Para consultor, impressos e digitais devem coexistir


Julio Verne foi recusado por 15 editoras antes de emplacar seu primeiro grande sucesso, Cinco semanas em um balão. “Quantos autores com histórias semelhantes desistiram antes de ser publicados?“, pergunta Carlo Carrenho, diretor do PublishNews. As possibilidades criadas pelos e-books e pela autopublicação ampliam o mercado para os escritores, mas, no Brasil, ainda esbarram nas dificuldades de consolidação do mercado editorial digital. “Comparar livros físicos e digitais, como se um fosse excluir o outro, é algo ultrapassado“, comenta Carrenho. Segundo ele, os dois tipos de publicação tendem a coexistir. A acessibilidade tem se mostrado uma das principais vantagens dos e-books e da autopublicação. “A popularização do e-book tem a ver com o acesso: geográfico [basta ter internet], econômico [costumam ser mais baratos], e com a quantidade de opções disponíveis, que nem as maiores livrarias físicas podem oferecer“, completa Carrenho.

Por Júlia Matravolgyi | Valor Econômico | 30/04/2015