conhecimento e para o avanço da ciência e tecnologia do país”, avaliou.

Agência Fapesp | 28/05/2015

O conto e a expansão


Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em Colofão | 27/05/2015

Como leitor, só posso me definir como um chato. Além de fugir muito pouco dos gêneros de que mais gosto, tenho pouca inclinação a histórias que não sejam bem fechadas. Não consigo evitar a frustração se chego ao final de um livro [ou conto, filme, HQ etc.] e descubro que o autor deixou frações importantes do desfecho na “interpretação do leitor”. Sou fã de A origem, do Christopher Nolan – assisti no cinema duas vezes, e mais outras tantas em DVD – mas queria dar uns tabefes no cara por [SPOILER ALERT! SPOILER ALERT!] não ter derrubado aquele maldito peão na cena final.

Paralelamente a isso, gosto muito da ideia de expandir universos narrativos – pegar um cenário apresentado em determinada obra e desenvolver com mais atenção algum de seus elementos introduzidos na história principal. Trata-se do princípio básico da narrativa transmidiática: um universo temático que flui em diversas direções, em diversas mídias, aproveitando o que cada uma delas tem a oferecer à narrativa.

Hoje, estamos cercados de produtos culturais concebidos dentro dessa lógica, das séries de TV [e Netflix!] da Marvel, todas ambientadas no mesmo universo dos filmes, aos livros de universo expandido de Star Wars [que a Aleph está relançando no Brasil], passando pelos diversos conteúdos situados [livros, filme, HQs] no universo de Doctor Who. Outros bons exemplos são os livros baseados em games – Assassins’s Creed, Starcraft, Gears of Ware séries de TV – The Walking Dead, Homeland, Once Upon a Time, entre outros.

Queria focar aqui num tipo específico de conteúdo que pode ser usado para expandir universos narrativos: os contos em formato exclusivamente digital.

Modo de usar

O princípio é o mesmo aplicado a qualquer outro produto dentro de um universo transmidiático: temos uma narrativa que se deriva de uma outra e ajuda a expandi-la. Isso pode ser feito a partir da exploração de determinado personagem ou de determinado acontecimento, entre diversas outras possibilidades. O resultado ideal é que o conto acrescente ao que já conhecemos do universo retratado, de modo que o leitor tenha mais portas de entrada e possa conhecê-lo ainda mais.

Alguns exemplos

Na série juvenil de ficção científica Os legados de Lorien, de Pittacus Lore, um grupo de alienígenas com poderes vive na Terra e luta para sobreviver aos ataques de seus inimigos, os mogadorianos. A série de livros, já com quatro volumes, se concentra em determinados personagens numa trama linear contínua. No entanto, uma série de contos paralela, Os arquivos perdidos, acompanha personagens menos explorados nos livros, desenvolvendo o passado de muitos deles. O mesmo acontece com a série Endgame [também de ficção científica], de James Frey e Nils Johnson-Shelton: diversos personagens envolvidos na trama central têm seus passados desvendados em novelas lançadas paralelamente. Os contos do primeiro exemplo e as novelas do segundo são exclusivamente digitais.

A escritora Cassandra Clare lançou, em parceria com Maureen Johnson e Sarah Rees Brennan, a série de contos As crônicas de Bane, focadas num dos personagens apresentados nas sagas principais da autora, Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais. Inicialmente lançados somente como e-books, os textos foram posteriormente reunidos e lançados num volume impresso.

A autora Veronica Roth, da bem-sucedida série Divergente, é outra que já trabalhou personagens de sua série principal em contos exclusivamente digitais, que se tornaram mais tarde uma edição física de colecionador.

Entre os brasileiros, ocorre-me Eric Novello, que expande a narrativa de seu livro A sombra no sol através do e-book Dias nublados, descrito como uma “mistura de textos ficcionais e depoimentos, literatura e fotografia, expandindo a experiência de A sombra no sol.”

O potencial

Esse tipo de iniciativa não é novidade, como informam os exemplos citados. As duas coisas – contos e o formato digital – situam-se de modo estratégico na construção cumulativa dos universos desses autores e de diversos outros. O conto, pela brevidade com que pode ser consumido, e o digital, pela maior facilidade de publicação que propicia. Texto e formato muito bem alinhados.

Gostaria de ver mais autores e editoras investindo nesse tipo de estratégia no Brasil. Não sei se estou deixando escapar algo ou procurando nos lugares errados [se for o caso, por favor, apontem nos comentários!], mas a impressão que tenho é que poucas séries brasileiras, independente do gênero literário, utilizam-se de contos digitais para se ramificarem e crescerem. Trata-se do investimento num produto que pode se mostrar mais rico que apenas uma série de livros, fidelizando seus leitores por diferentes vias – e, o que é melhor, com um custo de produção bem menor do que um romance.

Naturalmente, a estratégia exige planejamento e varia em termos práticos de editora para editora, ou de autor[a] para autor[a], no caso de edições independentes. Certos gêneros parecem ser mais propícios para esse tipo de ramificação [fantasia, ficção científica] do que outros, dadas as suas particularidades. Há possibilidades e conjunturas a serem levadas em conta. O passo principal, acredito, precisa ser dado pelos autores, ao conceberem histórias já capazes de se desdobrar em outras, usurfruindo das vantagens que o formato digital lhes oferecem.

Por Josué de Oliveira | Publicado originalmente em Colofão | 27/05/2015

Josué de Oliveira tem 24 anos e trabalha com e-books há pouco mais de três. Integra a equipe de digitais da editora Intrínseca, lidando diretamente com a produção dos mesmos, da conversão à finalização. É formado em Estudos de Mídia pela Universidade Federal Fluminense. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Tem alguns contos publicados em antologias e um romance policial que, segundo rumores, um dia ficará pronto.

Frankfurt investe em plataforma global de Direitos Autorais


Feira do Livro de Frankfurt passa a ser sócia da IPR License

A Feira do Livro de Frankfurt acaba de anunciar “um investimento significativo” na IPR License, plataforma online que permite a aquisição subsidiária de direitos de livros e licenciamentos em escala global. Com isso, a Feira de Frankfurt passa a ter uma participação minoritária na IPR. Juntas, as duas empresas vão trabalhar estratégias de vendas, marketing e de tecnologia com o objetivo de consolidar a plataforma como uma ferramenta padrão para licenciamentos e vendas de direitos na indústria editorial em nível global. A parceria quer, além de promover a venda de direitos e de licenciamentos, permitir que editores internacionais façam transações de seus catálogos de formas simples, rápida e com custo eficiente.

Em comunicado enviado à imprensa, Juergen Boos, diretor da Feira do Livro de Frankfurt, disse: “nos últimos anos, editores têm encontrado novas oportunidades para seus conteúdos. Atividades envolvendo direitos autorais têm crescido no nosso portfólio. Assim, nós identificamos nesse tipo de negócios uma área na qual podemos avançar com nossas ofertas atuais – ou seja, Literary Agents & Scouts Centre, o International Rights Directors Meeting e o nosso envolvimento com o RightsLink e muitos outros eventos especializados para um público mais amplo, ao redor do mundo, onde ainda não temos uma presença”.

A indústria editorial é um negócio global e os direitos são o coração desse negócio. A Feira do Livro de Frankfurt não é apenas o maior e mais importante marketplace para negócios e licenciamentos, é onde também profissionais desse mercado se informam sobre os últimos acontecimentos que impactam a área de direitos autorais. A Feira do Livro de Frankfurt tem uma visão clara para gerar oportunidades extras de negócios para editores e vamos trabalhar em conjunto para garantir que mais oportunidades sejam geradas e monetizadas em nível global. Trabalhar junto com os escritórios da Feira de Frankfurt ao redor do mundo, nos assegura que teremos momentos emocionantes à frente”, declarou Tom Chalmers, diretor da IPR License.

Por Leonardo Neto | PublishNews | 27/05/2015

Machado de Assis Magazine celebra downloads


No mês de abril foi atingida a marca de 51 mil downloads

51.966 downloads. Essa foi a marca que a Machado de Assis Magazine – Literatura Brasileira em Tradução, disponibilizada gratuitamente na internet, atingiu no mês de abril. O site da revista, uma iniciativa da Fundação Biblioteca Nacional e do Itaú Cultural, já ultrapassa 830 mil visitas. O objetivo da publicação é difundir e estimular a publicação da literatura e da produção intelectual brasileira no exterior. Inclui excertos de livros de autores nacionais selecionados, traduzidos para o inglês e espanhol. A edição mais recente, lançada durante o Salão do Livro de Paris 2015, incluiu também traduções para o francês.

PublishNews | 26/05/2015

Preciosidades da Biblioteca Monteiro Lobato são digitalizadas


Acervo é comporto por livros didáticos desde o fim do século 19 até meados da década de 1970

A Biblioteca Monteiro Lobato [Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, São Paulo/SP] abriga o Acervo Histórico do Livro Escolar – AHLE, constituído por títulos de uso escolar resguardado pelas antigas Bibliotecas Infantis. O espaço reúne várias fases da história e da educação no País desde o fim do século 19 até meados da década de 1970. Cartilhas, primeiras leituras e manuais de ensino, entre outros, compõem esse acervo especial, que contempla todas as disciplinas escolares dos cursos primário e secundário. Mais de 30 títulos antigos já foram digitalizados. Para mais informações, clique aqui.

PublishNews | 26/05/2015

Vendendo livro pela capa


Existem diversas maneiras de se vender um livro, uma delas é pela capa.

Por Ednei Procópio *

É verdade que os leitores não leem um livro somente pela capa, mas é certo afirmar também que muitos livros deixaram de ser comprados exatamente por culpa do seu acabamento. Para melhorar o nível de comunicação da obra com o leitor, no entanto, itens como o impacto, a essência e a criatividade na imagem utilizada podem ajudar a traduzir para o leitor o conteúdo do livro e ajuda a fisgar o consumidor para a sua aquisição.

A imagem da capa de um livro, somada ao título, será o primeiro contato que o leitor terá com o produto e pode ser decisivo na tomada de decisão do leitor. É necessário bom senso na hora de compor a capa de um livro. É de suma importância a criação de uma boa capa para a vida útil de uma obra. A embalagem ajuda na comercialização. Faz-se preciso, portanto, desenvolver a melhor arte para uma capa, que traduza fielmente o conteúdo da obra.

A TIPOGRAFIA

A TIPOGRAFIA

Um item importante é com relação à tipografia empregada que deve, além de ser esteticamente bonita, ser também legível, para que possa ser visualizada quando reduzida para ser divulgada em livrarias virtuais, blogs, etc. O profissional gráfico geralmente sabe disso, porém o próprio autor pode ajudar e também ficar atento se a equipe editorial está realmente tomando esses cuidados.

O AUTOR E A CAPA DO SEU LIVRO

O AUTOR E A CAPA DO SEU LIVRO

Uma determinada imagem que esteja apenas dentro da cabeça do autor pode não servir para chamar a atenção dos leitores. Muitas vezes, a ideia que um autor faz da capa de seu livro não reflete nem o livro em si, algumas vezes tão pouco o conteúdo ali contido. E muito menos ajuda o mercado editorial na circulação do produto.

Ainda assim, é importante que o autor, na medida do possível, também tenha o direito de opinar e até aprovar a arte capa do seu próprio livro e, eventualmente, propor a sugestões de melhoria que achar necessárias. Mas é mais necessário ainda que o autor não torne a sua ideia de capa algo imperativo, se a opção não ajudar na venda da obra.

OS TEXTOS NA CAPA DE UM LIVRO
OS TEXTOS NA CAPA DE UM LIVRO

Quantas vezes, porém, nos deparamos com obras cujos títulos nos chamaram a atenção, mas os textos da sinopse dispersam imediatamente a nossa atenção e o livro perde, com isso, aquele ato da compra por impulso? Textos curtos e diretos são sempre a melhor opção tanto para a minibiografia do autor quanto para a sinopse da obra.

Uma boa foto do autor também ajuda. Fotos tiradas de celular com aqueles fundos caseiros estão terminantemente proibidos. Se o desejo é optar por uma imagem mais jovial do autor, o ideal é que a foto seja tirada e preparada por um bom fotógrafo. Afinal, a imagem do autor também ajuda na composição da arte de uma boa capa.

O PROJETO DE UMA BOA CAPA DEVE INCLUIR

O PROJETO DE UMA BOA CAPA DEVE INCLUIR

O que não pode faltar na publicação de um livro é o investimento na redação de um eficiente texto de marketing, que venda a obra e o autor. Uma boa capa é a soma de um bom título, de uma boa imagem frontal e de bons textos de contracapa e orelhas, sinopses, sobre a obra e o sobre autor.

Entre os itens principais, nós temos:

    • Composição da arte e desenvolvimento do projeto gráfico da CAPA.
    • No caso principalmente dos livros em versão impressa, uma boa capa inclui um texto de marketing sobre o tema do livro e também sobre o autor [com foto opcional].
    • Inclusão do CÓDIGO DE BARRAS no livro para a facilitar a comercialização da obra em diversos pontos de venda [supermercados, livrarias, bancas de jornal, revistarias, etc.].
    • REDAÇÃO de texto promocional para o livro [título, subtítulo, texto da capa, texto da contracapa, texto da orelha, etc.].
    • Projeto e DESIGN gráfico. Conceituação do projeto gráfico e editorial do livro [capa, quarta capa, sobrecapa, guardas, acabamento, seleção de papéis etc.].

UMA CAPA PARA TODAS AS MÍDIASUMA CAPA PARA TODAS AS MÍDIAS

A capa de um livro digital, por exemplo, apresenta desafios diferentes se comparadas às suas versões para a impressão. A maioria das capas para eBooks são geralmente menores, pequenas, em formato miniatura para adequar-se às telas dos aplicativos de leitura. Os tamanhos reduzidos dessas miniaturas trazem novos desafios para o design da capa de um livro.

O título do livro, tanto quanto o próprio nome do autor, dentro da arte da capa, também têm de ter legibilidade, independente das informações e dados que geralmente acompanham o cadastro de um livro. O título do livro deve ser, nesse sentido, pensado para ser visível não somente para a versão impressa, que guarda mais espaço no campo de visão de um leitor, mas também no caso em que a capa do livro é disponibilizada para Blogs, redes sociais, livrarias online, etc.

 

Ednei ProcópioEdnei Procópio é empresário e um dos maiores especialistas em livros digitais do país, pioneiro na área desde 1998. Como editor e sócio-fundador de selos editoriais, atua na publicação, comercialização e divulgação de centenas de títulos em versões impressas sob demanda e digitais através da LIVRUS Editorial. Publicou Construindo uma biblioteca digital [2005], O livro na era digital [2010] e em 2013, Procópio lançou seu terceiro livro A Revolução dos eBooks [pela editora do Senai] indicado ao Prêmio Jabuti 2014.

Mais de mil advogados já utilizam biblioteca digital no PI


Tendo que atender pessoalmente clientes, buscar fóruns, secretarias, protocolar documentos, nem sempre sobra tempo para o profissional da advocacia se debruçar ou mesmo buscar em acervos de bibliotecas materiais para seus estudos e profissionalização. Tão necessário quanto o trabalho diário, é o aperfeiçoamento e atualização do profissional.

Pensando nisso, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, firmou parceria com a Editora Fórum, disponibilizando aos advogados adimplentes um Biblioteca Digital com mais de 150 exemplares jurídicos, que podem ser acessados de qualquer lugar ou hora. Em menos de três meses, 1.038 advogados já realizaram o cadastro e utilizaram o material disponível.

A tecnologia nos permite manter as publicações sempre atualizadas, o que garante uma maior confiança e eficácia no conteúdo disponível”, garantiu o presidente da Editora, Luís Cláudio. Para acessar os exemplares, os advogados deverão solicitar o acesso, por meio de um cadastro na página da biblioteca, informando dados pessoais e número de inscrição na Ordem.

Atualmente, um sistema online é utilizado pelos estudantes que frequentam a biblioteca física da OAB-PI. No entanto, por meio da parceria, mais de 150 volumes, entre livros de processo civil, penal, direito público e empresarial, podem ser acessos até mesmo do escritório do advogado inscrito na Ordem.

A parceria amplia o que já oferecemos aos que frequentam a biblioteca da Ordem. O nosso objetivo é permitir que os profissionais tenham acesso de forma prática e dinâmica a estas publicações. Conhecemos a necessidade desta ferramenta na rotina dos advogados e o conceito prestado pela Editora no país”, defendeu Willian Guimarães, presidente da OAB-PI.

A Biblioteca Digital é composta por séries com obras publicadas pela Editora Fórum nas diversas áreas do Direito e possui todos os benefícios da plataforma, como leitura simultânea, busca integrada e permanência por tempo indeterminado do conteúdo adquirido.

OAB/PI | 26/05/2015

O site que contém tudo o que já foi e será escrito


Criado pelo escritor Jonathan Basile, o site é a representação virtual de uma ideia de Jorge Luis Borges. No conto “A Biblioteca de Babel”, o escritor argentino descreve um universo que “compõe-se de um número indefinido, e talvez infinito, de galerias hexagonais” que contém livros únicos marcados pela variação de uma sequência de 25 símbolos ortográficos [22 letras, o ponto, a vírgula e o espaço]. Cada um desses livros têm 410 páginas, cada página tem 40 linhas e cada linha tem 80 posições. Ou seja, a Biblioteca contém pelo menos 25^1 312 000 livros [~1,9*10^1 834 097 em notação científica], e não estamos sequer considerando as variações de títulos nessa conta porque Borges não especifica seu limite. Esse é um número tão inimaginavelmente vasto que a quantidade de átomos do universo, estimada em 4*10^81, parece minúscula em comparação. Resumindo, a Biblioteca contém tudo que pode ser escrito com o alfabeto.

Em uma entrevista à Flavor Wire, Basile disse ter se surpreendido quando descobriu que ninguém havia tentado reproduzir a Biblioteca antes, já que ela é “uma extensão tão natural das capacidades de um computador”. O escritor decidiu, então, aprender a programar para suprir essa falta. No final das contas, seu projeto acabou se tornando ainda mais ambicioso quando ele decidiu usar 26 letras, o que amplia o número de livros para 29^1 312 000.

No entanto, o desafio acabou se mostrando um pouco mais difícil do que o antecipado. O primeiro método de reprodução do site consistia em simplesmente gerar documentos de texto randômico e exibi-los para o usuário. Naturalmente, seria impossível recriar a Biblioteca inteira dessa forma. Na verdade, o número total de documentos necessários seria tão vasto que nem um universo inteiro feito de HDs seria suficiente para armazena-los.

Isso fez com que Basile entendesse o verdadeiro poder da representação virtual: seu programa foi reescrito com um algoritmo que cria a página do livro automaticamente a partir de um input em hexadecimal que representa a posição do hexágono que contém o trecho.

Mas isso não quer dizer que o problema da representação fiel foi completamente resolvido. O tamanho quase inimaginável da Biblioteca continua a criar desafios interessantes. Basile precisa trabalhar com números de cerca de 6 000 dígitos, mas as estruturas de dados normais da linguagem que ele está utilizando no momento [C++] só permitem 17 dígitos [64 bits de precisão].

No conto de Borges, a espécie humana gastou suas gerações devassando o labirinto de livros em busca de verdades universais. “Quando se proclamou que a Biblioteca abarcava todos os livros, a primeira impressão foi de extravagante felicidade.” Mas essa impressão logo se dissipou: a imensa maioria dos livros só continha uma coleção de letras sem nexo.

Quem visitar a Biblioteca virtual vai notar que ela também é dominada pela desordem. No entanto, ela oferece uma tremenda vantagem sobre a Biblioteca física: um campo de busca. No site é possível fazer buscar de trechos de até 3 200 caracteres. Também é possível procurar hexágonos virtuais pelo seu endereço hexadecimal e depois escolher, manualmente, a parede, a prateleira, o volume e a página que talvez contenha uma profecia. Mas na maioria dos casos você se sentirá tão perdido quanto os bibliotecários de Borges.

Mesmo que o motor de busca se torne mais sofisticado, dominar a Biblioteca é uma tarefa impossível. Assim como a coleção de letras “China” têm vários significados em português e outros, distintos, em inglês, qualquer outra coleção de letras pode assumir significados linguísticos e criptográficos completamente imprevisíveis. “Falar é incorrer em tautologias”, como escreveu Borges. A biblioteca mais completa do universo é, portanto, inútil.

Por Leonardo Veras | Publicado originalmente em INFO Online | 25/05/2015

Como escolher um e-reader para comprar?


O leitor de e-books é uma boa opção para quem lê muito e procura mais praticidade. No mercado brasileiro, existem bons modelos disponíveis, como o Kindle, da Amazon, o Lev, da Saraiva, e o Kobo, da Livraria Cultura. Mas independente da marca, para ter certeza de que o e-reader vai suprir suas necessidades, é necessário ficar atento a alguns fatores: compatibilidade, memória, conectividade são alguns deles. Confira.

Design e Conforto

Para começar, a ideia do e-reader é ser leve e compacto para ser transportado com facilidade e ler os títulos em qualquer lugar. Então, vale conferir nas especificações dos dispositivos o peso e as dimensões, em comparação com o tamanho da tela. Normalmente, um leitor de e-book tem o tamanho aproximado ao de um livro de bolso. Se ele for muito pesado será um desconforto durante a leitura, e o braço pode se cansar facilmente.

Para ter uma ideia, o novo Kindle da Amazon, por exemplo, tem dimensões de 169 mm de altura, 119 mm de largura, 10,2 mm de espessura e pesa 191 gramas. Já o Lev, da Saraiva, tem design com 166 mm de altura, 120 mm de largura, 9 de espessura e pesa 190 gramas. Essas dimensões oferecem ao usuário uma uma experiência confortável, então, o modelo não deve ultrapassar muito dessa faixa.

É interessante também observar o material do e-reader e verificar se ele oferece alguma textura para evitar que o dispositivo escorregue das mãos. As bordas proporcionais também são importantes para oferecer uma leitura mais agradável, com espessura suficiente para o apoio dos dedos nas laterais. Uma dica é observar o dispositivo em mãos para ver se ele é o que se está planejando e evitar futuras frustrações, já que as fotos nas lojas online nem sempre são tão precisas.

Formatos aceitos e compatibilidade

Muitos livros digitais são arquivos em formatos EPUB ou MOBI. É importante que o leitor digital de sua escolha tenha suporte às duas extensões, assim, você não deixa de ler um livro por causa do tipo de arquivo. Um dos formatos mais populares para textos é o PDF, não é aceito em muitos e-readers não oferece suporte completo para ele.

Caso tenha muitos textos acadêmicos ou pessoais para ler em PDF, vale conferir nas configurações do leitor de e-books antes de investir em um deles. Alguns modelos oferecem uma tecnologia chamada PDF Reflow, que ajustam o PDF na tela para que as letras não fiquem muito pequenas, distorcidas e ilegíveis.

Os e-readers, em geral, oferecem uma loja interna para a compra e descoberta de novos e-books. Dessa forma, a busca por um determinado título é ainda mais simples. Uma dica é conferir na Internet, antes de comprar, qual marca oferece mais títulos e se estão disponíveis em português.

Recursos extras e conectividade

A iluminação é um dos recursos extras de destaque em um leitor de e-book. Isso porque sem ela os usuários ficam limitados a um ambiente com luz natural ou artificial bem clara para ler de forma confortável. Então, na hora de escolher, vale checar se a iluminação está entre as especificações.

Outro fator que pode influenciar bastante na agilidade de uso é a tela sensível ao toque. Com ele, o funcionamento é mais fluido, assim como a ação de passar a página e demais ajustes sem botões físicos. Então, para conferir se o aparelho não apresenta delay ou travamentos nessa função, também vale ir até uma das lojas físicas e experimente seus recursos.

A maior parte dos modelos vem com conexão Wi-Fi no dispositivo básico, para fazer o download de e-books, opção de salvar na nuvem e mais funções. O que pode incrementar é o uso da conexão de Internet 3G e demais redes móveis. Isso vai da necessidade de cada usuário: se você viaja muito e não sabe se terá um Wi-Fi disponível em cada parada, talvez seja interessante investir em uma dessas funções no seu e-reader.

Os leitor digital costuma incluir ter entrada USB para o carregamento da bateria e conexão com o computador. Isso faz com que ele seja compatível com notebooks e computadores com Windows, Mac OS, Linux e os principais sistemas operacionais. Para muitos modelos, não é necessário fazer uso do cabo para transmitir os livros, já que ele dispõe de conexão Wi-Fi, e pode receber os arquivos pela Internet.

Memória

Os livros em formato digital como MOBI ou EPUB costumam ter um tamanho reduzido, o que ajuda na hora de acumular títulos em seu e-reader. No entanto, é fundamental um dispositivo com um armazenamento suficiente para suas leituras. Um dado importante é que os arquivos em PDF podem ser mais pesados, e vão ocupar mais o espaço interno.

Alguns modelos de dispositivos oferecem ainda um serviço interno de nuvem para guardar seus e-books, e isso pode ser bem interessante para os leitores mais assíduos. O novo Kindle e o Lev vêm com 4 GB. Isso oferece espaço para milhares de títulos nos formatos de e-books mais leves. Deve ser suficiente para sua leitura, mas caso aparelho fique lotado, a dica é guardar no sistema de nuvem e baixar quando precisar.

Tela e resolução

A resolução da tela é outro fator fundamental para comprar um leitor de e-books. Isso porque ele interfere diretamente na forma como o texto é projetado. Caso a resolução seja boa, HD ou Full HD, as imagens e letras não devem ficar pixeladas. Resoluções menores do que essas poderão ficar ultrapassadas rápido e o usuário pode se arrepender.

A tela do e-reader não é muito grande como as de alguns tablets do mercado. Até porque a função do leitor é ser mais portátil, como um livro de bolso. Portanto, é comum encontrar modelos na faixa de 6 polegadas. A tecnologia e-ink, conhecida como “tinta digital” é o que dá essa sensação de que o leitor está se deparando com papel e tinta impressa. Ela é emitida em preto e branco, e esses fatores oferecem o conforto de leitura, ao contrário das telas de tablets.

Bateria

Outro ponto para observar antes da compra é a duração da bateria do e-reader. Lembre-se de contabilizar as horas de uso, enquanto o aparelho está ligado, e em modo stand-by. Dessa forma, você poderá escolher um modelo conforme sua necessidade diária de leitura.

Por causa da tela e-ink e sua transmissão em preto e branco, o que demanda menos bateria, a carga do leitor digital costuma durar várias horas. Não se assemelha em nada com os smartphones, que precisam de carga todos os dias. Um e-reader de qualidade deve durar cerca de uma semana sem precisar ser plugado na tomada.

Além disso, vale lembrar que o carregamento via USB é mais lento do que diretamente na eletricidade de casa. Então, em caso de pressa, vale investir em um adaptador para tomada.

Preço

Os e-readers mais básicos, sem recursos extras como 3G ou iluminação, estão na faixa de R$ 299 ou menos, dependendo da loja de compra. No entanto, é interessante investir um pouco mais em um modelo mais completo, que não vai te decepcionar quando a luz ambiente estiver fraca ou precisar se conectar longe de uma rede Wi-Fi.

Publicado originalmente em Techtudo | 24/05/2015

Nasce um portal de sebos


De acordo com a coluna Painel das Letras do último sábado, 31 vendedores de livros, incluindo dois dos maiores sebos em atividade na Estante Virtual, ingressaram no Portal dos Livreiros, site que entrou no ar neste mês, em versão de testes, para concorrer com o maior portal do gênero no país. Projeto de Julio Daio Borges, que deixou a Estante Virtual após sete anos como vendedor, o Portal dos Livreiros é uma resposta à decisão da Estante, de maio de 2014, de aumentar comissões sobre vendas de 6% para 8% a 12%. O novo site cobrará deles 5% de comissão, sem mensalidade [a Estante cobra de R$ 42 a R$ 132 por mês], com inscrição de R$ 97. A página aceitará cadastros de vendedores “pessoa física”, perfil que a Estante deixou de aceitar, e terá curso on-line para livreiros.

Por Raquel Cozer | Publicado originalmente em Folha de S. Paulo | 23/05/2015

Plataforma de gestão reduz em 70% os custos das editoras com cadastro de livros


Grande vilão das vendas no Brasil, cadastro de livros conta agora com a gestão editorial de uma plataforma unificada, que gerencia o catálogo em diversas lojas simultaneamente e gera informações estratégicas

A venda de livros impressos no Brasil representa, atualmente, 98% do total no mercado editorial brasileiro, ficando por conta dos eBooks os 2% restantes. Ainda assim, não existia no mercado editorial brasileiro uma ferramenta capaz de facilitar o cadastramento desses produtos pelas editoras junto às livrarias. Com a utilização da Ubiqui, plataforma de gestão editorial, essas empresas terão uma redução de 70% nos custos desse processo, além da otimização e agilidade nos cadastramentos.

A ferramenta surgiu, em primeiro lugar, para atender um gargalho do mercado editorial, ou seja, o cadastro de produtos e livros nas lojas. No entanto, a ferramenta atende tanto as necessidades das editoras quanto das livrarias, facilitando a realização de negócios e melhorando o desempenho nas vendas, com ótimo custo-benefício”, afirma o CEO da Ubiqui, Rafael Schaffer Gimenes.

A plataforma Ubiqui possibilita o cadastro do catálogo de livros com as mesmas informações [preço, capa, assunto, sinopse etc] em diversas livrarias, tudo isso por meio de um único ambiente. A Ubiqui entrega a cada lojista o cadastro no formato do sistema usado por ele [Onix, XML, CSV, TXT ou Excel]. Além disso, são disponibilizados módulos de serviços que possibilitam a gestão de catálogos, vendas, marketing e direitos autorais. As informações analíticas sobre as vendas, proporcionadas pela plataforma, também auxiliam as editoras na elaboração de estratégias de mercado.

KB Assessoria em Comunicação | kbcomunicacao.com.br

O que o ePub pode fazer pelos Apps de livros


Por Marina Pastore | Publicado originalmente em Colofão | 20 de maio de 2015

Um app maravilhoso para convencer você a ler este texto gigante até o final

Um app maravilhoso para convencer você a ler este texto gigante até o final

Já falamos bastante por aqui sobre o formato ePub, suas variações e todas as suas maravilhosas possibilidades. Mas, embora o ePub 3 já permita recursos como áudio, vídeo e animações, o nível de interatividade que é possível incluir num e-book é limitado pelos padrões do formato e pela plataforma na qual ele é lido. Para projetos mais complexos, entram em cena os aplicativos, que são mais livres não apenas em relação aos recursos que se pode incluir, mas também à própria estrutura do livro: a navegação não precisa ser necessariamente linear e orientada por um sumário, o texto não precisa necessariamente ser apresentado em páginas, enfim.

Esta variedade de recursos fez com que os apps de livros fossem bastante explorados logo após o lançamento do primeiro iPad, em 2010, mas hoje a empolgação por eles entre as editoras parece já não ser mais a mesma. Isso porque eles também trazem uma série de desvantagens: em primeiro lugar, poucas editoras têm uma equipe interna capaz de produzi-los; encomendar um app a uma empresa especializada, embora seja mais barato hoje do que alguns anos atrás, ainda é bem mais caro do que o custo de produção de um e-book. Se pensarmos que é necessário produzir uma versão para cada sistema operacional, então, o investimento necessário é ainda maior. Ainda assim, a distribuição do app é mais restrita que a de um e-book: em geral produz-se uma versão para iOS e/ou para Android, ou seja, não são só os e-readers que ficam de fora, mas também todos os aparelhos que utilizam outros sistemas operacionais.

Do ponto de vista do marketing, os apps também representam uma dificuldade: um leitor em busca de um novo livro costuma acessar o site de uma livraria, não uma loja de aplicativos [e convenhamos que aplicativos de livros não são exatamente o foco das app stores]. Assim, além do custo de produção, é necessário investir também na divulgação, para que o app não corra o risco de ficar para sempre escondido no meio de Candy Crushes e Flappy Birds da vida. Por fim, há o problema da precificação: embora seja comum vender e-books simples por US$9,99 ou mais, apps em geral raramente custam mais do que US$4,99. Com usuários acostumados a baixar programas e jogos complexos gratuitamente ou por poucos dólares, fica difícil justificar um preço mais alto por um app de livro.

Ainda assim, várias editoras souberam usar os apps a seu favor, levando aos leitores conteúdos que dificilmente poderiam ser apresentados de outra maneira e que realmente enriquecem a experiência de leitura [seja na adaptação de livros impressos, seja com conteúdo novo produzido especialmente para o formato]. Deixando de lado o mundo dos livros didáticos, que tem necessidades e objetivos completamente diferentes, vou falar aqui sobre alguns dos apps de livros que considero mais interessantes.

Infantis

Muitos dos primeiros apps de livros infantis eram basicamente imitações do livro impresso com animações, narrações e/ou pequenos jogos que pouco acrescentavam à história. A aproximação entre livro e jogo gerou – bem, ainda gera – muita discussão sobre o valor dos apps para a experiência de leitura, já que estes recursos poderiam distrair a criança do texto principal, ao invés de enriquecê-lo. Hoje, porém, já existem apps bem mais sofisticados, com elementos interativos mais complexos, capazes de trazer algo além de uma simples reprodução “enfeitada” do livro impresso. A Feira do Livro Infantil de Bolonha tem até um prêmio especial para este tipo de livro, o Bologna Ragazzi Digital Award. Este ano, o app vencedor foi My Very Hungry Catterpillar, que é mais um complemento ao livro impresso do que uma adaptação dele: segundo o júri do prêmio, o aplicativo “estende brilhantemente uma obra muito querida da literatura infantil para o mundo digital, com interatividade apropriada à história e profundamente imersiva. […] Ele é bem-sucedido em comunicar inteiramente sem palavras e traz nova profundidade a uma obra clássica da literatura infantil.”

Juvenis

Nos livros juvenis, a utilidade de recursos interativos é menos óbvia, uma vez que jogos e animações já não são tão interessantes para esta faixa etária. Mas há elementos além do livro que podem ser explorados neste formato, incluindo conteúdo extra [imagens, vídeos, histórias paralelas, biografias dos personagens…] ligado a um autor ou série, como no app World of Richelle Mead ou na série transmídia Infinity Ring.

Outra experiência que considero interessante, por explorar uma maneira de narrar própria do digital, é a do livro Chopsticks. Nele, a história é contada principalmente a partir de fotos, vídeos, sons, imagens de objetos e outras pistas – o texto em si é usado apenas dentro de recortes de jornal, cartas ou mensagens de texto trocadas pelos personagens. Um dos pontos altos do app é quando a protagonista ouve uma velha fita cassete gravada por sua mãe: é uma bela utilização de um recurso emocional que não pode ser imitado pela versão impressa.

Adultos

No campo da não-ficção, a utilidade dos recursos possíveis nos apps fica mais evidente, já que este tipo de livro costuma ser apoiado por documentos, fotos e outros materiais de pesquisa que, se disponíveis, podem ser consultados diretamente pelo leitor. O app Picasso, desenvolvido pelo MoMa, oferece uma visão detalhada de 15 obras do artista, incluindo vistas tridimensionais e sob luz ultravioleta, por exemplo. Já os apps desenvolvidos pela Citia de certa forma percorrem o caminho inverso: a empresa propõe uma outra forma de organizar o livro, através de pilhas de cartões, cada um sintetizando a ideia principal de um capítulo.

Já na ficção, é complicado falar sobre livros “enriquecidos”: nem toda obra literária precisa de recursos além do texto ou é beneficiada por eles. Mas, em alguns casos, sobretudo quando há material histórico ou de estudo relacionado à obra, os recursos proporcionados pelos apps são bastante úteis. O app de On the Road, por exemplo, reúne uma vasta quantidade de material extra, como fotos e documentos, que certamente não poderiam ser incluídos na edição impressa e que, num ePub, não poderiam ser organizados e visualizados da mesma forma. Há ainda um mapa interativo que ajuda o leitor a visualizar a rota percorrida pelos personagens. Outro aplicativo que oferece valiosos materiais adicionais, desta vez na poesia, é The Waste Land, que parte do poema clássico de T.S. Eliot. As muitas referências do poema são explicadas por meio de notas e entrevistas com especialistas; o app traz ainda interpretações em áudio e vídeo do poema, que dão nova dimensão à obra.

Mais uma vez, é nas obras pensadas especialmente para tablets que os recursos do formato digital têm mesmo chance de brilhar. O app The Silent History, por exemplo, tem uma interface [linda, por sinal] pensada especificamente para a estrutura da história – fragmentada, contada por meio de testemunhos de personagens diversos – e usa a geolocalização para “destravar” determinadas partes do texto. Já o Device 6 vai por um outro caminho, misturando literatura de mistério e puzzles. A própria estrutura do texto é muito ligada ao aparelho em que se lê: é preciso virar o tablet várias vezes, porque a direção do texto espelha a direção em que a personagem se move; quando ela caminha por um caminho estreito e comprido, o texto se torna uma única linha longa; quando ela desce escadas, as palavras assumem a forma de degraus, e assim por diante. Ao final de cada capítulo, é preciso resolver um puzzle para avançar ao próximo. É, sem exagero, uma das coisas mais maravilhosas que já passaram pelo meu iPad: o texto é bem escrito, as imagens e sons são relevantes para a narrativa, os jogos são desafiadores o suficiente; é o melhor dos mundos do livro e do video game [esta resenha do IGN detalha melhor o que eu quero dizer]. Este, para mim, é um app que consegue o que todo aplicativo de livro deveria buscar: deixar a eterna discussão sobre a validade dos elementos interativos para a literatura [mas é livro? Ou é jogo?] em segundo plano diante da qualidade da experiência.

Por Marina Pastore | Publicado originalmente em Colofão | 20 de maio de 2015

Marina Pastore é jornalista formada pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Descobriu os e-books ainda na faculdade, em 2011, e foi amor ao primeiro download. Vem trabalhando com eles desde então, integrando o departamento de livros digitais da Companhia das Letras. Seu maior orgulhinho profissional foi ver toda a obra de seu autor preferido e muso inspirador, Italo Calvino, disponível em formato digital. Sua vida é basicamente um grande episódio de Seinfeld, mas com menos sucrilhos e mais [muito mais] gifs animados.

Os audiolivros mais ouvidos de abril na Ubook


O serviço de assinatura de audiolivros por streaming Ubook divulga a lista com os dez títulos mais ouvidos em abril. A categoria que se destacou no mês na preferência dos assinantes é a de autoajuda. Nessa listagem também chamou atenção o escritor e psicanalista Augusto Cury, que além de ocupar o primeiro lugar com Ansiedade – Como enfrentar o mal do século, ainda teve mais dois audiolivros entre os dez mais ouvidos: 12 semanas para mudar uma vida e As regras de ouro dos casais saudáveis, em quarto e quinto lugar, respectivamente. A lista ainda apresenta os títulos As mentiras que os homens contam, de Luis Fernando Verissimo, na segunda posição, O pequeno príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, na terceira, 1822, de Laurentino Gomes, na sexta posição, A arte da guerra, de Sun Tzu, Violetas na janela, de Vera Lucia Marinzeck de Carvalho, na oitava, O poder da energia, de Pam Grout, na nona e As 21 irrefutáveis leis da liderança, de John C. Maxwell, na décima posição.

PublishNews | 19/05/2015

Ação inédita aposta em geolocalização nos livros


FCB cria livro que muda história de acordo com o lugar

Já imaginou ler um livro cuja história se altera e se adapta de acordo com a localização do leitor? Sim, é possível. Em ação desenvolvida pela agência FCB Brasil, o Trip Book Smiles foi criado como parte da campanha de 20 anos do serviço de milhagem.

Com uma história original escrita por Marcelo Rubens Paiva, o Trip Book conta as aventuras de viagem de Theo e Maria Manoela, casal que mora em São Paulo na faixa dos 40 anos e decide dar um tempo nas obrigações cotidianas fazendo uma viagem para a mesma cidade onde passaram a primeira lua de mel, décadas antes, numa tentativa de reviver a paixão.

Por Tiago Bosco | Publicado originalmente em Revista Arte Wide | 18/05/2015

Novo livro de Umberto Eco questiona jornalismo e a internet


“Número zero”, o novo livro do filósofo italiano Umberto Eco, coloca questões sobre jornalismo e as novas plataformas digitais, escolhendo como cenário narrativo a redação de um jornal diário.

Com o jornal, intitulado “Amanhã”, a lançar-se no mercado, há decisões que se têm de tomar, nomeadamente do foro editorial, e é nesta área que Umberto Eco preconiza algumas das suas reflexões.

Esta obra de Umberto Eco torna-se, nesta vertente, numa espécie de manual de decisões em que a qualidade do produto final está mais arredada das preocupações do que seria desejável”, adianta em comunicado a editora Gradiva, que edita o livro em Portugal.

Sendo esta uma obra de ficção, a leitura que pode ser feita do que lá se escreve vai além da boa leitura que a narrativa proporciona“, acrescenta a editora portuguesa.

“Número zero” foi traduzido por Jorge Vaz de Carvalho e chega às livrarias portuguesas nesta terça-feira, anunciou a mesma fonte.

Um dos focos da narrativa é a vida política e como esta se torna um meio de suspeitas, rumores e maledicência.

Tal como em outras obras de ficção, Eco optou por um enredo de “suspense”, ao mesmo tempo que coloca questões sobre o papel dos media tradicionais e como estes deviam debater os conteúdos difundidos pelos diversos formatos na rede global.

Poder e jornalismo associam-se aqui a teorias da conspiração. Um redactor paranoico que anda pela [cidade de] Milão em que a história se passa, segue atrás de pistas que remontam ao fim da Segunda Guerra Mundial e, somando factos, chega a um complexo resultado que tem tudo para convencer“, adianta a Gradiva que prossegue: “Começa pelo cadáver de um pseudo-Mussolini e segue pelos meandros da política, envolvendo o Vaticano, a máfia, os juízes e os serviços secretos“.

Sapo.pt | 18/05/2015

Dissertação examina os sistemas de DRM


Os livros digitais facilitam o acesso aos livros, por meio de fatores como a diminuição de barreiras geográficas e financeiras. Como forma de combater a pirataria na rede, os e-books são protegidos por Digital Rights Management [DRM], uma trava tecnológica que permite que os titulares de direitos autorais protejam seus direitos por meio do controle do que os usuários conseguem fazer com os arquivos digitais. Esse foi justamente o tema escolhido pela autora Ana Carolina Bittar para a tese de mestrado que defendeu na Fundação Getúlio Vargas. Digital rights management, concorrência e acesso ao conhecimento no mercado de livros digitais examina como os sistemas de DRM afetam a concorrência no mercado de livros digitais. A íntegra da dissertação pode ser baixada gratuitamente clicando aqui.

PublishNews | 15/05/2015

Convertei-vos e crede.. no digital


Por José Fernando Tavares | Publicado original em Colofão | 13/05/2015

É sempre difícil para nós [ao menos para mim] aceitar de bom grado as mudanças.

Parece que somos sempre levados a permanecer com os pés grudados no território já conquistado, com medo de nos lançarmos em busca de novas terras.

A sensação de insegurança que o novo mostra se contrapõe de modo brutal com a segurança que temos ao olharmos para trás e vermos o que já conhecemos. Foi assim, provavelmente, para o primeiro homem que ousou enfrentar o mar em busca de novas terras. É assim todos os dias de nossas vidas. Temos sempre receio de mudar e desconfiamos das coisas novas, sem nem mesmo conhecê-las.

Não é diferente para o mundo editorial, que olha os livros digitais como o pai coruja olha o primeiro namoradinho da sua filha. Temos medo e pouco conhecimento e, em consequência, tentamos modelar este novo à imagem do que já conhecemos.

A reflexão da Lúcia [veja aqui] já nos convidava a repensar um pouco o modo como estamos criando nossos livros digitais. Comprovo isto naqueles projetos que preveem a passagem de uma versão impressa para uma digital. Os critérios adotados pelos editores/autores/designers para esta “conversão” são sempre relacionados ao formato impresso, na tentativa de manter exatamente a mesma “cara”. O que, sabemos, não é possível. Surge assim a frase que todo designer de livros impressos diz: “Mas assim perdemos a riqueza do design”.

E é difícil convencer de que design é muito mais que espaçamento ou cor de fundo nas páginas. Existem muitos sites lindos [esteticamente falando] e que são feitos com a mesma tecnologia dos e-books no formato ePub; portanto, um e-book não deve ser necessariamente “feio”. Pode e deve ser “bonito”, seja qual for o significado de “bonito”.

O que precisamos é de uma “metanoia”1, palavra grega traduzida por conversão, mas que significa muito mais do que isso. É uma mudança nos critérios, no ponto de vista.2

Na prática, como podemos iniciar este processo? Repensando a apresentação do conteúdo e levando em consideração o novo suporte onde será apresentado. Não adianta manter todos aqueles espaçamentos que a página impressa permitia [ou exigia], porque a tela de um e-reader, tablet ou smartphone é pequena! Não adianta querer que a imagem passe de uma página para outra, pois um e-reader não tem página dupla3; não adianta querer que a minha capa seja quadrada como no impresso. Afinal, as estantes das lojas e os e-readers apresentam um espaço vertical.

Surge então a pergunta: por que perder este precioso espaço de marketing só para imitar o impresso?

Produzir um livro digital exige critério e não deve ser feito ao acaso, simplesmente eliminando as partes que não funcionam bem. Seria útil pensar a partir do leitor que irá pôr as mãos naquele aparelho e se confrontará com o conteúdo fornecido.

Algumas perguntas podem nos ajudar: é realmente relevante o modo como eu estou apresentando o conteúdo? Este design ajuda a perceber e viver melhor o texto? Agrega algo esta imagem, este enfeite, ou serve só para “encher linguiça”?

Lógico, para chegar a este ponto é necessário estudar, entender e sobretudo LER no formato digital.

Então, a primeira regra de ouro para quem produz conteúdo no formato digital é: LEIAM o que vocês estão produzindo em e-readers, tablets, smartphones4 e sintam se a apresentação do conteúdo era realmente o que vocês tinham intenção de comunicar.

Segunda regra: quando possível, criem primeiro a versão digital e depois a impressa.5

Finalizo com outro elemento prático que teremos oportunidade de aprofundar: pensem em um formato que possa agregar qualidades típicas do digital ao seu conteúdo, como o ePub3 fluido, que oferece a capacidade de adaptação para os vários tamanhos de tela, melhor navegação no conteúdo, integração com elementos multimídia e capacidade de poder apresentar o conteúdo seja online ou offline.

1. meta = mudança, ir além; nus = mente, mentalidade.
2. O “nus” para os gregos era o princípio que tudo governa e dá sentido à existência.
3. A menos que eu o vire na horizontal e tenha assim a simulação de uma dupla página. Isto, na realidade, causa mais problemas do que soluções.
4. Ler realmente e não simplesmente dar uma olhadinha ou fazer testes. A leitura prolongada de um texto vai ajudar a encontrar os pontos fortes da versão digital e as fraquezas do design.
5. A experiência da Maurem Kayna [confira aqui] é significativa neste sentido. Também fiz uma experiência parecida com um livro infantil e foi uma experiência muito interessante.

José Fernando Tavares

José Fernando Tavares

Por José Fernando Tavares | Publicado original em Colofão | 13/05/2015

Trabalha com livros digitais desde o início de 2009. Com formação humanística, viveu 20 anos na Itália, onde atuou como gráfico e diagramador de livros. Ali conheceu e se apaixonou pelos livros digitais. Fundou como sócio a Simplíssimo Livros e, no início de 2014, a Booknando Livros, uma empresa voltada à produção e à formação de profissionais da área com cursos e palestras sobre o tema. Ama uma boa macarronada e um bom vinho!

O eBook cuja história viaja com o leitor


Imagine ler um eBook cuja história se passa na cidade onde você está. Rio de Janeiro, Bueno Aires, Nova Iorque, Paris, Roma e Liboa. Trip Book Smiles é o primeiro eBook que se adapta ao roteiro da viagem do leitor.

O leitor também pode ter a experiência do Trip Book Smiles quando quiser. Basta baixar o aplicativo para iOS ou Android e embarcar nesta aventura. O leitor baixa o aplicativo Trip Book Smiles. Viaja e leva o tablet com ele. O aplicativo reconhece a cidade onde ó leitor se encontra e a versão do eBook correspondente.

Confira o case!