Brasil na corrida digital


Em 22 de maio do ano passado, depois de um Boing 737 pousar no Rio de Janeiro, a comissária de bordo anunciou: “Caros passageiros, um Kindle escorregou para frente durante o pouso. Por favor, verifiquem se ele é seu”. Isso é, certamente, um sinal de que a leitura digital está chegando ao Brasil. O pontapé foi no dia 5 de dezembro de 2012, com o Google, Amazon e Kobo lançando suas livrarias eletrônicas todas no mesmo dia. A Apple começou a vender em português dois meses antes e a Livraria Saraiva, maior rede do país, havia feito experiências com o digital desde 2010. Até o final de 2013, os e-books cresceram 400% em relação a 2012, embora as vendas totais representaram apenas 2,5% das unidades vendidas no comércio em geral. Como resultado, as expectativas para 2014 foram elevadas. No entanto, os e-books simplesmente não entraram no ritmo do samba. Estimativas de editores brasileiros mostram que apenas 3,5% das vendas foram feitas no formato digital. Apesar do crescimento limitado, o digital está pronto para decolar no Brasil. E não surpreendentemente, a Amazon emergiu como líder de mercado nos últimos dois anos. Embora não haja dados oficiais, as estimativas é que a Amazon tenha 30% do mercado de livros digitais no Brasil, seguida pela Apple [25%], Saraiva [20%], Google [15%] e Kobo [5%].

Por Carlo Carrenho | Publicado originalmente em Publishers Weekly | 14/04/2015

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